\ A VOZ PORTALEGRENSE

Quarta-feira, Fevereiro 10, 2010

Luís Pargana

Desabafos III
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Saúde pública
Interesses privados
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Parece estar aberta a “guerra de influências” para a gestão da Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano.
Esta estrutura tem um carácter pioneiro no nosso País uma vez que engloba numa única entidade directiva, a administração dos dois hospitais do distrito, o de Portalegre e o de Elvas, bem como dos 16 centros de saúde do distrito de Portalegre.
Gerir uma rede de equipamentos de saúde, num território mais ou menos alargado pode representar uma mais-valia na rentabilização dos recursos, tanto técnicos como humanos, melhorando a prestação de cuidados de saúde às populações.
No entanto, está também mais permeável a interesses particulares, seja por lógicas de política partidária, por bairrismos, ambições pessoais, ou outras que pouco ou nada têm a ver com a qualidade e a universalidade do serviço público a que o Serviço Nacional de Saúde está obrigado.
Todos sabemos que a rede de serviços públicos de saúde tem sido um dos principais focos de instabilidade social dos governos de José Sócrates: o encerramento das maternidades, a redução dos horários de funcionamento dos centros de saúde, as lógicas economicistas impostas ao transporte de doentes, com a “falência técnica” de várias corporações de Bombeiros que tinham investido na qualidade das viaturas e dos meios técnicos, enfim, toda uma estratégia centralizadora na organização do sistema nacional de saúde.
Ora, esta estratégia nada de bom pode trazer a um distrito com a extensão de Portalegre e a uma região que representa mais de um terço do território do País e apenas 5% da sua população. A guerra de interesses torna-se quase uma “luta pela sobrevivência” numa região altamente prejudicada pelas políticas centralizadoras de sucessivos governos.
E é, assim, neste quadro que assistimos ao prolongamento por vários meses da situação demissionária do ainda Presidente do Conselho de Administração, o Dr. Luís Ribeiro e à movimentação de interesses em torno da nomeação do seu substituto que continua adiada pela dificuldade de conciliar esses mesmos interesses.
O anúncio da sua demissão quebrou o equilíbrio intradistrital e regional que existia neste Conselho de Administração e é com preocupação que assistimos ao desfilar de nomes do seu putativo substituto: Primeiro o de Escarameia de Sousa, contestado pelos interesses de Elvas e de Évora por ser um nome de Portalegre, agora o de António Guerreiro que representa os interesses de Évora, do seu Hospital e de poderosos lóbis de influência regional, como é o caso do liderado pelo deputado Carlos Zorrinho.
António Guerreiro, actual vogal executivo no Conselho de Administração da ULSNA, contará com o apoio conjuntural dos interesses do Hospital de Elvas, apostados em retirar valências ao Hospital de Portalegre, e do Hospital de Évora, que se quer afirmar como o hospital central de toda a região.
Como se adivinha, Portalegre só tem a perder com esta “guerra de poder” que se tem vindo a desenrolar em surdina, nos meios hospitalares e nos bastidores políticos da região.
Uma nota de esperança neste conflito foi a iniciativa dos municípios do distrito de Portalegre em elegerem um autarca que os represente no Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde – o Dr. Hugo Capote, médico no Hospital de Portalegre e Vereador na sua Câmara Municipal.
Ainda que sem direito a voto, este representante dos municípios garante, desde logo, a defesa dos interesses das populações e a sua aproximação às estruturas de saúde do distrito. Por outro lado, sendo um médico que conhece bem as questões da saúde e os problemas e potencialidades do Hospital de Portalegre poderá representar algum reequilíbrio, nesta luta pelo poder na Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano, aumentando a pressão e fiscalização em relação a interesses alheios às necessidades de saúde das populações do distrito.
Não deixa de ser curioso que a eleição de Hugo Capote, vereador da CDU, reuniu o consenso dos autarcas do distrito, tendo partido de uma proposta apresentada pelo Presidente da Câmara de Portalegre. Prova-se, assim, que quando toca a defender interesses comuns das populações, as querelas partidárias podem bem ser postas de lado assumindo-se as melhores medidas para as melhores soluções.
A terminar este desabafo não posso deixar de dar uma nota relativa à minha crónica da semana passada. Referia então o conflito que existia na Câmara de Nisa, onde uma oposição obstinada inviabilizava as medidas de gestão fundamentais para a administração do Município – as grandes opções do plano, o orçamento e o mapa de pessoal.
Pois bem, um dia depois a oposição reviu o seu posicionamento e alterou o braço de ferro que vinha mantendo há meses. Saiu ganhar a democracia e a dignidade do poder local.
Pode começar, agora, o debate político.
9 de Fevereiro de 2010
Luís Pargana

Terça-feira, Fevereiro 09, 2010

Olivença

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Associação pela cultura portuguesa em Olivença
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Segunda-feira, Fevereiro 08, 2010

António Martinó de Azevedo Coutinho

Segunda Parte, sexta-feira dia 12 de Fevereiro de 2010

António Martinó de Azevedo Coutinho

DOIS POETAS DE NOME JOSÉ:
DURO E RÉGIO (I)

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Pouco mais de um ano após a sua chegada, aconteceu a “estreia” pública de José Régio na imprensa portalegrense. Trata-se de um episódio relativamente desconhecido da vida do literato entre nós, pois é hábito associar-se a colaboração jornalística local de Régio apenas ao saudoso semanário A Rabeca.
Na verdade, foi num efémero quinzenário “republicano regionalista” de Portalegre intitulado Alto Alentejo (apenas 13 edições entre Novembro de 1930 e Junho de 1931), que José Régio publicou 4 artigos assinados por J.R. e, quase seguramente, um outro (o primeiro) subscrito por R.P., cerca de uma década antes dos primeiros textos divulgados n’A Rabeca.
A garantia quanto aos citados quatro é-nos conferida pela local constante do número 8 do jornal (15 de Fevereiro de 1931), no seguinte teor:
Dr. Reis Pereira
Sob o pseudonimo de J. R. tem colaborado no “Alto Alentejo”. Muito dado aos estudos literarios, colaborador e mentor de varias revistas de Coimbra, as suas cronicas representam sempre ideias e concepções de arte dignas de atenção. Não se arrependa de nos ajudar contribuindo com o seu auxilio para a vida deste humilde jornaleco.

Curiosamente, José Régio ter-se-á “arrependido” nesse momento, pois não mais escreveria no jornal... Coincidências!?
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Primeira página do jornal Alto Alentejo, subintitulado
Quinzenário republicano regionalista do Distrito de Portalegre
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A escassa dúvida quanto ao restante artigo, subscrito por R.P., consiste precisamente na escolha de um diferente pseudónimo. Porém, se atentarmos na sua temática -uma Crónica Cinematográfica-, e se verificarmos que dois outros artigos dispõem do mesmo preciso título, será legítimo admitir também o Dr. Reis Pereira como o seu autor.
O Alto Alentejo era co-dirigido pelo Dr. Manuel Fernandes de Carvalho, professor do Liceu Mousinho da Silveira, portanto colega do Dr. José Maria dos Reis Pereira, ainda que na área das Ciências Físico-Químicas. Isso explicará o facto de outros docentes desse Liceu terem sido igualmente colaboradores do jornal, como é o caso de Estêvão Pinto ou de Galiano Tavares.
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O Distrito de Portalegre e A Rabeca, os dois mais significativos
jornais da cidade e da região, saudaram a aparição do novo colega
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Onde pode surgir alguma perplexidade na análise dessa participação jornalística de José Régio é na distinta postura cívica (ou política) que claramente o separa de Manuel Fernandes de Carvalho. Enquanto este é inequivocamente conotado com o Estado Novo, o literato situar-se-á sempre no campo contrário, o da oposição democrática.
O Dr. Fernandes de Carvalho, que fora colocado no Liceu de Portalegre no mesmo preciso ano de Régio (1929), desempenhou entre nós alguns cargos de relevo, como o de presidente da Junta Geral do Distrito (depois Junta Distrital) e, sobretudo, o de presidente da nossa Câmara Municipal, entre os finais de 1950 e meados de Maio de 1957, quando aqui morreu de forma inesperada. Deve acrescentar-se que, tanto numa como noutra destas actuações públicas, se revelou activo e competente, devendo-se-lhe, por exemplo, a iniciativa de uma notável e pioneira mostra das nossas potencialidades económicas e culturais, assim como a criação do Arquivo Distrital e do Asilo-Escola de Santo António. Como autarca, foi durante o seu mandato que se inauguraram em Portalegre alguns dos nossos mais representativos edifícios modernos, tanto oficiais como privados, como o Mercado Municipal (1952), o Palácio da Justiça (1955), o Seminário Maior e o Cine-Teatro Crisfal (1957). Em 1955 foi erigido o Monumento aos Bombeiros, iniciaram-se as obras da futura Escola Secundária de S. Lourenço e, também por esta época, seria construído o Colégio de Santo António. Portanto, um apreciável surto local de modernidade e de progresso urbanístico foi vivido em Portalegre nestes tempos.
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O Distrito de Portalegre de 6 de Outubro de 1929 assinala a chegada dos professores agregados José Maria Pereira (2.º grupo) e Manuel Carvalho (7.º grupo) ao Liceu de Mousinho da Silveira
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Como poderá perceber-se que Régio tenha colaborado num jornal com cujos objectivos e ideologia nunca poderia identificar-se?
Certamente por razões pessoais e subjectivas de que, aliás, dará um indirecto testemunho nos seus escritos, sobretudo os revelados nas Páginas do Diário Íntimo.
Manuel Fernandes de Carvalho tornara-se genro de D. Rosalina Vinte e Um, a hospedeira de Régio com quem este criara e desenvolvera uma forte relação de recíproca admiração e amizade. Na Pensão da Rua dos Canastreiros, eram todos -D. Rosalina, a filha Rosa, o genro Manuel e o hóspede José Maria dos Reis Pereira- comensais à mesma mesa. Ali se fora estabelecendo, ao longo de repetidos e agradáveis convívios quotidianos, uma relação humana onde necessariamente se diluiam quase todas as diferenças, até mesmo as ideológicas. Até certo ponto...
É que, em 1936, poucos anos após o “encontro” no Alto Alentejo, Régio refere uma relação pontual de conflito com o seu colega Fernandes de Carvalho, numa carta a Adolfo Casais Monteiro (revelada por José Alberto dos Reis Pereira em A Cidade - Revista Cultural de Portalegre, número especial de Outubro de 1984). Aí, Régio relata brevemente o caso do Dr. Alberto Miranda, também professor no Liceu Mousinho da Silveira, alvo de processo disciplinar e inerente castigo, por ter expulsado da aula um aluno fardado da Mocidade Portuguesa. E escreveu então:
Boavista Portalegre, 26 de Junho de 1936
Meu querido Adolfo
(...) Foi isto devido a denúncia e maquinações dum colega nosso, António Galiano Tavares, o qual procedeu com a cumplicidade tácita de outro colega, Fernandes de Carvalho, e se escondeu por trás de um poderoso amigo dos dois, o comandante da polícia Carpinteiro (...).

