\ A VOZ PORTALEGRENSE: Jaime Crespo

terça-feira, outubro 27, 2009

Jaime Crespo

Torre de menagem do Castelo de Beja
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Jerónimo e a Câmara de Beja
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logo na noite eleitoral autárquica, Jerónimo não conseguindo disfarçar o esboroar autárquico da CDU, que vai acontecendo ao toque de caixa com que vai caindo o mito dos bons autarcas comunistas, na medida em que se vão revelando, afinal, as mesmas humanas tentações, e falou num conluio secreto entre o PS e o PSD para assim derrotarem o seu magnífico autarca.
não se recordou, ou não quis, reconhecer que do lado vencedor também estava um autarca por muitos considerado magnífico e com a agravante de não ter tido, em tempos passados, voz livre no PCP.
Jerónimo não denunciou o ainda mais estranho conluio entre o PS, o PSD e até alguns membros do PCP, para derrotarem o candidato da CDU e reelegerem o ex-presidente, também renegado pelo PCP e agora independente, da Câmara de Sines. E assim lá se foi outra Câmara exemplar...
mas o que advém do discurso de Jerónimo é o respeito demonstrado que o PCP tem pelas pessoas, ou seja nenhum. no léxico do PCP não entra a palavra indivíduo, tudo é colectivo? não! tudo é decidido por 2 ou 3 no comité central e imposto aos restantes.
como diz Jorge Coelho, esse grande guru da política portuguesa, “a memória em política é curta”. pois é camarada Jerónimo, já esqueceu, com toda a certeza, a caricata figura que esse outro guru, Álvaro Cunhal fez na famosa cena do sapo e dos sais de fruto e de votar tapando a cara do candidato. e aí sim, esse conluio resultou porque obedientemente e em fila, todos os PCP’s lá foram votar Mário Soares porque no PCP os votos não são do povo, os votos são do partido e o povo esse vota onde o chefe manda.
tal qual no tempo do caciquismo.
Jaime Crespo

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