\ A VOZ PORTALEGRENSE: Abril 2007

segunda-feira, abril 30, 2007

Carta Aberta

Caro Mac
Venho dizer-lhe que já comecei a reincarnação como político.
Seguindo a moda do momento, a primeira etapa foi a escolha da Partenaire para a primeira, segunda, terceira, …, e última parte dos meus comícios.
Espero ter a Sua abalizada aprovação.

Como os meus cumprimentos.
Mário

Presos Políticos

Para que a Memória de um tempo sombrio perdure!
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Memória e Testemunhos das Prisões Políticas
depois do 25 de Abril de 1974

Aquilino Ribeiro regidida e bombista

FINALMENTE!

Recebemos um mail, pelo qual ficámos a conhecer a existência do
FDR-Fórum Democracia Real.
Nele está uma campanha em relação à ida de Aquilino Ribeiro, o regicida e bombista, para o Panteão Nacional. Nele está uma campanha em relação à ida de Aquilino Ribeiro, o regicida e bombista, para o Panteão Nacional.
Por mais de uma vez falámos deste assunto no Blogue.
Apenas recebemos notícia de Mendo Castro Henriques.
Lamentámos, para nós, o desinteresse que este assunto tinha para os Monárquicos que estão na Blogosfera.
Agora rejubilamos pelo
FDR-Fórum Democracia Real!

Monárquicos, mas quiçá, principalmente Portugueses de Bem, têm que divulgar e oporem-se à iniquidade deste acto!
MCNM

domingo, abril 29, 2007

E tudo se perdeu

E tudo o Benfica perdeu! Campeonato da Liga, Taça de Portugal, Liga dos campeões, Taça UEFA.
E nem o segundo lugar na Liga conseguiu. Todos os objectivos falhados!
Não é altura de se encontrar culpados, é uma expressão usual nestas situações. Mas o Futebol tem um código próprio, e o culpado tem que ser encontrado.
Se não é a direcção que tem prometidos aos sócios e simpatizantes vitórias adiadas, e que contrata treinador jogadores, quem é?
Se não é o treinador que não conseguiu que a equipa jogasse de forma a alcançar as vitórias que lhe permitam atingir os objectivos delineados no início da época, quem é?
Se o plantel é de qualidade elogiada por direcção e treinador, e não consegue vencer nenhuma das provas em que participa, a culpa é de falta de profissionalismo dos atletas?
Muitos “ses”, mas a verdade é que uma vez mais no Sport Lisboa e Benfica a culpa pela péssima época vai morrer solteira.
Bem fez o Futebol Clube do Porto, que “educadamente” despediu Fernando Santos, no fim de duas épocas consecutivas sem resultados. Bem fez o Sporting Clube de Portugal que mal acabou o Campeonato despediu Fernando Santos, nem permitindo que o treinador acabasse a época, isto é, que acompanhasse a equipa numa digressão aos EUA.
MM

Vermelho




Fafá de Belém

Casos Clínicos

Se ele é candidato a Presidente do Governo Regional, eu também quero ser!

O Candidato em Campanha

Fotos Fumaças

sábado, abril 28, 2007

PND Madeirense

O meu Amigo Mac falou-me de Manuel Bexiga.
Ora esta personagem foi criada pelo Partido da Nova Democracia para realizar sketches na campanha eleitoral na Madeira.
O saloio Manuel Bexiga é "apresentado" pelo PND como candidato a presidente do Governo Regional. A sua aparição fez-se no acto da inauguração da sede de campanha deste partido, chegando o entertainer de Chevrolet de 1930.
De facto Manuel Bexiga está ao nível do carnavalesco Alberto João Jardim.
Agora se “isto” é política, é outra coisa. Mas Jardim "merece isto e muito mais"!...
MM

