\ A VOZ PORTALEGRENSE

segunda-feira, dezembro 10, 2018

Desabafos 2018/2019 - IX

Em 19 de Maio passado foi apresentado o livro «A Estrada do Meu Outono» de João da Graça Silva.
No passado 14 de Novembro, foi apresentado o livro «Monumento aos Mortos da Grande Guerra» de Aurélio Bentes Bravo.
Ambos tiveram sessão pública de apresentação no auditório Guy Fino, no Museu da Tapeçaria.
Ambos foram editados e pagos pela Câmara Municipal de Portalegre.
Ambos não se encontram nem à venda, nem à disposição dos Munícipes, que indirectamente com o dinheiro dos seus impostos custearam a edição destas duas obras.
Para se ter os ditos livros, tem que se pedir, por escrito, via carta ou mail, à Presidente da Câmara.
É que os livros, pagos com o dinheiro dos impostos dos Munícipes, são da exclusiva “propriedade” da Presidente da Câmara, pertencentes à sua ‘lista pessoal de ofertas’!
Para o Portalegrense, e não só, que tenha interesse nestas duas obras, ou apenas numa delas, tem que ‘mendigar’ à Presidente da Câmara que as ou a ofereça!
E se Sua Senhoria achar que o ‘pedinte’ não tem ‘nível’ para tamanho ‘pedido’, e tal será sempre arbitrário, o dito fica sem as ou a obra.
Apenas luminárias da Presidente da Câmara, também amigas e amigos, descarados borlistas, têm acesso aos livros que a CMP edita.
Quem tiver interesse cultural e histórico nos livros que a CMP editou, a expensas dos Munícipes, têm que pedinchar à excelsa Presidente da Câmara que se digne ofertar os ditos livros.
Qual a alternativa? Estarem à venda no Posto de Turismo. É que nem todos estão à espera de 'borlas', e muito menos sujeitos à 'caridade' da Senhora.
Assim vai a Cultura em Portalegre, Cidade e Concelho.
Com os dinheiros do Município, são editados livros que depois passam para “propriedade privada” da Presidente da Câmara. Isto é utilizar dinheiros públicos em proveito próprio. E tal é uma forma de corrupção.
DESABAFOS
Rádio Portalegre, 3 de Dezembro de 2018

quarta-feira, novembro 28, 2018

Desabafos 2018/2019 - VIII

O futebol foi fundado em Inglaterra. Em 1848, a Cambridge University Association Football Club elaborou as regras do jogo, enfatizando a destreza acima da força, proibindo o agarrar a bola e a entrada dura, tendo essas mesma regras sido adoptadas pela Football Association em 1863, criando o futebol que hoje se pratica.
Nos primórdios era um jogo de cavalheiros. Hoje em dia o futebol deixou de ser um desporto para ser um negócio.
No tempo presente, o futebol, a alto nível, movimenta milhões de adeptos e milhões em dinheiro. Há muito que a pequena corrupção no futebol, corrupção entre clubes, jogadores, árbitros, deu lugar à grande corrupção. Os interesses económicos substituíram os interesses desportivos.
No caso português, os chamados pequenos clubes, de vila, cidade, província, região, estão em vias de desapareceram, dados os custos que uma equipa de futebol exige. Mas não só. O desinteresse por esses clubes, é proporcional ao entusiasmo pelos chamados clubes grandes. Hoje, e cada vez mais no futuro, apenas têm hipóteses os tais grandes clubes, transformados em empresas.
Hoje o futebol é jogado nas chamadas «quatro linhas», e sobretudo nos bastidores.
Em Portugal há presentemente uma guerra económica entre os três principais clubes, dois contra um. No final, não haverá ‘vencedor’ claro.
E enquanto essa guerra económica se desenrola, sinais visíveis de corrupção a vários níveis envergonham o desporto português. Violência física e psíquica contra árbitros e jogadores, adulteração de resultados por força de apostas desportivas, práticas económico-financeiras fraudulentas, tudo serve para ganhar dinheiro à custa do futebol. O futebol, hoje, resume-se a dinheiro, tudo pelo dinheiro.
A verdade desportiva é uma falácia.
Rádio Portalegre, 19 de Novembro de 2018

