\ A VOZ PORTALEGRENSE

sexta-feira, setembro 23, 2016

Crónica de Nenhures

Sem investimento não há crescimento e sem crescimento a economia não consegue sustentar o Estado Social, e muito menos pagar a dívida colossal que Portugal tem.
Mas que empresário, nacional ou estrangeiro vem investir em Portugal com um Governo de Esquerda de matriz menchevique, trotskista e estalinista? Nenhum!
Portugal será a curto prazo a “Venezuela da Europa”, e os portugueses merecem que assim seja.
Esquecidos dos tempos do PREC, com uma inflação galopante, nacionalizações, ocupações selvagens, violência nas ruas, os portugueses julgam que o Estado pode continuar a subsidiar tudo e mais alguma coisa.
Tempo virá em que os funcionários públicos não receberão salário, que as reformas não serão pagas, que haverá falta de bens de primeira necessidade, que não haverá os medicamentos básicos, tal como acontece hoje na Venezuela.
Mas importa isso se o ‘amanhã' ainda parece longe?
Assiste-se a um discurso retrógrado e bafiento por parte da Esquerda, incapaz de apresentar uma política económica e financeira credível.
E desta forma vai o país, de vento-em-popa, a caminho de mais um resgate.
A dívida sobe, as exportações caem a pique, o investimento afunda e os juros estão por um fio
A realidade começa a impor-se à ficção, à propaganda. O ano de 2016 será um ano com mais dívida pública e menos crescimento económico do que em 2015.
Mário Casa Nova Martins

quarta-feira, setembro 21, 2016

Fernando Correia Pina

2 selfies com Deus

Nós que enterrámos Deus tão meticulosamente,
tirámos-lhe mal as medidas
e um pé ficou de fora
em que andamos sempre a tropeçar
na nossa demanda da verdade,
quer falemos do vento, quer das estrelas.

Deus, que sempre foi lacónico,
a certa altura, já em tempos históricos,
deixou de falar aos homens,
nunca mais pegou fogo a sarças,
nem fez uma segunda edição das tábuas.
Assim, com graves consequências,
ficámos todos à mercê
de tradutores e exegetas.

terça-feira, setembro 13, 2016

No Cinquentenário da Piscina Municipal de Portalegre

Fotografia clássica e oficial da Piscina Municipal
Nela está ausente a parte da piscina das crianças

Terça-feira, dia 13 de Setembro de 1966, primeiro dia da Feira das Cebolas, a principal feira do concelho e cidade de Portalegre. Do programa das festas consta uma inauguração muito especial, a inauguração da Piscina Municipal.
Desde a década de cinquenta até meio da década de setenta do século passado, Portalegre tem um extraordinário surto desenvolvimentista, marcado por obras públicas e privadas, por novas indústrias, por uma agricultura em modernização, por um comércio pujante, por toda a gama de serviços públicos, pleno emprego, e, sobretudo, futuro. A Cultura tinha cidadania, havia cinema e futebol de qualidade, as Agremiações tinham expressão na comunidade.
A Feira das Cebolas, dias 13, 14 e 15 de Setembro, trazia a Portalegre a gente Portalegrense na diáspora. As casas enchiam-se de Familiares que apenas cá vinham uma vez por ano, as ruas fervilhavam de gentes da região, a cidade mais do que duplicava a população, tudo numa cor e vida que se transformava em alegria e bem-estar.
É neste contexto social que a Piscina Municipal é inaugurada, pelas 16 horas e 30 minutos, daquele terça-feira de um verão que os Portalegrenses viveram com esperança e fé no futuro.
Passam precisamente cinquenta anos após a inauguração, data e dia. Terça-feira, dia 13 de Setembro de 2016, celebra o cinquentenário da inauguração desta Obra Pública notável.
Há uma ligação muito forte de muitas gerações de Portalegrenses à Piscina Municipal. A sua robusta construção faz com que ainda hoje, pese embora o abandono e desleixo a que foi votada desde há anos pela sua proprietária, a CMP, continue a servir os Portalegrenses.
É de todos sabido que precisa de manutenção, e sobretudo carinho. Se assim não acontecer, em breve juntar-se-á a tantos imóveis públicos abandonados e em alto estado de degradação e desagregação, que existem em Portalegre.
Para memória futura, ficam estes elementos recolhidos de «O Distrito de Portalegre, ANO 83 – N.º 4.987, Sábado 10 de Setembro de 1966, pg. 1 e 2»*.
*
NÚMEROS QUE A DIMENSIONAM
Mede de comprimento 33,33 m.; de largura, na parte mais larga, 18 m. e, na parte mais estreita, 12 m.
A profundidade vai desde os 90 cm., a parte mais baixa, até atingir os 4,5 m., de molde a permitir os saltos.
A torre de saltos tem três pranchas colocadas aos 3, 5 e 10 metros.
A capacidade da piscina é de 1.300 m3.
CUSTO DA OBRA
Com todo o equipamento e acessórios excederá, na totalidade, 4.000 contos. A comparticipação do Estado foi apenas de 15% (cerca de 500 contos). O restante dinheiro conseguiu-se graças à boa vontade da Direcção-Geral dos desportos que contribuiu com 200 contos, à generosidade bairrista de algumas entidades particulares e aos rendimentos normais dos Serviços Municipalizados.
RENOVAÇÃO E PURIFICAÇÃO DE ÁGUA
Por debaixo da piscina está montado o equipamento mecânico para a purificação e renovação da água. A instalação é equipada com três unidades filtrantes, montadas em paralelo, com filtração através de cargas de areia de granulometrias calibradas, com lavagem por inversão de água afluente da circulação da piscina. A renovação total da água faz-se em 8 horas. Há uma cabine com as garrafas de cloro-gaz, produto químico que, com regularidade, será injectado.
Periodicamente a água será analisada.
PAVILHÃO ANEXO
Como a fotogravura, que publicamos, mostra, acompanha todo o comprimento da piscina, um pavilhão de dois pisos.
Nele estão instalados, no andar superior, os vestiários para os homens (18) e no rés-do-chão, os vestiários das senhoras (12).
Aqui fica instalado, além de um snack-bar, no rés-do-chão, uma esplanada, no andar superior, para os acompanhantes.
CONDIÇÕES DE ENTRADA
As entradas com direito a banho são facultadas, mediante o pagamento de 10$00. Os estudantes, devidamente identificados, terão uma redução de 50%. A entrada para acompanhantes, sem direito a banho, é de 5$00.
PEDIDO QUE SE DISPENSAVA…
Confiam os Serviços Municipalizados, no espírito cívico do público, de modo particular no de todos os portalegrenses, esperando que nada tenham a lamentar nem a reprimir, quanto à utilização pública dos diversos sectores. Esperam que se aproveitem os utentes de tudo quanto o conjunto da piscina lhes oferece, como coisa sua.
Mais esperam que aceitem, respeitem e colaborem, nas normas de decência moral que ali, se devem observar. Tudo farão os Serviços – como nos pediram para comunicar – para manter estes princípios, estando decididos a reprimir com severidade qualquer abuso, por parte de quem não esteja disposto a portar-se como deve.

