Judaísmo
Não, não é uma imagem falsa
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Não, não é uma imagem falsa
Estudos e mais
estudos
Diz o ditado popular que depois da tempestade vem a bonança,
e no caso presente, será mais apropriado dizer que depois da euforia vem a
calmaria.
A euforia tem a ver com as notícias, reais, de que gabinetes
de estudos trabalham em projectos tendo em vista a ligação entre Alter do Chão
e Montijo, uma parte do IC13, e também trabalham no projecto de ligação em
perfil de auto-estrada entre a A6 e a A23.
Conviria lembrar que o projecto inicial do IC13 ligava a
fronteira de Marvão ao Montijo. Está construída uma pequena parte entre
Portalegre e Alter do Chão, estuda-se a construção de uma outra parte entre
Alter do Chão e Montijo, mas, até ver, continua sem qualquer estudo ou projecto
a ligação entre Portalegre e a fronteira de Marvão.
Mas, como foi noticiado, e é a realidade, tudo em relação
àquela parte do IC13 em estudo não passa disso mesmo. E no passado já se tinham
feito estudos.
Em relação à ligação da A23 à A6, também no passado já se
tinham feito estudos.
Em suma, quer governos do PS, quer governos do PSD estudam,
mas tudo não passa disso mesmo.
Claro que os ‘crentes’ acreditam que ‘é desta’. Mas os
‘não-crentes’ sorriem, fartos de tantos estudos, tantos projectos, quando na
realidade tudo não passa de vãs promessas políticas, de políticos que cada vez
têm menos credibilidade.
Recorde-se um caso que se passa no concelho de Portalegre.
Ciclicamente políticos governamentais ligados à área da
justiça afirmam que o mais breve possível vão começar as obras no Tribunal de
Portalegre. Os anos passam, PSD e PS alternam no governo, e nada é feito. Mas
os eternos ‘crentes’ continuam a acreditar.
Vá lá perceber-se a natureza humana!
Mário Casa Nova Martins
13 de Abril de 2026
Rádio Portalegre
Ciclismo no Concelho
de Portalegre
No passado sábado dia 28 de Março teve lugar a etapa da ‘Volta
ao Alentejo em Bicicleta’ entre Vila Viçosa e Portalegre, mais concretamente daquela
vila alentejana ao cimo da Serra de São Mamede, junto às antenas, o sítio mais
alto da serra a 1024 metros de altitude.
Diga-se em primeiro lugar que o percurso da parte final da
etapa foi criteriosamente escolhido, e a sua ‘dureza’ não era inferior a muitas
etapas de montanha de uma Volta à França, Itália ou Espanha.
A etapa teve honras televisivas, RTP2, e a sua realização
valorizou a prova e a própria etapa.
Em suma, um espectáculo desportivo de grande nível, ao qual
se juntou a promoção de uma região, no caso presente graças à vista aérea da
Serra de São Mamede e o seu Parque Natural, além da própria cidade de
Portalegre.
Mas, dir-se-á que “não há bela sem senão”.
Foi fácil ver na transmissão televisiva o estado em que as
estradas nacionais no distrito de Portalegre por onde passava a caravana
ciclista, e principalmente as estradas municipais do concelho de Portalegre se
encontravam.
Viam-se no piso das nacionais os ‘remendos’ contínuos, e ou
falta de marcação ou a mesma sumida. Nas municipais do concelho de Portalegre,
maioritariamente o piso em péssimo estado e ausência de marcação.
Diga-se que em relação à parte final da etapa, ligação da
‘estrada do Boletim Metereólogo às antenas’, os próprios comentadores da RTP2
referiram o péssimo estado em que se encontrava o piso. E era a parte mais
importante da etapa, a qual veio a decidir não só o seu vencedor, como o da
própria prova.
Quando se ‘pensa’ em IC’s e auto-estradas e se desleixa o
que está próximo, que dizer?
Os amantes do ciclismo ficaram de certeza entusiasmados com
esta etapa. Que no futuro este traçado, ou outro também exigente que é possível
encontrar nas cercanias da Serra de São Mamede, tenha em atenção a qualidade do
piso das estradas no concelho de Portalegre.
Permita-se uma nota final. A primeira Volta a Portugal em
Bicicleta, entre 26 de Abril e 15 de Maio de 1927, teve uma etapa que terminou
em Portalegre, cuja meta foi na hoje Avenida George Robinson.
