\ A VOZ PORTALEGRENSE: Fevereiro 2017

quinta-feira, fevereiro 23, 2017

SUÉCIA PARAÍSO PARA VIOLADORES

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SUÉCIA PARAÍSO PARA VIOLADORES
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Nos anos 60, 70 e mesmo 80 do passado século XX, a Suécia era para os portugueses que se interessavam por política, que não a portuguesa, o paraíso na terra. Havia um outro paraíso, mas apenas para uma minoria de portugueses, a então URSS.
A Suécia fascinava as mentes mais doutas e progressistas das gentes cultas, eruditas e viajadas portuguesas. Em paralelo, a Universidade ministrava o Marxismo através de sebentas, sebentas, de Marta Harnecker, entre outros, aprendia com Gramsci, e lia Marx, Engels, Lenine e Trotsky no original.
Olof Palme, elevado ao Olimpo, era considerado um deus. A social-democracia sueca era o sol na terra. A URSS também era muito solarenga.
O Portugal de então era pobre, atrasado, com forte ruralidade, católico, reaccionário, tudo por culpa do obscurantista Oliveira Salazar. E aqueles portugueses iluminados viam a social-democracia sueca como o modelo a seguir.
O tempo passou, e até a social-democracia sueca deixou de ser ou de estar na moda, porque ela própria não passava de um mito, de uma moda passageira.
Hoje a Suécia já não fala de social-democracia, esqueceu Olof Palme, que é só lembrado no aniversário da morte, assassinato. Tal como acontece em Portugal com o seu émulo, Francisco Lumbrales Sá Carneiro, também apenas lembrado no aniversário da morte, assassinato.
Hoje a Suécia apresenta-se como a campeã europeia das violações, ela que naqueles tempos era lembrada, e invejada, pela liberdade sexual dos suecos.
No mundo, apenas o Lesoto ultrapassa a moderna Suécia no número de violações.
Todavia, na Suécia, a culpa das violações não é dos violadores. A culpa é dos violados que se comportam de modo a suscitar, a provocar a violação. No fundo, os violados forçaram a violação devido aos seus comportamentos.
Contudo, há um pormenor a referir. O parágrafo anterior é verdadeiro se a violação for feita por um sueco-somali, sueco-sírio, sueco- qualquer coisa desde que não seja verdadeiramente sueco. Se a violação for feita por um sueco, é mesmo violação, e o sueco é um predador sexual, logo um criminoso sexual, um perigoso fascista.

quarta-feira, fevereiro 22, 2017

GUERRA À FAMÍLIA

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GUERRA À FAMÍLIA
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Este Portugal radical e progressista, aberto a toda a modernidade, tem uma Secretaria de Estado para a Cidadania e Igualdade.
Mais importante que existir é ter ideias, e a ideia para acabar com tudo o que é conservador e reaccionário, a ideia para a criação do paraíso concentracionário do Socialismo Bloquista e Comunista de cariz Trotskista e Leninista, é educar.
A solução está na escola. Escola, essa, onde vai recomeçar a disciplina de Educação para a Cidadania.
Desta forma, acaba-se de uma vez com a importância desse conceito fascista que é a Família. A Família é para estes radicais de Esquerda um anacronismo, fruto de uma ideia do Cristianismo, redutor e reaccionário, que só agora se começa a libertar de toda a roupagem conservadora com o actual papa jesuíta de formação Marxista.
O papel da Família na educação dos Filhos tem que ser eliminado. A educação faz-se na Escola, utilizando-se os métodos do Marxismo científico. O educando tem se libertar do conceito de Família tradicional, para saber que todos somos cidadãos de direitos e iguais em género.
O combate à Família, continua sem trégua. E não se encontra forma de o contrariar.
As Instituições que podiam lutar contra esta guerra à Família, há muito se demitiram, corroídas que estão nos seus alicerces, as políticas pelo politicamente correcto, as laicas pela dificuldade de acesso aos meios de informação controlados pelos radicais esquerdóides, as religiosas manietadas pelo chefe máximo da igreja católica.

