\ A VOZ PORTALEGRENSE

terça-feira, setembro 29, 2020

Desabafos 2020/2021 - II

Depois de um verão abrasador, como tantos que a memória guarda, a chuva e as temperaturas outonais chegaram.
Também regressou o medo da pandemia deste ano terminado em 20, que junto com ela trouxe outros medos.
Por enquanto ainda não apareceram seitas milenaristas que apregoem o fim do mundo, o final dos tempos. Mas a História mostra que em tempos como estes, essas seitas de cariz apocalíptico têm existência curta, mas que deixam marcas na sociedade.
Umas defendem a penitência, outras a luxúria, ambas sempre radicais, extremistas.
Mas, extremismo e radicalismo estão fortes neste tempo na sociedade portuguesa.
O racismo, a intolerância, comportamentos totalitários, mostram uma sociedade em ruptura.
Minorias que querem impor os seus comportamentos fracturantes à maioria. Discurso de ódio e discurso racista protagonizado por partidos e movimentos radicais de Esquerda. Intolerância da Esquerda radical face a quem dela pensa diferente. Tentativas de intimidação a quem escreve fora dos cânones dessa mesma Esquerda radical. Ataques de carácter a quem na praça pública tem um discurso próprio, mas diferente do politicamente correcto.
Que tempos estes!
Dominante nos média, nas redes sociais, defensora do pensamento único, transformou-se em inquisidora-mor. É a mais terrível censora de tudo que é diferente das suas causas.
28 de Setembro de 2020

Desabafos 2020/2021 - I

No ‘tempo das vacas gordas’, trocar de automóvel era uma questão de status.
Os tempos mudaram, e hoje, tempos difíceis, o que se troca não é o automóvel, mas sim a matrícula. As letras e os números mantêm-se, claro, mas o modelo de matrícula é que é novo.
Automóveis de anos recentes, até àqueles com dezenas de anos, circulam agora com o novo modelo de matrícula, uma forma de ostentação, dir-se-á, pindérica.
Este caso das matrículas, mostra até que ponto a sociedade se gere por valores exteriores que nada têm a ver com com aqueles Valores que são matriz da Identidade, da Cultura, do viver em sociedade com princípios de solidariedade, de companheirismo, de pertença.
Os principais governantes do país vêm avisando os portugueses que se avizinham dias difíceis. Mas parece que as gentes estão a fazer de ‘orelhas moucas’, e tal como a cigarra mantêm os padrões de consumo dos tempos bons, esquecendo as crises económicas e sociais que se tem passado, com desemprego, fome e miséria.
Este viver o dia presente, sem preparar o dia seguinte, sem olhar para o futuro, criando condições para superar crises futuras, esperando que o Estado tudo resolva através da subsidiodependência, tem em Portugal, e também na Europa, vida curta.
Os modelos de segurança social estão nos limites, não vão conseguir sustentabilidade num futuro próximo. Mas ninguém quer saber!
Que haja ‘pão e circo’!
14 de Setembro de 2020

terça-feira, maio 26, 2020

Desabafos 2019/2020 - XVII

O mundo é um lugar curioso. Há um ano a “tragédia”, o “drama”, o “horror” era o ‘aquecimento global’. Um inverno chuvoso, com a chuva a continuar na primavera, o ciclo dos anos chuvosos intercalados com um ano de seca, que até pode ser extrema, continua o imutável caminhar do tempo, dos anos.
Hoje a pandemia que a História guardará com o nome de «covid-19», o vírus chinês, é o ‘medo’ que assola a humanidade.
Mas a humanidade do mundo rico, porque o outro, o mundo dos pobres, esse que só aparece no rodapé da História, quando as “boas consciências” têm interesse em dele falar, está preocupada.
O mundo rico, governado pelo hedonismo, pelo desenfreado consumismo, sem Ética, sem Valores, defensor da Morte dos mais fracos, a começar pelos que ainda não nasceram aos que estão perto de terminar as suas vidas, que só pensa no lucro, ainda não percebeu que o seu paradigma está a mudar.
O mundialismo, o globalismo sofreu um rude revês com o vírus chinês. Mas depressa regressará à destruição da Civilização Ocidental. Família, Religião, Tradição, voltarão a ser alvo de desconstrução.
O tempo que virá continuará a ser desigual na distribuição da riqueza. Mais desigual, ainda. A aculturação das gentes progredirá, multidões dóceis serão submetidas à ditadura do pensamento único. Nunca o «1984» de George Orwell esteve tão presente!
25 de Maio de 2020

