\ A VOZ PORTALEGRENSE

quarta-feira, novembro 23, 2016

In Memoriam - Carlos Garcia de Castro

*
In Memoriam Carlos Garcia de Castro

“O homem cria-se criando. Quando cria, não só deixa factos para a história. Edifica o seu interior, irreversível e pessoal.”
in, Loja, Contra-loja e Armazém, pg. 231

Carlos Garcia de Castro nasceu em Portalegre a 12 de Novembro de 1934 e vem a falecer na sua cidade natal na madrugada de 13 de Novembro de 2016, no dia seguinte a completar 82 anos de uma vida plena, como Homem, Cidadão, Professor, Poeta, Romancista e Ensaísta.
Frequentou o ensino primário na escola pública, o liceal no Liceu Nacional de Portalegre, e licenciou-se em Ciências Históricas e Filosóficas pela Universidade de Letras de Lisboa. Lecionou diferentes graus de ensino em diferentes escolas. A Portalegre regressou para aqui se fixar definitivamente, e nesta cidade produzir a maior parte da sua obra literária.
Carlos Garcia de Castro é das figuras mais notáveis da sua geração portalegrense, e de Portalegre Cidade, que cantou como poucos, ele o «Poeta da Cidade Branca» que tanto amou a ponto de nela viver, e com ela viver momentos de alegria e de tristeza. Nela amou como só um homem e um homem-poeta o sabe. Glorificou a Mulher e fez de Sua Mulher musa de poesias sublimes, de parágrafos de beleza inigualável.
A sua vida foi cheia de acontecimentos comuns aos comuns mortais, mas que ele soube transformar em momentos de criação literária, sendo notável prosador e poeta de um tempo que soube acompanhar e viver em plenitude.
O contributo para a Cultura em Portalegre é forte, a marca que deixou nos seus Alunos forte foi, cultivou a Amizade como só gente d’algo o sabe. Carácter firme, nunca vergou aos ditames da mediocridade, que sempre combateu. Um Homem que soube interpretar o espírito do tempo.
Carlos Garcia de Castro foi um extraordinário contador de histórias e de estórias. Além de enriquecedora, a sua palavra cativava, fazia rir, emocionar, e sobretudo obrigava a pensar. Era uma Pessoa culta que importava ouvir.
Colaborou nos jornais e revistas do seu tempo, jornais e revistas locais, regionais e nacionais. A lista é longa, muito longa, mesmo.
Que pena não ter podido ouvir «Os Sinos de São Lourenço», quando fisicamente se despediu de nós, pobres mortais, ele que com a sua Obra será um Imortal das Letras.
Mário Casa Nova Martins

Obra publicada
_ Cio (1955)
_ Terceiro Verso do Tempo (1963)
_ Portus Alacer (1987)
_ Os Lagóias e os Estrangeiros (1992)
_ Rato do Campo (1998)
_ Fora de Portas (2007)
_ Gloria Victis (2007)
_ Texto literário de “EntrAbertas”, de Raul Ladeira (2005)
_ Texto literário de “O Dia do Outro Lado”, de Raul Ladeira (2011)
_ Loja, Contra-loja e Armazém (2011)
*
*

Donald Trump - Uma Nova América

*
Uma Nova América
Donald John Trump ganhou as eleições para a Casa Branca, o Partido Republicano ganhou o Senado, a Câmara dos Representantes, a maioria dos parlamentos estaduais e dos governadores. A Revolução Silenciosa dá os seus frutos.
Em Portugal as notícias sobre as eleições presidenciais americanas eram deturpadas pelos principais órgão de informação, à Esquerda como seria expectável, e à Direita por complexos abrilinos, levando a que os leitores menos atentos ao fenómeno político americano, sentissem surpresa na vitória, clara e inequívoca, de Donald Trump.
O Partido Republicano conseguiu o pleno! E este facto relevantíssimo é descurado. Não foi só Donald Trump que ganhou, foi também o Partido Republicano. Mas será que tal não é, politicamente correcto, de referir?
Donald Trump foi eleito o 45.º Presidente dos Estados Unidos. Com vantagem em estados fulcrais desde o início da noite eleitoral, Trump esteve à frente desde o primeiro momento. Desde que Ronald Reagan ganhou pela primeira vez as eleições, em 4 de Novembro de 1981, que os Estados Unidos da América não viviam tempos de esperança e fé no Futuro.
As elites portuguesas, e no caso as portalegrenses, estão de nojo! Pressupondo que pelo menos em Portalegre haja elites.
Presunçosas, iletradas, nestes momentos mostram a sua arrogância, que rima com ignorância. O seu pensamento totalitário nestas alturas vem ao de cima. A superioridade moral que gostam de exibir, é falsa, é a mais pura forma de totalitarismo
Como se julgam cultas, falam dos "valores de Nova Iorque", esquecendo-se que esses valores são os mesmos das bíblicas Sodoma e Gomorra, valores quer nada têm a ver com a América Profunda, de que nunca ouviram falar.
Essa gente, anti-democrática, insultou, caluniou, e agora mostra a sua vil natureza, continuando a não aceitar que Democracia é saber respeitar a vontade do Povo, principalmente quanto esse Povo votou contra a nossa ideia.
A América está viva. Que viva a América!
Nestas eleições americanas de 8 de novembro de 2016, há vencedores e vencidos, das mais diferentes formas.
Um grande vencedor foi Clint Eastwood, o cowboy solitário, o realizador de cinema, o cidadão americano. O enorme perdedor foi o papa jesuíta, que tentou influenciar o eleitorado católico americano contra o que veio a ser o sentir do Povo dos EUA. Em vez de, como Vigário de Cristo na Terra, ser o Bom-Pastor, coloca o seu pontificado ao serviço de facções políticas.
Mário Casa Nova Martins
in, Fonte Nova, 15 de Novembro de 2016, pg. 18
*
*

