\ A VOZ PORTALEGRENSE

terça-feira, março 26, 2019

Desabafos 2018/2019 - XVII

Será este século XXI religioso, ou não?
Esta pergunta terá razão de ser, face ao continuado número de atentados contra membros de religiões diferentes, nestas quase duas décadas que leva o século XXI.
Deus, dado como morto por Nietzsche e pelo Comunismo ateu, como que “ressuscitou”. As guerras e os atentados em Seu nome pululam como cogumelos.
Todo o terrorismo é condenável. Contudo, no Ocidente, principalmente na Europa decadente na qual se encontra Portugal, onde ‘governa’ a ditadura do pensamento único de esquerda, um terrorismo é condenável, outro é tolerado.
Os atentados, os assassinatos de Cristãos é um acto que encontra sempre justificação pelos dominadores do pensamento único. E pelo mundo fora não há dia em que não morram Cristãos pela sua Fé.
Quando acontece um abominável ataque a uma mesquita, a um islamita, logo em primeiro lugar surge o inefável jesuíta Bergoglio a condenar. Mas a sua mudez face ao Martírio dos Cristãos é ensurdecedora!
A palavra «tolerância» é usada para falar do Islão, e a palavra «intolerância» conjuga-se com Cristianismo.
Hoje em Portugal, a igreja católica é cada vez mais algo semelhante a uma Organização Não Governamental, uma ONG, onde os interesses económicos e financeiros são a razão da sua existência. O espiritual deu lugar ao material.
Corroída por dentro, a igreja católica portuguesa não defende os seus fiéis, deixou de se preocupar com o seu Rebanho. E em paralelo as seitas vão ocupando o seu lugar.
Rádio Portalegre, 25 de Março de 2019

terça-feira, março 12, 2019

O presidente desmascarado!

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Marcelo Rebelo de Sousa “enganou” muita gente, “desiludiu” muita gente em quem nele votou e confiou.
Como provam os meus escritos, em tempo algum apoiei este individuo.
Marcelo Rebelo de Sousa nunca foi um político confiável, um comentador político isento, e é de uma hipocrisia atroz.
Com o passar do tempo, a sua facete histriónica transformou-se numa máscara de um populismo perigoso.
Este vídeo é o começo do desmascaramento da figura de Marcelo Rebelo de Sousa.
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https://www.youtube.com/watch?v=E3PGL93FPOM&feature=youtu.be&fbclid=IwAR2AlBibVTkIdFW5tshrmYzjPGgJSvbV7M9NVMDIaL9tV3INEZtXQKvSfc0

Desabafos 2018/2019 - XVI

Em 11 de Março de 2019, o dia de hoje, poucos recordam o 11 de Março de 1975.
Mas foi um dia importante para esta Terceira República o dia 11 de Março de 1975, também conhecido pelo “golpe spinolista”, e que mais não foi do que uma quartelada entre duas facções das forças armadas portuguesas, habilmente aproveitada pelo PCP e seus satélites, junto com os outros partidos e movimentos de extrema-esquerda para começarem o processo revolucionário, que no fim tinha como objectivo a instauração de um regime marxista-leninista, vulgo comunista.
Só meses depois, em 25 de Novembro de 1975, esta desastrosa aventura, de que ainda hoje há resquícios, teve o seu epílogo, com nova quartelada, da qual saiu vencedora a facção das forças armadas menos radical.
Estes são episódios da História desta Terceira República, esquecidos por alguns, propositadamente esquecidos por outros, e, não há que duvidar, longe da preocupação dos portugueses, que estão mais preocupados com tramas das telenovelas, do futebol, e acima de tudo amantes de circo, seja ele ou tenha ele a forma que tiver.
Com o 11 de Março de 1975, Portugal regrediu na economia com as nacionalizações na banca e nos seguros, regrediu na agricultura com as selvagens ocupações de terras, regrediu na indústria com as selvagens ocupações de fábricas. Nada escapava à sovietização dos bens de produção, nenhum sector da economia escapou à danosa administração socialista.
Compreende-se que, passados quarenta e quatro anos, tudo se faça para esquecer este tenebroso dia 11 de Março de 1975. 
Rádio Portalegre, 11 de Março de 2019

terça-feira, fevereiro 26, 2019

Desabafos 2018/2019 - XV

Não se pode “tomar a nuvem por Juno”, isto é, não se pode interpretar erradamente um sinal ou um acontecimento.
Os padres envolvidos nos casos de abusos sexuais são uma minoria. O pior é a cobertura que lhes dá o resto da hierarquia católica. A protecção dos abusadores vê-se nas penas do Tribunal Eclesiástico.
O grave problema da pedofilia e dos abusos sexuais na igreja católica não é novo, nunca foi novo, apenas estava oculto. De uns anos a esta parte, pelo mundo católico começou a falar-se deste assunto, que cada dia que passa atinge maiores proporções.
Em Portugal havia casos conhecidos, mas, a começar pela comunicação social, eram mantidos quase em segredo de confessionário.
Todavia, também em Portugal se começa a falar, melhor, a denunciar os casos de abusos sexuais cometidos por gente do clero.
Até agora fala-se apenas de casos no masculino, mas sabe-se que também se cometem casos de abusos sexuais no feminino. Contudo, estes últimos ainda continuam no ‘segredo dos deuses’.
O próprio jesuíta Bergoglio diz-se preocupado com estes factos, mas em vez de ser severo na condenação, levando-a sem contemplação ao limite, cria comissões, faz reuniões, cimeiras. E sabe-se como tudo acaba, em nada.
Contudo, toda esta questão envolve uma outra, melhor, duas outras, que são a falta de sacerdotes e o celibato dos padres.
A continuada proibição de ordenamento sacerdotal de mulheres na igreja católica, o forte envelhecimento do clero, tem que levar inexoravelmente a mudanças. Quais? Só o futuro as dirá.
Rádio Portalegre, 25 de Fevereiro de 2019

