\ A VOZ PORTALEGRENSE: Fevereiro 2013

quinta-feira, fevereiro 28, 2013

Joseph Alois Ratzinger

Papa Bento XVI (em latim: Benedictus PP. XVI), nascido Joseph Alois Ratzinger, (Marktl am Inn, Alemanha, 16 de abril de 1927) Cardeal-Bispo Emérito de Roma, é o Papa de Roma desde o dia 19 de Abril de 2005. Foi eleito como o 265º Papa com a idade de 78 anos e três dias, sendo o Sumo Pontífice da Igreja Católica.
Hoje Papa Emérito.
Mário Casa Nova Martins

quarta-feira, fevereiro 27, 2013

Olga Ribeiro

AO ESPERANÇADO AMOR…
EM METÁFORA DA QUÍMICA!
 
AMOR é Química, velha ciência, poderosa e prometedora!
Sem saber explicar o que pertence a quê(m)
Pois até em tempos remotos ela foi Alquímica Magia…
 
Laboratório interdisciplinar da Liberdade,
Tabela periódica do Universo, com suas leis aplicáveis
A substâncias simples e compostas.
 
Meus átomos terão pouca valência
Perante ti, denso átomo de hidrogénio mas
Não quero que o passado seja enxofre
Porque este só é bom quando deriva em útil e isolante ebonite.
 
Sei que não és mero elemento
Catalisador azul, fosforinho (redundante luz)
Quero-te não duro e frio diamante
Mas macia e dúctil grafite
Que desenhe Poesia nesta Vida impura.
 
És a minha Química orgânica
Meu ouro (ou rosa?) de Alquimia,
Ar vital, ar inflamável.
Mantendo esta combustão lenta mas inflamada
Estas afinidades que originam novas substâncias.
Façamos desta equação amorosa
Experimentada combustão lenta e viva…
(Dizem “é impossível!”) porém só investigando
Quiçá possamos partilhar o Prémio Nobel (da Química) do Amor!

segunda-feira, fevereiro 25, 2013

Fernando Correia Pina

Dois poema de Alcácer Quibir
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Zénite

Que a minha espada cante no ar quente
o canto desta gente, tão vibrante,
que a minha espada ardente talhe e cante
e seja o canto ocaso do Crescente.

Que este canto a mil mais se acrescente
até se erguer estridente e cintilante,
que a maré de espadas suba e cante
e seja o canto ocaso do Crescente.

Que cegue o dia o encanto de tanto
brilhante canto sob o sol ardente
e que em nome de tudo quanto é santo
seja este canto ocaso do Crescente.
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Nadir
 
Entre estes corpos nus, ensanguentados,
cativo me trouxeram para achar
um rosto entre os rostos apagados,
um nome entre os nomes a calar.

Todo o dia entre os mortos mutilados
gastei fechando a boca e o olhar
aos irmãos e amigos condenados
à morte de um rei que os fez sonhar

Dele, porém, não achei rasto.
Do seu pendão vi restos e a espada,
sangrenta, vi ao lado da montada

ferida de morte em seu pescoço vasto.
Mas, do meu rei não vi outro sinal
e algo me diz que há-de tornar a Portugal.

sábado, fevereiro 23, 2013

Poesia

Eu queria, senhora,

ser o seu armário
e guardar seus tesouros
como um corsário.
Que coisa louca:
ser seu guarda-roupa!
Alguma coisa sólida,
circunspecta e pesada
nessa sua vida tão estabanada.
Um amigo da lei
(de que madeira não sei).
Um sentinela no seu leito
- com todo o respeito
Ah, ter gavetinhas
para suas argolinhas
Ter um vão
Para o seu camisolão
e sentir o seu cheiro,
senhora,
o dia inteiro.
Meus nichos
como bichos
engoliriam suas meias-calças,
seus sutiãs sem alças.
E tirariam nacos
dos seus casacos.
Ah, ter no colo,
como gatos,
os seus sapatos.
E no meu chão,
como trufas,
suas pantufas...
Seus echarpes, seus jeans,
seus longos e afins.
Seus trastes
e contrastes.
Aquele vestido com asa
e aquele de andar em casa.
Um turbante antigo.
Um pulôver amigo.
Bonecas de pano.
Um brinco cigano.
Um chapéu de aba larga.
Um isqueiro sem carga.
Suéteres de lã
e um estranho astracã.
Ah, vê-la se vendo
no meu espelho, correndo.
Puxando, sem dores,
os meus puxadores.
Mexendo com o meu interior
- à procura de um pregador.
Desarrumando o meu ser
por um prêt-à-porter...
Ser o seu segredo,
senhora,
e o seu medo.
e sufocar,
com agravantes,
todos os seus amantes.
Luis Fernando Veríssimo
Comédias para se ler na escola. Rio de Janeiro. Objetiva, 2001

