\ A VOZ PORTALEGRENSE

terça-feira, abril 24, 2018

Desabafos 2017/2018 - XV

A César o que é de César. A César não basta ser, tem que também parecer.
Contudo, o César não é nem parece. Mas a impunidade de César é de César, uma impunidade a roçar a inimputabilidade, aquela que nos tempos presentes é outorgada aos “pais da nação”, de uma Nação que já o foi e que hoje é uma farsa. Longe o tempo em que Valores, Princípios, Moral e Ética eram os baluartes da Nação.
Neste «Portugal dos pequeninos», César é um “grande”, um “pai”, um “padrinho”, um que tudo controla, que tudo dá e que tudo recebe, sem princípios, mas com valores, valores materiais, indevidos, que para a moral e a ética de César são devidos.
É esta a república de César, não imperial, mas material, a quem tudo é devido, no campo material, ele que se autointitula “pai da pátria”, da sua “pátria de interesses”, materiais.
A impunidade face a “pequenos delitos” é o caminho para os “grandes delitos”, que para César, “pequenos” ou “grandes”, ficarão sempre impunes, dada a inimputabilidade dos “pais da pátria”. Segundo ele, César.
Que são, que significam Pátria e Nação para César, ele que na sua condição imperial há muito que está acima de qualquer conceito Moral ou Ético? Pequenos nadas, dir-se-á, no seu grande império material.
Será a natureza humana serva do “vil metal”?
Um dia, alguém dizia que «somos todos Charlie». Mas não éramos.
Hoje, será que «somos todos César»? Com certeza que não!
E amanhã, «somos todos Açorianos»? Há mais vida para além do dinheiro.
Rádio Portalegre, 23 de Abril de 2018
_______
Ver:
https://observador.pt/videos/programa-comentarios/deputados-que-nao-se-respeitam-nem-se-fazem-respeitar/

terça-feira, abril 17, 2018

JNP - A Direita e as Direitas

*
Está prevista para o próximo dia 27 de Abril a saída de «A Direita e as Direitas – Como surgiu e como evoluiu a direita europeia: das origens à actualidade», de Jaime Nogueira Pinto.
Em Março de 1996 saiu «A Direita e as Direitas», e segundo o Autor, esta nova edição surge com uma actualização temporal.
Se a, poder-se-á chamar, primeira edição foi de grande importância para a temática em causa, dada a inexistência de uma Obra deste género em Portugal, escrita por um português, esta dita reedição vem em tempo certo, dado a anterior se encontrar há anos esgotada, e dada a oportunidade e actualidade do tema.
*
*

terça-feira, abril 10, 2018

Desabafos 207/2018 - XIV


O primeiro-ministro de Portugal, vestido a rigor, roçadeira na mão, veio no passado 24 de Março à Serra de São Mamede, em pré-campanha eleitoral para as legislativas de 2019, segundo rezam as crónicas, «limpar a floresta».
É assim, hoje, a política, a política-espectáculo, sem Princípios ou Valores, cultivando apenas a arte circense.
Durante 6 minutos e 47 segundos, com pouca arte segundo as crónicas, o espectáculo, com honras televisivas e outras, teve o impacto desejado junto do povo ordeiro.
Sensibilização, apregoou-se, e muito bem, principalmente numa Serra, num Parque Natural, com o nome Parque Natural da Serra de São Mamede, onde a limpeza que ali é feita, faz com que há anos não haja no Parque incêndios de monta. Felizmente!
O povo do concelho de Portalegre saiu à rua para ir ver o primeiro-ministro. E pela comunicação social local ficou a saber-se que estava e ficou feliz com a visita.
Também não é de estranhar, gente dócil, para quem tudo está bem, que tudo começa e acaba bem, ver o primeiro-ministro enche-lhes o coração e a alma de felicidade.
Para quê questionar o primeiro-ministro sobre os problemas do concelho de Portalegre?
O concelho de Portalegre vê o IC 13 inacabado, o IP 2 jamais terá perfil de autoestrada, o comboio nunca será alternativa ao automóvel, a Barragem do Pisão não passa de miragem, os Serviços há muito que estão em Évora, a Saúde está um caos, as valências do Hospital José Maria Grande cada vez são menos, o investimento público é nulo. A própria autarquia, verdadeiro “albergue espanhol”, está ingovernável.
Em suma, Portalegre, cidade e concelho, foi à Serra de São Mamede ver o primeiro-ministro, e de lá veio com os pulmões cheios de ar puro.
Bem-aventurada seja!
Rádio Portalegre, 9 de Abril de 2028