Apesar deste episódio, a prova de que a lógica dedução atrás apresentada não é meramente teórica é-nos fornecida também pelo próprio Régio. Consultemos, em três momentos distintos e posteriores, o seu Diário:
Portalegre, 16 de Julho de 1953
A minha velha amigo D. Rosalina Vinte e Um, que tanto tempo dirigiu o Hotel Vinte e Um, cá está à espera da morte. Acompanhei-a do Hotel para uma casa em frente, onde agora se extingue de dia para dia. (...) As refeições são agora tristes, quase sufocantes, na sua casa. (...) A filha e o genro estão quase sempre no seu quarto e comem a horas diferentes das minhas. Como, pois, muitas vezes sozinho, na pequena casa de jantar que nunca me agradou, em frente duma janela que dá para a miserável Rua dos Potes. (...) Que saudades da bela varanda, ou estreito e longo terraço, do Hotel Vinte e Um, - onde comíamos nesta época de exames! (Ainda no ano passado foi assim.).
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D. Rosalina Vinte e Um, na bela varanda do seu Hotel,
assinalada a vermelho na foto do actual
Centro de Emprego e Formação Profissional
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Portalegre, 13 de Janeiro de 1954
Não cheguei a referir-me aos dois acontecimentos (para mim capitais) das férias grandes: A morte da D. Rosalina, e a descoberta da minha úlcera gástrica. (...) Ainda a não fui visitar ao cemitério, aqui defronte da minha casa. Mas fui, ontem, ouvir uma missa que rezavam por sua alma. (Em que medida me decidiu a isso o querer ser agradável à filha e ao genro? ou o querer manifestar os meus sentimentos aos seus olhos? Do filho, só me lembrei quando o vi na missa.). (...) Continuo a comer em casa do Dr. Fernandes de Carvalho, genro da minha boa amiga desaparecida.
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A casa em frente do Hotel, onde residiam a filha e o genro
de D. Rosalina, na actualidade; a fachada situa-se na
Rua dos Canastreiros (ou 31 de Janeiro)
e as janelas das traseiras dão para a Rua dos Potes
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Portalegre, 29 de Maio de 1957
(...) E a proposta (é) de tentar, - dado que continuo pensando em me reformar e ir acabar os meus dias na minha terra. (Com a morte de meu pai, com a morte do Dr. Fernandes de Carvalho no mesmo dia em que me trouxera do Café no seu carro, às vezes me parece estar eu próprio já muito perto da morte).

Neste último testemunho, particulamente interessante, Régio refere os contactos já em curso da Câmara Municipal de Vila do Conde quanto à concretização da Casa Museu. E, também, as intenções de amigos portalegrenses, já intervindo junto da Câmara local quanto a idêntico objectivo...
Muitos anos depois dos escritos no Alto Alentejo, e não esquecendo o “episódio” Alberto Miranda, Régio revela assim os contornos possíveis da sua durável relação (talvez de amor-ódio!?) com o colega Fernandes de Carvalho.
Voltemos agora aos cinco artigos, três intitulados Crónica Cinematográfica (n.º 3, 20/11/1930; n.º 5, 1/1/1931; n.º 6, 15/1/1931), um denominado Crónica Teatral (n.º 4, 15/12/1930) e o restante, precisamente o último, a que José Régio concedeu o título No Aniversário da Morte de um Poeta - José Duro, publicado no n.º 8, em 15 de Fevereiro de 1931.
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Os artigos de Régio em Alto Alentejo dedicados a três
Crónicas Cinematográficas e a uma Crónica Teatral
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José Régio reflectindo e escrevendo sobre o seu malogrado “antecessor” e “camarada de letras” José Duro, a pretexto do 32.º aniversário da morte deste - eis o tema que a seguir aqui será tratado.

Portalegre, Fevereiro de 2010
António Martinó de Azevedo Coutinho

Domingo, Fevereiro 07, 2010

Luís Filipe Meira

Porque hoje é Domingo...
Posto de Escuta
(…) Raramente me recordo dos sonhos. Mas parece-me que algumas canções são como sonhos na medida em que adormecemos quando elas principiam e acordamos quando terminam. Conduzem-te a qualquer lado. São uma forma de hipnotismo, as melhores (…)
Tom Waits
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Em escuta na Rádio dos Sonhos, 10 canções para ouvir, sonhar com as melhores ou mastigar e deitar fora as piores. É uma questão de gosto, mas…, atenção!, porque há bom e mau gosto….
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Rádio dos Sonhos / 07.02
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1 – Keith Jarrett - Four
My Foolish Heart / Live at Montreux
C/ G. Peacock – Bass & J. Dejohnette – Drums
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2 – Nelson Cascais – 1984
Guruka / 2009

N.Cascais – Bass ; P. Moreira – Sax Tenor; A. Fernandes – Guitar; J. Paulo – Piano; I. Fernandez – Drums
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3 – Zé Eduardo Unit – Cantiga da Rua
A Jazzar / 2008

Zé Eduardo – Double Bass; J. Santandreu – Sax Tenor;
B. Pedroso – Drums

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4- Lisbon Improvisation Players – Motion / 2004
R. Amado – Sax Baritono; S.Adams-Sax Tenor; K. Filiano – Double Bass; A. Salero-Drums
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5 – Scott Fields Freetet – Yea, Sure, We Can Still Be Friends…
Bitter Love Songs/ 2008

S. Fields-Guitar; S. Gramss – Double Bass; J. Lobo – Drums
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6 – Júlio Resende – Move It
D’ A Alma / 2007
J.Resende- Piano; J. Custodio-Contrabaixo;A. Grimal – Sax Tenor; Z.P Coelho – Sax Tenor; J.Lobo – Bateria;J.Rijo – Bateria
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7 – James Carter – Tenderly
Present Tense / 2008

J. Carter – Saxofones; D.Adams – Trompete;DD Jackson - Piano; R. Jones – Guitarra; J.Genus – Bass; V. Lewis – Bateria ;E. Fountain – Percussão
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8 – Chet Baker – Autumn in New York
The Touch of Your Lips / 1979
C. Baker – Trumpet; D. Raney – Guitarra; N. Pedersen – Bass
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9 – Thelonius Monk – Pannonica
Brilliant Corners / 1956

T.Monk – Piano; E.Henry – Sax Alto; S. Rollins - Sax Tenor; O.Pettiford – Bass; M. Roach – Bateria
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10 - Tony Bennett / Bill Evans – The Touch of Your Lips
The Tony Bennett & Bill Evans Album
T. Bennett – Voz & Bill Evans - Piano
Luís Filipe Meira

Luís Filipe Meira

Cinema is Action / Cinema is Emotion
Samuel Fuller
No Meu Leitor de DVD...
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Esta semana vi quatro filmes acabados de estrear em sala:
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Invictus de Clint Eastwood que nos traz a história verídica como Nelson Mandela depois de ser eleito presidente da Republica da África do Sul, conseguiu unir uma nação dividida em torno dum objectivo comum, a vitória no Campeonato do Mundo de Râguebi de 1995, desporto que até então era odiado pela generalidade da comunidade negra. Gostei do filme se bem que esteja de acordo com a opinião generalizada que é um Eastwood mediano, apesar de ter uma magnífica interpretação de Morgan Freeman no papel de Mandela, tem um sofrível Matt Damon no papel de François Pinnear, o capitão que leva a equipa à vitória. Concordo ainda com as criticas que dizem que Eastwood poderia ter tirado melhor partido duma história empolgante mas também comovente. Já não me lembro quem escreveu que o filme anda em piloto automático, é mais ou menos verdade…
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George Clooney também anda por aí com dois filmes em exibição, o primeiro é realizado por Jason Reitman e chama-se Up in The Air, é uma comédia romântica paradoxalmente com um epílogo imprevisível, focada nas relações humanas e com o drama dos despedimentos como mote. Belo filme com um Clooney em excelente forma.
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O segundo filme que Clooney tem em exibição é uma comédia dramática que tem um elenco de peso; Jeff Bridges, Kevin Spacey e Ewan McGregor, é realizado por Grant Heslov e é estranhíssimo, só o nome - Homens que Matam Cabras só com o Olhar - diz quase tudo. A acção centra-se no Iraque e é uma duríssima crítica à vocação guerreira norte americana. Só Visto
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Finalmente, temos o regresso de Woody Allen que volta a Nova Iorque depois de uma estadia europeia, foram quatro anos mais ou menos bem conseguidos. Tudo Pode Dar Certo é uma comédia à antiga que nos remete para o melhor período de Allen. Há quem veja semelhanças com Manhattan um dos seus grandes filmes, também porque tem algo de autobiográfico e tem aqueles enredos deliciosos que só Allen consegue dar vida; o velhote genial e desencantado que vive com uma estouvada miúda de 21 anos, o heterossexual que finalmente percebe que é gay, a cinquentona dona de casa temente a Deus que descobre que é uma óptima fotógrafa e solta-se de tal forma que começa a viver com um Prof. Universitário de filosofia e com o dono de uma galeria de arte. Enfim confusões que só o génio de Allen consegue transformar em situações absolutamente normais. Estou também de acordo que este Tudo Pode Dar Certo, não tem o impacto de Match Point, só para falar dum filme recente, mas é imensamente divertido sendo Allen mais uma vez soberbo no retrato que faz do meio cultural nova-iorquino. Só Visto
Luís Filipe Meira

Sábado, Fevereiro 06, 2010

José Régio e Portalegre

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Dois Poetas de Nome José: Duro e Régio (I)
António Martinó de Azevedo Coutinho
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Percurso regiano
Escola Básica José Régio

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José Régio e Salazar
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José Régio e o Estado Novo
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José Régio faleceu há 40 anos
Luís Filipe Santos
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Filho de Deus e do diabo
António Martinó de Azevedo Coutinho
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“Davam grandes passeios aos domingos”
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Amigos, conhecidos, e, os outros!…
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“Amigos de Régio”
Mário Silva Freire

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José Régio, a Literatura e o Cinema: diálogos e encruzilhadas
Luís Miguel Cardoso, Sérgio Silva

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Sarau Evocativo dos 80 anos da chegada de José Régio a Portalegre
António Martinó de Azevedo Coutinho
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O Professor Reis Pereira
Mário Silva Freire
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Alfarrabista
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José Régio – Cântico Negro
Maria Bethânia

Robert Brasillach

Robert Brasillach (31/3/1909 - 6/2/1945)
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O meu país traiu-me
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O meu país me dói, pois que enche os seus caminhos,
Que lança filhos seus entre as águias sangrentas,
Que põe soldados seus em combates mesquinhos,
E dá ao céu azul um sol de armas violentas.

