\ A VOZ PORTALEGRENSE

quarta-feira, junho 05, 2019

Baile de Finalistas

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BAILE DE FINALISTAS
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O Baile de Finalistas era um momento importante na passagem pelo Liceu. E assim foi.
Passados anos, ele continua presente na memória.
Pertenci à Comissão de Finalistas, uma experiência pioneira, na qual se revelaram paixões, ódios, invejas e protagonismos. E foi a primeira vez que a política se intrometeu com e na minha vida. Gente politizada que queria politizar a Comissão.
Mas o que ficou foi o bom.
Para memória futura aqui está o cartaz. Com uma tiragem de 50 exemplares, guardo dois. Dificilmente haverá outros.

terça-feira, maio 21, 2019

Desabafos 2018/2019 - XXI

Há muito que a classe dos professores é “carne para canhão” para sindicatos, governos, alunos, encarregados de educação e população em geral.
Os professores tornaram-se odientos para a opinião pública, um grupo social desprezível, uma classe a abater.
Os professores têm sido vítimas de experiências ditas pedagógicas desde o tempo em que Veiga Simão era ministro da Educação até hoje. Todos os anos surgem alterações que transformam os professores em burocratas, impedindo-os da nobre arte de ensinar.
O facilitismo face a notas e exames, em vez de dar aos professores prestígio, transforma-os em alvo fácil de menorização social.
São sucessivos governos, através do ministério que tutela a Educação, quem promove o facilitismo de e por todas as formas, sempre com o fim estatístico do número de aprovações.
Hoje os professores são alvo da indisciplina de alunos, de grosseria de encarregados de educação, de violência de alunos, de violência de encarregados de educação. Hoje os professores são alvo de todos os insultos da sociedade, que neles vê ‘inimigos’.
Os professores perderam estatuto social e económico. Impedidos de se afirmarem na sociedade pela função que desempenham, são tratados como seres menores no sistema educativo, com os resultados que se conhecem.
Hoje a Escola não ensina, não forma, não educa. A desregulação da entidade Família piora a situação do professor. Há muito que a demissão parental face à educação dos filhos é um drama e simultaneamente uma evidência. E o professor também é uma vítima dessa desregulação.
Ser professor hoje é ser um herói. E o futuro dar-lhe-á razão.
Rádio Portalegre, 20 de Maio de 2019

segunda-feira, maio 20, 2019

Avelino Bento

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NO RIO... ONDE COMEÇA O MAR
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No épico de J.R.R. Tolkien, «The Lord of the Rings», a vitória do Bem sobre o Mal tem como base a amizade entre Frodo e Sam. Sem essa amizade a demanda não teria o fim desejado, e as Trevas venceriam a Luz. Às dúvidas e medos de Frodo, respondeu sempre Sam com a mais pura das amizades.
O Senhor Oliveira da Figueira é a personagem portuguesa mais conhecida no universo de Hergé. Amigo do seu amigo, tem em «Tintin au pays de l’or noire», a oportunidade de mostrar a força da sua amizade por Tintin. Na referência que Hergé faz ao Senhor Oliveira da Figueira, define-o como “um amigo leal”. E num célebre cartão de boas-festas dos Studios Hergé, datado de 1973, o Senhor Oliveira da Figueira surge mesmo ao lado do próprio Georges Remi. Hergé dá a direita ao leal amigo Oliveira da Figueira.
A cumplicidade estabelecida entre Rick Blaine e o capitão Louis Renault, quando da partida do avião que leva Victor Laszlo e Ilsa Lund de Casablanca para Lisboa, faz com que Rick diga a Louis que “é o princípio de uma linda amizade”.
É um bem raro nos tempos que correm, a amizade.  Em sentido largo, pode afirmar-se que é uma forma de relacionamento humano que envolve o conhecimento mútuo e a afeição. Na amizade, a lealdade é um princípio fundamental. Cultivá-la é uma arte, uma nobre arte. E como é verdadeira a amizade, quando surge entre “amigos improváveis”.
A ideia de intervenção cultural na sociedade portalegrense fez com que conhecesse pessoalmente o Avelino. Amigo comum, Carlos Juzarte Rôlo, foi o elo da ligação da qual resultou a constituição de um grupo de pessoas, cujo elemento comum era o interesse na intervenção cívica na comunidade, através da cultura.
Nasce assim a «Associação Janus – Projecto Cultural». Com Américo Agostinho, Avelino Bento, Carlos Juzarte Rôlo, Fernando Correia Pina, José Polainas, eu próprio, constituímos o núcleo duro. A «Janus» levou a cabo várias iniciativas. Teve vida curta, mas todos os seus eventos tiveram a presença de elites culturais de Portalegre.
Entretanto, a «Plátano, Revista de Arte e Crítica de Portalegre» já tinha existência física. E este grupo passou a colaborar de forma mais intensa na revista, através da participação escrita e nas suas apresentações públicas.
Em todo este percurso, construiu-se forte camaradagem. E também em periódicos encontros, nos quais se honra os manjares tradicionais da região, sempre acompanhados da mais franca e salutar troca de ideias.
Ao longo dos anos a minha relação com o Avelino foi no sentido de se ter criado uma relação de amizade, baseada no respeito, mas também nas diferenças.
A defesa de Princípios e Valores distintos, feita com coerência, com verdade e tolerância, com a maior liberdade de pensar e agir, a tal improbabilidade, foi o cimento para a amizade pura e fraterna que nos une, e que me honra.
Avelino Bento é um académico. Dedicou à Escola, à sua Escola, o melhor dos seus anos e da sua vida. Foi um professor competente, com um percurso que merece os maiores encómios.
Ainda não conhecia pessoalmente o Avelino, e já tinha lido «Teatro e Animação, outros percursos do desenvolvimento sócio-cultural no Alto Alentejo», que é a sua tese de doutoramento.
Já conhecia o Avelino e estive presente na apresentação do seu livro «O meu blog deu-me o mundo».
Hoje tenho o maior prazer em estar com o Avelino na apresentação do seu livro de poesia «No rio… onde começa o mar».
A blogosfera também nos aproximou, com as leituras que fazíamos nos nossos blogs, «A Voz Portalegrense» e «Exdra/Animação». Muito aprendi no «Exdra/Animação», aliás, o período de ouro dos blogues foi extraordinário na difusão e troca de saberes.
Não posso esquecer que foi o Avelino quem propôs o meu nome para apresentar um dos convidados do Ciclo de Conferências de Senadores do Instituto Politécnico de Portalegre. Com a concordância do então presidente do IPP, Doutor Joaquim Mourato, tive o privilégio de fazer a apresentação do Professor Adriano Moreira.
O Avelino é um homem do mundo. Culto, com uma excelente livraria, viajado, conhece vários continentes e inúmeros países e suas culturas, a sua escrita é erudita, sempre com a preocupação de transmitir o conhecimento, fundamentado em bases sólidas. Um excelente conversador, é sempre um prazer e uma mais-valia ouvir e conhecer as suas opiniões, todas elas bem construídas e documentadas.
É verdade que nas diferenças se aprende a colher. Não será despiciendo afirmar que o conhecimento e o saber fazem parte do crescimento integral do homem, na relação com a sociedade a que pertence.
Nesta fase da sua vida, o Avelino quis prestar mais um serviço à comunidade portalegrense, através de um trabalho de grande qualidade que vem desenvolvendo nesta casa da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Portalegre.
Esta tarde é dedicada à Cultura, na sua componente poética. O Avelino oferece-nos o seu último trabalho, uma obra de Poesia, na qual pôs todo o seu Ser.
O momento é do Avelino. E eu sinto orgulho de estar com ele, de o viver junto com ele, de estar com o meu grande Amigo Avelino Bento.
Portalegre, 18 de Maio de 2019
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terça-feira, maio 07, 2019