terça-feira, novembro 22, 2016

Desabafos 2016/2017 - VI

Mais de 80% dos portugueses consideram que o Estado sofre influências indevidas de pessoas com grande poder económico, revela o Barómetro Global da Corrupção publicado, na passada quarta-feira dia 16 de Novembro, pela Transparency International.
Também, 51% dos portugueses vê a corrupção como o principal problema a merecer a atenção dos responsáveis políticos
O inquérito revela ainda que uma das principais causas para a falta de eficácia no combate à corrupção em Portugal é o medo de represálias, com 56% dos portugueses a admitirem tratar-se da principal razão pela qual os cidadãos não denunciam suspeitas de corrupção às autoridades.
Também, 48% dos portugueses considera que a corrupção piorou em Portugal no último ano.
Claro que o inquérito aborda muitos mais temas desta problemática, mas, em linhas gerais este poderá ser um resumo de tudo o que ele contém.
Por muito que custe, os resultados eram ou são do conhecimento público. E o mais interessante é que passados, como diz o povo, «os três dias da lei», já ninguém fala deles ou a eles se refere, o que prova que a corrupção deixou de ser um fenómeno estranho à sociedade para passar a ser, utilizando uma expressão popular, «o pão-nosso de cada dia»!
Por fim, e se fosse dito à população de um concelho que o Orçamento para o ano de 2017 iria ser aprovado com a abstenção do PCP, em troca de um lugar de «director de departamento» e de um lugar de «técnico superior de cultura» na autarquia, acreditar-se-ia?
“O Portugal profundo” tem destas coisas. Vá lá saber-se porquê!
Mário Casa Nova Martins
Rádio Portalegre, 21 de Novembro de 2016

segunda-feira, novembro 21, 2016

Papa jesuíta acusado de heresia

Se se perguntar em Portalegre, num inquérito de rua, o nome do actual bispo da diocese, sem margem de erro, mais de 80% dos inquiridos responderia que não sabia ou citaria o nome de um antecessor.
Também, se se perguntasse o nome do actual cardeal patriarca, mas agora a nível nacional, a percentagem de respostas erradas, ou porque não sabia o nome ou porque o nome estava errado, chegaria facilmente a valores próximos dos 90%.
Mas tal não impede de a grande maioria dos portugueses se dizer católica. É que a importância do bispo, do arcebispo, do cardeal há muito que perdeu importância quer social, quer mesmo religiosa, dado o afastamento que a hierarquia da igreja católica tem não só da realidade que a cerca, como se afastou do seu Rebanho, deixando de ser o Pastor, para ser uma figura tão decorativa quanto dispensável face à religiosidade interior de cada um que é cristão.
E por toda a e Europa assim acontece, tendo a Igreja Católica perdido a batalha da Fé, ao demitir-se da sua função de evangelização de uma Europa anti-cristã, ateia e principalmente hedonista.
Não é surpresa que seja nas Américas que surge a contestação ao actual papa, um jesuíta mundano e defensor da corrente marxista da Teologia da Libertação, apoiante dos colombianos Guerrilheiros das FARC, da ditadura Cubana e da ideologia social-marxista Chavista da Venezuela.
Na Europa, e, claro, em Portugal, o papa jesuíta é considerado o homem moderno que as Direitas e as Esquerdas do politicamente correcto apoiam, na sua caminhada para a laicização da Cristianismo.
Como tal, todas as, justíssimas, críticas ao papa jesuíta são sempre fruto de radicalismos.
Contudo, a Grande Revolução está em marcha. Os Novos tempos, os Novos Ventos que estão a chegar são de Liberdade face ao totalitarismo do ‘establishment’. Que cairá de podre, como caíram todos os Impérios da História!
Mário Casa Nova Martins
*

Um grupo de cardeais manifestou publicamente preocupação com os ensinamentos do papa Francisco, acusando o pontífice de causar confusão em relação a assuntos-chave para a doutrina católica.


