\ A VOZ PORTALEGRENSE

Sexta-feira, Dezembro 18, 2009

Crónica de Nenhures

Elas que venham!
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A facção do PSD do concelho de Portalegre que apoia a equipa autárquica liderada pelo independente presidente da Câmara Municipal de Portalegre, deu na sede do partido uma conferência de imprensa, na qual o mais importante que dela se tira é a ameaça de eleições intercalares para a CMP.
Contudo, o cenário de eleições intercalares para a CMP não é novidade. Logo que se conheceram
os resultados das autárquicas de 11 de Outubro passado, que a ircunstância de os portalegrenses irem às urnas antes do fim do mandato autárquico que se iria iniciar, era uma forte hipótese.
E se tal vier a acontecer, Portalegre e o seu concelho só têm a ganhar!
O desnorte, a par da incompetência do actual elenco social-democrata na CMP, é uma evidência, tal como, aliás,
já nesta ‘casa’ o dissemos. Portalegre não pode estar mais quatro anos com a falta de estratégia a todos os níveis que a actual liderança autárquica tem. É preciso que as Oposições diligenciem no sentido do actual Executivo cair com a não-aprovação do próximo Orçamento.
A próxima Assembleia Municipal tem que agir de forma que se criem as condições para as tais eleições intercalares, que a tal facção do PSD ameaçou na dita conferência de imprensa, e das quais irá sair derrotada. Para o bem de Portalegre e do seu concelho!
À Esquerda, o BE terá a oportunidade de, com uma candidatura credível, ver o seu espaço político representado, o PCP manterá o seu Vereador, enquanto o PS manterá os três que tem, mas terá a maioria relativa dos votos. À Direita, o CDS terá a grande oportunidade de voltar a eleger, em lista própria, um Vereador, enquanto crescerá em eleitos para a Assembleia Municipal.
Nesta altura, já o CDS terá feito internamente a análise detalhada dos resultados autárquicos no concelho de Portalegre. Dessa constatação, por certo percebeu por que perdeu oitocentos votos entre as legislativas e as autárquicas, e não quererá que tal situação se volte a repetir.
Mas o CDS tem que perceber que ‘não há almoços grátis’. E continuar a ser ‘muleta’ do PSD, para mais de uma das suas facções em Portalegre, aquela que é hoje a grande derrotada do dia 11 de Outubro de 2009, é erro que não pode cometer…
Pois, que se realizem eleições intercalares no concelho de Portalegre.
Mário Casa Nova Martins
in, Alto Alentejo, 16 de Dezembro de 2009, p. 4

Encontro “Amigos de Régio”

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Biblioteca Municipal de Portalegre

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Agradecemos e retribuímos os Votos de Boas Festas.
Mário Casa Nova Martins

Quinta-feira, Dezembro 17, 2009

Mário Silva Freire

O BEM COMUM – 3
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O lugar da religião
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Que relação tem a religião com o bem comum? Pode dizer-se que todas as comunidades religiosas buscam o bem comum. Este, no entanto, não se limita a proclamar direitos mas alarga-se aos deveres, na posição em que cada um se encontra. É no dar consciência desses deveres e desses direitos e fazê-los convergir para o bem colectivo que o papel da religião, muitas vezes, emerge.
A busca do bem comum tem que ser feita, tendo presente o valor da caridade. Se hoje se fala na laicidade do Estado, ela até pode ser vista como um aspecto positivo, na medida em que deixa espaço aberto à sociedade, devendo o Estado respeitar as especificidades dos diferentes elementos que a constituem. Ora, dentro das variadas confissões religiosas, de que a Igreja Católica é um bom exemplo, existem múltiplas organizações que, tentando fazer face às injustiças sociais e às contingências traumáticas da vida, se empenham em ajudar as pessoas nos mais variados aspectos das suas existências. Elas trabalham, dando valor à dignidade humana, contribuindo para que a pessoa não seja apenas um número, um objecto que pode ser descartável. Elas tentam dizer que os pobres têm direito àquilo que os outros têm a mais. Elas procuram seguir o preceito evangélico da caridade, para a construção do bem comum.
Mas será que uma sociedade sem Deus iria contribuir para essa construção? Se esse tipo de sociedade fosse construído, o horizonte da esperança ficaria fechado, no dizer de D. José Policarpo no Congresso da Conferência Episcopal. Deus tem que ter lugar na esfera pública e, muito especialmente, na política. Esta ficaria mais pobre e os direitos humanos mais diminuídos se Deus dela fosse excluído. Nessa exclusão perder-se-ia muito de uma educação humanizante que conduz a “projectos pessoais e comunitários que realizam, em cada tempo, a perene grandeza do homem”, como afirmou o conferencista.
Torna-se, pois, necessário que as sociedades e o Estado reconheçam o papel das religiões. Estas, dando importância a uma dimensão da vida das pessoas – a espiritual – e considerando os aspectos éticos que dessas religiões decorrem, contribuem para que todos os que intervêm no desenvolvimento de uma sociedade (Estado, empresas, meios de comunicação social…) adquiram uma maior consciência das consequências daquilo que fazem. A religião é, pois, um poderoso factor da edificação do bem comum.

Mário Freire
in,
O Distrito de Portalegre, 17 de Dezembro de 2009, p.12

Quarta-feira, Dezembro 16, 2009

Escola Superior de Educação de Portalegre

Encontro
José Régio, a Literatura e o Cinema: diálogos e encruzilhadas
Escola Superior de Educação de Portalegre
17 de Dezembro de 2009