O meu país me dói em este tempo escuro,
Com juramentos vãos, com o quebrar dos laços,
Com a sua fadiga e as nuvens do futuro,
Com seus fardos de peso a entorpecer-lhe os passos.

O meu país me dói, ao ser dúplice e vário,
Ao abrir o oceano para os navios cheios,
Ao abater na morte o marujo e o corsário,
Ao apagar, ligeiro, os erguidos esteios.

O meu país me dói pelos seus exilados,
E tanto calabouço e p’los filhos perdidos,
Por cada prisioneiro entre arames farpados,
E pelos que estão longe e hoje desconhecidos.

O meu país me dói pelas terras em chamas,
Dói-me sob o inimigo e dói sob o aliado,
Dói-me em seu corpo e alma e dói-me com os seus dramas,
Dói-me sob a grilheta onde está subjugado.

O meu país me dói por toda a mocidade
Sob estandarte estranho e dispersa em parcelas,
Perdendo um jovem sangue a cumprir a verdade
As promessas de quem já nem cuidava delas.

O meu país me dói, pois vejo tantos fossos
Cavados por fuzis que os irmãos empunharam,
Dói-me ver usurpar, até ao sangue e aos ossos,
O salário mais justo e os que renunciaram.

O meu país me dói, a escravizar-se, exangue;
Por seus carrascos de ontem e pelos que hoje há,
O meu país me dói, a lavar-se com sangue;
O meu país me dói. Quando se curará?
Robert Brasillach
3 de Fevereiro de 1945
(tradução de Goulart Nogueira)

Sexta-feira, Fevereiro 05, 2010

Riccardo Marchi

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Folhas Ultras As ideias da direita radical Folhas Ultras - As ideias da direita radical Portuguesa (1939-1950)
Riccardo Marchi
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O nacionalismo em Portugal, difuso e coeso durante a consolidação do Estado Novo, é abalado pelo eclodir da Segunda Guerra Mundial e o seu desfecho. Apesar disso, há uma jovem geração que se radicaliza graças a Alfredo Pimenta, polémico intelectual que se solidariza com o fascismo e o nacional-socialismo, considerado um mestre para esta direita radical. O ponto de encontro desta área que se coloca ao lado dos derrotados é o semanário A Nação, dirigido por José O’Neill, ao qual se seguirá o quinzenário Mensagem, animado pelos jovens neofascistas da Universidade de Coimbra e dirigido por Caetano de Melo Beirão. Pela análise destas publicações e a influência e colaboração de Alfredo Pimenta, encontramos nestas «Páginas Ultras» a resposta à questão: quem que estava mais à direita do Estado Novo nos anos 40 e 50?
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ICS
Data de Publicação: 01-12-2009
Nº de Páginas: 254
ISBN: 978-972-671-253-4
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ICS
Preço de Capa: 15 €
O Nosso Preço:13.50 €
Portes de correio:

Portugal: gratuitos
Europa: 3 €
Resto do Mundo: 6 €

António Sardinha

Ana Isabel Sardinha Desvignes
Historiadora (Cultura e Mentalidades).
Universidade de Paris III - Sorbonne Nouvelle
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Um Intelectual no Século
Ana Isabel Sardinha Desvignes
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«Ensaísta, poeta e doutrinador político-social, António Sardinha foi uma das mais singulares e polémicas figuras do complexo campo da direita portuguesa do primeiro quartel do século XX. O seu precoce desaparecimento (com apenas 37 anos), deixando incompleta o que se adivinhava ser uma enorme obra, a riqueza da pluralidade das suas intervenções públicas e a sinuosidade do seu percurso intelectual ainda hoje tomam a sua biografia um desafio tão difícil quanto historiograficamente necessário. É a esse desafio que este livro responde, estudando o caminho que levou Sardinha do republicanismo da juventude para o ideário católico, monárquico e antiliberal com que ele e tantos outros da sua geração passaram à História. Esta biografia ajuda a compreender a essência mesma da vida e da reflexão do patriarca do Integralismo Lusitano – a qual era não apenas restaurar a monarquia em Portugal mas, sobretudo, restaurar Portugal através da monarquia.»
José Miguel Sardica, Universidade Católica Portuguesa
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«Finalmente uma biografia política e intelectual de António Sardinha, um dos mais importantes intelectuais portugueses do início do século XX. Utilizando fontes parcialmente inéditas, como a rica correspondência como a sua mulher, a autora escreveu uma obra de referência, traçando com rigor o perfil do fundador do Integralismo Lusitano.»
António Costa Pinto, Universidade de Lisboa

Trabalho de equipa

Quinta-feira, Fevereiro 04, 2010

Luís Filipe Meira

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Ano Novo, Vida Nova diz o ditado. Para além do novo ano, há um novo executivo camarário, sem maioria absoluta, saído das eleições autárquicas de Outubro, e que tem um novo responsável pela área cultural.
Ora, estas alterações terão seguramente influência na gestão do CAEP. Foi o que pretendemos aferir numa pequena entrevista com Joaquim Ribeiro, que mantém as funções de director artístico da sala da Praça da Republica.
Por nossa conveniência, as perguntas foram colocadas via correio electrónico, o que traz algumas limitações, pois a conversa, não podendo fluir, não permite a possibilidade das respostas intuírem novas perguntas. Ainda assim, espero que alguma coisa tenha ficado esclarecido.

Luís Filipe Meira
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_ (Luís Filipe Meira) Todos nós sabemos os constrangimentos económicos que as autarquias vêem passando. Regra geral a cultura recebe as sobras do orçamento ora em tempo de crise a situação agudiza-se. A 1ª pergunta terá que passar por aí, em que condições foi feito e qual o orçamento do CAEP para 2010 e já agora, pode o CAEP recorrer a financiamentos autónomos do Ministério da Cultura?
_ (Joaquim Ribeiro) O Orçamento para o CAE, como a totalidade do orçamento para a autarquia, teve constrangimentos económicos, em vicissitude do momento que atravessamos. Para este ano, o orçamento do CAE ronda os 220.000 euros, o que significa um corte de cerca 25% em relação a 2009.
Estamos a trabalhar numa candidatura ao QREN, para programação em Rede, que se iniciará este ano e que está a ser preparada desde o ano transacto, juntamente com Faro, Beja e Setúbal. Esta candidatura está aprovada até final de 2011 e poderá ser prolongada até 2013. Com esta iniciativa, pretende-se reduzir custos programado em Rede com mais esses 3 teatros e obter algum financiamento por parte da Comunidade Europeia, que poderá chegar a 40% dos custos considerados elegíveis.
Financiamentos autónomos por parte do Ministério da Cultura ou uma politica clara de apoio a casas de espectáculos iguais ao CAE de Portalegre (que felizmente existem um pouco por todo o Pais, e que tem tido um papel inquestionável de descentralização cultural em Portugal, unicamente com financiamento autárquico), infelizmente não há. Tem havido sim muitas promessas adiadas…

_ Uma das bandeiras do programa do candidato do PS à autarquia passava por uma forte intervenção na programação do CAEP, apesar de não ter ganho o PS ficou numa posição de relativa força para poder influenciar decisões de fundo no que diz respeito ao CAEP, além disso o responsável pela cultura mudou, pergunto eu, há para já algum sinal de interferência na autonomia da direcção artística?
_ Como não podia deixar de acontecer, há uma excelente relação com a actual responsável pelo Pelouro da Cultura, Adelaide Teixeira. Há por parte da actual vereadora confiança no trabalho que se realizou e no que se está a realizar. Por isso, tem corrido tudo dentro da normalidade.

_ Olhando para a programação do primeiro trimestre e numa primeira leitura, parece-me ter havido alguma preocupação em abrir o leque das propostas nomeadamente em disciplinas mais clássicas ou eruditas, em contrapartida não vemos nenhum nome de peso no campo da pop ou mesmo da música portuguesa, houve alguma alteração de critérios ou o esforço financeiro do Jazzfest teve a ver com isso?
_ Assumimos como aposta de programação para 2010 a Dança, nas vertentes clássica e
contemporânea. Como tal, pretendemos ao longo do ano promover uma oferta variada e regular. Para este 1º trimestre apresentámos: “O Lago dos Cisnes”, “Inferno”, de Olga Roriz e “A Bela Adormecida”.
O JazzFest, como é óbvio, preenche uma fatia considerável do orçamento anual do CAEP para a programação, o que condiciona o resto do trimestre, não permitindo pelo menos no 1º trimestre uma aposta em nomes mais fortes. Tento dividir o orçamento em partes iguais pelos 3 trimestres programáveis, o que no 1º com a realização do JazzFest, obviamente obriga a alguma contenção nas restantes escolhas que são apresentadas.

