\ A VOZ PORTALEGRENSE

quinta-feira, março 23, 2017

Bento XVI e a Palestra de Regensburg

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Bento XVI e a Palestra de Regensburg

Na terça-feira dia 12 de Setembro de 2006, o Papa Bento XVI profere um discurso intitulado «Fé, razão e universidade: Recordações e reflexões», na Aula Magna da Universidade de Regensburg (1), dedicado ao  diálogo entre fé e razão.
Sua Santidade, a dado passo, faz a citação do Imperador de Bizâncio do século XIV, Manuel II Paleólogo, sobre Maomé, em diálogo mantido com um estudioso iraniano:
_ “Mostra-me também o que trouxe de novo Maomé, e encontrarás apenas coisas más e desumanas tais como a sua norma de propagar, através da espada, a fé que pregava”.
Esta citação incomodou os muçulmanos, e principalmente os não-cristãos e os católicos progressistas.
E a partir de então, nunca mais Bento XVI teve um momento de paz, até à consumação da sua, forçada, resignação, e substituição por um jesuíta progressista de formação Marxista, de seu nome Jorge Bergoglio, o (anti-)papa Francisco.
A frase do Imperador, no tempo em que foi produzida, mostrava a realidade do Islão à época. E quando é repetida pelo último Papa em 12 de Setembro de 2006, tendo em conta o que o futuro ira trazer, iria mostrar, ela é profética.
Hoje o Islão é uma Religião de guerra, de Guerra Santa. E por mais que a decadente Europa, melhor, parte dela, parte da União Europeia, o negue, a crua realidade comprova, dá toda a razão a Manuel II Paleólogo e a Bento XVI.
A cegueira desta Europa neste século XIX, é igual à cegueira de Constantinopla, quando cercada pelos turcos otomanos, em debates teleológicos discutia o sexo dos anjos.
Na Terça-feira 29 de Maio de 1453,  deu-se a queda de Constantinopla, a conquista da capital bizantina pelo Império Otomano sob o comando do sultão Maomé II, facto que marca a destruição final do Império Romano do Oriente e a morte de Constantino XI Paleólogo, o último imperador bizantino.
Como será a Europa nos finais de Maio de 2053?
Em finais de Maio de 2053, a Europa será Cristã, ou não será.
Com as elites actuais, com esta UE, esta Europa anti Greco-Judaico-Cristã, hedonista, materialista, sem Ética e sem Moral, sucumbirá à força do Islão, através de “Cavalos de Tróia”, que são os emigrantes muçulmanos que todos os dias a ela chegam e que dia-após-dia a corroem nos seus Valores e Princípios.

terça-feira, março 21, 2017

A Alemanha e a Turquia

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O MEDO DA HISTÓRIA

A ALEMANHA E A TURQUIA

Há Passado que não passa, Presente que não muda e Futuro que não é futuro.
Existe como que uma cortina a tapar o papel da Alemanha kaiserista na vitória dos Bolcheviques na Rússia. Como há em relação à “chegada” dos Turcos à Europa, também da responsabilidade da Alemanha de Guilherme II.
Aliás, permanecem muitas ‘cortinas’ na História da Alemanha. E há que as abrir.
Contudo, cingir-se-á apenas ao pertinente, pela actualidade, caso turco.
Em linhas gerais, a Alemanha durante a Primeira Guerra Mundial, com o fim de enfraquecer os Aliados, e principalmente a Inglaterra, fomenta a revolução dos Muçulmanos, e promove propaganda radical, incitando à morte de Cristãos.
A ligação da Alemanha ao Império Otomano começou na primeira metade do século XIX, com o projecto de uma ligação ferroviária entre Berlin e o Império, com a finalidade de se evitar o trajecto marítimo controlado pela Grã-Bretanha. Em 1898 o imperador alemão visita o Império Otomano, e são estreitas as relações políticas, económicas e militares.
Papel importante no aconselhamento do imperador foi o judeu conde Max von Oppenheim, que persuadiu o kaiser de que o Islão era a “arma secreta” da Alemanha, e que se os Muçulmanos da India e do Egipto se levantassem em armas contra os seus senhores coloniais, o Império Britânico perderia a guerra.
A construção da via-férrea começa em 1903, com engenheiros alemães e material alemão. Essa construção demorou largos anos, mas o objectivo permanecia intacto. Para os alemães, a sua viabilidade assentava na ideia da abertura da região ao comércio, ao mesmo tempo que transformaria todo o panorama estratégico, uma vez que seria mais rápido transportar tropas desde a Europa até ao Golfo Pérsico, do que por barco desde a Grã-Bretanha.
Nos inícios de 1914, o Império Otomano estava expectante. Temiam a Rússia, estavam ressentidos com a Inglaterra, não confiavam na França. Restava a Alemanha.
E a Alemanha promete a recuperação de territórios, a defesa de Constantinopla contra Meca, e o apoio a uma Jiade para libertar todos os Muçulmanos sob o domínio britânico.
Conhece-se o resultado desta coligação, derrotas da Alemanha, fim do Império Otomano.
Ficam por tratar as relações entre a Turquia e a Alemanha no período da Segunda Guerra Mundial.
Porém, as relações próximas entre a Alemanha e a Turquia permitiram criar uma outra Turquia em solo alemão. Com as consequências que se conhecem.
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Bibliografia: «La Yihad del Káiser», La Aventura de la Historia, Nº 221, pgs. 18-22