Eleições Presidenciais Francesas


Sarkozy aussi

Fernandel


Félicie aussi

A coruja e o falcão

Há tempo de falcão e tempo de coruja. Mas parece que o líder do Partido Nacional Renovador não conhece esta máxima. Ou se a conhece, não percebe o seu alcance.
O PNR pode ser o que quiser ideologicamente, mas não pode é “brincar à política”, sob pena de vir a curto prazo sofrer as consequências.
É sabido que as sociedades não se radicalizam, pelo contrário caminham para um centro imaginário. Os radicais são sempre franjas marginais da sociedade. E só por meios revolucionários, como aconteceu na Rússia com a tomada do Poder pelos sovietes, é que chegam aos Governos das Nações.
Se o PNR aspira à respeitabilidade não pode utilizar, por exemplo, símbolos que ferem a sensibilidade da maioria dos cidadãos. Fazer “campanhas choque” para colher votos é um erro de estratégia, porque afugenta potenciais eleitores, e apenas satisfaz os “fiéis”, que há muito estão “convertidos”.
O cartaz do PNR alusivo ao próximo 1º de Maio tem uma imagem que, segundo o líder do Partido, foi tirada «do site de um partido congénere», que por sua vez é semelhante à de um cartaz do Partido Nacional-Socialista Alemão, datado de 1932.
Dada a interpretação ideológica e sociológica que o PNR faz do Trabalho e da data do 1º de Maio, compreende-se que use uma simbologia diferente da do PCP. Agora, e sendo o líder do PNR designer de profissão, não teria sido possível produzir um cartaz que utilizasse uma simbologia que representasse Portugal, sem ter de “importar” fosse o que fosse?
Agora o que se passou, não tendo sido intencional, só pode ter sido por incompetência ou amadorismo. E numa altura em que tudo o que o PNR faz ou diz é “visto à lupa”, teria sido mais inteligente evitar polémicas, que só prejudicam o Partido.
MM

sexta-feira, abril 27, 2007

Alain de Benoist

Quant à Jésus et ses frères, ce livre fait suite, en quelque sorte, à Comment peut-on être païen ? et à L’éclipse du sacré (dont Alain de Benoist estime, dans C'est-à-dire, qu'il constitue l'un des livres qu'il est fier d'avoir écrit). L’ouvrage approfondit le sillon de la réflexion menée par l'auteur sur les questions relatives à la religion. Outre une série de textes passionnants sur l'histoire de Jésus, le recueil s'interroge sur l'idée de Dieu, mais aussi sur les rapports souvent étroits qui unissent l'intolérance et la foi. Le livre dresse également un bilan détaillé de le pontificat de Jean-Paul II, et analyse l'élection de Benoît XVI (non sans s'interroger sur ce que pourrait être la stratégie à long terme de celui qu'on nommait parfois le Panzerkardinal, du temps ou il était préfet pour la Congrégation de la doctrine de la foi). Un texte volumineux et fondamental sur le sens et la nature du phénomène religieux, «Qu'est-ce qu'une religion ?», redent aussi particulièrement l'attention, ainsi qu'une série d'entretiens gravitant autour de ces problèmes.
Dans l'oeuvre d'Alain de Benoist, au-delà des polémiques suscitées par les critiques du christianisme, et au-delà de l'exhumation du patrimoine culturel païen - qui n'a jamais été poussée chez l'auteur au point d'appeler à une reviviscence des anciens cultes, mais simplement à leur redécouverte, susceptible de redynamiser la pensée dans le présent -, on a peut-être trop sous-estimé 1'importance des écrits sur la religion en général. En évoquant son oeuvre, on pense la plupart du temps d'abord à ses réflexions proprement politiques sur la différence, la citoyenneté, la démocratie, etc. Mais cette perspective à courte vue semble oublier que les fondements proprement philosophiques de cette pensée reposent d'abord sur des questions telles que l'articulation de l'un et du multiple, ou encore la remise en cause de la métaphysique, très inspirée ici de la méditation heideggérienne.
De ce point de vue, l'entretien accordé à Danièle Masson, reproduit dans le volume, est absolument admirable. En lisant ces pages, on mesure à quel point la réflexion d'Alain de Benoist est riche d'une base philosophique qui manque à la plupart des politologues, sociologues et historiens des idées contemporains. Et l'on peut regretter qu'il n'ait pas davantage investi, au cours de sa carrière, le terrain de la philosophie pure, pour lequel il a de toute évidence un talent remarquable...