sexta-feira, fevereiro 22, 2013

A cigarra e a formiga

Fábula as cigarras e a formiga adaptada ao espaço europeu.
A caricatura é de Nicholas Vadot, publicada no L'Éxpress.
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Esta é uma «verdade inconveniente». Ela encerra um fundo de verdade.
E o grave é que a Europa não consegue 'descolar'. Para não falar da dívida espanhola que indiretamente nos vai afetar.
Chamo-vos à atenção para o aumento da dívida pública espanhola em 2012. É irresponsável o facto do governo espanhol não ter pedido ajuda mal tomou posse. Vamos sofrer com isso!
Mário Casa Nova Martins

quarta-feira, fevereiro 20, 2013

Desabafos

A notícia foi inesperada. Mas para os mais atentos era visível o cansaço físico e também psíquico. Se os efeitos do Concílio Vaticano II levaram Paulo VI a falar nos «fumos de Satanás», agora na hora da resignação, Bento XVI foi mais claro ao dizer que o grande perigo para a Igreja está dentro, vem de dentro dela.
Bento XVI, que nas profecias de São Malaquias antecede o último Papa, é «a glória da oliveira», alguém que tudo fez para unir a Igreja e viver em paz com as outras Religiões, principalmente com as outras duas do Livro. Homem de Paz, Homem de Fé, assim se pode definir Bento XVI.
Independente de Profecias, de Sinais, o próximo Papa irá encontrar escolhos de todas as formas. Dificilmente a Igreja de Roma se manterá como hoje se conhece.
Aquilo que se designa por Modernidade irá de supetão tomar rédea solta, e a Tradição será banida. Tudo porque lutaram, de Paulo VI a Bento XVI, passando por João Paulo I e João Paulo II, ruirá. Não restará nada à Igreja de Roma, que sucumbirá aos ataques externos e principalmente internos. Igrejas nacionais darão lugar à Igreja Universal de Cristo!
Ética e Moral, nas regiões maioritariamente cristãs, irão radicalizar-se no sentido dos dois extremos. As Gentes tornar-se-ão elas próprias escravas de uma Religião, ela própria radical, fundamentalista.
João Paulo II disse, «não tenhais medo». E esta frase acompanhou o seu Pontificado.
O seu sucessor, Bento XVI, referiu-se na sua última Missa pública, à “hipocrisia religiosa”.
A resignação de Bento XVI é indiscutivelmente um ‘trovão num céu carregado’!
in, Rádio Portalegre, Desabafos, 19/02/2013
Mário Casa Nova Martins
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terça-feira, fevereiro 19, 2013

Tempo presente

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segunda-feira, fevereiro 18, 2013

Hitchcock

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Estreou recentemente o filme sobre Hitchcock nos cinemas em Portugal.
Importante também é este livro da Taschen sobre o realizador.
Dois acontecimentos a não perder, um numa livraria e o outro no ‘grande ecrã’!
Mário Casa Nova Martins
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sábado, fevereiro 16, 2013

O Estado na Doutrina Social da Igreja

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sexta-feira, fevereiro 15, 2013

Convento de Santa Clara de Portalegre

Conjunto dos onze textos publicados no extinto semanário O Distrito de Portalegre, da autoria do também falecido sacerdote Anacleto Martins, sobre o Convento de Santa Clara de Portalegre.
Hoje o edifício acolhe a Biblioteca Municipal.
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quinta-feira, fevereiro 14, 2013

