\ A VOZ PORTALEGRENSE: Setembro 2016

sexta-feira, setembro 30, 2016

«Eu e os Políticos»

Como a memória é curta. E, como principalmente, quem não lê a obra é quem mais a critica!
O semanário «O Independente» fez história porque radicalizou as relações entre os cidadãos e os políticos. Mais do de dessacralizar os políticos, ele tornou-os no pior género do género humano. E tinha e tem a sua razão.
Este intróito serve para dizer que o livro de José António Saraiva «Eu e os Políticos», é ‘generoso’, quando comparado com o «O Independente» do tempo de Miguel Esteves Cardoso e Paulo Sacadura Cabral Portas.
Os ‘crimes’ de JAS resumem-se a Paulo Portas, tudo devido à força que o lóbi tem, principalmente na comunicação social!
Quem conhecer muitos dos livros memorialistas de gentes influentes na Primeira República, factos como os relatados por Saraiva, estão lá. “Pequena” ou “grande” história, o certo é que são documentos fundamentais para o estudo e compreensão da época em análise. E é, justamente, isso que é o livro de José António Saraiva.
«Eu e os Políticos»,, mais do que merecer ser lido, deve ser interpretado! Nele, mostra como se faz política em Portugal naquela época em estudo. Agora, os fait-divers que tem são mais-valias, e que disso não haja dúvida.
Em dois serões consecutivos, lemos a obra. Cuja leitura aconselhamos.
Mário Casa Nova Martins
*

quarta-feira, setembro 28, 2016

28 de Setembro de 1974 em 2016

Foi o último dia de liberdade. 28 de Setembro de 1974 marca o ataque à Direita, a qual nunca mais se recompôs.
Passados quarenta e dois anos dessa data funesta, há um regresso ao passado. Os derrotados em 25 de Novembro de 1975, que foram os vencedores em 28 de Setembro de 1974, estão no poder.
Enquanto pelo Mundo o Marxismo e o Comunismo são memórias de um passado totalitário, em Portugal renasceram com o actual Governo do Partido Socialista, que tem o apoio da sua ala mais radical e da Extrema-Esquerda estalinista-trotskista do Partido Comunista Português e do Bloco de Esquerda.
Há quarenta e dois anos a Direita foi decapitada, as prisões encheram-se de presos políticos, como já não se via desde a Primeira República. Gente de bem, que apenas não professava o totalitarismo marxista sofre sevícias. E desde aquele dia até 25 de Novembro de 1975, assassinatos, ocupações selvagens, roubos, tortura, maus-tratos, foram o dia-a-dia. O medo dos bandos de gente do PCP e seus satélites, era tremendo. A economia estava destruída, a sociedade estava paralisada face ao terror que a Extrema-Esquerda promovia.
Hoje, depois de décadas de paz e de desenvolvimento económico e social, volta o medo do amanhã. As ameaças à economia são em crescendo. Regressam as teorias colectivistas. A luta pelo controlo da informação pelos radicais cresce. A Liberdade começa a perigar.
Portugal adormeceu com o canto da sereia radical de Esquerda. Se o Povo não acordar deste sono de perdição, sofrerá os piores horrores de que só o totalitarismo marxista é capaz!
Mário Casa Nova Martins