segunda-feira, março 20, 2017

Desabafos 2016/2017 - XIV

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Santa Casa da Misericórdia de Portalegre

Perguntas que andam no ar
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A memória das gentes é curta, não só quando tal interessa, mas também pela própria natureza das coisas.
Passados anos, quem recorda ainda a violenta campanha eleitoral para a Santa Casa da Misericórdia de Portalegre, que envolveu duas listas, uma, a derrotada, apoiada pelo PCP, e a outra, a vencedora, apoiada pelo Paço.
A lista vencedora, apoiada pelo Paço, voltou a candidatar-se, então já sem oposição, e tem continuadamente gerido os destinos da Santa Casa da Misericórdia de Portalegre.
Aquela campanha eleitoral foi caracterizada pela suspeição, insulto, calúnia, mentira, e sobretudo sob a capa do canalha anonimato, se bem os anónimos estavam, aliás, eram facilmente identificados.
Como até então nunca se vira, a campanha foi porta-a-porta. Criados foram medos, ameaças, chantagens. E lá ganhou quem mais influência conseguiu junto dos Irmãos, os eleitores.
Esta introdução, que é um exercício de memória, tem como finalidade fazer não uma introspecção, mas um perguntar em voz alta, por parte de um Irmão:
_ Como está a situação económica e financeira da Santa Casa da Misericórdia de Portalegre?
_ Como está a relação entre a Segurança Social e a Santa Casa da Misericórdia de Portalegre?
_ Como estão os pagamentos a fornecedores?
_ Como está o pagamento de subsídios de Natal e Férias dos Funcionários?
_ Há atrasos no pagamento de salários dos Funcionários?
_ Houve cortes nos salários dos Funcionários?
_ Os Utentes estão satisfeitos com o serviço que lhe é prestado?
E outras perguntas, em voz alta, se poderiam fazer, como esta tão simples:
_ Está o Paço, apoiante indefectível, ao corrente do que se passa na Santa Casa da Misericórdia de Portalegre?
Que a comunidade de Portalegre e região, não esqueça a importância de uma Instituição como a Santa Casa da Misericórdia de Portalegre. Ela é por demais importante, para que esta comunidade, e não só os Irmãos, se preocupe com ela.
Rádio Portalegre, 13 de Março de 2017
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quinta-feira, março 16, 2017

Eleições holandesas - 2017

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Quando os derrotados são os ‘vencedores’

O VVD passa de 43 para 33 deputados, ganhou!
O PvDA passa de 38 deputados para 9, ganhou!
O ‘maldito’ PVV passa de 15 para 20 deputados, perdeu!
E assim por diante, pode ler-se na imprensa de referência portuguesa e estrangeira.
Maior desinformação não pode ser. A Europa continua, alegremente, para o seu fim histórico.
Quando um partido passa de quarto para o segundo mais votado, quando aumentou em 33% o número de deputados eleitos, a par da descida acentuado dos dois principais partidos governamentais, um de 41 deputados para 31 e o outro de 38 deputados para 9, e é considerado o principal derrotado, algo está podre no reino da Holanda, na UE e no resto do mundo.
Diz o Povo, e com razão, «o mais cego é aquele que não quer ver»!
Entretanto, a Rainha de Inglaterra, Isabel II, aprovou esta quinta-feira formalmente a legislação para o avanço do Brexit. Era o passo formal que faltava e as negociações podem agora avançar.
Ainda há quem resiste!

