\ A VOZ PORTALEGRENSE

quinta-feira, dezembro 07, 2017

Crónica de Nenhures

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ÁGUA ESSE BEM ÚNICO

A água é um bem precioso. E a água potável é cada vez mais rara, o que a torna ainda mais preciosa, a ponto de haver guerras pela sua posse.
Portugal tem mais um período de seca prolongada. Este acontecimento é cíclico, a mãe-natureza é assim mesmo, quer os Humanos o queiram, ou não. E será a própria natureza que fará com que a chuva regresse, e não uma oração inventada por um qualquer patriarca lisboeta.
Principalmente nas décadas de cinquenta e sessenta do Século XX, o concelho de Portalegre teve um fortíssimo surto desenvolvimentista, que gerou o aumento da procura de água.
A edilidade presidida por Manuel da Silva Mendes, um visionário para o seu tempo, de imediato criou as condições para que o concelho não tivesse falta de água. Obras por todo o concelho foram realizadas, e às gentes nunca faltou o precioso líquido.
Já na Terceira República, coube no mandato autárquico de João Transmontano de Oliveira Miguéns a elaboração de novas condições para que o concelho de Portalegre, que entretanto tivera novo surto de desenvolvimento, não tivesse problemas de abastecimento de água, facto que já ocorria no verão.
Procedeu-se à elaboração do projecto, mas o facto de Transmontano não se ter recandidatado, fez com que à sua gestão apenas coubesse a elaboração teórica de todo o processo.
É, assim, que cabe a Amílcar de Jesus Santos por em prática o projecto do abastecimento de água para o concelho de Portalegre.
Como se pode ler no «Boletim Municipal» N.º 2 de Setembro de 1998, página 5, cuja responsabilidade era então do Jornalista Manuel Isaac Correia, hoje Director do semanário «Alto Alentejo», as obras começaram em 26 e Agosto desse ano.
É na página central direita do «Boletim Municipal» N.º 10 de Setembro de 2000, dois anos volvidos, que se anuncia o fim da importante obra.
Desde então, os habitantes do concelho de Portalegre nunca tiveram falta de água, mesmo num ano tão dramático como este de 2017.
João Transmontano e Amílcar Santos dignificaram o cargo que ocuparam. O concelho de Portalegre prosperou com a gestão autárquica destes dois presidentes.
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quarta-feira, dezembro 06, 2017

António de Oliveira Salazar

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quinta-feira, novembro 30, 2017

Belmiro de Azevedo

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Ódio de classe
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Morreu o Homem, honre-se a sua Memória. Belmiro de Azevedo criou emprego, gerou riqueza, fundou um império, era rico. Tudo qualidades que o tornaram um alvo do Comunismo, o seu oposto.
Só o facto de o PCP ter votado contra uma Moção de Pesar pelo seu Falecimento no Parlamento, para que se lembre Belmiro de Azevedo.
Que se diga que o BE se absteve. Que se diga que um tal grupelho que dá pelo nome de «Verdes» ou PEV, e que é um apêndice do PCP, se absteve. Tudo “boa gente”!
A inveja rima com Comunismo, o ódio rima com Comunismo, e é um marxista ódio de classe que faz com que os radicais esquerdistas nem na Morte respeitem a Memória de um Homem.
O Comunismo destruiu a economia portuguesa entre 11 de Março de 1974 e 25 de Novembro de 1975. No Alentejo ocupou, pilhou, agrediu, intimidou. E mais mal não fez porque não teve tempo.
Belmiro de Azevedo era para o Comunismo um inimigo de classe.
Mas que se diga que o comportamento da Esquerda Radical no Parlamento era espectável, fiel que é aos ensinamentos de Lenine, Trotsky, Estaline, e às teorias de Marx.
Mas em tudo há sempre um ‘mas’. O único diário situado à Esquerda em Portugal é o jornal «Público». Crónico deficitário, apenas subsistia porque o seu proprietário assim o queria. E o seu proprietário era Belmiro de Azevedo.
O «Público» faz a propaganda e nele escreve como colunista gente dessa mesma Esquerda Radical. Seja na política, na cultura, a visão do jornal é de Esquerda, sempre ao lado das denominadas “causas fracturantes”, marginais à maioria dos portugueses.
E que caricato que os mesmo que têm usufruído do jornal de Belmiro de Azevedo, na hora da sua Morte o renegam.
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sábado, novembro 25, 2017