terça-feira, setembro 27, 2016

Desabafos, 2016/2017 - II

Portugal está a ser governado por extremistas de Esquerda. Vive-se um regresso ao denominado «Verão Quente de 1975», após as nacionalizações, as ocupações de casas e terras, tudo em nome de uma ideologia totalitária o Comunismo, seja ele de cariz Leninista ou Trotskista.
Para se voltar a esses tenebrosos tempos só faltam as prisões arbitrárias em nome daquele totalitarismo, hoje encarnado por um partido denominado Bloco de Esquerda.
Tendo no seu seio, como militantes ou como simpatizantes gentes, que pertenceram a grupos terroristas como a “LUAR” ou as “Forças Populares 25 de Abril”, o futuro não se afigura risonho.
O actual Partido Socialista, tal como o Partido Menchevique na Rússia nos tempos da Revolução, vê-se ultrapassado pelos novos Bolcheviques portugueses, o Bloco de Esquerda, que pretende construir uma Nova Sociedade de matriz totalitária.
A continuar neste rumo, Portugal será a Venezuela da Europa, e tal como naquele país, não faltará muito que tudo falte!
O Bloco de Esquerda quer destruir a economia de mercado. O Bloco de Esquerda quer acabar com a propriedade privada. O Bloco de Esquerda ataca a Igreja Católica. O Bloco de Esquerda ataca os Valores da Ética e da Moral atacando a Instituição Família.
A classe média portuguesa apoia este partido, e agora vê-se atacada. Por isso, só se pode dizer que tem o que merece.
Que venham os novos impostos, que subam os actuais impostos, que a classe média portuguesa paga! Que continue a votar no Bloco de Esquerda, e que vá para os Goulags que estes radicais de Esquerda lhes preparam!
À “Liberdade ou Morte” dos radicais do Bloco de Esquerda, a classe média portuguesa prefere a morte. Que assim seja!
Mário Casa Nova Martins
Rádio Portalegre, 26 de Setembro de 2016