terça-feira, fevereiro 21, 2017

BLACK POWER À PORTUGUESA

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BLACK POWER À PORTUGUESA
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Portugal, e principalmente a Cova da Moura, têm que se sentir honrados com a presença do conhecido activista norte-americano, Bob Brown.
Bob Brown é um dos líderes do "black power" e durante os últimos cinquenta anos tem apoiado centenas de movimentos, organizações e governos progressistas, um "bom" combatente, portanto.
Histórico militante dos «Panteras Negras», conhecido movimento do "bom" racismo, veio a Portugal à Associação Moinho da Juventude para participar num encontro foi promovido pela "Plataforma Gueto", no âmbito da chamada "Universidade da Plataforma Gueto", que teve lugar no passado dia 11 de Fevereiro.
A temática versava em como resistir à violência policial, com a oportunidade que se lhe reconhece.
A finalidade da dita Associação consubstancia-se em desenvolver um programa de formação política, baseado na ideia de educação popular, com o objectivo de formar uma base de entendimento para a emancipação de negros e negras.
A comunicação social, ou alguma dela, simpaticamente noticiou este evento da maior importância, se bem que não elucidou acerca de um eventual Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, à iniciativa.
Mas a comunicação social que fez reportagem, rendeu-se aos encantos do «Poder Negro», ao "bom" racismo. Basta lê-la. Abençoada seja!
E sibilinamente faz-se a apologia do racismo, negro, e o ataque às forças da ordem. Como é conveniente.
O "bom" racismo é justificável, devido à intrínseca maldade do "homem branco", ao colonialismo, ao fascismo, ao capitalismo, e a todos os ‘ismos’ possíveis e imaginários que caibam no divã psicanalítico desta sociedade sem Valores, sem Ética e sem Moral.
O apelo à violência destes não-violentos, destes ‘mansos’ que promovem a violência, é tratado com a candura dos pobres de espírito que acreditam em Rousseau, em Marx, e principalmente no Multiculturalismo, a maior praga deste ainda curto século XXI.
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Fonte da Notícia:

segunda-feira, fevereiro 20, 2017

Edgar P. Jacobs - No 30.º Aniversário da sua Morte

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Edgar P. Jacobs - No 30.º Aniversário da sua Morte
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Celebra-se hoje o trigésimo aniversário da morte de Edgard Félix Pierre Jacobs (Bruxelas, 30 de Março de 1904 – Lasne, 20 de Fevereiro de 1987).
Ao contrário de outros grandes vultos da Nona Arte, mantém-se um discreto silêncio em torno da sua memória, se bem que os seus heróis, Francis Blake e Philip Mortimer continuem com as suas aventuras, embora num tom muito menor do que aquele criado por Edgar P. Jacobs.
As Aventuras de Blake e Mortimer continuam a ser um sucesso, e recorde-se que quando a revista «Tintin», ainda nos seus primórdios, fez um inquérito aos seus leitores sobre qual era a obra de que mais gostavam, foi justamente a de Jacobs que estava no primeiro lugar das preferências, à frente de Tintin.
Leitor de Edgar Allan poe, Júlio Verne, H. G. Wells, admirador da obre cinematográfica de F. W. Mournau e Fritz lang, o seu trabalho reflecte influências destes autores.
A sua primeira obra é «Raio U», 1943, que ‘mistura’ «O Mundo Perdido» de Sir Arthur Conan Doyle com o «Falsh Gordon» de Alex Raymond, e aparece na revista «Bravo» entre 1943 e 1945.
É na revista «Tintin», logo no seu primeiro número, que começam as Aventuras de Blake e Mortimer, que o vão tornar conhecido.
Publicou nove álbuns, e para muitos, nos quais nos incluímos, «O Enigma da Atlântida» é a sua obra maior.
Hoje, Jacobs está no Panteão dos Imortais da BD. É justo lembrar a sua Memória.
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_ O Raio U, (1943)
_ O Segredo do Espadão, (1947) (3 volumes)
_ O Mistério da Grande Pirâmide, (1950) (2 volumes)
_ A Marca Amarela, (1953)
_ O Enigma da Atlântida, (1955)
_ S.O.S. Meteoros, (1958)
_ A Armadilha Diabólica, (1960)
_ O Caso do Colar, (1990)
_ As 3 Fórmulas do Professor Sato, (1970) (2 volumes; o segundo volume foi finalizado por Bob de Moor, em 1990)
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sexta-feira, fevereiro 17, 2017