AINDA O 25 DE NOVEMBRO

O Presidente norte-americano, Donald Trump, declarou terça-feira 7 de Novembro de 2017, data do 100.º aniversário da Revolução de Outubro na Rússia, o Dia Nacional das Vítimas do Comunismo.
Se houvesse Memória Histórica em Portugal, os verdadeiros Democratas, fossem eles de Esquerda ou de Direita, há muito que teriam declarado o dia 25 de Novembro, o Dia Nacional das Vítimas do Comunismo em Portugal.
O 25 de Novembro de 1975 foi mais um episódio entre militares pelo controlo da situação político-militar em Portugal. Mais uma quartelada, agora de sinal contrário ao 11 de Março de 1975.
Houve um tempo em que esta data celebrava a vitória da Democracia, da Liberdade contra o Comunismo, dado que entre 28 de Setembro de 1974 e 25 de Novembro de 1975 deram-se factos políticos e militares que pretendiam transformar Portugal numa dita “democracia popular”, que mais não era do que a instauração de um Regime Totalitário de matriz marxista e comunista.
Passados quarenta e dois anos, ainda se vive sob o capacete de chumbo de uma minoria que domina os sectores da Universidade, da Informação e da Cultura, que asfixia o Pensamento que lhe é adverso, que é reaccionária e sobretudo agressiva, com comportamentos antidemocráticos.
Com a conivência de uma ‘direita champagne’ e dos ‘compagnons de route’ da esquerda caviar, esses radicais, através da CGTP controlam a rua e com o PCP e o BE amordaçam no parlamento o actual governo socialista, que deles é refém.

quinta-feira, novembro 23, 2017

Galinhas - Dentes - Portalegre

É impossível construir o futuro alheando-se do passado, esquecendo o passado. O futuro constrói-se sobre o passado. E quem assim não fizer, está condenado ao fracasso.
Contudo, há quem queira, por modismo ou por ignorância, construir o futuro sem conhecer o passado. É como construir uma casa pelo telhado, ou o mesmo que construir uma casa sem alicerces.
Mas a populaça, que nada sabe do passado, que apenas vive o presente, o dia-a-dia, e que nunca preparou o futuro, delira com os fazedores de ilusões que julgam poder construir o futuro sem olhar ao passado.
Os aplausos que colhem, esses ilusionistas do futuro sem passado, serão sempre efémeros, porque a construção que idealizam acaba inexoravelmente numa derrocada. E dela não restará nem passado nem futuro, apenas o monte de escombros que provocou.
Os novos ilusionistas que apregoam futuros, são os mesmos que no passado recente apoiaram publicamente a manutenção do status quo no concelho de Portalegre.
E agora querem aparecer, ser os arautos do futuro, eles que pactuam com o passado, que são veículo, voz do passado. E confundir a maledicência popular com a realidade, é ignorar a própria realidade.
Não há investimento público no concelho de Portalegre. O investimento privado no concelho de Portalegre é reduzido, mas existe, pese embora a autarquia não apoiar a iniciativa privada. Mas isto não é dito, com receio de represálias em termos de apoios camarários. O que também não é dito, daí as críticas às pessoas e não às instituições.
Pois é, não se pode ou não se deveria em ‘conversas de café’ criticar o poder vigente, e depois no emprego apoiar quem se critica particularmente. Mas é assim que acontece.
A classe política dominante do concelho de Portalegre é aquela que os seus eleitores escolheram através do voto. Nada a dizer, e muito menos a opor. E, diga-se, que quem mais a critica é quem a ela outorgou o seu voto. Mas critica-a nos ‘mentideros’, porque em público adula-a.
Quanto às elites, também que se diga que no concelho de Portalegre existe uma larguíssima maioria de Esquerda em termos sociológicos, o que faz com que há décadas que a dita inteligentzia é esquerdóide, o que faz, o que ajuda a que um certo passado seja mesmo passado. O tal passado que não passa.
Talvez que no dia em que as galinhas tenham dentes, seja possível mudar Portalegre.

terça-feira, novembro 21, 2017

Desabafos 2017/2018-IV

Um triciclo é um veículo de três rodas. E se tiver duas, poderá ser uma bicicleta.
Ora, em Portalegre ainda não se percebeu se a coligação que governa o concelho é tipo triciclo, ou tipo bicicleta.
Uma coisa é certa, está a servir-se e só o tempo dirá se irá servir os Portalegrenses, que votaram, dada a sua constituição, em três rodas, a do CLIP, a do PSD e a do PCP. Como é público, apeados ficaram o PS, o CDS e o BE, que também concorreram e não tiveram o apoio do soberano povo.
Não é a primeira vez que a extrema-esquerda tem pelouros na autarquia, e sempre que por lá passa deixa uma marca de despesismo, folclore e messianismo.
A aliança entre PSD e PCP já é uma tradição no concelho de Portalegre. Contudo, o mais interessante desta situação é que aquilo que foi um acto de caridade cristã, a dádiva ao eleito do PSD de um lugar a tempo inteiro na autarquia, pode vir a ser muito mais do que isso.
É que neste momento há sintonia entre a cúpula do CLIP e do PSD em torno da candidatura do regionalista Rui Rio, e numa eventual vitória do portuense, abrem-se alas para o que foi um movimento independente se tornar no oficial PSD.
E o que era um triciclo passa a ser uma bicicleta. Se é que já não o é.
Rádio Portalegre, 20-11-2017