_ Jazzfest que se vai mantendo, apesar de me parecer que nunca conseguiu conquistar a cidade como se impunha, as razões serão diversas e ficarão para discutirmos noutra altura. O cartaz deste ano privilegia o jazz mais contemporâneo e se calhar mais difícil para públicos diversos. È uma opção ou foi o cartaz possível?
_ O espaço no Café-Concerto privilegia claramente o jazz mais contemporâneo que se faz a nível mundial. Pareceu-me fazer todo o sentido essa aposta, sendo o JazzFest já uma referência nacional, e tendo uma responsabilidade de mostrar ao público que nos visita aquilo que poderão ser as tendências ao nível de linguagens jazzísticas no futuro.
Por outro lado, no Grande Auditório, a aposta recaiu sobre vários estilos e sobre nomes incontornáveis do panorama jazzístico actual, como o Trio do Carlos Barretto, que irá apresentar o seu muito aguardado e mais recente trabalho discográfico, a sair em Fevereiro ou Março deste ano; o José James Quartet, que funde com o jazz sonoridades que vão desde o Soul ao Hip-Hop, e que irá também apresentar o seu mais recente trabalho, que saiu há poucos dias; o Tord Gustavsen Ensemble, com um estilo mais clássico, virá apresentar o seu ultimo disco e para finalizar o Tony Malaby’s Quartet, que por muitos é considerado um dos melhores saxofonistas mundiais, vem apresentar o seu último disco publicado pela editora portuguesa Clean Feed, que teve excelentes criticas do outro lado do Atlântico.
Para além destas actividades, e inseridas no programa de serviço educativo, iremos ter a “abrir” o JazzFest, o projecto “Open Gate 5”, uma instalação sonora que aborda a linguagem jazzística, a apresentar, se o tempo ajudar, na Praça da Republica na tarde de 18 de Fevereiro. No dia 20, inserido no projecto “Á conversa com os meus Botões”, receberemos no CAEP José Duarte, figura incontornável da rádio e divulgador incansável do jazz em Portugal. E para finalizar, no dia 22, teremos a exibição do filme “Piano Blues”, inserido no projecto “Uma margem ao Centro”.

_ Todos anos coloco esta pergunta mas julgo que justificadamente. O Portalegre Jazzfest é uma aposta de futuro ou o futuro a Deus pertence?
_ Continuo a achar que o JazzFest é uma aposta ganha, que faz todo o sentido continuar numa perspectiva de crescimento do Festival. A meu ver, o Festival, como tudo, deve ter um crescimento sustentável. Esta é já a 8ª edição e sou da opinião que temos crescido calmamente e sustentavelmente ao longo dos anos, há portanto que continuar nesse sentido.

_ Só agora me apercebi que há visitas guiadas ao CAEP. Sentiram essa necessidade ou entra num programa de divulgação de actividades?
_ As visitas guiadas começaram em 2006, mas por razões várias, foram abandonadas cerca de um ano depois.
Com o serviço educativo reformulado, desta feita a cargo de Carla Martins, resolvemos retomar as visitas guiadas, com o intuito de no futuro lhes acrescentar uma outra valência, que não queria para já desvendar, mas que entrará não num programa de divulgação mas sim como uma actividade.


_ Finalmente o cinema. Está já a decorrer a mostra “Uma Margem ao Centro” espaço de cinema alternativo que este ano é dedicado ao Documentário. Em poucas palavras diz-nos porque é que devemos passar pelo Pequeno Auditório no último fim-de-semana de cada mês. E o cinema ao domingo e à segunda-feira está de saúde?
_ O espaço de cinema “Uma margem ao Centro” recai numa necessidade de apostar em linguagens mais alternativas. Para este ano, a aposta foi feita no Cinema Documental, de forma a poder “alertar” o público para certas questões de ordem social, que muitas vezes são esquecidas.
Para o próximo ano, a aposta será outra, mas é uma actividade para continuar.
O cinema considerado “mais comercial”, para já irá continuar aos domingos e segundas, como tem acontecido nos últimos anos, colmatando uma lacuna existente na cidade: o não haver salas com gestão privada de exibição de cinema.

Quarta-feira, Fevereiro 03, 2010

Gabriela Marques da Costa

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Luís Pargana

Desabafos III
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PEQUENAS POLÍTICAS
GRANDES PRECONCEITOS
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Em meados do século XX, um senador dos Estados Unidos da América ficou tristemente célebre na história por ter mobilizado o Estado americano em torno de uma extraordinária teoria da conspiração que atrofiou inúmeras instituições e destruiu vidas e carreiras de milhares de cidadãos americanos.
Chamava-se Joseph McCarthy e o período em que desenvolveu as suas actividades ficou conhecido pelo McCartismo.
Figuras maiores da cultura, das artes e da ciência, como Charlie Chaplin, Leonard Bernstein, Orson Wells, Elia Kazan, Gary Cooper, Eduard G. Robinson, Arthur Miller, Howard Fast, Barbara Bel Gueddes, Aaron Copland, Edward Murrow, Robert Oppenheimer e o duplamente premiado com o Nobel da Química e da Paz, Linus Pauling, são apenas alguns nomes entre os muitos milhares de norte americanos perseguidos e humilhados em autos acusatórios públicos, transmitidos em directo pelas televisões ao longo deste período negro da história americana. Até Walt Disney chegou a ser suspeito e interrogado por este senador que veio a morrer em 1957, completamente desacreditado e com acentuados sintomas de esquizofrenia.
E de que eram acusadas, afinal, todas estas personalidades? De serem Comunistas!
De simpatizarem com a ideia de uma sociedade mais justa, sem a exploração do homem pelo homem. Com base na suspeição ou na denúncia eram despedidos, impedidos de prosseguirem as suas carreiras profissionais, impossibilitados de levarem uma vida normal.
Tudo isto se passou há pouco mais de 50 anos naquela que é, por muitos, considerada a “pátria da democracia”. Mas acontecia também em Portugal, antes do 25 de Abril e em muitos outros países, onde os direitos humanos e de cidadania são condicionados por lógicas fundadas no preconceito e no desrespeito político.
Chegados ao século XXI, com a democracia assumida como consenso universal, tudo levaria a crer que o preconceito e a discriminação não seriam mais tolerados no quotidiano das instituições. Nada mais falso.
Teimosamente a intolerância volta a surgir, sempre que se trata de defender interesses particulares e de atingir objectivos de poder. Ainda que à custa do normal funcionamento das instituições ou da destruição de vidas pessoais e profissionais.
A mesma intolerância de McCarthy, ou dos agentes do Estado Novo português surgiu recentemente em Nisa, na sua Câmara Municipal, e com os trabalhadores do Município como alvo.
Com um Executivo Municipal sem maioria absoluta, a oposição na Câmara Municipal de Nisa tem vindo a rejeitar, sucessivamente, os instrumentos de governação fundamentais para a normal gestão municipal – o seu Mapa de Pessoal, o Orçamento e as Grandes Opções do Plano – com base em argumentos casuísticos que outra coisa não fazem senão dificultar a normal gestão do Município.
Não é esta a prática e a essência do Poder Local, onde a luta política se trava em torno das grandes questões do desenvolvimento local e não na obstrução das medidas de gestão corrente do Município. Aliás, basta vermos o exemplo de Portalegre onde o Executivo Municipal também é gerido sem maioria absoluta, mas onde as questões de gestão corrente são viabilizadas por toda a oposição, nomeadamente as relacionadas com o mapa de pessoal e com as competências técnicas que o Executivo considera necessárias para a execução das decisões municipais.
É, portanto, com surpresa mas, sobretudo, com preocupação que assistimos à luta que tem vindo a acontecer na Câmara Municipal de Nisa, onde o debate político se tem limitado a contrariar as opções gestionárias da maioria que ganhou as eleições, impedindo progressões nas carreiras, reclassificações profissionais ou situações de mobilidade intermunicipais, com argumentos que desconsideram a competência e o profissionalismo de quem trabalha no Município e relembram a “caça às bruxas” do McCartismo e de antes do 25 de Abril.
Estarei a exagerar na comparação? Consulte-se a acta da reunião da Câmara de Nisa de 16 de Dezembro onde a oposição contesta a situação de mobilidade de uma técnica superior, porque esta trabalhadora tem no seu gabinete “quadros representando espingardas com cravos vermelhos enfiados nos canos”!
E assim vai andando a nossa pequena política, com absurdas teorias da conspiração que geram instabilidades artificiais e lógicas clientelares que em nada dignificam as instituições, quem nelas trabalha e muito menos os políticos que as pretendem gerir.
2 de Fevereiro de 2010
Luís Pargana

Terça-feira, Fevereiro 02, 2010

Minudências

Conversation avec Dieu
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>>>>
L'homme dit : Dieu ?
Dieu dit : Oui
L'homme : Puis-je vous poser une question ?
Dieu : Bien sûr.
L' homme : Qu'est-ce qu' un million d' années pour vous ?
Dieu : Une seconde.
L' homme : Et un million de dollars ?
Dieu : Un centime.
L' homme : Pouvez-vous me donner un centime ?
Dieu : Attends une seconde...
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By mail, from PTG

Fernando Sobral

Fernando Sobral
Um túnel sem fundo
fsobral@negocios.pt

O túnel das relações entre FC Porto e Benfica não tem fundo. Mesmo lá ao fundo, não se vê nem uma luzinha artificial. As relações entre os dois clubes nem são bem um túnel: são um verdadeiro pântano que salpica todo o futebol português. Mas, num País onde existem os "grandes" e os outros, esta luta aristocrática é encarada com um encolher de ombros. Na relação entre o FC Porto e o Benfica não há uma bela e um "paparazzo": ambos parecem-se com o monstro das bolachas. Há muito que os dirigentes dos dois clubes deixaram de se interessar pela beleza estética do futebol. Tudo se resume a vitórias e poder. O futebol é um dano colateral na guerrilha entre Benfica e FC Porto. Há alguns anos, o sr. Arrigo Sacchi, com a sua imensa sabedoria, dizia que o "calcio" padecia da síndrome do Coliseu. Na sua opinião os italianos tinham transposto para o futebol as regras de combate e sobrevivência que regiam o Coliseu romano. Supunha-se que a época dos gladiadores a lutarem até à morte para alegria dos espectadores tinha desaparecido. Mas os dirigentes do FC Porto e Benfica querem transpor para o futebol português as regras do Coliseu: só que em vez de gladiadores, devido à crise, temos de nos contentar com "compères".
A guerra surda vem de longe. Desde os tempos em que os "grandes" de Lisboa silenciavam o resto das equipas do País e, depois, desde que a dupla sr. Pedroto/sr. Pinto da Costa fez da rivalidade Norte/Sul o terreno propício para dominar o futebol nas últimas décadas. A nova correlação de forças, mais visível esta época, fez com que o vulcão deixasse de estar silenciado. Com os reflexos inerentes: a célebre indústria do futebol voltou a transformar-se numa mercearia de esquina. O Eldorado é de chumbo. Esquecemo-nos que o futebol não é uma guerra. Nem sequer é uma adaptação da célebre metáfora do sr. Clausewitz: "a guerra é a continuação da política por outros meios". Aqui não: no Benfica/FC Porto deste ano a política é a continuação da guerra pelos mesmos meios. O que é confrangedor é ver, perante esta degradação de odor duvidoso, o silêncio pungente do sr. Hermínio Loureiro e do sr. Gilberto Madaíl. Deste não é nada que nos espante: o sr. Madaíl só diz coisas óbvias. Mas o sr. Loureiro chegou à Liga com o objectivo de a modificar. Na altura da sua saída, a Liga é um saco com ainda mais gatos. Toda a equipa da Liga (a começar pelo sr. Loureiro e a acabar no sr. Vítor Pereira) revelou-se uma força de manutenção de paz que ou actou mal, ou tarde demais. Como resultado temos o regresso dos tambores de guerra. Mas, como se sabe, uma guerra entre Benfica e FC Porto não tem argumento para um "blockbuster" de Hollywood. É, quanto muito, uma sinopse para um filme de série Z.
in, Jornal de Negócios, 01/02/2010
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[LFM]