Aeroporto do Montijo - MARCELLICES

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MARCELLICES
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Quando a política é espectáculo, quando os políticos são actores de ópera-bufa, quando um presidente da República se traveste de cabeleireiro ou de tocador de bombo, tal quer dizer, significa que esse país ‘bateu no fundo’.
A credibilidade de um político, no caso o presidente da República de Portugal, que confunde a função de chefe de Estado com a actividade circense, que cultiva o populismo, só pode estar ao nível dos espectadores de telenovelas ‘mexicanas’ ou de programa televisivos de grande audiência como um reality show tipo soft-porno como «Big Brother» ou «Casa dos Segredos».
Quando Marcelo Rebelo de Sousa defende a atribuição do nome de Mário Soares ao aeroporto civil do Montijo, em primeiro lugar ressalta que se o nome não fosse referido, já ninguém se lembrava do defunto. A ausência de gentes no funeral, à excepção da nomenklatura socialista, e mesmo esta, só uma ou outra facção carpia, a fraquíssima audiência televisiva às cerimónias e ao cortejo fúnebre, mostrava, mais do que a ingratidão do povo ao “pai” desta Terceira República, que há muito Mário Soares era cadáver.
Rebelo de Sousa como que ressuscitou Soares. E essa ressurreição gerou de imediato mal-estar entre a classe política. A Direita Nacionalista odeia Mário Soares, que é mal tolerado pela Direita. A Extrema-esquerda, PCP e BE, detesta-o. Só o PS, não todo, venera Soares.
Atribuir o nome de Sá Carneiro ao aeroporto do Porto, aceita-se porque foi uma homenagem a uma figura política daquela cidade, e feita numa altura em que o consenso político em torno do homenageado era maioritário.
Atribuir o nome de Humberto Delgado ao aeroporto da Portela, tem razão de ser, dado o seu percurso no campo da aviação durante o Estado Novo. Mas também podia ter sido escolhido o nome de Gago Coutinho ou o de Sacadura Cabral, que estaria correcto.
Agora dar o nome de Mário Soares ao futuro aeroporto do Montijo, só por oportunismo político, ou outro.
Mas se o nome de Mário Soares fosse dado à principal porta de embarque do aeroporto do Montijo, haveria não só lógica, como razão de ser. Soares, enquanto presidente da República, viajou de avião mais do que todos os presidentes da República de Portugal, sejam da Primeira, Segunda ou desta Terceira República.
E dessas viagens nada de interesse, ou de importante trouxe a Portugal e aos Portugueses, daí talvez o esquecimento rápido que o Povo fez da memória de Mário Soares.

quinta-feira, fevereiro 16, 2017

Centeno - PS - A Verdade

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A (in)verdade a que temos direito
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Em 10 de Janeiro de 1976, o PCP levava para as bancas o seu jornal diário, justamente intitulado «o diário». Tinha como director um ortodoxo comunista, Miguel Urbano Rodrigues, e apresentava como subtítulo “A Verdade a que temos direito”. Assim mesmo.
A História apresenta exemplares exemplos, do que é a verdade para o Comunismo, para os comunistas e consequentemente para o PCP, aliás, a fotografia da primeira página de «o diário», logo no seu primeiro número, é bem elucidativa.
Mas há alturas, poucas, em que a verdade dita por um comunista é mesmo verdade, a verdade.
Quando o velho estalinista Gerónimo de Sousa, o patriarca dos comunistas portugueses, diz que não põe as mãos no fogo pelo ministro das Finanças Mário Centeno, no caso-CGD, põe a verdade dos factos em verdade.
Mário Centeno mentiu. O PCP sabe que Mário Centeno mentiu. Os portugueses sempre souberam que havia ‘coelho na moita’. Curiosamente, parece que apenas quem não sabia que Centeno mentia era o presidente da República! Nesta República de afectos já tudo é possível.
O ‘culto da verdade’ por parte da Esquerda, PS, e da Esquerda radical, BE, está à prova, a verdade só é verdade quando a verdade convém. Daí o esquema montado na Assembleia da República para que a verdade dos factos não seja a verdade, mas sim a conveniente verdade.
A tudo isto assiste o Povo, essa entidade amorfa em que se tornaram os Portugueses, que já nem da verdade querem saber ou apurar.
Houve tempo em que quando um político mentia, era punido, a começar pelos seus pares, e se fosse ministro era de imediato demitido. Hoje, a mentira e a verdade confundem-se. Mário Centeno, e o PS, que o digam.
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quarta-feira, fevereiro 15, 2017