Fernando Correia Pina

Litania do humano amor
 
Amor sagrado
amor mundano
amor eterno
amor que dura um ano
amor dos gozos divinais
amor que acaba nos tribunais
amor que nos perde
amor que nos redime
amor que nos salva
amor que acaba em crime
amor às escondidas
amor à porta aberta
amor que nos escraviza
amor que nos liberta
amor à flor da pele
amor em transgressão
amor de Paula e Isabel
amor de Jorge e João
amor com descendência
amor sem geração
amor cultivado com paciência
amor à pressa num saguão
amor de Dante e Beatriz
amor de Heloísa e Abelardo
amor com final feliz
amor que se faz em fardo
amor conjugal
amor fraterno
amor brutal
amor tão terno
amor carnal
amor que é chama
amor espiritual
amor que nos inflama
amor que cura
amor que é doença
amor que é noite escura
amor que é luz intensa
amor que é missa
amor que é maldição
amor permissa
amor sem conclusão
amor bendito
amor perverso
amor profano
amor sempre diverso,
amor humano.
Portalegre, 14 de Fevereiro de 2013

quarta-feira, fevereiro 13, 2013

Quarta-feira de Cinzas

A Quarta-feira de Cinzas representa o primeiro dia da Quaresma no calendário gregoriano, podendo também ser designada por Dia das Cinzas e é uma data com especial significado para a comunidade cristã. A data é um símbolo do dever da conversão e da mudança de vida, para recordar a passageira fragilidade da vida humana, sujeita à morte. Coincide com o dia seguinte à terça-feira de Carnaval e é o primeiro dos 40 dias entre essa terça-feira e a sexta-feira (Santa) anterior ao domingo de Páscoa.
A origem deste nome é puramente religiosa. Neste dia, é celebrada a tradicional missa das cinzas. As cinzas utilizadas neste ritual provêm da queima dos ramos abençoados no Domingo de Ramos do ano anterior. A estas cinzas mistura-se água benta. De acordo com a tradição, o celebrante desta cerimônia utiliza essas cinzas húmidas para sinalizar uma cruz na fronte de cada fiel, proferindo a frase “Lembra-te que és pó e que ao pó voltarás” ou a frase “Convertei-vos e crede no Evangelho”.

terça-feira, fevereiro 12, 2013

Carnaval 2013


segunda-feira, fevereiro 11, 2013

Céu

Que céu, e que cores
O fumo duma chaminé
Com diferentes odores
Coisas e gentes pois é
Os ramos sem folhas

De árvores sem frutos
Quais são as escolhas
De prazeres ocultos
E o sol que se vai pôr
No horizonte de fogo
Não, não é um logro
É mais que uma dor!
Mário Casa Nova Martins

domingo, fevereiro 10, 2013

Carnaval


sábado, fevereiro 09, 2013

Caderno escolar

Quadriculado, pautado, duas linhas e de desenho, assim as diferentes formas que este saudoso 'caderno escolar' assumia.
Comprávamo-los em dois lugares, ambos na Rua 5 de Outubro, a Rua Direita, ou em frente à nossa casa, no Tapadinhas, ou mais acima na loja onde tudo e de tudo havia, no nosso saudoso Tio Joaquim Ribeiro.
Mário Casa Nova Martins

