A VOZ PORTALEGRENSE
sábado, julho 18, 2026
sexta-feira, julho 17, 2026
AA - GDP - Uma data de conquista e glória inesquecível
Uma data de conquista e glória inesquecível
Ao Fernando Silva,
guarda-redes que foi do GDP
No passado dia 10 de Julho celebrou-se o cinquentenário de
um acontecimento marcante nos Anais do Desporto em Portalegre. Um dos seus
clubes mais representativos conquistou pela primeira vez na História desportiva
portalegrense, na modalidade do futebol, um título nacional.
Naquele sábado 10 de Julho de 1976, na cidade de Tomar, o
Grupo Desportivo Portalegrense vencia a final do Campeonato da III Divisão contra
o Clube de Futebol União de Coimbra, por 4 – 0, e conquistava o seu primeiro
título nacional, proeza que viria a repetir na época 1987/88.
A III Divisão estava dividida em quatro zonas, A, B, C, D.
Subiriam à II Divisão os vencedores de cada zona, e no final do campeonato os
vencedores das zonas A/B, e C/D jogavam entre si para se apurar dois
finalistas, que depois em campo neutro jogariam a final.
Nessa época de 1975-76 o GDP ficou na Zona C. Começou com Júlio
Pereira como treinador, mas a meio da época foi substituído pelos jogadores
Catinana e Orivaldo, a dupla que levou o GDP às conquistas seguintes.
A classificação final dessa Zona C foi:
_ 1.º Portalegrense, 57 pontos
38 jogos, 24 vitórias, 9 empates, 5 derrotas, gm 75, gs 28,
dg +47
Seguiram-se dois jogos com o vencedor da Zona D, o Vasco da
Gama Atlético Clube, de Sines.
Em Sines o GDP perdeu por 3 – 4, mas em Portalegre venceu
por 4 – 1, tendo-se apurado para a final.
O vencedor dos confrontos entre Zonas A e B foi o União de
Coimbra.
Assim, em Tomar realizou-se a final, onde o não-favorito
venceu por umas concludentes quatro bolas a zero!
Momento Histórico para o Desporto em Portalegre.
No ano passado, a 26 de Julho de 2025, o Clube/Grupo
Desportivo Portalegrense celebrou o seu Centenário. Agora em 10 de Julho de
2026 celebra o Cinquentenário do primeiro título nacional.
Os Heróis desta jornada, além de Dirigentes e Funcionários,
foram:
GDP – Trindade; Nozes, Nelo, Catinana «cap.», e Rodrigues;
Sequeira Lopes, Humaitá e Zinho; Arnaldo, Orivaldo e Mulatinho.
Suplentes – Alcântara, Sério, Gilberto, Parra e Maia.
Substituição – aos 41 minutos da segunda parte Gilberto
entrou para o lugar de Lopes.
Ao intervalo – 2 – 0
1 – 0 aos 33 minutos por Zinho
2 – 0 aos 44 minutos por Orivaldo
3 – 0 aos 87 minutos por Orivaldo
4 – 0 aos 90 minutos por Arnaldo
Mário Casa Nova Martins
Post-criptum – Nestes
anos de 2025 e 2026, tão marcantes para o Clube, tenho desempenhado o cargo de
Presidente do Conselho Fiscal. Uma Honra! Um Orgulho!
Nunca fui nem serei neutro em relação a este Clube, a esta
Alma Azul. É uma Paixão Infinita.
O meu Pai esteve presente nesse jogo em Tomar. O meu Filho
envergou a Camisola do GDP. [mj]
quinta-feira, julho 16, 2026
terça-feira, julho 14, 2026
Também Tu!
segunda-feira, julho 13, 2026
domingo, julho 12, 2026
sábado, julho 11, 2026
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domingo, julho 05, 2026
sábado, julho 04, 2026
sexta-feira, julho 03, 2026
AA - Tacticismo & algo mais
Tacticismo & algo
mais
A ‘política à portuguesa’ teve recentemente mais um
episódio. Quando no Parlamento se pensava que as alterações à Lei do Trabalho
iriam ser aprovadas com os votos favoráveis dos partidos do Governo, da
Iniciativa Liberal e com a abstenção do partido Chega, eis senão que este
último vota ‘contra’ e tudo voltou ao início.
O Chega foi então acusado de ‘dar o dito pelo não dito’, uma
vez que nos bastidores haveria já acordo entre Governo e Chega para que as
alterações fossem viabilizadas.
Também foi acusado, como no dia anterior tinham saído
sondagens que colocavam o PS em primeiro lugar, o Chega em segundo e o PSD em
terceiro, de recuar como táctica eleitoral.
Conviria lembrar que o Chega votou sempre contra os
Orçamentos de Estado apresentados pelos Governos PSD-CDS, os quais foram
aprovados graças ao PS.
Há um ditado popular que diz que ‘quem com ferro mata, com
ferro morre’.
Durante décadas o PCP foi ostracizado com a teoria do ‘arco
da governabilidade’, o qual considerava que apenas CDS, PSD e PS podiam formar
e estar no Governo.
Passadas décadas surge um novo partido, que o establishment considerou de imediato de
‘extrema-direita’. Tempos houve que tal epíteto era ‘colado’ ao CDS! Como tanta
‘coisa’ se repete!
A Esquerda e a Extrema-Esquerda de imediato criaram ‘linhas
vermelhas’ com o fim de que esse partido fosse ostracizado, e, inclusive, feito
tentativas junto do Tribunal Constitucional para que fosse ilegalizado. Quiçá,
‘memórias’ de um tempo, 1974/1975, em que conseguiu que partidos de Direita
fossem proibidos e os seus líderes e militantes presos.