segunda-feira, setembro 12, 2016

Desabafos, 2016/2017 - I

A insuportável leveza do tempo faz com que ele passe depressa, e ainda neste escaldante verão de 2016, o tempo deixa as suas marcas.
Uma dessas marcas é que, como argumentam alguns, e como diz o ditado popular, «o sol não nasce para todos»!
Escudada na Concordata, a Igreja Católica portuguesa não quer pagar IMI, ela que é a maior proprietária, urbana e fundiária, de Portugal.
Também o Partido Comunista Português, grande proprietário fundiário e urbano, defende que como partido político não tem que pagar IMI pelos seus bem imóveis.
Enquanto os portugueses sentem o continuado aumento do IMI, há quem se ache no direito de não contribuir para a sociedade, através do pagamento de impostos, neste caso o IMI.
A sociedade portuguesa está doente, moral e civicamente, perdeu Valores, abastardou Princípios, e disso ninguém tem dúvida. E o exemplo vindo da Igreja Católica e do Partido Comunista Português, conhecendo-se a sua história, o seu passado, também não espanta, não causa novidade.
É a hipocrisia de quem devia estar na primeira linha do cumprimento da lei, ao lado dos Cidadãos cumpridores dos seus deveres para com o Estado, escudando-se em direitos e leis que ele próprio de maneira leonina elabora e fez aprovar como Lei da República.
Comunistas e Igreja Católica, unidos na defesa dos seus próprios interesses, como se de corporações se tratassem.
O exemplo dado pela Igreja Católica e pelo PCP, mostra a que ponto o materialismo, o jesuitismo, se entranhou na Religião e na Política em Portugal.
Mário Casa Nova Martins
Rádio Portalegre, 12 de Setembro de 2016

terça-feira, setembro 06, 2016

Crónica de Nenhures

A Direita tem que fixar um nome: _ Estado-federado de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental. E uma data: _ 4 de Setembro de 2016.
A partir de agora nada vai ser como antes, quer na Alemanha, quer na Europa.
Finalmente o Povo Alemão liberta-se do ‘fardo’. Há mais de sete décadas subjugado, começa a assumir a sua Identidade, a sua Liberdade.
Por toda a Europa do Norte e Central os ventos de Liberdade contra o Estado Totalitário do Politicamente Correcto, contra o asfixiante e putrefacto Sistema saído da Guerra Civil Europeia de 1914-1945, avançam.
O Sul da Europa, a contra-ciclo, mantém a sua pobreza endémica, fruto de Governos de práticas socialistas e socializantes, e que estão para continuar, fruto de coligações com forças trotskistas e estalinistas como em Portugal, o BE e o PCP.
Partidos de Direita assumem nessa Europa onde os ventos de Liberdade crescem, um papel cada vez mais importante, conseguindo o apoio popular, multiplicando votos, conquistando lugares nos Parlamentos, sejam locais, regionais ou nacionais.
Em Portugal, o CDS está refém de forças conservadoras e reaccionárias, como as Confederações Patronais, indústria, comércio e agricultura, e a Igreja Católica, pelo que sendo o único Partido à Direita, que não de Direita, que tem representação parlamentar, não consegue crescer eleitoralmente, muito devido a esse ‘pecado original’, que o afasta do tão fundamental apoio popular para o crescimento.
Cuba e Venezuela são “os amanhãs que cantam” para os trotskistas do BE. Coreia do Norte é o “paraíso”, o “sol” para o estalinista PCP. E o Partido Socialista está refém destes radicalismos, conduzindo Portugal para um Comunismo, na sua modalidade de Capitalismo de Estado.
Enquanto isto acontece, parte da Direita em Portugal continua a ‘viver’ entre 1828-1834 e entre 1933-1974. O Mundo mudou, e parece que não deu disso conta!