domingo, novembro 25, 2018

25 DE NOVEMBRO, SEMPRE!

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25 DE NOVEMBRO SEMPRE!
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«Em Beja, na Praça de Touros, todos os discursos foram a falar para cima [por causa] das pedras que eram atiradas de fora. E teve que ser a GNR a cavalo a proteger o dr. Sá Carneiro, para ele chegar a um helicóptero. Foi terrível: um militante nosso, que era notário, levou com uma pancada na cabeça e nunca mais foi gente.
(…)
Eu tinha o carro um bocadinho longe porque os de Beja tinham-nos dito: «Eles vão escavacar os carros». Eu ia a guiar um Renault do dr. Sá Carneiro, com mais três pessoas a bordo. E ainda me lembro do barulho que faz uma corrente de bicicleta a zurzir a correrem atrás de nós e o GNR a dizer “Corram, corram, corram!” E eu vejo à minha frente um sinal de proibição e disse: “É sentido proibido.” Ele até disse um palavrão “… pró sentido proibido” e mandou-me avançar assim com toda a força.
Conceição Monteiro
Revista Sábado, 29 de Novembro de 207, página 54
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Hoje em Portugal, ao que se chama Direita, CDS e PSD, sofre de uma amnésia total quanto à História recente de Portugal.
O então PPD e o CDS foram os partidos, e as suas gentes, que mais sofreu com o PREC, período de trevas que culminou com o denominado 25 de Novembro de 1975.
Mas os actuais dirigentes daqueles dois partidos ‘direitinhas’ parece que nunca souberam o que os então dirigentes, militantes e simpatizantes passaram para que estes, os actuais, possam verborreirar, perorar sobre o fútil, sobre os interesses de grupo ou grupos de interesses que representam, e esquecem a História dos respectivos partidos.
Daí ser importante recordar este testemunho de Conceição Monteiro. E se o PPD/PSD era assim “tratado” no Alentejo, o CDS nem ou mal se atrevia a aparecer!
O CDS tem uma liderança fraca. O resultado eleitoral em Lisboa deu força à líder, mas com o tempo, sem linha de rumo, a liderança esfuma-se. A entrevista dada ao jornal esquerdista 'Público' e à tudo menos católica Rádio Renascença em que fala sobre as eleições brasileiras, mostra a pequenez cívica da entrevistada (1). Tudo dito.
O PSD está em clivagem interna, com um líder que não tem carisma nem liderança. Cada dia que passa, o PSD fragmenta-se. Com ‘barões’ e ‘baronetes’ engalfinhados, com a viragem ideológica à Esquerda do líder, o futuro não se avizinha risonho.
E as bases, quer do PSD, quer do CDS, cada vez se revêem menos nas respectivas lideranças, como se comprova pelas sondagens mais recentes.
Quanto ao PS, será que o partido lembra o papel de Mário Soares no 25 de Novembro de 1975? Pelo menos na Assembleia Municipal de Portalegre, não.
E que dizer dos ‘Sá Carneiristas´ de Portalegre que “abominam” o 25 de Novembro de 1975?
São os tempos que são.

sexta-feira, novembro 09, 2018

Mosteiro de São Bernardo

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Desabafos 2018/2019 - V

No final de Outubro passado, a concelhia do CDS de Portalegre, liderada por Nuno Moniz, emitiu um comunicado sobre o primeiro ano de mandato da actual presidência e vereação da Câmara Municipal de Portalegre.
Jornalisticamente foi tratado e apresentado no semanário Alto Alentejo, e aqui na Rádio Portalegre, e difundido na íntegra nas redes sociais.
Considera o CDS do concelho de Portalegre que foi “um ano perdido” aquele que o concelho viveu, fruto da imobilidade autárquica que flagela o viver das gentes.
Taxas e mais taxas no seu valor máximo, incapacidade de atrair investimento, público ou privado. Protagonismos, egos, mediocridade, assombram o antigo colégio dos jesuítas.
O concelho de Portalegre definha em gentes e em ideias. Não há renovação de gerações, a idade média dos portalegrenses é cada vez mais alta. Tirando a crítica sórdida, nada de construtivo é apresentado como solução para os problemas do concelho.
A cidade perdeu vivências. Se tem vida cultural, desportiva e cívica, ela não é da responsabilidade da autarquia, são privados que a promovem, sem apoios institucionais. O quase-nada que a autarquia faz nestas áreas, é de uma pequenez a todos os níveis.
Há um slogan que diz, “Portalegre merece mais!”. Curiosamente, a primeira vez que tal apareceu escrito foi na capa do primeiro número da «Plátano – Revista de Arte e Crítica de Portalegre», justificação então depois desenvolvida no seu editorial. A partir de então é ciclicamente glosado.
Mas, será que Portalegre e concelho, “merecem mais”? O soberano eleitor portalegrense em 1 de Outubro de 2017 expressou a sua opinião nas urnas. Agora é, como diz o povo, um republicaníssimo, “gramar e não refilar”!