Segunda-feira, Fevereiro 01, 2010

Crónica de Nenhures

Portalegre não muda!
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É possível ver-se como era o 'Banco José Duro' em 1957
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Hoje, a reconstrução não obedeceu ao original.
Como bem referiu António Martinó de Azevedo Coutinho em «
A Segunda Morte de José Duro, além do mais hoje o local é coito de malfeitorias. E desde que aquele Texto referido foi escrito, a degradação do Monumento aumentou.
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Em «
Azulejos, painéis e companhia», António Martinó de Azevedo Coutinho falou dos painéis que ornamentam Portalegre, fazendo questão de referir o desaparecimento de um deles, o intitulado “Ferra de Gado do Lavrador Rafael Mendes Calado” na rua de Elvas, e do estado de degradação/abandono de um outro, o “Paço de Flor da Rosa” no largo dos Combatentes.
Estava-se a
1 de Julho de 2009, e desde então tudo continua como dantes!
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Na mesma fotografia do “Paço de Flor da Rosa”, outro facto ressalta, que é o mau estacionamento de um automóvel. Desde que em Portalegre se instalaram os parquímetros que o estacionamento é caótico. Estaciona-se em qualquer lado para se evitar pagar o dito estacionamento. Estaciona-se em cima de passeios, em passadeiras de peões, em locais com risca amarela, enfim, ‘tudo’ serve para estacionar, inclusive o estacionamento nos extremos de uma rua, impedindo que o trânsito nela circule.
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Os locais de 'estacionamento pago', estão 'desertos'...
Quiçá, não seria despiciendo se se soubesse a ‘contabilidade’ dos parquímetros.
Há prejuízo? Dão prejuízo? Quais os contornos do negócio da sua implementação em Portalegre? A Autarquia de Portalegre tem lucro com a sua existência?
As perguntas, estas e outras porventura mais pertinentes, são várias. Alguma vez terão resposta?
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A rua da Pracinha, na Freguesia de São Lourenço, fica entre o largo Visconde dos Cidraes e o largo António José Lourinho. É paralela á rua da Capela e também paralela à rua 5 de Outubro entre o largo António José Lourinho e a frente da Igreja de São Lourenço. Tem sentido ascendente, contrário ao da rua da Capela, o que permite circular entre os ditos largos a norte e a sul.


'em baixo'
Pois, a rua da Pracinha está vinte e quatro sobre vinte e quatro horas ‘fechada’. Estaciona-se na sua entrada e na sua saída, impedindo que nela se circule. E mais ainda, é usual durante toda a noite estacionar-se no meio da rua. Quando serviços do INEM ou dos Bombeiros Voluntários de Portalegre têm necessidade de irem buscar ou levar doentes que habitam nessa rua, têm que parar as viaturas em ‘cima’ ou em ‘baixo’, e os doentes são transportados em maca ou cadeira de rodas, conforme as situações, pela rua, ao frio, ao calor, ao sol ou à chuva.
Esta situação ‘irreal’ perdura há anos.
'em cima'
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Como se lê em «PORTALEGRE – a cidade e a sua toponímia», de Fernando da Cruz Correia Carita, a rua da Pracinha”já nos aparece na toponímia de 1725 e também foi conhecida por “Rua Suja”, certamente pela falta de limpeza e higiene ali verificada.”
Hoje a rua da Pracinha é novamente a “Rua Suja” de que nos fala Fernando Carita. A porta do número de polícia 13 foi recentemente arrombada, e assim continua. A casa está em alto grau de degradação, assim como a que se segue com o número de polícia 15.
E toda esta degradação/desolação a cerca de cem metros do ‘coração’ de Portalegre, o Rossio.

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Infelizmente, o que acabamos de narar tem ‘barbas brancas’. Estas situações que denunciamos têm anos. Portalegre não muda, e desta forma a Decadência é a única coisa que por aqui ‘floresce’.

Mário Casa Nova Martins

Domingo, Janeiro 31, 2010

Luís Filipe Meira

Porque hoje é Domingo...
Posto de Escuta
(…) Raramente me recordo dos sonhos. Mas parece-me que algumas canções são como sonhos na medida em que adormecemos quando elas principiam e acordamos quando terminam. Conduzem-te a qualquer lado. São uma forma de hipnotismo, as melhores (…)
Tom Waits
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Em escuta na Rádio dos Sonhos, 10 canções para ouvir, sonhar com as melhores ou mastigar e deitar fora as piores. É uma questão de gosto, mas…, atenção!, porque há bom e mau gosto…
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1 – David Byrne & Fat Boy Slim – Please Don’t
(Feat Santigold ) / 2010

2 – Gorillaz – Stylo
Single / 2010

3 – Owen Pallett – Tryst with Mephistopheles
Heartland / 2009

4 – Prefab Sprout – I Love Music
Let´s Change the World with Music / 2009

5 – Magnetic Fields – You Must Be Out of Your Mind
Realism / 2009

6 – Portishead – Chase the Tear
Single / 2009

7 – These New Puritans – Orion
Hidden / 2010

8 – Tom Waits – Alice
Alice / 2002

9 – Yeasayer - Rome
Odd Blood / 2010

10 – The Guess Who – American Woman
American Woman / 1970
Luís Filipe Meira

Luís Filipe Meira

Cinema is Action / Cinema is Emotion
Samuel Fuller
No Meu Leitor de DVD...
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As sugestões de hoje vão para três filmes que retratam períodos diferentes da história de Itália.
La bella Itália, país de tesouros artísticos incalculáveis – é o país que tem o maior número de Patrimónios Mundiais da Unesco (44) – aliados a belezas naturais imensas, que o torna o 5º destino turístico do mundo. A bela Itália que tem Veneza, ao que dizem a mais bela cidade do mundo e Roma que foi o centro da Civilização Ocidental e o berço do Renascimento. Hoje é a 3º cidade mais visitada da UE e unanimemente considerada uma das mais belas cidades antigas do mundo.
Itália, país desenvolvido – o 18.º no Mundo – pleno de contrastes. Terra de pintores como Michelangelo, Leonardo da Vinci e Botticelli, escritores e filósofos como Dante, Petrarca e Maquiavel, compositores como Vivaldi e Rossini, cineastas como Visconti, Fellini, Antonioni, Pasolini e Sergio Leone ou actores como Sophia Loren, Marcello Manstroianni, Anna Magnani ou Claudia Cardinalli.
País rico a norte e paupérrimo a sul onde vão reinando com maior ou menor impunidade diversas máfias das quais as mais conhecidas são a Camorra na zona de Nápoles, a Ndrangheta na Calábria e a Cosa Nostra na Sicília. País que viu o escritor Roberto Saviano entrar na clandestinidade depois de escrever Gomorra um livro que denunciava a exploração exercida pela máfia napolitana no mercado da contrafacção de vestuário.
A bela Itália que já viu no poder Benito Mussolini, Giulio Andreotti ou Silvio Berlusconi, país em que os comunistas liderados por Enrico Berlinguer estiveram próximos do poder. A Itália que conviveu com o medo do terrorismo das Brigadas Vermelhas que chegaram a raptar e a assassinar o antigo primeiro-ministro Aldo Moro, num processo nebuloso e também ele cheio de contradições.
A bela Itália, país que na prática chegou a ser governado pelo poder judicial durante a Operação Mãos Limpas.
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Três filmes, três perspectivas sobre três períodos da História Italiana
_ Novecento (1900)
de Bernardo Bertolucci c/ Robert de Niro e Gerard Depardieu.
Um longo épico que nos conta a história de dois homens durante a crise politica italiana na primeira metade do séc. XX.


_ O Caimão de Nanni Moretti com Silvio Orlando, Margherita Buy e Nanni Moretti.
Berlusconi é o alvo, mas a confusão da vida italiana também está magnificamente retratada.

_ Il Divo de Paolo Sorrentino com Toni Servillo, retrato impiedoso do antigo primeiro-ministro Giulio Andreotti que governou a Itália a seu belo prazer durante sete mandatos até que a super poderosa máfia achou que já era tempo de mudança….
Il Divo não é um grande filme, ainda assim torna-se arrepiante porque é construído sobre factos verídicos.

