\ A VOZ PORTALEGRENSE

sexta-feira, janeiro 22, 2021

Os anos sessenta em Portalegre

*
MEMÓRIAS DE UM TEMPO FELIZ

_ AOS NOSSOS PAIS QUE TUDO FIZERAM PARA QUE ASSIM FOSSE

Passámos a década de sessenta do século passado, primeiro no CDSA (Colégio Diocesano de Santo António) e depois no LNP (Liceu Nacional de Portalegre). Foi uma década feliz!, quiçá, das décadas mais felizes desta existência que está quase na metade da sexta.

Muitas memórias desse tempo estão ‘guardadas’, bem ‘guardadas’, e, de quando em vez, afloram.

Portalegre vivia um tempo de forte desenvolvimento económico e social naqueles anos sessenta. As casas agrícolas modernizavam-se e produziam como nunca, as fábricas funcionavam por turnos, dada a procura do mercado, o comércio estava vivo e pujante, os serviços eram fortes. E começa a surgir uma classe média com poder económico, modificando o tecido social.

Os dois clubes, GDP (Grupo Desportivo Portalegrense) e SCE (Sport Clube Estrela), dominam o futebol distrital, o Cine-Teatro Crisfal trazia cinema e teatro de qualidade, a cultura tinha papel de relevo, as tertúlias nos cafés eram animadas, lia-se a «Rabeca» e/ou «O Distrito», jogava-se xadrez, bilhar.

Até a Igreja, que tinha padres cultos e um bispo que pontificava, era respeitada.

Num tempo em que as corporações tinham objectivos que visavam o desenvolvimento, Portalegre era uma das principais cidades do interior do país.

Em que se ocupava os tempos livres? Muita ‘oferta’ havia. Desde os torneios e campeonatos patrocinados pela Mocidade Portuguesa, andebol, vólei, natação, pingue-pongue, futebol juvenil no GDP e SCE, leitura com os livros comprados no Silvino, no Tavares, no José Maria Alves, na Nun’Álvares, os da Biblioteca Calouste Gulbenkian, leitura de revistas adquiridas no Tapadinhas e no Júlio Margalho, ouvia-se música, discos vinil e cassetes que se compravam no Tavares, no Cardoso da Philips, no Custódio Silva da Electro-Central, actividades como o orfeão do LNP, o escutismo.

A Sociedade Euterpe, a Sociedade Robinson, a Assembleia, o Clube. As três feiras anuais, dos “Porcos”, última quarta-feira de Janeiro, das “Cerejas”, 5, 6, 7 de Junho, das “Cebolas”, 13, 14, 15 de Setembro. As procissões dos Passos, do Corpo de Deus, as festas do Senhor dos Aflitos, da Senhora da Penha, de São Cristóvão, de Sant’Ana, do Bonfim. A Festa dos Aventais. Os Santos Populares em Junho. As touradas, as garraiadas do Senhor do Bonfim.

No verão as esplanadas do Café Central, do Café Luso, do Café Facha, do café do cedro no jardim. A banda a tocar no coreto. O Cine-Parque!

Os petiscos no Capote, Romualdo, João dos Bigodes, Carrilho/David, Pinga, João Vintém, António Facha, Guapo/Tropicália, Plátano, Castro. E no Marchão, claro!

E tantas outras coisas! Namorava-se, namoriscava-se, ou vice-versa.

É neste contexto que começa a moda dos “bailes de garagem”. Havia conjuntos musicais, além da Banda Euterpe e da Banda da Legião. E os «Atlas», um conjunto musical formado por estudantes do LNP.

Mas os ‘particulares’ “bailes de garagem” são o ‘must’.

Quando o José Regala cria na sua garagem da Avenida Alexandre Herculano, que será sempre a Rua de Santo André!, uma discoteca, uma boîte, como então dizíamos, desde logo se tornou referência de um certo imaginário.

Passados anos, o Zé trouxe a memória desse tempo através de um singelo cartão/convite. Singelo na forma, mas grande, enorme na saudade de um tempo feliz em Portalegre!

Mário Casa Nova Martins

terça-feira, janeiro 19, 2021

Desabafos 2020/2021 - X

Voltou o confinamento. A economia portuguesa vai-se afundar ainda mais. Quando esta fase passar, Portugal estará ‘orgulhosamente só’ na cauda da União Europeia.

Enquanto nos outros países os governos tomam medidas na área da economia para minorar os efeitos desastrosos da pandemia originada pelo vírus chinês, em Portugal nem medidas ‘de fachada’ são apresentadas!

A via de tipo socialismo venezuelano que o governo português segue, é acompanhada por sondagens de opinião que dão valores elevados para o partido que sustenta o governo. Cada Povo tem o governo que merece!

São cada vez mais notórios os indícios de intolerância, de prepotência por parte do primeiro-ministro. O presidente da República é conivente com esta situação pré-revolucionária.

A extrema-esquerda sai à rua atacando candidatos presidenciais, vandalizando sedes partidárias, destruindo outdoors, enquanto televisões e jornais atacam diariamente candidatos, candidaturas e partidos políticos situados à Direita do especto político. E tudo na maior das impunidades!

Vive-se um período semelhante ao PREC, que aconteceu entre Março de 1974 e Novembro de 1975.

Em 1974 e 1975 era o CDS e o então PPD as principais vítimas da fúria da extrema-esquerda, quando foram proibidos partidos políticos legalizados como o Partido do Progresso e outros, quando foram impedidos partidos legalizados de concorrerem a eleições como o Partido da Democracia Cristã e outros.

Hoje a extrema-esquerda quer ilegalizar o Chega. Amanhã, como no passado, quererá ilegalizar o CDS. E assim por diante. A argumentação é a mesma de sempre.