quarta-feira, novembro 15, 2017

Ditaduras & Marxismo


Cuba e Zimbabué têm em comum o facto de que a situação económica era muito melhor do que aquela que resultou da aplicação das teorias marxista à economia, por parte de ditadores e ditaduras marxistas.
Em Cuba continua a ditadura castrista de inspiração marxista, e no Zimbabué algo mudou para que tudo continue na mesma, e a ditadura marxista irá manter-se.
Mas tal não incomoda as boas consciências, bem pelo contrário, ou não acontecesse o domínio da Esquerda nos principais areópagos internacionais.
Curiosamente, há muito que não se fala da Venezuela, outro país mártir da economia marxista. Também não interessa falar.
Como não interessa falar da África do Sul, a sua violência interna, a quebra de produtividade, os problemas económicos também pela aplicação de princípios marxistas, os problemas sociais. Em suma, há uma cortina de silêncio sobre o que se passa na África do Sul.
Intoxicados pelo anti-Trump, a realidade é esquecida, e assim pequenos ditadores perpetuam a miséria do povo, sem que lhes seja pedidas contas, por exemplo, no Tribunal Penal Internacional, essa farsa criada para julgar “criminosos de guerra” politicamente incorrectos.

quarta-feira, novembro 08, 2017

Um ano com Trump

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Há um ano era eleito Donald Trump presidente dos Estados Unidos da América.
Então, a decadente Europa ululou de raiva, rancor e fúria. Chamou os piores nomes aos votantes de Trump, e criou os piores cenários para os EUA.
Passado um ano, pouco mudou na velha Europa, além do facto de estar um ano mais velha. Contudo, as críticas, ainda em coro, são mais baixas, mas não deixam de ter presunção e acima de tudo serem altaneiras, como se esta velha e decadente Europa fosse, ainda, o centro do mundo ou o umbigo do planeta. Até o Bergoglio amansou a fera das suas críticas.
Mas será que Trump mudou para que a ‘nata’ europeia deixasse de ser assim tão acintosamente crítica?
É caso para dizer, citando a frase popular, «meteram a rabeca no saco».
O apocalipse que pregaram, não aconteceu. Os “males” que iriam assolar os EUA, qual pragas egípcias, afinal não se concretizaram, e os Americanos, à excepção daquela América de Nova Iorque e da imoral Hollywood, apoiam o seu presidente nacionalista e proteccionista, aliás o que esperavam dele e a razão por que nele tinham votado.
Donald Trump nunca será ‘o maior presidente da História dos EUA’. Mas ficará na História dos EUA. Só futuro permitirá dizer qual o seu legado.
Mas, desengane-se esta Europa de eurocratas. Alguma vez mais voltará a ter voz neste tempo global, em que os Estados Unidos da América, a China, a Rússia, ou a Índia, serão os grandes protagonistas.

terça-feira, novembro 07, 2017

Desabafos 2016/2017 - III

«Deus do universo, em quem vivemos, nos movemos e existimos, concedei-nos a chuva necessária, para que, ajudados pelos bens da terra, aspiremos com mais confiança aos bens do Céu. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.» (1)
Acabou-se de ler, ou se se quiser, de recitar a novíssima “Oração pela Chuva”, dada aos portugueses, e ao mundo, pelo Patriarcado de Lisboa, proposta pelo Cardeal-Patriarca, D. Manuel Clemente, a qual será empregue pelos sacerdotes cristãos, aquando da celebração da missa.
Em pleno século XXI, muito se saúda esta oportuna iniciativa do insigne prelado.
Esta notável iniciativa só podia vir da actual hierarquia da igreja católica, sempre ao lado de quem mais precisa, sempre longe do poder e dos poderosos, e tudo o resto.
É caso para dizer, como evoluiu a civilização. Longe vai o tempo em que os Índios americanos, na versão de Hollywood e dos livros de cowboys, tinham a sua “Dança da Chuva”!
Agora, graças à evolução civilizacional, e também graças ao actual patriarca da igreja católica Manuel Clemente, tem-se a “Oração pela Chuva”.
Quiçá, a diferença entre a “Dança da Chuva” e a “Oração pela Chuva” será pouca. Se é que haverá diferença.
Todavia, diga-se em abono da verdade, que as autoridades da meteorologia portuguesa tinham nas vésperas da apresentação da bendita “Oração pela Chuva” dito que as previsões do tempo para os próximos dias eram, precisamente, de chuva!
Sempre há desmancha-prazeres, ou quem não acredite em milagres.
Mário Casa Nova Martins
Rádio Portalegre, 06-10-2017
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(1) Proposta de oração pela chuva:
http://www.patriarcado-lisboa.pt/site/index.php?id=8213