sexta-feira, fevereiro 08, 2013

Convento de Santa Clara de Portalegre-XI


DOS MONUMENTOS ÀS PESSOAS - XI
 
O Distrito de Portalegre, N.º 5806, 19 de Novembro de 1982
 
Soror Isabel do Menino Jesus
- Abadessa, que foi de Santa Clara
 
É possível que com a arrumação, por que se espera, do imenso espólio de livros que por aí andam dispersos, vindos dos extintos Conventos da Cidade, muitos nomes de Religiosos e de Religiosas venham para as luzes da ribalta, e Portalegre possa tomar conhecimento dos valores que, dentro ou fora dos seus muros, a projectaram no futuro.
Sabemos que nos Conventos se cultivava a actividade literária e que, com maior ou menor mérito, iam surgindo obras e, portanto, nomes – sobretudo, no campo da oratória e da mística, que, no nosso caso, como quem diz, em referência aos Conventos de Portalegre, permanecem ignoradas.
De entre esses nomes, apontamos hoje um – a Abadessa Clarissa do Convento de Santa Clara de nome Soror Izabel do Menino Jesus.
Foi através de um desses livros, que por aí andam dispersos, que soubemos da sua existência.
Deixou-nos alguns dados sobre a sua vida e descreveu-nos as suas experiências místicas com revelações, sobre cuja autenticidade a Igreja, oficialmente, nunca se pronunciou, mas que, nem por isso deixam de ter interesse até como expressão da mentalidade de uma época, embora não só, mas, sobretudo, em referência ao ambiente da vida conventual.
Intitula-se o livro a que nos referimos: «Vida de Soror Izabel do Menino Jesus, Abadessa que foi do Mosteiro de Santa Clara de Portalegre».
Na folha seguinte à do título da obra, e em que esta se repete, vêm outros dados que transcrevemos:
«Escripta pela mesma venerável religiosa, de mandado de seus Padres espirituaes, com outros tratados Místicos: prática para o interior das Religiosas do mesmo Mosteiro, em que se encontrão as muitas mercês, que Deos lhe fez, em ordem à salvação das almas, com algumas suas cartas espirituaes. Disposta pelo M. R. Padre Fr. Martinho de S. José, Pregador Jubilado, e Provincial da mesma província dos Algarves, que também foi seu confessor. É dada à luz pelo Padre João Evangelista da Cruz e Costa, Bacharel formado nos Sagrados Cânones. Lisboa, M.D.CC.LVII – Na off. de Joseph da Costa Coimbra. Com todas as licenças necessárias».
Era Soror Izabel do Menino Jesus natural de Marvão. Mas merece transcrição a página em que fala da sua terra natal., do desgosto de aí ter primeiro servido ao mundo, antes de se consagrar a Deus; indicando ainda quem foram seus pais.
Falando, portanto da sua vida diz: «Malogrados forão os princípios della; porque tendo alguns ensaios, de que seria nos meus primeiros annos seva de Deos, os meus pecados escurecerão esta luz; e quando cheguei a servir este Senhor, já o mundo estava servido de mim; e para fazer mais expressa menção, direi primeiro a pátria onde nasci. Foi esta a Villa de Marvão, bem conhecida por sua antiguidade.
Meus Pais Christãos, e muito tementes a Deos, de sangue limpíssimo; meu Pai se chamava João Mourato, minha Mãi Domingas Rodrigues, iguais na geração, e nas virtudes».
Aqui terminamos a transcrição. Por ela vemos que, embora, em um dos pareceres, que antecede a Obra, Frei Jerónimo de Belém «Pregador Jubilado, Examinador das Ordens Militares, Consultor da Bulla da Santa Cruzada, Chronista, e Padre da Província dos Algarves» diga que Soror Izabel é «huma mulher sem letras», o seu estilo é fluente, vivo, mesmo insinuante. Pelo trecho transcrito, vemos, também, como ainda, em meados do século XVIII, havia a preocupação de falar de um «sangue limpíssimo», como quem diz, onde não entrou gota de sangue judaico ou mourisco. Na linguagem corrente dizia-se: «cristão dos quatro costados».
E por hoje ficamos por aqui.
Padre Anacleto Martins
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quinta-feira, fevereiro 07, 2013