quarta-feira, novembro 09, 2016

Donald Trump Presidente dos EUA - II

*
Donald Trump foi eleito o 45.º Presidente dos Estados Unidos. Com vantagem em estados fulcrais desde o início da noite, Trump esteve à frente desde o primeiro momento.
Desde que Ronald Reagan ganhou pela primeira vez as eleições, em 4 de Novembro de 1981, que os Estados Unidos da América não viviam tempos de esperança e fé no Futuro.
As elites portuguesas, e no caso as portalegrenses, estão de nojo!
Bem, pressupondo que pelo menos em Portalegre e arredores haja elites, dada a iliteracia, para não dizer algo pejorativo, que orgulhosamente ostentam.
Presunçosas, iletradas, é nestes momentos que mostram a sua arrogância, que rima com ignorância. O seu pensamento totalitário nestas alturas vem ao de cima.
Como se julgam cultas, falam dos "valores de Nova Iorque", esquecendo-se que esses valores são os mesmos das bíblicas Sodoma e Gomorra, valores quer nada tèm a ver com a América Profunda, de que essa gentalha nunca ouviu falar.
Essa gentalha, anti-democrática, insultou, caluniou, e agora mostra a sua vil natureza, continuando a não saber que Democracia é saber respeitar a vontade do Povo, principalmente quanto esse Povo votou contra a nossa ideia.
A América está viva. Que viva a América!
*
*

Donald Trump Presidente dos EUA - I


*

O jornal on-line «Observador foi, na sua linha editorial, apoiante de Hillary Clinton, nestes últimas eleições presidenciais americanas.
O «Observador» é lídimo representante da 'Direita Champanhe', aquela Direita dos negócios e dos interesses, que se sentia desconfortável com Donald Trump, como se sentiria, se na época existisse, com Ronald Reagan.
Hoje não existe em Portugal um jornal dito 'politicamente incorrecto'. O último foi o semanário «O Diabo», que acabou com a saída de Duarte Branquinho como director. Um "golpe de estado palaciano".
O fim histórico de «O Diabo» deu-se com a entrada de uma nova direcção "apolítica" e incompetente, que se mantém.
Também «O Diabo», o que existe daquele glorioso semanário, se sentia não confortável em apoiar Donald Trump, pelo que em Portugal as notícias sobre as eleições presidenciais americanas eram deturpadas, levando a que os leitores menos atentos ao fenómeno político americano, sentissem hoje surpresa na vitória, clara e inequívoca, de Donald Trump.
Mas o Partido Republicano também ganhou as eleições para o Congresso e para a Câmara dos Representantes, conseguindo o pleno!
E este facto relevantíssimo é descurado. Não foi só Donald Trump que ganhou, foi também o Partido Republicano. Mas será que tal não é, politicamente correcto, de referir?

terça-feira, novembro 08, 2016

Desabafos, 2016/2017 - V

Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística, INE, a taxa de poupança das famílias portuguesas, e das sociedades sem fins lucrativos que as apoiam, representou 4,4% do rendimento disponível em 2015, o quem representa uma descida face a 2014, quando as famílias conseguiam poupar 5,2% do seu rendimento. Os números referentes a 2016, ainda trimestrais, indicam que este indicador continuou a cair este ano, atingindo os 3,9% do rendimento das famílias.
Por sua vez, o Banco de Portugal, BdP, apresenta dados para os níveis de poupança das famílias, que são semelhantes aos do INE, apontando para uma taxa de poupança dos particulares de 4,3% do rendimento disponível em Dezembro de 2015 e de 3,5% em Março deste ano.
Duas entidades distintas, com valores que diferem em décimas. Mas o facto é que se está perante um novo mínimo dos últimos 20 anos.
É preocupante para uma economia quando se atingem valores tão baixos como estes. E mais grave se torna quando essa economia tem uma dimensão como a portuguesa. E torna-se dramático, quando a economia portuguesa está num estado de debilidade extrema.
Todavia, estes dados, quer do BdP, quer do INE, parecem não afligir o governo do Partido Socialista, que conta com o apoio dos trotskistas do BE e dos estalinistas do PCP. E não afligem e muito menos preocupam, porque esse é um dos principais objectivos político-ideológicos desta coligação radical de esquerda, no sentido da destruição da classe média portuguesa e consequentemente a sua proletarização.
A classe média portuguesa está sufocada pelos impostos directos e indirectos, pela quebra do poder de compra, a ponto de cada vez mais lhe ser difícil cumprir as suas obrigações sejam elas bancárias ou fiscais.
O garrote imposto à classe média portuguesa por este governo das esquerdas empobrece o país, mas o Socialismo é isto mesmo, pobreza e mais pobreza!
Mário Casa Nova Martins
Rádio Portalegre, 7 de Novembro de 2016

quinta-feira, novembro 03, 2016

Lucky Luke

*
Sexta-feira, 4 de Novembro de 2016
*

quarta-feira, novembro 02, 2016

As Aventuras de Philip e Francis - III

*
Cerca de um ano após ter saído originalmente em francês, chegou, finalmente, o terceiro volume de “As Aventuras de Philip e Francis”, com o título «S.O.S. Meteorologia».
A primeira aventura, «Ameaças ao Império», saiu pela ‘Gradiva’ em Setembro de 2005.
A segunda aventura, «A Armadilha Maquiavélica», foi editada pela ‘ASA’ em Junho de 2012.
Por fim, a terceira aventura tem a chancela de uma jovem editora, ‘Arte de Autor’, e saiu no passado Outubro, mas só agora se encontra à venda.
As anteriores continuam disponíveis.
Todas da autoria de Pierre Veys e Nicolas Barral, estas aventuras são um pastiche da obra de Edgar P. Jacobs, “Blake e Mortimer”.
Diga-se que estes três livros são muito mais interessantes do que a maioria dos álbuns de ‘Blake e Mortimer’ editados por diferentes gentes, após a morte de Jacobs.
Mário Casa Nova Martins
*
*
*