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No âmbito das Comemorações dos 80 anos da chegada de José Régio a Portalegre, a Escola Superior de Educação de Portalegre promove um encontro destinado a revisitar os diálogos e as encruzilhadas que o escritor teceu na sua vida e na sua obra literária.
José Régio assume-se, enquanto criador literário, como um individualista, marcado pelo imaginário cristão e pelo tormento da angústia. A sua escrita procura encontrar um espaço de diálogo com outras expressões artísticas como a pintura e a música. Como crítico e historiador literário, José Régio fornece à crítica sistemas de abordagem e critérios de avaliação teoricamente bem sustentados, acompanhando, de perto, as linhas de leitura mais avançadas do seu tempo.
As relações de Régio com o universo cinematográfico são variadas e revelam-se muito ricas em percursos e intersecções, criando, em distintos níveis, laços e simbioses que perpassam os seus itinerários pessoais e criacionais. O “caso” (de) Régio com o Cinema distingue-se, com evidência e prova empírica, nos textos que produziu, na relação que estabeleceu com realizadores (destacamos, naturalmente, Manoel de Oliveira e Lauro António), e nos filmes e documentários que inspirou.
Com este encontro, a ESEP presta homenagem ao homem e ao escritor que incorporou Portalegre na sua alma e que viveu (n)a palavra e (n)a imagem em diálogo e em encruzilhada.
A Comissão Organizadora,
Luís Miguel Cardoso
Sérgio Silva
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Comemorações dos 80 anos da chegada de José Régio a Portalegre
[1]
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Encontro
José Régio, a Literatura e o Cinema: diálogos e encruzilhadas
Escola Superior de Educação de Portalegre
17 de Dezembro de 2009
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Programa
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10.00Sessão de Abertura
10.15José Régio: a letra e a Literatura
“O jogo modernista de José Régio: o esquecimento e a importância”
Eunice Cabral (Universidade de Évora)
“José Régio em Portalegre: uma solidão propícia?”
Fernando J. B. Martinho (Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa)
Moderador – Sérgio Silva (ESEP)
11.30Pausa para café
11.45José Régio e o Cinema: um caso cor de fogo
Lauro António (realizador do filme “O vestido cor de fogo”)
“Régio e o Cinema”
Sérgio Guimarães Sousa (Universidade do Minho)
Moderador – Luís Miguel Cardoso (ESEP)
13.00Sessão de Encerramento
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[1] As comemorações são promovidas pela Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Portalegre, pela Escola Secundária Mouzinho da Silveira – Portalegre, e pela Escola Básica 2.3 José Régio – Portalegre.

Terça-feira, Dezembro 15, 2009

Rodrigo Emilio

Uma extraordinária Prenda de Natal!
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O livro só estará disponível nos dias 21/22, véspera de Natal.
São 294 págs por 10 € PVP.
Os pedidos devem ser feitos para: areiasdotempo@gmail.com

Segunda-feira, Dezembro 14, 2009

Os 125 anos da Escola Industrial de Portalegre I

Os 125 anos da Escola Industrial de Portalegre (3/12/1884 – 3/12/2009)
Edifício onde se instalou a Escola de Desenho Industrial Fradesso da Silveira
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No decreto de 20 de Dezembro de 1864, reforma de João Crisóstomo de Abreu e Sousa do ensino industrial, reformando-se os institutos industriais de Lisboa e Porto, e reconhecendo-se que para salvar a indústria nacional, já então ameaçada, era necessário preparar operários e não limitar a instrução técnica a mestres e directores de fábricas, prometia-se a criação de escolas industriais em Guimarães, Covilhã e Portalegre.
O projecto de lei n.º 116-A., apresentado em cortes pelo Ministro do Reino, no ano de 1882, repetia a promessa de estabelecimento de escolas industriais em Guimarães; Covilhã e Portalegre.
Pelo decreto de 6 Maio de 1884, é aprovado o regulamento geral das escolas de desenho industrial, objectivando-se o currículo a desenvolver em cada um delas e ficando-se a saber a sua localização. Portalegre é então uma das cidades escolhidas.
Para que tal, finalmente, acontecesse, muito ficou devido ao então deputado pelo círculo de Portalegre Augusto Maria da Fonseca Coutinho, e também ao então ministro das obras públicas do governo de Fontes Pereira de Melo, António Augusto de Aguiar.
Em Setembro de 1884, Francisco da Fonseca Benevides, inspector das escolas industriais da circunscrição do sul, vem a Portalegre a fim de preparar a instalação da escola, alugando para esse fim por conta do governo a casa do sr. Malato, situada na rua de Elvas e com dois andares.
Pela mesma altura, é determinado ministerialmente que a nova escola de desenho industrial de Portalegre tenha o nome de “Fradesso da Silveira”.
Desde meados de Outubro que começam a chegar caixotes com utensílios e mobília para a escola industrial.
Em Novembro é nomeado professor de desenho Manuel Henrique Pinto, que chega a Portalegre a 13 desse mês. Segundo determinava o despacho de nomeação, a disciplina será regida por um professor de nomeação do governo, precedendo concurso. Este professor terá o vencimento de 500$00 réis anuais, e será equiparado em categoria, prerrogativas e vantagens, aos professores dos liceus.
E na quarta-feira 3 de Dezembro de 1884, inicia formalmente os seus trabalhos a Escola de Desenho Industrial Fradesso da Silveira, em Portalegre.
Estabeleceram-se dois cursos, um diurno para menores e outro nocturno para adultos, o primeiro com 12 alunos matriculados e o segundo com 30, havendo tanto num como noutro vários suplentes que foram preenchendo a falta dos matriculados.
O primeiro ano lectivo decorreu sem qualquer incidente, e no final, sábado dia 18 de Julho de 1885, realizaram-se os exames, seguindo-se à noite a entrega de prémios e diplomas, e perspectivando-se para o segundo ano a presença de alunos do sexo feminino.
De então para cá, ao longo de cento e vinte e cinco anos, muitas transformações se passaram entre a Escola de Desenho Industrial Fradesso da Silveira e a Escola Secundária de São Lourenço, a sua ‘herdeira’.
Neste momento em que se celebra o 125.º aniversário, este bosquejo da sua história permite lembrar que um dos seus Alunos mais brilhantes pertence ao curso de 1884/85, o pintor Bemvindo Ceia.
O actual nome da escola nada diz à sua história, refere somente o nome da freguesia onde está geograficamente inserida. E o prestígio que a escola hoje desfruta, não condiz com o seu nome.
Por que não, as suas ‘forças vivas’ pugnarem para ser dado o nome de Bemvindo Ceia à escola?
Mário Casa Nova Martins
Bibliografia:
Alves, Luís Alberto Marques – Os Professores e o Ensino Industrial na Segunda Metade do Século XIX, Estudos em Homenagem a Luís António de Oliveira Ramos, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 2004, p. 131 - 141
Costa, Mário Alberto Nunes, – O Ensino Industrial em Portugal de 1852 a 1900 (Subsídios para a sua história), Lisboa, Academia Portuguesa da História. MCMXC.
O Distrito de Portalegre – N.º 20 – 7 de Setembro de 1884, a N.º 65 – 22 de Julho de 1885
Raposo, Abrantes – Manuel Henrique Pinto, Vida e Obra. Ensaio Bio-Iconográfico, Casa da Cerca – Centro de Arte Contemporânea, Almada, 2002

