\ A VOZ PORTALEGRENSE: Presidenciais Francesas - Socialistas

segunda-feira, fevereiro 06, 2017

Presidenciais Francesas - Socialistas

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A França entre Robespierre e Joana d’Arc
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«_ Um outro modelo de desenvolvimento que seja sustentável do ponto de vista ecológico.
_ Um rendimento básico incondicional que seja dado a todos os cidadãos, independentemente dos seus rendimentos e situação no emprego.
_ Taxação, por parte do Estado, das máquinas que promovem a automação e retiram postos de trabalho.
_ A laicidade do Estado não pode ser confundida com o combate à religião muçulmana. Os muçulmanos, com a sua cultura, também são partes integrantes da República.»
Benoît Hamon
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A Esquerda radical do PS francês ganhou as eleições internas para a escolha do seu candidato presidencial.
Um resultado expectável dado o extremar da Esquerda europeia e a asfixia que exerce sobre todos os Partidos Socialistas, como se comprova em Portugal com a dita ‘geringonça’, uma palavra de cariz negativo que os bem-pensantes portugueses ‘modificaram’, ‘adoptaram’ com a benevolência que se lhes reconhece como positiva.
Houve um tempo em Portugal que esses radicais de Esquerda abriram uma dissidência no PS, tendo sido criada a efémera Frente Socialista Popular, FSP. Mas outra facção desse radicalismo que estava fora, o MES, tomou de assalto o PS e hoje continua a ter forte influência, a ponto da segunda figura do Estado a ela pertencer.
Desde os anos vinte e trinta de mil e novecentos, que a Esquerda europeia se não posicionava tão radical, tão extremista, prenúncio do fim da hegemonia política, social e principalmente cultural que detinha desde o fim da Guerra Civil Europeia de 1914-1945.
Em linhas muito gerais, estão acima enunciadas as quatro principais ideias, linhas de combate de Benoît Hamon, e do PS francês, para a campanha eleitoral presidencial francesa deste ano de 2017.
Utopia? De forma alguma no seu enunciado, mas irrealistas na prática, dados os interesses instalados na própria sociedade francesa. Que por sua vez é o espelho do que é esta Europa padronizada pela EU.
A França é hoje dentro da EU testa-de-ferro dos interesses alemães, e pouco conta na geopolítica mundial.

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