terça-feira, outubro 23, 2018

Desabafos 2018/2019 - IV

“O mundo está mudado, sinto-o nas águas, sinto-o na terra, cheiro-o no ar. Muito do que outrora existia está perdido, pois já ninguém vive entre quem podia recordar.”
É com estas palavras que começa o primeiro filme da trilogia «O Senhor dos Anéis» do realizar Peter Jackson.
Em «O Senhor dos Anéis», obra magistral de J.R.R. Tolkien, a luta entre o Bem e o Mal é permanente. No final o Mal é derrotado, e é possível aos Homens tomarem conta do seu Destino.
Hoje os tempos não são muito diferentes dos retratados naquele épico. O Mal tomou conta dos Homens, e o seu principal campo de batalha é a Europa.
Uma sociedade, a europeia, em que o bem-estar material atingiu níveis nunca vistos, tornou-se hedonista. Incapaz de lutar pelo Bem, é campo para todas as distopias, seja na religião, na política, na economia, e principalmente nos costumes.
A Europa é um circo de aberrações. A Europa tornou-se incapaz de reagir à ocupação fundamentalista de novos usos, costumes e crenças. A Europa discute o “sexo dos anjos”, enquanto tem às suas portas hordas de bárbaros. Novos Hunos cercam-na. Átila tomou a forma de Mafoma.
Mas há uma certa Europa que resiste à ocupação, à decadência, à destruição da milenar herança greco-romana-cristã. A Europa de Leste é hoje a barreira às investidas dos radicalismos, extremismos e fundamentalismos que emanam da União Europeia.
É da Europa de Leste que partirá a Reconquista, a Nova Reconquista.
O Mundo está a mudar, os EUA, a Rússia, a Polónia, a República Checa, a Eslováquia, a Hungria, a Itália. Em breve o Brasil. Também, cada dia que passa a Alemanha liberta-se.
Ainda há Esperança para os Europeus.
Rádio Portalegre, 22 de Outubro de 2018

sexta-feira, outubro 12, 2018

Convento de Santo Agostinho de Portalegre

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quarta-feira, outubro 10, 2018

Desabafos 2018/2019 - III

Nas suas cento e oitenta primaveras, quantas gerações de Portalegrenses se abrigaram sob os seus frondosos ramos, do calor, do frio, da chuva, do sol e também da lua, das estrelas. Ouviu conversas, presenciou amores e desamores. Que estórias terá o Plátano para contar! Quantos mercados e feiras aconteceram sob a sua protecção. Sendo a Ágora da Cidade, quanta História guarda na sua Memória.
Hoje, no Outono de 2018, passados que foram 180 que foi plantado, o Plátano caminha para o seu próprio Outono. Sim, o Plátano está doente.
Neste Verão de 2018 já não deu a mesma sombra. É fácil ver como se encontram as suas pernadas, as suas folhas. O Sol que antes não entrava por entre a folhagem, este ano já assim não aconteceu.
Não foi de um dia para o outro que o Plátano adoeceu. Terá quanto muito havido algum desconhecimento da gravidade da situação, e o tratamento que na Primavera deste ano a que foi sujeito, continua sem os desenvolvimentos esperados e desejados.
Salta à vista o estado em que se encontra o Plátano, que é  a mais antiga árvore classificada de interesse público portuguesa, registada em 28 de Agosto de 1938.
É difícil para qualquer Portalegrense imaginar o Rossio sem o belo e frondoso Plátano. Todavia, a crua realidade alerta para que no futuro a imagem do Rossio se altere.
Mas que se lembre que as árvores morrem de pé!
Rádio Portalegre, 8 de Outubro de 2018
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terça-feira, setembro 25, 2018

Desabafos 201872019 - II

Clube Desportivo Portalegrense, Ginásio Andebol Portalegre, Sport Clube Estrela, por ordem alfabética, são três agremiações desportivas do concelho de Portalegre, sediadas na cidade, que desempenham alto valor social na comunidade.
Outras colectividades existem no concelho com prática desportiva, mas estas três ocupam o lugar cimeiro, quer na representação do concelho, que, principal e fundamentalmente, no número de praticantes das modalidades de andebol e de futebol, que ultrapassa o meio milhar, número altamente significativo para o universo do concelho de Portalegre.
Contudo, estas três colectividades passam por problemas financeiros, tendo, mesmo não há muito tempo, o Ginásio Andebol Portalegre de vender uma das duas carrinhas de transporte de atletas para honrar compromissos financeiros.
Não tendo o concelho de Portalegre comércio e indústria que apoie as colectividades, dada a sua pequenez e fragilidade económica e financeira, com uma autarquia que ao invés de apoiar condignamente as suas colectividades mais representativa na área do desporto, prefere gastar milhares de euros numa chegada de etapa da Volta a Portugal em bicicleta, modalidade, o ciclismo, não representada no concelho, e que em termos económicos ou outros em nada acrescenta em termos de mais-valias ao concelho.
Mais de 500 jovens movimentam em conjunto o Sport Clube Estrela, o Ginásio Andebol Portalegre e o Clube Desportivo Portalegrense. Os apoios que têm chegam dos pais dos atletas e da quotização. O que é manifestamente pouco.
Uma pergunta fica, se estes três clubes que trabalham com todos aqueles jovens deixam de poder desenvolver esse trabalho na área do desporto, o que farão esses mesmos jovens nos seus tempos livres?
Rádio Portalegre, 24 de Setembro de 2018

