\ A VOZ PORTALEGRENSE: Luís Filipe Meira

domingo, fevereiro 07, 2010

Luís Filipe Meira

Cinema is Action / Cinema is Emotion
Samuel Fuller
No Meu Leitor de DVD...
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Esta semana vi quatro filmes acabados de estrear em sala:
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Invictus de Clint Eastwood que nos traz a história verídica como Nelson Mandela depois de ser eleito presidente da Republica da África do Sul, conseguiu unir uma nação dividida em torno dum objectivo comum, a vitória no Campeonato do Mundo de Râguebi de 1995, desporto que até então era odiado pela generalidade da comunidade negra. Gostei do filme se bem que esteja de acordo com a opinião generalizada que é um Eastwood mediano, apesar de ter uma magnífica interpretação de Morgan Freeman no papel de Mandela, tem um sofrível Matt Damon no papel de François Pinnear, o capitão que leva a equipa à vitória. Concordo ainda com as criticas que dizem que Eastwood poderia ter tirado melhor partido duma história empolgante mas também comovente. Já não me lembro quem escreveu que o filme anda em piloto automático, é mais ou menos verdade…
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George Clooney também anda por aí com dois filmes em exibição, o primeiro é realizado por Jason Reitman e chama-se Up in The Air, é uma comédia romântica paradoxalmente com um epílogo imprevisível, focada nas relações humanas e com o drama dos despedimentos como mote. Belo filme com um Clooney em excelente forma.
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O segundo filme que Clooney tem em exibição é uma comédia dramática que tem um elenco de peso; Jeff Bridges, Kevin Spacey e Ewan McGregor, é realizado por Grant Heslov e é estranhíssimo, só o nome - Homens que Matam Cabras só com o Olhar - diz quase tudo. A acção centra-se no Iraque e é uma duríssima crítica à vocação guerreira norte americana. Só Visto
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Finalmente, temos o regresso de Woody Allen que volta a Nova Iorque depois de uma estadia europeia, foram quatro anos mais ou menos bem conseguidos. Tudo Pode Dar Certo é uma comédia à antiga que nos remete para o melhor período de Allen. Há quem veja semelhanças com Manhattan um dos seus grandes filmes, também porque tem algo de autobiográfico e tem aqueles enredos deliciosos que só Allen consegue dar vida; o velhote genial e desencantado que vive com uma estouvada miúda de 21 anos, o heterossexual que finalmente percebe que é gay, a cinquentona dona de casa temente a Deus que descobre que é uma óptima fotógrafa e solta-se de tal forma que começa a viver com um Prof. Universitário de filosofia e com o dono de uma galeria de arte. Enfim confusões que só o génio de Allen consegue transformar em situações absolutamente normais. Estou também de acordo que este Tudo Pode Dar Certo, não tem o impacto de Match Point, só para falar dum filme recente, mas é imensamente divertido sendo Allen mais uma vez soberbo no retrato que faz do meio cultural nova-iorquino. Só Visto
Luís Filipe Meira

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