Avelino Bento 18/05/2019

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segunda-feira, maio 06, 2019

DA PULHICE DO «HOMO SAPIENS»

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Enquanto se aguarda a publicação da acta da famigerada Assembleia Municipal de 29 de Abril de 2019, na qual foi votado e aprovado o nome do comunista Álvaro Cunhal para uma rotunda em Portalegre, segue-se o texto publicado no semanário «Alto Alentejo» de 1 de Maio de 2019, página 2.
Era bom que se lê-se com a maior atenção o texto.
Enquanto a coligação negativa PS-PCP inviabiliza um conjunto de obras tão necessárias quanto urgentes para os interesses de Portalegre e do seu concelho, unem-se socialistas e comunistas de Portalegre para homenagear um ditador, um totalitário, o comunista estalinista Álvaro Cunhal.
Diga-se que esta coligação negativa PS-PCP no concelho de Portalegre não deixa de ser em certa medida uma reedição do Pacto assinado em Moscovo em 23 de Agosto de 1939, entre socialistas alemães e comunistas russos. Um mal para a Humanidade, um mal para Portalegre.
Também se lê que a razão apresentada pelo líder dos comunistas na Assembleia Municipal, é que Álvaro Cunhal é um ‘fundador da democracia’.
Que Democracia defendia Cunhal? Sabe-se pelos seus escritos e pala sua práxis, que a “democracia” de Cunhal era a ditadura do proletariado, uma ditadura atroz, um Totalitarismo, o Comunismo.
O mesmo líder comunista afirmou que 'a homenagem a Cunhal faz todo o sentido'.
Para quem defende a Ditadura, homenagear Cunhal faz todo o sentido, o mesmo sentido se se homenagear Estaline, Fidel Castro ou outro ditador comunista.
Segundo o jornal, houve uma dupla abstenção no PSD.
Aqui o «Alto Alentejo» não foi fidedigno.
Há dois PSD’s em Portalegre, um legítimo, outro que usa o nome do PSD em proveito próprio.
É público que o PSD do concelho de Portalegre tirou a confiança política ao vereador, ‘aterrado de paraquedas’ no concelho. Mas este mantém-se no lugar, por razões do foro pessoal, vulgo interesse pessoal. Há muito que não tem vida profissional, e necessita “como pão para a boca” deste lugar.
Também o verdadeiro e legítimo PSD do concelho de Portalegre retirou confiança política a membros da Assembleia Municipal, que hoje usam o nome do Partido mas que se representam a si próprios.
É desta gente que sai a abstenção.
Esta gente mostra não conhecer a História do PSD no próprio concelho de Portalegre, e a atitude que tomaram representa uma falta de respeito pelos Sociais-Democratas do concelho de Portalegre Vítimas do Comunismo.
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Post-scriptum – Respeito o comunista que apresentou e defendeu a proposta, pela sua coerência.
Não respeito os abstencionistas, pelas razões acima apontadas.