quarta-feira, março 15, 2017

Rentes de Carvalho e as eleições holandesas

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A Esquerda, dita, intelectual indígena fascina-se com o que é estrangeiro. Moderna, modernaça porque é pires, a Esquerda, dita, intelectual ‘descobriu’ um escritor que há época apresentava como principal credencial o ser ‘refugiado do fascismo’ português em terras holandesas.
Logo, como antifascista, era um grande escritor, daqueles que durante ‘a longa noite do fascismo’ em Portugal, guardara em baús escondidos em sótãos esconsos obras-primas que a ‘censura fascista’ proibiria e destruiria!
Os seus romances vendiam, vendiam! Edições esgotavam-se, e novas surgiam, até que!
Com a publicação de «Portugal, a Flor e a Foice», as coisas começaram a dar para o torto… Antes incensado, começava agora a ser esquecido. É que o livro, se criticava o Estado Novo, não era menos severo, quiçá, até mais o era com a Revolução dos Cravos e suas consequências.
Sacrilégio!!!, espuma, grita, escreve, a tal Esquerda, dita, intelectual, que de imediato coloca no terreno as suas tropas de choque no ataque, no insulto, na calúnia sobre o antes bem-amado.
A situação piora quando o antes tão antifascista edita «A Ira de Deus sobre a Europa». Livro ‘maldito’ porque desmascara esta UE anti-Europa, tem uma edição difícil, e em Portugal passa despercebido, ignorado.
A Esquerda, dita, intelectual, tal como toda a Esquerda radical, não esquece e muito menos perdoa. Hoje esse indivíduo ‘não existe’, é, a pena maior, ostracizado!
Mas a situação agravou-se de uma forma sem retorno. O que era escritor vota nas eleições holandesas num partido de Extrema-Direita. O crime supremo!
José Rentes de Carvalho escreveu no seu blogue que iria votar no PVV, Partido da Liberdade liderado por Geert Wilders.
E de imediato o politicamente correcto, também antifascista jornal digital «Observador» foi entrevistar Rentes de Carvalho, o maior criminoso da diáspora portuguesa, vivo.
Na terra do Tribunal Penal Internacional, na terra de todas as aberrações sexuais, e outras, votar em Geert Wilders devia ser considerado Crime contra a Humanidade! (???)
E as questões colocadas pelo novel escriba do «Observador» caminham no sentido justicialista. Mas Rentes de Carvalho, ignora o dito, e responde com serenidade, convicção e com fundamento.
Que irritante!
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segunda-feira, março 13, 2017

(MAIS) MARCELLICES

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(MAIS) MARCELLICES
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Portugal tem muitos presidentes da República, de Teófilo Braga a Rebelo de Sousa. Mas se se considerar o Liberalismo, que no fundo era uma República coroada, então a longa lista começa em D. Maria II, passado por D. Manuel II, Teófilo Braga, também Sidónio Pais, o Presidente-Rei, etc., até se chegar ao populista Marcelo Rebelo de Sousa.
Uma das formas encontradas pela Oposição se referir aos presidentes da República do Estado Novo é que eram, como diziam, «corta-fitas», uma vez que na Segunda República o crescimento do País levava a inaugurações de estradas, pontes, edifícios públicos para serviços, sejam Tribunais, Hospitais, Escolas e outros, recuperação de Monumentos, enfim, o Progresso, o Desenvolvimento assim o justificava.
Hoje, nesta Terceira República, já não há inaugurações. O País tem as finanças públicas exauridas, as reservas de ouro, a pesada herança do anterior Regime, delapidadas, em suma, não há dinheiro para Obras Públicas, sejam em que área seja. Logo, não há inaugurações.
Assim, a função de «corta-fitas» do actual presidente da República é nula, daí, para se manter mediático, invente, e como a cabecinha pensadora de Marcello (com dois ‘l’) não pára, ele é o Professor pardal da política portuguesa, vá de condecorar a Maria José Ritta (com dois ‘t’ para Marcelo não se ficar a rir, e para não se pôr com olhar maroto!) e a Maria (Cavaco Silva, acrescente-se).
Porquê? Porque são casadas com anteriores presidentes da República?
Bem, parece que não. Segundo argumentou o homenageador, “Um ano depois de ter iniciado o mandato, posso testemunhar o papel nacional e internacional assumido por vossas excelências".
As coisas que se aprendem com esta luminária!
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http://www.tsf.pt/politica/interior/marcelo-elogia-papel-nacional-e-internacional-de-maria-jose-ritta-e-maria-cavaco-silva-5715726.html?utm_campaign=Echobox&utm_content=TSF&utm_medium=Social&utm_source=Facebook#link_time=1489088577
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quinta-feira, março 09, 2017

A Revolução está em marcha

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UMA DEMOCRACIA QUE TOLERA COMUNISTAS É SUICIDA.
UMA QUE OS PROMOVE É FALSA. (1)