terça-feira, julho 26, 2016

Clube Desportivo Portalegrense

26 de Julho de 1925 - 26 de Julho de 2016
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Clube Desportivo Portalegrense
91 Anos de História

26 de Julho de 1925 é a data da assinatura da Acta que formaliza o nascimento do Clube Desportivo Portalegrense. Passadas mais de nove décadas, o Desportivo, como é conhecido em Portalegre, mostra uma vontade enorme de continuar a sua História.
Ao longo da sua existência passou por diferentes fases. Foi Clube Desportivo Portalegrense, Grupo Desportivo Portalegrense, Clube Desportivo Portalegrense 1925, e hoje usa novamente a nomenclatura fundadora, mas sempre mantendo o azul nas camisolas, o branco dos calções e o encarnado das meias.
O Desportivo teve anos de glória, períodos de penumbra, momentos de conquistas e tempos de graves crises. Teve dirigentes que a ele dedicaram vidas, e outros que dele se aproveitaram. É assim a causa das coisas e a natureza humana.
O Desportivo foi sempre um clube ecléctico. Teve, entre outras modalidades, vólei, basquetebol, pesca desportiva, xadrez, futsal, ginástica, mas o futebol foi sempre a principal modalidade.
Em futebol conquista todos os títulos locais e distritais, e foi por duas vezes Campeão Nacional da III Divisão, nas épocas de 1975/76 e 1987/88. Contudo, é a década de cinquenta do século passado, aquela em que o Desportivo se tornou conhecido nos meios futebolísticos com campanhas notáveis na então II Divisão Nacional.
Mas a primeira época em que conquista o título distrital e participa no então Campeonato da II Liga, 5.º Grupo, Zona C, é a de 1934/35. Foi a primeira época de glória, conquistando vários títulos, como a Taça da Santa Casa da Misericórdia de Portalegre, de Campeão da Cidade de Portalegre, 1.ª Categoria, de Campeão Distrital de Portalegre, a Taça de Honra, o Campeonato Infantil, as Festas da Primavera, a Taça «Grémio Alentejano» e Festas da Primavera Infantil.
O primeiro jogo conhecido do Clube Desportivo Portalegrense é logo a 30 de Agosto de 1925, com as 2.ªs categorias do Alentejo Foot-Ball Club, cujo resultado se desconhece. O segundo jogo conhecido do, já, Grupo Desportivo Portalegrense, é no ano seguinte, a 20 de Junho, com o campeão distrital da época que entretanto findara, o Sport Club Estrela. Em disputa a «Taça António Bentes», e os “verdes” vencem os “azuis” por 5-1.
O primeiro troféu conquistado pelo Desportivo foi em Campo Maior em 12 de Setembro de 1926, no jogo disputado no Campo do Rocio contra o Victoria Foot-Ball Club, e na presença de cerca de quinhentos espectadores, o qual ganhou por 3-0.
Agora o Clube Desportivo Portalegrense enceta nova fase da sua História, ao voltar a ter equipa de futebol sénior e ir disputar o Campeonato Distrital da Associação de Futebol de Portalegre da próxima época 2016/2017
Dezenas, mesmo centenas de nomes se poderiam citar que são referência do Desportivo, como jogadores, dirigentes, sócios ou simples adeptos. Mas apenas se citará um, o actual Presidente da Direcção, Mário Frutuoso, que após a última crise tomou em mãos os destinos do Desportivo, que qual Fénix renasceu e voltou a conquistar títulos nos escalões jovens, ao mesmo tempo que mantém viva a sua Memória, podendo-se dizer, como nos tempos áureos e com toda a propriedade:
_ A Alma Azul está viva!
Mário Casa Nova Martins
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in, Fonte Nova, 19-07-2016, pg. 8

quarta-feira, julho 20, 2016

Fernando Correia Pina

Poema a um sexagenário

Digam lá se não é caso de pasmar

Este passar do tempo que a morte mais cerca põe do receoso olhar fazendo-nos descrer da melhor sorte que os dias vindouros nos possam dar,


este tempo que no corpo alarga um corte como em árvore pronta para queimar, o meu braço, ao invés, tornou mais forte e isto não deixa de me espantar


porque antes, no vigor dos vinte anos, o membro ereto resistia aos abanos da mão que o tentava, em vão, vergar


e agora, quarenta anos mais à frente, eis que o dobro sem esforço, num repente e digam lá se não é caso de pasmar.

quarta-feira, julho 06, 2016

Fernando Correia Pina

Rossio vermelho e branco

final da taça da liga 2016

Na tasca da esquina prevenindo
qualquer sempre possível derrocada
uns quantos cavalheiros, à gargalhada,
especam o muro, minis consumindo.

