AA - O perigo reacendeu-se
O perigo reacendeu-se
No passado 12 de Maio foi notícia acompanhada de fotografias
na comunicação social e nas redes sociais um incêndio numa churrasqueira na Rua
D. Nuno Álvares Pereira, no Rossio em Portalegre.
O incêndio foi provocado por falta de higiene, concretamente
gordura acumulada na chaminé, que se incendiou.
As autoridades policiais tomaram conta da ocorrência, e os
Bombeiros Voluntários de Portalegre fizeram o respectivo relatório.
A chaminé dá para uma propriedade privada. O incêndio ocorreu
por volta das 10 horas da manhã, e a essa hora a porta de entrada da
propriedade privada estava aberta. Se estivesse fechada os Bombeiros não teriam
podido entrar e o incêndio teria tomado proporções calamitosas.
Como foi permitida a chaminé naquele espaço privado e fechado?
A chaminé não tem filtros, e os telhados dos edifícios
limítrofes encontram-se cheios de gordura.
Como se permite que uma chaminé com aquele tipo de
utilização não tenha filtros que evitem a disseminação da gordura pelos
telhados?
As autoridades e os Bombeiros entraram no primeiro andar do
edifício para verem a situação em que se encontrava e depararam-se com as
divisões todas cheias de fumo.
O edifício tem as madres, os tectos e o chão em madeira. O
fumo vindo do rés-do-chão passou pelas frestas do soalho.
Como é possível que tenha sido permitido fazer lume de
carvão no estabelecimento, sendo toda a estrutura do edifício em madeira?
No estabelecimento veem-se fios de electricidade pelas
paredes.
Como se permite que a instalação eléctrica não tenha a
protecção adequada?
O lume é de carvão. Os sacos de carvão estão devidamente
protegidos de forma que o excesso de calor dentro do estabelecimento não os
torne perigosos, inflamáveis?
Quinta-feira 28 de Maio o estabelecimento reabriu sem que
nada quanto a segurança tenha sido feito. A chaminé é a mesma, as condições são
as mesmas.
Que tem a dizer de tudo isto a Delegação de Saúde de
Portalegre, o Delegado de Saúde, o Serviço Municipal de Protecção Civil, o
Vereador responsável pelo Ambiente?
A ASAE não se pronunciará sobre os factos acima relatados?
Quem habita os prédios vizinhos receia a todo o momento um
reacendimento.
Por desleixo e incúria dos responsáveis, continua na memória
a derrocada na Rua 5 de Outubro na madrugado de 16 de Abril de 2003, com três
vítimas mortais.
Será que nova fatalidade está para acontecer?
Mário Casa Nova Martins
.png)








0 Comments:
Enviar um comentário
<< Home