terça-feira, maio 12, 2020

Desabafos 2019/2020 - XVI

Na página 2 do semanário «Alto Alentejo» de 29 de Abril passado, vem, como se lê, um “Esclarecimento do Bispo Diocesano”, sobre a Santa Casa da Misericórdia de Portalegre.
Antes de mais, quem está à frente daquela Instituição, mal tivesse sido tornado público o dito ‘esclarecimento’, teria ‘grandeza d’alma’, quiçá, ética, se de imediato tivesse colocado o lugar à disposição. Mas, que se saiba, não teve. O que também diz muita coisa!
O Bispo Diocesano afirma no ‘esclarecimento’ que tem recebido cartas, pessoas, telefonemas, gente identificada, que o informa sobre o funcionamento da Santa Casa da Misericórdia de Portalegre.
E infere-se que o que foi transmitido ao Bispo Diocesano, não é positivo para a Instituição, e nada abonatório para quem a dirige.
O Bispo Diocesano, antes das eleições, foi avisado do que se iria passar, pela mesma gente que agora o alerta.
Então, como agora, como o povo diz, ‘sacode a água do capote’!
Foi o Bispo Diocesano quem deu posse às pessoas que dirigem presentemente a Instituição. Os estatutos assim o obrigam.
Os estatutos são escudo para quando não se quer tomar posições, quando não se quer tomar decisões.
Passado uma semana, quarta-feira dia 6 de Maio, no mesmo semanário, na mesma página, vem a resposta assinada pelo Provedor. E essa resposta, nada diz em concreto, fala em «alhos e bugalhos», e quanto «aos costumes nada diz». O que quer dizer muita coisa.
Mas tudo isto é surreal! O que se passa na Santa Casa da Misericórdia de Portalegre, o ‘esclarecimento’ do Bispo Diocesano, e a resposta dada pela Instituição.
Sou Irmão da Irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Portalegre.
Não estou confiante em relação ao futuro da Santa Casa da Misericórdia de Portalegre.
11 de Maio de 2020
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quarta-feira, abril 29, 2020

Desabafos 2019/2020 - XV

O dia seguinte à pandemia vai ser o dia do ‘abrir dos olhos’ para os portugueses. Vai ser um doloroso acordar, um ‘abrir de olhos’ para a nova realidade que vão encontrar.
A paragem da actividade económica, por culpa do vírus chinês, levou a falências, ao desemprego, além da diminuição dos salários de muitos trabalhadores.
A economia vai demorar meses a recuperar. Pequenas e médias empresas, a maioria delas há muito asfixiadas por empréstimos bancários, e que são o verdadeiro motor da economia portuguesa, demorarão a voltar a facturar o suficiente para poderem gerar mais-valias, e muitas não irão sobreviver.
Enquanto isto, o Estado continua despesista em áreas não produtivas. O mesmo Estado continua a falhar no apoio à Economia. Promessas, retórica, esbarram na crua realidade, a burocracia.
Em vez do governo de Portugal tomar medidas necessárias e urgentes de apoio à economia portuguesa, procura que União Europeia lhe resolva a crise.
A crise em que Portugal mergulhou é, na melhor das hipóteses, semelhante à última bancarrota da responsabilidade do governo do Partido Socialista de José Sócrates.
Novo ‘apertar do cinto’ está a chegar, com aumento da carga fiscal, sejam aumento dos impostos directos, seja aumento dos impostos indirectos.
Haverá quebra no consumo, e também aumento das dívidas das famílias, um flagelo social.
Nuvens negras aproximam-se no horizonte dos portugueses.
Tudo por culpa do vírus chinês!
27 de Abril de 2020