terça-feira, outubro 25, 2016

Desabafos, 2016/2017 - IV

Portugal teve em tempos um governo que tinha a ‘paixão pela Educação’. E nesse governo, a Educação andou pelas ruas da amargura. Mas hoje o ‘apaixonado’ primeiro-ministro de então é secretário-geral da ONU. Prémio ou castigo, só o tempo o dirá.
Agora, a grande paixão do actual governo são os pensionistas e os funcionários públicos. Mas será que é mesmo assim, como no passado foi a tal ‘paixão pela Educação’?
A actualização de pensões foi em 2016 e será em 2017 insignificante. E não cobre todos os pensionistas, numa correcta análise marxista da luta de classes.
Mas o caso mais flagrante é o dos funcionários públicos. Tendo em conta o valor dos salários em 2010, com o orçamento de estado para 2017, os funcionários públicos vão receber menos entre 8 e 11,5% do que recebiam nesse ano de 2010*. Se a isso se juntar o enorme aumento de impostos directos e indirectos que as famílias dos funcionários públicos sofrem, o rendimento líquido das famílias dos funcionários públicos, tendo como referência os anos de 2010 e 2017, diminuiu 25%, ou mais.
Mas a propaganda deste governo de Esquerda, com o apoio da Extrema-Esquerda, fala na reposição dos salários da função pública, consumado neste mês de Outubro, o que é totalmente falso!
No tempo de outro governo do Partido Socialista houve um forte corte nos salários dos funcionários públicos, mas essa reposição não é feita.
Os cortes brutais feitos nos salários da função pública, os quais e com os quais os sindicatos da função pública da CGTP, correia de transmissão do PCP, nunca se insurgiram, não são repostos.
José Sócrates, António Costa e António Guterres são responsáveis por desgovernos, que ‘a boa imprensa’ omite constantemente. E que não se esqueça que a primeira bancarrota nesta Terceira República teve como protagonista Mário Soares.
Contudo, os Portugueses continuam a acreditar em ‘milagres das rosas’, enquanto, alegremente, o Socialismo os empobrece, e ao país, cada vez mais!
Mário Casa Nova Martins
Rádio Portalegre, 24 de Outubro de 2016
_______
http://www.dn.pt/dinheiro/interior/funcionarios-publicos-vao-ganhar-menos-entre-8-e-115-do-que-em-2010-5444308.html

quinta-feira, outubro 13, 2016

OPEL CITY - 40 Anos

Faz hoje, em termos de registo, 40 anos.
Matrícula EZ-83-05

Data 12.Out.976
Categoria Ligeiro
Tipo misto
Marca OPEL
Modelo CITY
N.º de cilindros 4
Cilindrada 1196 cm3
Combustível Gasolina.
Mário Casa Nova Martins

terça-feira, outubro 11, 2016

Desabafos, 2016-2017 - III

O Mundo está perigoso, realmente muito perigoso está o Mundo. E mais perigoso ficou com a eleição para secretário-geral da Organização das Nações Unidas do socialista e católico progressista António Guterres.
Servo do Politicamente Correcto, doutrina que arruinou a Civilização Ocidental, Guterres notabilizou-se em Portugal, enquanto primeiro-ministro, como o Ser atormentado por todas as dúvidas.
O seu currículo profissional resume-se ao trabalho na política, a partir de 1973 até hoje, e sempre no Partido Socialista. A sua passagem pelo Governo de Portugal foi marcada pela incapacidade em tomar decisões, transformando o País, como o próprio o definiu, num «pântano político».
Depois de borregar como primeiro-ministro, António Guterres abandona o País e, quiçá, como recompensa pelo mau trabalho político em Portugal, mas sempre com “boa imprensa”, vai para a ONU ocupar o cargo de Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados. E desde então nunca houve tantos refugiados, uns mais refugiados do que outros, no Mundo!
Eis pois, como foi bem escolhido o novo secretário-geral da denominada “Babilónia de Vidro”.
Hoje, o Mundo não tem líderes e muito menos Estadistas, na nobre acepção da palavra.
António Guterres é o exemplo do tempo presente, de falso franciscanismo e de grande jesuitismo, dois termos que caracterizam a realidade que se vive.
Apelidado de “humanista discreto”, com “maneiras suaves”, “um líder eficaz”, com “carácter forte”, “carismático”, Guterres é tudo isso e o seu contrário.
Na única biografia de António Guterres, até ao momento (António Guterres – Segredos do Poder, Adelino Cunha, Aletheia Editores, 2013), a dado passo afirma:  “Não rezo tanto como se diz por aí. Devia até rezar mais”.
Palavras sábias, porque nos próximos tempos, anos, mesmo, muito se tem que rezar pelo futuro da Humanidade.
Mário Casa Nova Martins
Rádio Portalegre, 10 de Outubro de 2016
*
*

sexta-feira, setembro 30, 2016

«Eu e os Políticos»