Que não digam que não sabiam!

Mário Casa Nova Martins

18 de Janeiro de 2021

Rádio Portalegre

sexta-feira, janeiro 08, 2021

Declínio e Queda dos EUA

6 de Janeiro de 2021

*

terça-feira, janeiro 05, 2021

O Fim Histórico do CDS

Sondagens são sondagens. Não há volta que se lhe dê. Sondagens são estudos de opinião, dão, indicam tendências, não são ciência exacta.
Sondagens! Que o diga Paulo Sacadura Cabral Portas! A Universidade Moderna. E o Jaguar!
Bem, esta ‘introdução’ vem a propósito da exaltação do líder do CDS a uma sondagem que dava ao partido 0,3 % de intenções de voto.
Que fale com Paulo Portas acerca de sondagens. E sondagens!...Mas ter o CDS 0,3% ou 3 % de intenções de voto é igual. O seu “Fim Histórico” foi decretado pelo próprio Francisco Rodrigues dos Santos, quando deu «o apoio convicto a Marcelo Rebelo de Sousa»! Palavras do próprio.
E escolheu o diário da Esquerda indígena, ‘Público’, para esgrimir a argumentação do apoio ao pior presidente da Terceira República! Um demagogo, um populista, um indivíduo que transformou a Função de Presidente da República num ‘Big Brother’ permanente de terceiro escalão!
Com «o apoio convicto» ao famigerado Marcelo, hipotecou o futuro próximo do CDS, e principalmente as eleições autárquicas do outono deste ano, que serão um desastre total!

Desabafos 2020/2021 - IX

Não é preciso ser-se adivinho para se saber que em termos económicos e sociais 2021 vai ser pior do que foi 2020.
Mas que interessa o que aí vem, o que está para vir, se hoje há «pão e circo» com fartura!
A 24 de Janeiro próximo acontecerão eleições presidenciais.
Mas quem quer lá saber das eleições presidenciais, uma vez que o maior populista português do século XXI, um “artista” do mais alto gabarito, é dado como vencedor. O importante é que a «festa» continue!
Até um dia.
Mas como são curiosas as eleições presidenciais deste Inverno de 2021!
A Esquerda tem três candidaturas, uma estalinista, uma trotskista e uma maoista.
No Portugal de 2021, haver quem seja discípulo do Mao, Estaline, Trotsky, é “case study”! E no somatório final, as três abencerragens irem conseguir cerca de um quarto dos votos expressos, é extraordinário!
A sinistra trindade Trotsky, Estaline, Mao Tsé-Tung é responsável pela mais terrível experiência totalitária que a história regista. Os documentos são inquestionáveis, e por mais que se queira branquear estes regimes, o sangue de milhões de vítimas do Comunismo prova a iniquidade desta ideologia.
É indescritível ouvir Ferreira, Matias e Gomes falarem em Democracia e Liberdade, quando representam ideologias totalitárias! Estalinismo, Trotskismo, Maoismo, três “ismos” que ‘rimam’ com Totalitarismo! O descaramento desta tríade é de bradar!
Marisa a ‘Trotsky’, Ana a ‘Mao Tsé-Tung’, João o ‘Estaline’, sonham com paraísos concentracionários para Portugal. E quase 25 % dos portugueses apoiam-nos!
Como se devem rir, lá nos quintos dos infernos, os seus mentores!
4 de Janeiro de 2021

quarta-feira, dezembro 23, 2020

Desabafos 2020/2021 - VIII

*
Estamos na semana do Natal, um Natal diferente de outros, mais cinzento, mais triste, mais pobre.
Há vinte anos que os Portugueses estão mais pobres em termos económicos.
Mas os Portugueses também estão mais pobres como Pessoa, num tempo em que imorais, libertinos, materialistas, querem os seus comportamentos impor. Minorias querem que a maioria se submete às suas práticas, aos seus hábitos, costumes.
A igreja católica cada dia que passa é mais uma Organização Não Governamental (ONG,) e menos uma Religião. A milenar igreja católica tem as suas casas vazias de Gentes e de Almas, e os seus representantes, os seus ministros preocupam-se mais com César do que com Deus.
Este Natal de 2020 será um tempo de recolhimento, de pensar, de repensar a Vida a Família, a razão de estarmos aqui.
Viver o Natal em Família, com a Família, no momento em que a Instituição Família é alvo dos maior ataques, da mais forte tentativa de a destruir, ela que é pilar da Sociedade. A Família é um elemento fundamental da Sociedade!
O Natal representa o nascimento da Vida. O Natal Cristão é a Festa do Nascimento de Jesus, Filho de Deus. A descristianização do Natal galopa, com o apoio da própria igreja católica. Roma é hoje habitada pelo anti-papa!
Viva-se o Natal com Paz, com Amor, em Família.
«Alegrem-se os Céus e a Terra,
Cantemos com Alegria!
Nasceu o Deus-Menino,
Filho da Virgem Maria!»
Um Santo Natal!
21 de Dezembro 2020
*

terça-feira, dezembro 15, 2020

CDS e a "tendência de Arroios"

