\ A VOZ PORTALEGRENSE: Arquivo Cadaval

quinta-feira, agosto 21, 2008

Arquivo Cadaval

A revista Única, do Expresso, do passado sábado 16 de Agosto, páginas 40 a 44, traz um trabalho de Joana Leitão de Barros, cujo protagonista é o Marido da Filha do primeiro casamento do 10.º duque de Cadaval.
Não vamos abordar o tema acerca de quem deveria hoje estar à frente da Casa de Cadaval. Esse assunto, recorde-se, foi objecto de decisão pessoal do actual duque de Bragança e Pretendente ao Trono de Portugal.
O que retemos daquele trabalho são os últimos três parágrafos, cujo texto em baixo reproduzimos.
É com a maior surpresa que lemos que o Arquivo Cadaval foi vendido após a morte do 10.º duque. Falta de conhecimento da importância de tal Arquivo? Problemas financeiros dos seus possidentes? Enfim, há todo um conjunto de conjecturas que se podem formular acerca da venda de tão importante Arquivo para a História de Portugal. Mas o ónus de tal facto fica com quem o praticou.
Também surpresa, mas menos, é o facto do ferro da Casa de Cadaval ter sido alienado pela Família. Mas também é sabido que a Nobreza portuguesa é economicamente pobre.
Portugal tem que estar grato ao Genro do 10.º duque de Cadaval, assim como a sua Mulher e Filha por terem trazido de volta tão importante Arquivo. Que mais não fosse por isso, mereciam ser Eles os duques de Cadaval.
Mário Casa Nova Martins
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Tanto quanto está envolvido na recuperação do Convento de Santa Cruz de Rio de Mourinho, mobiliza-o o projecto de pôr a salvo, definitivamente, o arquivo Cadaval.
Depois da morte do 10.° duque do Cadaval, o arquivo familiar foi vendido a um negociante do Norte «pelos seus detentores». Posto ao corrente da transacção, Hubert Guerrand-Hermés correu a recuperá-lo. «A verdadeira ocupação a que me ofereço, nos próximos anos, é a de assegurar que os arquivos sejam bem classificados e poder assistir à sua abertura aos investigadores», afirma. Os documentos têm uma base dominial e vão ser tratados por uma equipa de paleógrafos chefiada por Bernardo de Sá Nogueira, professor da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, do Centro de História desta universidade.
Como «as coisas acontecem» este francês, bom conhecedor de vinhos e amante de pintura (Anselm Kieffer, Donald Baechier, Liu Wei e Kirill Chelushkin estão entre as referências, que nomeie também Vieira da Silva, Pomar e Charters de Almeida), viu o destino colocar-lhe em mãos a reintrodução do ferro Cadaval, uma coudelaria outrora conheceu um enorme prestígio. «Aconteceu por acaso, embora há muito sonhasse fazer qualquer coisa neste campo... acabou por surgiu em consequência da minha ligação a Alter Real». Emílio Amaral Cabral, depositário do ferro Cadaval, surpreendeu-o com «um gesto generoso» ao oferecer-lhe o ferro. «Gostaria muito de fazer ressurgir o dos Cadaval. Os cavalos não têm título, apenas nome, não é verdade?»
44 ÚNICA 15 Agosto 2008 EXPRESSO

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