Desde o golpe de estado constitucional de Jorge Sampaio, que demitiu o XVI Governo Constitucional de Portugal, que não se via tal coisa na Democracia portuguesa.
A Extrema-Esquerda do Governo, PCP e BE, através das suas Juventudes Universitárias, no caso ligadas à FCSH da Universidade Nova de Lisboa, impedem a realização de uma Conferência apartidária com o título «Populismo ou Democracia – O Brexit, Trump e Le Pen em debate».
As razões apontadas pelos radicais, para além de falsas, eram injuriosas. Mas o mais importante na argumentação radical foi a ameaça da utilização da violência se a Conferência fosse autorizada.
À primeira vista, parece um caso isolado, mas se a ele se juntar as ameaças à presidente do Conselho Superior da Comissão das Finanças Públicas, Teodora Cardoso, e ao presidente do Banco de Portugal, Carlos Costa, então o puzzle começa a compor-se.
Está em curso um ataque concertado ao aparelho de Estado por parte do BE e do PCP, no ano do centenário da soviética Revolução de Outubro, o que vai para além da coincidência histórica.
Os radicais PCP e BE querem o controlo dos sectores estratégicos do Estado, Francisco Louçã está no Banco de Portugal e os radicais querem que substitua Carlos Costa à frente da Instituição.
Ao controlaram esses sectores, a CGTP será o braço armado do PCP, quem esqueceu os TUV, Trabalhadores Unidos Vencerão?
Tudo está inventado! E experimentado. Os derrotados de 25 de Novembro de 1975 estão novamente no Governo de Portugal, quando estiveram nos Governos Provisórios. A Revolução está em marcha.
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terça-feira, março 07, 2017

Jaime Nogueira Pinto 'vandalizado'

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QUE VIVA A INTOLERÂNCIA!
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E A IGNORÂNCIA, TAMBÉM...

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O curioso da situação é que o ilustre conferencista é anti-Trump, anti-Le Pen, e estava contra o Brexit.
Desta forma, o Bloco de Esquerda e demais radicais esquerdistas, que ameaçaram com violência física e verbal a realização do evento, o qual foi proibido pela FCSH da Universidade Nova de Lisboa, um paraíso da liberdade concentracionária de Trotskistas e Leninistas, até estariam com Jaime Nogueira Pinto!
As posições de Jaime Nogueira Pinto acima enunciadas sobre os três temas em debate, são públicas.
Nas denominadas «Conversas às quintas» no jornal digital politicamente correcto «Observador» e também obsessivo anti-Trump, anti-Le Pen e contra o Brexit, com o moderador e comentador José Manuel Fernandes (quem ainda recorda a sua posição de apoio à famigerada “Cimeira das Lajes” e o livro de apoio à invasão do Iraque?), Jaime Gama (o famoso ‘peixe de águas profundas’, sempre muito bem documentado, o melhor preparado para as temáticas em questão) e Jaime Nogueira Pinto, disponíveis no site do jornal, estão lá as posições do conferencista. Para quem tenha dúvidas.
Jaime Nogueira Pinto, hoje, já não é o JNP da revista «Política», da primeira edição de «Portugal - Os Anos do Fim», da primeira série de «Futuro Presente».
Tal como hoje José Miguel Júdice não é o mesmo JMJ, leitor, divulgador e prefaciador de José António Primo de Rivera.
Assim como Nuno Rogeiro, hoje não é o NR divulgador das teses de Robert Faurisson, biógrafo de Ernst Junger (quem não recorda o episódio da ‘medalha’?).
Hoje, JNP e JMJ são distintos empresários, além de politólogos e outras tantas coisas. NR continua um exímio conhecedor de armamentos, livros, discos, e comenta.
Em comum, os três pertencem ao establishment desta Terceira República. E são americanólogos e americanófilos, ligados ao establishment americano, daí o serem os três anti-Trump.
A ignorância desta gente do BE e demais esquerdistas em relação a Jaime Nogueira Pinto e às suas actuais posições politico-ideológicas, criou um facto político, que a Direita não está a conseguir, a saber capitalizar.
É que a Direita ainda é mais ignorante!
Assunto não encerrado.

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segunda-feira, março 06, 2017

Astérix - Novo álbum em Outubro

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O álbum n.º 37 das novas aventuras de Astérix será publicado em 19 de Outubro de 2017.
“Embora não possamos revelar o cerne da acção, podemos desde já afirmar que se tratará de uma viagem ao estrangeiro, como manda a tradição da alternância! Depois de terem permanecido na Gália em O Papiro de César, os nossos heróis levarão desta vez os leitores a embarcar numa aventura além-fronteiras! Do ‘programa das festas’ fazem parte: visita a monumentos históricos, descobertas gastronómicas e outros encontros com autóctones e celebridades. Prontos para a partida? Apertem os cintos de segurança!”, declararam Jean-Yves Ferri e Didier Conrad, os responsáveis pela nova aventura.
Para anunciar o evento foi criada uma prancha especial, que se reproduz.

sexta-feira, março 03, 2017

34.º Aniversário da morte de Hergé

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Georges Prosper Remi, Hergé
(22 de Maio de 1907, Etterbeek - 3 de Março de 1983, Bruxelas)
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Passa hoje o trigésinmo quarto aniversário da sua morte.
A sua Obra perdura e perdurará!