terça-feira, março 27, 2018

Desabafos 2017/2018 - XIII


Os Sinos de São Lourenço estão há anos sem tocar. Os Sinos da igreja de São Lourenço estão a cair. Mas quem, em Portalegre, se importa, a começar pelo seu proprietário, a diocese de Portalegre - Castelo Branco?
Muito recentemente foi pública a notícia de que os sinos do Convento de Mafra estavam a cair. De imediato as autoridades competentes tomaram as devidas providências, e as obras de recuperação e restauro vão ser feitas.
Mas na cidade de Portalegre ninguém quer saber ou se importa com os Sinos de São Lourenço, que toquem ou não, que caiam ou não!
Tal como ninguém se importa com o estado das emblemáticas chaminés da Fábrica Robinson, que podem ruir. Mas há quem se importe com uma tal Fundação Robinson, que nada trouxe à cidade e concelho, excepto para o grupelho de políticos e ‘adesivos’ que dela usufrui mordomias em proveito próprio.
Os Sinos de São Lourenço foram imortalizados na Poesia de Carlos Garcia de Castro.
Mas, hoje, em Portalegre, quem conhece a Obra de Garcia de Castro. Mas hoje em Portalegre quem se preocupa com o seu Património, a começar pelo estado dos seus Conventos?
Que chatice lembrar que as chaminés da Robinson ameaçam ruir. Que chatice afirmar que os Conventos de Portalegre ou estão descaracterizados ou, mais grave, estão ao abandono e em acentuada ruina. Que chatice os Sinos de São Lourenço não caírem de vez!
Tudo isto é hoje Portalegre! Aquela que foi a Cidade Branca, industrial, comercial, de serviços, e Culta.
Rádio Portalegre, 26 de Março de 2018

terça-feira, março 13, 2018

Desabafos 2017/2018 - XII

A água, esse bem precioso, tão precioso é que sem ela não havia vida na Terra.
Mas o romantismo sobre a importância da água confronta-se com o seu desperdício em países onde ela é farta, como é o caso de Portugal.
Em Portugal, mesmo nos anos mais adversos não devia haver falta de água, seja para consumo da população, fosse para a rega na agricultura.
Porém, mal há um período de menos pluviosidade, logo se sente a falta de água, quer para a agricultura, quer em determinados aglomerados populacionais.
E tudo isto acontece por culpa de quem tem o ordenamento do território.
No tempo presente, são fundamentalmente as barragens que, como reservatórios, permitem o armazenamento da água que depois chega às populações e também permite a agricultura.
Mas, que também se diga, que sempre que é público um projecto de construção de nova barragem, logo minorias da Esquerda radical se opõem à sua construção. Aliás, se essa gentalha tivesse conseguido a não construção da Barragem do Alqueva, cuja importância é vital para Portugal, como estaria hoje o Alentejo?
Por tudo isto, para evitar problemas coma água, entre outras, é imperioso a construção da Barragem do Pisão, no norte do Alto Alentejo.
Há décadas que as estruturas do CDS dos concelhos na qual a Barragem do Pisão estará e servirá, se têm batido pela sua construção.
E hoje mais do que nunca, o CDS defende a construção da Barragem do Pisão.
Rádio Portalegre, 12 de Março de 2018

quarta-feira, fevereiro 28, 2018

Dobre de Finados

Domingo 4 de Março de 2018 é um dia importante para a Europa, mais do que para a Alemanha.
Mas seja qual for o resultado da consulta interna no SPD, nada vai ser como era. Se houver coligação, os resultados da governação serão desastrosos. Se não houver coligação, a instabilidade será total, porque delas não sairá nenhuma maioria.
Que não haja dúvida que a este-alemã Merkel conduziu a Alemanha para uma situação semelhante à da famigerada República de Weimar. Merkel fez retroceder a Alemanha para o caos de Weimar.
Angela Dorothea Kasner Merkel, ou Rebbekah Kasner Jentsch, pertenceu a movimentos Comunistas da então RDA. Hoje é responsável pela actual crise política alemã. E qualquer crise na Alemanha contagia a União Europeia, e consequentemente o ultraperiférico Portugal.
O tempo político de Merkel esgotou-se. Se não fosse a vontade do poder, Merkel há muito que teria abandonado a cena pública.
Mas o próximo dia 4 de Março também é importante, principalmente para a denominada Europa do Sul, com as eleições italianas.
Confusão, a confusão será a vencedora em Itália, e a instabilidade política continuará.
Fortes estão os inimigos da Europa, cada dia que passa crescem em número e em força. Enquanto o Islão cavalga por essa Europa fora, Roma definha, e já nem os Lagos de Covadonga são lugares seguros para o Cristianismo.
Enquanto tudo isto acontece nesta Europa, não se discute o Sexo dos Anjos, porque há muito que Constantinopla caiu, mas discute-se os extremismos. Mas para estes novos tempos, apenas há um extremismo, o destro. Leia-se o Sermão da Montanha!