Centenário de Franco Nogueira

NO CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DE FRANCO NOGUEIRA
Celebra-se o Centenário do Embaixador Franco Nogueira. [Alberto Marciano Gorjão Franco Nogueira, 17 de Setembro de 1918, Vila Franca de Xira, 14 de Março de 1993, Lisboa].
Figura ímpar da segunda metade do século XX português, foi Gente d’Algo que sempre por si pensou.
Muito se tem dito e escrito sobre Alberto Franco Nogueira.
Sempre fui seu leitor. Tenho todas as suas obras. Um dia tive o privilégio, e a honra, de me cruzar com o Embaixador Franco Nogueira.
Fora anunciada a saída do sexto e último volume da biografia de Salazar, pela Livraria Civilização Editora.
Tínhamos um grupo, fundado quando estudantes da Universidade de Coimbra, chamado "Mensagem", e que se manteve para além desse tempo estudantil, com objectivos culturais e que já tinha organizado conferências.
Em Lisboa e Porto havia o lançamento público do livro. Nada estando previsto para Coimbra, foi decidido tentar fazer a apresentação nesta cidade.
Para tal fui mandatado para contactar com a Livraria Civilização Editora, a qual respondeu colocando-me em contacto com o Embaixador Franco Nogueira.
Trocada correspondência, fui a Lisboa, ao Círculo Eça de Queiroz, conhecer pessoalmente o Senhor Embaixador e também finalizar os pormenores da ida a Coimbra.
Tempo depois, chegava o Embaixador Alberto Franco Nogueira e Mulher, acompanhados pelo proprietário da Civilização, a Coimbra e recebemo-lo junto à Porta Férrea. Seguiu-se um jantar num restaurante no Pátio da Inquisição, e a apresentação do livro e conferência no Anfiteatro V da Faculdade de Letras, repleto, e onde me coube fazer a apresentação do Embaixador Franco Nogueira.
Ao jantar fiquei ao lado do Embaixador Franco Nogueira, e no diálogo que encetámos disse que no futuro seria recordado como o biógrafo de Salazar, mas para mim a sua, até então, obra mais importante era «As Crises e os Homens».
Passados estes anos, de 1985 a hoje, é a primeira vez que, de forma sucinta, falo do meu conhecimento com o Embaixador Franco Nogueira. Desse tempo guardo a documentação que então foi gerada.
No tempo do seu Centenário, é com orgulho que trago à luz deste tempo esta Memória.
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terça-feira, setembro 11, 2018

Desabafos 208/2019 - I

Nestes tempos de um verão que teimava em chegar e que depois chegou forte, dois casos como que incomodaram o calmo viver de um concelho adormecido no tempo, concelho esse que é o concelho de Portalegre.
Portalegre foi notícia na segunda metade de Agosto num canal televisivo e numa revista, ambos de implantação nacional.
A CMTV veio até Portalegre em ajuda de uns Portalegrenses que viviam quase há um ano com uma situação grave de saúde pública. E foi preciso vir a CMTV a Portalegre cidade para o problema, em menos de três dias!, ficar resolvido pelas entidades competentes..
A revista «Sábado»* fez um trabalho de investigação jornalístico no qual se dava conta do incumprimento de um conjunto de autarcas do concelho de Portalegre em relação à entrega de documentos, declarações de rendimentos, ao Tribunal Constitucional, facto agravado por ser prática continuada dos e pelos mesmos.
Mais grave do que o sucedido com a ausência da entrega dos referidos documentos, foi o rol de mentiras que aconteceram em Assembleias Municipais. Embora de grave nada seja, apenas um continuar de mentiras, que foram em 1 de Outubro de 2017 a votos e que, para gáudio de uns poucos mas para desgraça do concelho de Portalegre e do seu futuro, valeram a vitória eleitoral.
Contudo, em Portalegre que nada acontece, estes dois casos não indignaram os “bem-pensantes”, as “consciências” do burgo, e, porventura muito menos ainda os seus excelsos “umbigos”. Vá lá perceber-se porquê!
Rádio Portalegre, 10/09/2018
*«Sábado», N.º747, pgs 52 e 53

terça-feira, maio 22, 2018

Desabafos 2017/2018 - XVII

Ai dos vencidos! Dizia-se na Roma Antiga, que do Capitólio à Rocha Tarpeia ia um passo, frase que se utilizava quando um político caia em desgraça perante a opinião pública.
A Rocha Tarpeia era o local onde tinham lugar as execuções, sendo as vítimas lançadas desta rocha para a morte.
É ténue a linha que vai do estado de graça ao estado de “desgraça”. Que o diga o ex-primeiro ministro José Sócrates Pinto de Sousa.
Os políticos que ontem negavam as evidências são os mesmos que hoje atiram as pedras.
O mesmo se pode dizer da mediática amante, que se banqueteou à grande e à francesa, e agora cospe no prato onde comeu.
A seu lado, resta a Mãe dos seus Filhos.
Há muito que a opinião pública condenara Sócrates. A classe política não-alinhada com o partido de Sócrates também o condenara. Era triste o espectáculo, face às evidências, dos apoiantes políticos de Sócrates, a quererem justificar o injustificável.
Hoje é fácil atirar pedras a Sócrates. Mas Sócrates merece o calvário por que passa, ele cavou a própria sepultura.
Mas será que Sócrates, o político, está sozinho no processo de corrupção? Será o único político envolvido? Só o tempo dirá quais os braços ocultos.
Até se chegar a José Sócrates, longo e sombrio caminho se percorreu dentro do partido que se confunde com o regime da Terceira República. Tal como foi a vida do Partido Democrático na Primeira República.
Como a História se repete!
Menos sorte teve José Sócrates do que os pedófilos do Processo da Casa Pia. Os pedófilos foram recebidos e levados em ombros. Sócrates, mais do que ostracizado, sofreu a traição dos seus pares.
Rádio Portalegre, 21 de Maio de 2018