terça-feira, fevereiro 12, 2019

Desabafos 2018/2019 - XIV

Dezanove países da União Europeia reconheceram Juan Guaidó como Presidente interino da Venezuela e insistiram para que ele convoque eleições presidenciais justas, livres e independentes o mais cedo possível.
De entre estes países encontra-se Portugal.
Que se diga antes do mais que o governo de Portugal é do Partido Socialista. De certeza que se o governo de Portugal fosse do PSD e do CDS, não teria sido tomada esta decisão.
É que CDS e PSD são, como os definiu Jaime Nogueira Pinto em recente ensaio no jornal «Observador», uma direita envergonhada. PSD e CDS têm os votos da direita, votos que usam, mas que desprezam.
Voltando a Jaime Nogueira Pinto, a haver uma verdadeira direita em Portugal ela teria que assentar neste princípios, «defesa da independência nacional frente a europeísmos e iberismos; valores de orientação religiosa e familiar – contestação da imposição da agenda LGBT e de outras pretensões civilizacionalmente transformistas; valores justicialistas – defesa de uma economia de mercado, com mercado livre mas temperada por medidas sociais de equilíbrio, de protecção dos mais débeis e de reequilíbrio da distribuição de riqueza.»
E este enunciado está na tradição da doutrina social da igreja.
Portugal vive um tempo em que o presidente da República é um demagogo, com atitudes circenses. O primeiro-ministro socialista está em campanha eleitoral permanente. Os radicais de esquerda impõem temas fracturantes. Os partidos parlamentares à direita do PS parecem adormecidos. O país galopa no aumento da dívida pública. E parece que nada acontece!
Rádio Portalegre, 11 de Fevereiro de 2019
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terça-feira, janeiro 29, 2019

Desabafos 2018/2019 - XIII

Nos tempos que correm, esta é uma não-notícia: _ Mais de 4.300 cristãos foram mortos em 2018 devido às suas crenças
Se se acrescentar que a Nigéria lidera a lista dos 50 países onde os cristãos são mais perseguidos, pouca diferença faz. Que o número de vítimas subiu 40% face a 2017, que os ataques a igrejas mais do que duplicaram, ainda menos interesse tem a não-notícia.
Poder-se-ia pensar que estes factos, estes dados, teriam origem no Vaticano, mas tal assim não é. O jesuíta Bergoglio tem preocupações sérias, como o apoio à vinda de muçulmanos para a Europa.
É a organização não governamental, ONG, Missão Portas Abertas, quem realizou este trabalho e o divulgou publicamente.
Este é o sexto ano consecutivo em que o número de cristãos perseguidos e mortos aumenta. Mas, mesmo assim, continua a ser uma não-notícia.
Ainda segundo a ONG Missão Portas Abertas, um total de 245 milhões de cristãos, católicos, ortodoxos, protestantes, baptistas, evangélicos, pentecostais, cristãos expatriados, convertidos, são perseguidos, ou seja, um em cada nove cristãos, contra um em doze em 2017. Só num ano, o número de igrejas visadas, fechadas, atacadas, danificadas ou incendiadas, mais que duplicou, passando de 793 para 1.847. O número de cristãos detidos aumentou de 1.905 para 3.150 no mesmo período.
Hoje na Europa ser-se cristão é motivo de desprezo, modelo de incultura, forma de obscurantismo.
Pelo mundo o Cristianismo é perseguido. Enquanto isso, a Cidade dos Papas é cada vez mais a cidadela do Diabo.
Rádio Portalegre, 28 de Janeiro de 2019