quinta-feira, abril 16, 2020

Desabafos 2019/2020 - XIV

O tempo que se vive é também tempo para um outro tempo. É um novo tempo depois de um tempo que também foi novo para as gerações do presente. A excepcionalidade do tempo que se vive, permite ver a vida de uma forma diferente, neste tempo de recolhimento físico.
A celeridade do tempo como que abrandou.
O tempo passa, e cada dia é um novo dia, um dia diferente que nasce com a esperança de amanhã ser outro dia.
A economia da Europa sofre um fortíssimo abalo, do qual demorará tempo a recuperar.
As ‘três Europas’ sofreram de forma diferente, mas nunca foi tão actual a “história da cigarra e da formiga”.
A Europa do norte tem uma economia forte e está preparada para fazer face ao futuro. A Europa de leste, ainda em reconstrução face à miséria do Socialismo, que a destruiu economicamente e a transformou num totalitarismo, tem meios para acreditar que vencerá a situação. Por último e em último, a Europa do sul que, tal como a cigarra, não tem meios próprios para atacar quanto mais vencer a crise económica em que está mergulhada.
A Europa do sul, com países como a Itália e a Espanha, de governos despesistas e onde a subsidiodependência impera, está numa situação económica e financeira desastrosa, com uma dívida pública enorme. A uma escala menor, mas na mesma situação, encontra-se a Grécia e Portugal.
Mendigos, pedintes, estes países do sul, querem que os outros lhes resolvam a crise.
Como é tão presente a fábula da cigarra e da formiga!
13 de Abril de 2020

terça-feira, março 31, 2020

Desabafos 2019/2020 - XIII

A pandemia que se vive tem origem num vírus produzido na China. Por razões que a razão conhece, o vírus propagou-se, e hoje o mundo vive uma catástrofe humanitária, que rapidamente tem como segunda consequência, logo a seguir à própria pandemia e as mortes que origina, a gravíssima crise económica.
A criação do vírus é uma pequena evidência do que é uma guerra química, no caso uma guerra bacteriológica.
A impunidade do governo comunista chinês face ao ocorrido choca com a mentira americana, depois também europeia, da existência de armas de destruição massiva que se dizia ter o Iraque de Saddam Hussein.
O regime iraquiano de Saddam Hussein foi falsamente acusado de ter um arsenal de armas químicas, e foi, em nome desta mentira, desencadeada uma guerra contra o povo iraquiano.
Agora a China lucra com a pandemia que provocou, ao fazer negócios à custa daquele crime.
Mas dada a sua importância na económica mundial, face à sua força militar, à sua importância geopolítica, a totalitária China vai ficar impune em relação a este crime contra a Humanidade.
Portugal luta com os meios que tem à disposição contra esta peste do século XXI. De início os portugueses não compreenderam a gravidade da situação criada pelo vírus chinês. Agora interiorizaram que são eles próprios que têm que lutar contra a epidemia viral, porque o Estado tarde e lentamente tomou as medidas correspondentes.
E é miserável o comportamento do presidente da República, que à primeira «abandona o barco».
30 de Março de 2020

terça-feira, março 17, 2020

Desabafos 2019/2020 - XII

O mundo está perigoso. E a Europa, rica e envelhecida, sofre uma pandemia viral vinda de leste, ao mesmo tempo que hordas de invasores, vindas do Império Otomano, querem nela entrar.
Há no tempo presente como que uma repetição da História. Diferentes pestes assolaram a Europa, sendo a Peste Negra a mais conhecida e a mais mortífera. Covid-19 é mais uma peste que a Europa sofre, estando ainda por conhecer o seu verdadeiro impacto nos europeus.
De forma diferente, mas também grave, é o que se passa nas fronteiras da Grécia e da Bulgária com a Turquia.
A ameaça dos Otomanos de enviar milhões de muçulmanos para a Europa ocidental é real. Vivem-se tempos semelhantes aos do fim do Império Romano, também ele no seu estertor cercado de bárbaros, que o vieram a invadir e a transformar em ruínas a sua brilhante Civilização.
Os mesmos bárbaros cercaram mais tarde Constantinopla, o centro do então Império Romano do Oriente. E enquanto os seus governantes discutiam o sexo dos anjos, os bárbaros arrombavam os portões da cidade e conquistavam-na, também destruindo aquela notável Civilização.
O mesmo se passa em Portugal, país onde se criminaliza o abandono e os maus tratos a animais, e onde Idosos são vítimas indefesas de maus tratos e abandono pelos seus semelhantes, país onde é permitido matar antes de nascer e no final da vida.
Em Portugal os governantes não só ignoram o perigo da invasão muçulmana, como a incentivam. E quanto ao Covid-19, a retórica continua superior à luta contra o vírus.
30 de Março de 2010

