\ A VOZ PORTALEGRENSE: ‘Às Armas’, Cidadãos!

domingo, janeiro 23, 2011

‘Às Armas’, Cidadãos!

‘Às Armas’, Cidadãos!

Começou hoje, precisamente à hora do fecho das urnas da campanha eleitoral presidencial, a campanha eleitoral para as eleições legislativas antecipadas.
A vitória de Aníbal Cavaco Silva, e consequente reeleição, traz grande instabilidade política. Passados os prazos constitucionais, eis que chegará a demissão do primeiro-ministro José Sócrates e consequente dissolução da Assembleia da República e marcação de eleições legislativas antecipadas.
Até lá, ver-se-á uma campanha agressiva do PSD na caça ao voto útil da Direita, sem compreender que as maiorias absolutas conquistam-se com os votos do Centro e não com a tentativa de asfixiamento dos partidos à Direita do PSD.
E o despudor será tanto, que dizendo ao eleitorado que o PSD fará coligação com o CDS, mesmo que alcance a maioria absoluta, pede todos os votos da Direita, porque é o partido que está melhor posicionado para derrotar a Esquerda. Conversa esta, idêntica àquela que todos os anteriores líderes do PSD utilizaram.
Sabendo-se de antemão que assim será, CDS, PND e PNR jamais poderão dizer que desconheciam este estratagema, que mesmo de tão infantil e tantas vezes repetido, o certo é que sempre vem dando frutos. Para quem o usa, é claro!
Neste momento, há que começar a trabalhar, preparando desde já a próxima campanha eleitoral das legislativas antecipadas. Nenhum partido á Direita fará coligações. Logo, o trabalho será muito e o tempo urge.
No caso do CDS, que os seus militantes e simpatizantes não acreditem em ‘cantos de sereia’ dos PSD’s! Se o PSD tiver maioria absoluta ‘dispensa’ o CDS. E só um CDS ‘forte’, acima dos 10% fará com que o PSD não tenha a maioria absoluta e assim evitar-se-á um novo Cavaquistão.
Cavaco Silva vai fazer tudo para que o PSD alcance nas legislativas antecipadas, que vai provocar, uma maioria absoluta, à custa de perdas e danos do CDS, e também do PND e PNR.
Quanto aos partidos à Direita do CDS, PND e PNR, têm que finalmente se afirmar, tentando crescer através da diminuição da abstenção, captando o descontentamento popular que a Esquerda, concretamente mais o BE que o PCP, tão bem tem sabido capitalizar.
Mário Casa Nova Martins

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