terça-feira, fevereiro 27, 2018

Desabafos 2017/2018 - XI

Ser-se Cristão hoje na Europa é um acto de coragem. Esta Europa há muito que foi tomada por um materialismo que corrói os pilares da sociedade e da cultura europeia.
Os fundamentos da cultura europeia eram a Tradição grega, romana e cristã, alicerçada em Valores como a Família e a Vida, ligados à noção de Nação.
O materialismo tudo corrompeu. A Família foi desrespeitada, e mais grave ainda criaram-se diferentes conceitos de Família que são antinaturais. A Vida, seja o nascimento, seja a morte, deixou de ser respeitada, aborto e eutanásia tornaram-se crimes impunes. Só a Nação, contra ventos e marés, perdura, mas timidamente.
Aqueles pilares da sociedade, como o Estado e a Religião, que tinham que ser fortes, fazer frente aos ataques dos seus inimigos, estão minados.
A União Europeia, cujo cérebro é Bruxelas, é cada mais antieuropeia. Roma, que era a capital da Cristandade, cada vez mais se assemelha a uma ONG, uma Organização Não Governamental mundialista e materialista.
A UE quer o fim da Nação, em nome da Economia, e o papado jesuítico quer transformar a Igreja Católica numa seita de cariz marxista, elegendo como doutrina a sul-americana teologia da libertação.
Por tudo isto, se ser-se europeu na Europa de hoje começa a ser crime, ou em vias de criminalização, ser-se Cristão hoje na Europa é ser-se votado ao ostracismo, ou pior, ser-se um criminoso de delito comum.
Se na União Europeia a Nação ainda é a Esperança, o dique contra a intempérie, no Vaticano os fumos de Satanás reinam, o antipapa é o senhor dos infernos.
Rádio Portalegre, 26 de Fevereiro de 2018

quinta-feira, fevereiro 15, 2018

Desabafos 2017/2018 - X

O CDS vai a votos no concelho de Portalegre no próximo sábado dia 17 de Fevereiro.
Após as autárquicas do passado Outono, o CDS no concelho de Portalegre como que se fechou para preparar o futuro próximo, trabalhando na consolidação da sua estrutura interna, com o objectivo de chegar ao processo da eleição das novas comissão política concelhia e mesa do plenário concelhio forte e coeso.
Uma única lista, que não é nem de continuidade, nem de ruptura quanto ao passado recente, mas sim de afirmação política, de conquista de espaço que aponte para o crescimento interno e externo no concelho de Portalegre, que gere consensos junto dos militantes e simpatizantes, que seja afirmativa face aos desafios do futuro, que responda e apresente soluções para o concelho, em suma, que algo mude para que a sociedade portalegrense acredite que o CDS pode ser a primeira escolha, e será seguramente solução para o concelho de Portalegre.
Rui Biscaia Tello Gonçalves encabeça a lista da mesa do plenário, e Nuno Moniz encabeça a lista da comissão política. Duas gerações afastadas no tempo, mas que comungam os mesmos Ideais, os mesmos Princípios, e que se gerem por Valores consubstanciados na doutrina fundadora do CDS, a Democracia-Cristã.
O CDS com Nuno Moniz vai ser uma voz que irá incomodar os poderes estabelecidos e instituídos no concelho de Portalegre, porque irá denunciar o que está mal e ao mesmo tempo apresentar soluções, será um mandato, uma presidência construtiva, e acima de tudo credível.
Rádio Portalegre, 12 de Fevereiro de 2018

quinta-feira, fevereiro 08, 2018

General Soares Carneiro

*
Houve um tempo que Portugal esqueceu, que fez por esquecer.
António da Silva Osório Soares Carneiro (Matosinhos, 25 de Janeiro de 1928 - Lisboa, 28 de Janeiro de 2014) foi um militar distintíssimo que um dia, por uma vez, trocou a Farda do Exercito Português pela Política.
O General Soares Carneiro foi o candidato da Direita e do Centro-Direita nas eleições presidenciais de 7 de Dezembro de 1980. Derrotado, nunca mais voltou à Política. Dele nunca mais se ouviu ou leu um qualquer depoimento sobre Política.
Foi com Honra que assumiu aquela candidatura. Foi, se possível, com maior Honra que dela saiu.
Às calúnias respondia com o seu passado impoluto, às mentiras mostrava desprezo. Houve um tempo em Portugal em que havia Homens assim.
O seu principal adversário, e vencedor, e este facto político é propositadamente esquecido, teve o apoio formal do principal partido da Esquerda, mas o seu então Secretário-Geral, auto-suspendeu-se, não apoiando aquela candidatura caudilhista. E o tempo deu-lhe razão.
Soares Carneiro está hoje esquecido. Hoje honra-se a sua Memória.
*
*