quinta-feira, outubro 26, 2017

Crónica de Nenhures

QUEIME-SE O HOMEM!

Os Inquisidores-Mor da Santa Inquisição, de D. Diogo da Silva a D. José da Cunha Azeredo Coutinho, nunca foram tão intolerantes como intolerantes são aqueles que hoje querem linchar o homem. O homem é o Juiz
O Juiz atreveu-se a ser “diferente”, num tempo em que ser-se “diferente” é ser-se criminoso ao mais alto grau, um perigo para o Estado e para a Religião, e com toda a certeza um criminoso da Moral e dos Bons Costumes.
Incêndios? Mas houve incêndios neste último Verão e Outono em Portugal?
Mais de cem mortos em incêndios este verão e outono em Portugal? Uma cabala!
Mas há um Juiz que cometeu um crime contra o Estado português, e o presidente da República, através da sua palavra sempre oportuna, como que obrigou o Conselho Superior da Magistratura a abrir um inquérito ao perigoso Juiz, com a finalidade de o meter na ordem. Qual ordem? A do politicamente correcto.
Esse Juiz também cometeu gravíssimo crime contra a Religião, melhor religião em minúsculas. A conferência episcopal portuguesa, tudo também em minúsculas, veio através do seu porta-voz, também em minúsculas, criticar o criminoso Juiz por ter citado a Bíblia.
E quanto à Moral e aos Costumes, nada dito, melhor, tudo dito.
Como estes tempos são de nova inquisição, então, queime-se o Juiz!
Ah! Claro, quem já se lembra dos incêndios? O governo, o presidente da República, e os bispos da conferência episcopal portuguesa, agradecem!

terça-feira, outubro 24, 2017

Desabafos 2017/2018 - II

Foi preciso que mais de cem portugueses morressem carbonizados por culpa dos incêndios deste verão e outono, para ser ouvir palavras do presidente da República que são uma crítica ao governo socialista apoiado pela esquerda radical estalinista e trotskista.
Mas este governo está sólido em termos de apoio parlamentar e público, vide sondagens, pelo que, passada a tormenta, esquecidos os mortos e os feridos, tudo voltará como dantes.
O presidente da República, émulo de Marcello Caetano, voltará a apoiar o governo, a tirar fotografias com a populaça que o adora, voltará a dizer opacidades, em suma, volta ao que sempre foi, um indivíduo que gere o seu comportamento em termos de oportunidade política e sobretudo pessoal.
Portugal vive como se fosse um «país das maravilhas». Essa falsidade tem tido o apoio, a conivência do presidente da República. Mas a crua realidade é que aquilo que o governo dá em aumentos salariais, baixa de impostos directos, tira em dose maior em impostos indirectos. Mas como o que o povo quer é «pão e circo», e de ambos há, por enquanto, em quantidade, tudo corre bem no «país das maravilhas.
A Europa está em mudança em termos económicos e financeiros. E Portugal não consegue fazer as reformas estruturais nestas áreas, ficando cada vez mais na cauda da União Europeia. Mas que importa isso se a seca e os incêndios já são passado. Tudo como dantes!
Mário Casa Nova Martins
Rádio Portalegre, 24-10-2017

