\ A VOZ PORTALEGRENSE: AA - O perigo reacendeu-se

quinta-feira, junho 11, 2026

AA - O perigo reacendeu-se

O perigo reacendeu-se

No passado 12 de Maio foi notícia acompanhada de fotografias na comunicação social e nas redes sociais um incêndio numa churrasqueira na Rua D. Nuno Álvares Pereira, no Rossio em Portalegre.

O incêndio foi provocado por falta de higiene, concretamente gordura acumulada na chaminé, que se incendiou.

As autoridades policiais tomaram conta da ocorrência, e os Bombeiros Voluntários de Portalegre fizeram o respectivo relatório.

A chaminé dá para uma propriedade privada. O incêndio ocorreu por volta das 10 horas da manhã, e a essa hora a porta de entrada da propriedade privada estava aberta. Se estivesse fechada os Bombeiros não teriam podido entrar e o incêndio teria tomado proporções calamitosas.

Como foi permitida a chaminé naquele espaço privado e fechado?

A chaminé não tem filtros, e os telhados dos edifícios limítrofes encontram-se cheios de gordura.

Como se permite que uma chaminé com aquele tipo de utilização não tenha filtros que evitem a disseminação da gordura pelos telhados?

As autoridades e os Bombeiros entraram no primeiro andar do edifício para verem a situação em que se encontrava e depararam-se com as divisões todas cheias de fumo.

O edifício tem as madres, os tectos e o chão em madeira. O fumo vindo do rés-do-chão passou pelas frestas do soalho.

Como é possível que tenha sido permitido fazer lume de carvão no estabelecimento, sendo toda a estrutura do edifício em madeira?

No estabelecimento veem-se fios de electricidade pelas paredes.

Como se permite que a instalação eléctrica não tenha a protecção adequada?

O lume é de carvão. Os sacos de carvão estão devidamente protegidos de forma que o excesso de calor dentro do estabelecimento não os torne perigosos, inflamáveis?

Quinta-feira 28 de Maio o estabelecimento reabriu sem que nada quanto a segurança tenha sido feito. A chaminé é a mesma, as condições são as mesmas.

Que tem a dizer de tudo isto a Delegação de Saúde de Portalegre, o Delegado de Saúde, o Serviço Municipal de Protecção Civil, o Vereador responsável pelo Ambiente?

A ASAE não se pronunciará sobre os factos acima relatados?

Quem habita os prédios vizinhos receia a todo o momento um reacendimento.

Por desleixo e incúria dos responsáveis, continua na memória a derrocada na Rua 5 de Outubro na madrugado de 16 de Abril de 2003, com três vítimas mortais.

Será que nova fatalidade está para acontecer?

Mário Casa Nova Martins

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