Como a memória é curta. E, como principalmente, quem não lê a obra é quem mais a critica!
O semanário «O Independente» fez história porque radicalizou as relações entre os cidadãos e os políticos. Mais do de dessacralizar os políticos, ele tornou-os no pior género do género humano. E tinha e tem a sua razão.
Este intróito serve para dizer que o livro de José António Saraiva «Eu e os Políticos», é ‘generoso’, quando comparado com o «O Independente» do tempo de Miguel Esteves Cardoso e Paulo Sacadura Cabral Portas.
Os ‘crimes’ de JAS resumem-se a Paulo Portas, tudo devido à força que o lóbi tem, principalmente na comunicação social!
Quem conhecer muitos dos livros memorialistas de gentes influentes na Primeira República, factos como os relatados por Saraiva, estão lá. “Pequena” ou “grande” história, o certo é que são documentos fundamentais para o estudo e compreensão da época em análise. E é, justamente, isso que é o livro de José António Saraiva.
«Eu e os Políticos»,, mais do que merecer ser lido, deve ser interpretado! Nele, mostra como se faz política em Portugal naquela época em estudo. Agora, os fait-divers que tem são mais-valias, e que disso não haja dúvida.
Em dois serões consecutivos, lemos a obra. Cuja leitura aconselhamos.
Mário Casa Nova Martins
*

quarta-feira, setembro 28, 2016

28 de Setembro de 1974 em 2016

Foi o último dia de liberdade. 28 de Setembro de 1974 marca o ataque à Direita, a qual nunca mais se recompôs.
Passados quarenta e dois anos dessa data funesta, há um regresso ao passado. Os derrotados em 25 de Novembro de 1975, que foram os vencedores em 28 de Setembro de 1974, estão no poder.
Enquanto pelo Mundo o Marxismo e o Comunismo são memórias de um passado totalitário, em Portugal renasceram com o actual Governo do Partido Socialista, que tem o apoio da sua ala mais radical e da Extrema-Esquerda estalinista-trotskista do Partido Comunista Português e do Bloco de Esquerda.
Há quarenta e dois anos a Direita foi decapitada, as prisões encheram-se de presos políticos, como já não se via desde a Primeira República. Gente de bem, que apenas não professava o totalitarismo marxista sofre sevícias. E desde aquele dia até 25 de Novembro de 1975, assassinatos, ocupações selvagens, roubos, tortura, maus-tratos, foram o dia-a-dia. O medo dos bandos de gente do PCP e seus satélites, era tremendo. A economia estava destruída, a sociedade estava paralisada face ao terror que a Extrema-Esquerda promovia.
Hoje, depois de décadas de paz e de desenvolvimento económico e social, volta o medo do amanhã. As ameaças à economia são em crescendo. Regressam as teorias colectivistas. A luta pelo controlo da informação pelos radicais cresce. A Liberdade começa a perigar.
Portugal adormeceu com o canto da sereia radical de Esquerda. Se o Povo não acordar deste sono de perdição, sofrerá os piores horrores de que só o totalitarismo marxista é capaz!
Mário Casa Nova Martins

terça-feira, setembro 27, 2016

Desabafos, 2016/2017 - II

Portugal está a ser governado por extremistas de Esquerda. Vive-se um regresso ao denominado «Verão Quente de 1975», após as nacionalizações, as ocupações de casas e terras, tudo em nome de uma ideologia totalitária o Comunismo, seja ele de cariz Leninista ou Trotskista.
Para se voltar a esses tenebrosos tempos só faltam as prisões arbitrárias em nome daquele totalitarismo, hoje encarnado por um partido denominado Bloco de Esquerda.
Tendo no seu seio, como militantes ou como simpatizantes gentes, que pertenceram a grupos terroristas como a “LUAR” ou as “Forças Populares 25 de Abril”, o futuro não se afigura risonho.
O actual Partido Socialista, tal como o Partido Menchevique na Rússia nos tempos da Revolução, vê-se ultrapassado pelos novos Bolcheviques portugueses, o Bloco de Esquerda, que pretende construir uma Nova Sociedade de matriz totalitária.
A continuar neste rumo, Portugal será a Venezuela da Europa, e tal como naquele país, não faltará muito que tudo falte!
O Bloco de Esquerda quer destruir a economia de mercado. O Bloco de Esquerda quer acabar com a propriedade privada. O Bloco de Esquerda ataca a Igreja Católica. O Bloco de Esquerda ataca os Valores da Ética e da Moral atacando a Instituição Família.
A classe média portuguesa apoia este partido, e agora vê-se atacada. Por isso, só se pode dizer que tem o que merece.
Que venham os novos impostos, que subam os actuais impostos, que a classe média portuguesa paga! Que continue a votar no Bloco de Esquerda, e que vá para os Goulags que estes radicais de Esquerda lhes preparam!
À “Liberdade ou Morte” dos radicais do Bloco de Esquerda, a classe média portuguesa prefere a morte. Que assim seja!
Mário Casa Nova Martins
Rádio Portalegre, 26 de Setembro de 2016