No passado sábado 12 de Dezembro de 2020, foi colocado mais um prego, dos últimos, no caixão do CDS.
Um partido que já foi referência da Direita, possível, desta Terceira República, e que há tempos a esta parte foi tomado pela ‘tendência de Arroios’.
Hoje o CDS não é capaz de ‘produzir’ um candidato à presidência da República, num tempo em que até os mais pequenos partidos com representação parlamentar conseguem!
Com uma liderança sem qualidade, um líder medíocre que não conhece a História do Partido, não consegue intervir na cena política, ficando no caso das eleições presidenciais do próximo 24 de Janeiro de 2021 refém da pior estratégia política para o CDS!
O CDS vai apoiar a recandidatura do pior presidente da República deste Regime, um demagogo, um populista, um ‘clown’ no pior sentido da palavra.
Há cinco anos criaram-se expectativas face ao candidato que veio a ganhar as presidenciais. Contudo, ao longo do mandato, revelou-se um oportunista político, sem palavra, sem coerência, sem princípios, ‘vogando ao sabor da maré’, traindo o eleitorado que o apoiou! É um farsante!
O apoio que o CDS dá ao re-candidato, faz afastar muitos dos ainda restantes militantes e simpatizantes. As sondagens podem enganar, estar erradas, mas a persistência de valores residuais para o CDS são uma constante!
Convocar um novo Congresso para se encontrar uma nova liderança, seria um bem para o Partido.
Porém, há muito que a famigerada ‘tendência de Arroios’, ou o que se lhe quiser chamar, tomou conta do Partido.
As próximas eleições autárquicas vão ser o ‘dobre de finados’ do CDS.
Ao longo do nefasto consulado de Assunção Cristas, já a ‘tendência de Arroios’ pontificava, protagonizava, com os resultados que se conhecem.
Adolfo Mesquita Nunes, que hoje tanto critica o actual CDS, era o ideólogo, o estratega de Assunção Cristas. E a passadeira que ‘construiu’ para Cristas foi de ‘apagada e vil tristeza’!
‘Pobre’ CDS, que tais ‘ervas’ tem!

segunda-feira, dezembro 07, 2020

Desabafos, 2010/2021 - VII

Tempo este! Continua Portugal confinado. Portugal é hoje um território confinado.

Já o era com Espanha e com o Mar. Hoje Portugal está confinado consigo próprio.

Portugal é hoje um país sem identidade própria, parente pobre de uma Europa em acelerada decadência. Uma Europa onde a matriz fundadora greco-judaica-cristã há muito deixou de ser o cimento que unia Povos e Culturas europeias.

Portugal é hoje um país laico, socialista, endividado, sem líderes, vivendo o presente, qual cigarra, não se preocupando com o amanhã, rindo da formiga.

Dominado pelo politicamente correcto, vivendo uma ditadura de pensamento único de Esquerda, os portugueses tornaram-se fervorosos consumistas, acreditando que o Estado tudo resolve. Os portugueses tornaram-se ferozes consumidores, odiando os produtores.

Hoje os portugueses, acreditando que o Socialismo é o ‘amanhã que canta’, deixaram de criar riqueza, tornando o país cada vez mais pobre e mais dependente do exterior, dos subsídios da União Europeia.

E enquanto Portugal caminha para mais uma bancarrota nesta Socialista Terceira República, em Portalegre ‘brinca-se’ à política!

Uma vez mais um orçamento da Autarquia portalegrense não foi aprovado.

O orçamento para 2021 não foi aprovado, como tem vindo a acontecer em anos anteriores. E quando é aprovado é sempre a ‘troco’ de favores que nada têm a ver com os interesses do Concelho de Portalegre.

É miserável a forma de fazer política no concelho de Portalegre! Os interesses pessoais, de grupo, são mais importantes que o interesse das populações concelhias.

Depois são caricatas as justificações do veto ao orçamento. Mas pior do que isso, é que no Outono de 2021, os eleitores do concelho de Portalegre votarão nos mesmos partidos, na mesma gente em que votaram na anterior eleição autárquica!

«Quem morre porque quer não se lhe reza por alma»!

