\ A VOZ PORTALEGRENSE

Quinta-feira, Novembro 12, 2009

Bloco de Esquerda

Degradação social e salários em atraso no distrito de Portalegre
(Concelhos de Nisa e Crato)‏
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Núcleo do Bloco de Esquerda Nisa
Na sequência dos contactos dos trabalhadores de empresas sedeadas nos concelhos de Nisa e Crato, distrito de Portalegre, nomeadamente da Granisan, Granitos Maceira e Singranova, o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda tomou conhecimento de inúmeras situação de salários em atraso, bem como de subsídios de férias e de Natal por pagar.
A deputada Mariana Aiveca, da Comissão Parlamentar de Trabalho, Segurança Social e Administração Pública, questiona o Ministério do Trabalho e da Segurança Social sobre a situação que já há algum tempo se arrasta e que medidas pretende o Governo tomar para estancar a evidente degradação do tecido social e laboral da nossa região.

Assunto: Degradação social e salários em atraso no distrito de Portalegre (Concelhos de Nisa e Crato)
Destinatário: Ministério do Trabalho e da Segurança Social

Palácio de São Bento, 9 de Novembro de 2009.

Exmo. Senhor Presidente da Assembleia da República

O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda foi contactado por trabalhadores de empresas sedeadas nos concelhos de Nisa e Crato no distrito de Portalegre.
Os trabalhadores vieram transmitir-nos de viva voz as situações de que são alvo e, que muito contribuem para o agravar da já grave situação social que se vive naquela região.
Na Granisan, fábrica de transformação de granitos, com sede em Nisa, os salários não são pagos a tempo e horas e muitas vezes são pagos em “prestações bastante suaves”.
A justificação que é dada aos trabalhadores é que tal se deve à conjuntura económica e, à redução das encomendas devido à concorrência.
Nas empresas “Granitos Maceira e Singranova”que laboram em Alpalhão, freguesia e concelho de Nisa empregando muitas trabalhadores de Gáfate (concelho do Crato) onde existe uma grande tradição de trabalhar o granito, ambas pertencentes ao grupo empresarial do Comendador Francisco Ramos, também os salários não estão a ser pagos atempadamente e o pessoal tem vindo a ser reduzido.
Na Granitos Maceira, estão neste momento dois meses de salários em atraso e três meses de subsídio (férias e Natal).
Na Singranova são já 4 meses de salários em atraso agravado pelo facto de a muitos dos trabalhadores (calceteiros pequenos empresários) tal dívida ser muito superior.
Esta situação abrange todos os trabalhadores. Os 40 que laboram na empresa Macieira que funciona como pedreira, os cerca de 40 que laboram na Singranova que funciona como fábrica, mas também os trabalhadores da sede social que está instalada em Pêro Pinheiro.
O problema, dizem-lhes, prender-se-á com dívidas acumuladas ao fisco, IVA e segurança social. Em qualquer destas empresas nenhuma entidade, fisco, ACT tem actuado não obstante os diversos pedidos.
Atendendo ao exposto, e ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda vem por este meio dirigir ao Governo, através do Ministério do Trabalho e da Segurança Social, as seguintes perguntas:
1. Tem o Governo conhecimento da situação social e laboral nestas empresas com salários em atraso, salários pagos ás prestações, pressão e chantagem sobre os direitos do trabalho?
2. Que medidas vai tomar para estancar esta degradação do tecido social e laboral com evidentes repercussões nos concelhos de Nisa e do Crato?

A Deputada
Mariana Aiveca

Quarta-feira, Novembro 11, 2009

Sporting Clube de Portugal

Chama-se Paolo Bienti, é italiano, um completo desconhecido para o mundo do futebol e foi hoje ao final da tarde apresentado como treinador do Sporting.
O novo treinador surpreendeu pelo seu fluente português, mas foi parco em palavras, prometeu trabalho, pediu tranquilidade aos sócios e jogadores, e ainda avisou que não gosta muito de jogadores sérvios nem pensa mudar o losango como esquema de jogo.
Por seu lado José Eduardo Bettencourt realçou a dificuldade em encontrar um substituto à altura, mas acredita que este treinador italiano é o único capaz de preencher o vazio que tem no coração e que foi uma sorte encontrar alguém assim em tão pouco tempo.
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By mail, from Ilustre Sportinguista, FR.
Com o maior fair play.
Abraço.
Mário

Sporting Clube de Portugal


Notícia de última hora!!!

Mais um abandono no Sporting...
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By mail, from Ilustre Sportinguista, FR.
Com o maior fair play.
Abraço.
Mário

Fait-divers

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Dinossauros...

ALMOJANDA - Catálogo Natal 2009‏

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Terça-feira, Novembro 10, 2009

Crónica de Nenhures

in, Alto Alentejo – 4 de Novembro 2009 – Terra a Terra – 19
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A tempo
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Fracasso!!!
De cinco, quatro ‘foram-se’. Ficou o ‘pior’! Politicamente falando, que fique bem claro.
E é mesmo o ‘pior’, porque se fosse ‘bom’ seria o ‘número dois’ e não o ‘terceiro’.
Mas o engraçado, ou a falta de graça, vá lá saber-se!, o que é ‘segundo’ não é melhor que o ‘número três’. Uma vez mais, que fique bem claro, politicamente falando.
Dúvidas? Se as houvesse, ficaram desfeitas com a escolha feita para chefe de gabinete.
E esta escolha, é um escolho! É um ‘espinho’ na garganta de quem afastou o então ‘número dois’. Agora foi buscá-lo… Coisas!

De cavalo p’ra burro…
Passar de ‘segundo’ a ‘funcionário a recibo verde’, é indiscutivelmente uma despromoção!
Mas será mesmo uma despromoção?
Não se acredita que o ‘experiente político’, que hoje goza meritíssima reforma e como tal não depende economicamente da política, aceitasse ser ‘despromovido’… Este ‘negócio’, ‘affaire’, teve ou tem ou terá que ter contrapartidas, políticas, evidentemente!

De orelha a orelha…
O novel chefe de gabinete, Pessoa que prezamos, e Ele sabe, sente-se o ‘delfim’. Como sorri!
É público que é quem mais e melhor conhece os dossiers, quem melhor estava preparado para continuar no lugar político que desempenhava. Publicamente se diz que se ‘aguentar’ o lugar, será sem ‘oposição’ o próximo candidato do partido em que milita à Autarquia, em 2013.
Mas, diga-se desde já, não vai ser um ‘aguento’ fácil! A ‘envidia’ é um mal inultrapassável… E Portalegre é ‘perito’ nela!

Nem tudo o que luz é ouro…
Sabe-se que o primeiro mandato do actual inquilino do Colégio de São Sebastião é ‘obra’ do antecessor. O Programa Polis, que lhe possibilita o segundo mandato, é ‘sangue, suor e lágrimas’ de Amílcar de Jesus Santos.
Com o fim do Polis, nada mais foi feito no concelho, que ‘parou no tempo’.
Falho de ideias, sem projectos, período caracterizado por encerramento de empresas, falências em catadupa e ausência de investimento público e privado, o segundo mandato é já um ‘desastre’. E este terceiro ainda vai ser pior! Se tal for possível…
E o chefe de gabinete não vai poder fugir à ‘colagem’ a um período mau, muito mau para o concelho de Portalegre.

Quem avisa, Amigo é!
Como dizem os versos da canção, [por] Que é já tempo / D'embalar a trouxa / E zarpar. E p'ra bom entendedor!...
Mário Casa Nova Martins

José Campos e Sousa

Segunda-feira, Novembro 09, 2009

Mário Silva Freire

Mário Freire ‘ao Macroscópio:

Francês para consumo doméstico

Os Ingredientes do Poder

Obras de Mário Freire

Claude Lévi-Strauss

Claude Lévi-Strauss est mort dans la nuit de samedi à dimanche 1er novembre à l’âge de 100 ans. L’anthropologue a changé notre façon d’appréhender le monde.

