A VOZ PORTALEGRENSE
quarta-feira, fevereiro 18, 2026
terça-feira, fevereiro 17, 2026
RP - Desabafos - Invernia
Este inverno já teve tudo aquilo que um verdadeiro inverno
tem, chuva, neve, frio, inundações nos locais habituais, mar revolto, e pequenos
incidentes, como aquele que aconteceu na cidade de Portalegre no passado dia 5
de Fevereiro, do qual, felizmente apenas resultaram estragos materiais.
Este inverno faz lembrar os invernos da nossa juventude, das
décadas de sessenta e primeira metade da de setenta do século passado, quando
vivíamos e estudávamos em Portalegre.
Daqueles invernos ficou-nos na memória o queremos ir fazer
ginástica, disciplina que tínhamos uma hora duas vezes por semana, melhor,
irmos naquelas horas para o pátio do Liceu para jogarmos andebol, e semanas
consecutivas de chuva impediam aquele nosso forte desejo.
Também as memórias daqueles anos lembra-nos descermos e
subirmos as ruas da Pracinha, 5 de Outubro, do Comércio, 19 de Junho, Praça da
República, no caminho para o Liceu, sempre debaixo de chuva, com a maioria das
casas sem algerozes e chegarmos encharcados a casa ou ao Liceu.
Também nos verões muitos dias atingiam temperaturas acima
dos 40 graus, nessas alturas acompanhadas do vento suão e do fumo da Fábrica
Robinson, ar que chegava ao Rossio e asfixiava as gentes.
Hoje a Barragem do Alqueva amenizou o clima alentejano, tal
como irá acontecer na região de Portalegre com a construção da tão necessária
quanto importante Barragem do Pisão. Por este motivo, e outros mais, saúde-se o
recomeçar das obras de construção da Barragem do Pisão!
Mário Casa Nova Martins
16 de Fevereiro de 2026
Rádio Portalegre
segunda-feira, fevereiro 16, 2026
AA - A Força da Natureza
A Força da Natureza
Quem tiver tempo e paciência de ir à Biblioteca Municipal, e
pesquisar nas colecções de jornais antigos e recentes, encontrará notícias em
anos diferentes de calamidades provocadas por chuvadas, cujas águas desaguavam
no Rossio portalegrense.
A Serra é uma mãe-d’água. A água desce pelas encostas por diferentes
ribeiros e muita chegava com força ao Rossio, onde em tempos chegou a haver uma
ponte (há notícia dela em documentos guardados no Arquivo Distrital, informação
que me foi dada pelo Dr. Fernando Correia Pina), continuando depois pela hoje
rua Dom Nuno Álvares Pereira, a caminho da ribeira que o povo chamava da
‘lixosa’, por nela irem desaguar os esgotos da cidade.
A propósito, diga-se que ainda hoje há ruas na cidade de
Portalegre, a começar pela rua 5 de Outubro (rua Direita), cujos esgotos
domésticos vão para as águas pluviais, sem qualquer tratamento. Mas ‘isso’ não
incomoda os ‘ambientalistas de serviço’, a quem apenas ‘preocupa’ a tão
necessária construção da denominada Barragem do Pisão. Mas isso é outra
‘história’.
Da Azinhaga do Boi d’Água, que continuava pela hoje Avenida
Pio XII, e da Azinhaga de Santo António, que hoje continua na Avenida do mesmo
nome, vinham as enxurradas que chegavam com grande rapidez ao Rossio, provocando
estragos, principalmente quando o mercado era debaixo do centenário Plátano. Há
histórias e memórias desses episódios.
O que aconteceu na passada quinta-feira 5 de Fevereiro,
apenas teve como epicentro a Azinhaga de Santo António, muito fruto de linhas
d’água alteradas por mão humana. A Natureza, e neste caso a água, arranja
sempre maneira de ‘ganhar’ ao Homem.
Ao longo dos anos, no Estado Novo e nesta Terceira
República, obras foram feitas que minimizaram o problema. Mas o Homem construiu
nas encostas cortando veios d’água, e não só, e a catástrofe aconteceu,
felizmente sem perdas humanas, apenas estragos materiais.
Mário Casa Nova Martins
sexta-feira, fevereiro 13, 2026
quinta-feira, fevereiro 12, 2026
quarta-feira, fevereiro 11, 2026
terça-feira, fevereiro 10, 2026
segunda-feira, fevereiro 09, 2026
Ucronia - Ele Está De Volta
Ucronia é um género literário e um conceito filosófico
que reconstrói a história imaginando cenários hipotéticos, explorando o "e
se..." um evento passado tivesse ocorrido de outra forma.
Derivado do francês ‘uchronie’ (1876), combina o
grego ou (não) e chronos (tempo), significando "tempo
que não existiu" ou "história alternativa".