Mário Casa Nova Martins

7 de Dezembro de 2020

Rádio Portalegre

quarta-feira, novembro 25, 2020

25 de Novembro a data fantasiada

*
Entre 16 de Março de 1974 e 25 de Novembro de 1975, várias ‘quarteladas’ se sucederam, como em 25 de Abril de 1974, em 28 de Setembro de 1974, e em 11 de Março de 1975.
Todas elas tiveram um denominador comum, António Sebastião Ribeiro de Spínola.
Spínola, o anti-general como Eduardo Freitas da Costa lhe chamou, e o grupo que o rodeava, esteve sempre presente nestes movimentos de cariz militar e corporativista. E em todos, junto com os seus ‘fiéis, perdeu!
Do outro lado, contrário aos spinolistas, estavam três grupos, o dos ultra-radicais marxistas liderados por Otelo Saraiva de Carvalho, os comunistas liderados por Vasco Gonçalves/Rosa Coutinho, e o dos ‘moderados’, socialistas marxistas, liderados por Melo Antunes.
No final das ‘quarteladas’ venceu o grupo dos ‘moderados’.
No meio de todos os grupos e grupelhos políticos, dominava o Partido Comunista Português. Contra o PCP estava o Partido Socialista. Os outros partidos sobreviventes da guerra civil política 1974/75, o CDS e o PPD, timidamente se juntavam ao PS contra o radicalismo de extrema-esquerda, enquanto a igreja católica, a contragosto e tardiamente, se lhes juntou.
Após 25 de Abril de 1974 vários grupos de pessoas de Direita formaram partidos. Contudo, as diferentes ‘quarteladas’, nas quais esses partidos de Direita foram figuras decorativas porque quem realmente mandava eram os militares das diversas facções, foram proibindo esses partidos de Direita. Dela, da verdadeira Direita, nada restou. CDS era de ‘centro’ com práticas socializantes, PPD era ‘social-democrata’ com laivos de marxismo.
CDS e PPD, dois partidos tolerados pelos vencedores das sucessivas ‘quarteladas’, sempre temerosos, medrosos face à ideologia dominante da época, o socialismo de cariz marxista.
Com o passar dos anos, o «25 de Novembro de 1975» foi sendo mitificado. Para a direita do regime, tornou-se uma data marcante, o início da verdadeira democracia que o “25 de Abril” prometera. Nomes de militares entraram para os ‘altares’ dessa direita do regime. Os mortos do lado dos vencedores tornaram-se mártires da ‘causa’.
Para a Direita, esta data foi sempre pensava de outra forma. Nesta data a facção comunista perdera influência relativa, algo se passara mas tudo ficara como dantes. Em termos ideológicos, o “terceiro mundismo melo-antunianismo” vencera em toda a linha.
Foi necessário esperar até Setembro de 2020, data em que saiu o livro de Riccardo Marchi «À Direita da Revolução – Resistência e Contra-Revolução no PREC [1974-1974]», para de uma vez por todas se perceber o papel da Direita neste aziago período desta Terceira República.
Até então, contributos sobre este período foram sendo conhecidos, tais como memórias de protagonistas e estudos de cariz académico.
Porém, o livro de Riccardo Marchi torna-se diferente, essencial, dado o distanciamento do próprio Autor em relação aos factos e a forma como os analisa e interpreta.
A multiplicidade das fontes fez com que este trabalho consiga dar uma visão aprofundada do que se passou, e permite ao Leitor fazer um juízo completo sobre as diferentes correntes em jogo e desta forma compreender-se o papel dos intervenientes, sejam eles principais ou secundários.
Passados quarenta e cinco anos do «25 de Novembro de 1975», é possível, à Direita, ver as ‘luzes’ e as ‘sombras’ de um curto período de tempo, que tanta implicação trouxe para o tempo que se seguiu. Até hoje!
Hoje há um governo de socialistas, apoiado por comunistas e radicais de esquerda. Uma ‘mistura’ de ‘vencedores’ e ‘derrotados’ do «25 de Novembro de 1975».
O tempo não parou em Portugal. Regrediu. Voltou atrás!

terça-feira, novembro 24, 2020

Desabafos 2020/2021 - VI

Não parece mas é! Haverá eleições para a presidência da República nos inícios de 2021. A data não é conhecida. Quem a tem que marcar ainda não o fez, quiçá, preocupado com assuntos que considera mais pertinentes, pelo que ainda não terá tido tempo para marcar uma data tão importante no calendário político português.

Até ao presente os principais partidos com assento parlamentar, à excepção de um, têm candidatos presidenciais da sua área.

BE, PCP, PS, PSD, IL e Chega têm presidenciáveis da sua área ideológica. Apenas o crepuscular CDS não tem.

O CDS vive o seu fim político. É o único partido que não conseguiu ter uma candidatura presidencial da sua área ideológica, tendo que se ir ‘refugiar’ no apoio à candidatura do actual presidente da República, um populista que de tanto querer agradar tem desagradado cada vez mais estratos da população portuguesa.

O CDS não tem liderança forte. O CDS não tem nada para oferecer em termos políticos aos portugueses. Hoje o CDS navega em áreas de várias cores, não tem rumo certo.

Na próxima campanha eleitoral para a presidência da República o CDS é o único partido sem voz!

Há muito que o CDS é um partido ‘amordaçado’ por correntes internas que nada têm a ver com a sua matriz fundadora. Aliás, hoje o CDS não tem matriz ideológica.

Com reduzida representação parlamentar, mais reduzida será no futuro, se a tempo não mudar de liderança, e consequentemente de estratégia.

O CDS continua a ter espaço de afirmação política. Mas o tempo não espera pelo CDS, o CDS é que tem que ir à frente do tempo!

Mário Casa Nova Martins

23 de Novembro de 2020

Rádio Portalegre

terça-feira, novembro 17, 2020

O crepúsculo de uma Religião

A Europa continua a ser atacada por radicais muçulmanos!
Igrejas católicas são incendiadas, sinagogas são atacadas. Cristãos e judeus são alvo de ataques por parte de muçulmanos, com a cobertura de governos, partidos, e em Portugal por figuras da hierarquia da igreja católica de que é exemplo, entre outos, o bispo do Porto, de nome Manuel Linda.
O ataque terrorista islâmico dentro de uma igreja de Nice no passado 29 de Outubro, em França, mereceu esta afirmação do inefável bispo Linda:
Na rede social Twitter, Manuel Linda afirma que o atentado na igreja de Nice, não é luta do Islão contra o Cristianismo, explicando que é o resultado dos preconceitos daqueles europeus que, não só não fomentam o diálogo intercultural e inter-religioso, como até estão sempre de dedo em riste a acusar as religiões.
Nunca o dito diálogo foi tão implementado nos dias de hoje pela igreja católica, hoje personalizada no jesuíta Bergoglio. E nunca esse diálogo trouxe tantos ataques a Cristãos, tantas mortes de Cristãos por todo o mundo!
O bispo Linda é um bergogliano, cultiva e defende a linha de pensamento actual do Vaticano que privilegia o diálogo com ditaduras marxistas como a venezuelana, a cubana e a chinesa.
O bergoglianismo defende a menorização do Cristianismo face a outras religiões, a começar com o islamismo.
O jesuíta Bergoglio ignora o sofrimento dos Cristãos, ignora as perseguições aos Cristãos.
O jesuíta Bergoglio transformou a Religião Católica numa ONG, uma Organização Não Governamental.
.

