A VOZ PORTALEGRENSE
domingo, fevereiro 08, 2026
sábado, fevereiro 07, 2026
sexta-feira, fevereiro 06, 2026
quinta-feira, fevereiro 05, 2026
RP - Desabafos - Contagem final
No próximo domingo termina mais um ciclo eleitoral, começado
com eleições legislativas antecipadas, seguindo-se autárquicas e agora
presidenciais.
Não antecipando qualquer resultado em relação a domingo 8 de
Fevereiro, quanto ao futuro, pode-se dizer que tudo está como dantes. O Centrão
continua maioritário, e o povo sentir-se-á feliz, porque é sinal de que o “pão
e circo” vão continuar, ficando a “conta” para as gerações futuras.
Que importa o amanhã se o hoje é pleno de festas e
festinhas, romarias e procissões.
O salário mínimo continua a aumentar, enquanto
vertiginosamente se aproxima do salário médio. A proletarização, tão grada à
esquerda, galopa sobre a classe média, e os ricos estão cada vez mais ricos. É
o socialismo no seu resplendor.
Antes de Abril de 1974 era proibido estar contra o regime.
Hoje acontece o mesmo. Quando não se alinha com o Centrão é-se caluniado,
insultado, e, a ‘arma maior’, cancelado.
Antes de Abril de 1974 havia censura, uma censura que
primava quantas vezes pelo absurdo e pelo ridículo. Hoje há censura, uma
censura sibilina, cujos agentes são os comentadores que enxameiam as televisões
e jornais de expressão nacional, todos lendo pela mesma cartilha, que é a
defesa do regime, um regime cada vez mais corroído pelo maniqueísmo, pela
corrupção, pela usura.
Hoje os novos censores, ligados à esquerda, da mais radical
à falsamente moderada, são piores que os seus antecessores.
E a essa esquerda falsamente moderada, juntou-se agora um
conjunto de gente que se auto apelida de ‘notáveis’, vinda de uma direita que
nunca foi direita, uma direita que nas últimas cinco décadas a esquerda permite
e tolera.
Tempos instáveis aproximam-se.
Mário Casa Nova Martins
2 de Fevereiro de 2026
Rádio Portalegre
quarta-feira, fevereiro 04, 2026
Ucronia - Pátria
Ucronia é um género literário e um conceito filosófico
que reconstrói a história imaginando cenários hipotéticos, explorando o "e
se..." um evento passado tivesse ocorrido de outra forma.
Derivado do francês ‘uchronie’ (1876), combina o
grego ou (não) e chronos (tempo), significando "tempo
que não existiu" ou "história alternativa".
História Alternativa: Explora como o mundo seria se
eventos chave (guerras, descobertas) tivessem resultados diferentes.
Diferença da História: A ucronia diferencia-se do
trabalho do historiador por não se basear em fontes materiais, sendo uma obra
de ficção ou especulação, enquanto a história estuda o que realmente aconteceu
Ucronia vs. Utopia: Enquanto a utopia descreve um "não lugar" ideal, a ucronia descreve um "não tempo" histórico.
terça-feira, fevereiro 03, 2026
segunda-feira, fevereiro 02, 2026
AA - Paulo de Portalegre
Paulo de Portalegre
Figura insigne da igreja católica portuguesa do seu tempo, é
um desconhecido na sua terra natal, cujo nome adoptou como apelido.
Paulo nasceu em Portalegre em 1437, e veio a falecer no
convento de S. Elói de Lisboa em 1510, onde ficou sepultado.
É educado por Fr. João de Santa Maria, religioso de S.
Jerónimo, que vivia num oratório perto de Portalegre. Mais tarde vive sob a
tutela de seu tio Fernão Álvares Bombeiro, e é recebido no Convento de S. Elói
de Lisboa como noviço aos 13 anos, professando nesse mesmo Convento aos 18
anos. Entre 1468 e 1469 compõe a sua obra máxima, o «Memorial». Entre 1469 e
1471 vai a Roma e a Jerusalém visitar os Lugares Santos. Em 1471 é nomeado Reitor
do Convento de Vilar de Frades, começando aí sucessivamente a desempenhar
cargos de grande importância na Ordem.
Mas o que ainda hoje marca a importância da vida de Paulo de
Portalegre é o «Novo Memorial do Estado Apostólico», primeira crónica dos
Lóios.
Este trabalho estava na Torre do Tombo, esquecida que era a
sua existência, se bem que ao longo do tempo vários autores a ele se referiram.