Hommage
Claude Lévi-Strauss est mort dans la nuit de samedi à dimanche 1er novembre à l’âge de 100 ans, selon un porte-parole de l’Ecole des hautes études en sciences sociales (EHESS).
L’Académie française et son éditeur, Plon, confirment l’information diffusée par LeParisien.fr en début d’après-midi.
Qu’il s’agisse de penser l’homme ou la société, l’anthropologue et ethnologue a changé notre façon d’appréhender le monde. Son influence sur les sciences humaines et la littérature en général en a fait « le penseur du siècle » comme nous l’indiquions dans notre numéro qui lui était consacré en mai 2008 (n° 475), juste avant que ne soit célébré son centenaire.
Une de ses fidèles disciples et amies, la philosophe Catherine Clément, revient pour nous sur son extraordinaire trajectoire.
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Claude Lévi-Strauss, le penseur du siècle
Lorsqu’un tel arbre tombe, on se soucie peu de la broussaille qui pousse. Claude Lévi- Strauss était notre dernier grand penseur. Parce qu’il a révolutionné les sciences sociales mais, plus encore, parce qu’il a su nous offrir un autre regard sur les êtres et sur les choses en purgeant notre sens commun des catégories vieillies, en soulignant, notamment, combien les mécanismes de la raison sont aussi complexes dans la «pensée sauvage» que dans le laboratoire des savants et qu’il n’y a pas un homme cultivé et un homme naturel, un homme civilisé et un homme primitif. Tout simplement, parce qu’on ne voit plus le monde de la même manière avant et après Lévi-Strauss.
Le jeudi 27 juin 1974, Roger Caillois répondit au discours de Claude Lévi-Strauss, nouvel académicien, par une longue phrase malicieuse: «Monsieur, lorsque vous remontiez les fleuves impassibles pour vous interner dans la moiteur de ces tropiques dont vous avez dit la tristesse, vous ne vous attendiez pas, du moins je le présume, à siéger un jour parmi nous en ce costume non moins chargé d’ornements que de peintures et de tatouages les corps des Indiens que vous vous appliquiez à connaître et de qui vous avez eu l’humilité de déclarer recevoir des leçons – l’humilité ou peut-être la secrète satisfaction d’en donner une, par ce biais, à vos auditeurs.»
Jamais une méditation sur le savoir n’avait été servie par une écriture aussi limpide et aussi sensible. La distance qu’il mettait entre l’objet de ses études et lui-même lui fut souvent reprochée. Distant ? Non. Lévi-Strauss était un penseur qui avait l’orgueil modeste, notion que j’emprunte à Antonio Machado.
Que nous dit aussi Lévi-Strauss ? Il nous murmure à l’oreille ceci: si la pensée actuelle nourrit l’impression d’irréalité, si elle est impuissante à nous aider à comprendre les difficultés quand elles surgissent brusquement, c’est parce qu’elle a perdu de vue la différence qui existe entre les remous convulsifs d’une surface houleuse et le courant puissant, jamais interrompu, d’une vie chatoyante qui ne cesse de rouler en profondeur. Toute doctrine séparée de ce que nous faisons, de ce que nous voyons, de ce que nous étudions, menace d’être menteuse. Lévi-Strauss, auquel Le Magazine Littéraire avait consacré son dossier de mai 2008, que nous reprenons en partie dans ce numéro hommage, aimait citer un grand précurseur, le président de Brosses, haï de Voltaire, qui mettait en pratique en permanence cette maxime : « C’est dans l’homme même qu’il faut étudier l’homme : il ne s’agit pas d’imaginer ce qu’il aurait pu ou dû faire, mais de regarder ce qu’il fait. »
Tout homme moderne souffre d’un trop-plein de doctrines. Nous vivons dans un monde qui se gave de systèmes, d’idées, de théories, mais les symptômes de l’indigestion deviennent, de jour en jour, plus nets, plus visibles. Lévi-Strauss à peine disparu, des critiques ont surgi. Quoi ? Il aurait refusé de participer aux vains combats qui ont irrigué notre siècle ? Quelle outrecuidance ! Or c’est justement là que Lévi-Strauss donne toute sa mesure. Dans le refus des assignations à résidence. Sa temporalité était autre. Il n’a pas considéré ses contemporains comme des obstacles à vaincre. Il ne s’est pas agité dans des micro-querelles germanopratines. Il ne s’est pas servi d’autrui comme d’une perche pour sauter plus haut. « Il faut se prêter à autrui et ne se donner qu’à soi-même », nous dit Montaigne. Si grande que soit notre lampe, ne donnons jamais l’huile qui l’alimente mais la flamme qui le couronne.
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Entretien avec Claude Lévi-Strauss
Vidéo. Claude Lévi-Strauss revient dans cet entretien avec Bernard Pivot sur Tristes Tropiques qu’il a publié en 1955. Le livre a, au-delà du récit de voyages, bouleversé la pensée. En 1959, il est élu à la chaire d’anthropologie sociale du Collège de France qu’il occupe jusqu’en 1982. Il crée le laboratoire d’anthropologie sociale et la revue L’Homme. Il sera ensuite un membre de l’Académie française en 1973.
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Amil Neila

MOSH Actividade (dança?) em que os executantes se lançam uns contra os outros e se empurram mutuamente; Não vale magoar; Praticada essencialmente por audiências de concertos Punk ou Metal.

João Marchante

Desejos Confessáveis.

Quero viver num palácio com biblioteca, jardim e harém.

Sábado, Novembro 07, 2009

Mário Silva Freire

Francês para consumo doméstico
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Admiro a coragem dos nossos emigrantes. Eles foram para um país estrangeiro, deixando famílias e haveres, em condições difíceis, quantas vezes sem dominarem a língua do país de destino. Só com uma vontade enorme de vencer, ultrapassando obstáculos, conseguiram ganhar a vida de uma forma honrada. Eles constituem para muitos de nós, os que cá ficámos, um exemplo no acreditar nas suas próprias capacidades, no não baixar os braços perante as dificuldades, no valor que atribuíram ao seu próprio trabalho, no terem substituído o carpir das mágoas pela procura activa de melhores condições de vida.
Posto isto, tenho que explicitar a minha mágoa por um comportamento que estes nossos compatriotas exibem nestas terras de Portugal, mais evidente durante o mês de Agosto. Fico confrangido ver estas pessoas, pais a falarem com os filhos, marido a falar com a mulher, amigos entre si, em vozes bem altas para que todos possam ouvi-los, a expressarem-se em francês.
Não acredito que a causa desse comportamento tenha sido uma mágoa para com o seu país que, nem sempre, os tratou como devia e os tivesse levado a banir do seu quotidiano a língua dos seus antepassados.
Penso que o desprezo destes portugueses para com a sua língua materna, daqueles que cá nasceram e aprenderam as primeiras letras e que, depois, as circunstâncias da vida os obrigou a sair do país, se radica em razões mais prosaicas e menos políticas: numa simples atitude de afirmação perante os que cá ficaram.
Ora, como explicar que o Estado Português tente divulgar e consolidar a língua que falamos, aquilo que, pelo menos, nos une a duzentos milhões de pessoas espalhadas pelo mundo, a nossa pátria, no dizer de Fernando Pessoa, e esqueça estes nossos compatriotas? Seria, assim, tão difícil os consulados que temos em França fazerem uma campanha de sensibilização junto dos portugueses que ali trabalham? Tente-se, ao menos, no início de Agosto de cada ano, nas fronteiras terrestres e aéreas, distribuir um panfleto aos nossos emigrantes chamando-lhes a atenção para esta situação. Não seria dispendioso e talvez resultasse!
Mário Freire

Macroscópico

Macroscópico

Lugar Plural de Conhecimento e Saberes

Sexta-feira, Novembro 06, 2009

Hoje

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Quinta-feira, Novembro 05, 2009

Iberismo I

Hoje, como Ontem, e será Amanhã!
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Em 8 de Novembro de 2008 transcrevemos um texto de José Pedro Castanheira, que falava da edição espanhola, a original, do livro de Manuel Ros Agudo «La Gran Tentación».
A
14 de Novembro de 2008 aproveitámos para na rubrica “Desabafos” da Rádio Portalegre falar desse mesmo livro.
É que naquele espaço de tempo, entre 8 e 14 de Novembro do ano passado, tínhamos ido a Badajoz com o firme propósito de adquirir o livro na
Libreria Universitas.
O capítulo dedicado à ‘tentação’ iberista do ditador Francisco Franco é o ‘12’, que vai da página 269 à 284.
Hoje há uma
tradução portuguesa do livro, cuja primeira edição em Espanha data de Fevereiro de 2008, portanto uma diferença temporal de vinte meses.
Mas o que interessa é que um livro desta importância está ao alcance dos portugueses.
O Iberismo é uma constante Castelhana. E no passado, no presente e no futuro haverá sempre um ‘Miguel de Vasconcelos’ que defende a União Ibérica.
Contra o Iberismo, combateremos sempre!
Pela Independência da Catalunha, pela Independência do País Basco, pela Independência da Galiza, estaremos sempre.
Por Portugal, lutaremos sempre!
Mário Casa Nova Martins
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Iberismo II