quarta-feira, janeiro 16, 2019

Desabafos 2018/2019 - XII

O ano de 2019 irá ser até às eleições legislativas de Outubro um fartar de promessas aos portugueses por parte da classe política, com o fim último e único de ganhar o seu voto. Depois, no dia seguinte, a crua realidade fará o seu caminho. O ontem das promessas, maioritariamente irrealistas, dá lugar ao amanhã da apagada e vil tristeza que é, no fundo, o dia-a-dia da grande maioria dos portugueses.
Se não fosse o populismo, as chamadas ‘marcelices’ do circense presidente da República, o que restaria de consolo para o povo que o vê como personagem principal de um reality show, ou da versão mais popularucha de uma telenovela mexicana.
Até Outubro muita água irá correr por debaixo das pontes, mas uma coisa é certa, a extrema-esquerda irá subir em votos e mandatos, a direita não conseguirá maioria, longe disso, pelo que tudo vai ficar como está, mais radicalismo, mais causas fracturantes, mais estado, menos liberdade individual, acentuação da ditadura do politicamente correcto.
Mas será que há verdadeira direita em Portugal? Um regime fruto de uma revolução à esquerda, não consegue construir uma verdadeira alternativa à direita e de direita, papel que caberia no campo nacionalista ao PNR e na área social-cristã e liberal ao CDS.
Portugal tem estado sempre contraciclo desde 1974. Enquanto a Europa rompe com o totalitarismo comunista, em Portugal o leninismo, o trotskismo e o estalinismo, além de ocuparem a universidade são moda e colhem o apoio da comunicação social, a começar por aquela que envergonhada e muito a custo se diz, em voz muito baixa, de direita. Salva-se, honrosamente, o semanário O Diabo.
2019 vai ser um ano, mais um, perdido para Portugal e para os portugueses.
Rádio Portalegre, 14 de Janeiro de 2019

terça-feira, janeiro 08, 2019

Desabafos 2018/2019 - XI

O ano de 2018, que agora finda, pode ser dividido em duas partes. A primeira vai do início do ano até à aprovação do orçamento de estado para 2019. A segunda, de então até este final do ano.
Na primeira parte, o governo e os radicais que o suportam caminhavam lado a lado, nas promessas de tudo e mais alguma coisa ao povo, que tudo e em tudo acredita. Na última é o «desmanchar» da feira de promessas, e o começo de um conjunto de greves que irá prolongar-se pelo ano de 2019, até às eleições legislativas, tendo pelo meio as eleições europeias.
Que importa a economia nacional, se o importante é o voto popular nas urnas.
Hoje já não se fala no porto de mar de Setúbal, e muito menos na empresa alemã Autoeuropa. Bastou uma «simpática» ameaça vinda da sede da empresa, para tudo se resolver em minutos! E ninguém mais falou no assunto.
Este caso é uma derrota não para os sindicatos, mas sim para o governo que através dos ministérios ligados à área do conflito, não tiveram engenho e muito menos arte para, de acordo com as leis do país, resolver o conflito.
E também sai derrotado o presidente da República, que mostrou mais uma vez que é de uma vacuidade total, populista a roçar o irresponsável, que em tudo se mete, e que sai sempre, como diz o povo, «antes da barraca arder».
O ano de 2018 é o ano de todas as promessas, realistas, irrealista e utópicas do governo. E, voltando à sabedoria do povo, «quem vier a seguir, que feche a porta».

sexta-feira, dezembro 28, 2018

Desabafos 2018/2029 - X

Em Portugal hoje em dia faz-se a chamada «política de terra queimada». Aprovado que foi o Orçamento de Estado para 2019, os partidos da esquerda radical, PCP e BE, começaram uma brutal onda de greves, convocadas pela central sindical que controlam, a CGTP.
Verdadeiras lutas de trabalhadores na defesa dos seus direitos ou na conquista de mais regalias económicas e sociais, são marginalizadas em nome de uma grande estratégia eleitoralista, tendo em vista as eleições legislativas do outono de 2019.
Para a extrema-esquerda, BE e PCP, não interessa a economia nacional, o que lhe interessa é a, leninista para o PCP e trotskista para o BE, conquista do poder. Desta forma galopam na destruição do tecido produtivo português com continuadas greves que não servem e muito menos defendem os trabalhadores, greves que apenas visam destruir a economia e a curto prazo levar empresas à falência e a despedimentos.
Quanto pior estiver a situação económica do país, melhor para estes radicais, para quem o sentido de Estado nada, de nada significa.
Nos últimos três anos o próprio Estado, através dos órgãos de soberania, Presidência da República, Assembleia da República e Governo, fez sua a agenda radical do PCP e do BE.
As causas mais fracturantes da sociedade, foram bandeira da extrema-esquerda, e tiveram o apoio do presidente da República, do primeiro-ministro e seu governo, e da maioria da Assembleia da República.
Ao mesmo tempo foi esquecido o brutal aumento dos impostos indirectos, dos bens de primeira necessidade, criadas novas taxas e aumentadas as outras. Em suma, os Portugueses sentiram a diminuição do seu poder de compra.
Contudo, a larguíssima maioria dos portugueses não está minimamente preocupada com o ‘dia seguinte’, com o futuro. Os hábitos de poupança deram lugar aos hábitos de consumo. E que interessa que o endividamento das famílias cresça, se também o Estado continua a aumentar a sua dívida pública!

