\ A VOZ PORTALEGRENSE: Maio 2008

sexta-feira, maio 30, 2008

Desabafos

Há um ano, exactamente neste final de Maio, nesta Casa e Lugar, recordámos e homenageámos a Memória de José Petronilho.
Hoje queremos lembrar Manuel Sousa Casimiro.
De ambos éramos Amigos. Deles fica-nos a Saudade.
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No último ano, a escalada dos preços das matérias-primas ultrapassou as previsões mais pessimistas. E aquelas que são referência para as populações, dada a importância que desempenham no quotidiano, então viram disparar para valores incomportáveis os seus preços. Como exemplo estão o arroz que aumentou 122 por cento, o trigo 95 por cento, a soja 83 por cento, o crude 82 por cento, e o milho 66 por cento. Por outro lado, enquanto a ainda moeda-padrão, o dólar americano, se desvaloriza a um ritmo constante, o ouro tem uma valorização de 37 por cento, aliás como seria expectante.
O recentemente tornado público relatório do Eurostat, o organismo estatístico da União Europeia, revela que cerca de um milhão de Portugueses vive com menos de 10 euros/dia, enquanto um outro estudo, denominado «Um Olhar Sobre a Pobreza em Portugal», conclui que mais de cinquenta por cento das famílias portuguesas viveram numa situação vulnerável à pobreza pelo menos durante um ano, no período entre 1995 e 2005. Com este quadro sócio-económico, não é de espantar que a pobreza e as desigualdades sociais se estejam a agravar em Portugal.
Hoje em dia, este fenómeno deixou de ser predominantemente rural. As cidades vivem com cada vez maior intensidade o flagelo da pobreza, e dentro do seu universo, a vulnerabilidade à pobreza é francamente maior nas localidades de baixa densidade populacional, de que é exemplo Portalegre.
Quando a pobreza se instala, ela é vista como um mal social. A sociedade não sabe lidar com a pobreza, vendo nela não um facto que pode ser ultrapassado, mas como um tumor no tecido social que não tem cura, daí a fuga para a ignorar ou para a esconder. Mas a pobreza existe, e temos que agir para que ela seja minorada o mais possível!
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Terminou mais uma série de Desabafos. Para nós foi a quarta vez que na Rádio Portalegre fazemos parte desta Equipa. Agradecemos o Convite que nos foi feito pelo Chambel Tomé e o José Nabo, e a paciência que tiveram connosco o João Albuquerque e o Rui Anacleto.
Bem-Hajam.
in, Rádio Portalegre, Desabafos, 30/05/2008
Mário Casa Nova Martins

quarta-feira, maio 28, 2008

Crítica do Liberalismo

Bolsa de Valores de Nova Iorque
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Este Liberalismo, fruto da Globalização que também previu, não é o remédio certo para Portugal, a Europa e o Mundo, revelando-se gerador de injustiças económicas e sociais gravíssimas.
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Perfeitamente de acordo! Aliás, acho sinceramente que haverá poucas coisas tão de Direita como a prossecução de políticas que, em nome do Bem Comum, harmonizem - o que difere radicalmente de dizer «igualitarizem» - o escalonamento social, impedindo com o mesmo vigor a proletarização da classe média e o emergir de arquimilionários. Há de resto muito de esquerdista no ideário liberal - se os comunistas querem pôr o Estado como distribuidor equitativo de riqueza, o liberalismo quer pôr o mercado a seleccionar naturalmente os que merecem, premiando-os, e a despojar os que não se esforçam, centrifugando-os para a margem da sociedade. Ambos enfermam do erro grave de considerarem que há «mãos invisíveis» que por si só garantem o funcionamento da sociedade e a plenitude do bem-estar dos cidadãos. E esta é a ideia base de todo o pensamento de Esquerda: a suposição de que um determinado maquinismo, normalmente espoletado ou aperfeiçoado por uma revolução, é por si só suficientemente importante para garantir o bom andamento das relações sociais. Pensar assim não é apenas utópico mas leva também à perversa ideia de que o Mundo pode todo ser reduzido a relações de troca, a relações de produção e distribuição de subsistências, e a única coisa a fazer é criar a ambiência em que essas relações se fazem da forma «perfeita».
Ora, não é assim: desde logo, e evidentemente, o Homem não é apenas um cadáver adiado que mastiga: integra-se numa entidade nacional histórica e identitariamente definida de que o seu Estado é garante, e cujo engrandecimento e manutenção nenhuma destas formas de Governo assegura (aliás, bem pelo contrário, que todas estas formas de Governo hostilizam abertamente). Mas ainda que assim fosse não há uma forma, concreta e acabada, de boa distribuição da riqueza entre as pessoas, de fisco suportável, de lucro justo, de salário digno, etc. A evolução das relações económicas dentro do país e deste com os restantes constituem a base da economia e as instituições políticas precisam estar numa situação em que tenham sempre as mãos livres para que, dependendo do clima em que se viva, possam distender ou apertar, distribuir ou concentrar, em suma, garantir que se vive do melhor modo possível.Nem a distribuição igualitária é essencialmente boa, porque o mérito deve merece ser beneficiado, nem o mercado é garantia do favorecimento do mérito, porque só em ficção se pode pressupor que todos partem para as relações económicas em igualdade de circunstâncias, sendo a Natureza a distinguir quem merece de quem padece. A única forma de garantir o Bem Comum é permitir a criação de riqueza na quantidade máxima, e estabelecer, pelo fisco, pelo auxílio social, numa palavra, pela acção política, formas de impedir a miséria e a sumptuosidade, a adaptar sempre que a conjuntura se modifique. No fundo, e passe a linguagem futebolística, o Estado não joga mas também não vai para a bancada - arbitra.
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PS - Peço desculpa pelo «manifesto» em que transformei este comentário. Mas já há algum tempo que precisava dizer em algum lado que o Liberalismo é de Esquerda, ao contrário do que querem vender. E dificilmente arranjaria pretexto melhor do que o artigo que o Mário publicou.
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Caro JV, é uma honra poder editar como Postal o seu Comentário.
O que escreveu é de uma
lucidez a toda a prova!
Cumprimentos.
Mário