História Alternativa: Explora como o mundo seria se
eventos chave (guerras, descobertas) tivessem resultados diferentes.
Diferença da História: A ucronia diferencia-se do
trabalho do historiador por não se basear em fontes materiais, sendo uma obra
de ficção ou especulação, enquanto a história estuda o que realmente aconteceu
Ucronia vs. Utopia: Enquanto a utopia descreve um "não lugar" ideal, a ucronia descreve um "não tempo" histórico.
domingo, fevereiro 08, 2026
sábado, fevereiro 07, 2026
sexta-feira, fevereiro 06, 2026
quinta-feira, fevereiro 05, 2026
RP - Desabafos - Contagem final
No próximo domingo termina mais um ciclo eleitoral, começado
com eleições legislativas antecipadas, seguindo-se autárquicas e agora
presidenciais.
Não antecipando qualquer resultado em relação a domingo 8 de
Fevereiro, quanto ao futuro, pode-se dizer que tudo está como dantes. O Centrão
continua maioritário, e o povo sentir-se-á feliz, porque é sinal de que o “pão
e circo” vão continuar, ficando a “conta” para as gerações futuras.
Que importa o amanhã se o hoje é pleno de festas e
festinhas, romarias e procissões.
O salário mínimo continua a aumentar, enquanto
vertiginosamente se aproxima do salário médio. A proletarização, tão grada à
esquerda, galopa sobre a classe média, e os ricos estão cada vez mais ricos. É
o socialismo no seu resplendor.
Antes de Abril de 1974 era proibido estar contra o regime.
Hoje acontece o mesmo. Quando não se alinha com o Centrão é-se caluniado,
insultado, e, a ‘arma maior’, cancelado.
Antes de Abril de 1974 havia censura, uma censura que
primava quantas vezes pelo absurdo e pelo ridículo. Hoje há censura, uma
censura sibilina, cujos agentes são os comentadores que enxameiam as televisões
e jornais de expressão nacional, todos lendo pela mesma cartilha, que é a
defesa do regime, um regime cada vez mais corroído pelo maniqueísmo, pela
corrupção, pela usura.
Hoje os novos censores, ligados à esquerda, da mais radical
à falsamente moderada, são piores que os seus antecessores.
E a essa esquerda falsamente moderada, juntou-se agora um
conjunto de gente que se auto apelida de ‘notáveis’, vinda de uma direita que
nunca foi direita, uma direita que nas últimas cinco décadas a esquerda permite
e tolera.
Tempos instáveis aproximam-se.
Mário Casa Nova Martins
2 de Fevereiro de 2026
Rádio Portalegre
quarta-feira, fevereiro 04, 2026
Ucronia - Pátria
Ucronia é um género literário e um conceito filosófico
que reconstrói a história imaginando cenários hipotéticos, explorando o "e
se..." um evento passado tivesse ocorrido de outra forma.
Derivado do francês ‘uchronie’ (1876), combina o
grego ou (não) e chronos (tempo), significando "tempo
que não existiu" ou "história alternativa".
História Alternativa: Explora como o mundo seria se
eventos chave (guerras, descobertas) tivessem resultados diferentes.
Diferença da História: A ucronia diferencia-se do
trabalho do historiador por não se basear em fontes materiais, sendo uma obra
de ficção ou especulação, enquanto a história estuda o que realmente aconteceu
Ucronia vs. Utopia: Enquanto a utopia descreve um "não lugar" ideal, a ucronia descreve um "não tempo" histórico.
terça-feira, fevereiro 03, 2026
segunda-feira, fevereiro 02, 2026
AA - Paulo de Portalegre
Paulo de Portalegre
Figura insigne da igreja católica portuguesa do seu tempo, é
um desconhecido na sua terra natal, cujo nome adoptou como apelido.
Paulo nasceu em Portalegre em 1437, e veio a falecer no
convento de S. Elói de Lisboa em 1510, onde ficou sepultado.
É educado por Fr. João de Santa Maria, religioso de S.
Jerónimo, que vivia num oratório perto de Portalegre. Mais tarde vive sob a
tutela de seu tio Fernão Álvares Bombeiro, e é recebido no Convento de S. Elói
de Lisboa como noviço aos 13 anos, professando nesse mesmo Convento aos 18
anos. Entre 1468 e 1469 compõe a sua obra máxima, o «Memorial». Entre 1469 e
1471 vai a Roma e a Jerusalém visitar os Lugares Santos. Em 1471 é nomeado Reitor
do Convento de Vilar de Frades, começando aí sucessivamente a desempenhar
cargos de grande importância na Ordem.
Mas o que ainda hoje marca a importância da vida de Paulo de
Portalegre é o «Novo Memorial do Estado Apostólico», primeira crónica dos
Lóios.