Oroville - EUA

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Oroville
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Até há bem pouco tempo ninguém fora dos EUA tinha ouvido falar da barragem de Oroville e do Lago de Oroville. É como em Portugal, onde apenas os portugueses, e aqui alguns espanhóis, conhecem a barragem do Alqueva.
O Lago de Oroville, onde fica a barragem com o mesmo nome, é um dos maiores lagos artificiais da Califórnia. A barragem, com cerca de 235 metros de altura, é a maior dos Estados Unidos da América. Pois, a barragem de Oroville tem uma fissura que vai provocar o seu fim, criando inundações que vão chegar longe.
A barragem de Oroville simboliza o estado a que chegaram as infra-estruturas dos EUA. Estradas, pontes, edifícios oficiais, também outras barragens, instalações eléctricas, canalizações de água e gás, saneamento básico, aeroportos, portos fluviais e marítimos, e outras, estão em pré-colapso.
Para os europeus, asiáticos, africanos, etc., os EUA “são” Nova Iorque, Califórnia e pouco mais. Mas, a verdadeira América não é só “isto”. É tudo o resto. E o “resto” é praticamente todo os EUA.
A vitória eleitoral de Donald J. Trump tem muito a ver com a existência de cidades desabitadas, com a enorme degradação das infra-estruturas, e, claro, pelo facto de Washington D.C., ela própria confundir os EUA com a tal Nova Iorque, Califórnia e pouco mais.
Os EUA perderam a inovação para a China e a Índia. Apenas a indústria militar está na vanguarda. E, desta forma, percebe-se quanto os americanos precisavam de mudar o rumo dos EUA, o que aconteceu com a eleição de Trump.
Tudo o mais, o que os bem-pensantes desta União Europeia em risco também de fissura(s), pensam e dizem da ‘nova’ América de Trump, como dirá o Povo Americano, “passa ao lado”.
O Plano Marshall reconstruiu a Europa pós Guerra Civil Europeia de 1914-1945. Agora os EUA precisam eles próprios de um Plano para a sua própria reconstrução em termos económicos e financeiros, e muito principalmente as suas principais infra-estruturas.

terça-feira, fevereiro 14, 2017

Desabafos 2016/2017 - XII

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Tempo houve em que a existência de semáforos na santa terrinha era sinal de progresso, porventura de modernidade.
E querendo ser progressiva e moderna, Portalegre implantou semáforos naqueles cruzamentos nos quais havia maior afluxo de tráfego.
Todavia, muito pouco tempo depois, verificava-se que em vez de fazer fluir o trânsito, este apenas se tornava mais moroso. E, principalmente, não havia trânsito suficiente que justificasse a existência de semáforos. Então, hoje, os semáforos em Portalegre, tal como a figura do polícia sinaleiro, são memórias do passado.
Em tempo mais recente, terrinha que era terrinha tinha, além do hipermercado, o centro comercial.
E a Portalegre chegou o hipermercado, primeiro, um, depois outro, mais outro, e até já teve, coisa rara, o fecho do último a ser construído por falta de clientes, e do qual resta o edifício em situação de pré-abandono. Em Portalegre já não são apenas os edifícios particulares e públicos, os edifícios fabris, que estão ao abandono.
O centro comercial chegou a Portalegre, com um supermercado como âncora e, pequenino, lá vai subsistindo, tal como um outro ainda mais pequenino, que só os deuses sabem como ainda não fechou de vez.
A principal rua comercial de Portalegre, o eixo Facha-Alentejano, dois cafés emblemáticos dos quais apenas existe o segundo, enquanto o primeiro mudou de nome e daquele tempo áureo do Facha nada resta, é o símbolo da decadência comercial, salvo honrosas excepções que se contam pelos dedos de uma só mão.
Agora a autarquia vai implementar um projecto de reabilitação urbana, dado o estado de degradação em que está o tecido urbano, na tentativa de transformar aquele eixo novamente numa área comercial, digna desse nome.
Nunca é tarde para que a obra seja feita, esperando-se que «os velhos do Restelo», e há tantos em Portalegre!, não venham embargar ideias, no que são peritos.
Rádio Portalegre, 13 de Fevereiro de 2017
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sexta-feira, fevereiro 10, 2017