segunda-feira, novembro 09, 2020

Desabafos 2020/2021 - V

Cada dia que passa, conhecem-se melhor os contornos que levaram à demissão da Mesa Administrativa da Santa Casa da Misericórdia de Portalegre e a sua substituição por uma Comissão Administrativa.
Conluios, traições, mentiras, politica, é este o caldeirão em que assenta o actual estado da Santa Casa da Misericórdia de Portalegre.
E no meio estão os utentes, das mais variadas formas, e destes parece que ninguém quer saber ou se preocupa. A começar pelo bispo diocesano.
O bispo diocesano é peça central em toda esta situação em que está mergulhada a Santa Casa da Misericórdia de Portalegre.
Se dúvidas houvesse da participação do bispo diocesano em toda esta situação, é ler o que vem escrito na página 4 do semanário “Alto Alentejo”, edição número 695 de 4 de Novembro de 2020.
O jornal “Alto Alentejo” sempre foi ‘espectador comprometido’, se não mesmo interveniente neste processo. O seu Director, Manuel Isaac Correia, sempre atento e preocupado com o que se passa na cidade de Portalegre, teve papel importante no tornar público da situação da Santa Casa da Misericórdia de Portalegre, daí estar inteiramente dentro do problema, e a sua palavra e a sua escrita são fundamentadas.
Segundo o semanário, há meses que a estratégia do bispo diocesano estava delineada. Os nomes de quem iria figurar na dita Comissão há muito estavam escolhidos pelo bispo diocesano, com o conselho dos seus conselheiros e ‘testas de ferro’ na Santa Casa da Misericórdia de Portalegre, pelo que o que veio a acontecer estava no ‘segredo dos deuses’! Tudo o mais foi ‘dar tempo ao tempo’.
O futuro da Santa Casa da Misericórdia de Portalegre é cinzento.
Desabafos
9 de Novembro de 2020

quarta-feira, outubro 28, 2020

Desabafos 2020/2021 - IV

Como é interessante o tempo presente! Vive-se o tempo da pandemia do ‘covid-19’, um vírus ‘nado e criado’ na China, melhor na República Popular da China, um simpático ensaio de guerra química, que se pode incluir numa qualidade de armamento, traduzida numa expressão que em tempos foi moda dizer, “armas de destruição massiva”.
É curioso que anos atrás, quando a expressão “armas de destruição massiva” era utilizada à saciedade, referia-se ao Iraque de Saddam Hussain, que as tinha! Bem, não era bem assim.
Apenas quatro pessoas ‘encontraram’ as iraquianas “armas de destruição massiva”, George W. Bush, Tony Blair, José Maria Aznar e Durão Barroso. Enquanto o resto do mundo nunca as encontrou por que não existiam!
Voltando a pandemia do ‘covid-19’, duas televisões, TVI e a SIC, a primeira aos domingos e a segunda às terças, dão espaço de antena a dois dos mais conhecidos lobistas portugueses, Paulo Portas e José Miguel Júdice.
O lobista Portas defende que a pandemia do ‘covid-19’ é muito perigosa, e que todos devem levar muito a sério as indicações dos organismos da Saúde, em termos de confinamento, e sobretudo de vacinação futura. E os gráficos que semanal e exaustivamente apresenta vão nesse sentido.
O lobista Júdice afirma que a pandemia do ‘covid-19’ não é para levar muito a sério. Tem alguma gravidade, mas recorrendo a gráficos prova que principalmente a mortalidade atinge valores irrisórios, enquanto a capacidade de cura é surpreendente.
O lobista Portas está do lado das farmacêuticas, na defesa da vacina obrigatória.
O lobista Júdice está ao lado daqueles que não querem confinamentos e que querem que a economia não pare.
Como é curiosa a arte do lóbi!
26 de Outubro de 2020

terça-feira, outubro 27, 2020

Desabafos 2020/2021 - III

As pessoas andam confinadas à informação a que têm direito, glosando o subtítulo de um defunto jornal chamado «O Diário», que escrevia “A verdade a que temos direito”, mas que de ‘verdade’ ou ‘verdades’, nada tinha, porque ligado a um partido político de cariz Estalinista.
Portugal caminha a passos largos para uma república mergulhada no compadrio, no clientelismo, na corrupção.
Tempos houve nesta Terceira República, em que corrupção, compadrio, clientelismo existiam, mas as altas figuras do Estado a tal eram indiferentes, nunca coniventes.
Hoje já não é assim. A forma rápida e descarada com que o primeiro-ministro afasta quem põe em causa políticas e estratégicas do Governo a que preside, prova que quem se mete com a sua governação, «leva», à boa maneira de um célebre político do actual regime, que afirmava publicamente que quem se metia com o seu partido «levava».
Caciquismo idêntico ao que vigorou na Monarquia Constitucional e na Primeira República, ‘numa’ de “ó tempo volta para trás”!
O actual primeiro-ministro, cada dia que passa, mostra traços de intolerância, de agressividade verbal, de caceteiro, de tal forma que em nada fica atrás do célebre, pela negativa, Afonso Costa, líder do Partido Repúblico, famigerado partido político responsável pelo fim da Primeira República.
E o actual presidente da República, um histriónico, um populista, é co-responsável pelo clima de intimidação, de perca de Democracia que hoje se vive e sente em Portugal.
20 de Outubro de 2020

terça-feira, setembro 29, 2020

Desabafos 2020/2021 - II

Depois de um verão abrasador, como tantos que a memória guarda, a chuva e as temperaturas outonais chegaram.
Também regressou o medo da pandemia deste ano terminado em 20, que junto com ela trouxe outros medos.
Por enquanto ainda não apareceram seitas milenaristas que apregoem o fim do mundo, o final dos tempos. Mas a História mostra que em tempos como estes, essas seitas de cariz apocalíptico têm existência curta, mas que deixam marcas na sociedade.
Umas defendem a penitência, outras a luxúria, ambas sempre radicais, extremistas.
Mas, extremismo e radicalismo estão fortes neste tempo na sociedade portuguesa.
O racismo, a intolerância, comportamentos totalitários, mostram uma sociedade em ruptura.
Minorias que querem impor os seus comportamentos fracturantes à maioria. Discurso de ódio e discurso racista protagonizado por partidos e movimentos radicais de Esquerda. Intolerância da Esquerda radical face a quem dela pensa diferente. Tentativas de intimidação a quem escreve fora dos cânones dessa mesma Esquerda radical. Ataques de carácter a quem na praça pública tem um discurso próprio, mas diferente do politicamente correcto.
Que tempos estes!
Dominante nos média, nas redes sociais, defensora do pensamento único, transformou-se em inquisidora-mor. É a mais terrível censora de tudo que é diferente das suas causas.
28 de Setembro de 2020