Morale arétique et morale idéologique
Les pages consacrées au dualisme et au monisme, à la mystique médiévale, à la morale, ou encore au désir, sont d'une richesse incomparable. Elles ne sont pas dépourvues de liens avec les textes plus politiques de l'auteur: au contraire, elles leur apportent une fondation. La remise en cause de la doctrine nominaliste de Guillaume d'Ockham, par exemple, est en quelque sorte le soubassement de la critique de l’individualisme libéral. La réflexion sur la pleonexia grecque (le «vouloir-plus») fonde indirectement l'appel à sortir de la logique moderne de la croissance. L’opposition entre le temps cyclique et le temps linéaire explique la montée en puissance de l'idéologie du progrès, une fois les schémas de pensée chrétiens sécularisés et transformes en religions politiques matérialistes ou positivistes. La distinction entre la morale arétique et la morale déontologique porte en sous-main le développement de l'idéologie droit-de-l'hommiste actuelle. Le passage d'une éthique collective de l'honneur à une morale du péché, rabattue sur le for intérieur, justifie pour ainsi dire le désengagement communautaire contemporain et le déclin dela vertu civique.
Jésus et ses frères, en somme, ne doit pas être considéré comme un ouvrage mineur d'Alain de Benoist. C'est au contraire un livre qui, en rassemblant des textes de styles et de tons disparates, propose des éléments essentiels de sa réflexion. Un livre qui étend sa réflexion à des champs de la pensée établissant les piliers à partir desquels, pour ainsi dire, l'oeuvre a pu s'édifier.
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Paul MASQUELIER
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Jésus et ses frères, Les Amis d'Alain de Benoist, Paris 2006, 320 p., 27 €.
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in, Eléments - N.º 124 Printemps 2007 - p.48

Entrevista


Maria Callas and Luchino Visconti Interview

Essencial

Está nos prelos o livro de Martim de Gouveia e Sousa, «O Essencial sobre António de Navarro», editado pela IN-CM. [mj]

Notícia

A “notícia do dia” diz que Carmona Rodrigues está notificado para prestar declarações no Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa na qualidade de arguido, devendo ser constituído formalmente antes do início do interrogatório. Em causa está o processo Bragaparques e a permuta entre os terrenos do Parque Mayer e os da Feira Popular.
Agora espera-se pela reacção do PSD que foi, e muito bem, célere e resoluto nos casos de Isaltino de Morais e Valentim Loureiro.
Mas, em Setúbal, a presidente da Câmara também está a contas com a Justiça. É que Maria das Dores Meira foi constituída arguida no âmbito do processo por alegado conluio entre autarcas e trabalhadores devido à reforma compulsiva de dezenas de funcionários da autarquia.
Espera-se a reacção do PCP a este caso.
Prosseguem os seus trâmites os casos de Fátima Felgueiras, ex-PS, Partido que tal como o PSD teve na altura a atitude correcta em relação a esta autarca, bem como o caso de Salvaterra de Magos, este com a autarca do BE Ana Cristina Ribeiro, o qual continua a apoiar a presidente da Câmara, sendo portanto conivente com corrupção…
Continuam cada dia que passa, a aumentar os casos de corrupção, activa ou passiva, de autarcas, o que vem sem a menor dúvida confirmar que o Poder Autárquico é área em que o polvo da corrupção tem os maiores tentáculos.
MM