segunda-feira, setembro 26, 2016

Jaime Nogueira Pinto - Donald Trump

As ideias de Trump
Ao contrário dos conservadores do establishment que não se atrevem a pegar nas questões nacionais e a falar aos deplorables, Trump conseguiu chegar aos homens comuns, em guerra com as elites, que os abandonaram
Segunda-feira, 26 de Setembro, pelas 09.00 da noite (duas da manhã de dia 27, hora de Lisboa), vai dar-se o já chamado "debate do século": Hillary Clinton versus Donald Trump. O duelo de 90 minutos vai ser moderado por Lester Holt, do NBC Nightly News.
Continuidade e ruptura
O centro da campanha eleitoral é a política interna mas a política externa conta sempre e Hillary procurará levar a conversa para aí - e daí para a alegada ignorância e inexperiência de Trump e para o facto de alguns dos mandarins do establishment republicano e conservador da Defesa, dos Negócios Estrangeiros e da Intelligence o criticarem ao ponto de admitirem cruzar a linha da lealdade partidária. É o que farão o general Brent Scowcroft, ex-NSC de George H. Bush, e Richard Armitage. Também Chester Crocker e Eliot Cohen, sem que tivessem apoiado Clinton, exprimiram já reservas quanto à capacidade geopolítica de Trump.
A política exterior de Hillary será uma política de continuidade, na linha do internacionalismo liberal: business as usual em relação aos seus predecessores - Obama mas também George W. Bush, que, com toda a família, tem combatido Trump. E os Bush contam na Florida, onde Hillary e Trump estão empatados.
Mas terá Trump uma política externa além das invectivas anti-islâmicas e antilatinas? Será Trump apenas um retórico básico, que ameaça tudo e todos com muros e fronteiras, que combate o livre comércio e proíbe os muçulmanos de entrarem nos Estados Unidos?
Joshua Mitchell, politólogo de Georgetown, publicou no Politico Magazine um texto intitulado "Donald Trump does have ideas - and we"d better pay attention to them".
O regresso da fronteira
Começando por citar Tocqueville - "na América as ideias são uma espécie de poeira mental" -, Mitchell enumera os programas políticos reduzidos a slogans das sucessivas Administrações: New Deal (Roosevelt), Containment (Truman), New Frontier (Kennedy) War on Poverty (Johnson), Silent Majority (Nixon), Star Wars (Reagan). Para Mitchell, Trump tem de facto ideias, só que são ideias fora ou contra o sistema: contra a globalização, as "identidades", a political correctness e o consenso bipartidário em política externa. Mitchell resume assim o ideário de Trump:
1. As fronteiras e a política de imigração têm importância.
2. Os interesses nacionais devem passar à frente dos chamados interesses globais.
3. O empreendedorismo e a descentralização são essenciais.
4. O discurso politicamente correcto é hipócrita e irrealista e deve ser repudiado.
Depois da vitória na Convenção republicana, Trump teve um péssimo mês de Agosto, causado pelos seus desmandos retóricos contra grupos étnicos, americanos e estrangeiros e pelo seu pronto aproveitamento pelos media.
Hillary ultrapassou-o, assumindo uma liderança confortável, entre oito e dez pontos, mas a partir da mudança da equipa de conselheiros e estrategas, do encontro com o presidente Peña Nieto do México e de uma maior cautela na comunicação, Trump recuperou: não só no confronto nacional, onde está colado a Hillary, como, e mais importante, em swing states, como a Florida, o Ohio e a Carolina do Norte.
Porque é que Trump, apesar de Trump ou pour cause, conta, e porque é que o seu discurso é eficaz? Primeiro porque as fronteiras contam para a identidade política, para a soberania e para a segurança e depois porque a desregulação teve efeitos trágicos na economia e na sociedade americanas, desertificando cidades e regiões industriais. Trump e Saunders pegaram no tema e até Clinton passou a anunciar medidas punitivas para os deslocalizadores e a deixar passar um certo cepticismo quanto aos tratados projectados de comércio livre.
Da imigração
Os Estados Unidos - e o resto das Américas - foram feitos por imigrantes, pelas dezenas de milhões de emigrantes europeus que ali aportaram, entre o fim das guerras napoleónicas e a Grande Guerra de 1914-18. Michael Cimino, o realizador de The Deer Hunter e de Heaven"s Gate, defendia essa teoria - os americanos eram os imigrantes, melhor, os filhos dos imigrantes. Só que uma coisa foi a chegada às terras grandes e vazias do continente de famílias de europeus cristãos, trabalhadores, cheios de esperança e de vontade de vencer; outra, é a imigração de hoje, tantas vezes controlada por máfias criminosas de passadores e explorada por empresários sem escrúpulos que alimentam o sistema dos ilegais que lhes baixam os custos do trabalho.
O controlo da imigração não é xenofobia é um direito do Estado e os imigrantes já não são aquilo que talvez nunca tivessem sido mas que, ainda assim, ainda era passível de idealização: a bela fraternidade eslava do Deer Hunter, a caçar veados nas frias manhãs da Pensilvânia, em vésperas de partir para o Vietname.
Trump argumenta que a elite bipartidária internacionalista - políticos, banqueiros, jornalistas - redireccionou interesseiramente as lealdades políticas para uma suposta humanidade ou uma vaga consciência universal em vez do que para ele devia estar no vértice da lealdade política: a nação próxima e concreta, a humanidade possível.
Heresia económica
Puxando pelos seus galões (para alguns discutíveis) de empresário de sucesso, Trump sustenta que uma baixa radical dos impostos trará de volta à América capital emigrado para as periferias baratas ou aparcado em paraísos fiscais. Grande parte da sua agenda económico-social contradiz a ortodoxia do GOP, que preza a liberdade de comércio e as virtudes da globalização. Ao defender uma economia regulada, que proteja as indústrias e os empregos americanos na América, Trump sabe que está a incorrer em pecado mortal; sabe também que reincide nas ofensas graves ao mercado livre quando propõe a subida dos salários, a segurança social e a assistência médica, embora com privatização parcial.
Tudo isto lhe valeu a desconfiança de grandes doadores republicanos, como os irmãos Koch. No fim de Agosto, Hillary tinha reunido 542 milhões de dólares e Trump 402 milhões.
Mas além da questão nacional, o ponto em que Trump mais se distingue de Hillary é na guerra à correcção política. Nesse sentido, Trump é muitas vezes o inimigo número um de Trump. Não se pode - sobretudo quando se tem a inimizade de 80% dos media norte-americanos e de 90% dos internacionais - desqualificar um juiz americano porque é de origem mexicana; ou falar em proibir de entrar no país um quarto da humanidade (em que se incluem alguns dos grandes investidores e aliados dos EUA) só porque é muçulmana.
Embora a correctíssima Hillary não se tenha inibido de insultar outros muitos milhões de patrícios seus num círculo de progressistas chiques de Nova Iorque, chamando "deplorables" e racistas aos partidários de Trump, há que considerar o desconto de que beneficia entre os comunicadores, sempre benevolentes para com estes e outros "pecadilhos" da candidata democrata, como as histórias confusas dos e-mails do State Department e da Fundação Clinton.
De um modo rude, às vezes brutal, às vezes errático, Trump pegou na outra realidade política. Os Estados Unidos e a Europa são orientados intelectualmente por um pensamento único, que soube e sabe apresentar os seus preconceitos ideológicos como princípios nobres e verdades universais. A Realpolitik que voltou a regular o mundo é tabu no Ocidente. Daí a revolta das classes médias e trabalhadoras.
O candidato Trump tem ares e modos de spoiled child, de filho de pai rico, arrogante, extravagante e solipsista. Hillary é de outro género - uma mulher fria, determinada e ambiciosa, uma Lady Macbeth que joga todas as cartas, até a feminista. Qualquer um dos dois tem mais inimigos do que amigos entre os eleitores.
No entanto, ao contrário dos conservadores do establishment que não se atrevem a pegar nas questões nacionais e a falar aos deplorables, Donald Trump conseguiu chegar aos homens comuns, em guerra com as elites, que os abandonaram. Até talvez por ser um filho pródigo dessas mesmas elites, um outcast aventureiro, um extraterrestre a quem tudo é censurado mas logo depois também desculpado. A 9 de Novembro saberemos o fim desta história.