terça-feira, maio 08, 2018

Desabafos 2017/2018 - XVI

Os escândalos sucedem-se no Palácio de São Bento, onde está o Parlamento português. Não havia necessidade.
Por um punhado de euros, presidentes de partidos políticos, secretários-gerais de partidos políticos, deputados, gente que se julgava que estava acima de qualquer suspeita, afinal não passam de meros oportunistas, para quem o ser-se político, ser-se deputado da nação, é somente uma forma de usar o cargo em benefício, em proveito próprio, e, claro, familiar.
Num país com cultura cívica, com valores democráticos, estas situações tornadas públicas só tinham um desfecho, um final, que era a imediata demissão dos cargos que ocupavam.
Contudo, em Portugal há um ditado popular que diz que «a culpa morreu solteira», significando que o pequeno delito, a pequena criminalidade quando praticada por quem tem poder na sociedade, seja a forma de poder que for, fica sempre impune.
A impunidade daqueles políticos, que por um punhado de euros têm a sua carreira política suja, é uma evidência. Tornados públicos estes casos de pequena corrupção, os visados dizem-se inocentes, escudam-se em argumentos baseados em leis que eles próprios fizeram e aprovaram, para se justificarem perante a sociedade.
Uma sociedade assim é uma sociedade doente, uma sociedade putrefacta, sem futuro, e que arrasta o país para o opróbrio.
Mas esses políticos há muito que perderam o sentido do servir a causa pública, e nada se importam com o que a sociedade deles pensa, o importante é continuar a ocupar os cargos para deles obterem o maior proveito para si e família. Tudo por um punhado de euros!
Rádio Portalegre, 7 de Maio de 2018

terça-feira, abril 24, 2018

Desabafos 2017/2018 - XV

A César o que é de César. A César não basta ser, tem que também parecer.
Contudo, o César não é nem parece. Mas a impunidade de César é de César, uma impunidade a roçar a inimputabilidade, aquela que nos tempos presentes é outorgada aos “pais da nação”, de uma Nação que já o foi e que hoje é uma farsa. Longe o tempo em que Valores, Princípios, Moral e Ética eram os baluartes da Nação.
Neste «Portugal dos pequeninos», César é um “grande”, um “pai”, um “padrinho”, um que tudo controla, que tudo dá e que tudo recebe, sem princípios, mas com valores, valores materiais, indevidos, que para a moral e a ética de César são devidos.
É esta a república de César, não imperial, mas material, a quem tudo é devido, no campo material, ele que se autointitula “pai da pátria”, da sua “pátria de interesses”, materiais.
A impunidade face a “pequenos delitos” é o caminho para os “grandes delitos”, que para César, “pequenos” ou “grandes”, ficarão sempre impunes, dada a inimputabilidade dos “pais da pátria”. Segundo ele, César.
Que são, que significam Pátria e Nação para César, ele que na sua condição imperial há muito que está acima de qualquer conceito Moral ou Ético? Pequenos nadas, dir-se-á, no seu grande império material.
Será a natureza humana serva do “vil metal”?
Um dia, alguém dizia que «somos todos Charlie». Mas não éramos.
Hoje, será que «somos todos César»? Com certeza que não!
E amanhã, «somos todos Açorianos»? Há mais vida para além do dinheiro.
Rádio Portalegre, 23 de Abril de 2018
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Ver:
https://observador.pt/videos/programa-comentarios/deputados-que-nao-se-respeitam-nem-se-fazem-respeitar/

terça-feira, abril 17, 2018

JNP - A Direita e as Direitas

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Está prevista para o próximo dia 27 de Abril a saída de «A Direita e as Direitas – Como surgiu e como evoluiu a direita europeia: das origens à actualidade», de Jaime Nogueira Pinto.
Em Março de 1996 saiu «A Direita e as Direitas», e segundo o Autor, esta nova edição surge com uma actualização temporal.
Se a, poder-se-á chamar, primeira edição foi de grande importância para a temática em causa, dada a inexistência de uma Obra deste género em Portugal, escrita por um português, esta dita reedição vem em tempo certo, dado a anterior se encontrar há anos esgotada, e dada a oportunidade e actualidade do tema.
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terça-feira, abril 10, 2018