Luís Filipe Meira

Sábado, Janeiro 30, 2010

Manlius

«Depois da grande noite haverá o Amanhecer. E nós que não somos nem burgueses, nem conservadores, nem reaccionários, nem democratas cristãos, nem maçons ... nós interessamo-nos por esse amanhecer».
Pierre Drieu La Rochelle
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Faz hoje três anos Manlius, lugar de Portugalidade.
Três anos passados, desejamos outros tantos em prol de Portugal.
Parabéns ao José Carlos.
Mário

Alqueva

Alqueva à cota 152
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Carlos Luna e a Questão de Olivença

(1.ª edição, 'Estremoz - Outubro de 1944')

Carlos Eduardo da Cruz Luna é licenciado em História e professor do ensino Secundário.
Figura de destaque nos círculos da problemática oliventina, tem levado uma vida em prol da Causa de Olivença.
Defensor acérrimo de uma Olivença portuguesa, tem como obra de referência publicada ‘Por caminhos de Olivença’, já com várias edições, a par de vasta colaboração em jornais e revistas de todo o Portugal.
Espectador atento, militante activo, da pena de Carlos Luna têm saído textos de rigor histórico e oportunidade política.
Mário Casa Nova Martins

Leitura obrigatória

Histoire moderne :
Esclaves chrétiens, maîtres musulmans : L'esclavage blanc en Méditerranée (1500-1800)
Auteur: Robert-C Davis, Manuel Tricoteaux (Traduction)
Editions: Editions Jacqueline Chambon (3 avril 2006)
Pages: 308
Sujet politiquement incorrect, sous-estimé par Fernand Braudel et par nombre d'historiens, l'esclavage blanc pratiqué par ceux que l'on nommait alors les Barbaresques a bel et bien existé sur une grande échelle et constitué une véritable traite qui fit, durant près de trois siècles, plus d'un million de victimes. Qui étaient-elles ? Comment se les procurait-on ? Comment fonctionnaient les marchés d'Alger, Tunis et Tripoli, les trois villes qui formaient le noyau dur de la Barbarie ? Quelle forme prenait l'asservissement, tant physique que moral, de ces hommes et de ces femmes originaires de toute l'Europe, et principalement d'Italie, d'Espagne et de France ? Quelle était leur vie dans les bagnes et sur les galères ? Comment l'Eglise catholique et les Etats européens tentèrent-ils de les racheter ? Dans cet ouvrage, fruit de dix années de recherches, et qui s'appuie sur de très nombreuses sources et une abondante documentation, Robert C. Davis bat en brèche l'idée élaborée au XIXe siècle et encore dominante d'un esclavage fondé avant tout sur des critères raciaux. Biographie de l'auteur Spécialiste de l'Italie de la Renaissance, Robert C. Davis est professeur d'histoire à l'université de Columbus (Ohio). Il poursuit actuellement ses recherches sur l'esclavage en Méditerranée.
Price: €22.00

Quinta-feira, Janeiro 28, 2010

Mário Silva Freire

O BEM COMUM – 8
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Globalização, saber e responsabilidade
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Como em quase tudo na vida, quer os objectos quer os acontecimentos podem ser encarados por mais do que uma perspectiva. O uso e os aproveitamentos que deles se fizerem é que irão ditar o seu grau de utilidade ou de periculosidade. O mesmo acontece com a globalização. Ela pode ser um factor de desenvolvimento humano, difundindo conhecimentos, disponibilizando recursos, deslocando factores de promoção económica para regiões menos desenvolvidas, assim como pode contribuir para a acentuação das desigualdades sociais, do incremento da pobreza e da exclusão.
Como evitar que os aspectos negativos da globalização se possam sobrepor aos aspectos positivos? Eis uma questão a que o Eng. Ludgero Marques tentou dar resposta no congresso a que estes artigos sobre o Bem Comum se têm vindo a referir.
Ora, uma economia globalizada tem que ser enfrentada por uma atitude de desenvolvimento local. É necessário incrementar o desenvolvimento de actividades económicas próximas para que se consiga fazer face às ameaças que provêm do longínquo. Ao dar-se qualificação aos quadros das pequenas e médias empresas, assim como aos trabalhadores, contribui-se para fazer face a essas ameaças.
Em Portugal, a qualificação dominante quer dos empresários quer dos trabalhadores da maioria das PMEs, as que constituem a quase totalidade do nosso tecido empresarial, é bastante deficiente.
Com a mudança de modelo de produção a que se assiste, em que as novas tecnologias assumem um papel primordial, a ausência de formação implica a exclusão dos sistemas produtivos que hoje dominam a sociedade. Mais: essa exclusão irá acentuar-se, quanto mais os nossos sistemas de ensino e de formação profissional, pouco exigentes, lançarem para o mercado de emprego pessoas com conhecimentos deficientes nos domínios básicos do saber e quase ausência de competências cognitivas que dificultam a compreensão, a análise e a síntese das informações.
Seria bom, pois, que as famílias se preocupassem mais com a aprendizagem dos seus filhos, colaborando com a escola para que ela fosse mais disciplinada e exigente. Só o conhecimento e a responsabilidade poderão abrir as portas para o emprego.
As empresas têm que se adaptar, para sobreviverem, a estes novos tempos. Igualmente lhes cabem responsabilidades quer na promoção de um desenvolvimento sustentável, através de meios respeitadores do ambiente, quer na prática de uma política empresarial que atenda à dignidade dos trabalhadores, aos valores éticos do mercado e à solidariedade social. Assim se fazendo, estará a construir-se o bem comum.
Com este artigo termina a série sobre o bem comum, a propósito do congresso promovido pela Conferência Episcopal, em Setembro passado.
Mário Freire
. in, O Distrito de Portalegre, 28 de Janeiro de 2010, p.7

Quarta-feira, Janeiro 27, 2010

Luís Pargana

Desabafos II
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Nos últimos dias, o drama que se vive no Haiti entra diariamente em nossas casas, nas aberturas dos noticiários televisivos, nas primeiras páginas dos jornais, nas mais diversas reportagens jornalísticas.
A dimensão da tragédia não é para menos: mais de 150 mil mortos, uma metrópole devastada num cenário de desolação sem precedentes, quase dois milhões de desalojados, meio milhão de feridos sem acesso a medicamentos, sede, fome e pilhagens numa inglória luta pela sobrevivência. Se procurássemos uma imagem do “apocalipse” seria fácil encontrarmos uma representação nas muitas que documentam a tragédia.
Mas o que as imagens não dizem é que a tragédia do Haiti começou muito antes do terramoto. O drama que sofre, agora, o povo do Haiti é consequência directa das teias de interesses internacionais que, ao longo da história, foram secando nações nas suas riquezas nacionais e estratégicas, dominando e explorando populações inteiras subjugadas a lógicas alheias.
Sendo uma nação fundada no colonialismo, primeiro espanhol e, depois, francês, aquele que é o segundo mais antigo país da América sofreu com o imperialismo norte-americano, sobretudo durante os anos da guerra fria.
Na segunda metade do século XX, o Haiti ficou marcado pela ditadura sangrenta de Papa Doc, aliado estratégico dos Estados Unidos, a quem sucedeu o próprio filho, Baby Doc que se auto-proclamou “presidente vitalício” até ser deposto num dos muitos golpes de estado que têm afligido o País. As décadas de dura repressão tolheram qualquer esperança de desenvolvimento e de bem-estar para os seus habitantes.
O atraso estrutural manteve-se depois da entrada no novo século e a incompetência governativa, aliada à hipocrisia internacional das potências suas aliadas, levaram ao fatalismo da miséria daquele povo e à desproporção da tragédia que agora aconteceu.
Ironia das ironias é a declaração de Baby Doc, a partir da sua luxuosa residência actual, em França, a anunciar a doação de 8 milhões de dólares, da sua fortuna pessoal, destinados às vítimas do terramoto. Assim se pode avaliar a dimensão das desigualdades naquele País e o fim que têm levado as suas riquezas materiais.
É claro que a origem do terramoto tem causas naturais, mas até parece que as catástrofes naturais escolhem apenas os mais pobres e os menos desenvolvidos.
A verdade é que este não é o primeiro terramoto a acontecer no Haiti, mas o que é incompreensível é a falta de capacidade de previsão e a total inexistência do mais simples mecanismo de protecção civil num País fundado sobre uma placa tectónica instável e incontrolável.
Isso é que é preciso denunciar para que nunca mais aconteça uma tragédia com estas consequências humanas.
A capacidade de previsão dos fenómenos naturais e a possibilidade de planeamento para minimizar os seus efeitos, garantindo o bem-estar das populações é, aliás, o paradigma do mundo desenvolvido.
Vem esta reflexão a propósito de uma das imagens que mais me impressionou, de entre as muitas cenas de terror que têm ilustrado a catástrofe no Haiti: uma imensa multidão em tumulto, atropelando-se na tentativa de alcançar um autotanque de distribuição de água, em quantidade claramente insuficiente para tanta gente desesperada. Sendo a água indispensável à vida, a sua falta é um dos problemas mais sentidos em toda esta tragédia.
E, parecendo estar tão longe, este é, precisamente, um dos maiores problemas actuais de toda a Humanidade, em resultado directo das alterações climáticas do Planeta e do seu aquecimento global.
Por isso, planear as melhores soluções para evitar que este problema se transforme numa tragédia do nosso futuro próximo é um imperativo local, nacional e internacional.
Não se percebe, portanto, como é que num país europeu, em pleno século XXI se continuam a adiar decisões fundamentais que garantam a constituição de reservas de água estratégicas e necessárias ao bem-estar das populações, ao seu desenvolvimento e qualidade de vida. Refiro-me a Portugal, a este distrito de Portalegre e a um empreendimento adiado há mais de 50 anos e que, não restam dúvidas, representa um potencial de progresso e de desenvolvimento num país desigual e com atrasos estruturais acentuados.
Não sendo panaceia para todos os males, a muitas vezes anunciada e sempre adiada Barragem do Pisão, representa, um potencial de esperança e de desenvolvimento para uma população que, por enquanto sem terramotos nem catástrofes comparáveis à que vemos no Haiti, vê o seu futuro constantemente adiado.
Voltarei ao tema em futuro desabafo, espero que com as feridas do Haiti já sanadas.
26 de Janeiro de 2010
Luís Pargana