Jaime Nogueira Pinto

sexta-feira, setembro 23, 2016

Crónica de Nenhures

Sem investimento não há crescimento e sem crescimento a economia não consegue sustentar o Estado Social, e muito menos pagar a dívida colossal que Portugal tem.
Mas que empresário, nacional ou estrangeiro vem investir em Portugal com um Governo de Esquerda de matriz menchevique, trotskista e estalinista? Nenhum!
Portugal será a curto prazo a “Venezuela da Europa”, e os portugueses merecem que assim seja.
Esquecidos dos tempos do PREC, com uma inflação galopante, nacionalizações, ocupações selvagens, violência nas ruas, os portugueses julgam que o Estado pode continuar a subsidiar tudo e mais alguma coisa.
Tempo virá em que os funcionários públicos não receberão salário, que as reformas não serão pagas, que haverá falta de bens de primeira necessidade, que não haverá os medicamentos básicos, tal como acontece hoje na Venezuela.
Mas importa isso se o ‘amanhã' ainda parece longe?
Assiste-se a um discurso retrógrado e bafiento por parte da Esquerda, incapaz de apresentar uma política económica e financeira credível.
E desta forma vai o país, de vento-em-popa, a caminho de mais um resgate.
A dívida sobe, as exportações caem a pique, o investimento afunda e os juros estão por um fio
A realidade começa a impor-se à ficção, à propaganda. O ano de 2016 será um ano com mais dívida pública e menos crescimento económico do que em 2015.
Mário Casa Nova Martins

quarta-feira, setembro 21, 2016

Fernando Correia Pina

2 selfies com Deus

Nós que enterrámos Deus tão meticulosamente,
tirámos-lhe mal as medidas
e um pé ficou de fora
em que andamos sempre a tropeçar
na nossa demanda da verdade,
quer falemos do vento, quer das estrelas.

Deus, que sempre foi lacónico,
a certa altura, já em tempos históricos,
deixou de falar aos homens,
nunca mais pegou fogo a sarças,
nem fez uma segunda edição das tábuas.
Assim, com graves consequências,
ficámos todos à mercê
de tradutores e exegetas.

terça-feira, setembro 13, 2016

No Cinquentenário da Piscina Municipal de Portalegre

Fotografia clássica e oficial da Piscina Municipal
Nela está ausente a parte da piscina das crianças