Os 125 anos da Escola Industrial de Portalegre II

Joaquim Henriques Fradesso da Silveira
(Lisboa, 14 de Abril 1825 – Lisboa, 26 de Abril de 1875)
Foi determinado o nome de Fradesso da Silveira à Escola de desenho técnico de Portalegre.
Filho do cirurgião de divisão reformado António Henriques da Silveira, Joaquim Henriques Fradesso da Silveira sentou praça com dezasseis anos de idade, em 1841, e seguiu o curso da armada com muita distinção. Logo que saiu guarda marinha, passou para o exército, sendo promovido a alferes (1844), a tenente (1849), a capitão (1851) e a major (1873).
Foi Lente de Física e Química na Escola Politécnica de Lisboa aos dezanove anos de idade, vindo a ser também Director do observatório meteorológico da mesma escola.
Teve o título do Conselho de sua majestade; a Grã-cruz da Ordem de Cristo; a Comenda de S. Tiago; o grau de Cavaleiro da Ordem de Avis; a Grã-cruz da Ordem de Francisco José, da Áustria; a Comenda da ordem da Rosa, do Brasil, entre outras distinções. Foi sócio correspondente da Academia Real das Ciências de Lisboa, e de outras corporações literárias e científicas do país e do estrangeiro.
Fundou e foi presidente da Associação Promotora da Indústria Fabril, e sócio honorário das Associações Comerciais de Lisboa e do Porto.
Desempenhou muitas e importantes comissões de serviço público, de entre elas a de chefe da antiga Repartição de Pesos e Medidas, a de membro do Conselho Geral das Alfândegas e do Conselho Geral do Comércio e Indústria, e a de comissário régio de Portugal na exposição de Viena de Áustria, em 1873.
Escreveu, entre outras obras, As fabricas em Portugal. Inquerito de 1862 1863. Indagações relativas aos tecidos de lã (Lisboa, 1864); Conselho geral das alfandegas. Inquerito de 1862 1863. Indagações relativas aos tecidos de seda (Lisboa, 1864); Relatorio do serviço do observatorio do infante D. Luiz no anno meteorologico de 1863 1864 (Lisboa, 1864); Visitas á exposição de 1865. Segunda edição (Lisboa, 1866); Catalogo da exposição industrial de 1863 (Lisboa, 1863); Sessão real da distribuição dos premios em 19 de junho de 1864 (Lisboa, 1864); A liberdade do commercio e a protecção das industrias (Lisboa, 1862); As fabricas de papel.
Colaborou no Jornal do commercio, Gazeta do povo, Paiz, Diario de noticias e outros periódicos. Fundou a Gazeta das fabricas, revista patrocinada pela associação promotora da indústria fabril e o Diario mercantil, folha política e comercial de grande formato.
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Manuel Henrique Pinto
(Cacilhas, 2/4/1852 – Figueiró dos Vinhos, 26/9/1912)

Retratado por Columbano em 1885, figurando na obra “O Grupo do Leão”

Filho de Francisco Jorge Pinto e de Sebastiana Rosa, pintor paisagista, Manuel Henrique Pinto estudou na Academia de Belas-Artes de Lisboa, onde foi aluno de Tomás da Anunciação e Simões de Almeida.
Amigo de José Malhoa e seu companheiro no “Grupo do Leão”, está retratado no famoso quadro de Columbano Bordalo Pinheiro juntamente com outros membros do grupo.
Expôs, entre outros sítios em Portugal, na Sociedade Promotora de Belas-Artes, no Grémio Artístico, no “Grupo do Leão”, e na Sociedade Nacional de Belas-Artes. Participou na Exposição Universal de Paris (menção honrosa, 1900), na Exposição Internacional do Rio de Janeiro (medalha de ouro, 1908) e em exposições na Alemanha e Espanha.
Acabou o seu curso entre 1874/1875, e em 1884 é nomeado Professor da cadeira de desenho industrial na Escola de Desenho Industrial Fradesso da Silveira, onde permaneceu até ao final do ano lectivo de 1887/88.
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Método e Programa – Ano lectivo 1884/85
O método de ensino é sobretudo lógico, natural e progressivo.
Os alunos principiam por copiar da pedra os desenhos feitos sobre quadricula pelo professor, recebendo simultaneamente as noções de desenho elementar em ordem a formarem perfeita ideia do que sejam pontos, linhas, superfícies, volumes, etc., das respectivas propriedades, relações, etc., etc.
Chegados a um certo grau de adiantamento passam a desenhar de modelo de madeira as diferentes figuras planas e em seguida recebem noções de perspectiva prática com o estudo e pela cópia de figuras de arame.
A este estudo sucede o do claro escuro, cópias de gesso, com dificuldades proporcionalmente progressivas, desenhando também pela mesma forma vários objectos de uso comum.
Constituem estas matérias o curso de desenho elementar preparatório do industrial que deve prosseguir.
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Exames – Ano lectivo 1884/85
O curso de desenho elementar foi subdividido em duas partes: a 1.ª elementar linear, a 2.ª sombras e noções de perspectiva prática.
As provas dos primeiros exames consistiram:
Na cópia de uma figura geométrica plana, modelo de madeira, desenhado em papel Ingres;
Na cópia em papel stigomographico de um desenho feito na pedra pelo professor;
Nas definições das figuras geométricas planas com indicações gráficas na pedra.
As provas dos exames completos foram as mesmas mais as seguintes:
Cópia de uma figura geométrica de arame, de três dimensões;
Cópia de um objecto de gesso a claro escuro;
Cópia de um objecto de uso comum pela mesma forma;
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Notas e Prémios – Ano lectivo 1884/85
Resultados dos exames:
Primeira parte separadamente, os srs. José da Conceição Callado, Francisco Martins Pernes e José Luiz Serra 14 valores; Joaquim Maria Cara d’Anjo 12; José Lourenço d’Almeida 11; João Manuel Mergulhão Capellas e Francisco António de Brito 10.
Curso elementar completo, os srs. Sebastião Victorino Bragança 17 valores; Bemvindo António de Ceia e José Maria Lacerda 16; Francisco Augusto Castello, João António Figueira, José Mafra Vá-com-Deus e João Diogo Malato 15; José Maria Castello, Manoel Francisco dos Reis, Vicente César de Lacerda e António de Andrade Sequeira 14; António Maria Roldão e Júlio César Ennes de Almeida 13; Manoel Dias 12; Francisco Maria Vasco 11; José Maria Cordeiro, João Augusto Charaes e António Maria de Mattos 10.
Prémios e respectivos diplomas:
A Sebastião Victoriano Bragança, carpinteiro, 8$000 réis.
A Bemvindo António de Ceia e José Maria Lacerda, estudantes, 6$000 réis a cada um.
A Francisco Augusto Castello, marceneiro, João Augusto Figueira, serralheiro, João Maria Vá-com-Deus e João Diogo Malato, estudantes, 5$000 réis a cada um também.