Desabafos 207/2018 - XIV


O primeiro-ministro de Portugal, vestido a rigor, roçadeira na mão, veio no passado 24 de Março à Serra de São Mamede, em pré-campanha eleitoral para as legislativas de 2019, segundo rezam as crónicas, «limpar a floresta».
É assim, hoje, a política, a política-espectáculo, sem Princípios ou Valores, cultivando apenas a arte circense.
Durante 6 minutos e 47 segundos, com pouca arte segundo as crónicas, o espectáculo, com honras televisivas e outras, teve o impacto desejado junto do povo ordeiro.
Sensibilização, apregoou-se, e muito bem, principalmente numa Serra, num Parque Natural, com o nome Parque Natural da Serra de São Mamede, onde a limpeza que ali é feita, faz com que há anos não haja no Parque incêndios de monta. Felizmente!
O povo do concelho de Portalegre saiu à rua para ir ver o primeiro-ministro. E pela comunicação social local ficou a saber-se que estava e ficou feliz com a visita.
Também não é de estranhar, gente dócil, para quem tudo está bem, que tudo começa e acaba bem, ver o primeiro-ministro enche-lhes o coração e a alma de felicidade.
Para quê questionar o primeiro-ministro sobre os problemas do concelho de Portalegre?
O concelho de Portalegre vê o IC 13 inacabado, o IP 2 jamais terá perfil de autoestrada, o comboio nunca será alternativa ao automóvel, a Barragem do Pisão não passa de miragem, os Serviços há muito que estão em Évora, a Saúde está um caos, as valências do Hospital José Maria Grande cada vez são menos, o investimento público é nulo. A própria autarquia, verdadeiro “albergue espanhol”, está ingovernável.
Em suma, Portalegre, cidade e concelho, foi à Serra de São Mamede ver o primeiro-ministro, e de lá veio com os pulmões cheios de ar puro.
Bem-aventurada seja!
Rádio Portalegre, 9 de Abril de 2028

terça-feira, março 27, 2018

Desabafos 2017/2018 - XIII


Os Sinos de São Lourenço estão há anos sem tocar. Os Sinos da igreja de São Lourenço estão a cair. Mas quem, em Portalegre, se importa, a começar pelo seu proprietário, a diocese de Portalegre - Castelo Branco?
Muito recentemente foi pública a notícia de que os sinos do Convento de Mafra estavam a cair. De imediato as autoridades competentes tomaram as devidas providências, e as obras de recuperação e restauro vão ser feitas.
Mas na cidade de Portalegre ninguém quer saber ou se importa com os Sinos de São Lourenço, que toquem ou não, que caiam ou não!
Tal como ninguém se importa com o estado das emblemáticas chaminés da Fábrica Robinson, que podem ruir. Mas há quem se importe com uma tal Fundação Robinson, que nada trouxe à cidade e concelho, excepto para o grupelho de políticos e ‘adesivos’ que dela usufrui mordomias em proveito próprio.
Os Sinos de São Lourenço foram imortalizados na Poesia de Carlos Garcia de Castro.
Mas, hoje, em Portalegre, quem conhece a Obra de Garcia de Castro. Mas hoje em Portalegre quem se preocupa com o seu Património, a começar pelo estado dos seus Conventos?
Que chatice lembrar que as chaminés da Robinson ameaçam ruir. Que chatice afirmar que os Conventos de Portalegre ou estão descaracterizados ou, mais grave, estão ao abandono e em acentuada ruina. Que chatice os Sinos de São Lourenço não caírem de vez!
Tudo isto é hoje Portalegre! Aquela que foi a Cidade Branca, industrial, comercial, de serviços, e Culta.
Rádio Portalegre, 26 de Março de 2018

terça-feira, março 13, 2018

Desabafos 2017/2018 - XII

A água, esse bem precioso, tão precioso é que sem ela não havia vida na Terra.
Mas o romantismo sobre a importância da água confronta-se com o seu desperdício em países onde ela é farta, como é o caso de Portugal.
Em Portugal, mesmo nos anos mais adversos não devia haver falta de água, seja para consumo da população, fosse para a rega na agricultura.
Porém, mal há um período de menos pluviosidade, logo se sente a falta de água, quer para a agricultura, quer em determinados aglomerados populacionais.
E tudo isto acontece por culpa de quem tem o ordenamento do território.
No tempo presente, são fundamentalmente as barragens que, como reservatórios, permitem o armazenamento da água que depois chega às populações e também permite a agricultura.
Mas, que também se diga, que sempre que é público um projecto de construção de nova barragem, logo minorias da Esquerda radical se opõem à sua construção. Aliás, se essa gentalha tivesse conseguido a não construção da Barragem do Alqueva, cuja importância é vital para Portugal, como estaria hoje o Alentejo?
Por tudo isto, para evitar problemas coma água, entre outras, é imperioso a construção da Barragem do Pisão, no norte do Alto Alentejo.
Há décadas que as estruturas do CDS dos concelhos na qual a Barragem do Pisão estará e servirá, se têm batido pela sua construção.
E hoje mais do que nunca, o CDS defende a construção da Barragem do Pisão.
Rádio Portalegre, 12 de Março de 2018