sexta-feira, março 06, 2020

Dia Internacional da Mulher - 2020

Desabafo 2019/2020 - XI

Outrora a Escola era um lugar de saberes, de aprendizagem, de educação social e cívica. Na Escola ensinava-se e aprendia-se. Na Escola o Aluno e o Professor completavam-se na formação integral da Pessoa.
Em casa os Pais educavam os Filhos, e quando estes iam para a Escola sabiam dos seus direitos e sobretudo dos seus deveres.
Hoje a Escola é como que um ‘depósito’, onde as novas teorias pedagógicas criaram a maior forma de facilitismo. Em casa há a demissão de educar.
Não se respeita o Professor, não se respeita o Funcionário que zela pela Escola.
Diferentes e diversas formas de violência campeam na Escola. Professores e Funcionários são agredidos verbal e fisicamente por alunos, familiares e gente estranha à própria Escola. Alunos agridem colegas.
Os sindicatos da área preocupam-se mais em fazeir guerra política aos Governos, do que em denunciar da forma mais veemente a violência que grassa na Escola,
O próprio ministro que tutela a Educação, ainda há pouco veio desculpar e desculpabilizar um aluno que agredira um Professor.
Os partidos políticos com assento parlamentar nunca apresentam soluções para o fim da violência na Escola. Há muito que se demitiram em relação à Escola.
A tudo isto assiste impávida a sociedade portuguesa, sem que dela venha a mais pequena solidariedade para Funcionários e Professores.
A Escola está ‘doente’. Muito ‘doente’!
2 de Março de 2020

quarta-feira, fevereiro 19, 2020

Desabafos 2019/2020 - X

É público que o preço da electricidade em Portugal é alto. Porventura, a principal razão é a forte componente do imposto, o IVA, que está no valor máximo da tributação.
O IVA da electricidade em Portugal tem o valor máximo de 23%.
Ao ser taxada em 23%, a electricidade tem uma taxa ao nível dos bens de luxo.
Será que a electricidade é um bem de luxo, ou um bem de primeira necessidade?
Se a electricidade fosse taxada como bem de primeira necessidade, teria a taxa de 6%.
Partidos políticos dos dois quadrantes ideológicos, esquerda e direita, defenderam no período anterior à apresentação do Orçamento de Estado para 2020 a baixa do IVA na electricidade. Apenas o PS era contra.
No final, jogos políticos à direita e à esquerda, cruzamento de votações com coligações à esquerda e à direita, inviabilizaram a baixa do IVA na electricidade.
Hoje os portugueses continuam a para a electricidade com a taxa em 23%.
Hoje o parlamento e os partidos com assento na Assembleia da República estão mais desacreditados.
Hoje a classe política está mais descredibilizada.
Hoje o cargo de presidente da República está abastardado, com o silêncio e os silêncios do titular.
Esta Terceira República caminha para o seu estertor.
São patéticos os congressos partidários, onde minorias organizadas sedentas de protagonismo se tornam maiorias.
São anedóticas as intervenções no parlamento de parlamentares incultos e radicais, intolerantes e racistas.
É confrangedor o discurso dos membros do governo.
É pungente ver as atitudes circenses do presidente da República.
E o IVA da electricidade está nos 23%!
17 de Fevereiro de 2020

terça-feira, fevereiro 11, 2020

Desabafos 2019/2020 - IX

A lista tem mais de 150 taxas, licenças, impostos e contribuições.
A carga fiscal em Portugal está a aumentar. Famílias e empresas pagam em 2020 mais do que em 2019.
A fonte é a Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO), e a lista dos impostos é da responsabilidade do Instituto Nacional de Estatística (INE).
INE e UTAO são entidades credíveis, pelo que por mais que se tente negar, a verdade é que em 2020 a carga fiscal aumenta para os portugueses, carga fiscal essa que está estão dividida por contribuições, impostos, licenças e taxas.
O socialismo não cria riqueza, o socialismo caracteriza-se pelo aumento brutal e continuado da carga fiscal, asfixiando as empresas e as famílias.
Os cálculos da UTAO apontam para uma carga fiscal de 35,4% do PIB este ano, o valor mais elevado da história recente.
Um outro dado diz que a carga fiscal é mais concentrada na tributação indirecta, a que incide sobre o consumo.
Por muito que queira, como diz o ditado popular, “tapar o sol com a peneira”, o governo socialista aumenta a carga fiscal todos os anos.
Mas os portugueses que votam na esquerda, e são a maioria, concordam com o aumento dos impostos. Se não concordassem, não votariam nos socialismos do PS e na extrema-esquerda do PCP e BE.
Dito assim, «vivam as mais de 150 taxas, licenças, impostos e contribuições». O povo paga e está contente e continua a votar no socialismo.
3 de Fevereiro de 2020
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terça-feira, janeiro 21, 2020