Domingo, Dezembro 13, 2009

Luís Filipe Meira

Porque hoje é Domingo...
Posto de Escuta
(…) Raramente me recordo dos sonhos. Mas parece-me que algumas canções são como sonhos na medida em que adormecemos quando elas principiam e acordamos quando terminam. Conduzem-te a qualquer lado. São uma forma de hipnotismo, as melhores (…)
Tom Waits
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Em escuta na Rádio dos Sonhos, 10 canções para ouvir, sonhar com as melhores ou mastigar e deitar fora as piores. É uma questão de gosto, mas…, atenção!, porque há bom e mau gosto…
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1 - Unthanks - Sad February
Here´s The Tender Coming / 2009
2 - Zé Mario, Sérgio & Fausto - Rosalinda
Três Cantos ao Vivo / 2009
3 - Carminho - O Tejo Corre no Tejo
Fado / 2009
4 - Tom Zé - Desafio
Jogos de Armar / 2000
5 - Chet Baker - Autumn in New York
The Touch of Your Lips / 1979
6 - Real Combo Lisbonense - Oh!
EP / 2009
7 - Kinks - Waterloo Sunset
Something Else / 1967
8 - Hot Chip - Take It In
Single / 2009
9 - Wild Beasts - The Fun Powder Plot
Two Dancers / 2009
10 - The Monks -Monk Time
Black Monk Time / 1966

Luís Filipe Meira

Sábado, Dezembro 12, 2009

Padre Patrão

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Sexta-feira, Dezembro 11, 2009

Isabel Pinto

Família conta a história de 41 famílias que ao longo dos últimos 20 anos foram retratadas pelas lentes de Isabel Pinto. Figo, Mariza, Laurinda Alves, Paula Moura Pinheiro, Mafalda Pinto Leite, entre muitas outras faces familiares revelam nestas imagens o seu lado mais íntimo.
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Um território de enredos intensos: intimidades, cumplicidades, tensões. Um retrato de família é sempre um documento da relação. Os corpos das mães e dos filhos, dos avós e dos irmãos – enternecidos, entretecidos – dizem-nos tudo. Dizem-nos tudo o que precisamos de saber. Coisas que não sabem que estão a dizer.
Os 101 retratos destas 41 famílias contam histórias intermináveis. Histórias que todos queremos espreitar, histórias em que todos nos podemos rever.
As fotografias de Isabel Pinto que aqui se apresentam não seguem nenhuma ordem cronológica e foram feitas nas mais diversas circunstâncias ao longo de mais de vinte anos. A fotógrafa escolheu-as porque gosta muito delas. Eu também gosto muito delas. São fotografias que na sua imensa diversidade nos dizem sempre a mesma coisa: o melhor da vida é termo-nos uns aos outros.
Paula Moura Pinheiro

Sempre apaixonada por pessoas, fotografo há 20 anos. A memória de uma infância passada em Moçambique marcou-me para sempre o gosto pelos grandes espaços, a luz vibrante e o lado luminoso da vida. Retratos, moda, flores, cozinha, viagens e ambientes são o universo do meu trabalho ao longo de todos estes anos em que a fotografia foi felizmente o meu modo de vida. Tive o enorme privilégio de fazer a imagem para marcas como Lanidor, Papo d´Anjo e Petit Patapon. Editoriais para Marie Claire, Elle e Máxima. Livro de cozinha para Mafalda Pinto Leite. Capas de discos para Mariza, Carminho, Aldina Duarte, Camané, António Pinho Vargas, Tereza Salgueiro entre outros.Através da câmara relaciono-me com o mundo. E deixo-me tocar pela sua humanidade.
Isabel Pinto
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Título: Família
Autor: Isabel Pinto
PVP: 39.90€
Editora: 101 Noites
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DESCONTO DE 10% EM QUALQUER COMPRA NO SITE DA 101 NOITES

Cidaded'Elvas

À Cidaded’Elvas

Agradecemos e retribuímos os Votos de Boas Festas.

Mário Casa Nova Martins

Quinta-feira, Dezembro 10, 2009

Mário Silva Freire

O BEM COMUM – 2
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O papel do Estado
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Foi referido no artigo anterior que o Bem Comum tem exigências. Ora, para a satisfação dessas exigências, se o Estado não deixa de ter um papel importante, ele não pode ser soberano. Não se deve impor. O Estado serve para regular e respeitar o princípio da subsidiariedade, disse o Prof. Barbosa de Melo no congresso da Conferência Episcopal Portuguesa. Mas, afinal, em que consiste este princípio? Respeita-se este princípio quando uma organização maior não retira aquilo que uma entidade menor pode resolver. Assim, se uma instituição estatal se substitui a uma instituição de solidariedade social local, podendo esta resolver as tarefas com maior eficiência e proximidade junto dos utentes, está a pôr-se em causa aquele princípio. O papel das instituições de ordem superior é o de se colocarem numa atitude de ajuda, isto é, de apoio em relação às de ordem inferior e nunca a de absorvê-las. Esse apoio deve situar-se, fundamentalmente, na ajuda económica, institucional e legislativa.
De igual modo se pode falar de muitos pais que se pretendem impor ou substituir em tarefas que os filhos poderiam desempenhar adequadamente.
Ir contra o princípio da subsidiariedade é despromover as pessoas e as instituições das suas competências e experiências. É retirar-lhes as capacidades que elas poderiam exercer e desenvolver; é impedi-las de prestarem um serviço que, certamente, seria melhor executado do que por aqueles que, à distância, tentam substituí-las. É, enfim, retirar-lhes a dignidade a que têm direito.
A sociedade civil, com as múltiplas associações que estabelece, com a teia de serviços que põe em prática, com as variadas iniciativas que toma e suscita, deve prevalecer em relação ao Estado. E esta prevalência é consubstanciada pela subsidiariedade, a qual está consagrada quer no direito comunitário, quer no direito português. Mas, ainda antes deste princípio fazer corpo do direito, já Leão XIII, na primeira grande encíclica social da Igreja (Rerum Novarum), o elege como uma directriz.
O Estado, através dos organismos que o constituem, deve ir ao encontro das pessoas. Um Estado assistencial faz diminuir as energias humanas, retirando-lhes a iniciativa e a criatividade. Por isso, ele deve ser liberalizante, isto é, promover a libertação da sociedade civil, suscitando o associativismo e a participação dos cidadãos. Deve, ainda, ser descentralizador, não se substituindo às organizações nas decisões que podem ser tomadas mais próximas das pessoas.
A construção do bem comum recai sobre todos, ainda que os seus objectivos, por vezes, pareçam impossíveis de alcançar. Para isso, há que ter confiança no Homem, nas suas capacidades e inteligência mas, também, em Deus.