Brasil

Arte & Cultura no Rio Grande do Sul

Desabafos

Na passada segunda-feira dia 23 de Abril, celebrou-se o Dia Mundial do Livro.
Está o calendário cheio de “dias mundiais”, o que faz com que a banalização das efemérides seja um facto.
Todavia, toca-nos particularmente esta data, pela paixão que temos pelos livros. Desde que vemos o livro até à sua compra, vai um caminho que passa pelo apalpar do papel, o cheiro da tinta, a beleza da capa, a leitura das badanas e de partes do seu interior, até, finalmente!, à posse.
E quem realmente gosta de livros, não se fica pela livraria, tem que ir ao alfarrabista. Aí, é o deslumbramento sempre que acontece a descoberta, no amontoado de livros de todos os temas e idades, daquele que há anos procurávamos e que por ela pagaríamos uma fortuna, e ali está, ao nosso alcance, ainda por cima a um preço mais do que apetecível.
O que seria o Mundo sem livros! A cultura que nos fornecem, os ensinamentos que nos transmitem, de todas as épocas, do passado, do presente, do futuro, faz com que o Mundo avance por caminhos nem sempre aqueles que queríamos, mas sempre caminhos de aventura.
A Cultura faz parte das sociedades, e dinamizá-la deve ser um desiderato dos Cidadãos, um acto de Cidadania.
Um grupo de Pessoas de diferentes áreas profissionais e ideológicas consegue, fora de toda a subsidiodependência, produzir uma revista em Portalegre. Em homenagem à árvore secular que ornamenta a Ágora portalegrense, chama-se “
Plátano”. Tem três números editados, e o quarto está em gestação. A “Plátano”, revista de arte e crítica de Portalegre, pretende ser um contributo para a Cultura. Acreditamos que o está a conseguir.
MCNM
in, Rádio Portalegre, Desabafos, 27/04/07

quinta-feira, abril 26, 2007

Livro

Luís II da Baviera
Dois filmes recentes vieram dar nova actualidade à figura estranha e atormentada de Luís II da Baviera.
Um halo de loucura e de beleza rodeia este soberano esplêndido e lastimoso, cujo destino trágico Pierre Combescot, grande especialista de música e literatura alemãs, nos conta, ora com lirismo ora com ironia, sem recuar diante do que em geral se esconde.
E eis perante nós o descendente dos Habsburgo e dos Witteibach, o soberano mais belo da Europa do seu tempo, o Rei-Cisne, o Hamlet-Rei, eis os seus amores escandalosos, a sua paixão por Wagner, os castelos fantásticos erguidos no alto das montanhas à medida dos seus sonhos, as sombrias florestas do seu reino da Baviera, as suas fugas nocturnas, na neve, à luz dos archotes, os seus gritos de angústia, os seus pavores, os seus anseios.
E no meio desta existência febril, só a amizade fresca e fiel de Sissi, sua prima, a imperatriz da Áustria, lhe trazia por momentos a paz que, já deposto do trono, encontrou enfim no fundo de um lago.
Escrita numa prosa cativante, extraordinariamente bem documentada, esta biografia reconstitui de maneira admirável o ambiente, o clima e o herói dessa ópera barroca que foi a vida singular de Luís II da Baviera.
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A Vida de Luís II da Baviera
Pierre Combescot
Estúdios Cor
Novembro de 1974

Filme

LUÍS DA BAVIERA (Titulo Original) LUDWIG
Evocação histórica da vida de Luís da Baviera, conhecido pelo “Rei Louco” desde a sua coroação em 1864 até à sua morte em 1886.
Apaixonado pela música de Wagner e traído por ele, com uma devoção por Elisabeth da Áustria, mas abandonado por ela, a sua obstinação pela construção do maior número de castelos possível, a alheação dos assuntos de Estado em prol da arte, tudo conduziu, passo a passo, à loucura e à morte.
Realização: Luchino Visconti
Interpretação: Helmut Berger, Trevor Howard
Categoria: Classicos - Grandes Realizadores
À venda na
FNAC.

Memória do Verão Quente

Gigante Adormecido


De onde se conheciam?
Dos confrontos como jogadores: ele era defesa-direito e eu extremo-direito. Enquanto cá esteve, falámos algumas vezes. O último abraço que me deu foi para dizer: “Nunca tive tanta sorte na vida como ganhar este campeonato.” O Benfica ganhou graças à experiência do Trapattoni. Aqueles jogadores não tinham valor – como esta equipa não tem – em relação à grandeza do clube.
in, SÁBADO, n.º 156 – 26 de Abril a 2 de Maio de 2007, p. 143
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É uma entrevista dada por José Augusto, onde quase no final retemos esta frase:
“Aqueles jogadores não tinham valor – como esta equipa não tem – em relação à grandeza do clube.»
Damos toda a razão a José Augusto, o Campeão Europeu, o Benfiquista.
Os Benfiquistas andam a ser enganados quer pelo Presidente quando fala na excelência do plantel e nas vitórias que nunca acontecem, e da comunicação social que “engorda” com as notícias sobre os “grandes jogadores” do Glorioso.
O Sport Lisboa e Benfica tem uma equipa mediana, e se ficar em terceiro lugar no final do Campeonato é o lugar verdadeiro. SCP e FCP são superiores.
Muito se sofre. O SLB é um “gigante adormecido”!
MM