segunda-feira, dezembro 10, 2018

Desabafos 2018/2019 - IX

Em 19 de Maio passado foi apresentado o livro «A Estrada do Meu Outono» de João da Graça Silva.
No passado 14 de Novembro, foi apresentado o livro «Monumento aos Mortos da Grande Guerra» de Aurélio Bentes Bravo.
Ambos tiveram sessão pública de apresentação no auditório Guy Fino, no Museu da Tapeçaria.
Ambos foram editados e pagos pela Câmara Municipal de Portalegre.
Ambos não se encontram nem à venda, nem à disposição dos Munícipes, que indirectamente com o dinheiro dos seus impostos custearam a edição destas duas obras.
Para se ter os ditos livros, tem que se pedir, por escrito, via carta ou mail, à Presidente da Câmara.
É que os livros, pagos com o dinheiro dos impostos dos Munícipes, são da exclusiva “propriedade” da Presidente da Câmara, pertencentes à sua ‘lista pessoal de ofertas’!
Para o Portalegrense, e não só, que tenha interesse nestas duas obras, ou apenas numa delas, tem que ‘mendigar’ à Presidente da Câmara que as ou a ofereça!
E se Sua Senhoria achar que o ‘pedinte’ não tem ‘nível’ para tamanho ‘pedido’, e tal será sempre arbitrário, o dito fica sem as ou a obra.
Apenas luminárias da Presidente da Câmara, também amigas e amigos, descarados borlistas, têm acesso aos livros que a CMP edita.
Quem tiver interesse cultural e histórico nos livros que a CMP editou, a expensas dos Munícipes, têm que pedinchar à excelsa Presidente da Câmara que se digne ofertar os ditos livros.
Qual a alternativa? Estarem à venda no Posto de Turismo. É que nem todos estão à espera de 'borlas', e muito menos sujeitos à 'caridade' da Senhora.
Assim vai a Cultura em Portalegre, Cidade e Concelho.
Com os dinheiros do Município, são editados livros que depois passam para “propriedade privada” da Presidente da Câmara. Isto é utilizar dinheiros públicos em proveito próprio. E tal é uma forma de corrupção.
DESABAFOS
Rádio Portalegre, 3 de Dezembro de 2018

quarta-feira, novembro 28, 2018

Desabafos 2018/2019 - VIII

O futebol foi fundado em Inglaterra. Em 1848, a Cambridge University Association Football Club elaborou as regras do jogo, enfatizando a destreza acima da força, proibindo o agarrar a bola e a entrada dura, tendo essas mesma regras sido adoptadas pela Football Association em 1863, criando o futebol que hoje se pratica.
Nos primórdios era um jogo de cavalheiros. Hoje em dia o futebol deixou de ser um desporto para ser um negócio.
No tempo presente, o futebol, a alto nível, movimenta milhões de adeptos e milhões em dinheiro. Há muito que a pequena corrupção no futebol, corrupção entre clubes, jogadores, árbitros, deu lugar à grande corrupção. Os interesses económicos substituíram os interesses desportivos.
No caso português, os chamados pequenos clubes, de vila, cidade, província, região, estão em vias de desapareceram, dados os custos que uma equipa de futebol exige. Mas não só. O desinteresse por esses clubes, é proporcional ao entusiasmo pelos chamados clubes grandes. Hoje, e cada vez mais no futuro, apenas têm hipóteses os tais grandes clubes, transformados em empresas.
Hoje o futebol é jogado nas chamadas «quatro linhas», e sobretudo nos bastidores.
Em Portugal há presentemente uma guerra económica entre os três principais clubes, dois contra um. No final, não haverá ‘vencedor’ claro.
E enquanto essa guerra económica se desenrola, sinais visíveis de corrupção a vários níveis envergonham o desporto português. Violência física e psíquica contra árbitros e jogadores, adulteração de resultados por força de apostas desportivas, práticas económico-financeiras fraudulentas, tudo serve para ganhar dinheiro à custa do futebol. O futebol, hoje, resume-se a dinheiro, tudo pelo dinheiro.
A verdade desportiva é uma falácia.
Rádio Portalegre, 19 de Novembro de 2018

domingo, novembro 25, 2018

25 DE NOVEMBRO, SEMPRE!

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25 DE NOVEMBRO SEMPRE!
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«Em Beja, na Praça de Touros, todos os discursos foram a falar para cima [por causa] das pedras que eram atiradas de fora. E teve que ser a GNR a cavalo a proteger o dr. Sá Carneiro, para ele chegar a um helicóptero. Foi terrível: um militante nosso, que era notário, levou com uma pancada na cabeça e nunca mais foi gente.
(…)
Eu tinha o carro um bocadinho longe porque os de Beja tinham-nos dito: «Eles vão escavacar os carros». Eu ia a guiar um Renault do dr. Sá Carneiro, com mais três pessoas a bordo. E ainda me lembro do barulho que faz uma corrente de bicicleta a zurzir a correrem atrás de nós e o GNR a dizer “Corram, corram, corram!” E eu vejo à minha frente um sinal de proibição e disse: “É sentido proibido.” Ele até disse um palavrão “… pró sentido proibido” e mandou-me avançar assim com toda a força.
Conceição Monteiro
Revista Sábado, 29 de Novembro de 207, página 54
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Hoje em Portugal, ao que se chama Direita, CDS e PSD, sofre de uma amnésia total quanto à História recente de Portugal.
O então PPD e o CDS foram os partidos, e as suas gentes, que mais sofreu com o PREC, período de trevas que culminou com o denominado 25 de Novembro de 1975.
Mas os actuais dirigentes daqueles dois partidos ‘direitinhas’ parece que nunca souberam o que os então dirigentes, militantes e simpatizantes passaram para que estes, os actuais, possam verborreirar, perorar sobre o fútil, sobre os interesses de grupo ou grupos de interesses que representam, e esquecem a História dos respectivos partidos.
Daí ser importante recordar este testemunho de Conceição Monteiro. E se o PPD/PSD era assim “tratado” no Alentejo, o CDS nem ou mal se atrevia a aparecer!
O CDS tem uma liderança fraca. O resultado eleitoral em Lisboa deu força à líder, mas com o tempo, sem linha de rumo, a liderança esfuma-se. A entrevista dada ao jornal esquerdista 'Público' e à tudo menos católica Rádio Renascença em que fala sobre as eleições brasileiras, mostra a pequenez cívica da entrevistada (1). Tudo dito.
O PSD está em clivagem interna, com um líder que não tem carisma nem liderança. Cada dia que passa, o PSD fragmenta-se. Com ‘barões’ e ‘baronetes’ engalfinhados, com a viragem ideológica à Esquerda do líder, o futuro não se avizinha risonho.
E as bases, quer do PSD, quer do CDS, cada vez se revêem menos nas respectivas lideranças, como se comprova pelas sondagens mais recentes.
Quanto ao PS, será que o partido lembra o papel de Mário Soares no 25 de Novembro de 1975? Pelo menos na Assembleia Municipal de Portalegre, não.
E que dizer dos ‘Sá Carneiristas´ de Portalegre que “abominam” o 25 de Novembro de 1975?
São os tempos que são.