Mário Freire
in
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O Distrito de Portalegre, 10 de Dezembro de 2009, p.9
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Quarta-feira, Dezembro 09, 2009

Luís Filipe Meira

Tom Waits
Glitter and Doom – Live
Tom Waits
Anti, distri. Edel

Apesar da provecta idade, epifanias só nos aconteceu uma vez nesta vida, em Julho do ano passado, no concerto de Tom Waits ao vivo em Milão. Porque de repente se tornou óbvio que aquilo era muito mais que um concerto: o palco, montado como “junkyard” surrealista, o jogo de luzes, as caras de Waits, tudo isto converteu a sala numa paisagem de Americana ferrugenta, um teatro grotesco mas profundamente humano, em que Waits ora se transformava em monstro ora em vagabundo recolector da quinquilharia esquecida do reverso falhado dos EUA: era o teatro do pesadelo americano servido por uma máquina de trambolhões musicais, mas americanos somos hoje todos e cair caímos todos. Por isso as primeiras audições de “Glitter and Doom”, o CD relativo à digressão (que contém um segundo disco com as habituais histórias de Waits) foram uma desilusão: era como quem ouve a banda-sonora do seu filme preferido e se sente órfão das imagens.
Foi preciso deixar o concerto desaparecer da cabeça para dar valor ao disco: centrado em toda a música manca que Waits editou após “Swordfishtrombones2, “Glitter and Doom” é uma impressionante viagem por quase-polkas, valsas com os passos trocados, funk com hematomas, blues ferrugentos, vaudeville bêbado, R & B gótico, tudo feito com recurso a instrumentos cujo nome os seus próprios inventores esqueceram. Há faixas extraordinárias, como “Dirt in the ground”, mais triste que nunca, de uma contenção imensa, mais próxima da morte que o original em disco; “Goin’ Out West”, em rockabilly demencial; a lindíssima “Lucky Day” (ao piano); “Metropolitan Glide”, desconjunção milimétrica aplicada a um esqueleto blues que descamba em funk com tétano. Mas apesar de tudo, o disco fica a milhas daquele espantoso e comovente espectáculo de redenção e morte. Deus guarde Tom Waits para muitas digressões mais.
Ypsilon, 5 de Dezembro de 2009, p.49
(jornal Público)
por:
João Bonifácio
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HÁ DIAS ASSIM!
JB é um óptimo crítico de música. Está sem favor entre os melhores. Sigo as suas pistas com frequência e poucas vezes me dei mal. Tem ainda a característica, rara entre a classe, de saber que a música tem passado e que não nasceu quando ele a começou a ouvir.
Por tudo isto não consigo compreender o texto – infeliz para mim – que assinou sobre este ‘Live’ de Tom Waits.
Aquilo é mais testemunho de menino deslumbrado que teve o raro privilégio de assistir ao concerto e que tem necessidade de lembrá-lo ao mundo. JB compara o incomparável e esquece-se que não deve ter sido isso que o seu editor lhe pediu para fazer, mas tão só falar sobre o disco em si. Afinal, não é obrigatório para analisar um qualquer registo ‘Live’, ter assistido antecipadamente ao concerto.
Que JB tenha tido que limpar o concerto da cabeça, é um problema dele e não do leitor, que apenas e só quer saber a opinião sobre objecto em apreço até porque o povo dificilmente poderá ambicionar a assistir a um concerto de Waits tão raros eles acontecem. Eu sei que Waits é tão genial que nos baralha as ideias mas um crítico não se pode dar a esse luxo, afinal ele terá que perceber que trabalho é trabalho e conhaque é conhaque. Já basta ganhar a vida a fazer aquilo que gosta…
Claro que um dia mau…, todos nós temos.
Luís Filipe Meira
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Terça-feira, Dezembro 08, 2009

Comissão Justiça e Paz

COMISSÃO DIOCESANA JUSTIÇA E PAZ
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Diocese de Portalegre-Castelo Branco
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A Justiça e os princípios humanistas
Num cartaz afixado ao público, em alguns tribunais, podem ler-se os «Compromissos éticos dos juízes portugueses». De entre esses compromissos, há um que diz: “o exercício do poder judicial, ao atribuir ao juiz um papel criador na interpretação e aplicação da lei, vincula-o aos valores da justiça e aos princípios humanistas da dignidade da pessoa humana e da igualdade.”
Este compromisso distingue os valores da justiça dos princípios humanistas da dignidade da pessoa humana e, por isso, eles estão ligados por uma conjunção copulativa ´e´ que indica uma relação de soma ou adição. Dito de outra maneira: na interpretação e na aplicação da lei, nem sempre os “princípios humanistas da dignidade da pessoa humana” estão incluídos nos “valores da justiça”. E exemplos desta não inclusão, infelizmente, sobejam. Assim, quando a justiça
- consente nos julgamentos na praça pública de nomes cujos detentores não foram, ainda, a julgamento judicial;
- demora indefinidamente a tomada de decisões judiciais, pondo em risco a idoneidade e a sobrevivência de pessoas e instituições;
- sobrepõe a aplicação escrupulosa da lei à pessoa, nas suas envolvências afectivas mais profundas, principalmente, se esta é criança, pobre ou fraca,
então a consideração pelos tais princípios humanistas da dignidade da pessoa humana quase que não existe.
Até mesmo nos pequenos, mas significativos detalhes, como o de obrigar as testemunhas a esperarem, num tempo que se vai adiando, para serem ouvidas, se pode aquilatar da atenção que é dada aos tais princípios humanistas.
Quando a aplicação da justiça não é oportuna e subvaloriza a dignidade humana, não contribui para o estabelecimento da paz. A justiça traz em si o gérmen da paz, assim como a paz proporciona a existência da justiça. Ora, o desenvolvimento das sociedades humanas assenta nos pilares da justiça e da paz. E isto é bem evidente quando está em causa a existência de uma justiça social que é incompatível com as grandes desigualdades. Mas não deixa, também, de ser aplicável aquela afirmação às realidades do nosso quotidiano em que as injustiças, resultantes dos conflitos interpessoais ou interinstitucionais, não conseguindo ser reparadas pelo poder judicial, vão fomentando uma sociedade mais agressiva. Este poder, quantas vezes, mais preocupado com a aplicação cega da lei, que os olhos vendados do seu símbolo tão bem o ilustram, mal presta atenção àqueles detalhes de humanidade que são, afinal, os princípios humanistas da dignidade da pessoa humana, que o compromisso atrás refere.
“A paz é fruto da justiça”, diz-se em Isaías (32,17). “Para prevenir conflitos e violências, é absolutamente necessário que a paz comece a ser vivida como valor profundo no íntimo de cada pessoa: só assim pode estender-se às famílias e às diversas formas de agregação social, até envolver toda a comunidade política”.
[1] De igual modo, se poderia dizer da justiça: é preciso que ela comece a ser vivida no íntimo de cada um e que possa envolver todo o tecido social para que, verdadeiramente, se constitua como um autêntico factor impulsionador da paz. Se assim for, talvez, aquela conjunção ´e´, referida inicialmente, deixe de ter cabimento, passando os valores da justiça a incluírem os princípios humanistas da dignidade da pessoa humana, de que fala o compromisso dos juízes.