Expresso, 31 de Outubro de 2009
PRIMEIRO CADERNO 33

II GUERRA MUNDIAL

Hitler salvou-nos de ataque espanhol

Investigador espanhol divulga provas documentais de que Franco quis invadir Portugal no começo da II Guerra

Há 70 anos que se suspeitava que a Espanha franquista projectara invadir Portugal. Primeiro, os falangistas vitoriosos desafiaram o caudilho a “fazer um passeio triunfal até Lisboa”, em Março de 1939. Depois, com a II Guerra Mundial, Franco aproximou-se perigosamente de Hitler. Contudo, faltavam provas credíveis dessas intenções.
Graças ao investigador espanhol Manuel Ros Agudo, confirma-se que, em Dezembro de 1940, Portugal esteve a um passo de ser invadido. O documento, dos arquivos da Fundação Francisco Franco, descoberto em 2005, “é precioso”, comentou ao Expresso o historiador Fernando Rosas. “Prova que os espanhóis não só tinham um plano de invasão, como o tencionavam executar à margem dos alemães”.
Datado de Dezembro de 1940, o “Plano de Campanha nº l (34)” – elaborado pelo Estado-Maior espanhol – foi, esta semana, apresentado por Ros Agudo numa conferência no Instituto de Defesa Nacional. Em 120 páginas, previa-se um ataque surpresa, levado a cabo por uma força de 250 mil homens, coordenado com uma ofensiva hispano-germânica sobre Gibraltar (operação Felix). A invasão de Portugal destinava-se a impedir que os britânicos reagissem, ocupando os portos do seu velho aliado.
Franco parecia não ter pejo em invadir um país que o apoiara logisticamente durante a Guerra Civil (1936-1939) e com quem celebrara um Pacto de Amizade e Não-Agressão, em 1939. Anos antes, na prestação de provas para o generalato, a sua tese fora um plano de invasão de Portugal. Desde Março de 1939 que Salazar enviara o embaixador Teotónio Pereira para junto de Franco, para contrariar a influência dos falangistas pró-ibéricos junto do ditador. Quando a guerra começa, Portugal opta pela neutralidade e a Espanha pela não-beligerância.
A 23 de Outubro de 1940, após a queda da França, Franco e Hitler encontraram-se em Hendaya. Em troca da entrada na guerra, Franco pedia Gibraltar, o Marrocos francês, parte da Argélia, a ampliação da Guiné espanhola e Fernando Pó, explicou ao Expresso Ros Agudo.
As pretensões imperiais de Franco colidiam com os domínios coloniais franceses. Hitler não quis hipotecar o colaboracionismo do marechal Pétain. “Hitler salvou a Espanha de entrar na guerra e, indirectamente, salvou Portugal de ser invadido”.
Para o historiador, só meia dúzia de pessoas saberia do plano: “Franco e os seus mais directos colaboradores. Nem Hitler nem Mussolini sabiam”, diz o autor de “A Grande Tentação: Os Planos de Franco para Invadir Portugal” (Casa das Letras, 2009).
Este professor de História Contemporânea na Universidade CEU San Pablo de Madrid justifica o plano por “razões defensivas e não anexionistas, no contexto da II Guerra”. Mas para Fernando Rosas, tal como o “perigo espanhol” é “uma ideia sempre presente no nosso imaginário”, a anexação de Portugal é uma constante na cultura da elite espanhola, desejosa de “corrigir os lapsos que, nos séculos XIV e XVII, tinham permitido a independência de Portugal”.
A Guerra Civil espanhola exacerbou estes sentimentos. Em Lisboa, o perigo espanhol foi “agitado por Salazar para dizer que o desígnio ibérico dos vermelhos era a maneira de o velho perigo espanhol, agora sob a bandeira do comunismo, engolir Portugal”. Mas a propaganda anexionista da Falange também inquietava o ditador português, ao ponto de, no discurso de celebração da vitória franquista, na Assembleia Nacional, a 22 de Maio de 1939, se limitar a dizer:
“Ganhámos. Eis tudo!”
Como recorda Ros Agudo no seu livro, um ano depois, os falangistas da Divisão Azul, enviada para a frente russa, cantavam: “Só esperamos a ordem / que nos dê o nosso General / para apagar a fronteira / de Espanha com Portugal”.
Conclui Fernando Rosas: “Costumo dizer aos meus alunos que Portugal manteve a neutralidade por vários factores: servia à Inglaterra, serviu ao Eixo em certa altura, servia às elites económicas portuguesas. Mas tivemos sorte quando os alemães, em 1941, foram para a Jugoslávia e depois para a URSS. E porque Franco não entrou na guerra.”

Alto Alentejo

Está de Parabéns o semanário “Alto Alentejo” pelo seu Terceiro Aniversário.
Um forte abraço ao seu Director Manuel Isaac Correia, e à Equipa que semana após semana o faz.