sexta-feira, novembro 09, 2018

Mosteiro de São Bernardo

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Desabafos 2018/2019 - V

No final de Outubro passado, a concelhia do CDS de Portalegre, liderada por Nuno Moniz, emitiu um comunicado sobre o primeiro ano de mandato da actual presidência e vereação da Câmara Municipal de Portalegre.
Jornalisticamente foi tratado e apresentado no semanário Alto Alentejo, e aqui na Rádio Portalegre, e difundido na íntegra nas redes sociais.
Considera o CDS do concelho de Portalegre que foi “um ano perdido” aquele que o concelho viveu, fruto da imobilidade autárquica que flagela o viver das gentes.
Taxas e mais taxas no seu valor máximo, incapacidade de atrair investimento, público ou privado. Protagonismos, egos, mediocridade, assombram o antigo colégio dos jesuítas.
O concelho de Portalegre definha em gentes e em ideias. Não há renovação de gerações, a idade média dos portalegrenses é cada vez mais alta. Tirando a crítica sórdida, nada de construtivo é apresentado como solução para os problemas do concelho.
A cidade perdeu vivências. Se tem vida cultural, desportiva e cívica, ela não é da responsabilidade da autarquia, são privados que a promovem, sem apoios institucionais. O quase-nada que a autarquia faz nestas áreas, é de uma pequenez a todos os níveis.
Há um slogan que diz, “Portalegre merece mais!”. Curiosamente, a primeira vez que tal apareceu escrito foi na capa do primeiro número da «Plátano – Revista de Arte e Crítica de Portalegre», justificação então depois desenvolvida no seu editorial. A partir de então é ciclicamente glosado.
Mas, será que Portalegre e concelho, “merecem mais”? O soberano eleitor portalegrense em 1 de Outubro de 2017 expressou a sua opinião nas urnas. Agora é, como diz o povo, um republicaníssimo, “gramar e não refilar”!

terça-feira, outubro 23, 2018

Desabafos 2018/2019 - IV

“O mundo está mudado, sinto-o nas águas, sinto-o na terra, cheiro-o no ar. Muito do que outrora existia está perdido, pois já ninguém vive entre quem podia recordar.”
É com estas palavras que começa o primeiro filme da trilogia «O Senhor dos Anéis» do realizar Peter Jackson.
Em «O Senhor dos Anéis», obra magistral de J.R.R. Tolkien, a luta entre o Bem e o Mal é permanente. No final o Mal é derrotado, e é possível aos Homens tomarem conta do seu Destino.
Hoje os tempos não são muito diferentes dos retratados naquele épico. O Mal tomou conta dos Homens, e o seu principal campo de batalha é a Europa.
Uma sociedade, a europeia, em que o bem-estar material atingiu níveis nunca vistos, tornou-se hedonista. Incapaz de lutar pelo Bem, é campo para todas as distopias, seja na religião, na política, na economia, e principalmente nos costumes.
A Europa é um circo de aberrações. A Europa tornou-se incapaz de reagir à ocupação fundamentalista de novos usos, costumes e crenças. A Europa discute o “sexo dos anjos”, enquanto tem às suas portas hordas de bárbaros. Novos Hunos cercam-na. Átila tomou a forma de Mafoma.
Mas há uma certa Europa que resiste à ocupação, à decadência, à destruição da milenar herança greco-romana-cristã. A Europa de Leste é hoje a barreira às investidas dos radicalismos, extremismos e fundamentalismos que emanam da União Europeia.
É da Europa de Leste que partirá a Reconquista, a Nova Reconquista.
O Mundo está a mudar, os EUA, a Rússia, a Polónia, a República Checa, a Eslováquia, a Hungria, a Itália. Em breve o Brasil. Também, cada dia que passa a Alemanha liberta-se.
Ainda há Esperança para os Europeus.
Rádio Portalegre, 22 de Outubro de 2018

sexta-feira, outubro 12, 2018

Convento de Santo Agostinho de Portalegre

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quarta-feira, outubro 10, 2018