segunda-feira, outubro 23, 2017

Crónica de Nenhures

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Violinos por Santana

Está de volta a Política ao PPD-PSD. Depois de anos asséptico, a candidatura à liderança de Pedro Santana Lopes faz regressar a Política ao debate interno.
O outro candidato, o regionalista Rui Rio, tem o apoio daquilo que Santana Lopes mais detesta, os maoistas infiltrados e o comatoso MFA.
Contudo, a eterna dúvida permanece. O que é ideologicamente o PSD? E o PPD? E o PPD-PSD?
É muita Política para um Partido só!
Celestialmente, como só ele sabe, Santana Lopes apresentou publicamente a sua candidatura. Não se ouviram violinos, muito menos Chopin. Mas ouviu-se o candidato perorar sobre si próprio, e tudo o que o cerca. No final, lembrou uns, do Além, Francisco Sá Carneiro e Francisco Pinto Balsemão, outro terreno, Pedro Passos Coelho, outro entre o lá e o cá, Marcelo Rebelo de Sousa. Mas o mais interessante foram aqueles que não lembrou, aliás, nem ao Diabo lembraria!
E assim Santana Lopes começou mais uma corrida eleitoral, interna, que o irá levar ao Olimpo, ou, quiçá, ao Cemitério dos Insubstituíveis.
A memória da populaça é curta, graças aos deuses! E os PPD’s-PSD não fogem a esta regra. Eles amam a Paz, gostam de Pão, são Povo, devoram a Liberdade. Sempre muito Unidos!
E como Política também é Espectáculo, este está mais do que assegurado com a candidatura de Pedro Santana Lopes.
A populaça agradece! Que toquem violino por Santana!

sexta-feira, outubro 20, 2017

Asterix e a Transitálica

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NO FIM OS LUSITANOS LEVAM A TAÇA!

Em «Asterix e a Transitálica», a nova aventura dos intrépidos gauleses leva-os novamente à península italiana, numa corrida de carros entre Modica (Monza) e Neapolis (Nápoles).
Os carros e respectivos aurigas, em número de dois, chegam de todo mundo civilizado e bárbaro. Entre eles está um carro vindo da Lusitânia, sendo os aurigas Àsduasportrês e Biscatês, na tradução portuguesa.
Se Àsduaspor três é visível e identificável, já Biscatês é sempre visto a biscatar, não se lhe vendo alguma vez o rosto.
De etapa em etapa, de vicissitude em vicissitude, a corrida chega ao seu terminus, e, claro, os vencedores são Asterix e Obélix. E o derrotado, mesmo em cima da meta, é Júlio César.
Todavia, os heróis recusam o troféu, que depois de outras recusas fica em mãos dos Lusitanos, mais concretamente de Àsduaspor três, já que Biscatês continua a biscatar.
Quiçá, oriundos dos Montes Hermínios, Biscatês e Àsduasportrês, são os heróis, involuntários, finais, de mais uma aventura, que vale a pena ler.
Mário Casa Nova Martins
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quarta-feira, outubro 11, 2017

Desabafos 2017-2018 - I

Quando em 1640 a Catalunha lutava contra o domínio espanhol, também Portugal o fazia. A solidariedade entre portugueses e catalães contribuía para que a luta independentista tomasse cada vez mais força.
Contudo, era impensável para a Castela de Filipe IV que na Ibéria Portugal e Catalunha saíssem do jugo espanhol.
Assim, a revolta catalã foi sufocada, e só Portugal conseguiu voltar a ser independente.
Hoje é novamente a Catalunha a lutar pela sua independência. E está só nessa luta.
A Europa não apoia o povo catalão. Portugal não apoia a luta dos catalões pela sua independência, esquecido que está da sua História, do seu Passado.
A Ibéria é um espaço geográfico. Diferentes povos o habitaram. Hoje aqueles descendentes desses povos primitivos são os portugueses, os galegos, os bascos, os catalães, os castelhanos, os andaluzes. Todos têm culturas próprias, assim como línguas.
Apenas os portugueses são independentes, os outros estão ligados a Castela, ao centralismo de Madrid, com uma autonomia que apenas mascara esse sufocante centralismo.
Cada dia que passa, mais forte é o espírito dos catalães na caminhada para a independência. Mas a força bruta de Madrid cada vez é mais notória. Embora a violência traga sempre violência, verdade que esta apenas é do lado espanhol, dando o povo catalão o maior exemplo de civismo.
Que a Catalunha consiga a sua independência!
Mário Casa Nova Martins
Rádio Portalegre, 09-10-2017