Este trabalho estava na Torre do Tombo, esquecida que era a
sua existência, se bem que ao longo do tempo vários autores a ele se referiram.
Além deste trabalho, também Paulo de Portalegre escreve
sobre a sua viagem à Terra Santa, «Itinerário da jornada à Terra Santa», mas que
até hoje se desconhece, perdido ou ‘escondido’ em qualquer parte, e «Breve tratado
sobre a morte do Duque de Bragança D. Fernando II», do qual se conhecem cópias.
A extinta editora dos jesuítas, ‘Roma Editora’, editou a
obra «Novo Memorial do Estado Apostólico» com o subtítulo «Primeira Crónica dos
Lóios – Edição crítica por Cristina Sobral», em Setembro de 2007, com
«Apresentação de José Mattoso».
A obra apresenta uma notável edição crítica pela professora
da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa Cristina Sobral, precedido de
um estudo pormenorizado sobre o Autor e de uma breve história da Congregação
até ao século XV.
Mário Casa Nova Martins
domingo, fevereiro 01, 2026
terça-feira, janeiro 20, 2026
RP - Desabafos - Final presidencial
Final presidencial
No rescaldo desta noite eleitoral, mais ou menos longa, o
que fica é que os portugueses estão divididos em termos políticos e ideológicos,
mais do que nunca.
Foi uma campanha para a eleição do presidente da República
sem grandes motivos de interesse. A luta do ‘mau’ contra os ‘bons’, ou dos ‘bons’
contra o ‘mau’, a insinuação, a calúnia, a mentira, campearam. Nada de que não
se estivesse à espera.
Contudo, o ponto mais importante deste processo eleitoral é
que ele vai conduzir ao fim de um mandato de uma década daquele que para muitos,
onde nos incluímos, foi o pior presidente, quer da Primeira, da Segunda, quer
desta Terceira República.
O ainda presidente da República foi um elemento desestabilizador,
perturbador da vida política portuguesa nesta última década. Falso,
intriguista, manipulador, menorizou ao longo do tempo a função que desempenhava,
tornando o seu mandato presidencial, muitas vezes caótico, hipócrita.
O ainda presidente da República não honrou a função presidencial,
tornando-se muitas vezes cúmplice de atitudes circenses que em nada o
dignificavam. Também em termos internacionais, não criou empatia com os seus congéneres,
nunca foi considerado credível, fiável.
Não vai ser fácil à Instituição Presidência da República recuperar
o prestígio que teve e que deve ter. Foram anos de forte perturbação, de
achincalhamento, de mediocridade cívica e também moral. Irá demorar tempo a
recuperar a dignidade que lhe é devida.
Mário Casa Nova Martins
19 de Janeiro de 2026
Rádio Portalegre
segunda-feira, janeiro 19, 2026
sábado, janeiro 17, 2026
sexta-feira, janeiro 16, 2026
AA - Tempos incertos
Tempos incertos
Uma das características da política, além da retórica, é o
cinismo. As promessas que os políticos fazem, principalmente nas campanhas
eleitorais, estão carregadas de retórica e também de cinismo, para não se falar
de falsidade em relação a muitas delas.
Porém, se há algo que não se pode apontar ao actual
presidente dos EUA é o de ser retórico ou cínico. Desde a primeira hora disse
‘ao que ia’, ninguém hoje pode dizer que Trump mentiu, enganou. É caso para
dizer, “habituem-se”!
Os europeus no século XIX utilizaram a ‘política da
canhoeira’ para explorar as riquezas de África.
No mesmo século XIX os europeus, tornados americanos,
realizam a conquista do oeste, com o extermínio dos povos nativos,
ocupando-lhes as terras, e tudo o mais. A famosa epopeia do oeste. Os índios os
maus, os cowboys os bons, tudo tão simples, tão linear.
Por detrás de todas estas guerras, em África e na América,
estava não o fervor civilizacional, religioso, mas sim a busca desenfreada de
riquezas de toda a ordem, a economia, portanto.
Hoje as típicas guerras do faroeste como que ressuscitaram.
O rapto do venezuelano ‘incómodo’ Nicolas Maduro pelos novos cowboys americanos
liderados por Donald Trump, em nada se assemelha ao histórico ‘Rapto das
Sabinas’ ou ao duplo rapto da bela Helena de Tróia. Aqui ‘falou mais alto’ o
gás e o petróleo venezuelano.
A força militar uniu-se aos interesses económicos, e o país
com as maiores reservas petrolíferas conhecidas torna-se colónia dos EUA, quiçá
no futuro um novo estado americano, ao qual se poderá juntar mais tarde a
Gronelândia, o Canadá, os Açores.
O Direito ‘atirado às malvas’! Habituem-se.