Além deste trabalho, também Paulo de Portalegre escreve
sobre a sua viagem à Terra Santa, «Itinerário da jornada à Terra Santa», mas que
até hoje se desconhece, perdido ou ‘escondido’ em qualquer parte, e «Breve tratado
sobre a morte do Duque de Bragança D. Fernando II», do qual se conhecem cópias.
A extinta editora dos jesuítas, ‘Roma Editora’, editou a
obra «Novo Memorial do Estado Apostólico» com o subtítulo «Primeira Crónica dos
Lóios – Edição crítica por Cristina Sobral», em Setembro de 2007, com
«Apresentação de José Mattoso».
A obra apresenta uma notável edição crítica pela professora
da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa Cristina Sobral, precedido de
um estudo pormenorizado sobre o Autor e de uma breve história da Congregação
até ao século XV.
Mário Casa Nova Martins
domingo, fevereiro 01, 2026
terça-feira, janeiro 20, 2026
RP - Desabafos - Final presidencial
Final presidencial
No rescaldo desta noite eleitoral, mais ou menos longa, o
que fica é que os portugueses estão divididos em termos políticos e ideológicos,
mais do que nunca.
Foi uma campanha para a eleição do presidente da República
sem grandes motivos de interesse. A luta do ‘mau’ contra os ‘bons’, ou dos ‘bons’
contra o ‘mau’, a insinuação, a calúnia, a mentira, campearam. Nada de que não
se estivesse à espera.
Contudo, o ponto mais importante deste processo eleitoral é
que ele vai conduzir ao fim de um mandato de uma década daquele que para muitos,
onde nos incluímos, foi o pior presidente, quer da Primeira, da Segunda, quer
desta Terceira República.
O ainda presidente da República foi um elemento desestabilizador,
perturbador da vida política portuguesa nesta última década. Falso,
intriguista, manipulador, menorizou ao longo do tempo a função que desempenhava,
tornando o seu mandato presidencial, muitas vezes caótico, hipócrita.
O ainda presidente da República não honrou a função presidencial,
tornando-se muitas vezes cúmplice de atitudes circenses que em nada o
dignificavam. Também em termos internacionais, não criou empatia com os seus congéneres,
nunca foi considerado credível, fiável.
Não vai ser fácil à Instituição Presidência da República recuperar
o prestígio que teve e que deve ter. Foram anos de forte perturbação, de
achincalhamento, de mediocridade cívica e também moral. Irá demorar tempo a
recuperar a dignidade que lhe é devida.
Mário Casa Nova Martins
19 de Janeiro de 2026
Rádio Portalegre
segunda-feira, janeiro 19, 2026
sábado, janeiro 17, 2026
sexta-feira, janeiro 16, 2026
AA - Tempos incertos
Tempos incertos
Uma das características da política, além da retórica, é o
cinismo. As promessas que os políticos fazem, principalmente nas campanhas
eleitorais, estão carregadas de retórica e também de cinismo, para não se falar
de falsidade em relação a muitas delas.
Porém, se há algo que não se pode apontar ao actual
presidente dos EUA é o de ser retórico ou cínico. Desde a primeira hora disse
‘ao que ia’, ninguém hoje pode dizer que Trump mentiu, enganou. É caso para
dizer, “habituem-se”!
Os europeus no século XIX utilizaram a ‘política da
canhoeira’ para explorar as riquezas de África.
No mesmo século XIX os europeus, tornados americanos,
realizam a conquista do oeste, com o extermínio dos povos nativos,
ocupando-lhes as terras, e tudo o mais. A famosa epopeia do oeste. Os índios os
maus, os cowboys os bons, tudo tão simples, tão linear.
Por detrás de todas estas guerras, em África e na América,
estava não o fervor civilizacional, religioso, mas sim a busca desenfreada de
riquezas de toda a ordem, a economia, portanto.
Hoje as típicas guerras do faroeste como que ressuscitaram.
O rapto do venezuelano ‘incómodo’ Nicolas Maduro pelos novos cowboys americanos
liderados por Donald Trump, em nada se assemelha ao histórico ‘Rapto das
Sabinas’ ou ao duplo rapto da bela Helena de Tróia. Aqui ‘falou mais alto’ o
gás e o petróleo venezuelano.
A força militar uniu-se aos interesses económicos, e o país
com as maiores reservas petrolíferas conhecidas torna-se colónia dos EUA, quiçá
no futuro um novo estado americano, ao qual se poderá juntar mais tarde a
Gronelândia, o Canadá, os Açores.