Mário

Quarta-feira, Novembro 04, 2009

Jaime Crespo

Ranking das escolas: ensino ou instrução?
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Num país em que a educação nunca foi solução mas problema, veja-se as cunhas que são metidas e os meios usados por determinadas pessoas com o fito de obter um diploma, nunca de evoluir numa melhor educação, a questão dos “rankings” escolares teria forçosamente de ser distorcida.
Neste país, a maioria dos pais, seja por fraca escolaridade, seja pelo tempo gasto a trabalhar, só se deslocam às escolas quando são chamados a resolver algum problema relacionado com o seu filho ou para resolver algum problema burocrático, matrículas, receber os boletins de avaliação, etc.
Quando o povo desconhece melhor enganado é.
Vamos então ao meu peixe.
Os “rankings” agora apresentados e que o senhor director do jornal “Público” tanto pugnou para publicar, representam e são o quê?
Nada mais representam que a média matemática obtida pelos alunos de uma dada escola na execução de um exame.
Representa esse dado só por si a qualidade ou não de um estabelecimento de ensino?
A minha resposta é clara: não!
Os resultados obtidos pelos seus alunos nos exames é um indicador que as escolas deverão ter em linha de conta para elaborarem os seus projectos educativos mas apenas isso e só, um indicador entre muitos mais que fazem com que eu considere uma escola boa para ensinar a minha filha ou não, e esses factores são independentes do facto de ela obter boas, assim-assim ou maus.
O sistema de ensino português começa por estar falsificado quando são impostas quotas de acesso aos cursos do ensino superior, isto leva a que muitos jovens sejam afastados do curso que gostavam para outro do qual gostam assim-assim porque não obtiveram nota suficiente para isso. Por outro lado, outros jovens empurrados pela família, devido ao prestígio e à nota alta exigida, também vão escolher cursos para os quais não se sentem vocacionados mas porque são esses os cursos dos “mais inteligentes”.
O problema não é fácil de resolver, para mais num país que apesar de pequeno, produziu até hoje legislação educativa inversamente proporcional ao seu tamanho. Nem o douto Dr. João Pedroso, conhecido jurista, se entendeu com os mais de sete mil leis, despachos, normativos, etc. que a um só tempo, e quantas vezes contradizendo-se entre si, regulam o sistema de ensino português. Nem Kafka, nos seus melhores dias, sonharia com tal burocracia.
Em frente...
Ora esta pressão da nota motivada pelo “numerus clausus” vai implicar nas famílias e nos jovens uma inusitada pressão na nota do ensino secundário a ser obtida.
É claro que no meio de tal confusão todos, talvez com excepção dos professores, se estejam a marimbar para a qualidade do ensino pois o que querem é notas altas e para obter esse desiderato vale tudo.
Antigamente oferecia-se uma galinha ou um porco ao professor, como isso hoje é difícil, arranja quem pode, uma escola privada que garanta a nota necessária ao rebento.
E aqui estamos a falar de instrução, não de educação, isto é, treina-se massivamente o aluno a resolver uma série de questões e problemas de uma forma cada vez mais automática, como se da condução de um carro se tratasse e não é por acaso que a aprendizagem da condução, bem como os preceitos da tropa se chamam precisamente instrução.
E é esta a prática nas vinte primeiras escolas do “ranking” português, curiosamente todas privadas.
Estas escolas não têm ou “produzem” alunos inteligentes? É claro que sim, até porque fazem à partida uma selecção de conhecimentos, alunos que não passem na prova de acesso não entram. Mas o objectivo é a nota, juntem agora alunos escolhidos quase a dedo e que já por si são dotados a serem instruídos para os exames...
Depois temos as pobres das escolas públicas, vagueando de ano para ano, pelos lugares mais fundos do “ranking”.
Aliás não é por acaso que a divulgação dos “rankings”, fazendo a vontade a alguns pseudo-ingénuos e pseudo-defensores da qualidade do ensino, encarnados pelo director do “Público”, José Manuel Fernandes, coincide com a maior ofensiva desde sempre à Escola Pública quer por privados (o que é normal) mas sobretudo da parte do governo da nação.
O que está por detrás da nuvem de fumo que são os “rankings” esconde-se a tempestade da destruição de toda e qualquer credibilidade do ensino público, com o intuito de entregar também a educação à esfera privada, limitando-se a escola pública a dar guarida aos filhos dos pobrezinhos que não têm dinheiro para pagar a escola privada, aquela que garante não só a nota de acesso ao curso desejado, mas também e curiosamente, a entrar nas universidades públicas porque essas sim são reconhecidamente melhores que as privadas e também muito mais baratas.
Entra pois aqui a questão das escolas públicas e o pomo fundamental desta minha arengada: a Educação.
Educação pressupõe a aquisição por um indivíduo, normalmente com a ajuda de um professor ou tutor, de um conjunto de instrumentos, capacidades ou competências que lhe vão permitir no futuro e de forma autónoma ou em equipa, dar resposta a novos desafios e a encontrar diferentes soluções para os problemas que lhe são colocados.
Resumindo: enquanto a instrução formata e limita o indivíduo a responder de forma automática; a educação liberta-o para encontrar soluções criativas.
Terminarei apresentando um exemplo que talvez vos esclareça melhor que todo o meu “parlapiê” antecedente.
Há cerca de quatro anos, numa escola do concelho de Sintra, saúdo a coragem camarária que num concelho desta dimensão fornece gratuitamente os manuais escolares a todos os alunos do 1º ciclo, esta escola contava na altura com oitocentos alunos, do jardim-de-infância ao 4º ano do 1º ciclo. Edifícios envelhecidos, computadores do tempo da outra senhora, casas de banho nem sempre a emitir os melhores cheiros, árvores, barreiras, muros, perigos... Mas nos intervalos, recreios cheios da alegria das 800 crianças.
Ora, há quatro anos foi esta escola objecto de uma avaliação externa promovida pelo Ministério da Educação. Da equipa avaliadora, composta por três pessoas, duas delas nomeadas pelo Ministério apresentavam trabalhos de investigação em Educação e estavam ligadas ao ensino universitário, a outra pessoa era inspector do ME.
Entre os 800 alunos desta escola foram registadas 22 nacionalidades diferentes, alguns não conhecendo uma palavra de português quando entravam na escola, havia cerca de uma dezena de alunos de etnia cigana, uma panóplia de religiões e culturas, vários alunos com síndrome de Down, com diferentes graus de autismo, com paralisia cerebral e outras afecções físicas e psicológicas, abreviando para não maçar. Além destas crianças ainda havia que contar com alunos com défice cognitivo acentuado e todos aqueles que ninguém sabe bem porquê têm dificuldades de aprendizagem.
Mas apesar dos parcos recursos disponibilizados pelo ME, das condições dos edifícios e salas de aula, os alunos em cadeira de rodas iam à casa de banho ao colo dos respectivos professores, quando a saúde ou idade das funcionárias não permitia fazer essa espécie de serviços. Apesar de tudo contra, nenhum destes alunos ficou para trás, nenhum destes alunos ficou sem ter a atenção devida. A alegria da escola era vê-los brincarem todos juntos nas horas do recreio.
À equipa de avaliação foram-lhes disponibilizados todos os documentos que aprouveram por bem consultar, contactaram com alunos, professores, funcionários, representantes dos pais, representantes de comunidades estrangeiras (Casa da Guiné), representantes das autarquias (Junta de Freguesia e Câmara Municipal), conselho de docentes, concelho pedagógico, conselho executivo e assembleia de escola.
É claro que também tiveram acesso aos resultados que os alunos obtinham nos exames nacionais do 4º ano de escolaridade, os quais nem sequer eram muito famosos.
Esta Escola foi avaliada em todos os itens entre Bom e Excelente.
Compreenderam a diferença entre educar e instruir?
Então perceberão agora melhor a verdadeira importância e o lugar devido aos “rankings” dos exames.
E o lugar, que todos devemos exigir nos estabelecimentos de ensino público porque pago pelos nossos impostos, à Educação.
Nas escolas privadas farão como muito bem lhes aprouver, desde que o dinheiro para a brincadeira não saia do meu bolso.
jaime crespo

Fait-divers

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Terça-feira, Novembro 03, 2009

Robert Ardrey

Robert Ardrey
(16-10-1908 Chicago, Illinois / 14-01-1980, Kalk Bay, África do Sul)
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António Marques Bessa

Revista 'Política', II Série: N.º 2 - 16 a 30 de Junho de 1972, páginas 7 e 8
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Jaime Nogueira Pinto

Director: Jaime Nogueira Pinto
Colecção completa: 25 números, de '1 - 15 de Junho de 1972', a '15 de Janeiro a 15 de Fevereiro de 1974'

Alain de Benoist

Alain de Benoist

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Já disponível para envio directamente da Antagonista Editora.

Distribuição no circuito livreiro: Contra Margem, contramargem@gmail.com

Título completo: Guerra Justa, Terrorismo, Estado de Urgência e Nomos da Terra - a Actualidade de Carl Schmitt
Autor: Alain de Benoist
Páginas: 156
Formato: 20/13
Preço: 12€
ISBN: 978-989-8336-01-9

Obras do autor já editadas em Portugal:
_ O que é a geopolítica, col. «Campo livre», Edições do Templo, Lisboa 1978.
_ Nova direita, Nova cultura. Antologia critica das ideias contemporâneas, col. «Doutrina / Intervenção», Edições Afrodite, Lisboa 1981.
_ Festejar o Natal, Lendas e tradições, Hugin Editores, Lisboa 1997.
_ Comunismo e nazismo, 25 reflexões sobre o totalitarismo no século XX (1917—1989), col. «Dissidências», Hugin Editores, Lisboa 1999.
_ Com ou sem Deus? (colectânea v/a), col. «Dissidências», Hugin Editores, Lisboa 2000.
_ Céline e a Alemanha, 1933-1945, col. «Dissidências», Hugin Editores, Lisboa 2001.

Texto da contracapa:
Neste seu trabalho Alain de Benoist contesta radicalmente a legitimidade teórica, política e moral do conceito de “guerra justa”, contra o terrorismo “global”.
Demonstra como este pode ser remetido às suas dimensões mais simples e naturais, que permitiriam combatê-lo sem o alimentar.
Relaciona-o com o fenómeno, tipicamente moderno, da criminalização do inimigo, segundo a análise de Carl Schmitt, cuja actualidade é apurada por Benoist. O terrorismo, com efeito, não tem apenas raízes islâmicas, mas igualmente ocidentais e até estatais.
De facto a “globalização” do terrorismo lembra irresistivelmente as teses de Schmitt na sua Teoria da Guerrilha.
O autor chega à conclusão de que o “globalitarismo” americano contém um perigo mortal para o mundo moderno, ao ocultar a origem do elemento político e conflitual na vida do homem. Consequentemente um planeta “definitivamente pacificado” pela hegemonia “benévola” dos Estados Unidos da América pode vir a produzir uma guerra civil mundial sem fim e de proporções catastróficas.
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Segunda-feira, Novembro 02, 2009

Luís Filipe Meira

António Sérgio
(1950 – 2009)

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A Rádio é uma paixão, é uma das minhas paixões. Não sei se cheguei à música por causa da rádio, se à rádio por causa da música, nem isso é importante. O importante é a razão porque estou triste nesta tarde cinzenta do Dia de Todos os Santos.
Estou triste, e certamente que não estou sozinho nesta tristeza que me assola.
Estou triste porque soube há pouco que morreu António Sérgio, um dos meus ídolos de juventude. Um homem que me ensinou a ouvir e a escolher música. Um homem que privilegiou como poucos os ‘programas de autor’ na rádio.
António Sérgio marcou gerações de ouvintes e de radialistas. Passou pela Rádio Renascença, Rádio Comercial e XFM.
Há dois ou três anos foi despedido da Comercial, porque a sua forma de fazer rádio não se coadunava com o perfil da estação. Ainda bem porque foi a prova que não se tinha deixado formatar!
Então, o ‘povo da música’ levantou-se em armas, e a alternativa Radar FM contratou-o de imediato.
António Sérgio era uma referência, e por isso ficará para sempre na memória de radialistas e melómanos.
Em 2008 cumpriu 40 anos a fazer rádio. Curiosamente partiu no dia em que normalmente homenageamos os nossos mortos. Ainda bem, assim, e enquanto por aqui anda, vou homenageá-lo como faço aos que me são Queridos; com Respeito e Saudade.
Luís Filipe Meira
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Transcreve-se a seguir, com a devida vénia, o texto que Miguel Esteves Cardoso assinou no jornal Público, a propósito da despedida de Sérgio da Rádio Comercial.