Terça-feira, Janeiro 26, 2010

António Martinó de Azevedo Coutinho

A SEGUNDA MORTE DE JOSÉ DURO
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A intervenção que, sob o alibi Polis, foi concretizada no antigo jardim da Corredoura constitui significativo paradigma da qualidade local atingida pela complexa operação urbanística e ambiental.
Naturalmente, toda a comunidade reconhecia a necessidade de melhorar as degradadas condições em que a Corredoura então se encontrava; após o “arranjo”, poucos portalegrenses apreciarão as soluções inventadas a propósito. Interrogamo-nos sobre os altos e dispendiosos muros atrás dos quais se escondeu o Calvário, sobre a radical eliminação do clássico lago e do parque infantil, sobre a ineficaz iluminação pública “subterrânea” implantada, sobre o impróprio piso e os aberrantes bancos com que foi dotada a alameda central do jardim, enfim, sobre um conjunto de todo ilógico para o senso comum do lagóia normal, como somos quase todos nós.
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Porém, a cereja colocada no topo deste amargo bolo foi a bárbara destruição do memorial José Duro, há décadas ali implantado, expressão dos mais puros sentimentos lagóias, quando a gratidão e o respeito pela Cultura e pelos valores locais ainda eram praticados.
Depois, pouco a pouco, na linha da desorientação autárquica que vem caracterizando estes inícios do terceiro milénio portalegrense, alternaram-se na Corredoura precipitados remendos com ostensivas lacunas: alterou-se todo o sistema de iluminação, manteve-se a inoperacionalidade dos inestéticos tanques que substituiram o lago, implantou-se um caricato e repelente “monumento” em vez do memorial, assistiu-se impassivelmente (desde há anos!) à derrocada de parte do “romântico” morro sobrevivente, instalou-se à pressa, em “adequada” época eleitoral, um improvisado equipamento lúdico... E por aí fora.
Só não sentimos a impossibilidade prática de aí ser reinstalado um “clássico” cenário das Festas da Cidade porque a autarquia, estrategicamente, as extinguiu!
O mais recente capítulo destas renovadas intervenções é constituído pela desesperada tentativa de ressuscitar o memorial José Duro. Bem intencionada decisão -ingenuamente pensam alguns- na busca de emendar o tosco arremedo antes inventado... Então, se foi oficialmente decidido reimplantar uma cópia do original, que se tivesse sido mais eficaz em tal falsificação seria o mínimo exigível.
O banco original, da autoria do pintor João Tavares, foi praticamente destruído, no interior do isolado e secreto gueto então ali instalado. Provavelmente, para além do medalhão central, apenas terão sido poupados os lanternins. Os painéis de azulejos e talvez as inscrições metálicas ali implantadas devem ter sido massacrados sem piedade.
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As imagens sobreviventes não devem ter sido recuperadas ou consultadas com a devida atenção, porque, naquilo que se constata na parte já construída, consideráveis diferenças se podem desde já anotar: a distinta dimensão do círculo central, a diversa curvatura das volutas laterais superiores e, sobretudo, a profunda alteração da “dedicatória” – Homenagem dos Estudantes (no tipo, no tamanho e na própria implantação dos caracteres).
Tudo isto seria já bastante para impedir a anulação do massacre perpetrado mas não é tudo. A considerável demora que tem caracterizado a obra, no melhor estilo dos trabalhos camarários locais, conserva o banco numa fase ainda bastante incipiente.
E é aqui que se nota uma suplementar -e também dispensável- intervenção, a de nocturnos e juvenis bandos libadores, seguramente de estudantes.
E enquanto os seus antecessores dos anos 40, a duas gerações portanto de diferença, ali levantaram um sentido memorial em homenagem ao desditoso poeta portalegrense que até na morte foi saudado como estudante, estes nossos contemporâneos preferem conceder ao putativo monumento uma bem diversa utilização: a de propício local de “copofonias”.
Em boa verdade, quase ninguém teria a estranhar ou criticar tal opção, não fossem os ostensivos vestígios e as aberrantes intervenções produzidas a pretexto desses noctívagos repastos.
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Para além dos restos, copos, garrafas, papéis e embalagens diversas com que deliberadamente emporcalham o ambiente, quando logo ali ao lado está colocado um recipiente adequado à recolha de tais detritos, para além disso os descuidados convivas têm levado consigo algumas “recordações”, como letras recentemente implantadas, primeiro os caracteres E-S-T-U-D-A-N-T-E-S e depois o S da anterior palavra. Por enquanto...
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Como grotesca homenagem, talvez poucas seriam tão imaginativas. Porém, os juvenis autores já se ultrapassaram em criatividade. Mais recentemente, como cuidada prova de atenção para com o medalhão ali patente, dedicaram-se à implantação de algumas delicadas “próteses” -leia-se “caricas” e passe a inerente publicidade- em adequados locais da efígie do poeta: ouvido, narina, olho e algumas madeixas do cabelo... Apenas terão esquecido a boca, protegida pelo bigode, para de todo o silenciar. É que ninguém é perfeito, nem sequer os vândalos, como aliás já abundantemente se verificou nas actuações autárquicas em apreço.
Nada é mais perigoso, arriscado ou injusto, do que as apressadas generalizações. Há anos assim aconteceu, quando a juventude portuguesa foi apelidada de rasca.
Nesta precisa actualidade, aqui e agora, conheço e admiro jovens dotados de invulgares qualidades, quer nos sentimentos íntimos, quer nos comportamentos sociais. Como aliás acontece e acontecerá em todas as épocas.
Precisamente por tudo isto, nem me atrevo a classificar os autores das proezas aqui relatadas (e ilustradas!) como pertencendo à tal juventude rasca. Creio que lhes será muito mais adequada a nomenclatura de juventude tasca.
Portalegre, Janeiro de 2010
António Martinó de Azevedo Coutinho

José Régio - Percurso regiano

Convite
Para a vossa agenda e para partilhar, por favor, com outros eventuais interessados, aqui vão os “episódios” seguintes do programa das comemorações regianas concretizadas pela Escola Básica 2/3 de José Régio, em Portalegre:
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Percurso regiano
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De Casa-Museu José Régio a ESEP
A Escola Básica José Régio, associando-se às comemorações em torno de José Régio, promove um percurso regiano que terá o seu ponto de partida na Casa-Museu José Régio, e deverá ter os seguintes pontos de paragem para declamação colectiva da "Toada de Portalegre":
_ junto à Câmara Municipal;
_ na zona do café Facha;
_ junto ao antigo café Central;
_ em frente ao café Alentejano;
_ e junto à entrada da ESEP. Lugares míticos da vivência do poeta.
Quando: dia 10 de Fevereiro, quarta-feira, 14.30 horas
Onde: ruas de Portalegre
Quem: alunos e professores da Escola Básica José Régio

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Programa José Régio – Apresentação
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O Programa José Régio que a Escola Básica José Régio tem vindo a desenvolver, como evocação dos 40 anos da morte do poeta e os 80 da sua chegada a Portalegre, será apresentado, com uma dinâmica onde sobressai a variedade de trabalhos, desde a declamação poética à encenação dramática, passando pela adaptação musical de poemas de José Régio e outras provocações como uma adaptação rap de um texto do poeta.
Os trabalhos, que são o resultado do empenho e dinâmica de alunos e docentes - sem esquecer a participação de Encarregados de Educação - daquela escola, tiveram já uma primeira apresentação no dia 18 de Dezembro último, integrada na festa de Natal da Escola. Agora, o palco é outro e o desafio maior. A ver.
Quando: dia 10 de Fevereiro, quarta-feira, 18.00 horas
Onde: Centro de Artes do Espectáculo – Portalegre (CAEP)
Quem: alunos, encarregados de educação e professores da Escola Básica José Régio

Segunda-feira, Janeiro 25, 2010

Mário Saa revisitado

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A propósito de uma ida ao Ervedal em demanda do ‘acabado de sair’ «XII Objectos do Itinerário de Mário Saa», em Março de 2008 ‘visitámos’ Mário Saa, Depois, em 1de Abril, fizemos eco dessa ‘visita’, aproveitando a ocasião para falar da Fundação Arquivo Paes Telles e da Obra deste poeta e investigador.
Agora é tempo de ‘actualizar’ o que então escrevemos. Neste espaço de tempo foi-nos possível ‘aumentar’ o ‘espólio’ sobre Mário Saa, comprando em alfarrabistas e na feira do livro. Mas também dar notícia do primeiro número da «
VIALIBVS, Revista de Cultura da Fundação Arquivo Paes Telles», entretanto saída em Junho de 2009, e que agora possuímos.
Na Apresentação, palavras de Paulo Jorge Chambel Guedes Freixo lê-se que “com ela abrimos um espaço dedicado à investigação e divulgação de estudos sobre Mário Saa e sobre o valioso património que nos legou através da Fundação Arquivo Paes Telles”.
É sem dúvida correcta a enunciação deste objectivo, todavia, hoje apenas está disponível o livro «Poesia e alguma prosa», editado pela Imprensa Nacional – Casa da Moeda. Os outros livros apenas surgem, quando surgem, em alfarrabistas e a preços altíssimos. Assim sendo, não deveria a
Fundação Arquivo Paes Telles questionar-se sobre a reedição, faseada e programada, das Obras de Mário Saa, quiçá numa edição intitulada ‘Obras Completas’?
Quanto ao nome da revista, segundo o Editorial a cargo de Elisabete Santos Pereira, “inspirámo-nos na inscrição de uma ara romana consagrada aos deuses das vias para dar nome a este projecto”, acrescentando, “
Vialibvs, invoca, assim, os Lares Viales, os deuses de protecção das vias romanas, um vocábulo latino patente na ara encontrada por Mário Saa no decorrer da sua investigação sobre a Lusitânia”.
Com uma tiragem de 500 exemplares, a revista
Vialibv tem três textos: «Mário Saa e Fernando Pessoa – sinalizações de um encontro» de João Rui de Sousa, «A Atracção pelo universo de Camões numa perspectiva biografista» de Cândido Beirante e «O epistolário de Mário Saa: cartas de Hipólito da Costa cabaça» de Elisabete J. Santos Pereira.
Mário Casa Nova Martins
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Livro que ‘actualiza’ «As Grandes Vias da Lusitânia»
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Fundamental para se conhecer Mário Saa

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Revista de leitura indispensável

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Mário Paes da Cunha e Sá
(Caldas da Rainha, 18 de Junho de 1893 — Ervedal, 23 de Janeiro de 1971)

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Obras de Mário Saa
_ Evangelho de S.Vito (1917)
_ Portugal Cristão-Novo ou os Judeus na República (1921)
_ Poemas Heróicos / Simão Vaz de Camões; Pref. de Mário Saa (1921)
_ Camões no Maranhão (1922)
_ Tábua Genealógica da Varonia Vaz de Camões [Mapa] (1924)
_ A Invasão Dos Judeus (1925)
_ A Explicação do Homem: Através de uma auto explicação em 207 tábuas filosóficas (1928)
_ Origens do Bairro-Alto de Lisboa: Verdadeira notícia (1929)
_ Nós, os espanhóis (1930)
_ Proclamações à Pátria: Uma Aliança Luso-Catalã (1931?)
_ Proclamações à Pátria: Até ao Mar Cantábrico (1931)
_ Erridânia: A Geografia Mais Antiga do Ocidente (1936)
_ As Memórias Astrológicas de Camões e o Nascimento do Poeta em 23 de Janeiro de 1524 (1940)
_ As Grandes Vias da Lusitânia - O Itinerário de Antonino Pio (6 Tomos; 1957-1967)
_ Poesia e alguma prosa (2006)
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Os livros de Mário Saa que temos