quinta-feira, março 02, 2017

Desabafos 2016/2017 - XIII

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Muito falada por políticos e subsidiários, mas de um total desconhecimento por parte dos Portalegrenses, assim é a denominada Fundação Robinson.
A Fundação Robinson foi instituída em 2003 e teve os seus Estatutos publicados em 2005. De então para cá, quiçá, a sua função é a de grande contribuidora líquida para o forte endividamento da autarquia de Portalegre.
Todavia, não deixa de ser um lugar apetecível para partidos políticos e associações de interesse próprio, para elas próprias, dadas as mordomias que lhes confere, isto é, aos elementos dos órgãos estatutários da Fundação.
Facto da maior importância para se perceber o interesse para certos grupos, de interesses, de Portalegre, diga-se, então, que a Fundação Robinson é a entidade de Portalegre que desde que existe, mais fundos comunitários recebeu.
E perguntar-se-á onde estão empregues esses fundos, sabendo-se o estado de abandono, de degradação, de derrocada em que se encontra o edifício.
O denominado fim específico da Fundação Robinson seria, antes do mais, a preservação do espólio arqueológico-industrial.
Apenas se refere que as emblemáticas chaminés estão em risco de derrocada, por falta de manutenção. Que parte da maquinaria já não se encontra nas instalações. E mais exemplos se podem dar, acerca da delapidação do património da Fábrica Robinson.
Ao longo dos anos a Fundação Robinson nunca serviu Portalegre e os Portalegrenses. Apenas serviu e dela se serviu gente sem valor, em proveito próprio.
Tudo é do conhecimento público, mas há muito que a Ética deixou de ser um Valor na Sociedade de Portalegre.
Recentemente foi nomeado um novo, melhor, mais um Conselho de Administração. Pela sua constituição, mais parece uma comissão liquidatária da Fundação Robinson.
Rádio Portalegre, 27 de Fevereiro de 2017

quinta-feira, fevereiro 23, 2017

SUÉCIA PARAÍSO PARA VIOLADORES

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SUÉCIA PARAÍSO PARA VIOLADORES
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Nos anos 60, 70 e mesmo 80 do passado século XX, a Suécia era para os portugueses que se interessavam por política, que não a portuguesa, o paraíso na terra. Havia um outro paraíso, mas apenas para uma minoria de portugueses, a então URSS.
A Suécia fascinava as mentes mais doutas e progressistas das gentes cultas, eruditas e viajadas portuguesas. Em paralelo, a Universidade ministrava o Marxismo através de sebentas, sebentas, de Marta Harnecker, entre outros, aprendia com Gramsci, e lia Marx, Engels, Lenine e Trotsky no original.
Olof Palme, elevado ao Olimpo, era considerado um deus. A social-democracia sueca era o sol na terra. A URSS também era muito solarenga.
O Portugal de então era pobre, atrasado, com forte ruralidade, católico, reaccionário, tudo por culpa do obscurantista Oliveira Salazar. E aqueles portugueses iluminados viam a social-democracia sueca como o modelo a seguir.
O tempo passou, e até a social-democracia sueca deixou de ser ou de estar na moda, porque ela própria não passava de um mito, de uma moda passageira.
Hoje a Suécia já não fala de social-democracia, esqueceu Olof Palme, que é só lembrado no aniversário da morte, assassinato. Tal como acontece em Portugal com o seu émulo, Francisco Lumbrales Sá Carneiro, também apenas lembrado no aniversário da morte, assassinato.
Hoje a Suécia apresenta-se como a campeã europeia das violações, ela que naqueles tempos era lembrada, e invejada, pela liberdade sexual dos suecos.
No mundo, apenas o Lesoto ultrapassa a moderna Suécia no número de violações.
Todavia, na Suécia, a culpa das violações não é dos violadores. A culpa é dos violados que se comportam de modo a suscitar, a provocar a violação. No fundo, os violados forçaram a violação devido aos seus comportamentos.
Contudo, há um pormenor a referir. O parágrafo anterior é verdadeiro se a violação for feita por um sueco-somali, sueco-sírio, sueco- qualquer coisa desde que não seja verdadeiramente sueco. Se a violação for feita por um sueco, é mesmo violação, e o sueco é um predador sexual, logo um criminoso sexual, um perigoso fascista.