O Soviete de Portalegre

Em Portalegre há muito que a coragem desapareceu.
Coragem é uma palavra vã.
Fala-se em surdina com medo de desagradar aos ‘poderosos’. Às claras, bajula-se os que têm poder, mas nas costas diz-se mal deles. A inveja é lei.
Em Portalegre não há coragem de dizer que o PCP tem uma agenda política, cujo objectivo final é a sovietização de Portalegre.
Os comunistas de Portalegre, discípulos de Gramsci, mas também de Estaline e do seu discípulo dilecto Álvaro Cunhal, têm um programa de conquista de poder que começa pela Cultura.
Assim, dominam as principais colectividades culturais de Portalegre, ocupam instituições centenárias como a Cooperativa Operária. E só lhes tem corrido mal, até ver, o assalto à Fundação Robinson, quiçá, por este assalto estar a ser da responsabilidade do seu satélite, o denominado ‘Partido Ecologista “Os Verdes”’.
Em tudo o resto, a sovietização de Portalegre, corre bem, sendo a última batalha ganha a atribuição do nome de Álvaro Cunhal a uma rotunda.
Com uma implantação diminuta, nas últimas eleições legislativas de 2015 obteve 831 votos a que corresponde 6,51%, consegue protagonizar a agenda política do concelho.
O PCP de Portalegre é quem gere, quem domina a agenda política do concelho.
Minoritário em mandatos, mas com influência maioritária, é o único partido que prepara as Assembleias Municipais, a ponto de as propostas que apresenta, por falta de preparação dos outros deputados municipais, tomarem o tempo das ditas Assembleias Municipais e consequente aprovação, com foi o caso da «Rotunda Álvaro Cunhal».
E quando a proposta está em vias de não ser aprovada, “acontece” que um dos deputados municipais de outra bancada que ia votar contra, se ausenta temporariamente, para que a proposta comunista tenha os votos necessários para ser aprovada.
Sim! É assim que acontece. E basta ir ver às actas das sessões para se saber quem protagoniza este acto espúrio.
Portalegre é um ‘fenómeno’, politicamente falando.
Que se diga que “compagnons de route”, ou “tolos úteis” do PCP, há em Portalegre em todos os quadrantes políticos, CDS, PSD, PS.
Quanto ao PS, cada vez que se coliga em votações com o PCP, Portalegre e o seu concelho ficam a perder.
Portalegre regrediu no tempo. Mas tem o que merece!
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Post-scriptum - Que se diga que se os comunistas não tivessem tomado conta das tais associações culturais, há muito que tinham acabado.

Desabafos 2018/2019 - XX

Em Portalegre cidade, a Avenida do Bonfim, onde está a igreja com o mesmo nome, está partida ao meio com a construção de uma rotunda.
A essa rotunda querem os comunistas de Portalegre que seja dado o nome de “Rotunda Álvaro Cunhal”.
Que tem a ver Portalegre com Álvaro Cunhal?
Que fez Álvaro Cunhal por Portalegre para merecer esta distinção?
Cunhal quis instaurar um regime totalitário em Portugal.
Cunhal sempre defendeu o Regime Comunista, um Totalitarismo.
Cunhal nunca defendeu a Democracia.
Cunhal, símbolo maior do Comunismo em Portugal.
Cunhal, símbolo maior do Totalitarismo em Portugal.
E é o nome desta personagem totalitária, que Portalegre quer dar nome de rua.
Não há ninguém nascido ou que tenha vindo para Portalegre e que se tenha distinguido a ponto de a sua Memória ser honrada com o nome de uma rua?
A Democracia é uma palavra vã em Portalegre.
Os comunistas de Portalegre têm o direito de querer o nome de Álvaro Cunhal numa rua da cidade, é a Democracia.
Porém, o que é estranho é o PS estar de acordo.
Então o PS de Portalegre não sabe quem foi Álvaro Cunhal?
O PS de Portalegre não sabe o que é o Comunismo, um Totalitarismo?
Sabe-se que o PS de Portalegre tem na Assembleia Municipal maioritariamente socialistas radicais próximos do PCP.
Portalegre é uma terra “morta”, sem gentes, sem Causas, sem Futuro.
Rádio Portalegre, 6 de Maio de 2019

Desabafos 2018/2019 - XIX

Foi notícia na passada terça-feira 16 de Abril a demissão do presidente do Conselho de Administração da Fundação Robinson, a pedido do próprio, e que foi acompanhado nesse acto de demissão por um dos vogais desse mesmo órgão.
A Fundação Robinson é desde sempre um nado-morto. As dezenas de indivíduos que ao longo dos anos da sua existência ocuparam cargos na Fundação Robinson, uns foram demitidos, e outros demitiram-se.
Nunca foi dito a verdade sobre a Fundação Robinson. O que é, sabe-se. Também se sabe os seus objectivos e fins. Tudo está escrito nos documentos da sua fundação.
Agora o que não se sabe, além da dívida em que mergulhou, é nada!
Qual o porquê de tanta demissão? O que a Fundação Robinson representa para a cidade e concelho de Portalegre? Faz, hoje, sentido a existência da Fundação Robinson?
É público que os cargos na Fundação Robinson são, entre comas, apetecíveis. As guerras, políticas e pessoais, que existem na autarquia desde sempre foram transpostas para dentro da Fundação Robinson. A extrema-esquerda do concelho de Portalegre há muito anseia dominar a Fundação Robinson.
A degradada frontaria da que outrora foi a Fábrica da Rolha, é o espelho da cidade de Portalegre, degradada e em parte em ruinas. Dessas ruinas emerge a decadência das elites de Portalegre, que mais não são do que vultos fantasmagóricos voando em direcção ao Largo da Boavista.
E os portalegrenses assistem a tudo isto, como sempre em tudo.
Rádio Portalegre, 22 de Abril de 2019

