A VOZ PORTALEGRENSE
quarta-feira, abril 01, 2026
terça-feira, março 31, 2026
RP - Desabafos - A Fé salva
A Fé salva
Vive-se um tempo de milhões, milhões de euros a ser
aplicados na rede viária, indo beneficiar concelho e distrito de Portalegre.
Concretizando, a Infraestruturas de Portugal (IP) lançou,
neste mês de Março de 2026, o concurso público para o estudo prévio da
conclusão do IC13 (Itinerário Complementar 13), entre Alter do Chão e Montijo,
com um investimento base de 2,3 milhões de euros e um prazo de execução de 450
dias.
Também está contemplada a futura ligação entre a A23 e a A6,
em perfil de auto-estrada. E para o efeito irão ser realizados um conjunto de
estudos que têm que estar concluídos em 2028, num investimento de 3,8 milhões
de euros
Ao todo um investimento de 6,1 milhões de euros, valor
extraordinário, sem dúvida.
Contudo, há uma pequena questão que deve ser realçada. Este
investimento tem a ver com a elaboração de estudos, não da obra. E no passado
já se fizeram estudos sobre estes dois projectos.
Dito por outras palavras, estudos e mais estudos têm sido
feitos sobre o IC13 e a ligação da A6 à A23, mas tudo não passou do papel!
Governos do PS e governos do PSD, à vez, têm prometido estas
duas obras. Todavia os tais estudos nunca levaram a nada de concreto. As obras
continuam uma miragem, miragem que infelizmente continua a não passar disso
mesmo, uma miragem.
Mas há quem acredite que um dia o IC13 será concluído, e que
a ligação entre a A23 e a A6 será feita. O que é preciso é ter fé.
Neste momento gabinetes encarregues dos ditos estudos
porventura já estarão a trabalhar nos dois projectos. Agora concretizá-los, é
que será mais difícil. Mas havendo fé, pode ser que lá para as ‘calendas
gregas’ se chegue a bom porto.
Decididamente, a fé é que nos salva!
Mário Casa Nova Martins
30 de Março de 2026
Rádio Portalegre
segunda-feira, março 30, 2026
domingo, março 29, 2026
sexta-feira, março 27, 2026
AA - The Hunt for Gollum
The Hunt for Gollum
“O Senhor dos Anéis - A Caçada a Gollum” é um filme live-action com estreia prevista para 17
de Dezembro de 2027, com Andy Serkis no papel de Gollum e produzido por Peter
Jackson.
O filme acompanha a perigosa jornada de Aragorn pela Terra Média
em busca de Gollum, que possui informações cruciais sobre o ‘Um Anel’, explorando
o “período sombrio”, após Bilbo no decorrer da sua festa de aniversário deixar em
herança o anel para Frodo, e antes da formação da Irmandade do Anel.
Parece interminável a ligação entre o cinema e a obra de
John R. R. Tolkien. Duas trilogias, «O Senhor dos Anéis», «O Hobbit», uma série
do HBO «O Senhor dos Anéis - Os Anéis do Poder», com duas temporadas e uma
terceira anunciada, e agora este filme em preparação.
Tivemos o privilégio de ler primeiro a trilogia de «O Senhor
dos Anéis», «A Irmandade do Anel», «As Duas Torres» e «O Regresso do Rei»,
antes de ver a trilogia cinematográfica. E posteriormente a oportunidade de
assistir a esta mesma trilogia na denominada ‘versão alargada’, a qual,
continuando a não ser em certas cenas fiel ao manuscrito, é indiscutivelmente
muito superior quer em conteúdo, quer na ajuda à compreensão da produção
tolkieniana.
Primeiro a editora Civilização com a versão do «Hobbit» que
intitulou «O Gnomo», depois as Publicações Europa-América e agora a Planeta
Editora, todas em parte e em conjunto, trouxeram ao público português a obra de
Tolkien praticamente na sua integralidade, edições às quais se juntaram outras
referentes ao estudo e interpretação do universo da escrita de Tolkien.
A trilogia «O Senhor dos Anéis» é hoje considerada uma
obra-prima da sétima arte. «O Hobbit» continua a ter apreciações diferentes, e
a série do HBO, em streaming, caminha,
mas com algumas reservas. Aguarda-se com expectativa o filme sobre Gollum,
personagem de grande importância em toda a criação.
Mas, que fique claro, é fundamental a leitura da obra de J.