segunda-feira, setembro 26, 2016

Jaime Nogueira Pinto - Donald Trump

As ideias de Trump
Ao contrário dos conservadores do establishment que não se atrevem a pegar nas questões nacionais e a falar aos deplorables, Trump conseguiu chegar aos homens comuns, em guerra com as elites, que os abandonaram
Segunda-feira, 26 de Setembro, pelas 09.00 da noite (duas da manhã de dia 27, hora de Lisboa), vai dar-se o já chamado "debate do século": Hillary Clinton versus Donald Trump. O duelo de 90 minutos vai ser moderado por Lester Holt, do NBC Nightly News.
Continuidade e ruptura
O centro da campanha eleitoral é a política interna mas a política externa conta sempre e Hillary procurará levar a conversa para aí - e daí para a alegada ignorância e inexperiência de Trump e para o facto de alguns dos mandarins do establishment republicano e conservador da Defesa, dos Negócios Estrangeiros e da Intelligence o criticarem ao ponto de admitirem cruzar a linha da lealdade partidária. É o que farão o general Brent Scowcroft, ex-NSC de George H. Bush, e Richard Armitage. Também Chester Crocker e Eliot Cohen, sem que tivessem apoiado Clinton, exprimiram já reservas quanto à capacidade geopolítica de Trump.
A política exterior de Hillary será uma política de continuidade, na linha do internacionalismo liberal: business as usual em relação aos seus predecessores - Obama mas também George W. Bush, que, com toda a família, tem combatido Trump. E os Bush contam na Florida, onde Hillary e Trump estão empatados.
Mas terá Trump uma política externa além das invectivas anti-islâmicas e antilatinas? Será Trump apenas um retórico básico, que ameaça tudo e todos com muros e fronteiras, que combate o livre comércio e proíbe os muçulmanos de entrarem nos Estados Unidos?
Joshua Mitchell, politólogo de Georgetown, publicou no Politico Magazine um texto intitulado "Donald Trump does have ideas - and we"d better pay attention to them".
O regresso da fronteira
Começando por citar Tocqueville - "na América as ideias são uma espécie de poeira mental" -, Mitchell enumera os programas políticos reduzidos a slogans das sucessivas Administrações: New Deal (Roosevelt), Containment (Truman), New Frontier (Kennedy) War on Poverty (Johnson), Silent Majority (Nixon), Star Wars (Reagan). Para Mitchell, Trump tem de facto ideias, só que são ideias fora ou contra o sistema: contra a globalização, as "identidades", a political correctness e o consenso bipartidário em política externa. Mitchell resume assim o ideário de Trump:
1. As fronteiras e a política de imigração têm importância.
2. Os interesses nacionais devem passar à frente dos chamados interesses globais.
3. O empreendedorismo e a descentralização são essenciais.
4. O discurso politicamente correcto é hipócrita e irrealista e deve ser repudiado.
Depois da vitória na Convenção republicana, Trump teve um péssimo mês de Agosto, causado pelos seus desmandos retóricos contra grupos étnicos, americanos e estrangeiros e pelo seu pronto aproveitamento pelos media.
Hillary ultrapassou-o, assumindo uma liderança confortável, entre oito e dez pontos, mas a partir da mudança da equipa de conselheiros e estrategas, do encontro com o presidente Peña Nieto do México e de uma maior cautela na comunicação, Trump recuperou: não só no confronto nacional, onde está colado a Hillary, como, e mais importante, em swing states, como a Florida, o Ohio e a Carolina do Norte.
Porque é que Trump, apesar de Trump ou pour cause, conta, e porque é que o seu discurso é eficaz? Primeiro porque as fronteiras contam para a identidade política, para a soberania e para a segurança e depois porque a desregulação teve efeitos trágicos na economia e na sociedade americanas, desertificando cidades e regiões industriais. Trump e Saunders pegaram no tema e até Clinton passou a anunciar medidas punitivas para os deslocalizadores e a deixar passar um certo cepticismo quanto aos tratados projectados de comércio livre.
Da imigração
Os Estados Unidos - e o resto das Américas - foram feitos por imigrantes, pelas dezenas de milhões de emigrantes europeus que ali aportaram, entre o fim das guerras napoleónicas e a Grande Guerra de 1914-18. Michael Cimino, o realizador de The Deer Hunter e de Heaven"s Gate, defendia essa teoria - os americanos eram os imigrantes, melhor, os filhos dos imigrantes. Só que uma coisa foi a chegada às terras grandes e vazias do continente de famílias de europeus cristãos, trabalhadores, cheios de esperança e de vontade de vencer; outra, é a imigração de hoje, tantas vezes controlada por máfias criminosas de passadores e explorada por empresários sem escrúpulos que alimentam o sistema dos ilegais que lhes baixam os custos do trabalho.
O controlo da imigração não é xenofobia é um direito do Estado e os imigrantes já não são aquilo que talvez nunca tivessem sido mas que, ainda assim, ainda era passível de idealização: a bela fraternidade eslava do Deer Hunter, a caçar veados nas frias manhãs da Pensilvânia, em vésperas de partir para o Vietname.
Trump argumenta que a elite bipartidária internacionalista - políticos, banqueiros, jornalistas - redireccionou interesseiramente as lealdades políticas para uma suposta humanidade ou uma vaga consciência universal em vez do que para ele devia estar no vértice da lealdade política: a nação próxima e concreta, a humanidade possível.
Heresia económica
Puxando pelos seus galões (para alguns discutíveis) de empresário de sucesso, Trump sustenta que uma baixa radical dos impostos trará de volta à América capital emigrado para as periferias baratas ou aparcado em paraísos fiscais. Grande parte da sua agenda económico-social contradiz a ortodoxia do GOP, que preza a liberdade de comércio e as virtudes da globalização. Ao defender uma economia regulada, que proteja as indústrias e os empregos americanos na América, Trump sabe que está a incorrer em pecado mortal; sabe também que reincide nas ofensas graves ao mercado livre quando propõe a subida dos salários, a segurança social e a assistência médica, embora com privatização parcial.
Tudo isto lhe valeu a desconfiança de grandes doadores republicanos, como os irmãos Koch. No fim de Agosto, Hillary tinha reunido 542 milhões de dólares e Trump 402 milhões.
Mas além da questão nacional, o ponto em que Trump mais se distingue de Hillary é na guerra à correcção política. Nesse sentido, Trump é muitas vezes o inimigo número um de Trump. Não se pode - sobretudo quando se tem a inimizade de 80% dos media norte-americanos e de 90% dos internacionais - desqualificar um juiz americano porque é de origem mexicana; ou falar em proibir de entrar no país um quarto da humanidade (em que se incluem alguns dos grandes investidores e aliados dos EUA) só porque é muçulmana.
Embora a correctíssima Hillary não se tenha inibido de insultar outros muitos milhões de patrícios seus num círculo de progressistas chiques de Nova Iorque, chamando "deplorables" e racistas aos partidários de Trump, há que considerar o desconto de que beneficia entre os comunicadores, sempre benevolentes para com estes e outros "pecadilhos" da candidata democrata, como as histórias confusas dos e-mails do State Department e da Fundação Clinton.
De um modo rude, às vezes brutal, às vezes errático, Trump pegou na outra realidade política. Os Estados Unidos e a Europa são orientados intelectualmente por um pensamento único, que soube e sabe apresentar os seus preconceitos ideológicos como princípios nobres e verdades universais. A Realpolitik que voltou a regular o mundo é tabu no Ocidente. Daí a revolta das classes médias e trabalhadoras.
O candidato Trump tem ares e modos de spoiled child, de filho de pai rico, arrogante, extravagante e solipsista. Hillary é de outro género - uma mulher fria, determinada e ambiciosa, uma Lady Macbeth que joga todas as cartas, até a feminista. Qualquer um dos dois tem mais inimigos do que amigos entre os eleitores.
No entanto, ao contrário dos conservadores do establishment que não se atrevem a pegar nas questões nacionais e a falar aos deplorables, Donald Trump conseguiu chegar aos homens comuns, em guerra com as elites, que os abandonaram. Até talvez por ser um filho pródigo dessas mesmas elites, um outcast aventureiro, um extraterrestre a quem tudo é censurado mas logo depois também desculpado. A 9 de Novembro saberemos o fim desta história.