No café logo ao lado, desfrutando
dos privilégios da terceira idade,
uns quantos lançam pragas à cidade,
as pernas das miúdas petiscando.

Navego até à loja dos chineses.
Travessia perigosa porque às vezes
a água dos repuxos nos salpica.

Entro apressado e não compro nada,
dou meia volta e fujo à parada
do ruidoso povo do Benfica.

quinta-feira, junho 30, 2016

Fernando Correia Pina

69

Dizei-me vós, se sabeis,
qual a razão que nos move
a chamar sessenta e nove
e jamais noventa e seis
àquela pose intrusiva
em que a língua fescenina
dá umas demãos de saliva
nas paredes da vagina
enquanto a dona da dita
de joelhos ou de lado
lábios e língua exercita
chupando um pénis inchado.
Ou seja - para quem do Lácio
bebeu a erudição -
conilingus e felatio
em perfeita conjunção.
Fernando Correia Pina
_______ 
O poema, se bem que curto, é inovador: tem bibliografia ou infografia, como agora se diz.
Ei-la:

terça-feira, maio 24, 2016

Desabafos 2015/2016 - XVII

«Papa lamenta quem sente compaixão por animais e indiferença pelo vizinho», é um título, escrito ou dito de formas diferentes, mas com este claro conteúdo e significado, que circulou por todas as formas de comunicação.
Por uma vez parece que o papa jesuíta ‘desceu à terra’, ou dito de outra forma, o actual papa como que acordou para a crua realidade do quotidiano, principalmente europeu, de um hedonismo feroz.
Em Portugal há um partido político que diz representar os animais, quiçá, os interesses dos animais, e os humanos portugueses votaram nele a ponto de o dito ter elegido um deputado nas últimas eleições legislativas.
É sabido o estado moribundo, roçando o grotesco, em que está mergulhada a civilização europeia. O crime contra a Vida Humana, que parece não preocupar muito o papa jesuíta, a perda dos Valores que construíram a Europa, os atentados à Ética e à Moral, que também parecem não preocupar de maneira o mesmo jesuíta papa, tornaram insensível o Homem perante o seu Semelhante, a ponto de um animal irracional como, entre outros, o cão e o gato, sere colocado ao mesmo nível do Homem, criado à imagem e semelhança de Deus.
Entretanto a Europa, e Portugal, caminha para um fim histórico, e tal como aconteceu quando da queda de Constantinopla, discute-se o ‘sexo dos anjos’.
As grandes Instituições que tornaram forte a Europa, e Portugal, como a Família, a Religião Católica, a Cultura greco-romana, estão em acentuado declínio. O radicalismo de matriz marxista, geradora da pior tirania, o comunismo, renasce com novas roupagens e campeia na Europa do Sul, na Grécia, em Espanha e em Portugal.
Mário Casa Nova Martins
Rádio Portalegre, 23 de Maio de 2016

terça-feira, maio 10, 2016

Desabafos 2015/2016 - XVI

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A CGTP, correia de transmissão do PCP na área sindical, anunciou uma jornada de luta na semana de 16 a 20 de Maio próximo, com greves, manifestações e concentrações, por melhores salários e para demonstrar força.
Há muito que se esperava o ‘despertar’ deste dinossauro, que tinha ‘hibernado’ com o apoio da casa-mãe, o PCP, ao governo minoritário do PS.
O mote para as greves é «pela reposição dos direitos dos trabalhadores». Mas a verdade é sempre a mesma, um tempo de greves políticas, com as quais são os trabalhadores que utilizam os serviços em greve os mais sacrificados e prejudicados.
Mas que interessa isso, se a CGTP e o PCP defendem que destas ‘lutas’ saem mais fortes.
Sempre com a ideia de criar o caos, o PCP e a CGTP continuam não a lutar pelos direitos dos trabalhadores, mas a tentarem destruir a economia, as empresas e os postos de trabalho.
A sabotagem económica tem sido uma constante ao longo da Terceira República por parte desta Esquerda radical. A destruição do tecido económico e financeiro começou em 11 de Março de 1975, e de então para cá, seguindo a estratégia marxista-leninista pelo controlo dos meios de produção, os comunistas tudo têm feito para destruir tudo o que lhes faça frente para a tomada antidemocrática do poder.
Os trabalhadores têm sido ‘carne para canhão’ desta luta antipatriótica, na qual as greves de cariz político assumem papel de relevo.
Contudo, os tempos mostram que a força da CGTP é cada vez menor. Apenas no sector do Estado consegue manipular os trabalhadores, e mesmo neste apenas uma sua pequena parte, concentrada em Lisboa e na sua cintura.
Com a situação económica muito frágil, Portugal vai sofrer por via de mais instabilidade na área do trabalho. Tudo em nome de “amanhãs que cantam”.
Mário Casa Nova Martins
Rádio Portalegre, 9 de Maio de 2016