Lucky Luke

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Começou ontem mais uma colecção de BD, a acompanhar o jornal 'Público'.
Quinze quartas-feiras seguidas, a um preço de 4.95 €, quinze álbuns cartonados de Lucky Luke & Companhia.
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«Colecção 15 livros. Periodicidade semanal. PVP unitário €4,95. Preço total da colecção Portugal Continental €74,25.
Entre 6 de Fevereiro e 15 de Maio às quartas-feiras. Edição limitada ao stock existente. A compra do produto implica a compra do jornal.»
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A não perder, até pelo facto de a colecção reunir histórias há muito esgotadas.
Mário Casa Nova Martins

quarta-feira, fevereiro 06, 2013

Desabafos

Há coisas na vida, às quais só se dá o seu real valor quando se perdem, e uma dessas coisas é a Liberdade. A Liberdade é um bem tão valioso, que uma vez perdida torna-se difícil voltar a alcançar.
E se hoje estou aqui, na Rádio Portalegre, é porque nela se cultiva essa mesma Liberdade. E sabe tão bem ter liberdade de pensar, para escrever, de exprimir o que sentimos e pensamos.
Mas em Portugal nem sempre, ou melhor, poucos têm sido ao longo da sua História os períodos de Liberdade de Pensamento e de Liberdade de Expressão.
A última vez que os Portugueses conseguiram essa Liberdade foi em 25 de Novembro de 1975. E não foi fácil conquistá-la!
Vivia-se então em Portugal uma situação de pré-guerra civil. A Extrema-Esquerda liderada pelo PCP queria implantar em Portugal uma Ditadura semelhante à da então União Soviética e países satélites. Mesmo com o resultado das eleições de 25 de Abril de 1975, onde o PCP se ficou por um valor de 12,46% dos votos, tal não o impedia de agir contra a vontade de mais de 80% dos Portugueses. O facto de ter apoio nos quarteis, controlar sindicatos e através de campanhas de intimidação física, permitia-lhe continuar a colocar as peças no xadrez da insurreição armada.Mas a maré virou em 25 de Novembro de 1975 com a derrota daquela Esquerda radical, quando de facto começa esta Terceira República.
Ramalho Eanes e Jaime Neves são dois dos principais militares que idealizaram e concretizaram as operações militares vitoriosas.
No domingo dia 27 de Janeiro de 2013 faleceu Jaime Neves. Recordamos estes factos históricos, como agradecimento por esta Liberdade e em Homenagem à sua Memória.
in, Rádio Portalegre, Desabafos, 05/02/2013
Mário Casa Nova Martins
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Jaime Neves, Honra e Glória!
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terça-feira, fevereiro 05, 2013

NetCom2 editorial

Surgiu recentemente em Portugal uma nova editora de BD, a «NetCom2 editorial».
Segundo o magazine «BD Net», daquela editora, numa primeira fase a editora decidiu arrancar com 3 séries: Keos, da autoria de Jacques Martin e Jean Pleyers, As Investigações de Margot, da autoria de Olivier Marin e Emilio Van der Zuiden e a A Ultima Profecia, da autoria de Gilles Chaillet
Desta trilogia, de obras e autores, adquirimos o primeiro volume d’As Investigações de Margot, intitulado «O Mistério do Traction 22», numa homenagem ao mítico Citroën ‘Arrastadeira’.
O segundo volume, de uma série de quatro, tem saída prevista para Março de 2013. Intitulado «As Deusas da Estrada», será uma homenagem ao também mítico Citroën DS, também conhecido pelo ‘Boca de Sapo’.
Mário Casa Nova Martins

segunda-feira, fevereiro 04, 2013

A situação na BMP

Pela primeira vez neste outono/ inverno, constipei-me. À primeira vista, tal não será de estranhar, podendo-se mesmo dizer que é ‘fruto da época’. E, de facto, há um fundo de razão nisso.
Todavia, o que me leva a tornar público este meu estado, tem a ver com a forma, melhor, o lugar onde me constipei.
Constipei-me na passada quarta-feira dia 30 de Janeiro de 2013, na Biblioteca Municipal de Portalegre.
É inenarrável o que se passa na BMP, nestes dias de um inverno rigoroso. Além de só se poder estar junta às janelas, por falta de iluminação, o facto de as salas não terem aquecimento torna-as gélidas.
Na Biblioteca Municipal de Portalegre, a maioria das lâmpadas não acendem!
Na Biblioteca Municipal de Portalegre, o frio é de rachar!
Se no tempo bom é agradável estar na BMP, nestes tempos frios e escuros é impossível.
Mas que fique dito que os Funcionários da Biblioteca Municipal de Portalegre não têm a mais pequena responsabilidade na situação em que ela se encontra, e que narro na primeira pessoa. A sua diligência e competência são inquestionáveis. Aliás, eles próprios, tal como todos os utentes da BMP, são também vítimas desta situação, que só envergonha quem realmente é o responsável.
Não quero fazer deste texto um libelo acusatório, e muito menos política. Limito-me a narrar uma situação conhecida e vivida por quem frequenta a Biblioteca Municipal de Portalegre.
Estou à disposição para em qualquer lugar público voltar a denunciar esta situação.
Mário Casa Nova Martins