Desabafos 2020/2021 - I

No ‘tempo das vacas gordas’, trocar de automóvel era uma questão de status.
Os tempos mudaram, e hoje, tempos difíceis, o que se troca não é o automóvel, mas sim a matrícula. As letras e os números mantêm-se, claro, mas o modelo de matrícula é que é novo.
Automóveis de anos recentes, até àqueles com dezenas de anos, circulam agora com o novo modelo de matrícula, uma forma de ostentação, dir-se-á, pindérica.
Este caso das matrículas, mostra até que ponto a sociedade se gere por valores exteriores que nada têm a ver com com aqueles Valores que são matriz da Identidade, da Cultura, do viver em sociedade com princípios de solidariedade, de companheirismo, de pertença.
Os principais governantes do país vêm avisando os portugueses que se avizinham dias difíceis. Mas parece que as gentes estão a fazer de ‘orelhas moucas’, e tal como a cigarra mantêm os padrões de consumo dos tempos bons, esquecendo as crises económicas e sociais que se tem passado, com desemprego, fome e miséria.
Este viver o dia presente, sem preparar o dia seguinte, sem olhar para o futuro, criando condições para superar crises futuras, esperando que o Estado tudo resolva através da subsidiodependência, tem em Portugal, e também na Europa, vida curta.
Os modelos de segurança social estão nos limites, não vão conseguir sustentabilidade num futuro próximo. Mas ninguém quer saber!
Que haja ‘pão e circo’!
14 de Setembro de 2020

terça-feira, maio 26, 2020

Desabafos 2019/2020 - XVII

O mundo é um lugar curioso. Há um ano a “tragédia”, o “drama”, o “horror” era o ‘aquecimento global’. Um inverno chuvoso, com a chuva a continuar na primavera, o ciclo dos anos chuvosos intercalados com um ano de seca, que até pode ser extrema, continua o imutável caminhar do tempo, dos anos.
Hoje a pandemia que a História guardará com o nome de «covid-19», o vírus chinês, é o ‘medo’ que assola a humanidade.
Mas a humanidade do mundo rico, porque o outro, o mundo dos pobres, esse que só aparece no rodapé da História, quando as “boas consciências” têm interesse em dele falar, está preocupada.
O mundo rico, governado pelo hedonismo, pelo desenfreado consumismo, sem Ética, sem Valores, defensor da Morte dos mais fracos, a começar pelos que ainda não nasceram aos que estão perto de terminar as suas vidas, que só pensa no lucro, ainda não percebeu que o seu paradigma está a mudar.
O mundialismo, o globalismo sofreu um rude revês com o vírus chinês. Mas depressa regressará à destruição da Civilização Ocidental. Família, Religião, Tradição, voltarão a ser alvo de desconstrução.
O tempo que virá continuará a ser desigual na distribuição da riqueza. Mais desigual, ainda. A aculturação das gentes progredirá, multidões dóceis serão submetidas à ditadura do pensamento único. Nunca o «1984» de George Orwell esteve tão presente!
25 de Maio de 2020

terça-feira, maio 12, 2020

Desabafos 2019/2020 - XVI

Na página 2 do semanário «Alto Alentejo» de 29 de Abril passado, vem, como se lê, um “Esclarecimento do Bispo Diocesano”, sobre a Santa Casa da Misericórdia de Portalegre.
Antes de mais, quem está à frente daquela Instituição, mal tivesse sido tornado público o dito ‘esclarecimento’, teria ‘grandeza d’alma’, quiçá, ética, se de imediato tivesse colocado o lugar à disposição. Mas, que se saiba, não teve. O que também diz muita coisa!
O Bispo Diocesano afirma no ‘esclarecimento’ que tem recebido cartas, pessoas, telefonemas, gente identificada, que o informa sobre o funcionamento da Santa Casa da Misericórdia de Portalegre.
E infere-se que o que foi transmitido ao Bispo Diocesano, não é positivo para a Instituição, e nada abonatório para quem a dirige.
O Bispo Diocesano, antes das eleições, foi avisado do que se iria passar, pela mesma gente que agora o alerta.
Então, como agora, como o povo diz, ‘sacode a água do capote’!
Foi o Bispo Diocesano quem deu posse às pessoas que dirigem presentemente a Instituição. Os estatutos assim o obrigam.
Os estatutos são escudo para quando não se quer tomar posições, quando não se quer tomar decisões.
Passado uma semana, quarta-feira dia 6 de Maio, no mesmo semanário, na mesma página, vem a resposta assinada pelo Provedor. E essa resposta, nada diz em concreto, fala em «alhos e bugalhos», e quanto «aos costumes nada diz». O que quer dizer muita coisa.
Mas tudo isto é surreal! O que se passa na Santa Casa da Misericórdia de Portalegre, o ‘esclarecimento’ do Bispo Diocesano, e a resposta dada pela Instituição.
Sou Irmão da Irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Portalegre.
Não estou confiante em relação ao futuro da Santa Casa da Misericórdia de Portalegre.
11 de Maio de 2020
*
*