Francisco Lucas Pires

In Memoriam
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Qual o seu legado, dez após a sua morte? O que permanece vivo, o que é obsoleto e o que é futuro? Que doutrina deixou? Faz sentido o presente conjunto de homenagens que em torno da sua Memória?
Este conjunto de questões, e outras que poderiam ser formuladas, têm uma resposta simples. Francisco Lucas Pires não deixou indiferentes os que acompanharam a sua vida política. Assim, é justo que seja lembrado, para que as gerações que o não conheceram fiquem com uma imagem do Homem.
Francisco Lucas Pires, ao contrário de Adriano Moreira, nunca teve razão antes do tempo. Mas teve a visão do futuro. Como que profetizou o que seria a Europa em termos de União Europeia. De Nacionalista, passou a Europeísta. E dentro do Europeísmo, situou-se na sua franja mais radical, o Federalismo. Francisco Lucas Pires sempre foi um Extremista.
Em Portugal, depois de militar em movimentos radicais de Direita, defende o Liberalismo. O seu consulado no CDS deixou marcas desse intento, que hoje são doutrina governamental. Uma vez mais foi precoce, mas também não teve razão na terapia escolhida. Este Liberalismo, fruto da Globalização que também previu, não é o remédio certo para Portugal, a Europa e o Mundo, revelando-se gerador de injustiças económicas e sociais gravíssimas.
Também o Federalismo que acirradamente defendeu para a Europa não é exequível. Ao contrário do que previu, outra vez não teve razão, a ideia Federalismo conduziu a um renascer dos Nacionalismos. E os próximos tempos irão acentuar essa deriva.
Francisco Lucas Pires foi um teórico da Política. Mas a sua Doutrina não se comprovou na prática. Provavelmente, se a morte o não tivesse levado tão prematuramente, seria um Eurocéptico. É que nos últimos dez anos o que mudou na Europa não foi a Utopia que criou, mas sim uma Distopia. A Europa que o seu Pensamento legou é tão diferente da realidade. E Portugal, de país periférico, passou a ultra-periférico. Os líderes Europeus, há muito que deixaram de ter a estatura moral e cívica que tinham no seu tempo. A mediocridade e a ambição de gente como José Manuel Durão Barroso, não têm equivalente àquela com quem Francisco Lucas Pires privava. Outro Tempo, outra Gente!
A sua saída do CDS foi má para ele e para o Partido. Também para Portugal. Ao entrar para o PSD perdeu-se uma referência na Direita Portuguesa. Ficou sempre a ideia de que se achava “maior” do que o Partido em que militara. No PSD foi um “corpo estranho”. Era notório o seu cansaço da vida política Portuguesa. A Europa era para ele um refúgio e um alento.
Faleceu a caminho de Coimbra. E Coimbra era como um porto de abrigo para Francisco Lucas Pires. Nela quis ficar. E é ela que o vai Homenagear no próximo sábado. Com a maior das Justiças Terrenas!
Mário Casa Nova Martins

Nos 25 anos da morte de Hergé

Georges Prosper Remi, Hergé
(22 de Maio de 1907, Etterbeek - 3 de Março de 1983, Bruxelas)
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«Tintin grand voyageur du siècle» mostra as gentes e os lugares que inspiraram Hergé. De 2001, tem uma qualidade excepcional.
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Incontornável é «Tintin chez les savants». Esta é a primeira edição, de Março de 2001. Trata da ligação entre a Obra de Hergé e as Ciências. E as surpresas, pela positiva, são enormes.
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Nos 25 anos da morte de Hergé

Quando da sua saída, dela demos nota. Agora encontrámos este número, datado de 2004 e a propósito do 75.º Aniversário de Tintin.
São duas revistas que se complementam. «Tintin reporter du siècle» aborda a Obra numa vertente generalista, enquanto «Tintin à la découverte des grandes civilisations» se centra no contributo da arte das antigas civilizações na Obra de Hergé. De referir o apurado grafismo das revistas.
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Nos 25 anos da morte de Hergé