Desabafos 2018/2019 - III

Nas suas cento e oitenta primaveras, quantas gerações de Portalegrenses se abrigaram sob os seus frondosos ramos, do calor, do frio, da chuva, do sol e também da lua, das estrelas. Ouviu conversas, presenciou amores e desamores. Que estórias terá o Plátano para contar! Quantos mercados e feiras aconteceram sob a sua protecção. Sendo a Ágora da Cidade, quanta História guarda na sua Memória.
Hoje, no Outono de 2018, passados que foram 180 que foi plantado, o Plátano caminha para o seu próprio Outono. Sim, o Plátano está doente.
Neste Verão de 2018 já não deu a mesma sombra. É fácil ver como se encontram as suas pernadas, as suas folhas. O Sol que antes não entrava por entre a folhagem, este ano já assim não aconteceu.
Não foi de um dia para o outro que o Plátano adoeceu. Terá quanto muito havido algum desconhecimento da gravidade da situação, e o tratamento que na Primavera deste ano a que foi sujeito, continua sem os desenvolvimentos esperados e desejados.
Salta à vista o estado em que se encontra o Plátano, que é  a mais antiga árvore classificada de interesse público portuguesa, registada em 28 de Agosto de 1938.
É difícil para qualquer Portalegrense imaginar o Rossio sem o belo e frondoso Plátano. Todavia, a crua realidade alerta para que no futuro a imagem do Rossio se altere.
Mas que se lembre que as árvores morrem de pé!
Rádio Portalegre, 8 de Outubro de 2018
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terça-feira, setembro 25, 2018

Desabafos 201872019 - II

Clube Desportivo Portalegrense, Ginásio Andebol Portalegre, Sport Clube Estrela, por ordem alfabética, são três agremiações desportivas do concelho de Portalegre, sediadas na cidade, que desempenham alto valor social na comunidade.
Outras colectividades existem no concelho com prática desportiva, mas estas três ocupam o lugar cimeiro, quer na representação do concelho, que, principal e fundamentalmente, no número de praticantes das modalidades de andebol e de futebol, que ultrapassa o meio milhar, número altamente significativo para o universo do concelho de Portalegre.
Contudo, estas três colectividades passam por problemas financeiros, tendo, mesmo não há muito tempo, o Ginásio Andebol Portalegre de vender uma das duas carrinhas de transporte de atletas para honrar compromissos financeiros.
Não tendo o concelho de Portalegre comércio e indústria que apoie as colectividades, dada a sua pequenez e fragilidade económica e financeira, com uma autarquia que ao invés de apoiar condignamente as suas colectividades mais representativa na área do desporto, prefere gastar milhares de euros numa chegada de etapa da Volta a Portugal em bicicleta, modalidade, o ciclismo, não representada no concelho, e que em termos económicos ou outros em nada acrescenta em termos de mais-valias ao concelho.
Mais de 500 jovens movimentam em conjunto o Sport Clube Estrela, o Ginásio Andebol Portalegre e o Clube Desportivo Portalegrense. Os apoios que têm chegam dos pais dos atletas e da quotização. O que é manifestamente pouco.
Uma pergunta fica, se estes três clubes que trabalham com todos aqueles jovens deixam de poder desenvolver esse trabalho na área do desporto, o que farão esses mesmos jovens nos seus tempos livres?
Rádio Portalegre, 24 de Setembro de 2018

Centenário de Franco Nogueira

NO CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DE FRANCO NOGUEIRA
Celebra-se o Centenário do Embaixador Franco Nogueira. [Alberto Marciano Gorjão Franco Nogueira, 17 de Setembro de 1918, Vila Franca de Xira, 14 de Março de 1993, Lisboa].
Figura ímpar da segunda metade do século XX português, foi Gente d’Algo que sempre por si pensou.
Muito se tem dito e escrito sobre Alberto Franco Nogueira.
Sempre fui seu leitor. Tenho todas as suas obras. Um dia tive o privilégio, e a honra, de me cruzar com o Embaixador Franco Nogueira.
Fora anunciada a saída do sexto e último volume da biografia de Salazar, pela Livraria Civilização Editora.
Tínhamos um grupo, fundado quando estudantes da Universidade de Coimbra, chamado "Mensagem", e que se manteve para além desse tempo estudantil, com objectivos culturais e que já tinha organizado conferências.
Em Lisboa e Porto havia o lançamento público do livro. Nada estando previsto para Coimbra, foi decidido tentar fazer a apresentação nesta cidade.
Para tal fui mandatado para contactar com a Livraria Civilização Editora, a qual respondeu colocando-me em contacto com o Embaixador Franco Nogueira.
Trocada correspondência, fui a Lisboa, ao Círculo Eça de Queiroz, conhecer pessoalmente o Senhor Embaixador e também finalizar os pormenores da ida a Coimbra.
Tempo depois, chegava o Embaixador Alberto Franco Nogueira e Mulher, acompanhados pelo proprietário da Civilização, a Coimbra e recebemo-lo junto à Porta Férrea. Seguiu-se um jantar num restaurante no Pátio da Inquisição, e a apresentação do livro e conferência no Anfiteatro V da Faculdade de Letras, repleto, e onde me coube fazer a apresentação do Embaixador Franco Nogueira.
Ao jantar fiquei ao lado do Embaixador Franco Nogueira, e no diálogo que encetámos disse que no futuro seria recordado como o biógrafo de Salazar, mas para mim a sua, até então, obra mais importante era «As Crises e os Homens».
Passados estes anos, de 1985 a hoje, é a primeira vez que, de forma sucinta, falo do meu conhecimento com o Embaixador Franco Nogueira. Desse tempo guardo a documentação que então foi gerada.
No tempo do seu Centenário, é com orgulho que trago à luz deste tempo esta Memória.
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terça-feira, setembro 11, 2018

