\ A VOZ PORTALEGRENSE: Portalegre - Autárquicas 2017 - III

quinta-feira, janeiro 19, 2017

Portalegre - Autárquicas 2017 - III

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Autárquicas 2017 – Portalegre – III
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Crimes Comunistas em Portalegre
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Quem se lembra em Portalegre, cidade e concelho, dos tempos de chumbo que começaram no dia 1 de Maio de 1974 e foram até ao dia 25 de Novembro de 1975?
Estas duas datas balizam o tempo em que o PCP foi ‘rei e senhor’ no distrito de Portalegre.
Quem se recorda das ocupações selvagens de casas e terras, de roubos de bens de particulares, das ameaças e agressões, das bombas, que nesse período de mais de um ano aconteceram por todo o distrito de Portalegre, ao qual pertence o concelho de Portalegre?
Quando o PCP queria ‘mostrar a sua força’ trazia para a capital do distrito, Portalegre, centenas de indivíduos pertencentes a lugares onde dominava pelo medo, como, entre outros, Avis, Benavila, Couço. E em Portalegre tinha os seus ‘homens de assalto’, que àqueles se juntavam.
Chegados ao Rossio, era quase sempre ao então Governo Civil que se dirigiam. No caminho, pelas principais e mais movimentadas ruas da cidade, gritavam os slogans do Comunismo, ameaçando e aterrorizando as pessoas que com eles se cruzavam.
Do regresso do Governo Civil entravam em lugares públicos, cafés e outros estabelecimentos, e começavam a agredir «fascistas», «capitalistas», «latifundiários», como chamavam às Pessoas de Bem que com eles não celebravam aquela ideologia totalitária que é o Comunismo. Quantas vezes o Rossio de Portalegre se tornou num campo de batalha, com o exercício da mais brutal violência por parte dos comunistas, os que vinham de outras terras, junto com os de Portalegre, contra a indefesa Gente de Portalegre. Indefesa porque as autoridades militares e policiais só chegavam quando tudo já tinha terminado, e os arruaceiros comunistas regressado ‘triunfantes’, a suas casas.
O concelho de Portalegre tinha uma agricultura modernizada e de forte rentabilidade. Tudo foi destruído pelos comunistas com a denominada Reforma Agrária, fruto das tais ocupações selvagens de terras, tendo sido pilhadas colheitas, morto gado e vandalizadas as máquinas agrícolas, com total impunidade. No fim desta calamidade, restava a terra inculta e árida.
Portalegre era uma cidade com forte indústria, principalmente nas áreas dos lanifícios e da cortiça. O ódio dos comunistas aos Empregadores, os «patrões», levou a que as principais Famílias de Empregadores do concelho fossem caluniadas, sequestradas e agredidas, levando aquelas indústrias ao fecho. O que restou foi definhando, até que ingloriamente fecharam de vez as suas centenárias portas.
Passadas décadas, permanece como que uma cortina de silêncio, quiçá, ainda por medo, que impede que se fale daqueles tremendos tempos. Muitos dos protagonistas comunistas já faleceram. Os que restam há muito que deixaram a militância activa para os seus descendentes, os quais, embora tendo-se adaptado aos tempos, nunca deixam, quando lhes é favorável ou possível, de exteriorizar os seus ódios à Democracia e de veneraram os seus “heróis” como Lenine, Estaline e Cunhal.
O PCP tem uma certa força eleitoral no concelho de Portalegre. Contudo, muita dessa força advém da forte abstenção que o concelho apresenta em sucessivos actos eleitorais. Sendo o PCP, mais do que um partido político, uma religião, uma seita, a verdade é que os seus féis, militante e simpatizantes, continuadamente doutrinados e catequizados, vão sempre votar, e dada a alta abstenção, consegue com poucos votos eleger gente sua para os diferentes órgãos autárquicos.
E, tal voltará acontecer nas próximas eleições autárquicas, neste outono de 2017.
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