Distúrbios em Lisboa

Distúrbios em Lisboa
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Sempre que a comunicação social portuguesa fala dos Skinheads, acompanha o texto uma fotografia de gente desse grupo, seja ela de portugueses ou de estrangeiros, “isso” não é relevante, ou um vídeo com Skins na reportagem televisiva.
Todavia, quando acontecem distúrbios protagonizados por gente da extrema-esquerda, só aparecem fotografias dessa gente em confronto com a Polícia, estando esta na posição de “agressora”, ou na televisão esta gentalha a ser “violentada” pelas forças polícias opressoras…
Dos incidentes, graves…, que ontem se passaram em Lisboa, não há conhecimento visual do se passou. Fantástico!
A “opressora” Polícia já deu a sua versão dos factos. Mas não mostrou as armas apreendidas, de vários formatos e tamanhos...
Mas o mais curioso, dado saber-se quem é essa gente, conhecida por "alternativos", ou "non-water-friendly", ou simplesmente "freeks", é o facto de não ter sido dito que em sua posse se encontravam drogas ilícitas… Portugal no seu melhor!...
Bem, como não há fotografias ou vídeos da dita “manifestação” espontânea, democrática, ou lá o que lhe queiram chamar os “bem-pensantes”, por que não “saborear” a fotografia de Shakira e um vídeo desta belíssima Mulher!

Illegal Shakira Vídeo
MM

Capitães de Abril

Ontem na Assembleia da República, nas comemorações dos 33 anos do 25 de Abril, o Presidente da República Aníbal Cavaco Silva, sem o “tradicional” cravo vermelho mas de gravata encarnada, nunca referiu a expressão «capitães de Abril» no seu discurso evocativo.
Tal facto levantou uma onda de indignação nos “donos” do 25 de Abril de 1974, isto é a Esquerda anti-democrática.
Pergunta-se se é legítimo que o Presidente da República referia aquela expressão numa cerimónia em que o tema seja a Revolução dos Cravos.
Não é difícil responder. Se for uma personalidade com um mínimo de conhecimento histórico do que foi a Revolução em 25 de Abril de 1974, não fará qualquer referência aos ditos «capitães de Abril».
Como em todas as Revoluções, ao mesmo tempo que se desencadeia a Revolução há outras Revoluções e Contra-Revoluções em simultâneo. O caso português não foi excepção.
Enquanto um grupo de militares, os tais «capitães de Abril» desencadeavam um movimento militar por razões de ordem corporativa, o povo de Lisboa (no resto do país só quando se conheceu o lado dos vencedores é que o povo vem para a rua celebrar) tomando conhecimento do que se estava a passar sai para a rua e começa a confraternizar com os revoltosos.

Entretanto, a Contra-Revolução não sai à rua, fundamentalmente porque o então Presidente do Conselho, Marcello José das Neves Alves Caetano, dá ordem para que não haja confronto com os militares contrários.
Segue-se a troca de Poder, não com um «capitão de Abril», mas com um general, no caso, António Sebastião Ribeiro de Spínola, que juntamente com outras altas patentes das Forças Armadas toma o controlo da situação.

Tempos depois, há a tentativa da criação do mito dos «capitães de Abril», e foi escolhido como símbolo desse mito, Salgueiro Maia.
E a Esquerda anti-democrática “aceitou”, se bem que primeiramente fosse Otelo Saraiva de Carvalho, o terrorista das FP – 25 de Abril, organização para-militar entretanto desmantelada, o “herói” da Abrilada de 1974.