António Sérgio nunca esteve bem em qualquer estação de rádio. Mesmo quando a rádio era rádio. Porque António Sérgio é uma estação de rádio andante e uma estação não cabe noutra estação. Para mais, é uma estação hostil às outras, contra as quais exerce uma guerrilha permanente. Mais do que meramente ingovernável – ou até uma oposição paciente – António Sérgio e a indissociável Ana Cristina Ferrão são um governo em exílio permanente. E com uma imperdoável agravante: é assim que gostam. E é nisso que insistem teimosamente. É lindo.
Os espanhóis da Prisa fizeram bem em despedi-lo. Estando livres de gratidão, memória ou preocupações da representação da boa música em Portugal, tiveram a coragem que faltou aos antecessores portugueses, ainda demasiado constrangidos pelo reconhecimento e pelo medo da superioridade musical de António Sérgio.
É importante frisar que não é de agora a tanga do mercado nem o fado do fim da rádio. António Sérgio só durou até 2007 porque se recusou a ir embora. Desde os anos 70 que agentes sorrateiros se agacham atrás dele, tentando puxar-lhe a cadeira, a ver se cai. Mas o homem sempre esteve ocupado de mais para reparar. Fincou os pés, sacou dos discos e fez o que sempre fez: o que lhe estava na real gana. De resto o desprezo pode ser a mais bela das distracções.
Ajudou também o facto de António Sérgio ser o melhor divulgador de música popular do nosso tempo – John Peel era magnífico mas tinha lapsos de gosto. Muito se perdoa a quem escolhe música boa tão bem, durante tanto tempo, com tanta arte e tanta inteligência.
A música de António Sérgio é a melhor e está tudo dito.
Claro que é preciso gostar de boa música – e de querer descobrir boa música nova – para perceber a grandeza e a utilidade brutal de António Sérgio. A nostalgia é um argumento inimigo. Hoje há muito mais música boa e muito mais música nova do que nos anos 80 ou 60. Mas continua a ser 0,1% de toda a música que se faz.
Essa proporção continua a mesma. O que mudou é a atitude geral da população. Dantes, a ignorância inibia e produzia falsos respeitos por quem se suspeitava "ter conhecimentos". Havia seguidismos acéfalos e dependências paralisantes, tudo exacerbado pelas dificuldades e desigualdades de acesso à música. Havia mestres: era inevitável. ("Mestres" no mau sentido, de professorzinhos de província.) Na rádio as directrizes dos mestres eram obviamente inseparáveis do acesso à música para que nos dirigiam.
Não era bom – até porque os mestres eram mais do que muitos e geralmente pomposos e autoritários, para não falar nos vendidos. Mas é inegável que, entre os pouquíssimos capazes de descobrir e defender música boa, o maior era e é António Sérgio. Por definição é um anti-mestre, desinteressado do tráfego de influências e da concordância dos seguidores.
Digo mal desse tempo – que era também o meu – para poder absolvê-lo do maior defeito dos tempos de hoje, apesar de serem musicalmente mais vastos e empolgantes: o relativismo ignorante. É ele que acaba por explicar a atmosfera que leva à lata de despedir António Sérgio.
Segundo o relativismo ignorante, ninguém pode dizer se uma música é boa ou não. É tudo uma questão de gosto. Depende das circunstâncias. Depende da idade. Às vezes sabe bem uma coisa que, noutra altura, sabe mal. Cada um é como é e aquilo que agrada a um... perdoem-me se me fico por aqui no blá blá blá.
Tem ou não tem graça como esta atitude coincide exactamente com a conveniência comercialista do cliente ter sempre razão; que os números não mentem; que os ouvintes é que sabem; que os anunciantes é que pagam e quem somos nós para dizer que não está bem assim?
O pior é que esta humildade é uma subserviência e este deixar decidir, este respeito pelos gostos dos outros, é uma gulosa cobardia. Que vai acabar mal – porque quanto mais a rádio se recusa a ser minoritária mais as minorias vão fugir dela. O problema da massificação é que as massas não existem para depois virem agradecer o que se fez por elas.
A apologia do tudo-vale confunde-se sempre com a santificação da ignorância e daí até dizer que António Sérgio sabe escolher música tão bem como eu vai um passinho. A verdade é que sabe muito mais. Escolhe muito melhor. Arrisca mais e engana-se menos. É simples: António Sérgio sabe mais de música popular – no sentido de saber escolhê-la, que é o único que interessa – do que qualquer outra pessoa.
É por haver tanta música hoje – e tanto acesso – que a sabedoria selectiva de António Sérgio é mais valiosa e necessária do que nos tempos ditos áureos em que, verdade se diga, não era assim tão difícil separar o trigo do joio. A música de António Sérgio é como a boa música: não se deixa interromper. É ele que não deixa. O homem sabe o que vale e o que tem de fazer. É escusado atravessarem-se no caminho dele. O que menos interessa é a estação de rádio.
A música de António Sérgio é a melhor e está tudo dito.
Se calhar foi isso que custou à Rádio Comercial engolir. Não soube suportar o desprezo, talvez por saber que o merecia. Às vezes, quando existe uma pontinha de vergonha, é desagradável ter, mesmo ali ao lado, um exemplo tão claro de dignidade. De estatura. Desmotiva muito. Faz lembrar coisas que conviria esquecer, que atrapalham a marcha para a capitulação final.
Vai ter sorte a estação de rádio onde voltará a tocar a música de António Sérgio. Mas que fique desde já avisada que escusa de tentar desviar a caminhada do bicho. Em vão agitará no corredor papéis com números de audiências ou os amoques de focus groups. É escusado implorar-lhe que oiça "sem preconceitos" os CD de merda que vos interessa impingir. Não vale a pena atirar-lhe com a história dos tempos terem mudado.
Os tempos sim; a rádio outrossim; mas a urgência de descobrir e defender a música boa é a mesma de sempre. Ou maior ainda, dada a massificação da própria desistência de escolher e divulgar a música que vale a pena.
E não há ninguém que saiba fazer isso melhor do que António Sérgio. Que não faz outra coisa desde que faz rádio. Que não fará outra, mesmo que tentem impedi-lo. Para nosso bem – e, sobretudo, para bem de quem ainda não se sabe quem.
Ou então não – nem isso é preciso. A música de António Sérgio é a melhor e está tudo dito. Haja pressa em poder ouvi-la e saber dela outra vez.
Público, 17.set.2007
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Rotação (entre 1977-1980): Foi o seu primeiro programa de autor, ainda na Rádio Renascença. Foi através deste programa que ajudou a lançar nomes cimeiros da música portuguesa, incluindo os Xutos&Pontapés.
Rolls Rock: o primeiro programa que fez na Rádio Comercial, que na altura ainda dava pelo nome de RDP – Canal 4. O conceito por detrás do programa - nas palavras de João David Nunes - era ser “uma coisa especial, edições muito específicas e muito boas”.
Som da Frente (1982 -1993): Como o próprio nome indica, tinha como missão estar na linha da frente das novidades; trazer até aos ouvintes portugueses o que de novo se fazia em Portugal e no Mundo e estar na vanguarda das novas sonoridades.
Lança-Chamas: programa dedicado à chamada música pesada e ao heavy metal.
Loiras, Ruivas ou Morenas: programa realizado pela mulher de António Sérgio, Ana Cristina Ferrão, em que António Sérgio passava apenas música interpretada por mulheres. De Ellis Regina a Janis Joplin.
Grande Delta: Entre 1993 e 1997, durante o interregno que o levou à XFM.
Hora do Lobo (1997-2007): O programa esteve no ar dez anos, entre a Comercial e a Best Rock FM, e dedicava-se a dar a conhecer as franjas menos conhecidas do pop-rock. Foi cancelado porque tinha deixado (segundo a direcção assumida pelo grupo Prisa) de se enquadrar na grelha. O fim do programa originou reacções e protestos. “Serviu como uma espécie de resumo de carreira. Porque o António Sérgio sempre foi um lobo solitário, mas de olhar penetrante”, define João David Nunes.
Viriato 25: O seu mais recente programa, na Radar FM.

