\ A VOZ PORTALEGRENSE: É preciso sacudir as consciências adormecidas III

terça-feira, março 09, 2010

É preciso sacudir as consciências adormecidas III

PALESTRAS SOBRE INDISCIPLINA
E VIOLÊNCIA NA ESCOLA


Ao incluir no seu planeamento de actividades para 2008, no início do ano, a discussão pública do tema da violência em ambiente escolar, muito longe estavam os elementos da Comissão Diocesana Justiça e Paz de Portalegre-Castelo Branco de pensarem que essa temática viria a ser caixa alta nos órgãos de comunicação social a partir do último dia de aulas do 2º período.
Nem sempre as relações, dentro da sala de aula, entre professores e alunos, são as mais desejáveis. Quaisquer que sejam as razões que justifiquem actos de indisciplina, estes implicam sempre um desgaste para o professor, um prejuízo para os alunos mas, também, para o País pelos tempos perdidos e dinheiros gastos e não aproveitados.
Outro aspecto da violência que tem lugar no ambiente escolar é aquele que se verifica entre pares, crianças ou jovens, nos corredores da escola ou nos recreios. Trata-se do bullying. As vítimas sofrem, quase sempre, em silêncio e, quantas vezes, quando a agressão é continuada, com repercussões na vida adulta. Por sua vez, o agressor, habituando-se a agredir os mais fracos, ganhará comportamentos desviantes que irão permanecer ou agravar-se ao longo da sua vida.
Foi para tratar destes temas que teve lugar no passado dia 7 de Maio, no Centro de Congressos da Câmara Municipal de Portalegre, sob a orientação da especialista Profª Beatriz Pereira, da Universidade do Minho, duas sessões. Estas foram uma iniciativa da Comissão Diocesana Justiça e Paz de Portalegre-Castelo Branco que teve a colaboração do Centro de Professores do Nordeste Alentejano (CEFOPNA) e a que estiveram, desde a primeira hora, associados os Directores Executivos das escolas e agrupamentos de escolas de Portalegre, assim como as Associações de Pais.
Espera-se que esta intervenção tenha podido suscitar o interesse da população da cidade de Portalegre mas, principalmente, que ela tenha feito interessar os agentes educativos mais importantes: os professores e os pais.
Comissão Diocesana Justiça e Paz
de Portalegre-Castelo Branco
Maio de 2008

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