terça-feira, janeiro 30, 2018

Desabafos 2017/2018 - IX

A primeira-ministra britânica, a Conservadora Theresa May,  nomeou no passado dia 17 de Janeiro uma ministra da Solidão. Estima-se que haja mais de nove milhões de pessoas sós no Reino Unido, praticamente o total da população portuguesa.
A criação deste ministério para esta triste realidade da vida moderna, como Theresa May caracterizou a solidão, mostra de forma indelével o hedonismo da actual sociedade europeia, rica de bens materiais, mas pobre de sentimentos e sobretudo de Valores.
Permissiva, intolerante, areligiosa, esta Europa dos costumes só é solidária face às causas fracturantes, sejam elas, ou tenham elas a forma e o conteúdo que tiverem.
Em Portugal, não é só nos grandes meios populacionais que existe a solidão. Também nos pequenos centros urbanos, no campo, em suma, a sociedade portuguesa não é diferente da europeia.
Mas em Portugal há mais com que os governantes se preocuparam do que com o grave problema da solidão, preocupados que estão, neste tempo presente, com a eutanásia. Talvez encontrem nela a solução para o problema da solidão.
Mas não são só os governantes, também a sociedade civil não se preocupa com a solidão, esse fenómeno social que envergonha, daí o autismo face a ele.
A degradação do conceito de Família, o ataque contínuo que sofre, contribui em muito para que a solidão, que não é só ligada aos idosos, tenha o significado que tem na sociedade.
Quanto mais a Família se deteriorar, maior será a solidão dos membros que a compõem. Por muito que custe ao famigerado politicamente correcto!
Rádio Portalegre, 28 de Janeiro de 2018

quarta-feira, janeiro 24, 2018

Crónica de Nenhures

*
Diz o povo e com razão que saber esperar é uma grande virtude.
Todavia, Manuel Monteiro não teve ou não tem, não cultivou ou não cultiva essa virtude.
À frente da Juventude Centrista (JC), à frente do CDS, depois PP e depois CDS-PP, Manuel Monteiro mereceu e merece os maiores elogios. Mas não soube dar tempo ao tempo!
A vida política, salvo honrosas excepções, é curta, e findo o seu consulado, só tinha que se reservar para o futuro. E Manuel Monteiro tinha futuro na Política.
Contudo, ou mal aconselhado, ou por iniciativa exclusivamente própria, abandonou o CDS e forma novo partido, o Partido da Nova Democracia (PND). Com ele arrasta um conjunto de Pessoas de qualidade, mas o resulto final, eleitoral, é um total desastre.
Abandonando o palco político, dedicou-se ao Ensino, com fugazes aparições públicas e menos ainda com artigos de opinião.
No CDS tem “representantes”, mas teria, terá que ser ele, como se diz, a “dar a cara”. Não pode, nem é eticamente correcto, utilizar “terceiros” para influenciar o partido e as suas políticas.
Fora da área do CDS, Manuel Monteiro, ao longo deste seu “exílio”, não conseguiu criar pontes ou raízes. É no CDS que tem que estar, ao CDS que tem que regressar.
Manuel Monteiro não é Assumpção Cristas. Muito menos Paulo Portas. Mas todos são mais-valias para o CDS, e a Direita parlamentar precisa de todos, sem excepção. É no debate, no esgrimir das diferenças, que o CDS pode e deve crescer.

Memórias

*
Duas Memórias, dois autocolantes da Juventude Centrista, do tempo do consulado de Manuel Monteiro.
Viviam-se tempos de esperança, face ao ressurgimento do CDS, que seria PP e depois CDS-PP.
A Direita possível em Portugal parecia ter futuro.
A Europa queria destruir a Nação, e o Partido lutava contra.
E a Juventude Centrista, irreverente e insubmissa, era uma das frentes desse combate contra o Federalismo Europeu.
Por uma Europa das Nações, contra uma Europa Federal.
Hoje, tudo é passado. As cinzas do consulado de Manuel Monteiro há muito que gelaram.
Mas a semente que então foi semeada, criou raízes e deu frutos.
O Futuro será daqueles que tiverem maior Memória!
*

terça-feira, janeiro 16, 2018

Desabafos 2017/2018 - VIII

Esquecidos que estão os incêndios do passado Verão, esquecida que está seca do ano passado com o regresso da chuva, cheias as lojas dos chineses de artigos para o Carnaval, tudo voltou ao normal.
E o normal é o circo que foi as eleições para a presidência do PPD-PSD, assim como neste início do ano os aumentos de toda a ordem, a começar pelo aumento do preço do pão até ao aumento dos serviços, sejam eles quais forem.
Mas o povo está feliz! O governo promete «sol na eira e água no nabal», e esse mesmo povo acredita. Parece que nunca aconteceram aumentos, parece que o rendimento líquido desse povo, com todos estes aumentos nos bens e serviços, não fizeram diminuir esse mesmo rendimento líquido!
Como é bom ler o Sermão da Montanha! Nele, colhem-se mais ensinamentos do que no “Príncipe” de Nicolau Maquiavel ou na “Arte da Guerra” de Sun Tzu.
Com esta aceitação de tudo o que é dito e tudo o que é feito pelo governo, que tem o apoio dos radicais esquerdistas trotskistas-estalinistas, e com uma oposição parlamentar e extraparlamentar débil, o que se pode esperar do futuro?
Num tempo de mudanças sociais, políticas e ideológicas por esse mundo fora, em Portugal caminha-se alegremente para um festim, do qual não se saberá como se irá sair e principalmente quem irá pagar a conta.
Tal como na Roma dos césares, o povo queria «pão e circo», e por enquanto está a ter as duas coisas em abundância. Falta é saber-se o até quando!
Rádio Portalegre, 15 de Janeiro de 2018

