\ A VOZ PORTALEGRENSE: António Martinó de Azevedo Coutinho

quarta-feira, junho 23, 2010

António Martinó de Azevedo Coutinho

UM AVISO IMPORTANTE


Recebemos da INTERPOLIS, por via oficial, um pedido de divulgação urgente, que aqui satisfazemos.
Trata-se do resultado de uma investigação policial feita por solicitação de certas multinacionais que fabricam aparelhos para a surdez, em face da ruptura dos stocks, em todo o mundo. A infernal barulheira provocada pelas vuvuzelas em pleno funcionamento a partir do Mundial de Futebol na África do Sul tem provocado uma epidemia sonora, que a própria OMS já considera mais perigosa que a da Gripe A, e para a qual nem sequer dispõe por enquanto de vacinas eficazes...
As entidades policiais, encarregadas de solucionar o grave problema, já conseguiram identificar o criminoso que está na génese da tramóia.
Trata-se de um indivíduo do sexo masculino, com passaporte belga que se presume falso e dispondo de um vasto cadastro espalhado um pouco por todo o mundo. Passa por jornalista, embora ninguém lhe conheça qualquer reportagem publicada, nem morada habitual. Os sinais particulares são conhecidos, sobretudo uma espécie de poupa loura penteada no alto da cabeça redonda, costumando andar acompanhado por um cão branco de raça indefinida.
Alguns amigos, nomeadamente o capitão Haddock, um veterano oficial da marinha mercante que vive a reforma no castelo de Moulinsart, declararam que mal conhecem o indivíduo em causa e que apenas o encontraram casualmente aqui ou ali. Por outro lado, os conhecidos detectives Dupont e Dupond, que há anos o perseguem, confidenciaram aos meios de comunicação que já estão numa pista segura do seu paradeiro e que esperam muito em breve anunciar a sua detenção.
Finalmente, publicando o cartaz divulgado pela INTERPOLIS, este blog pode juntar-lhe uma autêntica caixa jornalística, pois teve acesso a documentos confidenciais, como é costume nestes casos ainda em rigoroso segredo de justiça.
Trata-se dos únicos registos, verdadeiramente históricos, que revelam documentalmente as culpas de Tintin como inventor e fabricante da vuvuzela. São alguns apontamentos gráficos elaborados pelo belga Georges Remi, seu biógrafo, e datam dos anos 30, algures num qualquer sítio não identificado, talvez numa selva africana ou asiática. A tira a preto e branco terá sido executada no terreno, enquanto a colorida será um trabalho posterior, mais elaborado, já no estúdio.
Renovando o apelo das autoridades policiais, fazemo-nos eco do interesse que existe na recolha de qualquer pista válida que possa conduzir à detenção do criminoso Tintin e ao encerramento das suas instalações clandestinas, onde são produzidas as perigosas vuvuzelas. Dada a implicação da GALP na sua distribuição em Portugal, algumas entidades judiciais pensam que haverá alguma cumplicidade, ainda por definir, entre Tintin e a conhecida companhia nacional, até por serem conhecidas certas ligações anteriores do criminoso com interesses mundiais ligados ao petróleo.
Vamos manter-nos atentos à momentosa questão, prometendo a ela voltar se surgirem novidades que mereçam ser partilhadas com os nossos leitores.

PS – Acaba de chegar à nossa Redacção, via mail, um outro documento gráfico, com a mesma origem dos anteriores, onde se pode observar o inventor da vuvuzela experimentando os seus efeitos perante um elefante, animal que, como se sabe, possui o maior pavilhão acústico do universo. Supõe-se, pelo ambiente, que esta prática terá sido levada a efeito na África do Sul, pelo que podemos supor que, a qualquer momento, surja uma nova imagem com Tintin já num dos estádios do país, aí soprando o infernal artefacto...

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