quarta-feira, abril 29, 2020

Desabafos 2019/2020 - XV

O dia seguinte à pandemia vai ser o dia do ‘abrir dos olhos’ para os portugueses. Vai ser um doloroso acordar, um ‘abrir de olhos’ para a nova realidade que vão encontrar.
A paragem da actividade económica, por culpa do vírus chinês, levou a falências, ao desemprego, além da diminuição dos salários de muitos trabalhadores.
A economia vai demorar meses a recuperar. Pequenas e médias empresas, a maioria delas há muito asfixiadas por empréstimos bancários, e que são o verdadeiro motor da economia portuguesa, demorarão a voltar a facturar o suficiente para poderem gerar mais-valias, e muitas não irão sobreviver.
Enquanto isto, o Estado continua despesista em áreas não produtivas. O mesmo Estado continua a falhar no apoio à Economia. Promessas, retórica, esbarram na crua realidade, a burocracia.
Em vez do governo de Portugal tomar medidas necessárias e urgentes de apoio à economia portuguesa, procura que União Europeia lhe resolva a crise.
A crise em que Portugal mergulhou é, na melhor das hipóteses, semelhante à última bancarrota da responsabilidade do governo do Partido Socialista de José Sócrates.
Novo ‘apertar do cinto’ está a chegar, com aumento da carga fiscal, sejam aumento dos impostos directos, seja aumento dos impostos indirectos.
Haverá quebra no consumo, e também aumento das dívidas das famílias, um flagelo social.
Nuvens negras aproximam-se no horizonte dos portugueses.
Tudo por culpa do vírus chinês!
27 de Abril de 2020

quinta-feira, abril 16, 2020

Desabafos 2019/2020 - XIV

O tempo que se vive é também tempo para um outro tempo. É um novo tempo depois de um tempo que também foi novo para as gerações do presente. A excepcionalidade do tempo que se vive, permite ver a vida de uma forma diferente, neste tempo de recolhimento físico.
A celeridade do tempo como que abrandou.
O tempo passa, e cada dia é um novo dia, um dia diferente que nasce com a esperança de amanhã ser outro dia.
A economia da Europa sofre um fortíssimo abalo, do qual demorará tempo a recuperar.
As ‘três Europas’ sofreram de forma diferente, mas nunca foi tão actual a “história da cigarra e da formiga”.
A Europa do norte tem uma economia forte e está preparada para fazer face ao futuro. A Europa de leste, ainda em reconstrução face à miséria do Socialismo, que a destruiu economicamente e a transformou num totalitarismo, tem meios para acreditar que vencerá a situação. Por último e em último, a Europa do sul que, tal como a cigarra, não tem meios próprios para atacar quanto mais vencer a crise económica em que está mergulhada.
A Europa do sul, com países como a Itália e a Espanha, de governos despesistas e onde a subsidiodependência impera, está numa situação económica e financeira desastrosa, com uma dívida pública enorme. A uma escala menor, mas na mesma situação, encontra-se a Grécia e Portugal.
Mendigos, pedintes, estes países do sul, querem que os outros lhes resolvam a crise.
Como é tão presente a fábula da cigarra e da formiga!
13 de Abril de 2020

terça-feira, março 31, 2020

Desabafos 2019/2020 - XIII

A pandemia que se vive tem origem num vírus produzido na China. Por razões que a razão conhece, o vírus propagou-se, e hoje o mundo vive uma catástrofe humanitária, que rapidamente tem como segunda consequência, logo a seguir à própria pandemia e as mortes que origina, a gravíssima crise económica.
A criação do vírus é uma pequena evidência do que é uma guerra química, no caso uma guerra bacteriológica.
A impunidade do governo comunista chinês face ao ocorrido choca com a mentira americana, depois também europeia, da existência de armas de destruição massiva que se dizia ter o Iraque de Saddam Hussein.
O regime iraquiano de Saddam Hussein foi falsamente acusado de ter um arsenal de armas químicas, e foi, em nome desta mentira, desencadeada uma guerra contra o povo iraquiano.
Agora a China lucra com a pandemia que provocou, ao fazer negócios à custa daquele crime.
Mas dada a sua importância na económica mundial, face à sua força militar, à sua importância geopolítica, a totalitária China vai ficar impune em relação a este crime contra a Humanidade.
Portugal luta com os meios que tem à disposição contra esta peste do século XXI. De início os portugueses não compreenderam a gravidade da situação criada pelo vírus chinês. Agora interiorizaram que são eles próprios que têm que lutar contra a epidemia viral, porque o Estado tarde e lentamente tomou as medidas correspondentes.
E é miserável o comportamento do presidente da República, que à primeira «abandona o barco».
30 de Março de 2020