Desabafos 208/2019 - I

Nestes tempos de um verão que teimava em chegar e que depois chegou forte, dois casos como que incomodaram o calmo viver de um concelho adormecido no tempo, concelho esse que é o concelho de Portalegre.
Portalegre foi notícia na segunda metade de Agosto num canal televisivo e numa revista, ambos de implantação nacional.
A CMTV veio até Portalegre em ajuda de uns Portalegrenses que viviam quase há um ano com uma situação grave de saúde pública. E foi preciso vir a CMTV a Portalegre cidade para o problema, em menos de três dias!, ficar resolvido pelas entidades competentes..
A revista «Sábado»* fez um trabalho de investigação jornalístico no qual se dava conta do incumprimento de um conjunto de autarcas do concelho de Portalegre em relação à entrega de documentos, declarações de rendimentos, ao Tribunal Constitucional, facto agravado por ser prática continuada dos e pelos mesmos.
Mais grave do que o sucedido com a ausência da entrega dos referidos documentos, foi o rol de mentiras que aconteceram em Assembleias Municipais. Embora de grave nada seja, apenas um continuar de mentiras, que foram em 1 de Outubro de 2017 a votos e que, para gáudio de uns poucos mas para desgraça do concelho de Portalegre e do seu futuro, valeram a vitória eleitoral.
Contudo, em Portalegre que nada acontece, estes dois casos não indignaram os “bem-pensantes”, as “consciências” do burgo, e, porventura muito menos ainda os seus excelsos “umbigos”. Vá lá perceber-se porquê!
Rádio Portalegre, 10/09/2018
*«Sábado», N.º747, pgs 52 e 53

terça-feira, maio 22, 2018

Desabafos 2017/2018 - XVII

Ai dos vencidos! Dizia-se na Roma Antiga, que do Capitólio à Rocha Tarpeia ia um passo, frase que se utilizava quando um político caia em desgraça perante a opinião pública.
A Rocha Tarpeia era o local onde tinham lugar as execuções, sendo as vítimas lançadas desta rocha para a morte.
É ténue a linha que vai do estado de graça ao estado de “desgraça”. Que o diga o ex-primeiro ministro José Sócrates Pinto de Sousa.
Os políticos que ontem negavam as evidências são os mesmos que hoje atiram as pedras.
O mesmo se pode dizer da mediática amante, que se banqueteou à grande e à francesa, e agora cospe no prato onde comeu.
A seu lado, resta a Mãe dos seus Filhos.
Há muito que a opinião pública condenara Sócrates. A classe política não-alinhada com o partido de Sócrates também o condenara. Era triste o espectáculo, face às evidências, dos apoiantes políticos de Sócrates, a quererem justificar o injustificável.
Hoje é fácil atirar pedras a Sócrates. Mas Sócrates merece o calvário por que passa, ele cavou a própria sepultura.
Mas será que Sócrates, o político, está sozinho no processo de corrupção? Será o único político envolvido? Só o tempo dirá quais os braços ocultos.
Até se chegar a José Sócrates, longo e sombrio caminho se percorreu dentro do partido que se confunde com o regime da Terceira República. Tal como foi a vida do Partido Democrático na Primeira República.
Como a História se repete!
Menos sorte teve José Sócrates do que os pedófilos do Processo da Casa Pia. Os pedófilos foram recebidos e levados em ombros. Sócrates, mais do que ostracizado, sofreu a traição dos seus pares.
Rádio Portalegre, 21 de Maio de 2018

terça-feira, maio 08, 2018

Desabafos 2017/2018 - XVI

Os escândalos sucedem-se no Palácio de São Bento, onde está o Parlamento português. Não havia necessidade.
Por um punhado de euros, presidentes de partidos políticos, secretários-gerais de partidos políticos, deputados, gente que se julgava que estava acima de qualquer suspeita, afinal não passam de meros oportunistas, para quem o ser-se político, ser-se deputado da nação, é somente uma forma de usar o cargo em benefício, em proveito próprio, e, claro, familiar.
Num país com cultura cívica, com valores democráticos, estas situações tornadas públicas só tinham um desfecho, um final, que era a imediata demissão dos cargos que ocupavam.
Contudo, em Portugal há um ditado popular que diz que «a culpa morreu solteira», significando que o pequeno delito, a pequena criminalidade quando praticada por quem tem poder na sociedade, seja a forma de poder que for, fica sempre impune.
A impunidade daqueles políticos, que por um punhado de euros têm a sua carreira política suja, é uma evidência. Tornados públicos estes casos de pequena corrupção, os visados dizem-se inocentes, escudam-se em argumentos baseados em leis que eles próprios fizeram e aprovaram, para se justificarem perante a sociedade.
Uma sociedade assim é uma sociedade doente, uma sociedade putrefacta, sem futuro, e que arrasta o país para o opróbrio.
Mas esses políticos há muito que perderam o sentido do servir a causa pública, e nada se importam com o que a sociedade deles pensa, o importante é continuar a ocupar os cargos para deles obterem o maior proveito para si e família. Tudo por um punhado de euros!
Rádio Portalegre, 7 de Maio de 2018

