\ A VOZ PORTALEGRENSE: ALEMANHA ENTRE RUÍNAS

sexta-feira, fevereiro 10, 2017

ALEMANHA ENTRE RUÍNAS

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ALEMANHA ENTRE RUÍNAS
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Esta Europa, melhor, esta União Europeia que continua obcecada pelo anti-Trump, cega de ódio por tudo o que é diferente dos cânones do intolerante politicamente correcto, está num tempo de grandes mudanças, face às quais não consegue pensar em termos de futuro. A UE ainda se julga o ‘centro do mundo’, sinal não de autismo, mas sim de decadência.
O Brexit tem mais consequências negativas para a UE do que ela próprio pensa, ou não quer pensar. Ingleses e norte-americanos vão fortalecer laços políticos e económicos, com mútuas vantagens.
A guerra económica entre os EUA e a China vai ser dura, e a estratégia americana, no terreno, passa pela aproximação à Rússia, a potência continental, desprezada pela UE e que cada dia que passa se fortalece geopolítica e economicamente.
Assim, resta à UE a ligação, submissão à China. Refira-se que Portugal é uma das principais portas de entrada de interesses chineses na UE.
Este cenário nunca é referido pela mentirosa imprensa de referência.
Neste contexto, no ‘virar de página’, mais importantes que as eleições em França, Itália ou Holanda, onde tudo ficará na mesma em termos gerais, mas onde à Direita haverá forte reforço em número de votos e principalmente de influência política e social, são as eleições de 24 de Setembro na Alemanha.
A Esquerda alemã rejubila porque começam a aparecer sondagens com o SPD à frente, e junto com outros partidos da mesma área política, há a hipótese de uma coligação das Esquerdas com maioria absoluta.
A Alemanha e os alemães parecem cansados das políticas e principalmente de Ângela Merkel. A usura do poder tornou-a insensível, desfasada em relação aos problemas da sociedade alemã. Merkel parece viver num mundo utópico, que para o Povo Alemão é uma distopia.
A CDU de Merkel e a CSU da Baviera, continuam unidos, mas agora há uma terceira força à Direita, que compete no mesmo eleitorado, e que também capta votos à Esquerda.
Em termos de sondagens, nunca a AfD terá a percentagem que no próximo acto eleitoral irá obter. O receio de publicamente se ser conotado com a AfD, faz com que as sondagens lhe atribuam sempre um valor percentual menor, face ao real que obterá nas urnas.
A UE vai, a partir do próximo Outono, ser muito diferente do que hoje é. Começará o Outono da UE.

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