terça-feira, janeiro 02, 2018

Desabafos 2017/2018 - VII

Que venha quem nunca pensou no primeiro dia de Ano Novo, que o ano que começa será melhor do que o acabou.
Porém, há uma verdade indesmentível, que é o facto de mais um ano se ter passado, e o ser humano, cada ano que passa, fica mais velho, no inexorável caminho para o fim da sua vida terrena.
A finitude da vida nunca é lembrada no início de cada ano, mas as quatro estações, primavera, verão, outono e inverno, mostram que a própria vida é um ciclo que não se renova, que avança rumo à eternidade.
Que ano irá ser este de 2018, neste calendário juliano, de um tempo de muitas eras pelas quais a terra, planeta do sistema solar, um ponto microscópico no universo, tem passado e irá passar, até ao arrefecimento da sua estrela, em torno da qual gira, e que um dia num tempo futuro deixará de brilhar.
2018 será um ano de muitos acontecimentos, mas a decadência da Europa continuará. Outrora farol da humanidade, centro do mundo, próspera e rica, a Europa cada vez mais é uma nova Roma decadente, uma Bizâncio em que se discute o sexo dos anjos ao mesmo tempo que as hordas bárbaras estão à sua porta para a conquistar. E a Roma da Cristandade está refém do anticristo.
A Europa do Iluminismo, graças às Luzes que pariu, é hoje uma Europa das trevas, onde minorias antinaturais exercem um poder e um pensamento totalitário sobre a maioria, que como sempre, como mostra a História, se acobarda, se ajoelha.
A luta contra as trevas, contra os totalitarismos, consubstanciados nos radicalismos, sejam políticos, religiosos ou sociais como a criação de um homem novo das distopias marxistas, não pode parar em 2018.
Rádio Portalegre, 1 de Janeiro de 2018

sexta-feira, dezembro 29, 2017

Desabafos 2017/2018 - VI

Há um Portugal dos Pequeninos, e haverá um Portugal dos Grandes?
O chamado Portugal dos Pequeninos fica em Coimbra, local onde os principais monumentos portugueses estão representados em escala reduzida.
Mas não é deste Portugal dos Pequeninos que se fala. É que parece que há dois tipos de Portugal, o dos grandes e o dos pequenos ou pequeninos.
Grandes seriam, como escreveu Luís Vaz de Camões, « ... aqueles, que por obras valerosas / Se vão da lei da morte libertando;», e ou outros, os pequenos ou pequeninos, mero mortais.
E desses grandes, do Portugal dos Grandes, estão aqueles que lideram ou lideraram organismos ou organizações internacionais, lugares que ocupam ou ocuparam não por valor ou mérito, mas por razões de ordem política e principalmente ideológica. E sendo Portugal um país pequeno em área e importância geopolítica e geoeconómica, muito jeito dá aos “países grandes” ter nestes lugares serviçais oriundos de países pequenos ou pequeninos.
Primeiro foi Afonso Costa, que em Março de 1926 é eleito presidente da sessão extraordinária da Sociedade das Nações
Seguiu-se Freitas do Amaral, eleito presidente da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, na 50.ª Sessão, para os anos de 1995 e 1996.
Depois, Durão Barroso é presidente da Comissão Europeia entre 2004 e 2014.
Em 2016, António Guterres é eleito secretário-geral da ONU.
E neste ano de 2017 é eleito Mário Centeno presidente do Eurogrupo.
Quanto a António Guterres e a Mário Centeno, o tempo dirá se os seus mandatos trarão algo de positivo para Portugal.
Mas sem qual dúvida, pode afirmar-se que as presidências de Durão Barroso, Freitas do Amaral e Afonso Costa nada deram a Portugal, em nada o prestigiaram.
Rádio Portalegre, 18-12-2007

quinta-feira, dezembro 28, 2017

Desabafos 2017/2018 - V

A chamada “Construção Europeia” é a última grande utopia do século XX. E está-se em pleno século XXI.
A outra grande utopia do século XX também aconteceu na Europa, mais concretamente na Rússia, a chamada “Revolução de Outubro”, que não foi mais do que a tomada do poder pelos Bolcheviques, a qual deu origem a duas coisas, à implantação do Comunismo e ao maior genocídio da História da Humanidade, este em nome desse mesmo Comunismo, o qual alastrou a muitos países livres, que se tornaram servos do Marxismo e escravos do Comunismo.
Hoje o Comunismo é residual no Mundo, mas existe enquanto doutrina e com exército, os Partidos Comunistas.
Dos Partidos Comunistas no Mundo Livre, apenas o português tem expressão eleitoral. Entre outos exemplos em Portugal, os Comunistas tiveram nas últimas eleições autárquicas de 1 de Outubro de 2017 no concelho de Portalegre quase 20% dos votos expressos, valor que não corresponde à influência que têm no concelho, a qual é muitíssimo superior, mostrando que, se bem que as Liberdades não estejam ameaçadas, o apego à Liberdade no concelho de Portalegre não é forte.
Quanto à “Construção Europeia”, protagonizada pelos denominados ‘eurocratas’, é um caminho que tem mostrado cada vez mais laivos de intolerância e totalitarismo.
Contudo, os tempos de hoje já não são os mesmos dos finais do passado século XX, e a prepotência dos eurocratas tem vindo a perder fulgor, graças a sucessivas eleições, sejam nacionais ou europeias, à Direita e à Esquerda, onde o fervor eurocrático se tem transformado paulatinamente em dever eurocéptico.
Rádio Portalegre, 4 de Dezembro de 2018

