AA - Paulo de Portalegre
Paulo de Portalegre
Figura insigne da igreja católica portuguesa do seu tempo, é
um desconhecido na sua terra natal, cujo nome adoptou como apelido.
Paulo nasceu em Portalegre em 1437, e veio a falecer no
convento de S. Elói de Lisboa em 1510, onde ficou sepultado.
É educado por Fr. João de Santa Maria, religioso de S.
Jerónimo, que vivia num oratório perto de Portalegre. Mais tarde vive sob a
tutela de seu tio Fernão Álvares Bombeiro, e é recebido no Convento de S. Elói
de Lisboa como noviço aos 13 anos, professando nesse mesmo Convento aos 18
anos. Entre 1468 e 1469 compõe a sua obra máxima, o «Memorial». Entre 1469 e
1471 vai a Roma e a Jerusalém visitar os Lugares Santos. Em 1471 é nomeado Reitor
do Convento de Vilar de Frades, começando aí sucessivamente a desempenhar
cargos de grande importância na Ordem.
Mas o que ainda hoje marca a importância da vida de Paulo de
Portalegre é o «Novo Memorial do Estado Apostólico», primeira crónica dos
Lóios.
Este trabalho estava na Torre do Tombo, esquecida que era a
sua existência, se bem que ao longo do tempo vários autores a ele se referiram.
Além deste trabalho, também Paulo de Portalegre escreve
sobre a sua viagem à Terra Santa, «Itinerário da jornada à Terra Santa», mas que
até hoje se desconhece, perdido ou ‘escondido’ em qualquer parte, e «Breve tratado
sobre a morte do Duque de Bragança D. Fernando II», do qual se conhecem cópias.
A extinta editora dos jesuítas, ‘Roma Editora’, editou a
obra «Novo Memorial do Estado Apostólico» com o subtítulo «Primeira Crónica dos
Lóios – Edição crítica por Cristina Sobral», em Setembro de 2007, com
«Apresentação de José Mattoso».
A obra apresenta uma notável edição crítica pela professora
da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa Cristina Sobral, precedido de
um estudo pormenorizado sobre o Autor e de uma breve história da Congregação
até ao século XV.
Mário Casa Nova Martins

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