\ A VOZ PORTALEGRENSE: Fevereiro 2015

sexta-feira, fevereiro 27, 2015

O Diabo

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23 de fevereiro de 2015, Semanário O Diabo, página 23
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quarta-feira, fevereiro 25, 2015

Desabafos, 2014/2015 - XII

Pelo buraco da fechadura
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Num tempo, que foi sempre tempo, em que o sexo é um produto comercial de altíssimo valor e consequente lucro, o filme «As Cinquenta Sombras de Grey» não passa de mais um negócio rendoso, a par da trilogia livresca que é suporte deste e de dois futuros filme da saga.
Por nenhuma razão em especial, não lemos a trilogia, e não contamos ir ver o filme, nem as sequelas. Mas, repita-se, não há razão qualquer para que tal assim seja, apenas desinteresse.
Todavia, é impossível ficar-se indiferente à questão, uma vez que a obra foi um best-seller e o filme é recorde de bilheteira por onde tem estreado. Também não há média que se preze que não tenha dedicado tempo e páginas sobre filme e livros.
A crítica tem sido feroz para com o filme, mas, claro!, o filme não foi feito para os críticos mais sim para as multidões que o veem e do qual colhem lições, seja lá o que tal queira dizer ou ser.
Curiosamente, este delírio em torno do filme não será diferente do que foi quando da estreia do «Último Tango em Paris», filme que a intelectualidade cultivou e cultiva, «Emmanuelle», belíssimo filme erótico, e com menor fulgor, «A Grande Farra», todos da primeira metade da década de setenta do século passado.
Este, é público, traz o sadomasoquismo como cabeça de cartaz. E certamente fará o contento de quem o vê.
Em todos os tempos e épocas, o sexo é utilizado nas mais diversas formas e conteúdos. A História do Sexo acompanha a História da Humanidade. Que não se cultive a hipocrisia em relação ao sexo!
Passaram-se dias, e hoje já o filme não é falado. Porventura, a sua falta de qualidade, e esquecido o modismo que era a sua visualização, tirou-o de cena. Dificilmente o próximo da trilogia terá o mediatismo que este teve.
Mas a verdade é que se tornou matéria opinativa em praticamente todos os sectores da sociedade, o que quer dizer que não é um filme neutro.
Vive-se um tempo hedonista, no qual o prazer, a busca do prazer parece ser o único propósito da vida, num tempo em que prazer significa o mero prazer sensual.
Assim, questões do foro íntimo, o sexo e a sexualidade, estão na praça pública como objectos não tanto de prazer mas como matéria comercial, e são motivo de conversa, de estudo e menos do que realmente são, algo que pertence à esfera do privado.
in, Rádio Portalegre, Desabafos, 23/02/2015
Mário Casa Nova Martins
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sexta-feira, fevereiro 20, 2015

O Diabo

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17 de fevereiro de 2015, Semanário O Diabo, página 23
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segunda-feira, fevereiro 16, 2015

Desabafos, 2014/2015 - XI

A taxa de risco de pobreza em Portugal era 18,7% em 2012. Em 2013 passou para 19,5% a percentagem de pessoas que estavam em risco de pobreza.
Em dois anos, houve, portanto, um aumento de 0,8%. Pode-se dizer que perto de dois milhões de portugueses estavam no limiar da pobreza, número elevado para o total da sua população
É um facto que 2012 e 2013 são os piores anos económicos do período em que Portugal esteve sob tutela de organismos internacionais, a denominada Troika. Contudo, tal não serve de desculpa para este alto valor.
Uma leitura mais atenta do documento do Instituto Nacional de Estatística, revela que apesar de o aumento do risco de pobreza ter abrangido todos os grupos etários, foi superior nos casos dos menores de 18 anos, tendo o risco de pobreza passado de 24,4% em 2012 para 25,6% em 2013.
Também se fica a saber que as famílias monoparentais e os agregados com três ou mais crianças foram os que registaram maiores taxas de risco de pobreza (38,4%), enquanto os agregados com três ou mais adultos e com crianças dependentes viram o seu risco de pobreza aumentar cinco pontos percentuais entre 2012 (23,8%) e 2013 (28,8%).
Outra revelação mostra que há aumentos do risco de pobreza das pessoas com emprego (10,7%, mais 0,3% face a 2012) e dos reformados (12,9%, mais 0,2% face a 2012).
Diferentes conclusões podem ser tiradas do referido documento, mas importa ter sempre o maior cuidado na análise dos números referentes à pobreza, quer pela sensibilidade da temática, quer pelo fácil aproveitamento político, e não só, que muitas vezes se faz da pobreza, a qual tem múltiplas faces.
A par da pobreza material, há outros tipos de pobreza que também geram exclusão social. E não há tempo nem lugar onde ou em que não haja pobreza.
Se é impossível erradicar a pobreza, há formas de a poder minorar. Terá que haver sempre Instituições vocacionadas para a tornar menos dura, o próprio Estado é parceiro nesse combate, mas não se pode substituir à sociedade civil. Ai de quando a ‘boa consciência’ dos políticos pretende ser o elemento principal desse combate. Todavia, as políticas assistencialistas não conseguem resolver todo o problema.
Inquestionavelmente, a maior forma de combate à pobreza é criar-se as condições de a economia se regenerar e criar emprego. O emprego, a sua existência, é a chave para que a pobreza diminua, e, consequentemente, com ele cresce a riqueza do país e das suas gentes.
in, Rádio Portalegre, Desabafos, 09/02/2015
Mário Casa Nova Martins
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segunda-feira, fevereiro 09, 2015