Portalegre, 2 de Dezembro de 2009

[1] Compêndio da Doutrina Social da Igreja, nº 495
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COMISSÃO DIOCESANA JUSTIÇA E PAZ
Diocese de Portalegre-Castelo Branco
Presidente: Mário Silva Freire
Secretário: Mário Casa Nova Martins
Vogal: Carlos Juzarte Rôlo
Vogal: Elicídio Dinis Bilé
Assistente Religioso: Padre Marcelino Dias Marques

Segunda-feira, Dezembro 07, 2009

Luís Filipe Meira

TRÊS CANTOS AO VIVO

Música de Certa Maneira
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É editado hoje o registo recolhido nos históricos concertos que Zé Mário Branco, Sérgio Godinho e Fausto efectuaram no Campo Pequeno (Lisboa) a 23 e 24 do passado mês de Outubro. Estão disponíveis a edição simples em CD duplo e a edição especial, que além dos CD’s (22 canções), oferece um DVD duplo com o concerto (24 canções) e um outro com o documentário Tudo Faz Parte, de André Godinho, edição que trás ainda um livro de 40 páginas com fotografias da preparação e do espectáculo e o texto Um Sonho Acordado, onde Nuno Pacheco nos conta como este encontro que andava para acontecer há anos chegou finalmente a bom porto.
Sobre esta edição há pouco para dizer, e muito para escutar e ver. Direi apenas que aqui estão três dos quatro – o outro é Zeca Afonso – mais importantes representantes de um género – a canção de autor – que emergiu com a Revoluçã
o do 25 de Abril e que hoje está praticamente desaparecido.
A produção do concerto, os arranjos, a escolha do reportório apresentado é irrepreensível. Os músicos escolhidos são naturalmente de primeira água. Mas o que mais impressiona neste registo, é a facilidade que estes três homens têm em entrar nas canções uns dos outros, e interpretarem-nas como se sempre o tivessem feito. Só músicos absolutamente excepcionais o poderiam fazer.
Longe vão os tempos em que eu comecei a ouvir a música deste pessoal, e foi por esta porta que entrei na música portuguesa. Ainda tenho as primeiras edições em vinil dos Sobreviventes e do Pré Histórias do Sérgio, As Cantigas do Maio e o Venham Mais Cinco do Zeca, a Margem de Certa Maneira e Mudam-se os Tempos Mudam-se as Vontades do Zé Mário, ou o Pró Que Der e Vier do Fausto.
Tenho saudades desse tempo e dessas vivências, e naturalmente que este registo trás me recordações. Mas como nunca fui saudosista, transcrevo, a terminar e com a devida vénia, parte de um texto que Rui Tavares assinou no jornal Público de 26 de Outubro, e que também vem no livro que acompanha a primeira edição de Três Cantos ao Vivo:
(…) Poderíamos olhar para este espectáculo com o interesse algo folclórico de quem acha em casa um velho álbum de fotografias das últimas quatro décadas. Mas creio que temos aqui um privilégio maior. Aquilo de que se trata, penso eu, é da permanente história humana de como cada um de nós faz o que pode com as circunstâncias que encontra. E essa história decantada pela seriedade com que os autores ambiciosos encaram a arte (…)
Luís Filipe Meira
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TRÊS CANTOS AO VIVO

Domingo, Dezembro 06, 2009

Luís Filipe Meira

Porque hoje é Domingo...
Posto de Escuta
(…) Raramente me recordo dos sonhos. Mas parece-me que algumas canções são como sonhos na medida em que adormecemos quando elas principiam e acordamos quando terminam. Conduzem-te a qualquer lado. São uma forma de hipnotismo, as melhores (…)
Tom Waits
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Em escuta na Rádio dos Sonhos, 10 canções para ouvir, sonhar com as melhores ou mastigar e deitar fora as piores. É uma questão de gosto, mas…, atenção!, porque há bom e mau gosto…
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1 - Zé Mário, Sérgio & Fausto – Canto dos Torna-Viagens
Três Cantos ao Vivo / 2009
2 - José Afonso – Coro da Primavera
Cantigas do Maio / 1971
3 - Mulatu Astatke & Heliocentrics – Masenqo
Inspiration Information Vol III / 2009
4 - Charlie Mingus – Goodbye Pork Pie Hat
AH UM / 1959
5 - Cannonball Adderley – Love for Sale
Something Else / 1958
6 - Tom Waits – Dirt in the Ground
Glitter & Doom Live / 2009
7 - Amp Fiddler & Sly & Robbie – Drama Inside
Inspiration Information Vol II / 2009
8 - God Help the Girl – Funny Little Frog
God Help the Girl / 2009
9 - Vincent Delerm – Shea Stadium
Quinze Chansons / 2009
10 - Julian Casablancas – 11th Dimension
Phrazes for the Young / 2009
Luís Filipe Meira

Sábado, Dezembro 05, 2009

Almoço Nacionalista em Portalegre

A organização deste almoço, que já conta com vários camaradas de Portalegre, lembra que as inscrições terminam na segunda-feira dia 7 de Dezembro, pelo que devem confirmar a vossa participação com o máximo de urgência.
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Telemóveis: 917459245 - 969389258