quarta-feira, fevereiro 22, 2017

GUERRA À FAMÍLIA

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GUERRA À FAMÍLIA
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Este Portugal radical e progressista, aberto a toda a modernidade, tem uma Secretaria de Estado para a Cidadania e Igualdade.
Mais importante que existir é ter ideias, e a ideia para acabar com tudo o que é conservador e reaccionário, a ideia para a criação do paraíso concentracionário do Socialismo Bloquista e Comunista de cariz Trotskista e Leninista, é educar.
A solução está na escola. Escola, essa, onde vai recomeçar a disciplina de Educação para a Cidadania.
Desta forma, acaba-se de uma vez com a importância desse conceito fascista que é a Família. A Família é para estes radicais de Esquerda um anacronismo, fruto de uma ideia do Cristianismo, redutor e reaccionário, que só agora se começa a libertar de toda a roupagem conservadora com o actual papa jesuíta de formação Marxista.
O papel da Família na educação dos Filhos tem que ser eliminado. A educação faz-se na Escola, utilizando-se os métodos do Marxismo científico. O educando tem se libertar do conceito de Família tradicional, para saber que todos somos cidadãos de direitos e iguais em género.
O combate à Família, continua sem trégua. E não se encontra forma de o contrariar.
As Instituições que podiam lutar contra esta guerra à Família, há muito se demitiram, corroídas que estão nos seus alicerces, as políticas pelo politicamente correcto, as laicas pela dificuldade de acesso aos meios de informação controlados pelos radicais esquerdóides, as religiosas manietadas pelo chefe máximo da igreja católica.

terça-feira, fevereiro 21, 2017

BLACK POWER À PORTUGUESA

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BLACK POWER À PORTUGUESA
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Portugal, e principalmente a Cova da Moura, têm que se sentir honrados com a presença do conhecido activista norte-americano, Bob Brown.
Bob Brown é um dos líderes do "black power" e durante os últimos cinquenta anos tem apoiado centenas de movimentos, organizações e governos progressistas, um "bom" combatente, portanto.
Histórico militante dos «Panteras Negras», conhecido movimento do "bom" racismo, veio a Portugal à Associação Moinho da Juventude para participar num encontro foi promovido pela "Plataforma Gueto", no âmbito da chamada "Universidade da Plataforma Gueto", que teve lugar no passado dia 11 de Fevereiro.
A temática versava em como resistir à violência policial, com a oportunidade que se lhe reconhece.
A finalidade da dita Associação consubstancia-se em desenvolver um programa de formação política, baseado na ideia de educação popular, com o objectivo de formar uma base de entendimento para a emancipação de negros e negras.
A comunicação social, ou alguma dela, simpaticamente noticiou este evento da maior importância, se bem que não elucidou acerca de um eventual Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, à iniciativa.
Mas a comunicação social que fez reportagem, rendeu-se aos encantos do «Poder Negro», ao "bom" racismo. Basta lê-la. Abençoada seja!
E sibilinamente faz-se a apologia do racismo, negro, e o ataque às forças da ordem. Como é conveniente.
O "bom" racismo é justificável, devido à intrínseca maldade do "homem branco", ao colonialismo, ao fascismo, ao capitalismo, e a todos os ‘ismos’ possíveis e imaginários que caibam no divã psicanalítico desta sociedade sem Valores, sem Ética e sem Moral.
O apelo à violência destes não-violentos, destes ‘mansos’ que promovem a violência, é tratado com a candura dos pobres de espírito que acreditam em Rousseau, em Marx, e principalmente no Multiculturalismo, a maior praga deste ainda curto século XXI.
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Fonte da Notícia:

segunda-feira, fevereiro 20, 2017

Edgar P. Jacobs - No 30.º Aniversário da sua Morte

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Edgar P. Jacobs - No 30.º Aniversário da sua Morte
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Celebra-se hoje o trigésimo aniversário da morte de Edgard Félix Pierre Jacobs (Bruxelas, 30 de Março de 1904 – Lasne, 20 de Fevereiro de 1987).
Ao contrário de outros grandes vultos da Nona Arte, mantém-se um discreto silêncio em torno da sua memória, se bem que os seus heróis, Francis Blake e Philip Mortimer continuem com as suas aventuras, embora num tom muito menor do que aquele criado por Edgar P. Jacobs.
As Aventuras de Blake e Mortimer continuam a ser um sucesso, e recorde-se que quando a revista «Tintin», ainda nos seus primórdios, fez um inquérito aos seus leitores sobre qual era a obra de que mais gostavam, foi justamente a de Jacobs que estava no primeiro lugar das preferências, à frente de Tintin.
Leitor de Edgar Allan poe, Júlio Verne, H. G. Wells, admirador da obre cinematográfica de F. W. Mournau e Fritz lang, o seu trabalho reflecte influências destes autores.
A sua primeira obra é «Raio U», 1943, que ‘mistura’ «O Mundo Perdido» de Sir Arthur Conan Doyle com o «Falsh Gordon» de Alex Raymond, e aparece na revista «Bravo» entre 1943 e 1945.
É na revista «Tintin», logo no seu primeiro número, que começam as Aventuras de Blake e Mortimer, que o vão tornar conhecido.
Publicou nove álbuns, e para muitos, nos quais nos incluímos, «O Enigma da Atlântida» é a sua obra maior.
Hoje, Jacobs está no Panteão dos Imortais da BD. É justo lembrar a sua Memória.
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_ O Raio U, (1943)
_ O Segredo do Espadão, (1947) (3 volumes)
_ O Mistério da Grande Pirâmide, (1950) (2 volumes)
_ A Marca Amarela, (1953)
_ O Enigma da Atlântida, (1955)
_ S.O.S. Meteoros, (1958)
_ A Armadilha Diabólica, (1960)
_ O Caso do Colar, (1990)
_ As 3 Fórmulas do Professor Sato, (1970) (2 volumes; o segundo volume foi finalizado por Bob de Moor, em 1990)
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sexta-feira, fevereiro 17, 2017