O Direito ‘atirado às malvas’! Habituem-se.
Esta situação desencadeada pelos interesses económicos dos
EUA, naquela zona geográfica que é para eles considerada a sua esfera de
influência, terá a seu tempo resposta quer da Rússia, quer da China. O Urso e o
Dragão esperarão o tempo que for necessário.
Mário Casa Nova Martins
quinta-feira, janeiro 15, 2026
quarta-feira, janeiro 14, 2026
quarta-feira, janeiro 07, 2026
terça-feira, janeiro 06, 2026
Desabafos - O Futuro de Portalegre
O Futuro de Portalegre
Estamos num ano novo, o ano de 2026, e nestas alturas,
espera-se e deseja-se o melhor, esquecendo principalmente o que de mal
aconteceu no ano anterior, ao mesmo tempo que se recorda o que aquele de bom
trouxe.
E para o concelho de Portalegre a melhor ‘prenda’ que
recebeu em 2025 foi já no seu final, concretamente a 29 de Dezembro.
O dia 29 de Dezembro fica para a história recente de
Portalegre como uma data importante para o seu futuro.
A compra do Colégio Diocesano de Santo António pelo
Ministério da Saúde, tendo em vista a ampliação do Hospital Doutor José Maria
Grande, nesse dia 29 de Dezembro de 2025, é um acontecimento muito relevante
para as gentes da cidade e concelho.
O Instituto Politécnico de Portalegre e o Hospital Distrital
são as duas principais mais-valias do concelho, um concelho pobre, idoso,
desertificado, do interior do país, e sobretudo esquecido do poder central.
Com este evento, quiçá, o mais estruturante dos últimos cinquenta
anos para o concelho, que viu partir ao longo destas cinco décadas serviços
para outras regiões, vendo diminuir a sua gente e a sua importância socioeconómica,
Portalegre terá no futuro próximo mais gente, principalmente qualificada na área
da saúde, facto que de certeza se alargará a outro sectores da sociedade e da
economia.
Há dezenas que anos que o colégio estava devoluto, e desde
essa altura que a ideia da sua compra pelo Ministério da Saúde era ciclicamente
falado. Contudo, a insensibilidade do proprietário ia sempre inviabilizando o
negócio, prejudicando a cidade, o concelho e a região de Portalegre.
Concretizada a compra, honra a quem nunca desistiu deste projecto
tão marcante!
Mário Casa Nova Martins
5 de Janeiro de 2026
Rádio Portalegre
segunda-feira, janeiro 05, 2026
sexta-feira, janeiro 02, 2026
quinta-feira, janeiro 01, 2026
terça-feira, dezembro 30, 2025
Ucronia - Luís Sena de Vasconcelos, Tomás A. Moreira
Ucronia é um género literário e conceito filosófico que
explora histórias alternativas, imaginando como o mundo seria se um evento
histórico crucial tivesse ocorrido de forma diferente, um "e se"
aplicado à história, criando um "não-tempo" ou tempo hipotético.
Em essência, a ucronia é:
_ História Alternativa: Uma narrativa que reescreve o
passado, alterando um ponto-chave e explorando as consequências dessa mudança.
_ Especulação Histórica: Um exercício de pensamento
sobre como a civilização poderia ter-se desenvolvido em outras circunstâncias.
_ Um Género: Usado na literatura, cinema e outras artes para criar mundos hipotéticos fascinantes.
segunda-feira, dezembro 29, 2025
Ucronia - Diogo de Andrade
Ucronia é um género literário e conceito filosófico que
explora histórias alternativas, imaginando como o mundo seria se um evento
histórico crucial tivesse ocorrido de forma diferente, um "e se"
aplicado à história, criando um "não-tempo" ou tempo hipotético.
Em essência, a ucronia é:
_ História Alternativa: Uma narrativa que reescreve o
passado, alterando um ponto-chave e explorando as consequências dessa mudança.
_ Especulação Histórica: Um exercício de pensamento
sobre como a civilização poderia ter-se desenvolvido em outras circunstâncias.
_ Um Género: Usado na literatura, cinema e outras artes para criar mundos hipotéticos fascinantes.
sexta-feira, dezembro 26, 2025
Ucronia - Dominique de Roux
Ucronia é um género literário e conceito filosófico que
explora histórias alternativas, imaginando como o mundo seria se um evento
histórico crucial tivesse ocorrido de forma diferente, um "e se"
aplicado à história, criando um "não-tempo" ou tempo hipotético.