R. R. Tolkien. O livro é ‘superior’ à ‘tela’. E assim será.
Mário Casa Nova Martins
quinta-feira, março 26, 2026
quarta-feira, março 25, 2026
terça-feira, março 24, 2026
sexta-feira, março 20, 2026
quarta-feira, março 18, 2026
terça-feira, março 17, 2026
RP - Desabafos - Bênção & Bençãos
Bênção & Bênçãos
No passado dia 22 de Fevereiro, o semanário «Alto Alentejo»
editou na sua página do Facebook um vídeo relativo a uma cerimónia dita
religiosa que teve lugar na centenária Ermida de Nossa Senhora da Penha, no
Monte de São Tomé.
O citado vídeo, intitulado “Portalegre – Bênção de capotes,
samarras e capas na Senhora da Penha”, mostrava um sacerdote a aspergir com
água benta os presentes, vestidos com as peças referidas, seguindo-se uma reza
aparentemente adequada ao evento.
Como é usual nestas situações a ‘caixa de comentários’ do post encheu-se dos ditos, uns pios,
outros beatos, também jocosos, mas alguns sérios.
Quiçá, o mais relevante, dada a seriedade e oportunidade do
mesmo, seja este que se transcreve:
_ Eu não sabia que
havia bênção dos capotes, em lugar de benzer as pessoas.
Sim, de facto, este acontecimento a que foi dado um cariz
religioso mostra como hoje a igreja católica portuguesa se comporta perante o
tempo presente.
Será que é mais importante o acessório, neste caso um tipo específico
de vestuário, do que as pessoas? Tudo vale para no final se recolher um mero
óbolo?
Não será por acaso que as igrejas estão cada vez mais
vazias, que não haja vocações, enfim, que as seitas tenham cada vez mais
aderentes.
Por exemplo, a principal razão do aumento exponencial de
seitas no Brasil foi o aparecimento da denominada Teologia da Libertação, na
qual a política substituía a religião, levando à fuga dos cristãos para as
ditas seitas, as quais respondiam aos seus anseios, angústias e preocupações.
Mas voltando ao início, se esta ‘moda’ pega, não será
despiciendo pensar que num futuro próximo também seja benzida roupa interior,
cuecas, boxers ou ceroulas masculinas, e lingerie,
sutiãs e cuecas do modelo mais conservador ao mais ousado.
Mário Casa Nova Martins
16 de Março de 2026
Rádio Portalegre
segunda-feira, março 16, 2026
sexta-feira, março 13, 2026
AA - Petróleo a quanto obrigas
Petróleo a quanto
obrigas
Será que é mesmo assim? Será que os americanos têm mesmo
muita sorte porque onde quer que vão levar liberdade, encontram petróleo? Ou
descobrem gás natural, ou mesmo em simultâneo gás natural e petróleo?
É, realmente, uma pergunta pertinente.
Anos atrás levaram a liberdade ao Iraque, destruindo o país
em nome de umas armas de destruição maciça que se sabia não existir, mas as
empresas petrolíferas americanas ficaram com o controle da extracção e venda do
petróleo iraquiano.
Nos últimos tempos levaram liberdade à Venezuela, raptando o
líder do país, deixando os mesmos governantes a dirigir os destinos da nação,
mas as empresas petrolíferas americanas ficaram com o controle da extracção e
venda, e consequentes proveitos financeiros do petróleo venezuelano.
Agora querem que a liberdade chegue ao Irão, e as empresas
petrolíferas americanas fazem fila para entrar no controle da extracção e venda
do petróleo iraniano, esperando que a qualquer momento o regime actual caia,
para que a realidade se concretize.
Se os EUA conseguirem controlar o petróleo iraniano, junto
com o que extraem em solo americano, mais o venezuelano, para não falar no
controlo que exercem sobre os países do Golfo produtores de petróleo, como
Arábia Saudita, Catar, Koweit, Emirados Árabes Unidos, pouco resta que não
esteja sob controlo das empresas petrolíferas americanas.
E pode dizer-se o mesmo em relação ao gás natural.
Fazendo um pequeno exercício de memória, recuando ao tempo
da guerra civil angolana pós independência, o MPLA, no poder, era pró-soviético,
enquanto a UNITA, na oposição, era pró-EUA.
Realizando o MPLA um acordo económico com os EUA para as
empresas americanas entrarem no negócio petrolífero, a UNITA deixou de ser
importante para os americanos, que fizeram chegar a Luanda as coordenadas
geográficas do local onde se encontrava o líder Jonas Malheiro Savimbi,
possibilitando o seu assassinato às mãos do MPLA. O que se seguiu é sobejamente
conhecido.