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Apenas temos os Tomos II, III, IV e V, faltando o I e o VI
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Domingo, Janeiro 24, 2010

Luís Filipe Meira

Porque hoje é Domingo...
Posto de Escuta
(…) Raramente me recordo dos sonhos. Mas parece-me que algumas canções são como sonhos na medida em que adormecemos quando elas principiam e acordamos quando terminam. Conduzem-te a qualquer lado. São uma forma de hipnotismo, as melhores (…)
Tom Waits
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Em escuta na Rádio dos Sonhos, 10 canções para ouvir, sonhar com as melhores ou mastigar e deitar fora as piores. É uma questão de gosto, mas…, atenção!, porque há bom e mau gosto…
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1 – Massive Attack – Atlas Air
Heligoland / 2010

2 – Avalanches – Since I Left You
Since I Left You / 2000

3 – The Sa-Ra Partners ft The Gary Bartz Quartet
Cosmic Ball - Creative Partners / 2009

4 – Camille Yarbrouh – Take Yo’Praise
The Iron Pot Coocker / 1975

5 – The Antlers – Two
Hospice / 2009

6 – Dam-Funk – Fantasy
Toeachizown / 2009

7 – King Midas Sound – Cool Out
Waiting for You / 2009

8 – Grizzly Bear – Cheerlader
Veckatimest / 2009

9 – Mumford & Sons – Awake my Soul
Sigh no More / 2009

10 – Death Cab For Cutie – Meet me on the Equinox
Meet me on the Equinox / 2009
Luís Filipe Meira

Luís Filipe Meira

Cinema is Action / Cinema is Emotion
Samuel Fuller
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No Meu Leitor de DVD...
Tenho
State of Play (Ligações Perigosas), filme realizado por Kevin McDonald com Russell Crowe, Ben Affleck e Helen Mirren.
O filme chegou às salas em Abril passado, e está agora disponível em DVD.
Não é um grande filme nem tem grandes desempenhos, deixa-se ver uma, vá lá, duas vezes no máximo. No entanto levanta uma questão importante e actual, não só para os americanos mas também para todos nós. Refiro-me à promiscuidade iniciada na presidência de George W. Bush entre as empresas de segurança privadas norte americanas e o poder político e as próprias forças armadas. Estes novos mercenários são ex-militares que estão destacados no Afeganistão e no Iraque para prestar segurança a empresas norte americanas, mas que acabam por exorbitar competências, como aconteceu com membros da Blackwater a participarem em acções militares conjuntas com a CIA contra alegados terroristas, tendo mesmo dois elementos desta empresa sido julgados nos Estados Unidos da América acusados de actos bárbaros no Iraque, mas que foram absolvidos, o que motivou uma onda de protestos e mesmo uma censura pública do presidente Barak Obama.
State of Play não é como referi uma fita obrigatória, mas arrepia um pouco pela constatação da fragilidade do mundo em que vivemos.
Luís Filipe Meira

CAEP

Beatério de S. Brás – Portalegre
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CENTRO DE ARTES DO ESPECTÁCULO DE PORTALEGRE
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PROJECTO «QUINA DAS BEATAS»
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A “Quina das Beatas” existe há cerca de 4 anos no Centro de Artes do Espectáculo de Portalegre, destinado à divulgação e apoio da nova música portuguesa, por onde já passaram mais de 120 projectos musicais.
Neste trimestre, durante o mês de Março, é prestada homenagem à editora Lovers & Lollypops, criada em 2005 e fruto de fanzines de conteúdo extremo, concertos encomendados por claques de futebol e de experiências psicantrópicas no seio do underground catalão. A Lovers & Lollypops motivou-se desde o seu momento inicial pela edição e promoção de músicas e ideias fora do circuito dito normal, pela recusa da enclausura num género em específico e por uma atitude “Do It Yourself”.
Em 2010, comemora os seus primeiros cinco anos de existência e aproveitamos por isso para apresentar, durante o mês de Março, quatro das suas mais recentes apostas.

www.loversandlollypops.com
www.myspace.com/loversandlollypops
www.istonaoeumafestaindie.blogspot.com


Sex. 29 Janeiro – Skills & the Bunny Crew
Rap / Rock / Experimental
Café –Concerto - 23.00h
Entrada 3 €

Alfredo Costa aka Skills, vocalista e fundador dos SteelVelvet, decidiu em 2008 abrir novos horizontes à sua carreira. Em conjunto com Pedro Mourato e José Garcia, ex-membros dos SteelVelvet, e ainda Diogo Pinheiro, na bateria, e Filipa Portugal, na voz, formam os Skills & the Bunny Crew.

Grupo fadado para vencer concursos de música, conseguiram já o primeiro lugar no concurso de Hip Hop/Soul/R&B, de Coruche, e ainda venceram o 1º concurso de Música Moderna, da Cerci Portalegre, em Agosto de 2009, razão pela qual irão apresentar o seu som vibrante e enérgico no CAEP, e as músicas da sua futura estreia discográfica.

www.myspace.com/skillsandthebunnycrew
[LFM]

Portalegre ZazzFest 2010

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18 a 27 de Fevereiro
[LFM]

Sábado, Janeiro 23, 2010

Festas do Comércio

Equipa de futebol da Festa do Comércio – 8 de Dezembro de 1958
Estádio da Fontedeira

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Em cima – João Velez, Salgueiro, Ludgero Áreas, Manuel Falcão, ?, Jorge Arranhado, Cardoso, Ramos, Tiago Morgado, José Oliveira
Em baixo – Cabecinha, Shéu, Simão Fitas, Laranjo, Silva, Caldeira, Jorge
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Cine Teatro Crisfal
Da esquerda para a direita – Francisco Sanches, José Gasalho, Oliveira, Manuel Falcão, Amadeu Calha, Carlos Traguil, Quesada, Simão Fitas
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Dois momentos da História do Comércio em Portalegre, e da própria Cidade.
As fotografias são pertença da Ex.ª Sr.ª D. Maria Luzia Falcão, que teve a gentileza de nos oferecer cópias para que aqui ficasse uma Memória de um tempo em que Portalegre era uma Cidade activa, com um Comércio, que hoje se apelida de tradicional, pujante, e cujos Comerciantes eram intervenientes na vida da Polis.
Mário Casa Nova Martins

A Voz Portalegrense

1.º número d' A Voz Portalegrense
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Portalegre, 29 de Novembro de 1931
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Director e Editor, Manuel António Tapadinhas
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Sexta-feira, Janeiro 22, 2010

Aquele Querido Mês de Agosto

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Jaime Crespo e Luís Filipe Meira viram o filme «Aquele Querido Mês de Agosto», e tiveram ‘leituras’ diferentes, o Luís Filipe AQUI e o Jaime AQUI.
Agora, lendo-se na actual, fica-se a saber que o filme figura como um dos melhores filmes de 2009.
Mário
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Aquele Querido Mês de Agosto

Portalegre no seu melhor

Porque é que terá ‘fugido’ o ‘Salazar’?
Por causa do nome? Quem sabe.
Em Portalegre tudo pode acontecer, até dar o nome de Salazar a um cão! Se bem que não seja um cão ‘qualquer’, pelos vistos o ‘Salazar’ além de ‘único’ tem pedigree.
Mário
in Alto Alentejo, 20 de Janeiro de 2010, pg. 22 (a página da necrologia)

INGRAPOL

Quinta-feira, Janeiro 21, 2010

Mário Silva Freire

O BEM COMUM – 7
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Caminhos para uma laicidade esclarecida
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A laicidade tende a contrapor-se à religião. No entanto, este conceito não é correcto. Pelo contrário: a laicidade pretende que o Estado respeite todos os credos e que assegure o livre exercício das actividades dos crentes, qualquer que seja a sua religião e sejam essas actividades de natureza caritativa, cultural ou espiritual.
Já o laicismo pretende a privatização do religioso, a sua exclusão da vida pública, erradicando desta todos os símbolos religiosos e celebrações. Este, sim, pode enveredar num sentido contrário, opondo-se à religião.
Estes temas foram objecto de análise no congresso promovido pela Conferência Episcopal de Novembro passado e do qual se têm vindo a dar alguns apontamentos, nesta série de artigos sobre o Bem Comum.
Ora a laicidade, no dizer de Bento XVI, “realça e preserva a verdadeira diferença e autonomia das esferas (pública e privada) mas, também, a sua coexistência, a responsabilidade comum”. A laicidade aceita e promove um diálogo sadio entre o Estado e as diferentes confissões religiosas. Por ela entende-se que o Estado não é um concorrente das Igrejas mas um parceiro que deve contribuir para o desenvolvimento da pessoa e uma maior harmonia da sociedade.
Uma laicidade esclarecida tem que erradicar os extremismos. O diálogo que ela propõe tem que ser travado nos campos da cultura, nos terrenos da fé e da razão. Laicidade implica liberdade e, muito especialmente, a religiosa. Esta liberdade, segundo o cardeal Bertone, é o sustento das demais liberdades. A liberdade religiosa, ultrapassando o campo restrito da mera liberdade de culto ou de uma educação inspirada em valores cristãos, solicita as confissões religiosas a cumprirem a sua missão e a que o Estado crie as condições para que os cidadãos a possam exercer plena e efectivamente.
Num estado laico, os cidadãos de uma determinada confissão religiosa têm o direito de verem protegidas e apoiadas as instituições que dirigem, quando elas estão ao serviço do bem comum; assim como eles têm o direito de se pronunciarem, no dizer de Bento XVI, sobre os problemas morais que hoje interpelam a sociedade. Não se trata de ingerência indevida mas de afirmação dos valores que salvaguardam a dignidade humana.
Enfim, uma laicidade esclarecida, implica que o cristão tenha o direito de mostrar que numa sociedade sem Deus o homem está perdido, afectando esta ausência as próprias bases da convivência humana.

Mário Freire

in, O Distrito de Portalegre, 21 de Janeiro de 2010, p.7
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O BEM COMUM – 3 / O lugar da religião
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O BEM COMUM – 2 / O papel do Estado
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O BEM COMUM – 1 / A caminho de um novo modelo social
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Eternas Saudades do Futuro



No dia do seu terceiro aniversário
ETERNAS SAUDADES DO FUTURO

Com o lema “Um dia em que não se aprende nada é um dia perdido”, pode dizer-se que a visita diária a esta Casa de Saberes faz com que todos os dias lá se aprende algo!
Parabéns.
Mário

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