terça-feira, abril 26, 2016

Desabafos, 2015/2016 - XV

Em recente conselho nacional (sábado, 16/04/2015), o CDS aprovou o novo regulamento para as eleições autárquicas de outono de 2017, o qual, em linhas gerias, define que os candidatos do partido sejam "idóneos" e "competentes".
É evidente que qualquer candidato a uma qualquer eleição, seja de que partido for, tem, ou terá que ser competente e idóneo, o que leva a questionar se no passado e no CDS tal ou tais requisitos não foram cumpridos.
Verdade se diga que a actual presidente do CDS tem toda a razão em exigir idoneidade e competência aos futuros candidatos do partido. Ela conhece bem o partido.
Recorde-se que em sucessivas eleições o CDS apareceu coligado com o PSD, coligações que sempre são o chamado ‘abraço de urso’ do PSD ao CDS.
Hoje, fruto dessa ligação ao PSD, o CDS quase desapareceu nas sondagens que ultimamente têm sido tornadas públicas, pelo que as eleições autárquicas de 2017 serão um ‘começar de novo’ do CDS.
Claro que nos concelhos em que o PSD precisar da ‘muleta’ do CDS, irá de mansinho procurar a coligação, enquanto nos outros concelhos, onde dispensa o CDS, apelará ao voto útil, e tal tem sempre conseguido.
Na região de Portalegre, por muito que os responsáveis políticos digam o contrário, o CDS não tem implantação, já teve, pelo que o trabalho será árduo e tem que começar muito tempo antes do que os outros partidos políticos. E não pode estar à espera de que o PSD o venha aliciar para uma coligação.
O CDS até tem gente idónea e competente. Contudo, ela está há muito afastada do partido pelas mais variadas razões. O recente apoio do CDS à cleptocracia angolana veio afastar muitos que começavam a acreditar de novo no partido.
O CDS faz falta, assim a sua líder o perceba e o entenda.
Mário Casa Nova Martins
Rádio Portalegre, 25 de Abril de 2016

terça-feira, abril 12, 2016

Desabafos, 2015/2016 - XIV

Pelas piores razões, Angola volta a ser notícia. A prisão por delito de opinião de mais de uma dezena de angolanos, põe uma vez mais a nu o regime autocrático de Angola, que desde a independência tem à frente um governo liderado pelo MPLA.
Não seria notícia o apoio à autocracia angolana por parte do PCP, sempre ao lado das ditaduras, sejam elas a de Cuba ou da Coreia do Norte, ou sejam eles partidos totalitários como são todos os partidos comunistas marxistas-leninistas, ou grupos terroristas.
Notícia é um partido que se diz democrata-cristão, o CDS, apoiar a falta de liberdade em Angola.
O CDS de Assumpção Cristas votou no parlamento ao lado do ortodoxo PCP a não condenação do regime angolano pela prisão de cidadãos seus num acto anti-democrático e totalitário.
Mas a verdade que o CDS de Assumpção Cristas, no seguimento do CDS de Paulo Portas, há muito que se tornou num partido de interesses, porta-voz de interesses corporativos que nada têm a ver com a Democracia-Cristã que diz professar.
Hoje os Valores do CDS não passam de interesses. O CDS é um partido lobista. O CDS caminha para um gueto, do qual dificilmente sairá.
A ideia de que a Direita votará no CDS apenas porque é o partido mais à direita no parlamento tem os dias contados. A ideia que a Direita está refém do CDS sempre foi uma falácia, como mostram os diferentes resultados eleitorais em também diferentes eleições.
A continuar neste rumo, o CDS transformar-se-á num partido dispensável para a Direita.
Um lamento, um profundo lamento, tendo em o caminho que o CDS liderado por Assumpção Cristas está a trilhar.
Mário Casa Nova Martins
Rádio Portalegre, 11 de Abril de 2016