Jaime Nogueira Pinto

sexta-feira, setembro 23, 2016

Crónica de Nenhures

Sem investimento não há crescimento e sem crescimento a economia não consegue sustentar o Estado Social, e muito menos pagar a dívida colossal que Portugal tem.
Mas que empresário, nacional ou estrangeiro vem investir em Portugal com um Governo de Esquerda de matriz menchevique, trotskista e estalinista? Nenhum!
Portugal será a curto prazo a “Venezuela da Europa”, e os portugueses merecem que assim seja.
Esquecidos dos tempos do PREC, com uma inflação galopante, nacionalizações, ocupações selvagens, violência nas ruas, os portugueses julgam que o Estado pode continuar a subsidiar tudo e mais alguma coisa.
Tempo virá em que os funcionários públicos não receberão salário, que as reformas não serão pagas, que haverá falta de bens de primeira necessidade, que não haverá os medicamentos básicos, tal como acontece hoje na Venezuela.
Mas importa isso se o ‘amanhã' ainda parece longe?
Assiste-se a um discurso retrógrado e bafiento por parte da Esquerda, incapaz de apresentar uma política económica e financeira credível.
E desta forma vai o país, de vento-em-popa, a caminho de mais um resgate.
A dívida sobe, as exportações caem a pique, o investimento afunda e os juros estão por um fio
A realidade começa a impor-se à ficção, à propaganda. O ano de 2016 será um ano com mais dívida pública e menos crescimento económico do que em 2015.
Mário Casa Nova Martins

quarta-feira, setembro 21, 2016

Fernando Correia Pina

2 selfies com Deus

Nós que enterrámos Deus tão meticulosamente,
tirámos-lhe mal as medidas
e um pé ficou de fora
em que andamos sempre a tropeçar
na nossa demanda da verdade,
quer falemos do vento, quer das estrelas.