Há muito esgotado, o número especial de «A Suivre» foi reeditado, precisamente vinte anos depois, em 2003.
Contudo está “incompleto”. Dois Autores não quiseram que os seus trabalhos fossem incluídos na reedição, Jacques Martin e Avoine. Assim, “faltam” as páginas 72 e 73 em relação a Martin, e a 99 de Avoine.
Desta forma, torna-se indispensável a primeira edição de «A Suivre». Diga-se que é uma Homenagem a Hergé, feita após o seu falecimento, por um conjunto de escritores da Nona Arte, que a Banda Desenhada.
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(reedição)

terça-feira, maio 27, 2008

Crónica de Nenhures

Pela Ibéria das Nações
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Josep-Lluís Carod Rovira é um político Catalão, líder da Esquerda Republicana da Catalunha e número dois do Governo da Catalunha. Em recentes declarações à agência Lusa afirmou: _ “Espanha ainda não assumiu a independência de Portugal”. E acrescentou: _ “O que menos interessa a Portugal é uma Espanha unitária”.
Estas afirmações são fruto de uma constatação in loco. É que se hoje Portugal é uma Nação independente, muito o deve à Catalunha. Um dos preços pagos por Portugal em 1640 pela sua independência foi a continuação da subjugação da Nação Catalã a Castela. Enquanto que Portugal conseguiu reconquistar a sua Independência, a Catalunha era invadida por Castela e novamente amarrada à pata Espanhola.
Devem os Portugueses a maior solidariedade aos Catalães, na luta que travam pela Independência da sua Catalunha. Tal como em relação à Independência do País Basco, e se um dia os Galegos assim o quiserem também em relação à Galiza. No passado, Catalães e Portugueses juntos lutaram contra Castela. Hoje o Combate não é menor. Castela, simbolizada em Madrid, quer o fim da Independência de Portugal, enquanto luta tenazmente contra o Processo das Autonomias das Nações da Ibéria que subjuga.
O Iberismo é uma corrente de pensamento que defende a União Ibérica. Esteve presente em muitas épocas, e nos dias de hoje continua presente em todos os Espanhóis de Castela e em alguns “Miguel de Vasconcelos do século XXI”.
O Iberismo tanto está presente no Pensamento Monárquico, como no Pensamento Republicano. Todavia, costuma esquecer-se o primeiro e apenas falar-se do segundo. Enquanto que os Republicanos defendem uma República Federal onde as Nações tomam a figura de Estados, por seu lado os Monárquicos defendem um só Rei, quiçá um Bourbon, para toda a Ibéria e as Nações tornam-se Comunidades, vincando o centralismo administrativo madrileno. Em suma, ambos querem o fim de Portugal enquanto Nação!
Mário Casa Nova Martins

segunda-feira, maio 26, 2008

Desafio

Casa situada na localidade denominada Biquinha
(estrada Portalegre / Alegrete)

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A Minucha, com a amizade que coloca em tudo o que faz, quer que diga “as seis coisas que mais odeio”, ou como Ela diz, “os meus seis ódios de estimação”.
Não sei se são “seis ou sessenta”, se “uns mais do que outros”, daí enunciar os ditos por ordem alfabética, deixando um agradecimento público à
Minucha pelo Desafio.
Mário
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Desonestidade
Hipocrisia
Incoerência
Inveja
Mediocridade
Usura

sexta-feira, maio 23, 2008

Desabafos

As Antiguidades de Portalegre são recentes. O Passado não guarda factos ou feitos relevantes desta terra, nem das suas gentes. Portalegre começa a ser falada nos manuais de História a propósito do reinado de D. Afonso III. Mas sempre em notas de pouca importância.
Graças ao concubinato de um bispo cisterciense e de uma madre abadessa também cisterciense, Portalegre vem a tornar-se sede de bispado, tendo antes e por imperativo sido elevada a cidade. É esta efeméride que hoje, dia 23 de Maio, se celebra. A denominada “pequena história” tem destas “histórias”!
Com o estatuto de cidade e com bispo residente, Portalegre teve um certo desenvolvimento, de que um conjunto de casas brasonadas, a existência de vários conventos de religiosos e religiosas e a memória de um largo número de indústrias são exemplo.
Hoje já na resta daquela mediana opulência em que Portalegre viveu. Cidade não bafejada pela situação geográfica, sem elites de qualquer espécie, perdeu importância política, económica, social e cultural.
A sua última grande oportunidade regeneradora foi uma recuperação urbanística promovida pelo denominado Programa Polis. Todavia, à posteriori, não conseguiu criar um único posto de trabalho ou gerar condições para atrair gentes ou investimentos. Uma vez mais a Cidade não soube, ou não conseguiu, responder a um desafio. E definha inexoravelmente!
Então, o que hoje, nesta data, Portalegre poderia celebrar? A esta pergunta não é difícil responder: _ Nada! E se dúvidas houvessem, bastaria a consulta do programa das festividades e homenagens que a Edilidade promove. Ora, é justamente na mediocridade dos actos e dos factos que se revê a actual Cidade de Portalegre.
in, Rádio Portalegre, Desabafos, 23/05/2008
Mário Casa Nova Martins

quarta-feira, maio 21, 2008

Sentir

Um aperto, uma dor,
O sentir de uma mão.
Ter perto uma flor
Bem junto ao coração!
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Liberdade

Liberdade, uma quimera,
Visão, desejo e anseio.
Liberdade, quem me dera,
Alcançá-la a qualquer meio!