Luís Filipe Meira

Giuseppe Verdi
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Uma Noite na Ópera
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Na passada 3ª feira, o CAEP recebeu a Orquestra e Ópera Nacional da Moldávia para interpretar La Traviata a ópera de Giuseppe Verdi que subiu à cena pela primeira vez em Veneza no Teatro La Fenice a 6 de Março de 1853, já lá vão 153 anos, o que demonstra claramente o carácter intemporal desta magnífica obra.
A sala estava praticamente lotada por um público de meia-idade – classe média alta –, não sei se conhecedor, mas interessado e respeitoso. A juventude não abundava, talvez porque os bilhetes fossem bastante caros, talvez porque a Ópera ainda não faça parte da sua lista de prioridades.
A Ópera, que como género musical também não tem tido lugar na minha lista de preferências, deu-me agora a certeza que tal assim é por falta de oportunidade e não por incompatibilidade. Talvez por isso tenha ficado entusiasmado com toda a teatralidade que um espectáculo deste género contempla.
Confesso que confundi algumas debilidades do espectáculo com a minha própria ignorância. No dia seguinte, com outra tranquilidade e em conversa com pessoas mais habilitadas, reconheci que a voz da soprano não era famosa, o guarda-roupa não deslumbrava, e que apesar da exiguidade do palco, as movimentações não foram particularmente cuidadas.
Além disso alguém me disse que estas Companhias têm normalmente dois elencos que vão sendo geridos conforme a importância dos locais, informação que não confirmei se terá acontecido em Portalegre. O facto é que esta digressão arrancou em Braga a 21, e terminou em Leiria a 28, passando pelo Porto, Lisboa, Coimbra, Portimão e Portalegre, fazendo sete espectáculos em 8 dias e percorrendo alguns milhares de quilómetros…
Apesar de tudo, julgo que posso com alguma parcimónia, resultante de ser a minha primeira vez, considerar que valeu a pena sair de casa pois esta La Traviata foi globalmente um bom espectáculo e um acontecimento social com alguma dimensão, para além de ser sempre bom ver o CAEP cheio.
A minha melomania congénita também ficou a ganhar, pois tem mais um caminho para explorar, e este fim-de-semana já virei a minha atenção para a prodigiosa cantora lírica italiana Cecilia Bartoli.
Sigam-me o exemplo…
Luís Filipe Meira
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Sinopse
Acto I
É noite de festa na casa da socialite Violetta Valéry. Violetta, prometida ao Barão Douphol, é apresentada por seu amigo Gastone de Letorières a seu amigo Alfredo Germont. Gastone conta que ele já conhecia Violetta há algum tempo e a amava em segredo. Alfredo, então, ergue um brinde a Violetta e faz-lhe uma declaração de amor.
Violetta responde a Alfredo que, sendo uma mulher mundana, não sabe amar e que só lhe poderia oferecer a amizade, sendo que Alfredo deveria procurar outra mulher. Mas ainda assim, entrega-lhe uma camélia que carrega entre os seios e solicita a ele que volte no dia seguinte. Após o fim da festa, Violetta permanece só e começa a dar-se conta do quão profundamente lhe tocaram as palavras de Alfredo, um amor que ela jamais conheceu anteriormente.
Acto II
Violetta e Alfredo iniciam um relacionamento amoroso e vão morar numa casa de campo, nos arredores de Paris. Aninna, a criada de Violetta, conta a Alfredo que Violetta tem ido constantemente a Paris vender seus bens, para custear as despesas da casa de campo.
Giorgio Germont, pai de Alfredo, visita Violetta e suplica-lhe que abandone Alfredo para sempre. Giorgio conta-lhe sobre a sua família e especialmente a sua filha, na Provença, e acredita que ver Alfredo envolvido com uma mulher mundana destruiria sua reputação.
Contrariada, Violetta atende as súplicas de Giorgio e lacra um envelope endereçado a Alfredo. Violetta parte para uma festa na casa de sua amiga Flora Bervoix e Alfredo lê a carta.
Desconfiado de que Violetta possa tê-lo traído, Alfredo vai até a casa de Flora, para se vingar.
Acto III
A festa tem início com um grupo de mascarados que lhes proporcionam um divertimento. Violetta chega à festa acompanhada do Barão Douphol. Alfredo surge logo em seguida.
Alfredo começa a jogar com o Barão e ganha. Em um momento em que o jantar é servido, Violetta e Alfredo permanecem a sós no salão e Alfredo força-a a confessar a verdade. Violetta, mentindo, diz amar o barão. Furioso, Alfredo convoca todos para o salão e atira na cara de Violetta todo o dinheiro conseguido no jogo e desafia Douphol para um duelo. Violetta desmaia, Alfredo é reprimido por todos e a festa termina.
Acto IV
Violetta está doente e empobrecida, depois de se desfazer de todos os bens. Tomada pela tuberculose, recebe cartas de vários amigos e uma, em especial, chama a atenção. É de Giorgio Germont, arrependido por ter colocado Violetta contra Alfredo.
Giorgio e Alfredo visitam Violetta, e eles todos reconciliam-se. Violetta e Alfredo começam a fazer planos para a vida depois de que Violetta se recuperar. Entretanto, Violetta está muito debilitada fisicamente e começa a sentir o corpo falhar. Entrega a Alfredo um retrato seu e avisa-o para que o entregue à próxima mulher por quem ele se apaixonar. Violetta sente os espasmos da dor cessarem, mas em seguida expira.

uma aventura no raio que a parta


uma aventura no raio que a parta

das aventuras e desventuras da ministra da educação "de diz que é uma espécie de país" Portugal, no reino do ministério da educação

Luciana Fina

Domingo, Novembro 01, 2009

Luís Filipe Meira

Sem Apelo
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O Benfica foi ontem derrotado em Braga por 2 – 0, perdendo assim a liderança partilhada da Liga Sagres.
Perdeu bem na minha perspectiva, pois o Sporting de Braga foi a equipa mais consistente ao longo dos 90 minutos. Mas o Benfica jogou razoavelmente e lutou até ao fim, o que foi bom. Tenho para mim que, paradoxalmente, esta derrota pode ser perigosa em termos de estabilidade da equipa, mas também pode ter efeitos positivos em relação à massa associativa que andava numa euforia desmedida e até desproporcionada. O Benfica tem um bom treinador, um excelente plantel mas ainda não tem uma super-equipa, e em Braga demonstrou que nem está assim tão perto de o conseguir.
Três notas, para concluir:
1.ª – A abundância de jogadores sul-americanos, nomeadamente o seu núcleo principal está a trazer à equipa uma cultura perigosa que assenta em demasiadas simulações de faltas, de lesões e com picardias constantes e a despropósito. O recurso sistemático à falta também é preocupante.
2.ª – Os Mind Games de Jorge Jesus são um desastre! Alguém tem que ensinar Jesus qual a postura adequada de um treinador do Benfica. Neste particular, Domingos Paciência ganhou fora e dentro do campo.
3.ª – A linha editorial do Canal Benfica pode tornar-se prejudicial ao próprio clube, se continua a eleger o árbitro como a figura a abater e o mal de todos os pecados, desculpabilizando assim os erros que a equipa e o seu treinador inegavelmente vão cometendo. O Benfica não perdeu em Braga por causa do árbitro ter anulado um golo legal a Luisão…
Luís Filipe Meira

Claras em Castelo



O ‘regresso a Casa’ de uma Grande Senhora!