terça-feira, abril 24, 2018

Desabafos 2017/2018 - XV

A César o que é de César. A César não basta ser, tem que também parecer.
Contudo, o César não é nem parece. Mas a impunidade de César é de César, uma impunidade a roçar a inimputabilidade, aquela que nos tempos presentes é outorgada aos “pais da nação”, de uma Nação que já o foi e que hoje é uma farsa. Longe o tempo em que Valores, Princípios, Moral e Ética eram os baluartes da Nação.
Neste «Portugal dos pequeninos», César é um “grande”, um “pai”, um “padrinho”, um que tudo controla, que tudo dá e que tudo recebe, sem princípios, mas com valores, valores materiais, indevidos, que para a moral e a ética de César são devidos.
É esta a república de César, não imperial, mas material, a quem tudo é devido, no campo material, ele que se autointitula “pai da pátria”, da sua “pátria de interesses”, materiais.
A impunidade face a “pequenos delitos” é o caminho para os “grandes delitos”, que para César, “pequenos” ou “grandes”, ficarão sempre impunes, dada a inimputabilidade dos “pais da pátria”. Segundo ele, César.
Que são, que significam Pátria e Nação para César, ele que na sua condição imperial há muito que está acima de qualquer conceito Moral ou Ético? Pequenos nadas, dir-se-á, no seu grande império material.
Será a natureza humana serva do “vil metal”?
Um dia, alguém dizia que «somos todos Charlie». Mas não éramos.
Hoje, será que «somos todos César»? Com certeza que não!
E amanhã, «somos todos Açorianos»? Há mais vida para além do dinheiro.
Rádio Portalegre, 23 de Abril de 2018
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Ver:
https://observador.pt/videos/programa-comentarios/deputados-que-nao-se-respeitam-nem-se-fazem-respeitar/

terça-feira, abril 17, 2018

JNP - A Direita e as Direitas

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Está prevista para o próximo dia 27 de Abril a saída de «A Direita e as Direitas – Como surgiu e como evoluiu a direita europeia: das origens à actualidade», de Jaime Nogueira Pinto.
Em Março de 1996 saiu «A Direita e as Direitas», e segundo o Autor, esta nova edição surge com uma actualização temporal.
Se a, poder-se-á chamar, primeira edição foi de grande importância para a temática em causa, dada a inexistência de uma Obra deste género em Portugal, escrita por um português, esta dita reedição vem em tempo certo, dado a anterior se encontrar há anos esgotada, e dada a oportunidade e actualidade do tema.
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terça-feira, abril 10, 2018

Desabafos 207/2018 - XIV


O primeiro-ministro de Portugal, vestido a rigor, roçadeira na mão, veio no passado 24 de Março à Serra de São Mamede, em pré-campanha eleitoral para as legislativas de 2019, segundo rezam as crónicas, «limpar a floresta».
É assim, hoje, a política, a política-espectáculo, sem Princípios ou Valores, cultivando apenas a arte circense.
Durante 6 minutos e 47 segundos, com pouca arte segundo as crónicas, o espectáculo, com honras televisivas e outras, teve o impacto desejado junto do povo ordeiro.
Sensibilização, apregoou-se, e muito bem, principalmente numa Serra, num Parque Natural, com o nome Parque Natural da Serra de São Mamede, onde a limpeza que ali é feita, faz com que há anos não haja no Parque incêndios de monta. Felizmente!
O povo do concelho de Portalegre saiu à rua para ir ver o primeiro-ministro. E pela comunicação social local ficou a saber-se que estava e ficou feliz com a visita.
Também não é de estranhar, gente dócil, para quem tudo está bem, que tudo começa e acaba bem, ver o primeiro-ministro enche-lhes o coração e a alma de felicidade.
Para quê questionar o primeiro-ministro sobre os problemas do concelho de Portalegre?
O concelho de Portalegre vê o IC 13 inacabado, o IP 2 jamais terá perfil de autoestrada, o comboio nunca será alternativa ao automóvel, a Barragem do Pisão não passa de miragem, os Serviços há muito que estão em Évora, a Saúde está um caos, as valências do Hospital José Maria Grande cada vez são menos, o investimento público é nulo. A própria autarquia, verdadeiro “albergue espanhol”, está ingovernável.
Em suma, Portalegre, cidade e concelho, foi à Serra de São Mamede ver o primeiro-ministro, e de lá veio com os pulmões cheios de ar puro.
Bem-aventurada seja!
Rádio Portalegre, 9 de Abril de 2028

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