Deus, que sempre foi lacónico,
a certa altura, já em tempos históricos,
deixou de falar aos homens,
nunca mais pegou fogo a sarças,
nem fez uma segunda edição das tábuas.
Assim, com graves consequências,
ficámos todos à mercê
de tradutores e exegetas.

terça-feira, setembro 13, 2016

No Cinquentenário da Piscina Municipal de Portalegre

Fotografia clássica e oficial da Piscina Municipal
Nela está ausente a parte da piscina das crianças

Terça-feira, dia 13 de Setembro de 1966, primeiro dia da Feira das Cebolas, a principal feira do concelho e cidade de Portalegre. Do programa das festas consta uma inauguração muito especial, a inauguração da Piscina Municipal.
Desde a década de cinquenta até meio da década de setenta do século passado, Portalegre tem um extraordinário surto desenvolvimentista, marcado por obras públicas e privadas, por novas indústrias, por uma agricultura em modernização, por um comércio pujante, por toda a gama de serviços públicos, pleno emprego, e, sobretudo, futuro. A Cultura tinha cidadania, havia cinema e futebol de qualidade, as Agremiações tinham expressão na comunidade.
A Feira das Cebolas, dias 13, 14 e 15 de Setembro, trazia a Portalegre a gente Portalegrense na diáspora. As casas enchiam-se de Familiares que apenas cá vinham uma vez por ano, as ruas fervilhavam de gentes da região, a cidade mais do que duplicava a população, tudo numa cor e vida que se transformava em alegria e bem-estar.
É neste contexto social que a Piscina Municipal é inaugurada, pelas 16 horas e 30 minutos, daquele terça-feira de um verão que os Portalegrenses viveram com esperança e fé no futuro.
Passam precisamente cinquenta anos após a inauguração, data e dia. Terça-feira, dia 13 de Setembro de 2016, celebra o cinquentenário da inauguração desta Obra Pública notável.
Há uma ligação muito forte de muitas gerações de Portalegrenses à Piscina Municipal. A sua robusta construção faz com que ainda hoje, pese embora o abandono e desleixo a que foi votada desde há anos pela sua proprietária, a CMP, continue a servir os Portalegrenses.
É de todos sabido que precisa de manutenção, e sobretudo carinho. Se assim não acontecer, em breve juntar-se-á a tantos imóveis públicos abandonados e em alto estado de degradação e desagregação, que existem em Portalegre.
Para memória futura, ficam estes elementos recolhidos de «O Distrito de Portalegre, ANO 83 – N.º 4.987, Sábado 10 de Setembro de 1966, pg. 1 e 2»*.
*
NÚMEROS QUE A DIMENSIONAM
Mede de comprimento 33,33 m.; de largura, na parte mais larga, 18 m. e, na parte mais estreita, 12 m.
A profundidade vai desde os 90 cm., a parte mais baixa, até atingir os 4,5 m., de molde a permitir os saltos.
A torre de saltos tem três pranchas colocadas aos 3, 5 e 10 metros.
A capacidade da piscina é de 1.300 m3.
CUSTO DA OBRA
Com todo o equipamento e acessórios excederá, na totalidade, 4.000 contos. A comparticipação do Estado foi apenas de 15% (cerca de 500 contos). O restante dinheiro conseguiu-se graças à boa vontade da Direcção-Geral dos desportos que contribuiu com 200 contos, à generosidade bairrista de algumas entidades particulares e aos rendimentos normais dos Serviços Municipalizados.
RENOVAÇÃO E PURIFICAÇÃO DE ÁGUA
Por debaixo da piscina está montado o equipamento mecânico para a purificação e renovação da água. A instalação é equipada com três unidades filtrantes, montadas em paralelo, com filtração através de cargas de areia de granulometrias calibradas, com lavagem por inversão de água afluente da circulação da piscina. A renovação total da água faz-se em 8 horas. Há uma cabine com as garrafas de cloro-gaz, produto químico que, com regularidade, será injectado.
Periodicamente a água será analisada.
PAVILHÃO ANEXO
Como a fotogravura, que publicamos, mostra, acompanha todo o comprimento da piscina, um pavilhão de dois pisos.
Nele estão instalados, no andar superior, os vestiários para os homens (18) e no rés-do-chão, os vestiários das senhoras (12).
Aqui fica instalado, além de um snack-bar, no rés-do-chão, uma esplanada, no andar superior, para os acompanhantes.
CONDIÇÕES DE ENTRADA
As entradas com direito a banho são facultadas, mediante o pagamento de 10$00. Os estudantes, devidamente identificados, terão uma redução de 50%. A entrada para acompanhantes, sem direito a banho, é de 5$00.
PEDIDO QUE SE DISPENSAVA…
Confiam os Serviços Municipalizados, no espírito cívico do público, de modo particular no de todos os portalegrenses, esperando que nada tenham a lamentar nem a reprimir, quanto à utilização pública dos diversos sectores. Esperam que se aproveitem os utentes de tudo quanto o conjunto da piscina lhes oferece, como coisa sua.
Mais esperam que aceitem, respeitem e colaborem, nas normas de decência moral que ali, se devem observar. Tudo farão os Serviços – como nos pediram para comunicar – para manter estes princípios, estando decididos a reprimir com severidade qualquer abuso, por parte de quem não esteja disposto a portar-se como deve.

Free web page counter