ALEMANHA ENTRE RUÍNAS

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ALEMANHA ENTRE RUÍNAS
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Esta Europa, melhor, esta União Europeia que continua obcecada pelo anti-Trump, cega de ódio por tudo o que é diferente dos cânones do intolerante politicamente correcto, está num tempo de grandes mudanças, face às quais não consegue pensar em termos de futuro. A UE ainda se julga o ‘centro do mundo’, sinal não de autismo, mas sim de decadência.
O Brexit tem mais consequências negativas para a UE do que ela próprio pensa, ou não quer pensar. Ingleses e norte-americanos vão fortalecer laços políticos e económicos, com mútuas vantagens.
A guerra económica entre os EUA e a China vai ser dura, e a estratégia americana, no terreno, passa pela aproximação à Rússia, a potência continental, desprezada pela UE e que cada dia que passa se fortalece geopolítica e economicamente.
Assim, resta à UE a ligação, submissão à China. Refira-se que Portugal é uma das principais portas de entrada de interesses chineses na UE.
Este cenário nunca é referido pela mentirosa imprensa de referência.
Neste contexto, no ‘virar de página’, mais importantes que as eleições em França, Itália ou Holanda, onde tudo ficará na mesma em termos gerais, mas onde à Direita haverá forte reforço em número de votos e principalmente de influência política e social, são as eleições de 24 de Setembro na Alemanha.
A Esquerda alemã rejubila porque começam a aparecer sondagens com o SPD à frente, e junto com outros partidos da mesma área política, há a hipótese de uma coligação das Esquerdas com maioria absoluta.
A Alemanha e os alemães parecem cansados das políticas e principalmente de Ângela Merkel. A usura do poder tornou-a insensível, desfasada em relação aos problemas da sociedade alemã. Merkel parece viver num mundo utópico, que para o Povo Alemão é uma distopia.
A CDU de Merkel e a CSU da Baviera, continuam unidos, mas agora há uma terceira força à Direita, que compete no mesmo eleitorado, e que também capta votos à Esquerda.
Em termos de sondagens, nunca a AfD terá a percentagem que no próximo acto eleitoral irá obter. O receio de publicamente se ser conotado com a AfD, faz com que as sondagens lhe atribuam sempre um valor percentual menor, face ao real que obterá nas urnas.
A UE vai, a partir do próximo Outono, ser muito diferente do que hoje é. Começará o Outono da UE.