Esta situação desencadeada pelos interesses económicos dos
EUA, naquela zona geográfica que é para eles considerada a sua esfera de
influência, terá a seu tempo resposta quer da Rússia, quer da China. O Urso e o
Dragão esperarão o tempo que for necessário.
Mário Casa Nova Martins
quinta-feira, janeiro 15, 2026
quarta-feira, janeiro 14, 2026
quarta-feira, janeiro 07, 2026
terça-feira, janeiro 06, 2026
Desabafos - O Futuro de Portalegre
O Futuro de Portalegre
Estamos num ano novo, o ano de 2026, e nestas alturas,
espera-se e deseja-se o melhor, esquecendo principalmente o que de mal
aconteceu no ano anterior, ao mesmo tempo que se recorda o que aquele de bom
trouxe.
E para o concelho de Portalegre a melhor ‘prenda’ que
recebeu em 2025 foi já no seu final, concretamente a 29 de Dezembro.
O dia 29 de Dezembro fica para a história recente de
Portalegre como uma data importante para o seu futuro.
A compra do Colégio Diocesano de Santo António pelo
Ministério da Saúde, tendo em vista a ampliação do Hospital Doutor José Maria
Grande, nesse dia 29 de Dezembro de 2025, é um acontecimento muito relevante
para as gentes da cidade e concelho.
O Instituto Politécnico de Portalegre e o Hospital Distrital
são as duas principais mais-valias do concelho, um concelho pobre, idoso,
desertificado, do interior do país, e sobretudo esquecido do poder central.
Com este evento, quiçá, o mais estruturante dos últimos cinquenta
anos para o concelho, que viu partir ao longo destas cinco décadas serviços
para outras regiões, vendo diminuir a sua gente e a sua importância socioeconómica,
Portalegre terá no futuro próximo mais gente, principalmente qualificada na área
da saúde, facto que de certeza se alargará a outro sectores da sociedade e da
economia.
Há dezenas que anos que o colégio estava devoluto, e desde
essa altura que a ideia da sua compra pelo Ministério da Saúde era ciclicamente
falado. Contudo, a insensibilidade do proprietário ia sempre inviabilizando o
negócio, prejudicando a cidade, o concelho e a região de Portalegre.
Concretizada a compra, honra a quem nunca desistiu deste projecto
tão marcante!
Mário Casa Nova Martins
5 de Janeiro de 2026
Rádio Portalegre
segunda-feira, janeiro 05, 2026
sexta-feira, janeiro 02, 2026
quinta-feira, janeiro 01, 2026
terça-feira, dezembro 30, 2025
Ucronia - Luís Sena de Vasconcelos, Tomás A. Moreira
Ucronia é um género literário e conceito filosófico que
explora histórias alternativas, imaginando como o mundo seria se um evento
histórico crucial tivesse ocorrido de forma diferente, um "e se"
aplicado à história, criando um "não-tempo" ou tempo hipotético.
Em essência, a ucronia é:
_ História Alternativa: Uma narrativa que reescreve o
passado, alterando um ponto-chave e explorando as consequências dessa mudança.
_ Especulação Histórica: Um exercício de pensamento
sobre como a civilização poderia ter-se desenvolvido em outras circunstâncias.
_ Um Género: Usado na literatura, cinema e outras artes para criar mundos hipotéticos fascinantes.
segunda-feira, dezembro 29, 2025
Ucronia - Diogo de Andrade
Ucronia é um género literário e conceito filosófico que
explora histórias alternativas, imaginando como o mundo seria se um evento
histórico crucial tivesse ocorrido de forma diferente, um "e se"
aplicado à história, criando um "não-tempo" ou tempo hipotético.
Em essência, a ucronia é:
_ História Alternativa: Uma narrativa que reescreve o
passado, alterando um ponto-chave e explorando as consequências dessa mudança.
_ Especulação Histórica: Um exercício de pensamento
sobre como a civilização poderia ter-se desenvolvido em outras circunstâncias.
_ Um Género: Usado na literatura, cinema e outras artes para criar mundos hipotéticos fascinantes.
sexta-feira, dezembro 26, 2025
Ucronia - Dominique de Roux
Ucronia é um género literário e conceito filosófico que
explora histórias alternativas, imaginando como o mundo seria se um evento
histórico crucial tivesse ocorrido de forma diferente, um "e se"
aplicado à história, criando um "não-tempo" ou tempo hipotético.
Em essência, a ucronia é:
_ História Alternativa: Uma narrativa que reescreve o
passado, alterando um ponto-chave e explorando as consequências dessa mudança.
_ Especulação Histórica: Um exercício de pensamento
sobre como a civilização poderia ter-se desenvolvido em outras circunstâncias.
_ Um Género: Usado na literatura, cinema e outras artes para criar mundos hipotéticos fascinantes.

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