Em suma, a expressão «capitães de Abril» é de tipo panfletária, sem qualquer relevância.
Um grupo de militares no posto de capitão insatisfeitos com o processo das carreiras e de cariz pecuniário.
Nunca foi ideológico. A ideologia do Socialismo à Portuguesa é outra coisa, outra “história!
MM

Cultura

DIZ-SE de uns que são mais modernos e democráticos. Dos outros que são menos efémeros, ainda que mais ultrapassados. A verdade é que blogues e livros arranjam formas de se encontrar. E se os conteúdos que saltam do www para o mundo do papel não têm sido, no geral, grandes sucessos de vendas, não significa que tenham deixado de ser uma presença regular nos catálogos das editoras.
O maior sucesso de que há memória em Portugal nesta área remonta a 2003 e é tudo menos convencional. Pipi, um anónimo, fez do endereço omeupipi.blogspot.com um dos produtos mais procurados em livrarias. O livro O Meu Pipi (Oficina do Livro), marcado pelo humor obsceno do autor que nunca ninguém soube quem é, vendeu mais de 45 mil exemplares. Quando inquirido pelo SOL, manteve o tom irreverente: «Desejo que quem tem um blogue e pretende editá-lo em livro vá levar na bufa».
Mas, tal como na blogosfera, há alguma diversidade neste tipo de livros. Mesmo os Gato Fedorento, antes doculto televisivo, foram um blogue. E os textos que os quatro humoristas lá escreveram entre 2003 e 2005 já se encontram em livrarias (Cotovia).
Num registo mais reflexivo, o endereço barnabe.weblog.com.pt tornou-se uma referência para os internautas nacionais e a sua passagem para papel (Barnabé, Oficina do Livro) foi também das mais bem sucedidas. «De qualquer forma, o livro acabou por saber a pouco perante o número de visitas que tínhamos online», comentou Rui Tavares, historiador e um dos autores.
É com naturalidade que descreve os dois suportes como muito diferentes, mas desconstrói a complexidade da fronteira: «As pessoas sobrevalorizam a questão do formato. O que interessa é o conteúdo. E os melhores conteúdos são os que saltam facilmente de um lado para o outro». Pedro Mexia, crítico literário, é outra presença comum na blogosfera. Fora do Mundo (Dicionário do Diabo) foi o primeiro livro seu que resultou de um blogue. Agora, a Tinta da China publicou a segunda adaptação dos textos do autor da internei para o papel – Prova de Vida. «Essa transição tem três vantagens: o que está no livro é uma selecção do mais interessante, há pessoas que estão mais habituadas ao ritual do livro, e há um maior controlo sobre o material».
O crítico acha legítimo que os blogues se tornem montras da qualidade criativa dos seus autores. «Substituem a lógica das revistas literárias». Mas isso não significa que todos os bloggers queiram o seu trabalho publicado. «É tão natural publicar textos de blogues como crónicas da imprensa. Não existe uma hierarquia de suportes».
A democraticidade da Internet é mais ilusória que real, mas no meio de tanta oferta ainda há surpresas. É o caso de uma ex-prostitua brasileira, que agitou o mercado dos livros com a publicação das suas confissões ‘profissionais’ a partir do blogue bru.nasurfistinha.com (O Doce Veneno do Escorpião, Presença).
Catarina Homem Marques
in, SOL, 21 ABRIL 2007 – p.52
Interessante trabalho, mas com seria de esperar incompleto. Mas dando-se o benefício da dúvida à jornalista, queremos chamar a atenção para o que foi um sucesso editorial.
O livro «Nova Frente – Textos da Blogosfera», de Bruno Oliveira Santos, resulta do blogue com o mesmo nome. Editado pela Antília em Julho de 2006, são 262 páginas cheias de Cultura, mas também por vezes humor. Temporalmente, cobre os anos de 2003 a 2006 da vida do
Nova Frente, que, felizmente, se mantém com toda a força na Blogosfera.
MM