quarta-feira, setembro 27, 2017

Declaração Por Portalegre

Declaração Por Portalegre

E se Portalegre voltasse a ser a Cidade Branca? E se os Sinos de São Lourenço voltassem a tocar? E se a Cruz no Monte de São Tomé voltasse a iluminar Portalegre?
Carlos Garcia de Castro cantou Portalegre como poucos ou ninguém. A “sua” Portalegre é a minha, da minha infância e juventude. Quando a Cruz da Penha à noite, iluminada, abraçava e abençoava a Cidade. Quando eu acordava ao som do apito da Fábrica dos Lanifícios. Quando sabia que nos dias cinzentos ia chover ou que no verão o vento suão tinha chegado, porque o fumo da Fábrica Robinson se espraiava pelo Rossio. Quando as casas eram caiadas de branco. Quando a missa em São Lourenço era anunciada pelo repicar dos seus sinos. Quando o Desportivo e o Estrela jogavam aos domingos na Fontedeira e depois no Municipal.
Mas a inexorável usura do tempo faz com que o passado se transforme em memórias, como aquela contida na sublime escrita poética de Raúl Cóias Dias, que intitulou «Poema a Portalegre», e onde diz:
 _ “Portalegre” era um tear, cidade branca a fiar, de pulseira e avental, uma tasca em cada esquina e um brilho a senhora fina na ternura do olhar, silêncio de rua antiga, bêcos, roupa a secar, restos de “Duro”, vinho escuro, vestígios de “Bernardim”, écloga de sombra, jardim, “Nossa Senhora da Penha”, “Portalegre, contra sanha: o suor, o vinho, o pão… “Bonfim”, “Santana”, “S. Cristóvão”…” (só mais tarde Atalaião).
Alagoa, Alegrete, Fortios, Reguengo e São Julião, Ribeira de Nisa e Carreiras, Urra. Cada uma das Freguesias do Concelho de Portalegre tem os seus problemas específicos. Mas o despovoamento e o envelhecimento das suas Gentes são comuns a todas. Periféricas, sentem o abandono, o isolamento, a amargura do esquecimento por parte dos poderes autárquicos. Mas também elas foram prósperas, com agricultura, pequeno comércio e alguma indústria. E nelas hoje perdura a memória desses tempos.
Sé e São Lourenço têm intramuros um casario, na parte histórica, degradado, inabitável, ruas desertas sem vida nem alma. Aqui se alberga a principal História de Portalegre, o Passado e o Presente de um tempo que parece não ter tempo para o Futuro. Contudo, aqui vivem Gentes que resistem à inércia, que acreditam que Portalegre, Cidade e Concelho, tem condições para voltar a ser a cidade industrial, comercial e de serviços que foi e que gerava riqueza económica e cultural. E riqueza Moral, Ética e Cívica.
No próximo dia 1 de Outubro têm lugar as Eleições Autárquicas. É dentro da maior liberdade e confiança que afirmo o meu apoio à candidatura autárquica do CDS no Concelho de Portalegre, liderada por Nuno Moniz.
O Concelho de Portalegre tem no próximo dia 1 de Outubro a possibilidade de inverter um rumo, aquele que tem conduzido à desertificação de gentes, ao declínio das actividades económicas, ao fatalismo geográfico, apostando na candidatura do CDS e em Nuno Moniz, pelo progresso e pelo futuro do Concelho de Portalegre.
Apoiar quem queira investir para criar postos de trabalho e trazer gentes, famílias ao Concelho de Portalegre.
Melhorar a qualidade de vida dos habitantes do Concelho de Portalegre, com a criação de espaços comunitários com infra-estruturas onde o usufruir do lazer seja prioridade.
Recuperar a confiança dos Munícipes naqueles que estão à frente dos destinos do Município.
Recuperar e renovar tradições esquecidas e perdidas.
Apoiar os clubes desportivos na área da formação de jovens para a prática do Desporto.
Transformar a Cultura num bem acessível a todos.
Fazer do Concelho um ponto de referência para os produtos da região.
E muito mais está no programa da candidatura autárquica de Nuno Moniz, um Homem de Acção, que quer um Concelho de Portalegre vivo, dinâmico e em paz consigo próprio.
A credibilidade em política deve ser o princípio que norteia uma candidatura eleitoral, e o CDS assim trabalha, tendo o desenvolvimento do Concelho em termos económicos e sociais como objectivo, associado ao bem-estar das suas gentes.
O Concelho de Portalegre precisa de gente que com ele se preocupe, que com ele viva e sinta os seus problemas e procure as soluções para todos eles. O lema da candidatura da equipa liderada por Nuno Moniz é servir as Gentes do Concelho de Portalegre.
Portalegre precisa de ser estimada pelos Portalegrenses, através da sua intervenção na Ágora. É preciso afastar fatalismos e maus agoiros, acreditar que com trabalho construtivo, com ideias, com responsabilidade e o querer servir a Causa Pública, Portalegre e o seu Concelho têm futuro.
Se a Nuno Moniz e à sua equipa na Assembleia Municipal e nas Juntas de Freguesia, for dada através do Voto a oportunidade de servir todos os Portalegrenses, de certeza que o Concelho e a Cidade de Portalegre voltarão a contar no concerto dos Concelhos Portugueses!
Vivamos Portalegre com entrega. Acreditemos no Futuro de Portalegre. Com o Nuno. Consigo.
Por Portalegre!
Mário Casa Nova Martins
27 de Setembro de 2017