quinta-feira, fevereiro 09, 2017

A BANCA ( QUE ERA ) PORTUGUESA

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A BANCA ( QUE ERA ) PORTUGUESA
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Dos quatro maiores bancos que hoje operam no mercado português, só a Caixa Geral de Depósitos se mantém nacional, com o seu capital controlado a 100% pelo Estado. O BCP é controlado pelos chineses da Fosun, o BPI pelos catalães do La Caixa, o Santander Totta pelos espanhóis do Santander. Quanto a um quinto, o Novo Banco, este aguarda quem o compre, mas há a certeza, dados os valores em questão, de que não será capital nacional a mandar no futuro da instituição.
Poder-se-á perguntar como se chegou a esta situação. Contudo, a verdade é que quando a banca foi nacionalizada nos idos de Março de 1975, estava saudável. Dai o ‘apetite’ pelo controlo da banca por parte dos radicais de Esquerda que controlavam o aparelho de Estado, e principalmente a rua.
Sabe-se que a banca fora delapidada no período do PREC, dominada que estava pelos sindicatos comunistas da Intersindical, e por um conjunto de gestores nomeados pelo Estado de formação marxista. Pior não podia ter acontecido, em termos financeiros e sobretudo de gestão, à banca portuguesa.
Quando das privatizações, os capitais portugueses existentes não eram suficientes para a tirar das mãos do Estado, que fora mau gestor. Não havendo capital português suficiente, foi necessário recorrer-se a capitais privados estrangeiros.
E chega-se ao presente da maneira mais natural. Erros de gestão por parte dos portugueses, gestão danosa em certas instituições, do que são exemplo os ex-BES e ex-BANIF, os maiores e noutros de menor dimensão, como o ex-BPN, tornaram inviável uma banca, que fora forte, coesa e portuguesa no período da Segunda República.
Dos muitos problemas que conduziram à actual situação da banca portuguesa está o denominado “crédito malparado”, e sabe-se que muito dele tem a ver com negócios entre essa banca e empresas que por sua vez era ‘contribuintes líquidos’ de partidos políticos. Para não se falar do facilitismo quanto ao acesso ao crédito por parte de particulares sem garantias sólidas.
Dada a incompetência dos portugueses na área bancária, era expectável que os estrangeiros aproveitassem esta oportunidade de negócio em que se tornou a banca portuguesa.
Porém, a manutenção da CGD no Estado não é um dado adquirido, uma vez que ciclicamente há a tentativa de privatizar uma parte do seu capital. Mas se tal vier a acontecer, logo será a restante parte, e se a CGD sair da esfera pública, será sempre um crime contra o próprio Estado e contra os Portugueses.

terça-feira, fevereiro 07, 2017

Bergoglio, o Marxista

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Nunca tal se vira! Mas os factos, a circunstância justifica o ataque ao papa jesuíta, Bergoglio de apelido, perpetrado na forma de um cartaz que foi afixado na cidade de Roma.
Nele é feito um conjunto de afirmações que são a denúncia de factos ocorridos no seu papado, louvados por ateus, agnósticos e esquerdistas marxistas, mas questionados por parte da Hierarquia e pelos Católicos Apostólicos Romanos.
Sabe-se que o Vaticano há muito que está dominado por lóbis da mais variada natureza, e feitio. E, a talhe de foice, dir-se-ia, e perguntar-se-ia que é feito de um bispo coadjutor da diocese lisboeta, Carlos Azevedo? Por que foi para Roma? Porque nunca mais se ouviu ou se falou dele? Mas, serão contas de outro rosário!
Voltando a Roma, saúde-se e louve-se que a oposição a Bergoglio comece a ser pública.
A eleição do Cardeal Ratzinger, depois Bento XVI, foi mal aceite pela esquerda, que já nessa altura queria a eleição do argentino. E ela sabia bem porquê.
S.S. Bento XVI resignou, e finalmente o jesuíta e marxista Bergoglio é eleito papa. De então para cá, tudo o que foi possível mudar na Igreja Católica, mundanizando-a, tem sido feito.
As igrejas cada vez estão mais vazias, e o fenómeno da descristianização já não é só europeu.
A perseguição aos Cristãos galopa por todo o Mundo, e Bergoglio preocupa-se em apoiar ditaduras como a cubana, e modelos socialistas como o venezuelano. O que fez Bergoglio, desde que é papa, em defesa da Igreja do Silêncio. Porque se mantém quedo e mudo face à comunista China?
Este pontificado é marcado pela busca de tudo o que é moderno, seja a desculpabilização do aborto, a aceitação da homossexualidade, entre tantos outros males que minam os alicerces cristãos da sociedade actual.
Bergoglio é a face viva de um tempo, o presente, que se caracteriza pelo materialismo. A igreja que Bergoglio defende é uma igreja sem valores espirituais, apenas mundanos, de aproximação ao laicismo, à praxis de ideologia socialista e marxista.
Mário Casa Nova Martins