Mário Casa Nova Martins
quinta-feira, março 12, 2026
quarta-feira, março 11, 2026
terça-feira, março 10, 2026
segunda-feira, março 09, 2026
domingo, março 08, 2026
sábado, março 07, 2026
sexta-feira, março 06, 2026
terça-feira, março 03, 2026
RP - Desabafos - «Percepções» em Portalegre
Percepções em
Portalegre
As «percepções» chegaram a Portalegre, Enquanto por todo o
país acontecem «percepções» em catadupa, em Portalegre cidade, tal ainda não
tinha acontecido.
Segundo os meios de comunicação local, Rádio Portalegre e semanário Alto
Alentejo, na madrugada da passada quinta-feira dia 26 de Fevereiro,
primeiro pelas 2 horas e 51 minutos, e mais tarde pelas 3 horas e 57 minutos,
tiros foram disparados.
Recorrendo aos mesmos meios de comunicação, as vítimas dos
disparos foram dois automóveis que se encontravam estacionados em duas ruas diferentes
da cidade.
Segundo outas fontes, “os disparos, à partida, são de duas
situações distintas e estarão relacionados com represálias de duas famílias”.
Se se perguntasse ao actual ministro da Administração Interna,
anterior director da Polícia Judiciária, prontamente dira que o que se passou
na cidade de Portalegre teriam sido «percepções», e nada mais.
‘Gente de e do bem’ também tem direito a ter desavenças
familiares, pelo que nada mais haverá a acrescentar.
O concelho de Portalegre, em termos de segurança, ainda é o
que se possa dizer um ‘oásis’, tendo em conta o que se passa em outros
concelhos do distrito.
Contudo, que não haja ilusões, há «percepções» em vários
lugares da cidade de Portalegre, e os Portalegrenses conhecem-nos e evitam-nos.
Porém, há crime em Portalegre! Os crimes que se praticam em
Portalegre são a falta de inspecção do veículo, a falta de seguro do veículo, o
excesso de velocidade em certas vias urbanas. Todavia, estes crimes, felizmente, nunca
são praticados por ‘gente de e do bem’! P'ra bom entendedor.
Em suma, as «percepções» chegaram a Portalegre, e que cada
um pense o que entender.
Mário Casa Nova Martins
2 de Março de 2026
Rádio Portalegre
segunda-feira, março 02, 2026
sexta-feira, fevereiro 27, 2026
AA - A Casa dos Horrores
A Casa dos Horrores
Nos mais de três milhões de ficheiros do denominado «Caso
Epstein», aparecem referências à Casa Pia.
Milionários americanos pedófilos deslocavam-se a Lisboa, e
com a conivência de gente ligada à instituição, abusavam de crianças casapianas.
Curiosamente, este escândalo sexual de pedofilia não tem
merecido o interesse das actuais autoridades competentes portuguesas. Noutros
países começou a haver consequências para com os identificados “amigos” de
Jeffrey Epstein, mas em Portugal, tal como aconteceu em relação ao então
denominado «Escândalo da Casa Pia», onde apenas o ‘peixe miúdo’ foi punido, uma
cortina de silêncio se instalou.
Em Portugal, com a desculpa da figura jurídica da
“prescrição”, ‘graúdos’ ficaram impunes, e apenas pedófilos ‘menores’, foram
condenados.
Este «Caso Epstein» está a fazer tremer governos e
governantes na América e na Europa. Além de políticos de diferentes quadrantes
com grande notoriedade pública, também figuram proeminentes de outras áreas da
sociedade estão envolvidas neste horrendo caso de pedofilia.
Nomes de portugueses vieram a público, mas, quiçá, o seu
estatuto estará para além, do além, tal como aconteceu aos políticos citados
pelas vítimas no português «Caso Casa Pia», que nunca foram objecto de qualquer
incómodo, mantendo inclusive os seus estatutos nas respectivas áreas, chegando
mesmo, após a divulgação dos seus nomes, a ocupar cargos da mais alta
importância na vida pública nacional.
De facto, Portugal é mesmo um “case study”!
As vítimas de Epstein, tal como as vítimas da Casa Pia,
serão sempre vítimas, que vivem acompanhadas da memória dos horrores que
sofreram, sem terem direito à paz interior que mereciam.
E que não se deixe cair no esquecimento os casos de
pedofilia na igreja católica em Portugal, crime abominável que hoje já nem
merece ser ‘notícia de rodapé’, mas que continua real para as suas vítimas.