Terça-feira, dia 13 de Setembro de 1966, primeiro dia da Feira das Cebolas, a principal feira do concelho e cidade de Portalegre. Do programa das festas consta uma inauguração muito especial, a inauguração da Piscina Municipal.
Desde a década de cinquenta até meio da década de setenta do século passado, Portalegre tem um extraordinário surto desenvolvimentista, marcado por obras públicas e privadas, por novas indústrias, por uma agricultura em modernização, por um comércio pujante, por toda a gama de serviços públicos, pleno emprego, e, sobretudo, futuro. A Cultura tinha cidadania, havia cinema e futebol de qualidade, as Agremiações tinham expressão na comunidade.
A Feira das Cebolas, dias 13, 14 e 15 de Setembro, trazia a Portalegre a gente Portalegrense na diáspora. As casas enchiam-se de Familiares que apenas cá vinham uma vez por ano, as ruas fervilhavam de gentes da região, a cidade mais do que duplicava a população, tudo numa cor e vida que se transformava em alegria e bem-estar.
É neste contexto social que a Piscina Municipal é inaugurada, pelas 16 horas e 30 minutos, daquele terça-feira de um verão que os Portalegrenses viveram com esperança e fé no futuro.
Passam precisamente cinquenta anos após a inauguração, data e dia. Terça-feira, dia 13 de Setembro de 2016, celebra o cinquentenário da inauguração desta Obra Pública notável.
Há uma ligação muito forte de muitas gerações de Portalegrenses à Piscina Municipal. A sua robusta construção faz com que ainda hoje, pese embora o abandono e desleixo a que foi votada desde há anos pela sua proprietária, a CMP, continue a servir os Portalegrenses.
É de todos sabido que precisa de manutenção, e sobretudo carinho. Se assim não acontecer, em breve juntar-se-á a tantos imóveis públicos abandonados e em alto estado de degradação e desagregação, que existem em Portalegre.
Para memória futura, ficam estes elementos recolhidos de «O Distrito de Portalegre, ANO 83 – N.º 4.987, Sábado 10 de Setembro de 1966, pg. 1 e 2»*.
*
NÚMEROS QUE A DIMENSIONAM
Mede de comprimento 33,33 m.; de largura, na parte mais larga, 18 m. e, na parte mais estreita, 12 m.
A profundidade vai desde os 90 cm., a parte mais baixa, até atingir os 4,5 m., de molde a permitir os saltos.
A torre de saltos tem três pranchas colocadas aos 3, 5 e 10 metros.
A capacidade da piscina é de 1.300 m3.
CUSTO DA OBRA
Com todo o equipamento e acessórios excederá, na totalidade, 4.000 contos. A comparticipação do Estado foi apenas de 15% (cerca de 500 contos). O restante dinheiro conseguiu-se graças à boa vontade da Direcção-Geral dos desportos que contribuiu com 200 contos, à generosidade bairrista de algumas entidades particulares e aos rendimentos normais dos Serviços Municipalizados.
RENOVAÇÃO E PURIFICAÇÃO DE ÁGUA
Por debaixo da piscina está montado o equipamento mecânico para a purificação e renovação da água. A instalação é equipada com três unidades filtrantes, montadas em paralelo, com filtração através de cargas de areia de granulometrias calibradas, com lavagem por inversão de água afluente da circulação da piscina. A renovação total da água faz-se em 8 horas. Há uma cabine com as garrafas de cloro-gaz, produto químico que, com regularidade, será injectado.
Periodicamente a água será analisada.
PAVILHÃO ANEXO
Como a fotogravura, que publicamos, mostra, acompanha todo o comprimento da piscina, um pavilhão de dois pisos.
Nele estão instalados, no andar superior, os vestiários para os homens (18) e no rés-do-chão, os vestiários das senhoras (12).
Aqui fica instalado, além de um snack-bar, no rés-do-chão, uma esplanada, no andar superior, para os acompanhantes.
CONDIÇÕES DE ENTRADA
As entradas com direito a banho são facultadas, mediante o pagamento de 10$00. Os estudantes, devidamente identificados, terão uma redução de 50%. A entrada para acompanhantes, sem direito a banho, é de 5$00.
PEDIDO QUE SE DISPENSAVA…
Confiam os Serviços Municipalizados, no espírito cívico do público, de modo particular no de todos os portalegrenses, esperando que nada tenham a lamentar nem a reprimir, quanto à utilização pública dos diversos sectores. Esperam que se aproveitem os utentes de tudo quanto o conjunto da piscina lhes oferece, como coisa sua.
Mais esperam que aceitem, respeitem e colaborem, nas normas de decência moral que ali, se devem observar. Tudo farão os Serviços – como nos pediram para comunicar – para manter estes princípios, estando decididos a reprimir com severidade qualquer abuso, por parte de quem não esteja disposto a portar-se como deve.

