A VOZ PORTALEGRENSE
terça-feira, maio 12, 2026
segunda-feira, maio 11, 2026
AA - Avelino Bento Novelas (Im)prováveis
Novelas (im)prováveis
de Avelino Bento
No próximo sábado dia 16 de Maio pelas 15:30 vai ter lugar
no Auditório da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais, na Praça da
República, a apresentação da última obra de Avelino Bento, professor jubilado daquela
Casa.
A anterior «Trilogias poéticas» segue «Quarent’ (Ena mais
Poemas!)», e agora nesta obra Avelino Bento volta ao conto. Recorde-se a
belíssima série de contos «Os últimos putos neo-realistas», memórias de uma
infância feliz à beira-rio, assim como «A geração que quis ser feliz», retrato-novela
também de memórias mas agora da guerra de África, onde esteve presente.
Mas foi com «No rio… onde começa o mar», que a sua poesia é
pela primeira vez tornada acessível ao grande público, criando aí leitores para
as obras que se seguiram, seja poesia, novela ou conto.
Fora destas temáticas, Avelino Bento publicou em 2003
«Teatro e animação: outros percursos do desenvolvimento sócio-cultural no Alto
Alentejo», obra de uma dimensão transversal e multidisciplinar, primeiro passo
no estudo contextualizado do teatro e animação sócio-cultural com reflexos nas
dinâmicas culturais locais instituídas ou a instituir.
Seguiu-se «O meu blog deu-me o mundo – Antologia de textos
sobre Cultura, Educação, Arte e Animação. Tributos», Instituto Politécnico de
Portalegre, 2010.
O livro que na próxima semana vai ser apresentado
intitula-se «três novelas (im)prováveis» e é constituído por novelas de amor,
«A Balada para Yulipa Azarova», «Paredes - comuns» e «Abusados /Abusadores».
Estas histórias ou estórias que o Autor apresenta em «três
novelas (im) prováveis», onde o amor é peça central, têm uma escrita próxima
dos romances camilianos. Curtos, escorreitos, num português vivo, trazendo
temáticas da vida real, e onde aquela frase-feita “viveram felizes para sempre”
é uma quimera.
Avelino Bento é um homem do mundo. Culto, com uma excelente
livraria, viajado, conhece vários continentes e inúmeros países e suas culturas,
escreve sempre com a preocupação de transmitir o conhecimento, fundamentado em
bases sólidas. Um excelente conversador, é sempre um prazer e uma mais-valia
ouvir e conhecer as suas opiniões, todas elas bem construídas e documentadas.
Mário Casa Nova Martins
sexta-feira, maio 08, 2026
quinta-feira, maio 07, 2026
quarta-feira, maio 06, 2026
terça-feira, maio 05, 2026
segunda-feira, maio 04, 2026
CDS não pode acabar
domingo, maio 03, 2026
sábado, maio 02, 2026
sexta-feira, maio 01, 2026
quinta-feira, abril 30, 2026
quarta-feira, abril 29, 2026
terça-feira, abril 28, 2026
RP - Desabafos - 'Percepções' a quanto obrigas
‘Percepções’ a quanto
obrigas
As tão propagadas ‘percepções’ quanto a insegurança, feitas
pelo governo, e principalmente pelo seu actual ministro da Administração
Interna, esboroam-se cada dia que passa.
A outrora pacata cidade de Portalegre vê a criminalidade
aumentar, pese embora o desmentido das autoridades competentes.
Circula um vídeo muito recente nas redes sociais que mostra
agressões entre vários homens junto ao Palace Hotel na Rua Alexandre Herculano,
conhecida por Rua de Santo André.
Também foi registado um tiroteio, do qual resultou um ferido
grave, no parque de estacionamento do hipermercado Continente.
Dias depois novo tiroteio num bairro problemático.
Tudo no espaço de menos de um mês.
Continua a haver locais onde é perigoso passar a certas
horas, e alguns no centro da cidade.
Mas dirá quem de direito que tudo não passa de ‘percepções’!