éléments 133

Ce qui est frappant dans la crise actuelle, c’est qu’alors même que tout le monde répète que le capitalisme est cycliquement affecté par des crises, personne (ou peu s’en faut) ne semble jamais capable d’en prévoir aucune. (...) La réalité sociale ne se laisse pas mettre en équations, car l’homme n’est ni un agent fondamentalement rationnel cherchant toujours à maximiser son propre intérêt, ni seulement un producteur-consommateur. (...) Les causes immédiates de la crise ne doivent pas faire illusion. La crise actuelle n’est pas un accident de parcours. Elle n’est pas une crise qui survient à l’intérieur du capitalisme, mais une crise systémique du régime d’accumulation et de suraccumulation, c’est-à-dire du capitalisme lui-même. (...) Tout ce qui existe meurt de ce qui l’a fait naître : le système de l’argent périra par l’argent.
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AU SOMMAIRE...
Dossier : LA CRISE N’EST PAS FINIE !
• Une crise sans révolution ?
• Le protectionnisme ou la mort ?
• Le dollar au cœur de la crise
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Et aussi…
• Cette indécente nostalgie du communisme
• Voyage aux confins de l’univers
• André Boniface, le rebelle flamboyant
• Fitzgerald notre Américain
• Textes politiques de Drieu La Rochelle
• Les vrais faux rebelles de la scène rock
• Le pape prône la mondialisation !
• Le pétrole au prix du sang des peuples
• La consolation par Richard Millet
• Le testament d’André Malraux
• Ne visitez pas le Musée Magritte…
• Obama, souviens-toi de Gandamak
• Quentin Tarentino à la foire aux images

éléments 132

La plus grande victoire du système est d’avoir persuadé les esprits, non de ses qualités, mais de son caractère fatal. (...)
Mais le pire n’est pas là. Le pire est que le système ne peut plus être contesté, non plus tant parce qu’il refuse et sanctionne la contestation, mais parce qu’il l’absorbe et la digère, s’immunisant ainsi contre elle. Ce ne sont pas seulement les faux rebelles qui sont en cause. S’ajoutant aux « repentis » et aux ralliés, les faux rebelles sont ceux qui prétendent s’en prendre aux tabous dominants, alors qu’ils n’enfoncent plus depuis longtemps que des portes ouvertes et n’affichent que des insolences calculées, propres tout au plus à leur faire attribuer la rentable position de bouffon de cour ou d’opposition de confort.(...)
Quand l’histoire resurgit, c’est toujours sous des formes inédites, propres à décevoir les nostalgiques qui rêvaient d’un simple retour au vieil ordre des choses. Nous allons vers ces choses inédites. Nous ne savons pas ce qu’elles seront, et nous ne les feront pas advenir. Elles adviendront d’elles-mêmes. La véritable secousse systémique sera interne au système, mais extérieure à la volonté des hommes qui, de toute façon, ne savent jamais l’histoire qu’ils font. L’histoire n’est pas tant ouverte qu’imprévisible. Tout ce qui dans l’histoire a fait du bruit a été précédé d’un grand silence. Kata-strophê veut dire retournement. Même aux époques de basses eaux, la marée, un jour, finit par venir.
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AU SOMMAIRE...
La rébellion est-elle possible ? (Pierre Bérard)
La maladie infantile du capitalisme (François Bousquet)
Les vrais rebelles de Rébellion (Pierre Le Vigan)
Unabomber contre le système industriel (Entretien avec Slobodan Despot)
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Et aussi…
• Jo Privat, l’aristocrate du bal-musette (Robin Turgis)
• Ce que Cioran a été chercher dans notre langue (Jean-François Gautier)
• Jean Cau jusque devant le taureau (Michel Déjus)
• Le rappel à l’ordre de Julien Gracq (Frédéric Guchemand)
• Gabriel Matzneff encore et toujours (Luc-Olivier d’Algange)
• La RATP censure Tati et Carax leur dit merde (Ludovic Maubreuil)
• Pourquoi la démocratie doit être réinventée (Alain de Benoist)
• Les grandes illusions de la bioéthique (Jean-François Gautier)
• Edgar Poe hors du temps et hors de l’espace (Entretien avec Jean Hautepierre)
• Le cœur à gauche et le cerveau à droite (Entretien avec Roland Duval)
• Pour choisir un prénom en connaissance de cause (Entretien avec Alain de Benoist)

Cadernetas de Cromos

História do Trajo Universal
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Raças Humanas (2ª Série)

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Trajos Típicos de Todo o Mundo

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Raças Humanas (1ª Série)

Sábado, Outubro 31, 2009

Nouvelle École

Les Grecs / Nouvelle Ecole N°58
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Ce numéro sur les Grecs s’ouvre sur un grand entretien avec le philosophe Marcel Conche : « Devenir Grec signifie s’éduquer dans Homère ».
Il est suivi de deux études de Guy Rachet et Jean Haudry, l’une sur les Indo-Européens en Grèce, l’autre sur la tradition indo-européenne.
Un texte inédit de Friedrich Georg Jünger est consacré à Dionysos.
Suivent des essais sur le « corps grec » (Michel Lhomme), l’héritage byzantin (Kostas Mavrakis) et l’influence de la philosophie grecque dans l’histoire de la pensée occidentale (Costanzo Preve).
Egalement au sommaire : des articles de Gérard Zwang (sur la sexologie), Piet Tommissen (sur Georges Sorel), Alain de Benoist (sur l’œuvre d’Ernst Nolte), ainsi qu’un entretien exclusif avec Werner Bräuninger sur les oppositions intérieures au nazisme (« Le IIIe Reich, une polycratie féodale »).

Pierre Drieu La Rochele

par Pierre Drieu La Rochelle
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Alors que les œuvres romanesques et autobiographiques de Drieu jouissent d’un intérêt persistant, ses écrits politiques, à l’origine des lourds interdits qui le frappent, restaient pour la plupart inaccessibles.
Comment Drieu, si conscient de la grandeur culturelle de la France, si marqué par son patriotisme blessé, saura-t-il dans l’après-guerre sacrifier ce dernier à une forme nouvelle de patriotisme européen ? Mais surtout, comment en viendra-t-il plus tard, accablé par la défaite, à prôner pour son pays vaincu la collaboration avec l’Allemagne hitlérienne?
C’est cette tragédie que l’on suit dans ces textes à nouveau disponibles, où on le voit - aussi hostile aux méfaits du capitalisme productiviste et impérialiste des Etats-Unis qu’au communisme matérialiste, meurtrier et bureaucratique de l’URSS - chercher désespérément une troisième voie, à la fois spirituelle et socialiste, qui apporterait une réponse au désenchantement du monde.
Malgré tous les changements intervenus depuis, cette vision qui place le nationalisme au centre de la politique des peuples n’a rien perdu de sa force.
Face aux nationalismes chinois, américain ou russe – celui-ci s’inscrivant tout naturellement, comme nous l’annonçait Drieu, dans la tradition de l’ancien impérialisme tsariste –, que pourra peser le nouveau patriotisme européen, encore à inventer et à construire ? Et le fourvoiement de Drieu dans le fascisme n’est-il pas une sérieuse mise en garde contre toute tentative trop simpliste pour imaginer une difficile solution : comment échapper au double écueil du totalitarisme, fût-il vaguement teinté de socialisme, et de la démocratie capitaliste, obsédée par sa fuite en avant vers un triomphe technologique toujours plus inepte et destructeur de vie ?
Présentation de Julien Hervier.
Edition établie et annotée par Jean-Baptiste Bruneau.

La Aventura de la Historia

La Aventura de la História / Novembro de 2009

Sexta-feira, Outubro 30, 2009

Fernando Pessoa

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Cadernetas de Cromos

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Cadernetas de Cromos
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RAÇAS HUMANAS (2ª Série)
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Ag. Portuguesa de Revistas - 1959
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Ano da 1ª edição: 1959 (Fevereiro).
Origem: Espanha (Catalunha), editorial Bruguera, 1959.
Cromos: 128 guaches de E. Vicente Rodriguez.
Notas: Em Espanha esta 2ª série de Raças Humanas não teve existência individual.
Na verdade, os novos cromos foram combinados com a generalidade dos da 1ª Série e editados como uma colecção de 250 cromos.
Em Portugal a 1ª série ainda estava à venda em 1959 o que, só por si, impossibilitaria esta solução.
Este foi a última colecção da Bruguera editada pela Agência Portuguesa de Revistas.
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Não é fácil encontrar esta caderneta. Provavelmente, não teve o sucesso da 1ª Série.
Hoje, num tempo em que o politicamente correcto proíbe que se fale em Raça, ou Raças, uma memória que fica de tempos mais saudáveis.
Mário

Quinta-feira, Outubro 29, 2009

Nos 50 anos de Astérix

29 de Outubro de 1959 – 29 de Outubro de 2009
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Parabéns!
Mário

Astérix

'Foto de Família'

Astérix

Nos 50 anos de Astérix e Obélix
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29 de Outubro de 1959 – 29 de Outubro de 2009

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Número ‘0’ da revista Pilote
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Ficha técnica da revista Pilote
. Revista Pilote, onde surge pela primeira vez Astérix