quarta-feira, abril 25, 2007

Zodíaco Humano / Pintura Corporal












terça-feira, abril 24, 2007

O meu 25 de Abril

25 de Abril
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Portalegre amanhecera cinzenta naquela quinta-feira de Abril, há trinta e três anos.
Não me lembrava de antes ter ouvido o meu Pai falar de política em casa. Mas, nessa manhã, prestes a sair para o Liceu, vejo-o regressar e dizer-nos que as rádios anunciavam um golpe de estado. Estava radiante.
Lembro as aulas desse tempo, como, por exemplo, de Organização Política e Administrativa da Nação, onde se falava do que estava no manual.
Tinha uma namorada, que depois de trocarmos lindas palavras de amor, falávamos de literatura.
Comprava “O Século” e «devorava» o suplemento de desporto. «Vivia» o Benfica e o Desportivo. Tomava café n' O Alentejano, lanchava n' O Plátano, e uma vez por outra almoçava n' O Capote. Já não ia à Biblioteca da Gulbenkian porque tinha lido todos os livros que me interessavam. Comprava romances no José Maria Alves e livros marxistas no Silvino. Ia ao Crisfal sempre que aparecia um Fellini, ou ver clássicos, ou os filmes da moda.
Com eram tranquilos esses meus tempos em Portalegre.
Inexplicavelmente, depois de ouvir o meu Pai, senti que esse mundo acabara.
Ao chegar ao Liceu parecia que havia algo diferente no ar. E, de facto, desde então tudo nunca mais foi como dantes.
As aulas passaram a ser diferentes. Uns Professores continuavam a dar a matéria, outros, poucos, faziam nelas debates políticos, principalmente sobre a guerra do Ultramar.
Amizades de longos anos terminaram abruptamente indo cada um para trincheiras diferentes, e outras começaram.
A nossa conversa de namorados passou a ser de política, e depois da discussão, uma mais vigorosa do que a outra, é que vinha o amor, e esse, num quente dia de Verão, acabou.
Nos anos de 74 e 75, quantos combates em Portalegre, e, depois, em Coimbra!
Tinham sido criadas expectativas de democratização, de desenvolvimento e de paz. Mas a descolonização fazia milhares de vítimas, o desenvolvimento era a delapidação das reservas de ouro avaramente amealhadas e a democracia estava tutelada por militares extremistas.
Foi preciso esperar por Novembro de 1975 para que o País pudesse finalmente ter acesso ao que fora prometido na Primavera de 74.
Então, a democracia política deixou de ser uma promessa e o desenvolvimento económico uma miragem. Só os erros da descolonização não puderam ser reparados.
Hoje, trinta e três anos depois, vive-se um perigoso unanimismo.
Na celebração da Revolução dos Cravos, a esquerda, considerando-se a única herdeira do programa do Movimento das Forças Armadas, quer apropriar-se do que de bom trouxe e negar o contributo para o que de mau aconteceu.
A liberdade e a democracia não são pertença de alguns, mas de todos.
Era bom que tal não fosse esquecido.
Mário Casa Nova Martins
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Este texto foi originalmente lido na então Rádio São Mamede, em 25 de Abril de 1999. Posteriormente foi revisto e publicado no semanário “O Distrito de Portalegre”. O que agora apresentamos, apenas difere do primitivo na alteração do tempo, de vinte e cinco para trinta e três anos, e em questões de semântica.

A razão de o trazermos novamente a público, prende-se ao facto de nele nos continuarmos a rever.
MárioJ.

Saudade do Futuro

Saudade do Futuro

Lembrado pela Memória
De um Passado que vivi
Recordei a sua História
E que Saudade senti!
Em vão pergunto ao Tempo
A razão deste Desejo
Tenho no Momento
A vontade do Beijo!
Como aqueles que Demos
Tantos de tanto Amar
Anos que Perdemos
Nem quero Lembrar!
E quando Te encontrar
Tenho Coragem de dizer
Não sei que Fazer
Nunca deixei de Te Amar!

Recordando
Assim,
Sonhando
Que um dia Voltarás para mim!...

Tempo

Time - Pink Floyd

Alameda Digital

Em linha o n.º 7 da Alameda Digital

Manifestação

«A manifestação está autorizada. O gabinete de imprensa da Câmara de Santa Comba Dão vai enviar um comunicado aos meios de comunicação a confirmar a autorização. Que o dia 28 seja um dia pela liberdade, fazendo nossa a causa do povo.»
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Acabámos de receber via mail esta mensagem.
Vem assinada pelo
Vítor Ramalho.
Quem tem a honra de o conhecer, sabe da Sua Verticalidade, Coragem e Seriedade Intelectual, Política e Ideológica.