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Crescer

Pensar que ontem estava frio,
Hoje que tudo parece aquecer.
Tirar o sentido do vazio,
Uma nova alma crescer!
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Bela

Esse verde dos teus olhos,
Cabelo da cor da espiga.
Roxo alecrim aos molhos,
Que beleza, a rapariga!

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Maio

Maio, mês das cerejas,
De cantigas e de amores.
A maneira como me beijas,
É como as abelhas ás flores!

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Sonho

O sonho que me consome
Que não me deixa dormir
Que me quer matar à fome
Só por te desejar possuir!

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H. P. Lovecraft

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Tempos atrás, houve um diálogo entre a Minucha e Funes a propósito de Howard Phillips Lovecraft. Dele ficámos a saber o comum interesse pela Obra deste grande Escritor.
Também cultivamos Lovecraft, e temos estas obras cujas capas reproduzimos. Entretanto, continuamos a aguardar um terceiro volume de «Os melhores Contos». Mas deixamos a pergunta se há, além destes, mais livros traduzidos para português de H. P. Lovecraft.
Acrescentamos que «Os Mortos Podem Voltar» é uma outra tradução de «O Caso de Charles Dexter Ward», e que em «Horror em Red Hook» está “uma cronologia do contos de Lovecraft, tal como foi elaborada pelo próprio”, como se lê.
Quanto ao livro de Michel Houellebecq, é um bom complemento à leitura de Lovecraft.
Mário

AAL / SCD

Homenagem ao Nonas.
Homem de Princípios e de Convicções.
Mário

Cultura

terça-feira, maio 20, 2008

Crónica de Nenhures

O Capitalismo das Encíclicas
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O ex-banqueiro de Deus à portuguesa, Paulo Teixeira Pinto, é hoje a par de presidente da Causa Real, ou irReal…, um ambicioso e futuro próspero editor. Antes já era próspero graças à choruda indemnização com que saiu, afastado…, do Banco Comercial Português, junto com uma não menos simpática reforma, antes dos cinquenta anos de idade!…, tudo graças a uma grande incompetência no desempenho das funções de líder do BCP. Portugal no seu melhor!...
Iniciou a sua actividade no mundo dos livros com a compra da Guimarães Editores, uma modesta editora que não editava, à excepção dos livros de Agustina Bessa-Luís, que escreve mais do que vende, o que é uma injustiça para a Senhora e para a sua Escrita, sempre em bom português, mas os modismos são quem mais ordenam... Seguiu-se a aquisição de uma outra editora, a Editora Ática, que vegetava sem actividade editorial que se visse. Então, é caso para dizer que Teixeira Pinto “comprou o nome”, mais do que os activos das ditas editoras.
Como primeiro acto de gestão na Guimarães, Paulo Teixeira Pinto aumentou os salários de todos os funcionários e atribuiu o 15º mês de vencimento. Nada mais errado em termos de gestão empresarial! Mas compreensível à luz do Capitalismo ensinada nas Encíclicas dos Papas Sociais, há mais de uma centena de anos!...
Teixeira Pinto nivelou por baixo. Preferir dar benesses ao arrepio das mais elementares regras de uma gestão empresarial moderna. Não premiou o mérito, mas sim a mediania. Não julgou para escolher os melhores e premiar o mérito, mas sim distribuiu equitativamente, socialisticamente, irmãmente, cristãmente, enfim, erradamente “o mal pelas aldeias”. Desta forma, em vez de “contentar”, “descontentou”. Em vez de criar competitividade, criou as condições para o desleixou, o laxismo nas funções. Em suma, portou-se como Bom Samaritano. Mas é “isto” que o Mercado vai querer? Santa inocência!
Apenas um aditamento. Quando Paulo Teixeira Pinto escolheu e divulgou quem iria coordenar a edição na Guimarães, houve quem se regozijasse com o nome em questão. Quiçá, julgará que determinados Autores vão ser editados ou traduzidos. Mais uma desilusão... O tempo confirmará.
Mário

segunda-feira, maio 19, 2008

Glossário dos Tempos

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Tempo houve em que a Real Associação de Portalegre editou um jornal, do qual éramos responsáveis. Hoje ficam para memória futura. Deles reproduzimos as capas.
Mário