quinta-feira, julho 20, 2017

Autárquica 2017 - MJCNM

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_ Nascido e criado em Portalegre, conheço a realidade da Cidade e do Concelho.
A Portalegre regressei há mais de duas décadas, depois de um peregrinar que me deu e mostrou mundo.
Em Portalegre resido. Invisto continuadamente no meu património em Portalegre. O meu domicílio fiscal é em Portalegre, e aqui cumpro as minhas obrigações fiscais.
Sei que o Futuro se constrói nunca esquecendo o Passado e vivendo com intensidade o Presente. Assim tenho agido, intervindo na sociedade portalegrense, principalmente nas áreas do Desporto e da Cultura. Tenho ao longo dos anos sido espectador comprometido com Portalegre, e publicamente assumido posições de ruptura com um situacionismo que a corrói.
Pela primeira vez integro um projecto político no Concelho de Portalegre, ligado ao Partido que sempre foi o meu, como é público. Esse projecto vai para além do CDS, porque é encabeçado por alguém que em termos de Cidadania sempre mostrou independência.
Apoio a candidatura de Nuno Moniz. Defendo todas as suas escolhas para os diferentes órgãos autárquicos. Comungo em pleno com o seu programa eleitoral.
Sei que o Concelho de Portalegre muito tem a ganhar, política, económica, social e culturalmente com Nuno Moniz. Assim os Portalegrenses o queiram!
Mário Casa Nova Martins

quarta-feira, junho 07, 2017

Feira das Cerejas

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D. Inércia e os Inertes

5, 6 e 7 de Junho. Já ninguém se lembra que nestes dias em Portalegre tinha lugar a segunda maior feira do ano, a Feira das Cerejas.
A maior acontecia a 13, 14 e 15 de Setembro, a Feira das Cebolas. Mas ambas, hoje, fazem parte do imaginário de gerações mais velhas da região de Portalegre.
D. Inércia reina em Portalegre há mais de um lustro. Que fez D. Inércia para recuperar esta Tradição da Feira das Cerejas? Nada, simplesmente nada, como se prova por hoje, dia 7 de Junho, aquele que era o último dia da Feira das Cerejas, em Portalegre reinar um silêncio sepulcral sobre o que foi, o que era a grandiosa Feira das Cerejas!
D. Inércia, bonitinha, bem vestidinha, bem falantezinha, é isso e nada mais. Mas os Inertes que apenas criticam quem faz alguma coisa, quem tem obra feita, deslumbram-se com D. Inércia.
Portalegre é uma sombra do que foi. E assim continuará enquanto a Inércia for rainha em Portalegre Concelho!
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quarta-feira, maio 24, 2017

Desabafos 2016/2017 - XIX

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Termino mais uma série de «Desabafos» na Rádio Portalegre, onde sempre tive toda a liberdade para dizer o que penso e sinto. Só tenho que estar agradecido a esta Casa e a quem nela trabalha e a dirige.
É dentro da maior liberdade que reafirmo o meu apoio à candidatura autárquica do CDS no concelho de Portalegre, liderada por Nuno Moniz.
No passado e também nesta Casa, convicta e publicamente apoiei as candidaturas do CDS lideradas por Ana Pestana, Luís Morgado Pinto e Hélio Pereira.
Nunca apoiei coligações entre o CDS e o PSD, que eram, prova-se, sempre o “abraço de urso” do PSD ao CDS.
O concelho de Portalegre tem no próximo dia 1 de Outubro a possibilidade de inverter um rumo, o rumo que conduz à desertificação de gentes, ao declínio das actividades económicas, ao fatalismo geográfico, apostando na candidatura do CDS e em Nuno Moniz, pelo progresso e pelo futuro do concelho de Portalegre.
A aposta no apoio da autarquia a quem queira investir para criar postos de trabalho e trazer gentes, famílias ao concelho de Portalegre, é uma das prioridades da candidatura do CDS e de Nuno Moniz.
Melhorar a qualidade de vida dos habitantes do concelho de Portalegre, com a criação de espaços comunitários com infra-estruturas onde o usufruir do lazer seja prioridade.
Recuperar a confiança dos munícipes naqueles que estão à frente dos destinos do Município.
Recuperar e renovar tradições esquecidas e perdidas.
Apoiar os clubes desportivos na área da formação de jovens para a prática do Desporto.
Transformar a Cultura num bem acessível a todos.
Fazer do concelho um ponto de referência para os produtos da região.
E muito mais está no programa da candidatura autárquica de Nuno Moniz, um Homem de Acção, que quer um concelho de Portalegre vivo, dinâmico e em paz consigo próprio.
Rádio Portalegre, 22 de Maio de 2017
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Humberto Nuno de Oliveira