domingo, fevereiro 03, 2013

Não sei

Pedi-te um beijo
Ofereceste-me um abraço
Não matei o desejo
Mas senti embaraço.
Sem saber que fazer
Ou dizer fiquei
Por tanto te querer
Por certo pequei.
Se te vou perder
Não quero mas não sei
Jamais te irei esquecer
Por um beijo que te não dei!
Mário Casa Nova Martins

sábado, fevereiro 02, 2013

La Aventura de la Historia

Número de Fevereiro de 2013

sexta-feira, fevereiro 01, 2013

Convento de Santa Clara de Portalegre - X


DOS MONUMENTOS ÀS PESSOAS - X
 
O Distrito de Portalegre, N.º 5799, 1 de Outubro de 1982

A «Fonte Arcada» do Convento de St.a Clara

Com o início das obras de desobstrução e restauro do Convento de Santa Clara da nossa Cidade, ficou mais à vista a Fonte da cerca do Convento, que remontará à época da fundação do mesmo, sendo, portanto, uma das mais antigas relíquias arquitectónicas de Portalegre.
Era fonte de mergulho, a julgar pela sua contextura e pelo desgaste, bem visível, no bordo da fonte, a corresponder a um dos dois arcos que a constituem e, naturalmente, o que estava mais à mão de quem vinha do lado do Convento.
Aqui deixamos a sua imagem, com a sugestão para um estudo, que tem inegavelmente o seu interesse, sobre as fontes e fontanários da nossa Cidade e arredores.
Tem, como sabemos, o Convento de Santa Clara, ao centro do Claustro, um fontenário barroco, de mármore, de inegável valor artístico que terá substituído outro, que seria contemporâneo do Convento – já que se não concebia Claustro sem o seu fontenário. Era elemento decorativo, mas, sobretudo, funcional, necessário para abluções e rega dos canteiros, onde, religiosamente, se cultivavam as flores que enfeitariam altares e nichos.
Pode perguntar-se se a água da «Fonte Arcada» teria a mesma proveniência da do fontenário do Claustro. Mas é natural que não, pois não havia desnível suficiente que levasse ao Claustro a água daquela fonte.
De qualquer modo, tanto a «Fonte Arcada» como o Fontenário do Claustro bem merecem ser preservados e, concretamente, a «Fonte Arcada», da cerca, precisa de um envolvimento adequado para se tirar todo o partido do seu real valor arquitectónico e, sobretudo, por o exigir a raridade de um monumento que não é vulgar encontrar-se entre nós, dada a sua antiguidade.
O Fontenário do Claustro fica com o seu natural enquadramento feito, logo que esteja convenientemente restaurado. Esperamos que as obras de recuperação senão eternizem, como as de «Santa Engrácia»…
É, realmente, de esperar que a jóia arquitectónica que são ainda as relíquias da primitiva construção – século XIV – do Convento de Santa Clara, seja recuperada, com todos os seus elementos e tornada um local de agradável pousio e recreio para quanto se deliciam no apreço pelo que o passado nos deixou e que conseguiu subsistir, vencendo a erosão do tempo e a incúria dos homens, quando não a sua tendência iconoclasta de substituir o velho pelo novo, como se o velho ou antigo correspondesse, necessariamente, a «velharia» para deitar ao lixo.
Padre Anacleto Martins
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