\ A VOZ PORTALEGRENSE: Fernando Correia Pina

quinta-feira, março 31, 2011

Fernando Correia Pina


Longe vai o tempo em que, referindo-se aos arquivos dos municípios, escrivães e oficiais das governanças falavam das arcas onde andava o concelho.
De facto, nessas épocas remotas, a documentação de uma pequena autarquia cabia, inteiramente, na segurança de uma arca onde se guardavam privilégios, posturas e umas escassas séries documentais, imprescindíveis ao bom funcionamento da instituição e à manutenção harmoniosa da vida local.
Desde então, circunstâncias diversas como a crescente complexidade das relações entre os diversos agentes da vida local e das suas interacções, a diversos níveis, com outras entidades exteriores à sua área de influência directa, levaram ao surgimento de novos órgãos e funções cuja actividade se veio a traduzir num crescimento exponencial da produção documental, prova provada da implantação daquilo a que já alguém chamou de civilização da escrita e a que, advogando em causa própria, poderiam com propriedade os responsáveis pelos arquivos municipais, tão frequentemente intimidados pela imensidade das massas documentais acumuladas colocadas à sua responsabilidade, denominar de civilização do papel amontoado.
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Fernando Correia Pina
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Texto completo em:
http://pt.scribd.com/doc/22020348/Arquivos-municipais-da-visao-local-a-perspectiva-global

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