Desabafos 2018/2019 - XVIII

Nem parece que no próximo mês de Maio vai começar o ciclo eleitoral com as eleições para o Parlamento Europeu.
Embora haja movimentações partidárias, com os principais candidatos às europeias a tentarem conquistar votos num eleitorado cada vez mais distante e crente na política e principalmente nos partidos do sistema, do CDS ao BE, tudo parece desinteressante, o que prenuncia uma altíssima taxa de abstenção eleitoral.
Mesmo com o aparecimento de dois novos partidos, ambos ditos centristas, não de direita, o do ‘dinossauro político’ Pedro Santana Lopes, e o do ‘novato’ André Ventura, nada consegue entusiasmar o eleitorado, que, se por um lado continua ‘cativo’ de um complexo de esquerda, por outro, o desencanto com a classe política é cada dia que passa maior.
A União Europeia é contestada, mesmo em Portugal, país subsídio-dependente dela própria. Os eurocratas são uma ‘casta’ que decide à revelia dos Povos, o seu poder nunca foi emanado do voto popular, a eurocracia é um estado dentro da EU, nada diz ao cidadão comum.
A uma Europa federalista, nunca como hoje é importante contrapor uma Europa das Nações. O Brexit prova a tirania que domina a UE. A UE está a humilhar o Reino Unido, esquecendo a lição do também humilhante Tratado de Versailles.
Mais do que memória curta, a UE tem uma existência tão curta que a sua memória é uma não-memória.
Do nacionalista PNR ao estalinista PCP, passado pelos partidos do centrão, a ‘oferta’ é muita e variada. Os portugueses, cansados de vãs promessas eleitorais, têm a palavra, melhor, o voto. Ao exercer o direito de votar, fazem escolhas, opções. Para que tudo fique na mesma.
A política já não é o que era!
Rádio Portalegre, 8 de Abril de 2019

terça-feira, março 26, 2019

Desabafos 2018/2019 - XVII

Será este século XXI religioso, ou não?
Esta pergunta terá razão de ser, face ao continuado número de atentados contra membros de religiões diferentes, nestas quase duas décadas que leva o século XXI.
Deus, dado como morto por Nietzsche e pelo Comunismo ateu, como que “ressuscitou”. As guerras e os atentados em Seu nome pululam como cogumelos.
Todo o terrorismo é condenável. Contudo, no Ocidente, principalmente na Europa decadente na qual se encontra Portugal, onde ‘governa’ a ditadura do pensamento único de esquerda, um terrorismo é condenável, outro é tolerado.
Os atentados, os assassinatos de Cristãos é um acto que encontra sempre justificação pelos dominadores do pensamento único. E pelo mundo fora não há dia em que não morram Cristãos pela sua Fé.
Quando acontece um abominável ataque a uma mesquita, a um islamita, logo em primeiro lugar surge o inefável jesuíta Bergoglio a condenar. Mas a sua mudez face ao Martírio dos Cristãos é ensurdecedora!
A palavra «tolerância» é usada para falar do Islão, e a palavra «intolerância» conjuga-se com Cristianismo.
Hoje em Portugal, a igreja católica é cada vez mais algo semelhante a uma Organização Não Governamental, uma ONG, onde os interesses económicos e financeiros são a razão da sua existência. O espiritual deu lugar ao material.
Corroída por dentro, a igreja católica portuguesa não defende os seus fiéis, deixou de se preocupar com o seu Rebanho. E em paralelo as seitas vão ocupando o seu lugar.
Rádio Portalegre, 25 de Março de 2019

terça-feira, março 12, 2019

O presidente desmascarado!

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Marcelo Rebelo de Sousa “enganou” muita gente, “desiludiu” muita gente em quem nele votou e confiou.
Como provam os meus escritos, em tempo algum apoiei este individuo.
Marcelo Rebelo de Sousa nunca foi um político confiável, um comentador político isento, e é de uma hipocrisia atroz.
Com o passar do tempo, a sua facete histriónica transformou-se numa máscara de um populismo perigoso.
Este vídeo é o começo do desmascaramento da figura de Marcelo Rebelo de Sousa.
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https://www.youtube.com/watch?v=E3PGL93FPOM&feature=youtu.be&fbclid=IwAR2AlBibVTkIdFW5tshrmYzjPGgJSvbV7M9NVMDIaL9tV3INEZtXQKvSfc0