segunda-feira, fevereiro 06, 2017

Presidenciais Francesas - Socialistas

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A França entre Robespierre e Joana d’Arc
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«_ Um outro modelo de desenvolvimento que seja sustentável do ponto de vista ecológico.
_ Um rendimento básico incondicional que seja dado a todos os cidadãos, independentemente dos seus rendimentos e situação no emprego.
_ Taxação, por parte do Estado, das máquinas que promovem a automação e retiram postos de trabalho.
_ A laicidade do Estado não pode ser confundida com o combate à religião muçulmana. Os muçulmanos, com a sua cultura, também são partes integrantes da República.»
Benoît Hamon
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A Esquerda radical do PS francês ganhou as eleições internas para a escolha do seu candidato presidencial.
Um resultado expectável dado o extremar da Esquerda europeia e a asfixia que exerce sobre todos os Partidos Socialistas, como se comprova em Portugal com a dita ‘geringonça’, uma palavra de cariz negativo que os bem-pensantes portugueses ‘modificaram’, ‘adoptaram’ com a benevolência que se lhes reconhece como positiva.
Houve um tempo em Portugal que esses radicais de Esquerda abriram uma dissidência no PS, tendo sido criada a efémera Frente Socialista Popular, FSP. Mas outra facção desse radicalismo que estava fora, o MES, tomou de assalto o PS e hoje continua a ter forte influência, a ponto da segunda figura do Estado a ela pertencer.
Desde os anos vinte e trinta de mil e novecentos, que a Esquerda europeia se não posicionava tão radical, tão extremista, prenúncio do fim da hegemonia política, social e principalmente cultural que detinha desde o fim da Guerra Civil Europeia de 1914-1945.
Em linhas muito gerais, estão acima enunciadas as quatro principais ideias, linhas de combate de Benoît Hamon, e do PS francês, para a campanha eleitoral presidencial francesa deste ano de 2017.
Utopia? De forma alguma no seu enunciado, mas irrealistas na prática, dados os interesses instalados na própria sociedade francesa. Que por sua vez é o espelho do que é esta Europa padronizada pela EU.
A França é hoje dentro da EU testa-de-ferro dos interesses alemães, e pouco conta na geopolítica mundial.

sexta-feira, fevereiro 03, 2017

Desabafos 2016/2017 - XI

No outono deste ano de 2017 acontecerão eleições autárquicas. Por todo o país partidos e independentes estão no terreno a preparar candidaturas.
No concelho de Portalegre as certezas são a recandidatura da actual presidente, e os trabalhos na elaboração das candidaturas dos principais partidos.
Sinteticamente, pode neste momento dizer-se que o BE procura candidato, por certo tendo muito aprendido com o fracasso da candidatura apresentada há quatro anos. Pior escolha é impossível fazer.
O PCP, cada vez mais idoso em todos os sentidos, sem alternativas, escolherá um funcionário ou repetirá a candidatura. Aliás, no PCP tudo se repete na sua luta contra o tempo e os tempos.
O PSD, ainda sem candidato formalmente apresentado, é um deserto de gentes e ideias. Culpado por dez anos de gestão ruinosa autárquica, geradora da grande dívida que comprometeu o futuro do concelho de Portalegre por décadas, sabe que não vai ganhar as próximas nem próximas eleições autárquicas no concelho de Portalegre.
No terreno está o candidato do PS, que aposta forte num ‘profissional da política’. A candidatura do PS, junto com a recandidatura da actual presidente da autarquia, são as únicas que têm hipóteses de ganhar a corrida autárquica.
E resta o CDS. Diga-se que desde sempre que do PSD para o CDS no concelho de Portalegre nunca soprou nem ‘bom vento’ e muito menos ‘bom casamento’. O PSD sempre quis absorver o eleitorado do CDS, num projecto em que também têm colaborado muito militantes do próprio CDS, os quais, depois de realizado o ‘frete’ têm o descaramento de regressar ao mesmo CDS que traíram.
Curiosamente, nestes últimos tempos também militantes do PSD que estiveram na equipa da actual presidente, regressaram ao mesmo PSD, como se nada se tivesse passado.
Em Portalegre, cidade e concelho, é assim que se faz a política.
Mário Casa Nova Martins
Rádio Portalegre, 31 de Janeiro de 2017
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quinta-feira, fevereiro 02, 2017