sexta-feira, maio 16, 2008

Desabafos

Na campanha de recolha realizada nos passados dias 3 e 4 de Maio, a zona de actuação do Banco Alimentar Contra a Fome de Portalegre angariou cerca de 31 mil quilos de produtos alimentares. Estes bens alimentares serão distribuídos localmente a 2.700 pessoas com carências alimentares comprovadas, através de 29 Instituições de Solidariedade Social previamente seleccionadas para o efeito e supervisionadas pelo Banco. Acrescente-se que a campanha mobilizou cerca de 500 voluntários, que recolheram as contribuições efectuadas nos 69 supermercados onde foi organizada a recolha.
Com estes dados, o rácio pessoa/alimento é de 11,5 quilos. Em valor absoluto, mostra que a generosidade das dádivas suplantou anos anteriores, mas ainda fica muito aquém do necessitado. É que esses quilos a dividir por um ano dá uma média irrisória, 32 gramas por pessoa/dia.
A pobreza e todas as suas derivadas crescem em Portalegre. O fecho de unidades fabris, o fecho de unidades comerciais, a fuga de serviços, a ausência de novos investimentos, gerou uma situação nunca vista na região. Portalegre é hoje uma zona deprimida, onde o desemprego cresce e a fome aumenta.
E enquanto a situação social em Portalegre se agrava continuadamente, não se vê por parte das entidades públicas qualquer manifestação de solidariedade, quanto mais de ajuda. Tudo parece continuar num “mar de rosas”!
O concelho de Portalegre vai na próxima semana entrar em festa pela celebração, a 23 de Maio, da data da elevação a cidade e a sede de bispado. Mas hoje Portalegre é uma terra deserta de gentes e ideias, portanto sem Futuro. E quanto a bispo, é figura que não tem há meses, o último quis e foi-se embora.
in, Rádio Portalegre, Desabafos, 16/05/2008
Mário Casa Nova Martins

quarta-feira, maio 14, 2008

Cristóvão Falcão

CRISTÓVÃO FALCÃO
(1518?-1557)
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... «Não se conhecem com precisão as datas do seu nascimento e morte, mas pode dizer-se, de modo geral, que a sua vida coincidiu quase com o reinado de D. João III (1521--1557). Este monarca consagrou-lhe muita estima, como o prova o facto de o mandar em espinhosa missão diplomática a Roma, em 1542, relativa ao Bispo de Viseu D. Miguel da Silva» (Mendes dos Remédios).
Nasceu em Portalegre e foi educado de muito criança no Paço Real. A écloga Crisfal tê-la-ia escrito para cantar os seus amores com Maria Brandão, órfã rica, cuja família haveria desaprovado o seu casamento com um fidalgo pobre, como era o poeta.
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Vilancete
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Como dormirão meus olhos?
Não sei como dormirão,
pois que vela o coração.

Toda esta noite passada,
que eu passei em sentir,
nunca a pude dormir,
de ser muito acordada.
Dos meus olhos foi velada;
mas como não velarão,
pois que vela o coração

As horas dela cuidei
dormi-las: foram veladas.
Pois tão bem as empreguei,
dou-as por bem empregadas.
Todas as noutes passadas
neste pensamento vão,
pois que vela o coração.

Pássaros, que namorados
pareceis no que cantais,
não ameis, que, se amais,
de vós sereis desamados.
Em meus olhos agravados
vereis se tenho razão,
pois que vela o coração.
Da écloga Crisfal

Ricardo António Alves

Ricardo António Alves tem por Ferreira de Castro uma admiração infinita.
Em homenagem ao Escritor
criou um Blogue com o seu nome.
É um lugar Cultura. A ele rendemos a nossa admiração.
MCNM