Desabafos 2019/2020 - VIII

Professores agredidos no local de trabalho, a Escola. Médicos e enfermeiros agredidos no local de trabalho, hospital e centro de saúde. Bombeiros agredidos no local de trabalha, o quartel. Magistrados agredidos no local de trabalho, tribunal. E mais agressões em locais de trabalho, sejam repartições de finanças, bancos, comércio e outros. Tantas vítimas.
Vive-se, cada vez mais, um clima de medo. Há zonas nas grandes cidades e nas suas periferias controladas por gangues. Nas pequenas e médias cidades começa a ser perigoso andar na rua à noite.
O que a comunicação social escreve ou mostra acerca da violência que diariamente acontece em países da europa, para não falar noutros lugares do mundo, começa a acontecer em Portugal.
Mas, segundo os políticos, nada se passa por cá!
O governo socialista ignora deliberadamente os factos, enquanto os seus apoiantes de extrema-esquerda, BE e Livre, apelam e defendem a violência racista e xenófoba.
Hoje em Portugal são permitidas manifestações racistas. O racismo é cartilha de partidos com representação parlamentar, como o Livre e o BE.
E o circense actual presidente da República dá os piores exemplos de populismo, não dignificando a função que exerce.
A impunidade campeia face à violência de grupos radicais racistas. E outras formas de violência crescem, sem que as autoridades consigam minorar o flagelo.
20 de Janeiro de 2020

quinta-feira, janeiro 09, 2020

Desabafos 2019/2020 - VII

Eis que chegou 2020! Este novo ano tem novos impostos, e mais, a carga fiscal dos Portugueses vai aumentar. Os Portugueses vão este ano de 2020 pagar mais em impostos do que pagaram no ano anterior.
Vergonha! Esta palavra quem querem castrar do dicionário político em Portugal, é a mais adequada para definir o estado actual do país. É mesmo uma vergonha, vergonhosa, dir-se-á, a brutal carga de impostos a que o cidadão comum está sujeito em 2020 em Portugal!
O socialismo no seu resplendor!
2020 vai ser um ano difícil para os Portugueses. Não sendo ano eleitoral, o governo socialista tudo procurará taxar.
Os Portugueses aceitariam todos os sacrifícios, se deles surgissem melhoria para as suas vidas. Mas com a situação na área da Saúde e da segurança Social, que futuro para os Portugueses?
Foi um insulto o aumento de 0,3% na função pública! Foi um insulto o aumento das pensões. Mas é isto mesmo o socialismo!
Vergonha!
Com este governo socialista o país não terá crescimento económico e social, a proletarização da classe média aumentará, a pobreza crescerá.
O ano de 2020 terá fortes convulsões sociais, e se o governo socialista é um mau governo, pior é o desempenho do presidente da República, uma figura circense.
E a tentativa, no final do passado ano, do presidente da assembleia da República impedir um deputado de usar a palavra “vergonha” no parlamento, a chamada ‘casa da Democracia’, é uma tentativa de castração do Pensamento, e é também, mais do que um acto censório, uma forma sibilina de Totalitarismo.
6 de Janeiro de 2020

quarta-feira, janeiro 08, 2020

Desabafos 2029/2020 - VI

Portalegre é cada dia que passa uma espécie de fenómeno. É um fenómeno face ao desgoverno autárquico. Como é possível estar continuadamente ingovernável e ainda não existir a coragem para haver eleições intercalares.
A cidade de Portalegre e o seu concelho estão paralisados face as guerras políticas que tornam impossível qualquer forma de gestão por parte da autarquia.
PCP, PS, PSD, ora se aliam para inviabilizar qualquer medida apresentada pelo CLIP, ora se combatem e aliam-se ao CLIP para inviabilizar uma proposta de um outro partido.
Também acontece o mesmo partido apresentar uma proposta, que até é aprovada por maioria, e na reunião seguinte apresenta uma proposta que anula a anterior e esta é aprovada por diferente maioria.
A tudo isto assiste Portalegre, cidade e concelho, como se nada fosse, como se tudo não tornasse mais difícil o dia-a-dia dos munícipes.
E, mais, se houvesse eleições intercalares autárquicas no concelho de Portalegre, os resultados em nada difeririam dos anteriores. Por isso, como diz o ditado popular, «o último que feche a porta».
Todavia, que se fale de um caso que se passa em Portalegre.
Há um museu na cidade de Portalegre denominado Museu Robinson.
O Museu Robinson está fechado porque não tem luz. A autarquia não paga a conta da luz, e quem de direito cortou a ligação.
Também aqui serve o ditado popular, «o último que apague a luz».
23 de Dezembro de 2019