Aeroporto do Montijo - MARCELLICES

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MARCELLICES
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Quando a política é espectáculo, quando os políticos são actores de ópera-bufa, quando um presidente da República se traveste de cabeleireiro ou de tocador de bombo, tal quer dizer, significa que esse país ‘bateu no fundo’.
A credibilidade de um político, no caso o presidente da República de Portugal, que confunde a função de chefe de Estado com a actividade circense, que cultiva o populismo, só pode estar ao nível dos espectadores de telenovelas ‘mexicanas’ ou de programa televisivos de grande audiência como um reality show tipo soft-porno como «Big Brother» ou «Casa dos Segredos».
Quando Marcelo Rebelo de Sousa defende a atribuição do nome de Mário Soares ao aeroporto civil do Montijo, em primeiro lugar ressalta que se o nome não fosse referido, já ninguém se lembrava do defunto. A ausência de gentes no funeral, à excepção da nomenklatura socialista, e mesmo esta, só uma ou outra facção carpia, a fraquíssima audiência televisiva às cerimónias e ao cortejo fúnebre, mostrava, mais do que a ingratidão do povo ao “pai” desta Terceira República, que há muito Mário Soares era cadáver.
Rebelo de Sousa como que ressuscitou Soares. E essa ressurreição gerou de imediato mal-estar entre a classe política. A Direita Nacionalista odeia Mário Soares, que é mal tolerado pela Direita. A Extrema-esquerda, PCP e BE, detesta-o. Só o PS, não todo, venera Soares.
Atribuir o nome de Sá Carneiro ao aeroporto do Porto, aceita-se porque foi uma homenagem a uma figura política daquela cidade, e feita numa altura em que o consenso político em torno do homenageado era maioritário.
Atribuir o nome de Humberto Delgado ao aeroporto da Portela, tem razão de ser, dado o seu percurso no campo da aviação durante o Estado Novo. Mas também podia ter sido escolhido o nome de Gago Coutinho ou o de Sacadura Cabral, que estaria correcto.
Agora dar o nome de Mário Soares ao futuro aeroporto do Montijo, só por oportunismo político, ou outro.
Mas se o nome de Mário Soares fosse dado à principal porta de embarque do aeroporto do Montijo, haveria não só lógica, como razão de ser. Soares, enquanto presidente da República, viajou de avião mais do que todos os presidentes da República de Portugal, sejam da Primeira, Segunda ou desta Terceira República.
E dessas viagens nada de interesse, ou de importante trouxe a Portugal e aos Portugueses, daí talvez o esquecimento rápido que o Povo fez da memória de Mário Soares.

quinta-feira, fevereiro 16, 2017

Centeno - PS - A Verdade

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A (in)verdade a que temos direito
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Em 10 de Janeiro de 1976, o PCP levava para as bancas o seu jornal diário, justamente intitulado «o diário». Tinha como director um ortodoxo comunista, Miguel Urbano Rodrigues, e apresentava como subtítulo “A Verdade a que temos direito”. Assim mesmo.
A História apresenta exemplares exemplos, do que é a verdade para o Comunismo, para os comunistas e consequentemente para o PCP, aliás, a fotografia da primeira página de «o diário», logo no seu primeiro número, é bem elucidativa.
Mas há alturas, poucas, em que a verdade dita por um comunista é mesmo verdade, a verdade.
Quando o velho estalinista Gerónimo de Sousa, o patriarca dos comunistas portugueses, diz que não põe as mãos no fogo pelo ministro das Finanças Mário Centeno, no caso-CGD, põe a verdade dos factos em verdade.
Mário Centeno mentiu. O PCP sabe que Mário Centeno mentiu. Os portugueses sempre souberam que havia ‘coelho na moita’. Curiosamente, parece que apenas quem não sabia que Centeno mentia era o presidente da República! Nesta República de afectos já tudo é possível.
O ‘culto da verdade’ por parte da Esquerda, PS, e da Esquerda radical, BE, está à prova, a verdade só é verdade quando a verdade convém. Daí o esquema montado na Assembleia da República para que a verdade dos factos não seja a verdade, mas sim a conveniente verdade.
A tudo isto assiste o Povo, essa entidade amorfa em que se tornaram os Portugueses, que já nem da verdade querem saber ou apurar.
Houve tempo em que quando um político mentia, era punido, a começar pelos seus pares, e se fosse ministro era de imediato demitido. Hoje, a mentira e a verdade confundem-se. Mário Centeno, e o PS, que o digam.
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quarta-feira, fevereiro 15, 2017