terça-feira, março 17, 2020

Desabafos 2019/2020 - XII

O mundo está perigoso. E a Europa, rica e envelhecida, sofre uma pandemia viral vinda de leste, ao mesmo tempo que hordas de invasores, vindas do Império Otomano, querem nela entrar.
Há no tempo presente como que uma repetição da História. Diferentes pestes assolaram a Europa, sendo a Peste Negra a mais conhecida e a mais mortífera. Covid-19 é mais uma peste que a Europa sofre, estando ainda por conhecer o seu verdadeiro impacto nos europeus.
De forma diferente, mas também grave, é o que se passa nas fronteiras da Grécia e da Bulgária com a Turquia.
A ameaça dos Otomanos de enviar milhões de muçulmanos para a Europa ocidental é real. Vivem-se tempos semelhantes aos do fim do Império Romano, também ele no seu estertor cercado de bárbaros, que o vieram a invadir e a transformar em ruínas a sua brilhante Civilização.
Os mesmos bárbaros cercaram mais tarde Constantinopla, o centro do então Império Romano do Oriente. E enquanto os seus governantes discutiam o sexo dos anjos, os bárbaros arrombavam os portões da cidade e conquistavam-na, também destruindo aquela notável Civilização.
O mesmo se passa em Portugal, país onde se criminaliza o abandono e os maus tratos a animais, e onde Idosos são vítimas indefesas de maus tratos e abandono pelos seus semelhantes, país onde é permitido matar antes de nascer e no final da vida.
Em Portugal os governantes não só ignoram o perigo da invasão muçulmana, como a incentivam. E quanto ao Covid-19, a retórica continua superior à luta contra o vírus.
30 de Março de 2010

sexta-feira, março 06, 2020

Dia Internacional da Mulher - 2020

Desabafo 2019/2020 - XI

Outrora a Escola era um lugar de saberes, de aprendizagem, de educação social e cívica. Na Escola ensinava-se e aprendia-se. Na Escola o Aluno e o Professor completavam-se na formação integral da Pessoa.
Em casa os Pais educavam os Filhos, e quando estes iam para a Escola sabiam dos seus direitos e sobretudo dos seus deveres.
Hoje a Escola é como que um ‘depósito’, onde as novas teorias pedagógicas criaram a maior forma de facilitismo. Em casa há a demissão de educar.
Não se respeita o Professor, não se respeita o Funcionário que zela pela Escola.
Diferentes e diversas formas de violência campeam na Escola. Professores e Funcionários são agredidos verbal e fisicamente por alunos, familiares e gente estranha à própria Escola. Alunos agridem colegas.
Os sindicatos da área preocupam-se mais em fazeir guerra política aos Governos, do que em denunciar da forma mais veemente a violência que grassa na Escola,
O próprio ministro que tutela a Educação, ainda há pouco veio desculpar e desculpabilizar um aluno que agredira um Professor.
Os partidos políticos com assento parlamentar nunca apresentam soluções para o fim da violência na Escola. Há muito que se demitiram em relação à Escola.
A tudo isto assiste impávida a sociedade portuguesa, sem que dela venha a mais pequena solidariedade para Funcionários e Professores.
A Escola está ‘doente’. Muito ‘doente’!
2 de Março de 2020

quarta-feira, fevereiro 19, 2020

Desabafos 2019/2020 - X

É público que o preço da electricidade em Portugal é alto. Porventura, a principal razão é a forte componente do imposto, o IVA, que está no valor máximo da tributação.
O IVA da electricidade em Portugal tem o valor máximo de 23%.
Ao ser taxada em 23%, a electricidade tem uma taxa ao nível dos bens de luxo.
Será que a electricidade é um bem de luxo, ou um bem de primeira necessidade?
Se a electricidade fosse taxada como bem de primeira necessidade, teria a taxa de 6%.
Partidos políticos dos dois quadrantes ideológicos, esquerda e direita, defenderam no período anterior à apresentação do Orçamento de Estado para 2020 a baixa do IVA na electricidade. Apenas o PS era contra.
No final, jogos políticos à direita e à esquerda, cruzamento de votações com coligações à esquerda e à direita, inviabilizaram a baixa do IVA na electricidade.
Hoje os portugueses continuam a para a electricidade com a taxa em 23%.
Hoje o parlamento e os partidos com assento na Assembleia da República estão mais desacreditados.
Hoje a classe política está mais descredibilizada.
Hoje o cargo de presidente da República está abastardado, com o silêncio e os silêncios do titular.
Esta Terceira República caminha para o seu estertor.
São patéticos os congressos partidários, onde minorias organizadas sedentas de protagonismo se tornam maiorias.
São anedóticas as intervenções no parlamento de parlamentares incultos e radicais, intolerantes e racistas.
É confrangedor o discurso dos membros do governo.
É pungente ver as atitudes circenses do presidente da República.
E o IVA da electricidade está nos 23%!
17 de Fevereiro de 2020

terça-feira, fevereiro 11, 2020

Desabafos 2019/2020 - IX

A lista tem mais de 150 taxas, licenças, impostos e contribuições.
A carga fiscal em Portugal está a aumentar. Famílias e empresas pagam em 2020 mais do que em 2019.
A fonte é a Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO), e a lista dos impostos é da responsabilidade do Instituto Nacional de Estatística (INE).
INE e UTAO são entidades credíveis, pelo que por mais que se tente negar, a verdade é que em 2020 a carga fiscal aumenta para os portugueses, carga fiscal essa que está estão dividida por contribuições, impostos, licenças e taxas.
O socialismo não cria riqueza, o socialismo caracteriza-se pelo aumento brutal e continuado da carga fiscal, asfixiando as empresas e as famílias.
Os cálculos da UTAO apontam para uma carga fiscal de 35,4% do PIB este ano, o valor mais elevado da história recente.
Um outro dado diz que a carga fiscal é mais concentrada na tributação indirecta, a que incide sobre o consumo.
Por muito que queira, como diz o ditado popular, “tapar o sol com a peneira”, o governo socialista aumenta a carga fiscal todos os anos.
Mas os portugueses que votam na esquerda, e são a maioria, concordam com o aumento dos impostos. Se não concordassem, não votariam nos socialismos do PS e na extrema-esquerda do PCP e BE.
Dito assim, «vivam as mais de 150 taxas, licenças, impostos e contribuições». O povo paga e está contente e continua a votar no socialismo.
3 de Fevereiro de 2020
*