Se alguém merecia que a Manifestação tivesse lugar, esse Alguém é o Vítor.
Mário

Ajuda para o Iraque

Só este mês, e até hoje, já morreram 70 soldados americanos no Iraque.
A comunicação social pouco eco faz destas mortes, pela banalização das coisas.
O Iraque já deixou de ser abertura de telejornais ou primeira capa de jornais ou revistas. A barbárie tornou-se o quotidiano.
E a situação degrada-se cada dia que passa.
Deixando os Mortos para cuidar dos Vivos, cifra-se em cerca de quatro milhões o número de iraquianos deslocados e a viverem em condições muito difíceis dentro e fora do Iraque.
Desde a criação do Estado de Israel que não se verificava no Médio Oriente um tão grande êxodo. Os dramáticos acontecimentos de 1948, que levaram à fuga de milhares de Palestinianos de suas terras e casas, deixando tudo para traz, são similares ao que se passa no Iraque.
O sofrimento das populações cresce dramaticamente, sem que a Comunidade Mundial se preocupe. Estão ao abandono os refugiados iraquianos.
Os responsáveis por esta guerra injusta têm que ser levados a Tribunal. George W. Bush tem que ser julgado por cumplicidade neste genocídio.
MM

X-Files


Uma Série de Culto

segunda-feira, abril 23, 2007

Na Morte de um Herói

Boris Nikoláievitch Iéltsin, em russo Борис Николаевич Ельцин (Ecaterimburgo, 1º de Fevereiro de 1931 - Moscovo, 23 de abril de 2007) foi um político soviético e russo.
Foi o primeiro presidente da Rússia em 1991, após o fim da União Soviética, e o primeiro eleito democraticamente na história daquele país.
Iéltsin governou o país até 1999, liderando a transição do socialismo para o capitalismo.
Os anos em que Iéltsin governou foram marcados por grandes transformações econômicas e políticas na Rússia e nos outros países que constituíam a União Soviética, além dos conflitos separatistas na Chechênia.
Faleceu aos 76 anos de idade de complicações cardíacas.
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Boris Iéltsin é um Herói. A sua coragem fez com que os comunistas russos fossem definitivamente varridos da História da Santa Rússia, pondo fim à última tentativa de golpe de estado das forças anti-democráticas, ao, com toda a legitimidade democrática, ter terminado com a sublevação no Parlamento Russo.
Paz à sua Alma.
MM

Crónicas de Allaryia

Autor: Filipe Faria
Titulo: VAGAS DE FOGO
Tema: Literatura
Colecção: Via Láctea
Nº na Colecção: 51
Preço c/iva: €17,50
ISBN: 9789722337366
Nº de Páginas: 584
Data de lançamento:17-4-2007
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Sinopse:
As Crónicas de Allaryia são já um clássico da high fantasy portuguesa, aproximando-se, com este quinto volume, do furioso clímax da odisseia iniciada cinco anos atrás.
Neste novo capítulo das Crónicas de Allaryia, os companheiros que deram início a uma quase ingénua demanda n’ A Manopla de Karasthan estão separados, perdidos, desesperançados.
Embora poucos o saibam, a esperança reside em Aewyre Thoryn, mas cada um dos companheiros terá um papel a desempenhar no vindouro conflito.
Privados do poder da sua união, vêem-se confrontados com a iminente imersão de Allaryia nas trevas que todos já julgavam desbaratadas.
Porém, Seltor, o precursor destas, aprendeu com os erros do passado e os seus propósitos não aparentam de todo ser o que dele se espera…
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Tomámos conhecimento deste volume por informação do nosso Amigo Flávio Gonçalves.
MM

Iniciativa

E, o que virá ou será a seguir?...
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Marcha Global da Marijuana
Lisboa

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Uma iniciativa a apoiar… pelos poderes públicos!?

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