Sexta-feira, Dezembro 04, 2009

Luís Filipe Meira

Amor(es) de Perdição
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Clássico da literatura portuguesa e um dos expoentes do romantismo português, «Amor de Perdição», escrito em 1861 por Camilo Castelo Branco, é um romance intemporal assente em relações amorosas intensas que terminam em tragédia. Talvez por isso, este romance de Camilo sempre foi objecto de diversas adaptações para cinema e televisão.
Em 1921, Georges Pallu apresenta a primeira adaptação ao cinema ainda em versão muda.
A 8 de Outubro de 1943 estreia no Coliseu do Porto a versão de António Lopes Ribeiro, com António Vilar e Carmen Dolores. Esta adaptação é considerada ainda hoje como um dos filmes chave dos ‘Anos de Ouro’ do cinema português.
A 25 de Novembro de 1979, no cinema Quarteto, Manuel de Oliveira apresenta a sua visão de Amor de Perdição, com António Sequeira Lopes, Cristina Hauser e Elsa Wallenkamp como protagonistas. Desta fita foi também feita uma versão televisiva, que terá contribuído decididamente para uma precoce má aceitação do filme.
Apresentado primeiro em televisão por exigência da RTP, que o tinha subsidiado parcialmente, foi retalhado em 6 episódios, tendo mostrado debilidades diversas, pois não tinha sido rodado para televisão.
As críticas negativas foram mais que muitas, levantando desconfiança tal, que até Manoel de Oliveira foi posto em causa.
Dois anos depois o filme seria exibido em Paris, onde teve honras de primeira página no Le Monde, sendo apresentado em vários Festivais Internacionais com a maior aceitação, o que levou a apaziguar a polémica e ao reconhecimento dos seus indiscutíveis méritos, aquando da estreia em sala em Novembro do ano de 79.
Em 2008, Mário Barroso, colaborador habitual de Oliveira e de João César Monteiro, apresenta uma versão livre da obra de Camilo Castelo Branco, versão esta que intuiu este texto, pois além dos elogios recolhidos em diversos festivais, é o candidato oficial português à nomeação na 82.ª edição dos Óscares em 2010.
A versão em DVD também já está disponível. Esta adaptação livre de «Amor de Perdição», transporta o amor de Simão e Teresa para os dias de hoje, utilizando uma visão estética na linha utilizada por Baz Luhurmann em Romeu e Julieta em 1997.
É verdade, e ainda bem, que Barroso é mais contido que Luhurmann. Se em Romeu e Julieta a violência é transversal e está omnipresente, em «Um Amor de Perdição» apenas aparece a espaços e sempre alternando com momentos de beleza indescritível.
O filme, apesar de toda a tragédia latente, é extraordinariamente belo. É protagonizado por quatro jovens actores muito interessantes e muito bem dirigidos. A música de Bernardo Sassetti não podia ser melhor.
Naturalmente que o Óscar será sempre uma miragem, mas isso certamente que não vai ser relevante na obra deste realizador, que ao 2º filme – o 1º é «O Milagre de Salomé» (2004) – já proporciona ao espectador momentos tão intensos e tão bem filmados.
Luís Filipe Meira
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Um Amor de Perdição
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«Amor de Perdição» (1978) de Manoel de Oliveira
Com António Sequeira Lopes (Simão Botelho), Cristina Hauser (Teresa de Albuquerque) (realizador), Elsa Wallenkamp (Mariana), António J., Costa (João da Cruz), Henrique Viana (Tadeu de Albuquerque), Maria Dulce (D. Rita Caldeirão) e Ruy Furtado (Domingos Botelho).

Quinta-feira, Dezembro 03, 2009

Mário Silva Freire

O BEM COMUM – 1
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A caminho de um novo modelo social
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Teve lugar entre 20 e 22 de Novembro passado, em Aveiro, um congresso promovido pela Conferência Episcopal Portuguesa subordinado ao tema A construção do Bem Comum – responsabilidade da Pessoa, da Igreja e do Estado.
Aspecto transversal que perpassou ao longo do congresso foi o de se entender que o cristão não pode ser um elemento marginal na sociedade. Pelo contrário, ele tem a obrigação, que decorre da sua própria dignidade, de actuar no meio em que vive, de acordo com as capacidades que possui e as circunstâncias que o envolvem. Cada um terá que se interrogar sobre o papel que pode desempenhar para garantir os direitos sociais.
Duas questões, no entanto, de âmbito mais vasto, não deixaram de ser colocadas. Assim, por um lado, cabe perguntar às religiões que esperam elas realizar para contribuírem para um maior desenvolvimento da sociedade. É sabido que uma religião tem a ver, directamente, da relação do homem com Deus. Mas ser religioso não significa menosprezar a condição humana. Pelo contrário, alguém que se assume como religioso terá que comprometer-se empenhadamente com a humanidade, promovendo a justiça e a paz, base do desenvolvimento social.
Por outro lado, neste mundo em mudança, cheio de desafios mas, também, pleno de desigualdades gritantes, talvez seja a hora de a Igreja Católica não ter medo de se afirmar e, porventura, pôr-se em causa, para promover e praticar a caridade evangélica. Exige-se, ainda, uma mudança do modelo de funcionamento da sociedade em que ao Estado impende a responsabilidade de harmonizar os interesses sociais, vistos à luz do bem comum. E o que é que esse bem comum exige? Que se empenhe na construção da paz; que se assegure uma ordem fundada na justiça, a qual deve ser exigente e eficaz; que se proteja o ambiente; que se assegure a alimentação, a saúde, o alojamento, a educação e a liberdade religiosa; que se proporcione, enfim, uma vida digna e honrada para todos.
Serão alguns destes temas que irão ser objecto de breves análises, em semanas próximas, tendo em consideração aquilo que os principais intervenientes disseram nesse congresso mas, também, alguma reflexão que o subscritor destes artigos tem feito.

Mário Freirein, O Distrito de Portalegre, 03 de Dezembro de 2009, p.10

Esperança / Arronches

Vivemos tempos ‘esquisitos’. Pelos menos é que se infere do que se passa lá pelas bandas da Raia.
Esperança é uma freguesia do concelho de Arronches, ‘paredes-meias’ com Espanha.
Nas Eleições Autárqucas de 2005 o PS ganhou a Junta de Freguesia. E, graças à Alternância Democrática, só possível em Democracia, agora em 2009 é o PSD quem ganha.
Até aqui nada a obstar.
Todavia, eis que ‘aparece’ e ‘desaparece’ de um placar em Esperança um texto, que curiosamente nos chegou por mail a fotografia do dito. Assim ‘prova-se’ que existiu!
Da sua leitura muito haverá, por que estamos e vivemos em democracia, que ser explicado.
Faça-o Quem de direito. Os Cidadãos da Esperança exigem-no, como Todos os que respeitam os mais sãos Princípios
Democráticos.
Bem, falou-se em Princípios, mas ‘basta’ um pouco de bom-senso para se ‘perceber’ o que realmente queria ou quereria ‘dizer’ aquele ‘fugidio’ ou ‘fugitivo’ documento…
Haja esperança, em Esperança!
Mário Casa Nova Martins