BREXIT A Verdade

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498 – 114
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Desde que o voto popular dos britânicos decidiu a sua saída da EU, que a mentirosa imprensa de referência ‘bombardeava’ os seus leitores e ouvintes que afinal não seria bem assim, e que se preparava novo refendo em que o «SIM» à EU venceria largamente.
Desde o politicamente correcto jornal digital “Observador”, até ao diário de Esquerda “Público”, passando pelo semanário “Expresso”, e canais televisivos noticiosos, em uníssono era dito, melhor, afirmado, que o «Brexit» jamais passaria em votação no Parlamento britânico.
Agora os Parlamentares britânicos deram a adequada ‘resposta’ àquela falsa e mentirosa imprensa de referência. Uns mais do que expressivos 498 votos a favor da saída da EU, contra os magros 114 votos a favor da permanência na EU, permitem ao legítimo Governo britânico invocar o Artigo 50 do Tratado de Lisboa.
Vivem-se tempos terríveis quanto ao exercício da Verdade por parte dos meios de comunicação, que em vez de informarem, deformam, condicionam, tratam a notícia segundo os seus particulares interesses, sejam eles políticos, económicos ou sociais.
Numa sociedade na qual a iliteracia domina, onde se faz a leitura ‘em diagonal’ ou se ouve parcialmente, o perigo da assimilação da desinformação é mais do que real. Assim se percebe o mau que é uma sociedade mal informada, que fica vulnerável face à realidade, e consequentemente à Verdade.
Por fim, diga-se que a saída, real, verdadeira, do Reino Unido da EU, é uma brecha que se abre e que vai conduzir a reajustamentos dentro da própria EU, e principalmente os países do Euro terão dias agitados. Portugal ficará ainda mais ultraperiférico, já que a ‘forte’ e ‘dominante’ Alemanha privilegiará os países do centro da Europa e detrimento da periferia.
E a Portugal, neste futuro cenário, de nada lhe poderá valer a “Velha Aliada”, e muito menos o outro Aliado, os EUA. Portugal está ‘preso’ à Alemanha, algo que foi sempre evitado, quer na Monarquia, quer na Primeira e Segunda República.
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quarta-feira, fevereiro 01, 2017

Portalegre - Autárquicas 2017 - VI

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Autárquicas 2017 – Portalegre – VI
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CDS tempo de crescer
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É fácil comentar depois de se conhecer os resultados eleitorais. Prever o que irá acontecer é que é mais difícil, a informação disponível é uma fonte para a análise, mas a previsão, tal como acontece com as sondagens, é sempre, dir-se-á, imprevisível.
Para não se falar do distrito, apenas se afirma que no concelho de Portalegre o CDS tem sido ao longo de sucessivas eleições autárquicas o parceiro eleitoral do PSD. Deste facto político, nunca o CDS teve ou tirou benefícios, porque, justamente, o PSD coliga-se com o CDS somente quando sabe que não vai ganhar as eleições. Quando o PSD sente que pode sair vencedor, estabelece contactos e posteriores conversações a fim de serem apresentadas listas conjuntas. Contudo, nas antevésperas do fim do prazo de apresentação das listas, quebra as negociações, para que o CDS, de um momento para o outro, se veja sem a possibilidade de num curtíssimo espaço de tempo elaborar as suas listas de candidatos. Assim, o PSD capta os votos do eleitorado do CDS, que debilitado concorrera.
Segundo afirmações produzidas por dirigentes concelhios do CDS de Portalegre, o CDS vai concorrer com listas próprias, o que afasta a malfadada coligação com o PSD. A ser assim, o PSD não vai ter a ‘muleta’ do CDS, e este atempadamente constituirá a sua lista de candidatos.
Porém, em relação ao acto eleitoral do próximo outono de 2017, o CDS tem um outro cenário, no qual pode, quiçá, ser mais útil ao próprio concelho de Portalegre.
O CDS pode vir a apoiar a recandidatura da actual presidente, num acordo político para o quadriénio, tendo nas listas do CLIP elementos seus em lugar representativo. Há um exemplo que o CDS e o CLIP podem seguir, que é o da candidatura, vencedora e que se prepara para voltar a vencer, portuense.
Todavia, seja qual for o caminho a seguir pelo CDS no concelho de Portalegre, uma vitória já alcançou, que é o manter a sua identidade em relação ao PSD.
Tudo o que acontecer no futuro é positivo para o CDS, que coloca o interesse do concelho de Portalegre em primeiro lugar.
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