segunda-feira, setembro 12, 2016

Desabafos, 2016/2017 - I

A insuportável leveza do tempo faz com que ele passe depressa, e ainda neste escaldante verão de 2016, o tempo deixa as suas marcas.
Uma dessas marcas é que, como argumentam alguns, e como diz o ditado popular, «o sol não nasce para todos»!
Escudada na Concordata, a Igreja Católica portuguesa não quer pagar IMI, ela que é a maior proprietária, urbana e fundiária, de Portugal.
Também o Partido Comunista Português, grande proprietário fundiário e urbano, defende que como partido político não tem que pagar IMI pelos seus bem imóveis.
Enquanto os portugueses sentem o continuado aumento do IMI, há quem se ache no direito de não contribuir para a sociedade, através do pagamento de impostos, neste caso o IMI.
A sociedade portuguesa está doente, moral e civicamente, perdeu Valores, abastardou Princípios, e disso ninguém tem dúvida. E o exemplo vindo da Igreja Católica e do Partido Comunista Português, conhecendo-se a sua história, o seu passado, também não espanta, não causa novidade.
É a hipocrisia de quem devia estar na primeira linha do cumprimento da lei, ao lado dos Cidadãos cumpridores dos seus deveres para com o Estado, escudando-se em direitos e leis que ele próprio de maneira leonina elabora e fez aprovar como Lei da República.
Comunistas e Igreja Católica, unidos na defesa dos seus próprios interesses, como se de corporações se tratassem.
O exemplo dado pela Igreja Católica e pelo PCP, mostra a que ponto o materialismo, o jesuitismo, se entranhou na Religião e na Política em Portugal.
Mário Casa Nova Martins
Rádio Portalegre, 12 de Setembro de 2016

terça-feira, setembro 06, 2016

Crónica de Nenhures

A Direita tem que fixar um nome: _ Estado-federado de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental. E uma data: _ 4 de Setembro de 2016.
A partir de agora nada vai ser como antes, quer na Alemanha, quer na Europa.
Finalmente o Povo Alemão liberta-se do ‘fardo’. Há mais de sete décadas subjugado, começa a assumir a sua Identidade, a sua Liberdade.
Por toda a Europa do Norte e Central os ventos de Liberdade contra o Estado Totalitário do Politicamente Correcto, contra o asfixiante e putrefacto Sistema saído da Guerra Civil Europeia de 1914-1945, avançam.
O Sul da Europa, a contra-ciclo, mantém a sua pobreza endémica, fruto de Governos de práticas socialistas e socializantes, e que estão para continuar, fruto de coligações com forças trotskistas e estalinistas como em Portugal, o BE e o PCP.
Partidos de Direita assumem nessa Europa onde os ventos de Liberdade crescem, um papel cada vez mais importante, conseguindo o apoio popular, multiplicando votos, conquistando lugares nos Parlamentos, sejam locais, regionais ou nacionais.
Em Portugal, o CDS está refém de forças conservadoras e reaccionárias, como as Confederações Patronais, indústria, comércio e agricultura, e a Igreja Católica, pelo que sendo o único Partido à Direita, que não de Direita, que tem representação parlamentar, não consegue crescer eleitoralmente, muito devido a esse ‘pecado original’, que o afasta do tão fundamental apoio popular para o crescimento.
Cuba e Venezuela são “os amanhãs que cantam” para os trotskistas do BE. Coreia do Norte é o “paraíso”, o “sol” para o estalinista PCP. E o Partido Socialista está refém destes radicalismos, conduzindo Portugal para um Comunismo, na sua modalidade de Capitalismo de Estado.
Enquanto isto acontece, parte da Direita em Portugal continua a ‘viver’ entre 1828-1834 e entre 1933-1974. O Mundo mudou, e parece que não deu disso conta!

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