quinta-feira, dezembro 07, 2017

Crónica de Nenhures

*
ÁGUA ESSE BEM ÚNICO

A água é um bem precioso. E a água potável é cada vez mais rara, o que a torna ainda mais preciosa, a ponto de haver guerras pela sua posse.
Portugal tem mais um período de seca prolongada. Este acontecimento é cíclico, a mãe-natureza é assim mesmo, quer os Humanos o queiram, ou não. E será a própria natureza que fará com que a chuva regresse, e não uma oração inventada por um qualquer patriarca lisboeta.
Principalmente nas décadas de cinquenta e sessenta do Século XX, o concelho de Portalegre teve um fortíssimo surto desenvolvimentista, que gerou o aumento da procura de água.
A edilidade presidida por Manuel da Silva Mendes, um visionário para o seu tempo, de imediato criou as condições para que o concelho não tivesse falta de água. Obras por todo o concelho foram realizadas, e às gentes nunca faltou o precioso líquido.
Já na Terceira República, coube no mandato autárquico de João Transmontano de Oliveira Miguéns a elaboração de novas condições para que o concelho de Portalegre, que entretanto tivera novo surto de desenvolvimento, não tivesse problemas de abastecimento de água, facto que já ocorria no verão.
Procedeu-se à elaboração do projecto, mas o facto de Transmontano não se ter recandidatado, fez com que à sua gestão apenas coubesse a elaboração teórica de todo o processo.
É, assim, que cabe a Amílcar de Jesus Santos por em prática o projecto do abastecimento de água para o concelho de Portalegre.
Como se pode ler no «Boletim Municipal» N.º 2 de Setembro de 1998, página 5, cuja responsabilidade era então do Jornalista Manuel Isaac Correia, hoje Director do semanário «Alto Alentejo», as obras começaram em 26 e Agosto desse ano.
É na página central direita do «Boletim Municipal» N.º 10 de Setembro de 2000, dois anos volvidos, que se anuncia o fim da importante obra.
Desde então, os habitantes do concelho de Portalegre nunca tiveram falta de água, mesmo num ano tão dramático como este de 2017.
João Transmontano e Amílcar Santos dignificaram o cargo que ocuparam. O concelho de Portalegre prosperou com a gestão autárquica destes dois presidentes.
*
*

quarta-feira, dezembro 06, 2017

António de Oliveira Salazar

*

quinta-feira, novembro 30, 2017

Belmiro de Azevedo

*
Ódio de classe
*
Morreu o Homem, honre-se a sua Memória. Belmiro de Azevedo criou emprego, gerou riqueza, fundou um império, era rico. Tudo qualidades que o tornaram um alvo do Comunismo, o seu oposto.
Só o facto de o PCP ter votado contra uma Moção de Pesar pelo seu Falecimento no Parlamento, para que se lembre Belmiro de Azevedo.
Que se diga que o BE se absteve. Que se diga que um tal grupelho que dá pelo nome de «Verdes» ou PEV, e que é um apêndice do PCP, se absteve. Tudo “boa gente”!
A inveja rima com Comunismo, o ódio rima com Comunismo, e é um marxista ódio de classe que faz com que os radicais esquerdistas nem na Morte respeitem a Memória de um Homem.
O Comunismo destruiu a economia portuguesa entre 11 de Março de 1974 e 25 de Novembro de 1975. No Alentejo ocupou, pilhou, agrediu, intimidou. E mais mal não fez porque não teve tempo.
Belmiro de Azevedo era para o Comunismo um inimigo de classe.
Mas que se diga que o comportamento da Esquerda Radical no Parlamento era espectável, fiel que é aos ensinamentos de Lenine, Trotsky, Estaline, e às teorias de Marx.
Mas em tudo há sempre um ‘mas’. O único diário situado à Esquerda em Portugal é o jornal «Público». Crónico deficitário, apenas subsistia porque o seu proprietário assim o queria. E o seu proprietário era Belmiro de Azevedo.
O «Público» faz a propaganda e nele escreve como colunista gente dessa mesma Esquerda Radical. Seja na política, na cultura, a visão do jornal é de Esquerda, sempre ao lado das denominadas “causas fracturantes”, marginais à maioria dos portugueses.
E que caricato que os mesmo que têm usufruído do jornal de Belmiro de Azevedo, na hora da sua Morte o renegam.
.