Em essência, a ucronia é:
_ História Alternativa: Uma narrativa que reescreve o
passado, alterando um ponto-chave e explorando as consequências dessa mudança.
_ Especulação Histórica: Um exercício de pensamento
sobre como a civilização poderia ter-se desenvolvido em outras circunstâncias.
_ Um Género: Usado na literatura, cinema e outras artes para criar mundos hipotéticos fascinantes.
quarta-feira, dezembro 24, 2025
terça-feira, dezembro 23, 2025
RP - Desabafos - NATAL 2025
Esta época natalícia é um instante de Esperança, num tempo
em que a própria Esperança é cada vez mais vã.
Vive-se um tempo de final de tempo. Quase se cancelam as
fotografias de Natal, as luzes figurativas natalícias, se escondem os símbolos
festivos alusivos à época para se ser ‘inclusivo’, quando as minorias não
respeitam os valores da maioria, querendo impor credos e práticas atentatórias
à liberdade da maioria, é uma traição à nossa Identidade, no caso português a
Identidade cultural e religiosa da matriz greco, romano, cristã.
O ocidente cristão está a ser paulatinamente conquistado por
outras culturas e religiões minoritárias no seu seio, que não respeitam os
costumes e as tradições desta europa cristianizada.
A apropriação do Natal por valores pagãos tem vindo a
acontecer aceleradamente nas últimas décadas. Mas agora são principalmente os
novos cultos, minoritários no reduto europeu, que querem não só subverter o
espírito do Natal cristão, como eliminá-lo.
Onde está o símbolo maior do Natal cristão, o Presépio? Está
escondido, em lugares esconsos, para não ferir sensibilidades de outras crenças
(???).
Já não se ouvem os tradicionais cânticos de Natal,
substituídos por músicas e letras que nada dizem à época natalícia.
Tudo tem sido adulterado. As novas ‘modas’ estão afastadas
da vivência cristã.
Há que voltar aos Valores do Natal português.
Como disse o Papa Bento XVI, a Igreja pertence a Jesus Cristo
e não é nenhum laboratório para que os teólogos façam experiências.
Que Leão XIV continue a Tarefa de Bento XVI.
Neste tempo presente, um Santo Natal!
Mário Casa Nova Martins
22 de Dezembro de 2025
Rádio Portalegre
segunda-feira, dezembro 22, 2025
Ucronia - Philip K. Dick
Ucronia é um género literário e conceito filosófico que
explora histórias alternativas, imaginando como o mundo seria se um evento
histórico crucial tivesse ocorrido de forma diferente, um "e se"
aplicado à história, criando um "não-tempo" ou tempo hipotético.
Em essência, a ucronia é:
_ História Alternativa: Uma narrativa que reescreve o
passado, alterando um ponto-chave e explorando as consequências dessa mudança.
_ Especulação Histórica: Um exercício de pensamento
sobre como a civilização poderia ter-se desenvolvido em outras circunstâncias.
_ Um Género: Usado na literatura, cinema e outras artes para criar mundos hipotéticos fascinantes.
sexta-feira, dezembro 19, 2025
AA - Natal Tempo de Amor e de Paz
Tempo houve em que o Natal era um momento ligado ao
recolhimento, ao nascimento, ao simbólico.
O Natal está ligado ao Solstício de Dezembro, que todas as
civilizações celebravam. O Solstício de Dezembro é um momento de
celebração da luz e renovação em diversas tradições antigas, associado à vitória
sobre as trevas.
O Natal celebra o Nascimento do Menino Jesus, Filho de
Maria. Mas o Natal de hoje pouco tem de religioso nesta Europa em que os seus
pilares estão a ruir. Os três pilares em que a civilização europeia assenta, a
civilização grega, a civilização romana e o cristianismo, estão sobre forte
ataque dos novos bárbaros.
Grécia, Roma e Cristandade constituíram-se como a matriz da
civilização europeia. Mas hoje tudo está a ser posto à prova.
Os conceitos cristãos do valor da vida e da liberdade do
homem estão a sofrer um ataque fortíssimo, o qual a hierarquia católica não só não
consegue combater para os defender, como muitas vezes se torna cobardemente cúmplice.
Bento XVI, doutor da igreja, previu a hecatombe e lutou com
tudo o que podia, e agora Leão XIV, em quem se depositam grandes esperanças,
continua essa batalha contra as trevas.
Contudo, em Portugal os desmandos bergoglianos continuam
presentes.