Honra a esta casa, a Rádio Portalegre, e também o semanário
Alto Alentejo, que com profissionalismo têm tratado estes assuntos, não
escondendo dos seus ouvintes e leitores a crua realidade portalegrense.
Como num passado recente dissemos, o ‘crime’ em Portalegre é
apenas praticado por cidadãos que não pagaram o parqueamento, embora fora das
zonas em causa se estacione de qualquer maneira e feitio, e aqueles que
infringem as leis do trânsito, como excesso de velocidade, ausência de seguro
do veículo ou falta de inspecção do mesmo. Mas estes ‘crimes’ jamais são
detectados nas «pessoas de bem», que circulam de todas as formas e com toda a
impunidade.
Tudo o mais são ‘percepções’.
Mário Casa Nova Martins
27 de Abril de 2026
Rádio Portalegre
segunda-feira, abril 27, 2026
Conquista(s) d'abril
domingo, abril 26, 2026
sábado, abril 25, 2026
sexta-feira, abril 24, 2026
AA - A Ilha Mundial
A Ilha Mundial
Quem dominar a Europa de Leste (os estados-tampões) domina o
Heartland, quem dominar o Heartland domina a Ilha Global, e quem dominar a Ilha
Global domina o Mundo.
Esta célebre afirmação pertence a Mackinder. Halford John Mackinder
(1861-1947) foi um geógrafo, académico e político inglês, considerado um dos
fundadores da Geopolítica e da Geoestratégia. Em 1904 publicou o artigo «The
Geographical Pivot of History», no qual formulou a Teoria do Heartland, que
desde então influencia a política externa das grandes potências. Foi também
Mackinder que dividia o mundo em Potências Terrestres e Potências Marítimas.
Anos depois, Zbigniew Brzezinski escrevia que «A
independência da Ucrânia modifica a natureza do estado Russo. Sem a Ucrânia, a
Rússia deixa de ser um império na Eurásia.»
Assim se compreende a guerra entre os EUA, através do seu
proxis, a Ucrânia, contra a Rússia. Sem o controlo da Ucrânia a Rússia será
apenas uma potência regional, nunca mundial.
Quanto à guerra entre os EUA e o seu proxis Israel e o Irão,
é uma luta pela hegemonia regional e mundial entre os EUA e a China.
Se o Irão sair da influência Russa e Chinesa, a vitória será
dos EUA, o que seria crucial, atendendo a que na Ucrânia os americanos já a
perderam.
Os EUA ainda são a potência dominante, mas, uma vez que a
Rússia continua ainda debilitada atendendo ao catastrófico fim da URSS, surge a
China como a potência em ascensão.
A luta pelo domínio do Mundo é entre a China e os EUA. A
China é cada vez mais forte no campo económico e militar, enquanto os EUA
caminham perigosamente para um declínio.
Virão tempos nada fáceis principalmente para os Europeus. A
União Europeia foi um projecto inicialmente construído em bases económicas, mas
quando passou a projecto também político, ‘cavou a própria sepultura’.
Mário Casa Nova Martins
quinta-feira, abril 23, 2026
quarta-feira, abril 22, 2026
terça-feira, abril 21, 2026
Judaísmo
Não, não é uma imagem falsa
segunda-feira, abril 20, 2026
RP - Desabafos - Estudos e mais estudos
Estudos e mais
estudos
Diz o ditado popular que depois da tempestade vem a bonança,
e no caso presente, será mais apropriado dizer que depois da euforia vem a
calmaria.
A euforia tem a ver com as notícias, reais, de que gabinetes
de estudos trabalham em projectos tendo em vista a ligação entre Alter do Chão
e Montijo, uma parte do IC13, e também trabalham no projecto de ligação em
perfil de auto-estrada entre a A6 e a A23.
Conviria lembrar que o projecto inicial do IC13 ligava a
fronteira de Marvão ao Montijo. Está construída uma pequena parte entre
Portalegre e Alter do Chão, estuda-se a construção de uma outra parte entre
Alter do Chão e Montijo, mas, até ver, continua sem qualquer estudo ou projecto
a ligação entre Portalegre e a fronteira de Marvão.