A liderança do PSD seguiu, ingenuamente ou com falta de
memória histórica, esse ditame das ‘linhas vermelhas’, e foi acérrimo opositor
a esse partido e principalmente em relação ao seu líder.
O mesmo aconteceu nas recentes eleições presidenciais,
quando foi mais apoiante do vencedor que o próprio partido de onde este provinha,
sendo de uma enorme agressividade em relação ao candidato que veio a perder a
eleição.
O PSD tem sofrido humilhantes derrotas no Parlamento, fruto
da oposição que o Chega lhe faz, numa de ‘a vingança seve-se a frio’, ficando
quer na aprovação dos Orçamentos de Estado, quer na aprovação de medidas
impopulares, como a PSU, dependente do Partido Socialista.
Mário Casa Nova Martins
quinta-feira, julho 02, 2026
Fraternidade Sacerdotal São Pio X
Comunicado da Casa Geral no término das consagrações episcopais
Comunicado de 1 de Julho de 2026
No dia 1 de Julho de 2026, festa do Preciosíssimo Sangue de
Nosso Senhor Jesus Cristo, no Seminário São Pio X de Écône (Suíça), na presença
do Padre Davide Pagliarani, Superior Geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio
X, e de uma muito numerosa concorrência de padres, religiosos, religiosos e
fiéis, Excelência Mons. Alfonso de Galarreta, assistido por Sua Excelência
Mons. Bernard Fellay, confiou a consagração episcopal a Mons. Pascal Schreiber,
Mons. Michael Goldade, Mons. Michel Poinsinet de Sivry e Mons. Marc Hanappier,
para que sejam bispos auxiliares da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, sem
jurisdição.
A Fraternidade lamenta sinceramente que, devido às
circunstâncias excepcionais, essas consagrações tenham sido conferidas sem a
autorização do Santo Padre. Lamenta muito particularmente que o Superior Geral
da Fraternidade não tenha tido a possibilidade de se encontrar pessoalmente com
Sua Santidade o Papa Leão XIV, para lhe expor filialmente as graves razões que
tornaram necessária esta cerimónia.
No entanto, a profunda alegria que inspiram estas
consagrações episcopais não pode ser ensombrada. Ao garantir os meios
necessários para a preservação da sagrada herança da Tradição, o dom destes
quatro novos bispos constitui verdadeiramente uma graça muito grande para a
própria Fraternidade e para toda a Igreja.
A Fraternidade Sacerdotal São Pio X regozija-se
profundamente com isso e eleva a Deus uma fervorosa acção de graças,
agradecendo especialmente à Santíssima Virgem Maria por ter permitido esta
transmissão da plenitude do sacerdócio, para maior glória de Deus, honra da
Santa Igreja e salvação de as almas.
Écône, 1º de Julho de 2026
quarta-feira, julho 01, 2026
28 de Maio - 1926/2026
Honra para estes duas Obras, diferentes na forma, mas importantes no conteúdo.
Mário Casa Nova Martins
terça-feira, junho 30, 2026
A coragem de um Sacerdote
sábado, junho 27, 2026
sexta-feira, junho 26, 2026
quinta-feira, junho 25, 2026
quarta-feira, junho 24, 2026
segunda-feira, junho 22, 2026
domingo, junho 21, 2026
sábado, junho 20, 2026
sexta-feira, junho 19, 2026
AA - O líder da Direita
O líder da Direita
O jornal on-line Observador
tem por hábito editar ‘em papel’ uma revista comemorativa do seu aniversário. A
última data de Maio passado, é a número onze, e escolheu como tema principal a
Direita em Portugal.
A capa apresenta um magnífico cartoon. Nela pergunta «onde
está o líder da Direita?», e em subtítulos, primeiro afirma que «meio século
depois da revolução, mantém-se “um problema difícil”» e questiona «quem manda
na Direita em Portugal é Montenegro, Ventura ou Passos?».
O cartoon é de Henrique Monteiro, o ensaio de Nuno Gonçalves
Poças intitula-se «A direita democrática: entre a legitimidade, o sebastianismo
e o impasse», o de Rui Ramos «Quem é o líder da direita?», e o de Alberto
Gonçalves «Os lobos têm medo de Pedro». Revista a ler, todo o seu conteúdo,
claro, e guardar.
Para Giuseppe Prezzolini, a Direita é o conjunto das
Direitas, as que lembramos e as que esquecemos. Não há uma Direita, mas sim
várias Direitas. A Direita é composta por múltiplas facetas que evoluíram ao longo
do tempo, desde o conservadorismo tradicional ao liberalismo e nacionalismo. A
Direita é marcada por afinidades, contradições internas e pela herança
histórica de várias correntes políticas, é impossível defini-la através de uma
única etiqueta.
Esta Terceira República foi criada à Esquerda, com uma Constituição
radical, indicando o Socialismo como meta. As sucessivas revisões suavizaram
esse radicalismo, mas nunca deixou de ter um pendor marcadamente esquerdista.
A Direita foi castrada em dois momentos, 28 de Setembro de
1974 e 11 de Março de 1975, e tolerada a partir de 25 de Novembro de 1975. Os
seus principais partidos foram proibidos, ficando apenas, consentido quanto
baste, o CDS, como a direita possível do regime, sem nunca se assumir de
Direita.
Hoje, passados mais de cinquenta e dois anos, a Direita
continua órfã, quer de líder, quer de partido político.
De todos os nomes que os ensaístas do Observador enunciam, nenhum se declara de Direita, os partidos que
lideram ou lideraram não se dizem de Direita, restando o CDS que se define de
centro-direita.
A verdadeira Direita portuguesa não está representada em
nenhum partido com assento parlamentar!
Mário Casa Nova Martins
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