terça-feira, março 29, 2016

Desabafos, 2015/2016 - XIII

O Mundo que os Portugueses criaram, remete para a Epopeia dos Descobrimentos.
Contudo, falar-se no tempo presente dessa gesta, os Descobrimentos, é, dir-se-á, famigeradamente politicamente incorrecto. Pobre Nação esta que as suas gentes mais do que perderem a Memória, cobardemente recusam o seu Passado Heroico, cantado pelo seu maior poeta, Luís Vaz de Camões.
Mas esse Mundo criado pelos Portugueses gerou Estados viáveis e Estados inviáveis. Dos Estados inviáveis, que o são por razões geográficas, demográficas ou económicas, reconhecidamente está o antigo Estado da Índia, e hoje Guiné Bissau, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe, que são no fundo protectorados das Nações dominantes da região, tal como seriam os Açores e a Madeira se se tornassem independentes, e o é o actual Portugal, que outrora fora protectorado da Pérfida Albion e hoje é da União Europeia, e cada vez mais da Espanha.
Os Estados viáveis são Angola, Brasil e Moçambique.
Todavia, em Angola e Moçambique está no poder desde a Independência o mesmo partido político, concreta e respectiamente MPLA e FRELIMO. Ditos países democráticos, a verdade é que neles nunca aconteceu a alternância democrática.
O caso do Brasil é paradigmático. Nele a corrupção toma ciclicamente conta do poder central, chegando mesmo à primeira figura do Estado como aconteceu num passado recente com Fernando Collor de Melo, e hoje com a guerrilheira tornada presidente pelo voto do povo brasileiro, Dilma Rouceff.
Em comum, Collor de Melo e Dilma Rouceff têm o facto de serem de Esquerda, ele do Partido Trabalhista Brasileiro, ela do Partido dos Trabalhadores. O primeiro foi destituído por corrupção, a segunda tem em andamento um processo semelhante por corrupção.
O Brasil, com a Esquerda, mergulhou no mundo da corrupção. E em Portugal um ex-primeiro ministro de Esquerda está na barra dos tribunais indiciado por crimes de corrupção.
Mário Casa Nova Martins
Rádio Portalegre, 28 de Março de 2016

quarta-feira, março 16, 2016

Desabafos, 2015/2016 - XII

«Atrás de mim virá, quem bem de mim dirá». Este ditado popular assenta na perfeição, neste tempo presente, ao anterior presidente da República, Aníbal Cavaco Silva.
Ao longo da sua longa vida política sempre fomos seus críticos, contando-se pelos dedos de uma mão as vezes em que com ele estivemos de acordo.
Sem ideologia política, tal como o partido a que pertence, o dizer-se social-democrata nada significa ao “albergue espanhol” que é o PPD-PSD, só no final do mandato presidencial é que tomou posições quanto a Princípios e a Valores, com os quais nos identificamos e que defendemos.
Mas, verdade se diga, que num Portugal de matriz socialista e socializante, saído da revolução pretoriana de Abril de 1974, não se pertencer a essa matriz faz com que se esteja do chamado “lado errado da História”, daí os ataques que são mais insultos do que outra forma de crítica, que Aníbal Cavaco Silva sofreu principalmente ao longo da segunda metade do seu segundo mandato.
Detestado pelas ditas elites do regime, Cavaco Silva teve que lutar contra os preconceitos de classe dessa gente que sempre o invejou e que sempre o tentou menorizar enquanto político.
Agora, o tempo é outro. Agora como que “o circo desceu à cidade”, com o novo e actual presidente da República, uma figura que veio da Segunda República, o Estado Novo onde era delfim do presidente do conselho, e que neste Terceira República se tornou o enterteiner do sistema, chegando, com o apoio tácito da Esquerda, a presidente da República.
Os tempos que aí virão serão tempos de conflitualidade, de baixa política, ainda pior que o tempo presente, no qual as notícias em destaque se referem à corrupção, estando nela envolvidos políticos de todos os quadrantes do sistema.
Mário Casa Nova Martins
Rádio Portalegre, 14 de Março de 2014

quarta-feira, março 02, 2016

De pernas para o ar

O establishment está em pânico! As cabeças bem-pensantes não conseguem pensar! Os EUA estão de pernas-para-o-ar! Os reacionários ganham terreno! O medo, o pânico cresce!
A Europa não consegue explicar o que se passa nas primárias americanas. O seu candidato está bem posicionado para vencer as eleições presidenciais, como sempre, aliás. Mas não consegue entender porque os adversários votam num candidato que é nem mais nem menos que o Diabo em pessoa. O líder em termos de delegados na corrida à nomeação Republicana incarna o mal! Todos os piores receios quanto ao futuro dos EUA são expectáveis.
Lembramo-nos bem do processo de candidatura e posterior eleição presidencial de Ronald Reagan. Muito do que hoje se diz e acusa Donald Trump, é a mesma retórica então utilizada contra Reagan. Pena é que, à Direita, a memória seja tão curta.
É que a Direita do sistema em Portugal apoia a candidata à nomeação e eleição presidencial Democrata, e ‘cola-se’ à Esquerda do sistema nos ataques a Trump, os mesmos que fez a Reagan. A Esquerda radical apoia o judeu americano Bernie Sanders.
Mas, se se perguntar aos apoiantes portugueses, e europeus, direitistas de Hillary Clinton, qual o programa de Donald Trump, não o conhecem, e de imediato começarão a vomitar os chavões anti-Trump.
Ganhe quem ganhar as presidenciais americanas, o declínio da potência americana continuará.
E a Europa acompanhá-la-á nesse declínio.

