RP - Desabafos - Final presidencial
Final presidencial
No rescaldo desta noite eleitoral, mais ou menos longa, o
que fica é que os portugueses estão divididos em termos políticos e ideológicos,
mais do que nunca.
Foi uma campanha para a eleição do presidente da República
sem grandes motivos de interesse. A luta do ‘mau’ contra os ‘bons’, ou dos ‘bons’
contra o ‘mau’, a insinuação, a calúnia, a mentira, campearam. Nada de que não
se estivesse à espera.
Contudo, o ponto mais importante deste processo eleitoral é
que ele vai conduzir ao fim de um mandato de uma década daquele que para muitos,
onde nos incluímos, foi o pior presidente, quer da Primeira, da Segunda, quer
desta Terceira República.
O ainda presidente da República foi um elemento desestabilizador,
perturbador da vida política portuguesa nesta última década. Falso,
intriguista, manipulador, menorizou ao longo do tempo a função que desempenhava,
tornando o seu mandato presidencial, muitas vezes caótico, hipócrita.
O ainda presidente da República não honrou a função presidencial,
tornando-se muitas vezes cúmplice de atitudes circenses que em nada o
dignificavam. Também em termos internacionais, não criou empatia com os seus congéneres,
nunca foi considerado credível, fiável.
Não vai ser fácil à Instituição Presidência da República recuperar
o prestígio que teve e que deve ter. Foram anos de forte perturbação, de
achincalhamento, de mediocridade cívica e também moral. Irá demorar tempo a
recuperar a dignidade que lhe é devida.
Mário Casa Nova Martins
19 de Janeiro de 2026
Rádio Portalegre








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