quarta-feira, fevereiro 28, 2018

Dobre de Finados

Domingo 4 de Março de 2018 é um dia importante para a Europa, mais do que para a Alemanha.
Mas seja qual for o resultado da consulta interna no SPD, nada vai ser como era. Se houver coligação, os resultados da governação serão desastrosos. Se não houver coligação, a instabilidade será total, porque delas não sairá nenhuma maioria.
Que não haja dúvida que a este-alemã Merkel conduziu a Alemanha para uma situação semelhante à da famigerada República de Weimar. Merkel fez retroceder a Alemanha para o caos de Weimar.
Angela Dorothea Kasner Merkel, ou Rebbekah Kasner Jentsch, pertenceu a movimentos Comunistas da então RDA. Hoje é responsável pela actual crise política alemã. E qualquer crise na Alemanha contagia a União Europeia, e consequentemente o ultraperiférico Portugal.
O tempo político de Merkel esgotou-se. Se não fosse a vontade do poder, Merkel há muito que teria abandonado a cena pública.
Mas o próximo dia 4 de Março também é importante, principalmente para a denominada Europa do Sul, com as eleições italianas.
Confusão, a confusão será a vencedora em Itália, e a instabilidade política continuará.
Fortes estão os inimigos da Europa, cada dia que passa crescem em número e em força. Enquanto o Islão cavalga por essa Europa fora, Roma definha, e já nem os Lagos de Covadonga são lugares seguros para o Cristianismo.
Enquanto tudo isto acontece nesta Europa, não se discute o Sexo dos Anjos, porque há muito que Constantinopla caiu, mas discute-se os extremismos. Mas para estes novos tempos, apenas há um extremismo, o destro. Leia-se o Sermão da Montanha!

terça-feira, fevereiro 27, 2018

Desabafos 2017/2018 - XI

Ser-se Cristão hoje na Europa é um acto de coragem. Esta Europa há muito que foi tomada por um materialismo que corrói os pilares da sociedade e da cultura europeia.
Os fundamentos da cultura europeia eram a Tradição grega, romana e cristã, alicerçada em Valores como a Família e a Vida, ligados à noção de Nação.
O materialismo tudo corrompeu. A Família foi desrespeitada, e mais grave ainda criaram-se diferentes conceitos de Família que são antinaturais. A Vida, seja o nascimento, seja a morte, deixou de ser respeitada, aborto e eutanásia tornaram-se crimes impunes. Só a Nação, contra ventos e marés, perdura, mas timidamente.
Aqueles pilares da sociedade, como o Estado e a Religião, que tinham que ser fortes, fazer frente aos ataques dos seus inimigos, estão minados.
A União Europeia, cujo cérebro é Bruxelas, é cada mais antieuropeia. Roma, que era a capital da Cristandade, cada vez mais se assemelha a uma ONG, uma Organização Não Governamental mundialista e materialista.
A UE quer o fim da Nação, em nome da Economia, e o papado jesuítico quer transformar a Igreja Católica numa seita de cariz marxista, elegendo como doutrina a sul-americana teologia da libertação.
Por tudo isto, se ser-se europeu na Europa de hoje começa a ser crime, ou em vias de criminalização, ser-se Cristão hoje na Europa é ser-se votado ao ostracismo, ou pior, ser-se um criminoso de delito comum.
Se na União Europeia a Nação ainda é a Esperança, o dique contra a intempérie, no Vaticano os fumos de Satanás reinam, o antipapa é o senhor dos infernos.
Rádio Portalegre, 26 de Fevereiro de 2018

quinta-feira, fevereiro 15, 2018

Desabafos 2017/2018 - X

O CDS vai a votos no concelho de Portalegre no próximo sábado dia 17 de Fevereiro.
Após as autárquicas do passado Outono, o CDS no concelho de Portalegre como que se fechou para preparar o futuro próximo, trabalhando na consolidação da sua estrutura interna, com o objectivo de chegar ao processo da eleição das novas comissão política concelhia e mesa do plenário concelhio forte e coeso.
Uma única lista, que não é nem de continuidade, nem de ruptura quanto ao passado recente, mas sim de afirmação política, de conquista de espaço que aponte para o crescimento interno e externo no concelho de Portalegre, que gere consensos junto dos militantes e simpatizantes, que seja afirmativa face aos desafios do futuro, que responda e apresente soluções para o concelho, em suma, que algo mude para que a sociedade portalegrense acredite que o CDS pode ser a primeira escolha, e será seguramente solução para o concelho de Portalegre.
Rui Biscaia Tello Gonçalves encabeça a lista da mesa do plenário, e Nuno Moniz encabeça a lista da comissão política. Duas gerações afastadas no tempo, mas que comungam os mesmos Ideais, os mesmos Princípios, e que se gerem por Valores consubstanciados na doutrina fundadora do CDS, a Democracia-Cristã.
O CDS com Nuno Moniz vai ser uma voz que irá incomodar os poderes estabelecidos e instituídos no concelho de Portalegre, porque irá denunciar o que está mal e ao mesmo tempo apresentar soluções, será um mandato, uma presidência construtiva, e acima de tudo credível.
Rádio Portalegre, 12 de Fevereiro de 2018