sábado, novembro 25, 2017

AINDA O 25 DE NOVEMBRO

O Presidente norte-americano, Donald Trump, declarou terça-feira 7 de Novembro de 2017, data do 100.º aniversário da Revolução de Outubro na Rússia, o Dia Nacional das Vítimas do Comunismo.
Se houvesse Memória Histórica em Portugal, os verdadeiros Democratas, fossem eles de Esquerda ou de Direita, há muito que teriam declarado o dia 25 de Novembro, o Dia Nacional das Vítimas do Comunismo em Portugal.
O 25 de Novembro de 1975 foi mais um episódio entre militares pelo controlo da situação político-militar em Portugal. Mais uma quartelada, agora de sinal contrário ao 11 de Março de 1975.
Houve um tempo em que esta data celebrava a vitória da Democracia, da Liberdade contra o Comunismo, dado que entre 28 de Setembro de 1974 e 25 de Novembro de 1975 deram-se factos políticos e militares que pretendiam transformar Portugal numa dita “democracia popular”, que mais não era do que a instauração de um Regime Totalitário de matriz marxista e comunista.
Passados quarenta e dois anos, ainda se vive sob o capacete de chumbo de uma minoria que domina os sectores da Universidade, da Informação e da Cultura, que asfixia o Pensamento que lhe é adverso, que é reaccionária e sobretudo agressiva, com comportamentos antidemocráticos.
Com a conivência de uma ‘direita champagne’ e dos ‘compagnons de route’ da esquerda caviar, esses radicais, através da CGTP controlam a rua e com o PCP e o BE amordaçam no parlamento o actual governo socialista, que deles é refém.

quinta-feira, novembro 23, 2017

Galinhas - Dentes - Portalegre

É impossível construir o futuro alheando-se do passado, esquecendo o passado. O futuro constrói-se sobre o passado. E quem assim não fizer, está condenado ao fracasso.
Contudo, há quem queira, por modismo ou por ignorância, construir o futuro sem conhecer o passado. É como construir uma casa pelo telhado, ou o mesmo que construir uma casa sem alicerces.
Mas a populaça, que nada sabe do passado, que apenas vive o presente, o dia-a-dia, e que nunca preparou o futuro, delira com os fazedores de ilusões que julgam poder construir o futuro sem olhar ao passado.
Os aplausos que colhem, esses ilusionistas do futuro sem passado, serão sempre efémeros, porque a construção que idealizam acaba inexoravelmente numa derrocada. E dela não restará nem passado nem futuro, apenas o monte de escombros que provocou.
Os novos ilusionistas que apregoam futuros, são os mesmos que no passado recente apoiaram publicamente a manutenção do status quo no concelho de Portalegre.
E agora querem aparecer, ser os arautos do futuro, eles que pactuam com o passado, que são veículo, voz do passado. E confundir a maledicência popular com a realidade, é ignorar a própria realidade.
Não há investimento público no concelho de Portalegre. O investimento privado no concelho de Portalegre é reduzido, mas existe, pese embora a autarquia não apoiar a iniciativa privada. Mas isto não é dito, com receio de represálias em termos de apoios camarários. O que também não é dito, daí as críticas às pessoas e não às instituições.
Pois é, não se pode ou não se deveria em ‘conversas de café’ criticar o poder vigente, e depois no emprego apoiar quem se critica particularmente. Mas é assim que acontece.
A classe política dominante do concelho de Portalegre é aquela que os seus eleitores escolheram através do voto. Nada a dizer, e muito menos a opor. E, diga-se, que quem mais a critica é quem a ela outorgou o seu voto. Mas critica-a nos ‘mentideros’, porque em público adula-a.
Quanto às elites, também que se diga que no concelho de Portalegre existe uma larguíssima maioria de Esquerda em termos sociológicos, o que faz com que há décadas que a dita inteligentzia é esquerdóide, o que faz, o que ajuda a que um certo passado seja mesmo passado. O tal passado que não passa.
Talvez que no dia em que as galinhas tenham dentes, seja possível mudar Portalegre.

terça-feira, novembro 21, 2017

Desabafos 2017/2018 - IV

Um triciclo é um veículo de três rodas. E se tiver duas, poderá ser uma bicicleta.
Ora, em Portalegre ainda não se percebeu se a coligação que governa o concelho é tipo triciclo, ou tipo bicicleta.
Uma coisa é certa, está a servir-se e só o tempo dirá se irá servir os Portalegrenses, que votaram, dada a sua constituição, em três rodas, a do CLIP, a do PSD e a do PCP. Como é público, apeados ficaram o PS, o CDS e o BE, que também concorreram e não tiveram o apoio do soberano povo.
Não é a primeira vez que a extrema-esquerda tem pelouros na autarquia, e sempre que por lá passa deixa uma marca de despesismo, folclore e messianismo.
A aliança entre PSD e PCP já é uma tradição no concelho de Portalegre. Contudo, o mais interessante desta situação é que aquilo que foi um acto de caridade cristã, a dádiva ao eleito do PSD de um lugar a tempo inteiro na autarquia, pode vir a ser muito mais do que isso.
É que neste momento há sintonia entre a cúpula do CLIP e do PSD em torno da candidatura do regionalista Rui Rio, e numa eventual vitória do portuense, abrem-se alas para o que foi um movimento independente se tornar no oficial PSD.
E o que era um triciclo passa a ser uma bicicleta. Se é que já não o é.
Rádio Portalegre, 20-11-2017