Duarte Branquinho

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Quero aqui, neste momento, deixar o meu público agradecimento ao Duarte Branquinho, pelo facto de ele, na qualidade de Director do semanário «O Diabo», ter aceite publicar um vasto conjunto de textos meus, com a maior abertura e tolerância.
Muito me honrou ter estado com o Duarte.
Os anos que o Duarte esteve à frente de «O Diabo» foram exemplares. O jornal estava como que moribundo, e foi com um trabalho árduo, com uma dedicação plena, que foi possível tornar «O Diabo» uma referência no panorama jornalístico português.
O Duarte, como que fez renascer, um começar de novo, este semanário com mais de quatro décadas de existência.
O jornal que o Duarte construiu foi um jornal plural, não era um jornal de facção fosse ela política, religiosa ou outra.
Neste tempo de saída, Duarte Branquinho tem a certeza do dever cumprido. O Duarte fez o Bom Combate.
Por tudo, estou-lhe agradecido.
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Capa do último número da responsabilidade de Duarte Branquinho
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terça-feira, março 01, 2016

Desabafos, 2015/2016 - XI

Na segunda-feira dia 15 de Fevereiro deste ano de 2016, o Presidente da República Aníbal Cavaco Silva condecorou pela primeira vez uma vítima das Forças Populares 25 d Abril (FP25).
Hoje como que é tabu falar dessa associação criminosa e assassina. Talvez por isso a cerimónia de entrega da condecoração a título póstumo, a Grã Cruz da Ordem do Infante D. Henrique, teve lugar numa cerimónia privada a pedido da família, quiçá temendo-se represálias.
Precisamente no dia do trigésimo aniversário do assassinato de Gaspar Castelo Branco, a sua Memória foi lembrada.
Director dos Serviços Prisionais, Gaspar Castelo Branco era um alto funcionário do Estado que, de acordo com a explicação sobre as ordens honoríficas portuguesas disponível na página da Presidência da República, prestou “serviços relevantes a Portugal, no país ou no estrangeiro, assim como serviços de expansão da cultura portuguesa ou para conhecimento de Portugal, da sua história e dos seus valores”.
Gaspar Castelo Branco foi morto ao fim da tarde de 15 de Fevereiro de 1986 à porta de casa, na Lapa, com um tiro na nuca, num ataque reivindicado poucas horas depois pelas Forças Populares 25 de Abril.
Cavaco Silva, neste seu final de segundo mandato, mostra uma coragem cívica que muito o honra.
As FP25 surgiram em 1980 e operaram até 1987. Os assassinos que a formaram nunca reconheceram os crimes que praticaram, e hoje passeiam-se com o maior à vontade, sendo ídolos dos radicais de Esquerda que estão na Assembleia de República.
Mas que fique claro o alerta que estes assassinos continuam a manter as mesmas ideias e posições, pelo que o mais que certo fracasso desta coligação de Governo, que une as extremas-esquerdas, os fará sair da clandestinidade e regressar ao banditismo e terrorismo de Esquerda.
Mário Casa Nova Martins
Rádio Portalegre, 29 de Fevereiro de 2016

segunda-feira, fevereiro 29, 2016

Assobiar p'ró ar


«Uma imagem vale por mil palavras», diz o ditado popular, e no caso em questão, toda a razão lhe é dado.
Os tempos que se vivem são crepusculares, tempos de decadência, onde o deboche se tornou lei, é lei.
Os radicais tomaram conta da Ágora, e agora tudo lhes é permitido, tudo lhes é consentido.
Mas para que se chegasse a este ponto, «muita água correu debaixo das pontes».
Tibieza, cobardia, são adjectivos que «caiem que nem uma luva» naqueles que hoje vêm afirmar que o cartaz “é uma afronta aos crentes”.
E onde estavam estes ‘devotos’, quando muitos Crentes se uniram para impedir que leis como a que se refere o cartaz fossem aprovadas? «Assobiaram p’ró ar»!
O receio de causarem polémica, de ‘agitar as águas’, levou a que os factos se consumassem. E agora, qual carpideiras, vêm queixar-se de afronta, atentado à liberdade de expressão, respeito mútuo, tudo palavras soltas de quem há muito deixou de ser e de ter voz, de ser e dar exemplo, na sociedade portuguesa.
O que se seguirá será sempre pior do que está. Mais de quatro décadas de parlamentarismo levaram Portugal à negação da sua Identidade. Os Heróis há muito que debandaram. Viva a dissolução!

