RP - Desabafos - Bomba-relógio
Bomba-relógio
No passado 12 de Maio, junto ao Rossio, na Rua D. Nuno
Álvares Pereira um estabelecimento viu a chaminé incendiar-se, segundo os
peritos devido ao excesso de gordura acumulada, fruto de se assar produtos em
lume de carvão.
A falta de higiene ia provocando um incêndio de proporções
grandes por duas razões.
É que o edifício onde se encontra o estabelecimento quer o
chão do andar superior, o sobrado, quer o tecto do estabelecimento e restantes
tectos da casa são em madeira, com madres e sarrafos todos em madeira.
Não se compreende que tenha sido autorizada aquela
actividade, acender lume de carvão, num edifício com tudo em madeira.
Os prédios contíguos também têm as mesmas características em
madeira. E se o fogo se alastrasse, seriam rapidamente consumidos.
Quando os Bombeiros foram ao telhado constataram que estava
cheio de gordura, vinda da dita chaminé, o que mostra que a mesma não tinha
filtros, fazendo, inclusive, com que os telhados vizinhos se encontrem também
cheios de gordura.
Também quando os Bombeiros entraram no primeiro andar do
prédio, as divisões encontravam-se cheias de fumo, que passou do rés-do-chão
para o primeiro andar pelas frestas do soalho em madeira.
Como é possível que tenha sido autorizada esta actividade, a
qual exige que se faça lume de carvão com todas partes do edifício em madeira?
Como é possível que a ASAE não tenha inspeccionado o
estabelecimento, e se o fez porque não detectou a gordura, a responsável pelo
incêndio?
Como ‘a culpa morre solteira’, ao menos que esta
“bom-relógio” não venha novamente a “rebentar” e os danos sejam muito maiores.
Como é possível que em 2026 existam casos como este em pleno
Rossio de Portalegre.
Será que autoridades competentes irão tomar medidas? Será
que o perigo de incêndio, e de explosão dado que na zona há gás canalizado,
continuará a pairar? P’ra que serve a ASAE?
Mário Casa Nova Martins








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