8.ª etapa, Évora – Portalegre, 122,3 km, vencedor Quirino de
Oliveira (equipa Campo de Ourique), que então detinha a ‘camisa amarela’, mas
que viria a ficar no final em 3.º lugar.
9.ª etapa, Portalegre – Castelo Branco, 106,6 km.
Mário Casa Nova Martins
A Fé salva
Vive-se um tempo de milhões, milhões de euros a ser
aplicados na rede viária, indo beneficiar concelho e distrito de Portalegre.
Concretizando, a Infraestruturas de Portugal (IP) lançou,
neste mês de Março de 2026, o concurso público para o estudo prévio da
conclusão do IC13 (Itinerário Complementar 13), entre Alter do Chão e Montijo,
com um investimento base de 2,3 milhões de euros e um prazo de execução de 450
dias.
Também está contemplada a futura ligação entre a A23 e a A6,
em perfil de auto-estrada. E para o efeito irão ser realizados um conjunto de
estudos que têm que estar concluídos em 2028, num investimento de 3,8 milhões
de euros
Ao todo um investimento de 6,1 milhões de euros, valor
extraordinário, sem dúvida.
Contudo, há uma pequena questão que deve ser realçada. Este
investimento tem a ver com a elaboração de estudos, não da obra. E no passado
já se fizeram estudos sobre estes dois projectos.
Dito por outras palavras, estudos e mais estudos têm sido
feitos sobre o IC13 e a ligação da A6 à A23, mas tudo não passou do papel!
Governos do PS e governos do PSD, à vez, têm prometido estas
duas obras. Todavia os tais estudos nunca levaram a nada de concreto. As obras
continuam uma miragem, miragem que infelizmente continua a não passar disso
mesmo, uma miragem.
Mas há quem acredite que um dia o IC13 será concluído, e que
a ligação entre a A23 e a A6 será feita. O que é preciso é ter fé.
Neste momento gabinetes encarregues dos ditos estudos
porventura já estarão a trabalhar nos dois projectos. Agora concretizá-los, é
que será mais difícil. Mas havendo fé, pode ser que lá para as ‘calendas
gregas’ se chegue a bom porto.
Decididamente, a fé é que nos salva!
Mário Casa Nova Martins
30 de Março de 2026
Rádio Portalegre
The Hunt for Gollum
“O Senhor dos Anéis - A Caçada a Gollum” é um filme live-action com estreia prevista para 17
de Dezembro de 2027, com Andy Serkis no papel de Gollum e produzido por Peter
Jackson.
O filme acompanha a perigosa jornada de Aragorn pela Terra Média
em busca de Gollum, que possui informações cruciais sobre o ‘Um Anel’, explorando
o “período sombrio”, após Bilbo no decorrer da sua festa de aniversário deixar em
herança o anel para Frodo, e antes da formação da Irmandade do Anel.
Parece interminável a ligação entre o cinema e a obra de
John R. R. Tolkien. Duas trilogias, «O Senhor dos Anéis», «O Hobbit», uma série
do HBO «O Senhor dos Anéis - Os Anéis do Poder», com duas temporadas e uma
terceira anunciada, e agora este filme em preparação.
Tivemos o privilégio de ler primeiro a trilogia de «O Senhor
dos Anéis», «A Irmandade do Anel», «As Duas Torres» e «O Regresso do Rei»,
antes de ver a trilogia cinematográfica. E posteriormente a oportunidade de
assistir a esta mesma trilogia na denominada ‘versão alargada’, a qual,
continuando a não ser em certas cenas fiel ao manuscrito, é indiscutivelmente
muito superior quer em conteúdo, quer na ajuda à compreensão da produção
tolkieniana.
Primeiro a editora Civilização com a versão do «Hobbit» que
intitulou «O Gnomo», depois as Publicações Europa-América e agora a Planeta
Editora, todas em parte e em conjunto, trouxeram ao público português a obra de
Tolkien praticamente na sua integralidade, edições às quais se juntaram outras
referentes ao estudo e interpretação do universo da escrita de Tolkien.
A trilogia «O Senhor dos Anéis» é hoje considerada uma
obra-prima da sétima arte. «O Hobbit» continua a ter apreciações diferentes, e
a série do HBO, em streaming, caminha,
mas com algumas reservas. Aguarda-se com expectativa o filme sobre Gollum,
personagem de grande importância em toda a criação.