Desabafos 2018/2019 - XVI

Em 11 de Março de 2019, o dia de hoje, poucos recordam o 11 de Março de 1975.
Mas foi um dia importante para esta Terceira República o dia 11 de Março de 1975, também conhecido pelo “golpe spinolista”, e que mais não foi do que uma quartelada entre duas facções das forças armadas portuguesas, habilmente aproveitada pelo PCP e seus satélites, junto com os outros partidos e movimentos de extrema-esquerda para começarem o processo revolucionário, que no fim tinha como objectivo a instauração de um regime marxista-leninista, vulgo comunista.
Só meses depois, em 25 de Novembro de 1975, esta desastrosa aventura, de que ainda hoje há resquícios, teve o seu epílogo, com nova quartelada, da qual saiu vencedora a facção das forças armadas menos radical.
Estes são episódios da História desta Terceira República, esquecidos por alguns, propositadamente esquecidos por outros, e, não há que duvidar, longe da preocupação dos portugueses, que estão mais preocupados com tramas das telenovelas, do futebol, e acima de tudo amantes de circo, seja ele ou tenha ele a forma que tiver.
Com o 11 de Março de 1975, Portugal regrediu na economia com as nacionalizações na banca e nos seguros, regrediu na agricultura com as selvagens ocupações de terras, regrediu na indústria com as selvagens ocupações de fábricas. Nada escapava à sovietização dos bens de produção, nenhum sector da economia escapou à danosa administração socialista.
Compreende-se que, passados quarenta e quatro anos, tudo se faça para esquecer este tenebroso dia 11 de Março de 1975. 
Rádio Portalegre, 11 de Março de 2019

terça-feira, fevereiro 26, 2019

Desabafos 2018/2019 - XV

Não se pode “tomar a nuvem por Juno”, isto é, não se pode interpretar erradamente um sinal ou um acontecimento.
Os padres envolvidos nos casos de abusos sexuais são uma minoria. O pior é a cobertura que lhes dá o resto da hierarquia católica. A protecção dos abusadores vê-se nas penas do Tribunal Eclesiástico.
O grave problema da pedofilia e dos abusos sexuais na igreja católica não é novo, nunca foi novo, apenas estava oculto. De uns anos a esta parte, pelo mundo católico começou a falar-se deste assunto, que cada dia que passa atinge maiores proporções.
Em Portugal havia casos conhecidos, mas, a começar pela comunicação social, eram mantidos quase em segredo de confessionário.
Todavia, também em Portugal se começa a falar, melhor, a denunciar os casos de abusos sexuais cometidos por gente do clero.
Até agora fala-se apenas de casos no masculino, mas sabe-se que também se cometem casos de abusos sexuais no feminino. Contudo, estes últimos ainda continuam no ‘segredo dos deuses’.
O próprio jesuíta Bergoglio diz-se preocupado com estes factos, mas em vez de ser severo na condenação, levando-a sem contemplação ao limite, cria comissões, faz reuniões, cimeiras. E sabe-se como tudo acaba, em nada.
Contudo, toda esta questão envolve uma outra, melhor, duas outras, que são a falta de sacerdotes e o celibato dos padres.
A continuada proibição de ordenamento sacerdotal de mulheres na igreja católica, o forte envelhecimento do clero, tem que levar inexoravelmente a mudanças. Quais? Só o futuro as dirá.
Rádio Portalegre, 25 de Fevereiro de 2019

terça-feira, fevereiro 12, 2019

Desabafos 2018/2019 - XIV

Dezanove países da União Europeia reconheceram Juan Guaidó como Presidente interino da Venezuela e insistiram para que ele convoque eleições presidenciais justas, livres e independentes o mais cedo possível.
De entre estes países encontra-se Portugal.
Que se diga antes do mais que o governo de Portugal é do Partido Socialista. De certeza que se o governo de Portugal fosse do PSD e do CDS, não teria sido tomada esta decisão.
É que CDS e PSD são, como os definiu Jaime Nogueira Pinto em recente ensaio no jornal «Observador», uma direita envergonhada. PSD e CDS têm os votos da direita, votos que usam, mas que desprezam.
Voltando a Jaime Nogueira Pinto, a haver uma verdadeira direita em Portugal ela teria que assentar neste princípios, «defesa da independência nacional frente a europeísmos e iberismos; valores de orientação religiosa e familiar – contestação da imposição da agenda LGBT e de outras pretensões civilizacionalmente transformistas; valores justicialistas – defesa de uma economia de mercado, com mercado livre mas temperada por medidas sociais de equilíbrio, de protecção dos mais débeis e de reequilíbrio da distribuição de riqueza.»
E este enunciado está na tradição da doutrina social da igreja.
Portugal vive um tempo em que o presidente da República é um demagogo, com atitudes circenses. O primeiro-ministro socialista está em campanha eleitoral permanente. Os radicais de esquerda impõem temas fracturantes. Os partidos parlamentares à direita do PS parecem adormecidos. O país galopa no aumento da dívida pública. E parece que nada acontece!
Rádio Portalegre, 11 de Fevereiro de 2019
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terça-feira, janeiro 29, 2019