terça-feira, fevereiro 16, 2016

Desabafos, 2015/2016 - X

A Esquerda Menchevique-Trotskista-Leninista, vulgo PS-BE-PCP, usa a clássica metodologia, segundo a qual uma mentira mil vezes dita passa a ser verdade.
De acordo com o Orçamento de Estado para este ano de 2016, há uma subida de mais de mil milhões de euros de impostos a pagar por todos os dez milhões de portugueses, todos impostos sobre o consumo, sendo o aumento dos impostos indirectos superior a 6%.
E esta Esquerda, em uníssono, afirma, sem pudor e com o maior à vontade, que aumentar impostos nesta brutal dimensão significa acabar com a austeridade e aumentar a competitividade!
Os bens de primeira necessidade, como a água, a luz e a gás, tiveram aumentos. Os géneros alimentícios estão mais caros. O IMI, para os proprietários, subiu. Em suma, o que não subiu são os bens de luxo, inacessíveis à larguíssima maioria da população.
Mas o povo votou, o seu voto é soberano, e tem aquilo em que acreditou. Não se pode queixar. Mais de quatro décadas de parlamentarismo conduziram Portugal a várias bancarrotas, mas que interessa isso, se há futebol, fado, e toda uma série de atentados à Ética, à Moral e aos Princípios.
O que o povo quer é circo, carnavais, touradas, telenovelas, muito sexo, enfim, como diz o ditado popular, «quem vier a seguir que feche a porta»!
Portugal está cada vez mais endividado. Este ano, das «vacas gordas», o paraíso prometido pelos radicais esquerdistas, será no final de «vacas magras», o inferno na terra para milhões de portugueses. Mas como o povo acredita “nos amanhãs que cantam”, continuará feliz com a utopia/mentira esquerdista de que a austeridade acabou!
Mário Casa Nova Martins
Rádio Portalegre, 15 de Fevereiro de 2016

terça-feira, fevereiro 02, 2016

Desabafos, 2015/2016 - IX

O ainda Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, vetou a adoção entre casais do mesmo sexo e o fim das taxas moderadoras no aborto.
Desta forma, Cavaco Silva deixa mais uma marca na sua passagem de uma década no Palácio de Belém.
Coerente com os Princípios e Valores que defende, e que nestas duas áreas são os mesmos que defendemos, mostra que mais importante que os denominados «sinais dos tempos» ou o malfadado «politicamente correcto, Cavaco Silva coloca as suas convicções acima de tudo. O que só o honra.
As justificações apresentadas para os dois vetos, no caso da adoção por casais do mesmo sexo justificando que se tratava de uma alteração radical e muito profunda no ordenamento jurídico, e no caso do aborto afirma a ausência de devido debate público, são fundamentadas.
Mais preocupada com as denominadas «causas fraturantes» do que com a solução dos verdadeiros problemas dos portugueses, que não são mais do que “carne para canhão” para as suas distopias geradoras de totalitarismos, a Esquerda Radical não contrapõe, e à falta de argumento limita-se a insultar o Presidente da República, mostrando uma vez mais o seu cariz, o seu carácter antidemocrático.
Sabe-se que no Parlamento a dita ‘maioria de Esquerda’, mencheviques do PS, trotskistas do BE e leninistas do PCP, irá novamente aprovar estas leis, mas a tomada de posição de Aníbal Cavaco Silva fica para a História.
Enquanto a Esquerda radical ulula, a Igreja Católica mantém-se silenciosa. O que era de esperar! Há muito que a Igreja Católica deixou de ter voz na sociedade portuguesa. E quando a tem, não só é tímida, como surge quando tudo é irreversível.
É por isso que a tomada de posição de Cavaco Silva ainda se torna mais importante.
Que fique bem claro que estamos nestes dois momentos com o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva.
Mário Casa Nova Martins
Rádio Portalegre, 1 de Fevereiro de 2016

terça-feira, janeiro 19, 2016

Desabafos, 2015/2016 - VIII

Domingo próximo, dia 24 de Janeiro, há eleições presidenciais. E, por mais uma vez neste tipo de eleições, como é fácil a escolha do candidato em quem votar.
Sem a menor dúvida, o candidato escolhido é, nenhum! E no caso de vir a haver uma segunda volta, a escolha recairá naquele mesmo candidato, que aos costumes dá pelo nome de ‘nenhum’!
Situando-nos à Direita, na Direita, os dez candidatos presidenciais têm em comum o não se considerarem de Direita, logo, que sentido faz alguém que é de Direita ir votar num candidato que não é dessa área política? Só por distracção, quiçá, masoquismo, é que alguém de Direita vota num destes dez candidatos que não são de Direita. Não é difícil compreender!
Portugal caminha alegremente para o abismo, seja na área política, económica e principalmente social. No campo social, Portugal é hoje uma “casinha de horrores” com a permissividade e a licenciosidade dos costumes, com uma corrupção galopante, com o abastardamento de Valores e Princípios.
Todos os candidatos presidenciais apoiam este estado de coisas, nenhum coloca em questão as ditas ‘causas fracturantes’ que corroem o tecido social, principalmente as Instituições Família e Escola. Nenhum candidato fala da Família como centro da Sociedade, da importância da Escola na formação do Cidadão.
Também um outro pilar da Sociedade é a Religião. E em Portugal a Religião Católica, maioritária, é uma Igreja cada vez mais do silêncio face à degradação Moral e Ética da Sociedade. Ou não tem voz, ou quando toma uma posição peca pelo atraso e fundamentalmente pela tibieza com que trata o assunto.
No próximo domingo 24 de Janeiro de 2016, a Direita que é Direita rejeitará todos os candidatos, sem excepção!
Mário Casa Nova Martins
Rádio Portalegre, 18 de Janeiro de 2016

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