Mas, que fique claro, é fundamental a leitura da obra de J.
R. R. Tolkien. O livro é ‘superior’ à ‘tela’. E assim será.
Mário Casa Nova Martins
Bênção & Bênçãos
No passado dia 22 de Fevereiro, o semanário «Alto Alentejo»
editou na sua página do Facebook um vídeo relativo a uma cerimónia dita
religiosa que teve lugar na centenária Ermida de Nossa Senhora da Penha, no
Monte de São Tomé.
O citado vídeo, intitulado “Portalegre – Bênção de capotes,
samarras e capas na Senhora da Penha”, mostrava um sacerdote a aspergir com
água benta os presentes, vestidos com as peças referidas, seguindo-se uma reza
aparentemente adequada ao evento.
Como é usual nestas situações a ‘caixa de comentários’ do post encheu-se dos ditos, uns pios,
outros beatos, também jocosos, mas alguns sérios.
Quiçá, o mais relevante, dada a seriedade e oportunidade do
mesmo, seja este que se transcreve:
_ Eu não sabia que
havia bênção dos capotes, em lugar de benzer as pessoas.
Sim, de facto, este acontecimento a que foi dado um cariz
religioso mostra como hoje a igreja católica portuguesa se comporta perante o
tempo presente.
Será que é mais importante o acessório, neste caso um tipo específico
de vestuário, do que as pessoas? Tudo vale para no final se recolher um mero
óbolo?
Não será por acaso que as igrejas estão cada vez mais
vazias, que não haja vocações, enfim, que as seitas tenham cada vez mais
aderentes.
Por exemplo, a principal razão do aumento exponencial de
seitas no Brasil foi o aparecimento da denominada Teologia da Libertação, na
qual a política substituía a religião, levando à fuga dos cristãos para as
ditas seitas, as quais respondiam aos seus anseios, angústias e preocupações.
Mas voltando ao início, se esta ‘moda’ pega, não será
despiciendo pensar que num futuro próximo também seja benzida roupa interior,
cuecas, boxers ou ceroulas masculinas, e lingerie,
sutiãs e cuecas do modelo mais conservador ao mais ousado.
Mário Casa Nova Martins
16 de Março de 2026
Rádio Portalegre
Petróleo a quanto
obrigas
Será que é mesmo assim? Será que os americanos têm mesmo
muita sorte porque onde quer que vão levar liberdade, encontram petróleo? Ou
descobrem gás natural, ou mesmo em simultâneo gás natural e petróleo?
É, realmente, uma pergunta pertinente.
Anos atrás levaram a liberdade ao Iraque, destruindo o país
em nome de umas armas de destruição maciça que se sabia não existir, mas as
empresas petrolíferas americanas ficaram com o controle da extracção e venda do
petróleo iraquiano.
Nos últimos tempos levaram liberdade à Venezuela, raptando o
líder do país, deixando os mesmos governantes a dirigir os destinos da nação,
mas as empresas petrolíferas americanas ficaram com o controle da extracção e
venda, e consequentes proveitos financeiros do petróleo venezuelano.
Agora querem que a liberdade chegue ao Irão, e as empresas
petrolíferas americanas fazem fila para entrar no controle da extracção e venda
do petróleo iraniano, esperando que a qualquer momento o regime actual caia,
para que a realidade se concretize.
Se os EUA conseguirem controlar o petróleo iraniano, junto
com o que extraem em solo americano, mais o venezuelano, para não falar no
controlo que exercem sobre os países do Golfo produtores de petróleo, como
Arábia Saudita, Catar, Koweit, Emirados Árabes Unidos, pouco resta que não
esteja sob controlo das empresas petrolíferas americanas.
E pode dizer-se o mesmo em relação ao gás natural.
Fazendo um pequeno exercício de memória, recuando ao tempo
da guerra civil angolana pós independência, o MPLA, no poder, era pró-soviético,
enquanto a UNITA, na oposição, era pró-EUA.
Realizando o MPLA um acordo económico com os EUA para as
empresas americanas entrarem no negócio petrolífero, a UNITA deixou de ser
importante para os americanos, que fizeram chegar a Luanda as coordenadas
geográficas do local onde se encontrava o líder Jonas Malheiro Savimbi,
possibilitando o seu assassinato às mãos do MPLA. O que se seguiu é sobejamente
conhecido.
Mário Casa Nova Martins