Desabafos 2018/2019 - XIII

Nos tempos que correm, esta é uma não-notícia: _ Mais de 4.300 cristãos foram mortos em 2018 devido às suas crenças
Se se acrescentar que a Nigéria lidera a lista dos 50 países onde os cristãos são mais perseguidos, pouca diferença faz. Que o número de vítimas subiu 40% face a 2017, que os ataques a igrejas mais do que duplicaram, ainda menos interesse tem a não-notícia.
Poder-se-ia pensar que estes factos, estes dados, teriam origem no Vaticano, mas tal assim não é. O jesuíta Bergoglio tem preocupações sérias, como o apoio à vinda de muçulmanos para a Europa.
É a organização não governamental, ONG, Missão Portas Abertas, quem realizou este trabalho e o divulgou publicamente.
Este é o sexto ano consecutivo em que o número de cristãos perseguidos e mortos aumenta. Mas, mesmo assim, continua a ser uma não-notícia.
Ainda segundo a ONG Missão Portas Abertas, um total de 245 milhões de cristãos, católicos, ortodoxos, protestantes, baptistas, evangélicos, pentecostais, cristãos expatriados, convertidos, são perseguidos, ou seja, um em cada nove cristãos, contra um em doze em 2017. Só num ano, o número de igrejas visadas, fechadas, atacadas, danificadas ou incendiadas, mais que duplicou, passando de 793 para 1.847. O número de cristãos detidos aumentou de 1.905 para 3.150 no mesmo período.
Hoje na Europa ser-se cristão é motivo de desprezo, modelo de incultura, forma de obscurantismo.
Pelo mundo o Cristianismo é perseguido. Enquanto isso, a Cidade dos Papas é cada vez mais a cidadela do Diabo.
Rádio Portalegre, 28 de Janeiro de 2019

quarta-feira, janeiro 16, 2019

Desabafos 2018/2019 - XII

O ano de 2019 irá ser até às eleições legislativas de Outubro um fartar de promessas aos portugueses por parte da classe política, com o fim último e único de ganhar o seu voto. Depois, no dia seguinte, a crua realidade fará o seu caminho. O ontem das promessas, maioritariamente irrealistas, dá lugar ao amanhã da apagada e vil tristeza que é, no fundo, o dia-a-dia da grande maioria dos portugueses.
Se não fosse o populismo, as chamadas ‘marcelices’ do circense presidente da República, o que restaria de consolo para o povo que o vê como personagem principal de um reality show, ou da versão mais popularucha de uma telenovela mexicana.
Até Outubro muita água irá correr por debaixo das pontes, mas uma coisa é certa, a extrema-esquerda irá subir em votos e mandatos, a direita não conseguirá maioria, longe disso, pelo que tudo vai ficar como está, mais radicalismo, mais causas fracturantes, mais estado, menos liberdade individual, acentuação da ditadura do politicamente correcto.
Mas será que há verdadeira direita em Portugal? Um regime fruto de uma revolução à esquerda, não consegue construir uma verdadeira alternativa à direita e de direita, papel que caberia no campo nacionalista ao PNR e na área social-cristã e liberal ao CDS.
Portugal tem estado sempre contraciclo desde 1974. Enquanto a Europa rompe com o totalitarismo comunista, em Portugal o leninismo, o trotskismo e o estalinismo, além de ocuparem a universidade são moda e colhem o apoio da comunicação social, a começar por aquela que envergonhada e muito a custo se diz, em voz muito baixa, de direita. Salva-se, honrosamente, o semanário O Diabo.
2019 vai ser um ano, mais um, perdido para Portugal e para os portugueses.
Rádio Portalegre, 14 de Janeiro de 2019

terça-feira, janeiro 08, 2019

Desabafos 2018/2019 - XI

O ano de 2018, que agora finda, pode ser dividido em duas partes. A primeira vai do início do ano até à aprovação do orçamento de estado para 2019. A segunda, de então até este final do ano.
Na primeira parte, o governo e os radicais que o suportam caminhavam lado a lado, nas promessas de tudo e mais alguma coisa ao povo, que tudo e em tudo acredita. Na última é o «desmanchar» da feira de promessas, e o começo de um conjunto de greves que irá prolongar-se pelo ano de 2019, até às eleições legislativas, tendo pelo meio as eleições europeias.
Que importa a economia nacional, se o importante é o voto popular nas urnas.
Hoje já não se fala no porto de mar de Setúbal, e muito menos na empresa alemã Autoeuropa. Bastou uma «simpática» ameaça vinda da sede da empresa, para tudo se resolver em minutos! E ninguém mais falou no assunto.
Este caso é uma derrota não para os sindicatos, mas sim para o governo que através dos ministérios ligados à área do conflito, não tiveram engenho e muito menos arte para, de acordo com as leis do país, resolver o conflito.
E também sai derrotado o presidente da República, que mostrou mais uma vez que é de uma vacuidade total, populista a roçar o irresponsável, que em tudo se mete, e que sai sempre, como diz o povo, «antes da barraca arder».
O ano de 2018 é o ano de todas as promessas, realistas, irrealista e utópicas do governo. E, voltando à sabedoria do povo, «quem vier a seguir, que feche a porta».