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Quarta-feira, Dezembro 02, 2009

Portalegre - Drinkport

Portalegre - Qualidade - Excelência

Portalegre - Almojanda

ALMOJANDA - Catálogo Natal 2009‏
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Cabazes de Natal ALMOJANDA
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Um presente ideal de produtos regionais…
celebre com os colegas, fornecedores, clientes, amigos e família!
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Com os melhores cumprimentos
Mª Teresa Mendes
Directora Comercial
Tlm: + 351 96 347 45 24
* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
Diterra – Comércio Agro-Industrial, Lda.
Herdade de Almojanda * Apartado 174
7301-901 Portalegre * PORTUGAL
Telef./Fax.: + 351 245 203 667
www.diterra.ptwww.almojanda.pt
E-mail:
comercial@almojanda.pt.
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Portalegre - Qualidade - Excelência

Biblioteca Municipal de Portalegre

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Terça-feira, Dezembro 01, 2009

Fernando Pessoa

Comemoram-se, hoje dia 1 de Dezembro, os 75 anos da publicação original do livro “Mensagem” de Fernando Pessoa.
Um data Histórica, também por este Facto!
Mário
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Segunda-feira, Novembro 30, 2009

Palestina - Randa Nabulsi

A delegada-geral da Palestina em Portugal diz que a política do Quarteto, de dois pesos e duas medidas, desilude a população palestiniana e reforça o extremismo

Os parceiros da paz: a mentira dos parceiros ou a mentira da paz?

Randa Nabulsi

O processo de paz baseado na troca de terra por paz chegou a um impasse. Israel quer a paz e a terra ao mesmo tempo, continuando a confiscar terras e a construir colonatos em violação do direito internacional que condena e criminaliza a aquisição de terrenos pela força. Cito apenas dois exemplos: o artigo 47° da Convenção de Haia de 1907 diz que “a pilhagem é formalmente proibida”; e o artigo 49º da Quarta Convenção de Genebra de 1949 refere: “A potência ocupante não poderá proceder à deportação ou à transferência de uma parte da sua própria população civil para o território por ela ocupado”. O direito internacional condenou também a construção de colonatos através de resoluções vinculativas do Conselho de Segurança (nº 446, 465 e 462) e dezenas de outras de carácter não-vinculativo da Assembleia Geral.
Pôr fim à colonização, incluindo o crescimento natural dos colonatos, foi uma condição do Acordo de Oslo, assim como o primeiro artigo do Roteiro para a Paz, cujas obrigações a parte palestiniana cumpriu, como testemunha o Quarteto, enquanto Israel continua a não respeitar todos os seus termos. O negociador palestiniano encontra-se, 17 anos depois, perante uma fúria israelita sem precedentes, apressada em colocar factos no terreno, acompanhada por um feroz ataque contra os hierosolimitanos, desde a sua deslocação, demolição de casas e a retenção de documentos de identidade, além da construção do muro de separação. Por tudo isto, a liderança palestiniana declarou a impossibilidade de continuar este absurdo, a menos que Israel cesse completamente a construção ilegal de colonatos, incluindo em Jerusalém Oriental, e aceite a solução de dois Estados.
Os 440 colonatos ilegais construídos em terras confiscadas aos proprietários originais e a colocação de estrangeiros, pela força das armas, para partilharem, com o povo originário, as suas terras e recursos hídricos, sufocando-o e impedindo a realização do seu projecto nacional, é uma horrível ocupação colonial. Uma Autoridade Palestiniana que respeita a luta do seu povo não pode aceitar esta situação: o seu papel é lutar contra a ocupação e não a coabitação ou a pacificação com a colonização.
A partilha da Palestina, a 29 de Novembro de 1947, não cumprida até hoje, atribuiu a Israel 52% da Palestina histórica, mas Israel foi declarado, pela força das armas, em 1948, sobre 78% da Palestina histórica. Recusamos que a história se repita, pois se a construção dos colonatos e do muro continuarem só restarão para os palestinianos 12% da Palestina histórica e 22% da Cisjordânia em forma de guetos semelhantes aos que existiam na África do Sul durante o apartheid.
Será que Israel não entendeu que o povo palestiniano é uma realidade genuína – e não um intruso –, com direitos enraizados nesta terra, tal como entendemos que Israel é uma realidade com que temos de coabitar? Recorrer à proposta do Conselho de Segurança – o suposto aliado dos fracos e válvula de segurança – para o reconhecimento do Estado Palestiniano com as fronteiras de 4 de Junho de 1967 são a prova real dos valores da justiça, da legitimidade e do direito internacionais. O povo palestiniano está cansado de ver a sua causa perder credibilidade e está saturado de anestesias injectadas através de conferências, convenções e compromissos que o Quarteto o obriga a cumprir mas ficando impotente perante o desrespeito de Israel, país colonialista acima da lei. A política de dois pesos e duas medidas desilude os palestinianos, faz com que os cavaleiros da paz percam credibilidade perante o seu povo e reforça o extremismo, uma desculpa israelita para não cumprir compromissos de paz.
in, 36 PRIMEIRO CADERNO – Expresso, 28 de Novembro de 2009

Domingo, Novembro 29, 2009

Luís Filipe Meira

Porque hoje é Domingo...
Posto de Escuta
(…) Raramente me recordo dos sonhos. Mas parece-me que algumas canções são como sonhos na medida em que adormecemos quando elas principiam e acordamos quando terminam. Conduzem-te a qualquer lado. São uma forma de hipnotismo, as melhores (…)
Tom Waits
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Em escuta na Rádio dos Sonhos, 10 canções para ouvir, sonhar com as melhores ou mastigar e deitar fora as piores. É uma questão de gosto, mas…, atenção!, porque há bom e mau gosto…
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1 - Tom Waits – Get Behind the Mule
Glitter and Doom Live / 2009
2 - Orch. National de Jazz – Shipbuilding
Around Robert Wyatt / 2009
3 - Fat Freddys Drop – Boondigga
Dr. Boondigga & the Big BW / 2009
4 - Cacique 97 – Come from Nigéria
Cacique 97 / 2009
5 - Mayer Hawthorne – Your Easy Lovin…
A Strange Arrangement / 2009
6 - Danger Mouse & Sparklehorse – Revenge
Dark Night of the Soul / 2009
7 - Radiohead – These Are my Twisted Words
8 - The National – Ashamed the Story I Told
Ciao My Shining Star / 2009
9 - Thom York – All for the Best
Ciao My Shining Star / 2009
10 - Mark Mulcahy – Ciao my Shining Star
Ciao My Shining Star / 2009
Luís Filipe Meira

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