quarta-feira, novembro 15, 2017

Ditaduras & Marxismo


Cuba e Zimbabué têm em comum o facto de que a situação económica era muito melhor do que aquela que resultou da aplicação das teorias marxista à economia, por parte de ditadores e ditaduras marxistas.
Em Cuba continua a ditadura castrista de inspiração marxista, e no Zimbabué algo mudou para que tudo continue na mesma, e a ditadura marxista irá manter-se.
Mas tal não incomoda as boas consciências, bem pelo contrário, ou não acontecesse o domínio da Esquerda nos principais areópagos internacionais.
Curiosamente, há muito que não se fala da Venezuela, outro país mártir da economia marxista. Também não interessa falar.
Como não interessa falar da África do Sul, a sua violência interna, a quebra de produtividade, os problemas económicos também pela aplicação de princípios marxistas, os problemas sociais. Em suma, há uma cortina de silêncio sobre o que se passa na África do Sul.
Intoxicados pelo anti-Trump, a realidade é esquecida, e assim pequenos ditadores perpetuam a miséria do povo, sem que lhes seja pedidas contas, por exemplo, no Tribunal Penal Internacional, essa farsa criada para julgar “criminosos de guerra” politicamente incorrectos.

quarta-feira, novembro 08, 2017

Um ano com Trump

*
Há um ano era eleito Donald Trump presidente dos Estados Unidos da América.
Então, a decadente Europa ululou de raiva, rancor e fúria. Chamou os piores nomes aos votantes de Trump, e criou os piores cenários para os EUA.
Passado um ano, pouco mudou na velha Europa, além do facto de estar um ano mais velha. Contudo, as críticas, ainda em coro, são mais baixas, mas não deixam de ter presunção e acima de tudo serem altaneiras, como se esta velha e decadente Europa fosse, ainda, o centro do mundo ou o umbigo do planeta. Até o Bergoglio amansou a fera das suas críticas.
Mas será que Trump mudou para que a ‘nata’ europeia deixasse de ser assim tão acintosamente crítica?
É caso para dizer, citando a frase popular, «meteram a rabeca no saco».
O apocalipse que pregaram, não aconteceu. Os “males” que iriam assolar os EUA, qual pragas egípcias, afinal não se concretizaram, e os Americanos, à excepção daquela América de Nova Iorque e da imoral Hollywood, apoiam o seu presidente nacionalista e proteccionista, aliás o que esperavam dele e a razão por que nele tinham votado.
Donald Trump nunca será ‘o maior presidente da História dos EUA’. Mas ficará na História dos EUA. Só futuro permitirá dizer qual o seu legado.
Mas, desengane-se esta Europa de eurocratas. Alguma vez mais voltará a ter voz neste tempo global, em que os Estados Unidos da América, a China, a Rússia, ou a Índia, serão os grandes protagonistas.

terça-feira, novembro 07, 2017

Desabafos 2016/2017 - III

«Deus do universo, em quem vivemos, nos movemos e existimos, concedei-nos a chuva necessária, para que, ajudados pelos bens da terra, aspiremos com mais confiança aos bens do Céu. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.» (1)
Acabou-se de ler, ou se se quiser, de recitar a novíssima “Oração pela Chuva”, dada aos portugueses, e ao mundo, pelo Patriarcado de Lisboa, proposta pelo Cardeal-Patriarca, D. Manuel Clemente, a qual será empregue pelos sacerdotes cristãos, aquando da celebração da missa.
Em pleno século XXI, muito se saúda esta oportuna iniciativa do insigne prelado.
Esta notável iniciativa só podia vir da actual hierarquia da igreja católica, sempre ao lado de quem mais precisa, sempre longe do poder e dos poderosos, e tudo o resto.
É caso para dizer, como evoluiu a civilização. Longe vai o tempo em que os Índios americanos, na versão de Hollywood e dos livros de cowboys, tinham a sua “Dança da Chuva”!
Agora, graças à evolução civilizacional, e também graças ao actual patriarca da igreja católica Manuel Clemente, tem-se a “Oração pela Chuva”.
Quiçá, a diferença entre a “Dança da Chuva” e a “Oração pela Chuva” será pouca. Se é que haverá diferença.
Todavia, diga-se em abono da verdade, que as autoridades da meteorologia portuguesa tinham nas vésperas da apresentação da bendita “Oração pela Chuva” dito que as previsões do tempo para os próximos dias eram, precisamente, de chuva!
Sempre há desmancha-prazeres, ou quem não acredite em milagres.
Mário Casa Nova Martins
Rádio Portalegre, 06-10-2017
_
(1) Proposta de oração pela chuva:
http://www.patriarcado-lisboa.pt/site/index.php?id=8213

Free web page counter