quinta-feira, fevereiro 08, 2018

General Soares Carneiro

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Houve um tempo que Portugal esqueceu, que fez por esquecer.
António da Silva Osório Soares Carneiro (Matosinhos, 25 de Janeiro de 1928 - Lisboa, 28 de Janeiro de 2014) foi um militar distintíssimo que um dia, por uma vez, trocou a Farda do Exercito Português pela Política.
O General Soares Carneiro foi o candidato da Direita e do Centro-Direita nas eleições presidenciais de 7 de Dezembro de 1980. Derrotado, nunca mais voltou à Política. Dele nunca mais se ouviu ou leu um qualquer depoimento sobre Política.
Foi com Honra que assumiu aquela candidatura. Foi, se possível, com maior Honra que dela saiu.
Às calúnias respondia com o seu passado impoluto, às mentiras mostrava desprezo. Houve um tempo em Portugal em que havia Homens assim.
O seu principal adversário, e vencedor, e este facto político é propositadamente esquecido, teve o apoio formal do principal partido da Esquerda, mas o seu então Secretário-Geral, auto-suspendeu-se, não apoiando aquela candidatura caudilhista. E o tempo deu-lhe razão.
Soares Carneiro está hoje esquecido. Hoje honra-se a sua Memória.
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terça-feira, janeiro 30, 2018

Desabafos 2017/2018 - IX

A primeira-ministra britânica, a Conservadora Theresa May,  nomeou no passado dia 17 de Janeiro uma ministra da Solidão. Estima-se que haja mais de nove milhões de pessoas sós no Reino Unido, praticamente o total da população portuguesa.
A criação deste ministério para esta triste realidade da vida moderna, como Theresa May caracterizou a solidão, mostra de forma indelével o hedonismo da actual sociedade europeia, rica de bens materiais, mas pobre de sentimentos e sobretudo de Valores.
Permissiva, intolerante, areligiosa, esta Europa dos costumes só é solidária face às causas fracturantes, sejam elas, ou tenham elas a forma e o conteúdo que tiverem.
Em Portugal, não é só nos grandes meios populacionais que existe a solidão. Também nos pequenos centros urbanos, no campo, em suma, a sociedade portuguesa não é diferente da europeia.
Mas em Portugal há mais com que os governantes se preocuparam do que com o grave problema da solidão, preocupados que estão, neste tempo presente, com a eutanásia. Talvez encontrem nela a solução para o problema da solidão.
Mas não são só os governantes, também a sociedade civil não se preocupa com a solidão, esse fenómeno social que envergonha, daí o autismo face a ele.
A degradação do conceito de Família, o ataque contínuo que sofre, contribui em muito para que a solidão, que não é só ligada aos idosos, tenha o significado que tem na sociedade.
Quanto mais a Família se deteriorar, maior será a solidão dos membros que a compõem. Por muito que custe ao famigerado politicamente correcto!
Rádio Portalegre, 28 de Janeiro de 2018

quarta-feira, janeiro 24, 2018

Crónica de Nenhures

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Diz o povo e com razão que saber esperar é uma grande virtude.
Todavia, Manuel Monteiro não teve ou não tem, não cultivou ou não cultiva essa virtude.
À frente da Juventude Centrista (JC), à frente do CDS, depois PP e depois CDS-PP, Manuel Monteiro mereceu e merece os maiores elogios. Mas não soube dar tempo ao tempo!
A vida política, salvo honrosas excepções, é curta, e findo o seu consulado, só tinha que se reservar para o futuro. E Manuel Monteiro tinha futuro na Política.
Contudo, ou mal aconselhado, ou por iniciativa exclusivamente própria, abandonou o CDS e forma novo partido, o Partido da Nova Democracia (PND). Com ele arrasta um conjunto de Pessoas de qualidade, mas o resulto final, eleitoral, é um total desastre.
Abandonando o palco político, dedicou-se ao Ensino, com fugazes aparições públicas e menos ainda com artigos de opinião.
No CDS tem “representantes”, mas teria, terá que ser ele, como se diz, a “dar a cara”. Não pode, nem é eticamente correcto, utilizar “terceiros” para influenciar o partido e as suas políticas.
Fora da área do CDS, Manuel Monteiro, ao longo deste seu “exílio”, não conseguiu criar pontes ou raízes. É no CDS que tem que estar, ao CDS que tem que regressar.
Manuel Monteiro não é Assumpção Cristas. Muito menos Paulo Portas. Mas todos são mais-valias para o CDS, e a Direita parlamentar precisa de todos, sem excepção. É no debate, no esgrimir das diferenças, que o CDS pode e deve crescer.

Memórias

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Duas Memórias, dois autocolantes da Juventude Centrista, do tempo do consulado de Manuel Monteiro.
Viviam-se tempos de esperança, face ao ressurgimento do CDS, que seria PP e depois CDS-PP.
A Direita possível em Portugal parecia ter futuro.
A Europa queria destruir a Nação, e o Partido lutava contra.
E a Juventude Centrista, irreverente e insubmissa, era uma das frentes desse combate contra o Federalismo Europeu.
Por uma Europa das Nações, contra uma Europa Federal.
Hoje, tudo é passado. As cinzas do consulado de Manuel Monteiro há muito que gelaram.
Mas a semente que então foi semeada, criou raízes e deu frutos.
O Futuro será daqueles que tiverem maior Memória!
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