terça-feira, dezembro 10, 2019

Desabafos 2019/2020-V

A esquerda perdeu o combate ideológico com a queda do comunismo. Então, ficou órfã de causas.
Mas em breve encontrou novos paraísos concentracionários nas causas fracturantes, que vão desde a liberdade no aborto, à libertinagem nos comportamentos e costumes, passando por novas formas de racismo e xenofobia, tudo numa amálgama de radicalismos e extremismos.
Em Portugal, a extrema-esquerda tem uma expressão única no mundo, passando os 20% em termos das últimas eleições legislativas.
Portugal é o país da União Europeia com uma governação mais à esquerda, com a consequente radicalização de políticas nas áreas económicas e sociais, e consequente falência de serviços como o Serviço Nacional de Saúde e o sistema de Segurança Social. A própria economia está asfixiada em impostos, enquanto o comum do cidadão tem impostos directos e indirectos em valores extremos.
A mais recente causa da esquerda é o clima, mais propriamente as denominadas “alterações climáticas”.
O clima tem sofrido alterações ao longo do tempo, sejam séculos ou milénios. O clima do planeta Terra nunca foi uniforme. O clima tem ciclos, e hoje vive-se um desses ciclos.
Contudo, grandes interesses económicos na área da energia, travam uma batalha, tendo em vista a mudança de paradigma. Novas indústrias da área da energia querem substituir as actuais fontes de energia por outras, e utilizam todos os meios para fazerem passar a mensagem. Tudo não passa de uma enorme guerra comercial.
No xadrez desta guerra comercial, há sempre peões, e o principal é a esquerda. Numa guerra entre as forças capitalistas que se digladiam usando o clima como bandeira, a esquerda faz o papel de ‘idiota útil’ do capitalismo.
9 de Dezembro de 2019

segunda-feira, novembro 25, 2019

Desabafos 2019/2020 - IV

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Hoje, 25 de Novembro de 2019, é um dia em que se celebra a Liberdade. Há 44 anos, o PCP e a Extrema-Esquerda foram derrotados na sua via para o Totalitarismo.
Homens da estirpe de um Jaime Neves acabaram com a deriva radical em que Portugal mergulhara.
O 28 de Setembro de 1974 e o 11 de Março de 1975, são datas que importa reter, porque no seu intervalo aconteceram factos políticos e militares que transformaram o viver dos Portugueses. O ódio, a vingança, a violência, tomaram o lugar da tolerância, da Democracia.
Entre Setembro de 1974 e Novembro de 1975, Portugal esteve sob o jugo totalitários de militares e políticos extremistas que queriam implantar uma ditadura marxista.
Foi o Povo que saiu à rua em todo o Portugal, quem primeiro lutou contra os totalitários. Mas só no dia 25 de Novembro os militares colocaram fim ao estado das coisas.
Ficou um país destruído na agricultura, na indústria, no comércio. Passadas quase quatro décadas e meia, ainda se sentem os malefícios do denominado PREC, Processo Revolucionário em Curso.
Que o dia 25 de Novembro de 1975 não seja esquecido, principalmente num tempo em que nuvens cinzentas de novos totalitarismos se aproximam no horizonte.
Trinta anos após a queda do Muro de Berlim, símbolo da feroz ditadura comunista, novos radicalismos, novos extremismos pululam.
Portugal é hoje o país mais à esquerda da Europa Ocidental, o país que tem mais representações parlamentares de extrema-esquerda, a comunista, a bloquista, e as do populismo radical, planetário, animalista, racial e sexual. PCP, BE, PAN, Livre.
25 de Novembro, sempre!
Viva a Liberdade!
25 de Novembro de 2019
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segunda-feira, novembro 11, 2019