Oroville - EUA

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Oroville
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Até há bem pouco tempo ninguém fora dos EUA tinha ouvido falar da barragem de Oroville e do Lago de Oroville. É como em Portugal, onde apenas os portugueses, e aqui alguns espanhóis, conhecem a barragem do Alqueva.
O Lago de Oroville, onde fica a barragem com o mesmo nome, é um dos maiores lagos artificiais da Califórnia. A barragem, com cerca de 235 metros de altura, é a maior dos Estados Unidos da América. Pois, a barragem de Oroville tem uma fissura que vai provocar o seu fim, criando inundações que vão chegar longe.
A barragem de Oroville simboliza o estado a que chegaram as infra-estruturas dos EUA. Estradas, pontes, edifícios oficiais, também outras barragens, instalações eléctricas, canalizações de água e gás, saneamento básico, aeroportos, portos fluviais e marítimos, e outras, estão em pré-colapso.
Para os europeus, asiáticos, africanos, etc., os EUA “são” Nova Iorque, Califórnia e pouco mais. Mas, a verdadeira América não é só “isto”. É tudo o resto. E o “resto” é praticamente todo os EUA.
A vitória eleitoral de Donald J. Trump tem muito a ver com a existência de cidades desabitadas, com a enorme degradação das infra-estruturas, e, claro, pelo facto de Washington D.C., ela própria confundir os EUA com a tal Nova Iorque, Califórnia e pouco mais.
Os EUA perderam a inovação para a China e a Índia. Apenas a indústria militar está na vanguarda. E, desta forma, percebe-se quanto os americanos precisavam de mudar o rumo dos EUA, o que aconteceu com a eleição de Trump.
Tudo o mais, o que os bem-pensantes desta União Europeia em risco também de fissura(s), pensam e dizem da ‘nova’ América de Trump, como dirá o Povo Americano, “passa ao lado”.
O Plano Marshall reconstruiu a Europa pós Guerra Civil Europeia de 1914-1945. Agora os EUA precisam eles próprios de um Plano para a sua própria reconstrução em termos económicos e financeiros, e muito principalmente as suas principais infra-estruturas.

terça-feira, fevereiro 14, 2017

Desabafos 2016/2017 - XII

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Tempo houve em que a existência de semáforos na santa terrinha era sinal de progresso, porventura de modernidade.
E querendo ser progressiva e moderna, Portalegre implantou semáforos naqueles cruzamentos nos quais havia maior afluxo de tráfego.
Todavia, muito pouco tempo depois, verificava-se que em vez de fazer fluir o trânsito, este apenas se tornava mais moroso. E, principalmente, não havia trânsito suficiente que justificasse a existência de semáforos. Então, hoje, os semáforos em Portalegre, tal como a figura do polícia sinaleiro, são memórias do passado.
Em tempo mais recente, terrinha que era terrinha tinha, além do hipermercado, o centro comercial.
E a Portalegre chegou o hipermercado, primeiro, um, depois outro, mais outro, e até já teve, coisa rara, o fecho do último a ser construído por falta de clientes, e do qual resta o edifício em situação de pré-abandono. Em Portalegre já não são apenas os edifícios particulares e públicos, os edifícios fabris, que estão ao abandono.
O centro comercial chegou a Portalegre, com um supermercado como âncora e, pequenino, lá vai subsistindo, tal como um outro ainda mais pequenino, que só os deuses sabem como ainda não fechou de vez.
A principal rua comercial de Portalegre, o eixo Facha-Alentejano, dois cafés emblemáticos dos quais apenas existe o segundo, enquanto o primeiro mudou de nome e daquele tempo áureo do Facha nada resta, é o símbolo da decadência comercial, salvo honrosas excepções que se contam pelos dedos de uma só mão.
Agora a autarquia vai implementar um projecto de reabilitação urbana, dado o estado de degradação em que está o tecido urbano, na tentativa de transformar aquele eixo novamente numa área comercial, digna desse nome.
Nunca é tarde para que a obra seja feita, esperando-se que «os velhos do Restelo», e há tantos em Portalegre!, não venham embargar ideias, no que são peritos.
Rádio Portalegre, 13 de Fevereiro de 2017
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