\ A VOZ PORTALEGRENSE: Luís Filipe Meira

quarta-feira, outubro 14, 2009

Luís Filipe Meira

Festival Sons do Mundo - 1.ª parte
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Globalização ou Multiculturalismo?
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Cumpriu-se este fim-de-semana o 1º de dois capítulos que a 4ª edição do Festival Sons do Mundo oferece aos Portalegrenses que se dignarem deslocar-se ao CAEP.
Até agora, convenhamos, não têm sido muitos. Verdade seja dita que a oferta este ano também não é irrecusável, ainda assim, para quem gosta de música e tem curiosidade por aquilo que se vai fazendo por aí, para quem acredita que há mais mundos e mesmo para aqueles que acham que o CAEP tem uma programação deficiente, poderiam ter passado pela sala da Praça da República e ter tomado contacto com três dos muitos caminhos que a chamada Música do Mundo propõe. Nem que fosse para tecerem criticas com conhecimento de causa.
Mas deixem-me analisar sucintamente estas propostas, que serão díspares numa primeira perspectiva, mas que têm em comum a ligação à tradição do berço em que nasceram, introduzindo, uns mais outros menos factores, consentâneos com as próprias vivências.
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DAZKARIEH / Portugal
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Grupo que já vai nos dez anos de carreira, formado por músicos ainda jovens mas com apreciável qualidade técnica. Posta ao serviço de uma interessante mistura entre sons bebidos na tradição popular com sons mais pesados e actuais. Concerto intenso sempre em crescendo com empatia total entre músicos e público.
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LINDA SCANLON / Irlanda
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Desde Dublin para Portalegre. Linda Scanlon cantou a música tradicional do seu País de uma forma simples, não muito exuberante, mas profundamente sentida.
A música da Irlanda tem sempre um cantinho reservado no coração dos melómanos, não conheço nenhum que não tenha tido uma paixão assolapada por uma música que consegue consubstanciar o verde bucólico da paisagem com o ambiente etílico e urbano dos pubs.
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SUHAIL ENSEMBLE / Marrocos
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Quarteto liderado por Suhail Serghini que nos propôs uma curiosa viagem pela musica do Norte de África.
Suhail é um entertainer por natureza, canta, dança, diz piadas, puxa pelo público e também toca. A música apresentada foi apelativa, e foi pena a sala apresentar-se tão desoladoramente vazia, mas, mesmo assim, ainda houve um assomo de festa. O jogo de futebol Portugal – Hungria não terá sido a única explicação para tão pouca gente.

Esperemos então pelo próximo sábado para ver se, passado que está o combate eleitoral, as pessoas despertam e mostram, pelo menos, curiosidade pelo desconhecido.
Arrisquem, pois podem vir a ter boas surpresas.
Luís Filipe Meira

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