sexta-feira, dezembro 28, 2018

Desabafos 2018/2029 - X

Em Portugal hoje em dia faz-se a chamada «política de terra queimada». Aprovado que foi o Orçamento de Estado para 2019, os partidos da esquerda radical, PCP e BE, começaram uma brutal onda de greves, convocadas pela central sindical que controlam, a CGTP.
Verdadeiras lutas de trabalhadores na defesa dos seus direitos ou na conquista de mais regalias económicas e sociais, são marginalizadas em nome de uma grande estratégia eleitoralista, tendo em vista as eleições legislativas do outono de 2019.
Para a extrema-esquerda, BE e PCP, não interessa a economia nacional, o que lhe interessa é a, leninista para o PCP e trotskista para o BE, conquista do poder. Desta forma galopam na destruição do tecido produtivo português com continuadas greves que não servem e muito menos defendem os trabalhadores, greves que apenas visam destruir a economia e a curto prazo levar empresas à falência e a despedimentos.
Quanto pior estiver a situação económica do país, melhor para estes radicais, para quem o sentido de Estado nada, de nada significa.
Nos últimos três anos o próprio Estado, através dos órgãos de soberania, Presidência da República, Assembleia da República e Governo, fez sua a agenda radical do PCP e do BE.
As causas mais fracturantes da sociedade, foram bandeira da extrema-esquerda, e tiveram o apoio do presidente da República, do primeiro-ministro e seu governo, e da maioria da Assembleia da República.
Ao mesmo tempo foi esquecido o brutal aumento dos impostos indirectos, dos bens de primeira necessidade, criadas novas taxas e aumentadas as outras. Em suma, os Portugueses sentiram a diminuição do seu poder de compra.
Contudo, a larguíssima maioria dos portugueses não está minimamente preocupada com o ‘dia seguinte’, com o futuro. Os hábitos de poupança deram lugar aos hábitos de consumo. E que interessa que o endividamento das famílias cresça, se também o Estado continua a aumentar a sua dívida pública!

segunda-feira, dezembro 10, 2018

Desabafos 2018/2019 - IX

Em 19 de Maio passado foi apresentado o livro «A Estrada do Meu Outono» de João da Graça Silva.
No passado 14 de Novembro, foi apresentado o livro «Monumento aos Mortos da Grande Guerra» de Aurélio Bentes Bravo.
Ambos tiveram sessão pública de apresentação no auditório Guy Fino, no Museu da Tapeçaria.
Ambos foram editados e pagos pela Câmara Municipal de Portalegre.
Ambos não se encontram nem à venda, nem à disposição dos Munícipes, que indirectamente com o dinheiro dos seus impostos custearam a edição destas duas obras.
Para se ter os ditos livros, tem que se pedir, por escrito, via carta ou mail, à Presidente da Câmara.
É que os livros, pagos com o dinheiro dos impostos dos Munícipes, são da exclusiva “propriedade” da Presidente da Câmara, pertencentes à sua ‘lista pessoal de ofertas’!
Para o Portalegrense, e não só, que tenha interesse nestas duas obras, ou apenas numa delas, tem que ‘mendigar’ à Presidente da Câmara que as ou a ofereça!
E se Sua Senhoria achar que o ‘pedinte’ não tem ‘nível’ para tamanho ‘pedido’, e tal será sempre arbitrário, o dito fica sem as ou a obra.
Apenas luminárias da Presidente da Câmara, também amigas e amigos, descarados borlistas, têm acesso aos livros que a CMP edita.
Quem tiver interesse cultural e histórico nos livros que a CMP editou, a expensas dos Munícipes, têm que pedinchar à excelsa Presidente da Câmara que se digne ofertar os ditos livros.
Qual a alternativa? Estarem à venda no Posto de Turismo. É que nem todos estão à espera de 'borlas', e muito menos sujeitos à 'caridade' da Senhora.
Assim vai a Cultura em Portalegre, Cidade e Concelho.
Com os dinheiros do Município, são editados livros que depois passam para “propriedade privada” da Presidente da Câmara. Isto é utilizar dinheiros públicos em proveito próprio. E tal é uma forma de corrupção.
DESABAFOS
Rádio Portalegre, 3 de Dezembro de 2018

quarta-feira, novembro 28, 2018

Desabafos 2018/2019 - VIII

O futebol foi fundado em Inglaterra. Em 1848, a Cambridge University Association Football Club elaborou as regras do jogo, enfatizando a destreza acima da força, proibindo o agarrar a bola e a entrada dura, tendo essas mesma regras sido adoptadas pela Football Association em 1863, criando o futebol que hoje se pratica.
Nos primórdios era um jogo de cavalheiros. Hoje em dia o futebol deixou de ser um desporto para ser um negócio.
No tempo presente, o futebol, a alto nível, movimenta milhões de adeptos e milhões em dinheiro. Há muito que a pequena corrupção no futebol, corrupção entre clubes, jogadores, árbitros, deu lugar à grande corrupção. Os interesses económicos substituíram os interesses desportivos.
No caso português, os chamados pequenos clubes, de vila, cidade, província, região, estão em vias de desapareceram, dados os custos que uma equipa de futebol exige. Mas não só. O desinteresse por esses clubes, é proporcional ao entusiasmo pelos chamados clubes grandes. Hoje, e cada vez mais no futuro, apenas têm hipóteses os tais grandes clubes, transformados em empresas.
Hoje o futebol é jogado nas chamadas «quatro linhas», e sobretudo nos bastidores.
Em Portugal há presentemente uma guerra económica entre os três principais clubes, dois contra um. No final, não haverá ‘vencedor’ claro.
E enquanto essa guerra económica se desenrola, sinais visíveis de corrupção a vários níveis envergonham o desporto português. Violência física e psíquica contra árbitros e jogadores, adulteração de resultados por força de apostas desportivas, práticas económico-financeiras fraudulentas, tudo serve para ganhar dinheiro à custa do futebol. O futebol, hoje, resume-se a dinheiro, tudo pelo dinheiro.
A verdade desportiva é uma falácia.
Rádio Portalegre, 19 de Novembro de 2018