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segunda-feira, maio 22, 2017

Humberto Nuno de Oliveira

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sexta-feira, maio 12, 2017

Jacinta e Francisco, 13-05-2017

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Não sei desde quando tenho estes dois ‘santinhos’. Contudo, a memória lembra-me que quando fiz a primeira comunhão, já os teria.
Mas a verdade é que sempre os guardei com muito carinho, vendo neles algo que a minha razão não sabe explicar.
Nestes dois dias, 12 e 13 de Maio de 2017, Eles voltam a acompanhar-me.
Junto com o Santo Padre Bento XVI, amanhã, o dia da Santificação de Jacinta e Francisco, é um dia de Felicidade.
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quinta-feira, maio 11, 2017

Desabafos 2016/2017 - XVIII

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Vive-se um trabalho de formiga na campanha eleitoral do CDS no concelho de Portalegre.
Depois de sucessivas sangrias em gentes e ideias em coligações estéreis, esta campanha começou do zero. Graças à figura do seu candidato, Nuno Moniz, a cerca de quatro meses e meio do acto eleitoral existem listas elaboradas em todas as freguesias, tal como aos outros órgãos concelhios.
Alguns dos nomes são já do conhecimento público, outros, de acordo com a estratégia definida, a breve prazo serão também públicos.
Os convites para mandatário e mandatário para a juventude foram feitos e aceites.
Em suma, aquele trabalho essencial para que a colheita dê frutos está a um nível bastante avançado.
Programa, manifesto, material de campanha está em adiantada fase de trabalho, pelo que é certo que tudo será público atempadamente, de forma que os eleitores do concelho de Portalegre saibam as ideias e os projectos da candidatura de Nuno Moniz e sua equipa.
A credibilidade em política devia ser o principal objectivo de uma candidatura eleitoral, e o CDS assim trabalha, tendo o concelho, o seu desenvolvimento em termos económicos e sociais como segundo objectivo, porque o bem-estar das suas gentes está sempre em primeiro.
O concelho de Portalegre precisa de gente que com ele se preocupe, que com ele viva e sinta os seus problemas e procure as soluções para esses mesmos problemas. O lema da candidatura da equipa liderada por Nuno Moniz e servir as gentes do concelho de Portalegre.
Nuno Moniz tem uma equipa na qual pode confiar, e o recíproco é verdadeiro.
Rádio Portalegre, 8 de Maio de 2017
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quarta-feira, abril 26, 2017

Desabafos, 2016/2017 - XVII

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As cidades são como as gentes que as habitam. Nascem, crescem, tornam-se adultas, envelhecem e morrem, o ciclo natural da Vida.
Portalegre nasce num lugar na falda da serra, lugar de passagem, sem importância. As suas águas, e a qualidade delas, fazem com que a indústria dos panos a ela chegue e a faça crescer. Torna-se cidade por capricho e principalmente pelos amores profanos de um bispo. E cresce com a chegada do bispo, de nobres, de instituições religiosas e públicas.
Nas décadas de cinquenta e sessenta do século XX, Portalegre cidade e concelho atingem o apogeu.
Na segunda metade da década de setenta de mil e novecentos, começa o declínio, com o fecho de indústrias, o definhar do comércio, a fuga de serviços públicos, o abandono da agricultura.
E Portalegre cidade e concelho começam a perder pessoas, num decréscimo populacional quase exponencial.
Fraca indústria, comércio anquilosado, agricultura de subsistência, saída dos principais serviços públicos, sem elites sejam eles económicas, políticas ou sociais, casas e ruas em ruinas, Portalegre proletarizou-se.
Ao longo das últimas quatro décadas, três partidos têm dominado a cena política no concelho de Portalegre, e são os responsáveis pela sua decadência cívica.
PSD, PS e PCP transformaram uma cidade e um concelho dinâmicos, numa ruina económica e social.
No próximo dia 1 de Outubro há eleições autárquicas. Portalegre tem a oportunidade de virar costas ao passado, votando em consciência e liberdade na alternativa a tudo o que de mau PCP, PS e PSD representam.
A candidatura do CDS, liderada por Nuno Moniz, é a única capaz de tornar novamente o concelho de Portalegre vivo e próspero!
Rádio Portalegre, 24 de Abril de 2017
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