O Natal era um tempo em que as famílias se reuniam em torno
do Presépio. A paz, a concórdia, o amor reinavam. Hoje ritos e costumes pagãos
vieram substituir essa essência cristã natalícia. O hedonismo, o consumismo, a
ostentação dominam, e a família deixou de ser o centro, tal como a celebração
da vida, do nascimento da vida.
Boas festas? Não. Um Santo e Feliz Natal, sim!
Mário Casa Nova Martins
sexta-feira, dezembro 12, 2025
segunda-feira, dezembro 08, 2025
RP - Desabafos - Imaculada Conceição
Este dia 8 de Dezembro invoca a vida e a virtude da Virgem
Maria, mãe de Jesus, concebida sem mácula, ou seja, sem marca do pecado
original, o que recebeu o título de dogma católico neste mesmo dia 8 de Dezembro
mas do ano de 1854. É, assim, uma data de grande significado para a Igreja
Católica.
Contudo, muito antes de ter sido considerado um dogma, a
celebração da festa universal da Virgem Maria já havia sido decretada em 1476
pelo Papa Sisto IV.
Diga-se, também, que em 25 de Março de 1646, o rei D. João IV
organizou uma cerimónia solene, em Vila Viçosa, para agradecer a Nossa Senhora
a Restauração da Independência de Portugal em relação à Espanha.
Neste dia foi até a igreja de Nossa Senhora da Conceição,
declarando-a padroeira e rainha de Portugal. Desde então, mais nenhum rei
português usou coroa na cabeça, privilégio que estaria disponível apenas para a
Imaculada Conceição.
Importa ainda referir que durante séculos, o Dia da Mãe era
comemorado no dia 8 de Dezembro.
Com a perda de influência da Igreja Católica na sociedade
portuguesa, hoje esta data é mais recordada e celebrada por ser um feriado,
utilizado para a febre consumista das compras, preparando a quadra que se
avizinha, o Natal, também ele cada vez mais dessacralizado.
O dia 8 de Dezembro, também chamado dia do ‘Natal Pequenino’,
marcava o início da grande festividade que culminava a 25, com a celebração do
Nascimento do Menino Jesus.
Mas tudo hoje é diferente. Para agradar às minorias não
católicas, a própria hierarquia da Igreja Católica portuguesa, verga-se, conduzindo
este ciclo religioso para uma quase clandestinidade.
Mário Casa Nova Martins
quinta-feira, dezembro 04, 2025
AA - A Europa em Guerra
A Europa em Guerra
O conceito de “traidor” varia conforme as batalhas… e os
vencedores. Tal como a História é escrita pelo vencedor.
Ai dos vencidos! Para justificar a sua agressão o vencedor
dita a ‘verdade’. Que o digam, para não se sair da Europa, os vencidos da
Guerra Civil Europeia de 1914-1945. Que o digam os vencidos na Concessão de
Évora Monte em 1834.
É assim, e assim será.
Segundo a doutrina de Zbigniew Brzezinski, a Rússia nunca
seria uma potência mundial, global, se perdesse o controlo geopolítico da
Ucrânia, limitando-se a ser apenas uma potência regional. Mas a Rússia nunca se
poderia aproximar da China. Por outras palavras, Brzezinski queria, como diz o
ditado popular “sol na eira e água no nabal”.
Estes conceitos estão na obra, tradução francesa, «Le Grand
Échiquier – L’Amérique et le reste du Monde». Não há tradução portuguesa.
Num tempo em que os dados militares no terreno são claros na
guerra entre os EUA e a Rússia, com a Ucrânia a servir de palco das operações, que
dizer do comportamento belicista dos líderes da EU, num tempo em que os
ucranianos mais não são do que ‘carne para canhão’.
Enquanto os europeus, nem todos, diga-se, ‘alinham’ pela
cartilha dos líderes da EU, que mais não são do que ‘tigres de papel’ neste
conflito, EUA, China e Rússia dialogam entre si, e tornam-se cada vez mais
fortes.
E que penoso é ver um dito Tribunal Penal Internacional,
TPI, que só julga vencidos, fracos, e vê-lo desprezado, ignorado, justamente
pela China, Rússia e EUA.
Os belicistas europeus, cada dia que passa estão mais
desacreditados. Jornais, rádios e televisões, outrora referências, faróis de
credibilidade, estão nas mãos destes belicistas, que a seu tempo os Europeus
julgarão pela Traição à própria Europa. A propaganda que veiculam já não é
aceite, a mentira campeia, e a Europa dá passos para o seu ocaso.
Mário Casa Nova Martins




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