Realmente Portugal é mesmo muito ‘especial’.
Mário Casa Nova Martins
sexta-feira, fevereiro 20, 2026
quinta-feira, fevereiro 19, 2026
quarta-feira, fevereiro 18, 2026
terça-feira, fevereiro 17, 2026
RP - Desabafos - Invernia
Este inverno já teve tudo aquilo que um verdadeiro inverno
tem, chuva, neve, frio, inundações nos locais habituais, mar revolto, e pequenos
incidentes, como aquele que aconteceu na cidade de Portalegre no passado dia 5
de Fevereiro, do qual, felizmente apenas resultaram estragos materiais.
Este inverno faz lembrar os invernos da nossa juventude, das
décadas de sessenta e primeira metade da de setenta do século passado, quando
vivíamos e estudávamos em Portalegre.
Daqueles invernos ficou-nos na memória o queremos ir fazer
ginástica, disciplina que tínhamos uma hora duas vezes por semana, melhor,
irmos naquelas horas para o pátio do Liceu para jogarmos andebol, e semanas
consecutivas de chuva impediam aquele nosso forte desejo.
Também as memórias daqueles anos lembra-nos descermos e
subirmos as ruas da Pracinha, 5 de Outubro, do Comércio, 19 de Junho, Praça da
República, no caminho para o Liceu, sempre debaixo de chuva, com a maioria das
casas sem algerozes e chegarmos encharcados a casa ou ao Liceu.
Também nos verões muitos dias atingiam temperaturas acima
dos 40 graus, nessas alturas acompanhadas do vento suão e do fumo da Fábrica
Robinson, ar que chegava ao Rossio e asfixiava as gentes.
Hoje a Barragem do Alqueva amenizou o clima alentejano, tal
como irá acontecer na região de Portalegre com a construção da tão necessária
quanto importante Barragem do Pisão. Por este motivo, e outros mais, saúde-se o
recomeçar das obras de construção da Barragem do Pisão!
Mário Casa Nova Martins
16 de Fevereiro de 2026
Rádio Portalegre
segunda-feira, fevereiro 16, 2026
AA - A Força da Natureza
A Força da Natureza
Quem tiver tempo e paciência de ir à Biblioteca Municipal, e
pesquisar nas colecções de jornais antigos e recentes, encontrará notícias em
anos diferentes de calamidades provocadas por chuvadas, cujas águas desaguavam
no Rossio portalegrense.
A Serra é uma mãe-d’água. A água desce pelas encostas por diferentes
ribeiros e muita chegava com força ao Rossio, onde em tempos chegou a haver uma
ponte (há notícia dela em documentos guardados no Arquivo Distrital, informação
que me foi dada pelo Dr. Fernando Correia Pina), continuando depois pela hoje
rua Dom Nuno Álvares Pereira, a caminho da ribeira que o povo chamava da
‘lixosa’, por nela irem desaguar os esgotos da cidade.
A propósito, diga-se que ainda hoje há ruas na cidade de
Portalegre, a começar pela rua 5 de Outubro (rua Direita), cujos esgotos
domésticos vão para as águas pluviais, sem qualquer tratamento. Mas ‘isso’ não
incomoda os ‘ambientalistas de serviço’, a quem apenas ‘preocupa’ a tão
necessária construção da denominada Barragem do Pisão. Mas isso é outra
‘história’.
Da Azinhaga do Boi d’Água, que continuava pela hoje Avenida
Pio XII, e da Azinhaga de Santo António, que hoje continua na Avenida do mesmo
nome, vinham as enxurradas que chegavam com grande rapidez ao Rossio, provocando
estragos, principalmente quando o mercado era debaixo do centenário Plátano. Há
histórias e memórias desses episódios.
O que aconteceu na passada quinta-feira 5 de Fevereiro,
apenas teve como epicentro a Azinhaga de Santo António, muito fruto de linhas
d’água alteradas por mão humana. A Natureza, e neste caso a água, arranja
sempre maneira de ‘ganhar’ ao Homem.
Ao longo dos anos, no Estado Novo e nesta Terceira
República, obras foram feitas que minimizaram o problema. Mas o Homem construiu
nas encostas cortando veios d’água, e não só, e a catástrofe aconteceu,
felizmente sem perdas humanas, apenas estragos materiais.
Mário Casa Nova Martins






























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