O Diabo

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3 de fevereiro de 2015, Semanário O Diabo, página 23
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quinta-feira, fevereiro 05, 2015

Crónica de Nenhures

Ruínas do teatro da antiga Esparta com o monte Taigeto ao fundo
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Uma questão de bom senso
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A Grécia é o exemplo maior da natureza humana. Ao «pão e circo» romano, juntou-se agora um novo Cola di Rienzo, e irá tudo acabar não em ópera, mas em opereta. Antes em opereta, do que em drama.
À ‘entrada de leão’ do governo grego, está a seguir-se uma cómica ‘saída de sendeiro’. Mas toda esta opereta tem consequências!
Há muito que se sabia da situação fraudulenta das contas públicas gregas, que tinha como objectivo criar as condições para que a Grécia entrasse na moeda única. A partir de então, houve muito tempo para que a União Europeia agisse de forma para que tudo fosse corrigido e não se chegasse à situação presente.
Todavia, os interesses políticos, não deixar cair os partidos do centro, e sobretudo os económicos, quanto mais empréstimos mais juros se receberia, e em alta, conduziram à tragédia grega que se vive.
Quanto se diz que na Grécia, as recentes eleições foram um triunfo da democracia, está, como ensina o ditado popular, ‘a tapar-se o sol com a peneira’, porque quem ganhou foi a demagogia.
Foram propostas irrealistas que levaram à vitória eleitoral, daí o recuo do actual governo nessas mesmas propostas, mas, em paralelo, o mesmo governo tomou de imediato medidas populistas que só pioram a situação económica do país. Um paradoxo de consequências mais do que previsíveis, o povo grego ‘pagará’ a curto prazo estas irresponsabilidades governativas.
A Grécia não será a Venezuela da Europa, muito menos a Cuba europeia. Também não será uma nova Atenas. O seu futuro terá que ser uma novíssima Esparta.
“Que fazer?”, eis a famosa pergunta leninista, a qual, na prática, deu origem à feroz ditadura comunista. Contudo, esse também não é o caminho a seguir na Grécia. Mas que a União Europeia é tão, ou mais, responsável pelo que se está a passar no sul da Europa, disso não haja dúvidas.
A solução, ou soluções, são diferentes para cada país, mas que a ‘formiga’ tem que ‘governar’ em vez da ‘cigarra’, é uma incómoda verdade.
A crise grega trará instabilidade política, económica e sobretudo monetária a toda a União Europeia. A unidade europeia vai ser, mais do que questionada, posta à prova. Por mais que os políticos do sistema digam o contrário, não há certezas quanto ao futuro.
Se houvesse Homens de Estado na Europa, o caminho seria mais fácil de trilhar, um caminho de austeridade, sim, num tempo em que a Europa se vê com um conflito a leste de final imprevisível, e com o ‘cavalo de Tróia’ do multiculturalismo no seu seio, que a corrói, destruindo a sua Identidade, os seus Valores e a sua Matriz.
Mário Casa Nova Martins

quarta-feira, fevereiro 04, 2015

Les Aventures d'Hergé

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Um livro (apenas) para coleccionar
Parecia que tudo já fora dito ou escrito sobre Hergé e Tintin, mas este filão inesgotável continua a produzir trabalhos sobre a dupla mais famosa da BD.
Também as reedições são uma constante, e de entre elas destaca-se a biografia de Georges Remi intitulada «Les Aventures d'Hergé», de José-Louis Bocquet, Jean-Luc Fromental, e Stanislas Barthélémy, editada pela Dargaud (6 de outubro 2011), álbum com 72 páginas.
Esta obra é de 1999, e ressurge na altura da saída do infeliz filme de Steven Spielberg «Les Aventures de Tintin : Le Secret de la Licorne», em 2011.
Tentando por um lado imitar a linha clara, e por outro em estilo naif, é uma biografia que mistura factos reais com efabulações, resultando algo sensaborão.
Mostrando os tempos em que hoje vive o legado de Hergé, não lhe falta uma certa reescrita, ou, se se quiser, uma correcção da vida do pai de Tintin, adequando-a ao presente.
Mas também as aventuras do Repórter do Século XX têm sido ao longo dos anos, e das modas, como que reformuladas, para agradar aos censores do politicamente correcto.
Se este álbum é mais uma peça para a colecção dos Tintinófilos, quiçá, resultará uma desilusão para quem queira realmente conhecer a verdadeira biografia de Georges Prosper Remi.
Esta BD não passa de uma mão cheia de verdades convenientes sobre a vida de Hergé.
Em Portugal, este álbum foi editado em Maio de 2003 pela Mundo Fantasma, em co-edição com as Edições DevirEm formato entre o A5 e o A4, capa mole, está há muito esgotado.
Mário Casa Nova Martins
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terça-feira, fevereiro 03, 2015

João de Azevedo Coutinho

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 3 de fevereiro de 2015
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17:30 horas, Sala Algarve da Sociedade de Geografia de Lisboa
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Rua das Portas de Santo Antão, 100 - 1150-269 Lisboa
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