domingo, novembro 25, 2018

25 DE NOVEMBRO, SEMPRE!

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25 DE NOVEMBRO SEMPRE!
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«Em Beja, na Praça de Touros, todos os discursos foram a falar para cima [por causa] das pedras que eram atiradas de fora. E teve que ser a GNR a cavalo a proteger o dr. Sá Carneiro, para ele chegar a um helicóptero. Foi terrível: um militante nosso, que era notário, levou com uma pancada na cabeça e nunca mais foi gente.
(…)
Eu tinha o carro um bocadinho longe porque os de Beja tinham-nos dito: «Eles vão escavacar os carros». Eu ia a guiar um Renault do dr. Sá Carneiro, com mais três pessoas a bordo. E ainda me lembro do barulho que faz uma corrente de bicicleta a zurzir a correrem atrás de nós e o GNR a dizer “Corram, corram, corram!” E eu vejo à minha frente um sinal de proibição e disse: “É sentido proibido.” Ele até disse um palavrão “… pró sentido proibido” e mandou-me avançar assim com toda a força.
Conceição Monteiro
Revista Sábado, 29 de Novembro de 207, página 54
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Hoje em Portugal, ao que se chama Direita, CDS e PSD, sofre de uma amnésia total quanto à História recente de Portugal.
O então PPD e o CDS foram os partidos, e as suas gentes, que mais sofreu com o PREC, período de trevas que culminou com o denominado 25 de Novembro de 1975.
Mas os actuais dirigentes daqueles dois partidos ‘direitinhas’ parece que nunca souberam o que os então dirigentes, militantes e simpatizantes passaram para que estes, os actuais, possam verborreirar, perorar sobre o fútil, sobre os interesses de grupo ou grupos de interesses que representam, e esquecem a História dos respectivos partidos.
Daí ser importante recordar este testemunho de Conceição Monteiro. E se o PPD/PSD era assim “tratado” no Alentejo, o CDS nem ou mal se atrevia a aparecer!
O CDS tem uma liderança fraca. O resultado eleitoral em Lisboa deu força à líder, mas com o tempo, sem linha de rumo, a liderança esfuma-se. A entrevista dada ao jornal esquerdista 'Público' e à tudo menos católica Rádio Renascença em que fala sobre as eleições brasileiras, mostra a pequenez cívica da entrevistada (1). Tudo dito.
O PSD está em clivagem interna, com um líder que não tem carisma nem liderança. Cada dia que passa, o PSD fragmenta-se. Com ‘barões’ e ‘baronetes’ engalfinhados, com a viragem ideológica à Esquerda do líder, o futuro não se avizinha risonho.
E as bases, quer do PSD, quer do CDS, cada vez se revêem menos nas respectivas lideranças, como se comprova pelas sondagens mais recentes.
Quanto ao PS, será que o partido lembra o papel de Mário Soares no 25 de Novembro de 1975? Pelo menos na Assembleia Municipal de Portalegre, não.
E que dizer dos ‘Sá Carneiristas´ de Portalegre que “abominam” o 25 de Novembro de 1975?
São os tempos que são.

sexta-feira, novembro 09, 2018

Mosteiro de São Bernardo

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Desabafos 2018/2019 - V

No final de Outubro passado, a concelhia do CDS de Portalegre, liderada por Nuno Moniz, emitiu um comunicado sobre o primeiro ano de mandato da actual presidência e vereação da Câmara Municipal de Portalegre.
Jornalisticamente foi tratado e apresentado no semanário Alto Alentejo, e aqui na Rádio Portalegre, e difundido na íntegra nas redes sociais.
Considera o CDS do concelho de Portalegre que foi “um ano perdido” aquele que o concelho viveu, fruto da imobilidade autárquica que flagela o viver das gentes.
Taxas e mais taxas no seu valor máximo, incapacidade de atrair investimento, público ou privado. Protagonismos, egos, mediocridade, assombram o antigo colégio dos jesuítas.
O concelho de Portalegre definha em gentes e em ideias. Não há renovação de gerações, a idade média dos portalegrenses é cada vez mais alta. Tirando a crítica sórdida, nada de construtivo é apresentado como solução para os problemas do concelho.
A cidade perdeu vivências. Se tem vida cultural, desportiva e cívica, ela não é da responsabilidade da autarquia, são privados que a promovem, sem apoios institucionais. O quase-nada que a autarquia faz nestas áreas, é de uma pequenez a todos os níveis.
Há um slogan que diz, “Portalegre merece mais!”. Curiosamente, a primeira vez que tal apareceu escrito foi na capa do primeiro número da «Plátano – Revista de Arte e Crítica de Portalegre», justificação então depois desenvolvida no seu editorial. A partir de então é ciclicamente glosado.
Mas, será que Portalegre e concelho, “merecem mais”? O soberano eleitor portalegrense em 1 de Outubro de 2017 expressou a sua opinião nas urnas. Agora é, como diz o povo, um republicaníssimo, “gramar e não refilar”!

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