Mas, como foi noticiado, e é a realidade, tudo em relação
àquela parte do IC13 em estudo não passa disso mesmo. E no passado já se tinham
feito estudos.
Em relação à ligação da A23 à A6, também no passado já se
tinham feito estudos.
Em suma, quer governos do PS, quer governos do PSD estudam,
mas tudo não passa disso mesmo.
Claro que os ‘crentes’ acreditam que ‘é desta’. Mas os
‘não-crentes’ sorriem, fartos de tantos estudos, tantos projectos, quando na
realidade tudo não passa de vãs promessas políticas, de políticos que cada vez
têm menos credibilidade.
Recorde-se um caso que se passa no concelho de Portalegre.
Ciclicamente políticos governamentais ligados à área da
justiça afirmam que o mais breve possível vão começar as obras no Tribunal de
Portalegre. Os anos passam, PSD e PS alternam no governo, e nada é feito. Mas
os eternos ‘crentes’ continuam a acreditar.
Vá lá perceber-se a natureza humana!
Mário Casa Nova Martins
13 de Abril de 2026
Rádio Portalegre
sexta-feira, abril 17, 2026
AA - Ciclismo em Portalegre
Ciclismo no Concelho
de Portalegre
No passado sábado dia 28 de Março teve lugar a etapa da ‘Volta
ao Alentejo em Bicicleta’ entre Vila Viçosa e Portalegre, mais concretamente daquela
vila alentejana ao cimo da Serra de São Mamede, junto às antenas, o sítio mais
alto da serra a 1024 metros de altitude.
Diga-se em primeiro lugar que o percurso da parte final da
etapa foi criteriosamente escolhido, e a sua ‘dureza’ não era inferior a muitas
etapas de montanha de uma Volta à França, Itália ou Espanha.
A etapa teve honras televisivas, RTP2, e a sua realização
valorizou a prova e a própria etapa.
Em suma, um espectáculo desportivo de grande nível, ao qual
se juntou a promoção de uma região, no caso presente graças à vista aérea da
Serra de São Mamede e o seu Parque Natural, além da própria cidade de
Portalegre.
Mas, dir-se-á que “não há bela sem senão”.
Foi fácil ver na transmissão televisiva o estado em que as
estradas nacionais no distrito de Portalegre por onde passava a caravana
ciclista, e principalmente as estradas municipais do concelho de Portalegre se
encontravam.
Viam-se no piso das nacionais os ‘remendos’ contínuos, e ou
falta de marcação ou a mesma sumida. Nas municipais do concelho de Portalegre,
maioritariamente o piso em péssimo estado e ausência de marcação.
Diga-se que em relação à parte final da etapa, ligação da
‘estrada do Boletim Metereólogo às antenas’, os próprios comentadores da RTP2
referiram o péssimo estado em que se encontrava o piso. E era a parte mais
importante da etapa, a qual veio a decidir não só o seu vencedor, como o da
própria prova.
Quando se ‘pensa’ em IC’s e auto-estradas e se desleixa o
que está próximo, que dizer?
Os amantes do ciclismo ficaram de certeza entusiasmados com
esta etapa. Que no futuro este traçado, ou outro também exigente que é possível
encontrar nas cercanias da Serra de São Mamede, tenha em atenção a qualidade do
piso das estradas no concelho de Portalegre.
Permita-se uma nota final. A primeira Volta a Portugal em
Bicicleta, entre 26 de Abril e 15 de Maio de 1927, teve uma etapa que terminou
em Portalegre, cuja meta foi na hoje Avenida George Robinson.
8.ª etapa, Évora – Portalegre, 122,3 km, vencedor Quirino de
Oliveira (equipa Campo de Ourique), que então detinha a ‘camisa amarela’, mas
que viria a ficar no final em 3.º lugar.
9.ª etapa, Portalegre – Castelo Branco, 106,6 km.
Mário Casa Nova Martins













