Ferreira de Castro

FERREIRA DE CASTRO
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José Maria Ferreira de Castro nasceu em 1898 em Ossela (Oliveira de Azeméis). Emigrou cedo para o Brasil, onde levou alguns anos de vida muito dura. Autodidacta, trouxe a sua própria experiência para o campo da Literatura e é, hoje, dos nossos autores modernos, o de mais alfa audiência internacional. A Selva (1930) vem conhecendo sucessivas traduções em muitas línguas. Emigrantes (1928), Eternidade (1933), A Tempestade (1933), Terra Fria (1934), A Lã e a Neve (1947), etc., são romances da sua lavra, notáveis como grandes reportagens (Pequenos Mundos — Velhas Civilizações, e A Volta ao Mundo) e, também, o grande livro de divulgação de arte, As Maravilhas Artísticas do Mundo.
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«TAJ-MAHAL», O MAIS BELO MONUMENTO AO AMOR,
QUE EXISTE NO MUNDO
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Obra de dois arquitectos, o francês Agostinho, de Bordéus, e o asiático Ustud-Isa, decorada por um veneziano, Jerónimo Verróneo, nela trabalharam 20000 homens durante 18 anos! Para enriquecer os mármores, vieram outras pedras de toda a Ásia diamantes, ágatas, safiras, turquesas, ónix, corais, granadas, jaspes, lazulitas, cristais de rocha, todos os reflexos, todos os brilhos minerais, numa magnificência espantosa.
... Entrámos num vasto terreiro, espécie de claustro vermelho, dividido em compartimentos abertos à frente, como esses que existem nos mercados. Eram as antigas instalações daqueles que vinham, de toda a Índia, ver o sepulcro famoso. Numa das faces deste quadrilátero, rasga-se grande porta rubra, de estilo persa, bela como uma miragem, monumental como um arco de triunfo, decorada com miríades de arabescos e sobrepujada por pequeninas cúpulas. Transpomo-la e logo nos quedamos vencidos. A porta enquadra a maravilha, obra branca e etérea, aparição de palácio extraterrestre, ao fim de jardins celestiais.
... O Taj-Mahal, com a sua grande cúpula, que outras, em miniatura, ladeiam, e flanqueado por quatro esguios minaretes, apresenta-se ao fim de comprido e estreito lago que corta totalmente o vasto jardim. Este líquido rectângulo dir-se-á uma alameda de prata, dando acesso, entre duas filas de pequeninos ciprestes, ao célebre mausoléu. A água está povoada de nenúfares e reflecte, fantasticamente, as cúpulas e os minaretes.
A suprema brancura do Taj-Mahal contrasta grandiosamente com o verde das árvores do parque e com o vermelho das muralhas e das mesquitas que se ostentam nas redondezas. Parece erguido sobre peanha inacessível aos homens, pois nenhuma escada se divisa entre os níveos mármores. Dai, da sua alvura e do céu onde ele se recorta, a sensação que o monumento dá, de coisa aérea, vaporosa, obra feita de espuma, que se dissolverá com um sopro, que se dissolverá se lhe tocarmos, apesar da sua majestosa grandeza. E visto da grande porta vermelha que ele deslumbra mais, parecendo desprender-se da terra e ascender às nuvens. À medida, porém, que nos acercamos, o Taj-Mahal vai adquirindo a sua inevitável realidade. Ele não constitui, decerto, o mais belo monumento do Mundo. Algumas obras gregas e egípcias oferecem maior nobreza, maior originalidade e mais complexas sugestões. Mas o Taj-Mahal, de feitio de uma mesquita, é a mais bela mesquita que existe no Mundo, o mais belo monumento da arquitectura árabe, como outro não há na terra islâmica.
Só quando se está mui perto do túmulo admirável, se descobre o lugar por onde se atinge a plataforma de mármore em que o Taj-Mahal assenta. Os arquitectos construíram, junto do largo plinto, uma parede que com ele se confunde e atrás da qual se ocultam duas escadas. Em todos os mármores que formam o pedestal vêem-se esculpidas portas e, em cada um dos quatro ângulos da peanha, ergue-se esbelto minarete. Ao centro, está o mausoléu gigantesco, que mostra, em cada face, grande porta em arco e, entre uma porta e outra, quatro janelas, duas em cima de outras duas, todas em arco também. Assim, de qualquer dos pontos cardeais que o contemplemos, o edifício maravilhoso apresenta sempre uma fachada igual às outras, uma beleza e uma harmonia 40 sempre iguais. E tudo torturado peio cinzel, com arabescos e inscrições obtidos por incrustação de mármores negros sobre o mármore branco.
Dentro, sob a cúpula principal, abre-se vasta rotunda e, em sua volta, ampla galeria, onde uma luz de cripta se filtra, cariciosamente. As paredes estão revestidas de marmóreas placas, onde excelsos artistas esculpiram toda uma vegetação de caprichosas, imaginárias formas. Em cada curva da galeria rasga-se uma porta sobre a rotunda sepulcral. Nesta há, ao centro, uma espécie de biombo, fantástico, todo de renda de mármore com embutidos negros, obra de uma beleza indescritível, a maior preciosidade do túmulo e uma das maiores vitórias artísticas de todos os tempos. É dentro desse resguardo transparente que se encontram dois sarcófagos com admiráveis incrustações, dois falsos túmulos, apenas de valor decorativo. Os verdadeiros jazem por baixo destes, dado que os prodigiosos artistas a quem se deve o Taj-Mahal, quiseram ocultar aos olhos indiscretos a sepultura de Arjumand Banu e, simultaneamente, manter a harmonia estética do monumento...
De A Volta ao Mundo

