\ A VOZ PORTALEGRENSE: Janeiro 2019

quarta-feira, janeiro 16, 2019

Desabafos 2018/2019 - XII

O ano de 2019 irá ser até às eleições legislativas de Outubro um fartar de promessas aos portugueses por parte da classe política, com o fim último e único de ganhar o seu voto. Depois, no dia seguinte, a crua realidade fará o seu caminho. O ontem das promessas, maioritariamente irrealistas, dá lugar ao amanhã da apagada e vil tristeza que é, no fundo, o dia-a-dia da grande maioria dos portugueses.
Se não fosse o populismo, as chamadas ‘marcelices’ do circense presidente da República, o que restaria de consolo para o povo que o vê como personagem principal de um reality show, ou da versão mais popularucha de uma telenovela mexicana.
Até Outubro muita água irá correr por debaixo das pontes, mas uma coisa é certa, a extrema-esquerda irá subir em votos e mandatos, a direita não conseguirá maioria, longe disso, pelo que tudo vai ficar como está, mais radicalismo, mais causas fracturantes, mais estado, menos liberdade individual, acentuação da ditadura do politicamente correcto.
Mas será que há verdadeira direita em Portugal? Um regime fruto de uma revolução à esquerda, não consegue construir uma verdadeira alternativa à direita e de direita, papel que caberia no campo nacionalista ao PNR e na área social-cristã e liberal ao CDS.
Portugal tem estado sempre contraciclo desde 1974. Enquanto a Europa rompe com o totalitarismo comunista, em Portugal o leninismo, o trotskismo e o estalinismo, além de ocuparem a universidade são moda e colhem o apoio da comunicação social, a começar por aquela que envergonhada e muito a custo se diz, em voz muito baixa, de direita. Salva-se, honrosamente, o semanário O Diabo.
2019 vai ser um ano, mais um, perdido para Portugal e para os portugueses.
Rádio Portalegre, 14 de Janeiro de 2019

terça-feira, janeiro 08, 2019

Desabafos 2018/2019 - XI

O ano de 2018, que agora finda, pode ser dividido em duas partes. A primeira vai do início do ano até à aprovação do orçamento de estado para 2019. A segunda, de então até este final do ano.
Na primeira parte, o governo e os radicais que o suportam caminhavam lado a lado, nas promessas de tudo e mais alguma coisa ao povo, que tudo e em tudo acredita. Na última é o «desmanchar» da feira de promessas, e o começo de um conjunto de greves que irá prolongar-se pelo ano de 2019, até às eleições legislativas, tendo pelo meio as eleições europeias.
Que importa a economia nacional, se o importante é o voto popular nas urnas.
Hoje já não se fala no porto de mar de Setúbal, e muito menos na empresa alemã Autoeuropa. Bastou uma «simpática» ameaça vinda da sede da empresa, para tudo se resolver em minutos! E ninguém mais falou no assunto.
Este caso é uma derrota não para os sindicatos, mas sim para o governo que através dos ministérios ligados à área do conflito, não tiveram engenho e muito menos arte para, de acordo com as leis do país, resolver o conflito.
E também sai derrotado o presidente da República, que mostrou mais uma vez que é de uma vacuidade total, populista a roçar o irresponsável, que em tudo se mete, e que sai sempre, como diz o povo, «antes da barraca arder».
O ano de 2018 é o ano de todas as promessas, realistas, irrealista e utópicas do governo. E, voltando à sabedoria do povo, «quem vier a seguir, que feche a porta».

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