Desabafos 2019/2020 - III

Muito recentemente, duas Corporações de Bombeiros, uma de Borba outra de Elvas, sofreram ataques na pessoa dos seus trabalhadores.
As agressões de que foram vítimas os bombeiros foram da autoria de gente de etnia cigana, facto que levou o ministro que tutela a área dos Bombeiros Voluntários a insurgir-se contra a divulgação pública daquelas agressões.
É caso para se dizer que os “criminosos” foram os agredidos e não os agressores!
A maioria da comunicação social, embora dando a notícia, também omitiu quem eram os agressores. O que mostra que as vítimas são as culpadas e os criminosos as vítimas!
Vive-se hoje em Portugal um clima de medo, face ao que se pode dizer em público.
Com a chegada ao parlamento de uma indivídua racista e xenófoba, ligada a um partido de extrema-esquerda, Portugal vive uma realidade nova, que vai ajudar a extremar formas de racismo e xenofobia.
A subversão de Valores em que a sociedade portuguesa mergulhou, vai tornar os cidadãos cada vez mais receosos, mais inseguros, face ao dia-a-dia em que se vive.
A impunidade de que os criminosos gozam, face ao Estado e face aos cidadãos, fazem com que o próprio Estado seja refém do crime e da violência.
A criminalização do Pensamento que combate a violência e o crime conduz ao Totalitarismo.
Em Portugal caminha-se para um Totalitarismo do pensamento único, aquele que fomenta o ódio, o racismo e a xenofobia, de que é exemplo maior a deputada de extrema-esquerda, que usa o parlamento para fazer campanha contra os Valores da Civilização Ocidental, os Valores do Humanismo, da Tolerância, da Liberdade e da Democracia.
11 de Novembro de 2019

Desabafos 2019/2020 - II

Dois anos passados desde as últimas eleições autárquicas, os Portalegrenses têm razões para estarem apreensivos com o futuro do Concelho de Portalegre.
O primeiro ano deste executivo camarário ficará na memória, pelo “albergue espanhol”, que teve a virtude de colocar lado a lado o PCP e o PSD, coligados com o CLIP.
O segundo ano começou com a saída do PCP do acordo tripartido.
Contudo esta decisão política não permitiu acabar de imediato com a “gestão habilidosa” que vinha sendo feita, que teve continuidade no apoio do eleito pelo PSD, a quem curiosamente a concelhia de Portalegre deste partido lhe retirou a confiança politica.
O ano não terminaria sem que este elemento do PSD, no início deste verão, renunciasse aos pelouros que lhe estavam atribuídos, alegadamente “pela trapalhada que é a Fundação Robinson”.
Este Outono fica já marcado pela retirada de confiança política da oposição PS, PSD e PCP à Presidente do Executivo.
Compreensivelmente, considera-se que esta situação política tem que ter uma solução.
CLIP, PS, PCP e PSD têm que ter coragem e tomar uma decisão conjunta em prol do Concelho de Portalegre. E essa decisão só pode ser a demissão.
É, cada dia que passa, mais urgente a realização de eleições intercalares no Concelho de Portalegre.
Por uma vez, que os eleitos do PS, PSD, PCP e do CLIP coloquem os interesses do Concelho de Portalegre, à frente dos seus.
28 de Outubro de 2019

quarta-feira, outubro 16, 2019

OS 'DONOS' DO CDS




A existência de lóbies, de ‘forças’ dentro dos partidos políticos que manobram, que influenciam, que determinam fora do ‘grande público’, longe dos militantes, a estratégia, a liderança desse mesmo partido, é um facto indesmentível.
O CDS não foge a essa regra, e hoje António Lobo Xavier e António Pires de Lima são quem realmente ‘dispõe’ no CDS.
Pires de Lima e Lobo Xavier, um a sul, outro a norte, representam os interesses da economia e das finanças privadas, sendo ‘testas de ferro’ de empresas e empresários junto do CDS. Essa representação torna-os figuras determinantes quando das escolhas de dirigentes de topo no partido, de deputados na assembleia, e quando o CDS está no governo, de ministeriáveis.
Dentro do CDS têm ‘peões de brega’, que levam e trazem informação, por forma a estarem sempre bem informados e em simultâneo serem executadas as suas ordens.
Lobo Xavier começou na JC, e passou para o CDS, e desde então nunca deixou de exercer influência à medida que ia entrando no mundo dos negócios nortenhos. Ele próprio não passa de ‘testa de ferro’ desses mesmos negócios e negociantes.
Pires de Lima surge mais tarde no CDS do que Lobo Xavier, mas rapidamente assume papel de lobista, de uma parte da economia situada na zona da capital e arredores.
Ambos aprendizes de Maquiavel, Lobo Xavier é um Florentino nato, enquanto Pires de Lima utiliza por vezes uma atitude que roça a boçalidade.
Nesta enorme crise por que passa o CDS, já vieram a público dizer o que pensam. Ou o que lhe disseram para pensar e dizer.
E o que ambos disseram, e que era expectável, leva o CDS a continuar no plano inclinado para a sua extinção.
Se o CDS quiser voltar a ser um Partido que conte no xadrez da Direita em Portugal, tem que estar atento às palavras e acções de Pires de Lima e Lobo Xavier, contrariando-os em tudo o que dizem e fazem.
Os interesses que Lobo Xavier e Pires de Lima representam para o seu CDS são o contrário do que o Partido precisa.
António Pires de Lima e António Lobo Xavier não representam Valores e Princípios para o CDS, apenas interesses, e interesses de ordem económica e financeira.

segunda-feira, outubro 14, 2019

Desabafos 2019/2010 - I - Cristas out!