terça-feira, maio 13, 2008

Angola

Angola a martirizada
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Graças a Bob Geldof, Angola é por este tempo assunto de discussão entre gente que há muito estava silenciosa. Existia como que um pacto de silêncio sobre o que se passa em Angola. Devido aos interesses económicos em jogo, e pelo facto de os principais órgãos de informação estarem nas mãos ou do Estado, casos da RTV e da RDP, ou de grupos económicos privados, os outros canais de rádio e televisão além da imprensa escrita evitam falar de Angola.
Hoje é muito fácil falar abertamente sobre a Sérvia e o Kosovo, Barack Obama e Hillary Clinton, menos sobre a Palestina e Israel, mas Angola fica sempre como que no limbo das notícias. Nunca é de mais recordar que a Economia tem muito mais peso nas relações entre Estados que os Direitos Humanos. A não ser que quem viola os Direitos Humanos seja alguém sem importância geo-estratégica, logo sujeito a crítica e possível e provável julgamento no Tribunal Penal Internacional, ou similar, passível de servir de exemplo (???).
Geldof disse que Angola “é gerida por criminosos”. Não disse nada que por aqui não tivesse sido dito, se bem que de forma mas selecta. Angola é governada por uma cleptocracia, liderada por José Eduardo dos Santos.
Mário
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SUSETE FRANCISCO
O Jornal de Angola (JA) diz que "chegou a hora de dizer basta" ao que qualifica como "os mais baixos ataques ao país" e aos seus dirigentes políticos. O aviso consta de um texto disponível na edição on-line do jornal, e assinado pelo director do periódico estatal, para quem "Lisboa continua, infelizmente, a ser o centro das conspirações contra Angola". Este não é o único artigo a visar os portugueses - num texto não assinado, no mesmo jornal, diz-se que "se o regabofe continua" serão publicadas "listas com os nomes dos quadrilheiros portugueses, que foram capturadas no bunker de Jonas Savimbi [o antigo líder da UNITA, morto em 2002]".
No contraponto às críticas que se têm feito ouvir em Portugal ao regime angolano, depois das declarações de Bob Geldof em Lisboa - o músico irlandês disse que Angola é governada "por criminosos" - o artigo acaba por chegar ao ex-Presidente da República, Mário Soares. "Os governantes angolanos, ao longo de décadas, tiveram de dedicar larguíssimos recursos ao combate sem tréguas a Jonas Savimbi, o lugar-tenente da quadrilha soarista em Angola. Para liquidar esse salteadores, os angolanos deram tudo o que podiam", refere o texto. Noutro trecho, numa referência a Clara Ferreira Alves, é também referida uma "quadrilha soarista" - "mas parece que dali já pouco pinga dos diamantes de sangue, tem de arranjar outro quadrilheiro". A expressão "diamantes de sangue" refere-se à indústria em torno deste mineral, para financiamento de guerras. O DN tentou, sem sucesso, contactar Mário Soares.
Para o Jornal de Angola, "em Portugal alguns órgãos de informação estão ao serviço das mais desvairadas quadrilhas". O periódico aponta baterias ao jornal Público e aos comentadores do programa da SIC Notícias Eixo do Mal - a uns e outros chama "idiotas úteis", "aqueles que os patrões usam para todos os abusos". No caso do painel do Eixo do Mal, vai mais longe: "Aqueles quatro miseráveis mentais estão apostados em levar os abusos de liberdade de imprensa aos níveis mais aberrantes dos tempos em que a PIDE destruía a honra dos oposicionistas ao regime fascista".
Para José Manuel Fernandes, director do Público, estes "ataques do Jornal de Angola, nomeadamente a associação aos diamantes de sangue, são completamente disparatados". O jornalista desvaloriza as afirmações do periódico angolano: "Não insulta quem quer, insulta quem pode e o Jornal de Angola não tem autoridade para isso".
Entre o painel de comentadores do Eixo do Mal os comentários são lacónicos. "A liberdade de opinião existe em Portugal, não existe em Angola", refere José Júdice. "Só comento quando o Jornal de Angola for um jornal", responde Clara Ferreira Alves. E reitera as críticas já expressas na SIC Notícias: o governo de Angola "não é eleito, não é legítimo, não é democrático." Para Luís Pedro Nunes, como para Nuno Artur Silva (moderador do Eixo do Mal) o texto fala por si. Já Daniel Oliveira diz que "há insultos que, vindos de onde vêm, sabem a elogios".
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"A palavra do director"
No outro texto, numa coluna intitulada "A palavra do director", e assinada pelo próprio, José Ribeiro afirma que "alguns órgãos da imprensa portuguesa fazem gala em propalar mentiras sobre a realidade angolana e difamar os governantes angolanos". "É um hábito que vem de longe e só se justifica pelo ódio ao MPLA, a organização política que derrotou o colonialismo e ajudou a derrubar o regime fascista português", prossegue, desta vez apontando ao director do Expresso. Na última edição do semanário, Henrique Monteiro subscreveu as palavras de Bob Geldof. "Calúnias", diz José Ribeiro, afirmando adiante que "os amigos de Jonas Savimbi, mesmo os que agora se viram contra aquele que lhes serviu fortuna fácil, têm de se habituar a respeitar Angola e os angolanos". "Patético", responde Henrique Monteiro: "Eles não compreendem a nossa liberdade de expressão."