Astérix

Nos 50 anos de Astérix e Obélix
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29 de Outubro de 1959 – 29 de Outubro de 2009
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Capa do primeiro álbum, saído em 1961
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Prólogo comum a todos os álbuns
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Primeira página de 'Astérix Le Gaulois'
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A primeira aparição de Astérix e Obélix foi a 29 de Outubro de 1959, na Pilote, uma revista de banda desenhada.
Hoje celebra-se o cinquentenário daquele facto da História da BD.
Associamo-nos a ele!
Mário

Astérix

Nos 50 anos de Astérix e Obélix
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29 de Outubro de 1959 - 29 de Outubro de 2009
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Quarta-feira, Outubro 28, 2009

Mário Silva Freire

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Uma oportunidade perdida?
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A Refer, segundo notícia recente, vai reabilitar a Linha do Leste, no troço entre Abrantes e Elvas. E até já está estabelecida a verba que irá ser gasta nesta obra: 48 milhões de euros. A intervenção durará até 2013.
Aqui está uma notícia que poderia ser uma oportunidade para congregar as vontades dos políticos, assim como de todos os que pugnam pelo desenvolvimento da região de Portalegre. Uma vez que vai mexer-se na referida Linha, porque razão não aproveitar esta circunstância para se trazer para a cidade um comboio que respondesse às necessidades de uma zona industrial do interior que se pretende desenvolver e que auxiliasse os cidadãos desta região a ligarem-se, em tempo útil, à capital do País, à semelhança do que acontece com as outras capitais de distrito?
Já é tempo de, a par das naturais divergências que os partidos, grupos ou pessoas possam ter sobre aspectos importantes da governação, mas de natureza pontual, eles se unirem, pelo menos, naquilo que parece ser uma das bases do desenvolvimento de uma região. Ora, qualquer estratégia de desenvolvimento regional tem que passar, necessariamente, pelas acessibilidades. E, de entre estas, assumem particular importância as ligações ferroviárias.
Os deputados que foram agora eleitos pelo distrito de Portalegre têm, sem querelas partidárias, que mostrar que os interesses regionais que representam são superiores às divergências políticas que os separam.
O executivo autárquico, a par dos diferentes modos de encarar a gestão do concelho, não pode alhear-se e, muito menos, dividir-se na luta partidária, quando estão em causa aspectos do desenvolvimento da região que poderão ser uma alavanca para a atracção de empresas, criação de emprego e fixação de pessoas.
É dos manuais da ciência política que a melhor maneira de aglutinar vontades é encontrar um inimigo comum. Ora, aqui, se inimigos existem, eles têm a ver com o desemprego e a desertificação humana. Então, porque não eleger estes inimigos para aglutinar esforços no sentido de exigir das entidades competentes a criação de uma Linha do Leste condigna que sirva a cidade e a região de Portalegre?
Mário Freire

Terça-feira, Outubro 27, 2009

Sport Lisboa e Benfica


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Benfica, Meu Eterno Amor

Jaime Crespo

Torre de menagem do Castelo de Beja
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Jerónimo e a Câmara de Beja
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logo na noite eleitoral autárquica, Jerónimo não conseguindo disfarçar o esboroar autárquico da CDU, que vai acontecendo ao toque de caixa com que vai caindo o mito dos bons autarcas comunistas, na medida em que se vão revelando, afinal, as mesmas humanas tentações, e falou num conluio secreto entre o PS e o PSD para assim derrotarem o seu magnífico autarca.
não se recordou, ou não quis, reconhecer que do lado vencedor também estava um autarca por muitos considerado magnífico e com a agravante de não ter tido, em tempos passados, voz livre no PCP.
Jerónimo não denunciou o ainda mais estranho conluio entre o PS, o PSD e até alguns membros do PCP, para derrotarem o candidato da CDU e reelegerem o ex-presidente, também renegado pelo PCP e agora independente, da Câmara de Sines. E assim lá se foi outra Câmara exemplar...
mas o que advém do discurso de Jerónimo é o respeito demonstrado que o PCP tem pelas pessoas, ou seja nenhum. no léxico do PCP não entra a palavra indivíduo, tudo é colectivo? não! tudo é decidido por 2 ou 3 no comité central e imposto aos restantes.
como diz Jorge Coelho, esse grande guru da política portuguesa, “a memória em política é curta”. pois é camarada Jerónimo, já esqueceu, com toda a certeza, a caricata figura que esse outro guru, Álvaro Cunhal fez na famosa cena do sapo e dos sais de fruto e de votar tapando a cara do candidato. e aí sim, esse conluio resultou porque obedientemente e em fila, todos os PCP’s lá foram votar Mário Soares porque no PCP os votos não são do povo, os votos são do partido e o povo esse vota onde o chefe manda.
tal qual no tempo do caciquismo.
Jaime Crespo

Segunda-feira, Outubro 26, 2009

Corpo


A nudez do teu corpo
Sopro de vida, de prazer.
Não sei que dizer

Com medo de te perder.
Morro
De desejo,

E de pudor.
Meu amor,
Um beijo!

Beijo o teu corpo.
Como o desejo!
Beijo-te
Com dor, pavor
De te perder
Alguma vez!
Mário

Domingo, Outubro 25, 2009

Avelino Bento I

20 de Outubro de 2009

(...) MAIS INDEPENDENTE... COMO SE TIVESSE DEIXADO DE O SER ALGUMA VEZ


Sessenta anos iniciam um novo ciclo da minha vida. Ao mesmo tempo que tenho consciência de que é o Outono da vida a emergir, não perco a vontade de sentir e de provocar a energia que me transporta à minha evolução e aprendizagem permanente de ser humano.
Quero continuar a estar à altura dos meus projectos, envolvendo neles a esperança, a saúde se me for permitido e, sobretudo, os meus familiares e os meus amigos. Tenho consciência de que é uma nova etapa que, suportada pelo que já vivi, será saboreada com a serenidade própria de quem vai construindo paulatinamente o futuro que já é ali.
Vou continuar a estar atento ao que me rodeia, melhorando no meu dia-a-dia os valores que me foram incutidos pelos meus pais, professores, amigos e também pelo meu país e pelo mundo.
Assim quero continuar a defender a solidariedade como um princípio absoluto de amor fraterno. Vou continuar a participar numa ideia de democracia plena que nos leve a um aperfeiçoamento da liberdade e da igualdade de oportunidades.
Enfim, quero tornar-me num cidadão ainda mais responsável e mais interventivo. Para isso contarei sempre com o apoio de todos os que acreditaram e acreditam em mim. Quero continuar a merecer da sua parte o respeito e a admiração porque, isso, faço questão de o mostrar, no meu dia-a-dia, também com a mesma intensidade.

PS: A minha prenda dos 60 anos foi invulgar. Concluí, ontem mesmo, o exame de condução que me permitirá ser um pouco mais independente.

Avelino Bento II

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vontade indómita

vontade indómita

A midnight valium for a good night's sleep / “you will ride life straight to perfect laughter, it's the only good fight there is”. Roll the Dice, C. Bukowski


Leilão de Livros

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Sábado, Outubro 24, 2009

Maria Menezes

João José Brandão Ferreira

Sexta-feira, Outubro 23, 2009

Nuno Guedes Pimenta

Estação Meteorológica de Portalegre
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Ausência da esfera
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HELIÓGRAFO DE CAMPBEL-STOKES
Aparelho que mede o número de horas de Sol descoberto.
Equipamento completo...
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Ouriços
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Barragem da Apartadura
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Porco à trela
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Estação Meteorológica
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Domingo, decidimos ir dar um passeio à Serra de S. Mamede. De regresso encontrámos um dos funcionários da estação meteorológica, que nos acabou por fazer uma visita guiada.
Explicou-nos o passado, mostrou-nos o presente e informou-nos sobre o futuro.
E, das boas noticias, posso dizer que já têm comprado instrumentos novos para substituir alguns quase obsoletos.

As instalações são velhinhas, mas com muita dignidade.
Temos uma estação automática. Porém, os analógicos têm que continuar a ser registados manualmente.
Triste a noticia que me deu, e poderão comprovar, o instrumento que mede o número de horas de Sol descoberto tem uma esfera, a qual foi roubada. E dizem algumas pessoas que serve para fazer bruxarias. Incrível!
Não me vou alongar muito, pois as fotos dizem mais que mil palavras, no entanto estou disponível para qualquer esclarecimento.
Espero que seja proveitoso. Para mim foi, e que assim fiquem com uma ideia melhor do que são de facto as nossas “condições meteorológicas”.
Ah! Os castanheiros estão ainda muito verdes e a Barragem da Apartadura muito em baixo.
E nunca tinha visto passear um porco de trela!...
Nuno Guedes Pimenta

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