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Assumpção Cristas era contra Donald Trump. E perdeu!
Assumpção Cristas era contra Jair Bolsonaro. E perdeu!
Assumpção Cristas era contra Victor Urbán. E perdeu!
Assumpção Cristas era a favor da expulsão do partido de Victor Urbán do grupo do Partido Popular Europeu. E perdeu!
Assumpção Cristas era contra a eleição de André Ventura para o parlamento. E perdeu!
Assumpção Cristas é uma perdedora política nata, que também perdeu o próprio partido, o CDS!
Assumpção Cristas teve dois resultados eleitorais consecutivos péssimos, nas eleições europeias e nas eleições legislativas. Agora anunciou que sai da liderança no próximo congresso do partido. Mas sai tarde! Sai com o CDS reduzido a uma expressão eleitoral baixa e uma representação parlamentar mínima.
Mas Assumpção Cristas não está sozinha nestes péssimos resultados eleitorais. A equipa que lidera também é responsável pelos resultados eleitorais negativos. E essa equipa, que tem nomes, também tem que assumir as responsabilidades, coisa que cobardemente ainda não fez. Aliás, gente dessa equipa já se está a posicionar para lhe suceder na liderança deste moribundo CDS!
Assumpção Cristas deixa o CDS numa situação política e ideológica sem rumo.
Com um consulado marcado por laivos de radicalismo quanto a valores e a costumes, aproximando-se da esquerda radical, afugentou o eleitorado tradicional do CDS, e agora teve o resultado que merecia.
Que Assumpção Cristas vá cultivar kivis, e nos tempos livres que pinte desenhos com as cores do arco-íris!
Rádio Portalegre, 14 de Outubro de 2019
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quarta-feira, junho 05, 2019

Baile de Finalistas

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BAILE DE FINALISTAS
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O Baile de Finalistas era um momento importante na passagem pelo Liceu. E assim foi.
Passados anos, ele continua presente na memória.
Pertenci à Comissão de Finalistas, uma experiência pioneira, na qual se revelaram paixões, ódios, invejas e protagonismos. E foi a primeira vez que a política se intrometeu com e na minha vida. Gente politizada que queria politizar a Comissão.
Mas o que ficou foi o bom.
Para memória futura aqui está o cartaz. Com uma tiragem de 50 exemplares, guardo dois. Dificilmente haverá outros.

terça-feira, maio 21, 2019

Desabafos 2018/2019 - XXI

Há muito que a classe dos professores é “carne para canhão” para sindicatos, governos, alunos, encarregados de educação e população em geral.
Os professores tornaram-se odientos para a opinião pública, um grupo social desprezível, uma classe a abater.
Os professores têm sido vítimas de experiências ditas pedagógicas desde o tempo em que Veiga Simão era ministro da Educação até hoje. Todos os anos surgem alterações que transformam os professores em burocratas, impedindo-os da nobre arte de ensinar.
O facilitismo face a notas e exames, em vez de dar aos professores prestígio, transforma-os em alvo fácil de menorização social.
São sucessivos governos, através do ministério que tutela a Educação, quem promove o facilitismo de e por todas as formas, sempre com o fim estatístico do número de aprovações.
Hoje os professores são alvo da indisciplina de alunos, de grosseria de encarregados de educação, de violência de alunos, de violência de encarregados de educação. Hoje os professores são alvo de todos os insultos da sociedade, que neles vê ‘inimigos’.
Os professores perderam estatuto social e económico. Impedidos de se afirmarem na sociedade pela função que desempenham, são tratados como seres menores no sistema educativo, com os resultados que se conhecem.
Hoje a Escola não ensina, não forma, não educa. A desregulação da entidade Família piora a situação do professor. Há muito que a demissão parental face à educação dos filhos é um drama e simultaneamente uma evidência. E o professor também é uma vítima dessa desregulação.
Ser professor hoje é ser um herói. E o futuro dar-lhe-á razão.
Rádio Portalegre, 20 de Maio de 2019