Humberto Nuno de Oliveira

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segunda-feira, maio 12, 2008

Crónica de Nenhures

A Lágrima da Rainha
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Se tivesse havido “justiça divina”, o Sport Lisboa e Benfica não iria a nenhuma prova da UEFA na próxima época de 2008-2009, tal a vergonhosa prestação em todas as provas que disputou em 2007-2008!
Três treinadores numa época, permissividade e guerras entre jogadores, um jogador que a partir de certa altura acumulava as funções de jogador e de dirigente, um presidente incompetente, em suma, um terceiro mundismo futebolístico!
A situação por que passa o Sport Lisboa e Benfica é deveras grave. Quando à falta de outro argumento para justificar o fracasso da época futebolista se afirma que “o Benfica tem os ordenados em dia”, mostra a irracionalidade a que chegou a proclamada “Nação Benfiquista”. É que os três Clubes que ficaram à frente do SLB também têm os salários dos seus profissionais em dia, tal como a maioria daqueles que ficaram na classificação abaixo dos Encarnados.
Como é possível que os Benfiquistas aceitem a série de insucessos numa só época, sem outro lamento que não o facto de o Clube ter os salários em dia! Com esta afirmação quererão dizer que houve falta de profissionalismo dos futebolistas, o que é apenas uma parte da verdade. E quiçá a menor.
A “fuga para a frente” de Luís Filipe Vieira, primeiro em titular Rui Costa como director desportivo, e mais recentemente a “televisiva novela” das conversações com Sven-Goran Eriksson, vai dar no que as anteriores deram, em fracasso. E depois desculpabilizar-se-á dizendo que fez o melhor, escolhendo nomes inquestionáveis na dita “Nação Benfiquista”. E há Gente que continuará a acreditar neste indivíduo, continuando a dar-lhe o benefício da dúvida!
A dupla Vilarinho & Vieira estão ligados aos piores resultados do Sport Lisboa e Benfica, um sexto e agora um quarto lugar. Também, no caso do primeiro, assistiu-se à politização do SLB, ao ser dado em termos institucionais apoio a um partido político, cujo líder curiosamente é do Sporting Clube de Portugal, José Manuel Durão Barroso. A loucura colectiva em que esta gente colocou o SLB não tem limites!
Assim, enquanto Luís Filipe Vieira continuar como presidente, o Sport Lisboa e Benfica não tem futuro!
Mário

SLB – O que aí vem

Middlesbrough arrasa Manchester City (8-1)
O Middlesbrough aplicou ao Manchester City do treinador Sven-Goran Eriksson 8-1.
E segundo a imprensa, foi um resultado sem margem para dúvidas.
De algum tempo a esta parte, Eriksson “especializou-se” não em treinar equipas de futebol, mas em receber milionárias indemnizações por despedimento com justa causa, vulgo incompetência profissional.
Há muito que Eriksson se tornou também conhecido não por ser um treinador de topo, mas pelas aventuras extra-conjugais. O que a imprensa cor-de-rosa agradece…
Acredita-se, e deseja-se!!!, que Eriksson não venha treinar o Sport Lisboa e Benfica, porque terá propostas cujo valor monetário, e correspondente indemnização…, será muito superior à apresentada pelo SLB.
Se vier, será mais um fracasso. Mas depois o Benfica pagará choruda indemnização, disso não haja a menor dúvida!...
Mário

SLB – O início do pesadelo

Na altura dissemos que a época do Sport Lisboa e Benfica tinha terminado. E fomos profetas!
As palavras de António Oliveira, Toni, à revista Sábado dão-nos total razão.
O desentendimento público entre Katsouranis e Luisão tornaram o balneário do SLB “irrespirável”, tal como então aconteceu após a querela entre van Hooijdonk e Roger.
É clássico nestas situações, e mais se agravou o ambiente dada a disparidade de tratamento dado aos dois profissionais.
Hoje é possível dizer que Katsouranis teve uma época positiva, enquanto Luisão apresentou sempre sub-rendimento. Em vários jogos, as falhas que cometeu foram responsáveis pela perda de pontos.
Mário
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in, SÁBADO - N.º 209 - 30 DE ABRIL A 7 DE MAIO DE 2008
Na jornada seguin- (p.127)
te, fomos a Braga, e no intervalo, no túnel de acesso aos balneários, o van Hooijdonk tentou agredir o Roger. Juntos representavam um investimento de 4 milhões de contos, e tinham ordenados de 55 mil contos, mas se eu tivesse visto tinham sido expulsos. A partir daí tudo piorou, o balneário ficou partido”, recorda (p.128)

Desafio

Ó mar anterior a nós, teus medos
Tinham coral e praias e arvoredos.
Fernando Pessoa
in, Mensagem, Segunda Parte,
MAR PORTUGUÊS, II, HORIZONTE, versos 1 e 2
Pelo Sonho Crescemos!
Obrigado
Minucha pelo Desafio.
Beijo
Mário
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São-nos pedidas seis palavras para uma “muito curta” biografia (há quem opte por um conceito) e podemos dar-lhes ênfase com uma imagem. Devemos colocar um link para quem nos desafiou e por nossa vez desafiar cinco Blogues, avisando-os deste mesmo convite.
Os meus convites vão para:

Vítor
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JVVivo e de Boa Saúde!
CamiloBroncas do Camilo
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